TIE-Brasil
23/06/2017
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TIE no mundo


TIE foi fundado em 1978 em Amsterdam, Holanda, na qualidade de rede de troca de informações e experiências entre Trabalhadores em empresas transnacionais. Em 1981, TIE se transformou em uma organização independente. Em 1986 abriu seu escritório no Brasil, o primeiro fora da Europa, quando iniciou o projeto quadrienal "Internacionalismo ou Protecionismo". Em 1990 foram abertos os escritórios de Moscou (Rússia), Frankfurt (Alemanha), Bangkok (Ásia) e Detroit (EUA). Em 1995 juntamente com a BWFJ (Trabalhadores Negros pela Justiça) foi aberto o escritório de TIE-US-South (Sul dos EUA), em Atlanta. Em 2001 foi a vez do escritório de TIE-Chile, na cidade de Santiago do Chile.

TIE orienta o seu trabalho no sentido de criar laços de comunicação e cooperação entre os Trabalhadores e as suas organizações sindicais, principalmente em nível de base. Impulsiona a democratização dos sindicatos, os debates sobre as novas estratégias sindicais e a construção de capacidade de ação nos locais de trabalho.

A ideia básica do trabalho de TIE é a de contribuir e formar parte dos movimentos sociais, que lutam por mudanças reais das relações sócio-econômicas injustas, em nível nacional e mundial. A democracia, a transparência e o protagonismo do ativismo de base, são princípios que o TIE defende, por considerá-los essênciais no processo de mudanças estruturais tão almejados pelo conjunto da sociedade.

TIE se propõe a participar na tarefa coletiva de construção de um conhecimento que parta dos próprios Trabalhadores, que seja guia e estímulo para a ação diante da poderosa ofensiva, promovida pelas empresas e governos, que ameaça acabar com os direitos e conquistas históricas dos Trabalhadores. TIE centra a sua atenção nas formas que essa ofensiva patronal assume nos locais de trabalho: as novas estratégias empresariais de exploração e controle do trabalho, a flexibilização laboral, as novas tecnologias informatizadas, etc.

Para dar uma resposta adequada a esses problemas e desafios, os Trabalhadores e as suas organizações devem partir das suas próprias idéias e elaborar propostas alternativas de desenvolvimento. TIE se propõe a criar espaços de debate que possibilitem a construção de um conhecimento de Trabalhadores para Trabalhadores.

Seus integrantes, há mais de 25 anos, em seu trabalho em TIE ou através da sua inserção em outras instituições (sindicatos, comissões de fábrica, centros de pesquisa, escolas de formação, universidade, etc.), realizam atividades em conjunto com diversas organizações sindicais e sociais.

O financiamento de atividades se realiza com o aporte dos seus integrantes, de companheiros e organizações de Trabalhadores, que se identificam com o trabalho desenvolvido por TIE. Desde 2002, algumas atividades contam com o financiamento do PSO (Personal Services Overseas, fundo holandês para fomentar o bem estar e a democracia no mundo) no marco do Projeto Latino-americano.

TIE se propõe a colaborar com toda organização sindical e social disposta a defender os princípios de pluralismo, internacionalismo, democracia, autonomia e respeito mútuo, como base, da defesa conseqüênte dos direitos e interesses dos Trabalhadores.


TIE-Brasil

TIE trabalha com sindicatos e trabalhadores brasileiros desde 1986, quando em parceria com os Sindicatos de Trabalhadores Metalúrgicos de Campinas, de São Bernardo do Campo e São José do Campos deu início ao projeto quadrienal "Internacionalismo ou Protecionismo", que buscava discutir as novas estratégias empresariais nas indústria automobilítica e quais deveriam ser as respostas do movimento sindical autêntico e combativo à reestruturaçã industrial em curso e à divisão que ocorria no movimento sindical da época, onde alguns grupos defendiam o protecionismo das economias nacionais como forma de defesa dos Trabalhadores e outros defendiam o Internacionalismo, ou seja, que a efetiva defesa dos Trabalhadores só seria possível se os mesmos se organizassem globalmente.

Durante os últimos 20 anos, TIE desenvolveu o seu trabalho na área de formação sindical, organizando visitas de intercâmbio de informações e experiências, seminários e conferências internacionais nos quais discutiu-se as tendências de desenvolvimento dos sindicatos, as novas estratégias de administração e gerenciamento das empresas e o papel dos Trabalhadores nestes processos.

Sempre atento às mudanças que acontecem à nível internacional e nacional, TIE concentrou o seu trabalho na indústria automobilística. Mais tarde, o trabalho foi levado também a outros setores, como por exemplo, o agrícola e o da alimentação e as novas categorias de Trabalhadores des outras regiões, tais como, Nordeste e o Sul do Brasil.

Em 1999, tendo em vista as importantes mudanças que ocorreram no caráter da indústria do país, TIE resolveu concentrar seu trabalho em Curitiba, novo pólo industrial do Brasil, e começar uma nova frente de trabalho na região Sul.

Uma das prioridades no trabalho de TIE nas novas regiões (nos estados de Paraná e Rio Grande do Sul) é organizar os trabalhadores não sindicalizados e o intercâmbio de experiências entre estas e as demais regiões brasileiras onde o movimento sindical tem mais tradição, tanto no que diz respeito a organização sindical, quanto a experiência na área de formação. Outra prioridade do trabalho de TIE-Brasil consiste em colaborar com os trabalhadores dos países do Mercosul, através de relações de parceria com as organizações similares na Argentina, Chile e Uruguai.

Através do seu trabalho nas diferentes regiões do mundo, TIE conseguiu acumular uma rica experiência na área de formação popular e sindical. TIE também promove o intercâmbio de metodologias e introduz os métodos de treinamento que eram praticamente desconhecidos pela maioria da população dos países onde atua.

De uma iniciativa em colaboração com três sindicatos de uma mesma categoria profissional do Estado de São Paulo, TIE-Brasil desenvolveu ao longo desses 20 anos novos projetos que possiblitaram levar debates como Reestruturação Industrial, Tratados de Livre Comércio, Estratégias Sindicais, Democracia nos Sindicatos e na Sociedade, Liberdade e Autonomia Sindical, Organização no Local de Trabalho, Mapeamento do Processo Produtivo, etc, aos mais longíquos rincões do país, alcançando todas as regiões (Centro-Oeste, Norte, Nordeste, Sudeste e Sul) sempre em colaboração direta com sindicatos e Trabalhadores de base.

Atualmente TIE-Brasil mantém parcerias com mais de 100 sindicatos (ou grupos sindicais) brasileiros e suas estruturas verticais que representam mais de 37 categorias profissionais de todo o país. Milhares de Trabalhadores de Base participaram nas mais de 200 atividades promovidas por TIE-Brasil e seus parceiros nos últimos 4 anos.


Projeto Latino-americano

O Projeto Latino-americano é uma iniciativa formulada e implementada por TIE-Brasil , em conjunto com os escritórios de TIE no Chile , Estados Unidos e Holanda; com Taller de Estudios Laborales - TEL , da Argentina, com Red de Mujeres Sindicalistas - RMS, Centro de Estudios y Taller Laboral A.C. - CETLAC, do México e com a Coalizão pela Justiça na Maquiladoras - CJM, organização trinacional que reune ativistas do Canadá, E.U.A e México. O Projeto Latino-americano conta com o apoio do Personal Services Overseas - PSO, da Holanda.

Os destinatários principais do projeto são Trabalhadores, ativistas e delegados sindicais de base, embora também participem dirigentes locais e nacionais. Também está dirigido a militantes e líderes de organizações de Trabalhadores de bairros e de desmpregados.

As atividades do projeto são organizadas em conjunto com sindicatos, comissões de fábrica e outras organizações de Trabalhadores dos diferentes países onde o projeto está sendo desenvolvido (Argentina, Brasil, Chile, Estados Unidos, Holanda, México e Uruguai). Estão envolvidos diferentes ramos da atividade econômica como agro-indústria, alimentação, automóvel, energia, finanças, telecomunicações, setor público e maquiladoras, assim como organizacões de bairro e sociais de Trabalhadores.

Através de encontros e visitas de intercâmbio de Trabalhadores, ativistas e dirigentes sindicais, assim como de especialistas, de diferentes países; da realização de seminários, oficinas e cursos de formação; e da divulgação de informação sindical e de empresas, o projeto garante que os Trabalhadores troquem informação, construam laços de cooperação e aprendam da experiência dos outros, para construir um conhecimento próprio, à serviço de suas lutas.

A longo prazo, a proposta é a de contribuir para o desenvolvimento de um poderoso, progressista e democrático movimento operário nos países da América Latina.