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10/03/2010
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Notícias

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Lula detona imprensa na Rocinha
Lula afirma em discurso na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, que conhece bem como que a imprensa brasileira funciona: a granfinagem não admite que um operário metalúrgico tenha administrado o país muito melhor que eles, que tenha aberto mais universidades e escolas técnicas que o príncipe dos sociólogos ou outro qualquer presidente burguês que este país já teve.

Veja aqui os outros vídeos com a íntegra do discurso de Lula na favela da Rocinha.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 14:34 09/03/2010, de Curitiba, PR


Número de dentistas no SUS cresce 49% em sete anos
Por Lilian Beraldo

Brasília - A quantidade de dentistas vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 49% entre 2002 e 2009. Nesse período, o número de profissionais passou de 40.205 para 59.958, mais de 19 mil contratações. Os dados foram divulgados esta semana pelo Ministério da Saúde e fazem parte de uma pesquisa realizada durante o ano de 2009.

Segundo o coordenador nacional de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Gilberto Pucca, a expansão dos serviços públicos na área de odontologia é consequência do investimento no Programa Brasil Sorridente.

O coordenador afirma que essa é a primeira vez que o país tem uma política pública de saúde bucal. “O Brasil tem uma história de quase total abandono [com a saúde bucal], só quem tinha dinheiro fazia tratamento odontológico."

A dona de casa Marinalva Salviano, moradora do Riacho Fundo, uma das cidades satélites do Distrito Federal, diz estar muito feliz com o tratamento que está fazendo na Diretoria de Saúde do Trabalhador (Disat), um dos seis Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) implantados pelo ministério na região.

"Não teria condições de pagar esse tratamento se ele fosse particular. Estou gostando muito do atendimento e já me sinto bem melhor, estou muito satisfeita", diz Marinalva.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil Sorridente recebeu, entre 2003 e 2006, investimentos de mais de R$ 1,2 bilhão. Entre 2007 e 2010, o montante investido alcançará cerca de R$ 2,7 bilhões.

Com o crescente investimento, o número de Equipes de Saúde Bucal passou de 4.261 para 18.982, atendendo a 84,8% das cidades brasileiras. As equipes são responsáveis pelo primeiro atendimento e procedimentos simples, como extração dentária, restauração, pequenas cirurgias e aplicação de flúor.

O número de Centros de Especialidades Odontológicas também cresceu, passando de 100 para 808 entre 2004 e 2009. Os CEOs atendem pacientes com necessidades especiais e fazem tratamento de canal e de gengiva, diagnóstico de câncer bucal e colocação de prótese dentária.

Mesmo com o aumento de profissionais, a espera para receber atendimento ainda é grande. Marinalva, por exemplo, demorou três anos para conseguir iniciar seu tratamento. "Só é difícil chegar aqui. Fiz a inscrição no posto de saúde há três anos e só agora consegui", explica.

De acordo com o ministério, o programa Brasil Sorridente já atendeu mais de 90 milhões de brasileiros. “Temos um aumento significativo no atendimento, porém ainda temos que alcançar metade da população”, ressalta Gilberto Pucca.

O Brasil Sorridente é o principal programa da Política Nacional de Saúde Bucal do governo federal e tem o objetivo de garantir ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde bucal dos brasileiros, com tratamento odontológico gratuito por meio do SUS.

Fonte:Agência Brasil

Nota desta redação: Certamente esta notícia nada diz para os "bem-nascidos" de direita e de esquerda, que sempre tiveram atendimento odontológico em consultórios particulares. Certamente não represente nada para o "povo" de nossas Zonas Sul, para os frequentadores de Shopping Centers, para os consumidores de classe média. Talvez pouco represente para boa parte dos trabalhadores na indústria, organizados sindicalmente, que já conquistaram o direito à convênios médico-odontológicos. Mas certamente representa muito para aquela parte da população brasileira que ainda vive no obscurantismo da miséria e da pobreza quase feudal.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 15:51 10/03/2010, de Curitiba, PR


Segundo Ipea Brasil vai gerar 2 milhões de empregos em 2010
O Brasil deve criar 2 milhões de novos postos de trabalho em 2010, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), ligado à Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo.

De acordo com a entidade, a economia brasileira deverá apresentar uma demanda de 18,6 milhões de ocupações a serem preenchidas por mão de obra qualificada e com experiência profissional. A perspectiva leva em conta um ritmo de expansão econômica estimado em 5,5% no ano de 2010.

Em 2002, último ano do (des)governo demo-tucano de FHC o país gerou 762.414, tres vezes menos do que deverá gerar no último ano do governo Lula. Aliás, a geração de empregos em 2002 foi decisiva para o resultado medíocre na geração de empregos nos 8 anos deles. No período deles o país gerou 797 mil novas vagas e o número de desempregados subiu de 5,5 milhões em 1993 para 10 milhões em 2002.

Em oito anos de Lula a geração de empregos deverá ultrapassar a casa dos 9 milhões de novos postos de trabalho, sendo que a taxa de formalização do emprego pela primeira vez ultrapassou a barreira de 50% da força de trabalho nacional.

E eles ainda tem a cara-de-pau de dizer que são melhores administradores e mais competentes. Só se for na arte de ferrar o povo trabalhador. Neste quesito ninguém bate o demo-tucanato...
Enviada por Sergio Bertoni, às 15:42 10/03/2010, de Curitiba, PR


Para senador do DEM, os negros são os culpados pela escravidão no Brasil
Ontem, durante audiência no Supremo Tribunal Federal para discutir o sistema de cotas em universidades públicas, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) usou da palavra para destilar todo o seu profundo conhecimento sobre a história do Brasil. Quem ouviu seu discurso saiu com a impressão de que aprendeu várias coisas novas. Que os africanos eram os principais responsáveis pelo tráfico transatlântico de escravos. Que escravas negras não foram violentadas pelos patrões brancos, afinal de contas “isso se deu de forma muito mais consensual” e “levou o Brasil a ter hoje essa magnífica configuração social” de hoje. Que no dia seguinte à sua libertação, os escravos “eram cidadão como outro qualquer, com todos os direitos políticos e o mesmo grau de elegibilidade” – mesmo sem nenhuma política de inserção aplicada. Com tudo isso, o nobre senador deu a entender que os negros foram os reais culpados pela escravidão no Brasil. As frases (da qual retirei trechos que estão entre aspas) foram registradas pelos jornalistas Laura Capriglione e Lucas Ferraz, da Folha de S. Paulo.

A posição do senador é compreensível, se considerarmos que o discurso feito não foi um ataque à reserva de vagas para negros e afrodescendentes e sim uma defesa da elite política e econômica que controlou a escravidão no país e que, com algumas mudanças e adaptações, desembocou em setores do seu próprio partido.

Depois me perguntam por que a proposta que confisca terras de quem usou trabalho escravo está engavetada no Congresso Nacional…

Um comentário sobre o direito dos libertados exposto pelo senador: Em meados do século 19, com o fim do tráfico transatlântico de escravos, a propriedade legal sob seres humanos estava com os dias contados. Em questão de anos, centenas de milhares de pessoas estariam livres para ocupar terras virgens – que o país tinha de sobra – e produzir para si próprios em um sistema possivelmente de campesinato. Quem trabalharia para as fazendas? Como garantir mão-de-obra após a abolição?

Vislumbrando que, mantida a estrutura fundiária do país, o final da escravidão poderia representar um colapso dos grandes produtores rurais, o governo brasileiro criou meios para garantir que poucos mantivessem acesso aos meios de produção. A Lei de Terras foi aprovada poucas semanas após a extinção do tráfico de escravos, em 1850, e criou mecanismos para a regularização fundiária. As terras devolutas passaram para as mãos do Estado, que passaria a vendê-las e não doá-las como era feito até então.

O custo da terra começou a existir, mas não era significativo para os então fazendeiros, que dispunham de recursos para a ampliação de seus domínios. Porém, era o suficiente para deixar ex-escravos e pobres de fora do processo legal. Ou seja, mantinha a força de trabalho à disposição do serviço de quem tinha dinheiro e poder.

Com o trabalho cativo, a terra poderia estar à disposição para livre ocupação. Porém, com o trabalho livre, o acesso à terra precisava ser restringido. A existência de terras livres garante produtores independentes e dificulta a centralização do capital e da produção baseada na exploração do trabalho. Com o fim do tráfico e o livre mercado de trabalho despontando no horizonte, o governo brasileiro foi obrigado a tomar medidas para impedir o acesso à terra, mantendo a mão-de-obra reprimida e alijada de seus meios de produção.

O fim da escravidão não representou a melhoria na qualidade de vida de muitos trabalhadores, uma vez que o desenvolvimento de um número considerável de empreendimentos continuou a se alimentar de formas de exploração semelhantes ao período da escravidão como forma de possibilitar uma margem de lucro maior ao empreendimento ou mesmo lhe dar competitividade para a concorrência no mercado. Desde 1995, mais de 36 mil escravos contemporâneos foram libertados pelo governo de fazendas de gado, soja, cana…

Para além dos efeitos da Lei Áurea, que completa 122 anos em maio, trabalhadores rurais ainda vivem sob a ameaça do cativeiro. Mudaram-se os rótulos, ficaram as garrafas.

Mas, principalmente, o Brasil não foi capaz de garantir que os libertos fossem tratados com o respeito que seres humanos e cidadãos mereciam, no campo ou na cidade. Herança maldita presente na sociedade. E alimentada por discursos como o de Demóstenes Torres.

Retirado do Blog do Sakamoto
Enviada por Ubirajara Freitas, às 13:35 10/03/2010, de Belo Horizonte, MG


Carta de Repúdio às declarações do senador do DEM
Nós, Conselheiras e Conselheiros do Conselho Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - CNPIR vimos através desta, repudiar a opinião expressada pelo senador da república sr. Demóstenes Torres, Presidente da Comissão de Constituição Justiça e Cidadania do Senado Federal, no seu pronunciamento durante a Audiência Pública no Supremo Tribunal Federal do Brasil (STF), no dia 03 de Março de 2010, que analisava o recurso instituído pelo Partido Democratas contra as Cotas para Negros na Universidade de Brasília.

Na oportunidade o mesmo afirmou que: as mulheres negras não foram vítimas dos abusos sexuais, dos estupros cometidos pelos Senhores de Escravos e, que houve sim consentimento por parte destas mulheres. Na sua opinião: Tudo era consensual!. O excelentíssimo senador da república Demóstenes Torres, continua sua fala descartando a possibilidade da violência física e sexual vivida por negras africanas neste período supracitado. Relembra-nos a frase: Estupra, mas não mata!!!.

O excelentíssimo senador Demóstenes aprofunda mais ainda seu discurso machista e racista, quando afirma que as mulheres negras usam de um discurso vitimizado ao afirmarem que são as vítimas diretas dos maus tratos e discriminações no que se refere ao atendimento destas na saúde pública. Que as pesquisas apresentadas para justificar a necessidade de políticas públicas específicas, são duvidosas e que nem sempre são confiáveis, pois podem ser burladas e conter números falsos.

Enquanto o estado brasileiro reconhece a situação de violência física e sexual sofrida pelas mulheres brasileiras, criando mecanismos de proteção como a Lei Maria da Penha, quando neste ano comemoramos 100 anos do Dia Internacional da Mulher, o excelentíssimo senador, vem na contramão da história e dos fatos expressando o mais refinado preconceito, machismo e racismo incrustado na sociedade brasileira.

Por isso, vimos através desta carta ao Povo Brasileiro repudiar a atitude do excelentíssimo senador Demóstenes Torres.

Ao tempo em que resgatamos a dignidade das mulheres negras e indígenas, que durante a formação desta grande nação, foram SIM abusadas, foram SIM estupradas, foram SIM torturadas, foram SIM violentadas em seu físico e sua dignidade. Aos filhos dos seus algozes, o leite do seu peito, aos seus filhos, o chicote. Não nos curvaremos ao discurso machista e racista do Senador! É inaceitável, que o pensamento dos Senhores de Engenho se expresse em atitudes no Parlamento Brasileiro.

SALVE 8 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER - (100 ANOS DE LUTAS PELA DIGNIDADE DA MULHER)

PEDIMOS ÁS PESSOAS QUE COMPACTUAM COM A CAUSA DESSA CARTA DE REPÚDIO QUE NOS AJUDEM A DIVULGAR ESSE FATO REPASSANDO ESSE EMAIL EM SUAS RESPECTIVAS LISTAS
Enviada por Ubirajara Freitas, às 13:33 10/03/2010, de Belo Horizonte, MG


Teoria negreira do DEM saiu do armário
Por Elio Gaspari

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) é uma espécie de líder parlamentar da oposição às cotas para estimular a entrada de negros nas universidades públicas. O principal argumento contra essa iniciativa contesta sua legalidade, e o caso está no Supremo Tribunal Federal, onde realizaram-se audiências públicas destinadas a enriquecer o debate.

Na quarta-feira o senador Demóstenes foi ao STF, argumentou contra as cotas e disse o seguinte:

"[Fala-se que] as negras foram estupradas no Brasil. [Fala-se que] a miscigenação deu-se no Brasil pelo estupro. Gilberto Freyre, que hoje é renegado, mostra que isso se deu de forma muito mais consensual".

O senador precisa definir o que vem a ser "forma muito mais consensual" numa relação sexual entre um homem e uma mulher que, pela lei, podia ser açoitada, vendida e até mesmo separada dos filhos.

Gilberto Freyre escreveu o seguinte:

"Não há escravidão sem depravação sexual. É da essência mesma do regime".

"O que a negra da senzala fez foi facilitar a depravação com a sua docilidade de escrava: abrindo as pernas ao primeiro desejo do sinhô-moço. Desejo, não: ordem."

"Não eram as negras que iam esfregar-se pelas pernas dos adolescentes louros: estes é que no sul dos Estados Unidos, como nos engenhos de cana do Brasil, os filhos dos senhores, criavam-se desde pequenos para garanhões. (...) Imagine-se um país com os meninos armados de faca de ponta! Pois foi assim o Brasil do tempo da escravidão."

Demóstenes Torres disse mais:

"Todos nós sabemos que a África subsaariana forneceu escravos para o mundo antigo, para o mundo islâmico, para a Europa e para a América. Lamentavelmente. Não deveriam ter chegado aqui na condição de escravos. Mas chegaram. (...) Até o princípio do século 20, o escravo era o principal item de exportação da economia africana".

Nós, quem, cara-pálida? Ao longo de três séculos, algo entre 9 milhões e 12 milhões de africanos foram tirados de suas terras e trazidos para a América. O tráfico negreiro foi um empreendimento das metrópoles europeias e de suas colônias americanas. Se a instituição fosse africana, os filhos brasileiros dos escravos seriam trabalhadores livres.

No início do século 20 os escravos não eram o principal "item de exportação da economia africana". Àquela altura o tráfico tornara-se economicamente irrelevante.

Ademais, não existia "economia africana", pois o continente fora partilhado pelas potências europeias. Demóstenes Torres estudou história com o professor de contabilidade de seu ex-correligionário José Roberto Arruda.

O senador exibiu um pedaço do nível intelectual mobilizado no combate às cotas.
Enviada por Ubirajara Freitas, às 13:30 10/03/2010, de Belo Horizonte, MG


Trabalhador morre em metalúrgica na Bahia
A falta de segurança fez mais uma vítima no setor metalúrgico. Desta vez na Ambar, grupo de administração industrial e de serviços de manutenção sediado em Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador. Eufrásio dos Santos, 63 anos, morreu depois de cair de uma altura de 20 metros ao fazer serviços de reparo elétrico em um telhado do galpão da empresa Acopla, na segunda-feira (8).

No momento do acidente, o trabalhador estava somente com o cinto de segurança. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Simões Filho, além de usar um cinto em péssimas condições, desgastado pelo tempo, ele não contava com nenhum outro amparo de segurança, como capacete, cabo de aço, conhecida como “cabo vida”, entre outros. Ele foi socorrido pela Samu e encaminhado ao Hospital Geral do estado, onde veio a falecer. O corpo do trabalhador foi enterrado na terça-feira (9), no cemitério Bosque da Paz, em Salvador.

“O Sindicato lamenta profundamente que mais uma vida tenha sido interrompida dentro de uma empresa metalúrgica e vai cobrar uma fiscalização rígida do incidente, inclusive com denúncia formal aos órgãos competentes, como o Cerest e o Ministério Público, para que seja apurada a responsabilidade da empresa no caso”, diz Natan Santos, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Simões Filho.

Contatos

Nata Santos (presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Simões Filho) - (71) 9983-0848
ASCOM: Dante Nascimento (Reg. MTE 2718 DRT-BA)
(71) 3418-1603 / imprensa@metalurgicosbahia.org.br
Enviada por Sindicato dos Metalúrgicos de Simões Filho, às 15:17 09/03/2010, de Simôes Filho, BA


Rede de comunicadoresem apoio à reforma agrária
Reunião para montagem da rede de comunicadores em apoio à reforma agrária e contra a criminalização dos movimentos sociais

Dia 11 de março, às 19 horas, no auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo
Rua Rego Freitas 530 – Sobreloja
Mesa com João Pedro Stedile (da coordenação do MST), Paulo Henrique Amorim (blog Conversa Afiada) e Rodrigo Vianna (blog o Escrivinhador).
Participe!
CONVOCATÓRIA/ MANIFESTO:

Denuncie a ofensiva dos setores conservadores contra a reforma agrária!

Está em curso uma ofensiva conservadora no Brasil contra a reforma agrária, e contra qualquer movimento que combata a desigualdade e a concentração de terra e renda. E você não precisa concordar com tudo que o MST faz para compreender o que está em jogo.

Uma campanha orquestrada foi iniciada por setores da chamada “grande imprensa brasileira” – associados a interesses de latifundiários, grileiros - e parcelas do Poder Judiciário. E chegou rapidamente ao Congresso Nacional, onde uma CPMI foi aberta com o objetivo de constranger aqueles que lutam pela reforma agrária.

A imagem de um trator a derrubar laranjais no interior paulista, numa fazenda grilada, roubada da União, correu o país no fim do ano passado, numa ofensiva organizada. Agricultores miseráveis foram presos, humilhados. Seriam os responsáveis pelo "grave atentado". A polícia trabalhou rápido, produzindo um espetáculo que foi parar nas telas da TV e nas páginas dos jornais. O recado parece ser: quem defende reforma agrária é "bandido", é "marginal". Exemplo claro de “criminalização” dos movimentos sociais.

Quem comanda essa campanha tem dois objetivos: impedir que o governo federal estabeleça novos parâmetros para a reforma agrária (depois de três décadas, o governo planeja rever os “índices de produtividade” que ajudam a determinar quando uma fazenda pode ser desapropriada); e “provar” que os que derrubaram pés de laranja são responsáveis pela “violência no campo”.

Trata-se de grave distorção.

Comparando, seria como se, na África do Sul do Apartheid, um manifestante negro atirasse uma pedra contra a vitrine de uma loja onde só brancos podiam entrar. A mídia sul-africana iniciaria então uma campanha para provar que a fonte de toda a violência não era o regime racista, mas o pobre manifestante que atirou a pedra.

No Brasil, é nesse pé que estamos: a violência no campo não é resultado de injustiças históricas que fortaleceram o latifúndio, mas é causada por quem luta para reduzir essas injustiças. Não faz o menor sentido...

A violência no campo tem um nome: latifúndio. Mas isso você dificilmente vai ver na TV. A violência e a impunidade no campo podem ser traduzidas em números: mais de 1500 agricultores foram assassinados nos últimos 25 anos. Detalhe: levantamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT) mostra que dois terços dos homicídios no campo nem chegam a ser investigados. Mandantes (normalmente grandes fazendeiros) e seus pistoleiros permanecem impunes.

Uma coisa é certa: a reforma agrária interessa ao Brasil. Interessa a todo o povo brasileiro, aos movimentos sociais do campo, aos trabalhadores rurais e ao MST. A reforma agrária interessa também aos que se envergonham com os acampamentos de lona na beira das estradas brasileiras: ali, vive gente expulsa da terra, sem um canto para plantar - nesse país imenso e rico, mas ainda dominado pelo latifúndio.

A reforma agrária interessa, ainda, a quem percebe que a violência urbana se explica – em parte – pelo deslocamento desorganizado de populações que são expulsas da terra e obrigadas a viver em condições medievais, nas periferias das grandes cidades.

Por isso, repetimos: independente de concordarmos ou não com determinadas ações daqueles que vivem anos e anos embaixo da lona preta na beira de estradas, estamos em um momento decisivo e precisamos defender a reforma agrária.

Se você é um democrata, talvez já tenha percebido que os ataques coordenados contra o MST fazem parte de uma ofensiva maior contra qualquer entidade ou cidadão que lutem por democracia e por um Brasil mais justo.

Se você pensa assim, compareça ao Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, no próximo dia 11 de março, e venha refletir com a gente:

- por que tanto ódio contra quem pede, simplesmente, que a terra seja dividida?

- como reagir a essa campanha infame no Congresso e na mídia?

- como travar a batalha da comunicação, para defender a reforma agrária no Brasil?

É o convite que fazemos a você.

Assinam:

Altamiro Borges, Antonio Biondi, Antonio Martins, Bia Barbosa, Cristina Charão, Dênis de Moraes, Giuseppe Cocco, Hamilton Octavio de Souza, Igor Fuser, Joaquim Palhares, João Brant, João Franzin, Jonas Valente, Jorge Pereira Filho, José Arbex Jr., José Augusto Camargo, Laurindo Lalo Leal Filho, Luiz Carlos Azenha, Renata Mielli, Renato Rovai, Rita Casaro, Rodrigo Savazoni, Rodrigo Vianna, Sérgio Gomes, Vânia Alves, Verena Glass, Vito Giannotti.

Importante:

A proposta é que a rede de comunicadores em apoio à reforma agrária tenha caráter nacional. Esse evento de São Paulo é apenas o início deste processo. Promova lançamentos também em seu estado, participe e convide outros comunicadores para aderirem à rede.
Enviada por MST, às 13:58 09/03/2010, de São Paulo, SP


Na luta comemoramos 100 anos do 8 de março
Há 100 anos, Clara Zetkin, dirigente do Partido Social Democrata Alemão, viu aprovada sua proposta de instaurar o 8 de março como Dia Internacional das Mulheres. Essa referência histórica, por si só, já seria suficiente para demarcar a data com seu sentido principal: a luta. Foi nesse caminho que as mulheres foram para as ruas em todas as partes do mundo, inúmeras vezes: pelo direito ao voto, a salários iguais, para denunciar a violência cotidiana a que são submetidas, desde a humilhação doméstica à mais brutal violência física.

Em um país com uma das piores desigualdades sociais do mundo, com concentração de terra, renda e poder não mãos de uma elite, marcado profundamente pelo latifúndio e pela exploração imperialista, os impactos recaem fortemente sobre as mulheres. De acordo com uma pesquisa da UFRJ, 80% do total de pessoas sem acesso à renda no Brasil são mulheres. E são elas majoritariamente que são submetidas a jornadas duplas ou triplas de trabalho, encarado muitas vezes como “ajuda” e sem remuneração.

No campo, essa realidade fica ainda mais marcante. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), somente 1% das propriedades rurais do mundo estão em nome de mulheres. E na Reforma Agrária também o índice é baixo: menos de 15% das terras são registradas em nome de mulheres. Cerca de 6,5 milhões de agricultoras são analfabetas. O modelo de produção priorizado pelo Estado brasileiro – revelado com detalhes pelo último Censo Agropecuário – faz com que existam 15 milhões de sem-terra no país. Destes, no mínimo, 50% são mulheres. Por trás do grande número de pessoas sem acesso à terra, um dado do Censo expressa a contradição: apenas 1% dos proprietários de terras no Brasil detém 46% do território agricultável.

O agronegócio – que recebe a maior parte dos investimentos públicos para a produção – acumula mais um vergonhoso título para o Brasil. Depois de ser o principal consumidor de agrotóxicos, é agora o segundo país do mundo em área cultivada de transgênicos. Enquanto os países desenvolvidos seguem o caminho inverso, preocupando-se com a qualidade da alimentação, nossa população precisa se envenenar para garantir os lucros das transnacionais. Isso porque tentaram convencer o mundo que os transgênicos acabariam com a necessidade de pesticidas. Então como entender essa imensa quantidade de venenos para manter a produção transgênica? O Censo demonstrou que quase 80% dos proprietários rurais usam agrotóxico, muito mais do que o necessário. O imenso volume de herbicidas aplicados no Brasil contamina os solos, os mananciais e até mesmo o aqüífero Guarani. A contaminação chega até nós pela água que bebemos e pelos produtos agrícolas irrigados com a água contaminada.

Não faltam dados que comprovam os malefícios sobre a saúde humana dos agrotóxicos e dos transgênicos, muitas vezes sobre a mulher, como a contaminação do leite materno e impactos na fertilidade. Mas nada disso é motivo para o perverso modelo do agronegócio deixar de seguir seu rumo.

E por isso as mulheres camponesas se mobilizam, enfrentam a opressão e a exploração. Não aceitamos o silêncio. Todos os anos, assumimos a responsabilidade histórica legada pelas socialistas. Neste ano, nos organizamos na Jornada de Luta contra o Agronegócio e contra a Violência: por Reforma Agrária e Soberania Alimentar. Vamos para as ruas em todo o país colocar para a sociedade nosso projeto, nossa alternativa pela saúde, pela autonomia, pela igualdade, pelo fim da exploração. Nos somamos com as mulheres das cidades, que também travam há décadas lutas fundamentais para toda a sociedade brasileira. Sabemos que é este o único caminho possível para conquistar nossos direitos.
Enviada por MST, às 17:57 08/03/2010, de São Paulo, SP


Guardas conquistam aumento do piso e greve é suspensa
Mobilizações continuam para resolver pendências e retorno à greve não está descartado

Os guardas municipais aprovaram hoje à noite, por unanimidade, a suspensão da greve. A deliberação foi tomada em assembleia, após reunião de negociação na qual representantes da prefeitura ofereceram uma nova proposta com piso salarial de R$ 850, a partir de abril deste ano. O aumento de 19,57% ainda está longe do exigido pela categoria (R$ 1,3 mil), mas representa um avanço se comparado à primeira proposta apresentada de 6%.

Na avaliação da diretoria do Sismuc o resultado da greve deve ser comemorado, mas esse seria ainda o primeiro passo para as questões ainda pendentes da pauta de reivindicações entregue em novembro do ano passado. A principal conquista da categoria não estaria simplesmente nas questões salariais alcançadas, mas principalmente na organização. A união dos guardas em torno das reivindicações e a disciplina deles em relação à greve teriam demonstrado uma mudança significativa no perfil da categoria.

Plano de cargos

Algumas questões, no entanto, ficaram pendentes e devem ser resolvidas em novas reuniões. Conforme compromisso assumido pela administração, um novo plano de cargos, carreiras e salários será elaborado, desta vez com a participação de uma comissão de representantes dos guardas municipais. As reuniões devem ocorrer a partir de abril.

Dias parados

Também ficou definido que, a princípio, os guardas não terão descontos nos salários até o próximo dia 19, em função dos dias parados. Os membros da comissão de negociação dos guardas reafirmaram, por diversas vezes, durante a negociação, que não existem determinações legais para que a prefeitura execute os descontos. Como forma de compensar os dias parados, foi proposto pelos trabalhadores a reposição de horas extras. Sobre isso ainda não há acordo. Essa questão será discutida em nova reunião prevista para o dia 12 de março. Quadro especial Por fim, um dos pontos que continua pendente e que ainda preocupa a categoria é a situação dos 179 guardas do chamado quadro especial. Este grupo, com pisos salariais abaixo dos R$ 600, não estão contemplados pela proposta apresentada pela prefeitura. Durante a reunião, o secretário Paulo Schimidt foi cobrado sobre isso, mas foi irredutível em manter este grupo de fora. Como também não foi possível chegar a um acordo, assegurou-se que a situação destes guardas será discutida também em reunião específica no mês de abril.

Na assembleia, por diversas vezes os guardas questionaram a posição da prefeitura em relação aos “especiais” e cobrou-se isonomia, ou seja, que o direito de aumento salarial seja estendido a todos. Por esse motivo, a decisão de suspensão da greve está acompanhada da manuten ção de estado de greve. Ou seja, em caso de necessidade os guardas podem voltar à greve para, dentre outras coisas, pressionar a negociação das questões pendentes.

Retomando

Foram nove dias de greve e um mês de vigília promovida pelo Sismuc e por cerca de 1,5 mil guardas municipais. Antes disso, mobilizações com panfletagens, passeatas e debates públicos fizeram parte do calendário de ações coletivas. A indignação da categoria tomou corpo com a morte de quatro guardas no ano passado. Cansados das condições de risco da profissão e da baixa remuneração, os guardas iniciaram o maior movimento já realizado pela categoria desde a sua existência. A última greve havia acontecido em 1994, quando as condições de trabalho eram o tema principal da pauta de reivindicações.

Fonte:Imprensa Sismuc
Enviada por Sismuc, às 14:47 03/03/2010, de Curitiba, PR


A decepção de trabalhar na Guarda Municipal de Curitiba
Mal comecei e já estou chorando!!!

Há 5 anos atrás fui obrigada pela minha mãe a fazer o concurso para a Guarda Municipal, estava desempregada e ela queria que eu tivesse um emprego estável como o dela. Tudo bem, não é bem como o dela, afinal ela é funcionária pública do estado e trabalha no Tribunal de Contas do Estado.

Embora eu tenha feito cursinho para este concurso, nunca acreditei que chegaria a passar, pois bem passei. Ficava pensando o que é que aquilo tinha haver comigo, eu, uma patricinha, cheia de frescuras e com uma vida bem mansa poderia fazer na Guarda Municipal de Curitiba.

Foram 4 meses de escola, no decorrer desses meses algo mudou dentro de mim, descobri que ali estava o que procurei durante muitos anos de empregos e desempregos, auxiliar de escritório, vendedora, artesã.... Mal via a hora de ir as ruas. Me ensinaram nesse curso, que um guarda jamais poderia trabalhar sozinho, sempre em duplas (só por Deus), que o equipamento que receberíamos era valiozíssimo para a nossa segurança e para os cidadãos da nossa cidade querida.

Logo após nossa formatura, fomos fazer um estágio no centro de Curitiba, o Natal se aproximava e as ruas estavam um tumulto só. Achei estranho nosso equipamento, um cinturão com algemas e um bastão. Onde foi parar o colete a prova de balas? e a arma? e o HT (rádio)? e se precisássemos pedir apoio? tínhamos que ligar de um orelhão ou usar nosso celular. Ao menos algo aconteceu, trabalhamos em duplas. Nem por isso desanimei, nem senti medo, adorava tudo aquilo, sentia que poderia proteger ou socorrer qualquer pessoa, inclusive meu parceiro. Eu tinha um objetivo naquela época, queria ir para o GOE.

Passou o Natal e fui para o Núcleo do Boa Vista. Primeiro para o Parque Bacacheri, depois para o Plantão e depois para a escola Eny Caldeira. Nesse período conheci um Farda Azul e me casei com ele. Ele me dizia que eu era uma sonhadora, que o que me disseram na escola não acontecia, que tudo era muito diferente. Acho que por uns dois anos eu ainda acreditava no que haviam me dito na escola. Muitas vezes chorei de decepção, outras trouxe minha ira e outras apenas olhei para o vazio.

Trabalhando como motorista da VTR (viatura) é que comecei a perceber o quanto muitos dos meus companheiros estavam a própria sorte, sem colete, sem arma, sem alimentação, sem um local limpo ou descente ou com banheiro ou .... Com quem falar sobre minha indignação? Meus companheiros diziam que isso era normal. Normal????? Meu Deus!!!! E a Chefia não via isso?

Muitas vezes escutei: - Claro que eles sabem de tudo isso, mas vc acha mesmo que eles estão preocupados com a gente? Eles querem mais é saber de não esquentar a cabeça e garantir sua gratificação no final do mês!

Até que um belo dia fui para o Parque Barreirinha. Para quem não conhece o módulo fica num buraco, lá não pega HT (rádio). Quase ia esquecendo, trabalho a noite. Como fiquei lá? Hoje dou risada, mas na realidade é algo preocupante e muito triste. A porta não fechava, a arma demorava para vir (detalhe: era inverno, escurecia cedo), sem HT, sem celular (lá não tem sinal), sozinha e sem telefone. Sabem quantas noites passei em pânico pela porta que não fechava? E olha que fiz vários relatórios e a chefia mandava me dizer que não dependia dela e sim... um doce para quem advinhar... Inspetora Valci, isso mesmo! Sabem quem trocou a fechadura do módulo por pena de mim? O pessoal do Meio Ambiente, é minha gente, acreditem e além de emprestarem o telefone, afinal eles temiam pela minha segurança. Eles!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Meus amigos, AGRADEÇO DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO AO PESSOAL DO MEIO AMBIENTE DO PARQUE BARREIRINHA!

Hoje olho para trás, e vejo o porquê estou em greve. Não é só pelo aumento de salário, mas sim pelos meus amigos que já se foram por falta de segurança dentro do seu próprio trabalho, pelo meu amigo RENATO CÉSAR (esse era o CARA) aprendi muito com ele, aprendi a ser operacional, aprendi a ser humilde e principalmente a seu uma Guarda Municipal companheira, ele nunca deixou nenhum companheiro na mão e quando ele mais precisou, foi abandonado, morreu por omissão de socorro.

Enquanto ele morria, VTRS (mesmo sabendo que haviam entrado em sua casa e o espancado) foram recolher armas e nesse meio tempo ele morreu. Como sei disso? Jogaram todas as armas recolhidas no meu posto e já eram 6:00. A esposa dele hevia ligado para a Guarda logo após o ocorrido, umas 4:00. "A" VTR passou pela frente da casa dele, viu uma VTR da PM e foi embora. Não foi vê-lo, não fizeram uma busca perto da casa dele (atrás dos malditos), nada, nada, nada. Morreu sim por omissão dos que trabalharam na VTR naquela noite, essa é minha indignação, essa é minha tristeza, esse é o meu medo.

E o Mildemberg? Caiu no esquecimento tbém, a chefia se preocupa em como ele deve estar? Será que ele precisa de alguma coisa?

Que levem ele para fazer fisioterapia, ou medicação, ou.... os grandes....

PENSO HOJE, QUE ESSA É A MINHA HORA, A HORA DE FAZER A DIFERENÇA, DE LUTAR PELA MELHORIA TANTO SALARIAL, QUANTO A EQUIPAMENTOS, LOCAL DE TRABALHO, LUTAR PELA MINHA SEGURANÇA E A DA MINHA FAMÍLIA. NÃO É SÓ SALÁRIO GENTE, É UMA LUTA POR DIGNIDADE.

Obs.: aos que quiserem, repassem minha história, talves ela não seja lá grandes coisas, mas quem sabe alguém olhe com outros olhos para a Farda Azul

Beijos

GM Jussara
Enviada por Vera Armstrong, às 06:51 03/03/2010, de Curitiba, PR


Trabalhadores na Dongwoo entram em estado de greve
Trabalhadores mobilizados protestaram na portaria da Dongwoo, em Pindamonhangaba

O Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba e Região protocolou o comunicado de greve contendo 16 reivindicações dos trabalhadores - entre as principais estão a falta de plano médico e o assédio moral.

Os trabalhadores na coreana Dongwoo, em assembleia realizada na manhã dessa quinta-feira, dia 25, aprovaram o estado de greve tem na empresa que tem como único cliente a LG Eletronics de Taubaté, que recentemente passou por uma semana de greve até que as reivindicações fossem atendidas. A Dongwoo possui cerca de 230 trabalhadores, tendo em sua grande maioria mulheres.

Desde sua posse como nova direção, em 1º de dezembro de 2009, o Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba tem dialogado com funcionários e com a direção da empresa para buscar soluções às diversas irregularidades encontradas.

De acordo com o secretário geral do sindicato, Herivelto Moraes, o Vela, a direção da empresa chegou a se comprometer em regularizar os problemas apontados, mas até o momento nada de concreto foi feito. Segundo ele, das 16 reclamações elencadas, as principais se referem à falta de plano médico e às constantes práticas de assédio moral dentro da fábrica.

"O convênio médico é a maior reivindicação dos trabalhadores e, principalmente, trabalhadoras da Dongwoo. Elas ficam grávidas e não têm como fazer pré-natal. E o assédio moral de líderes e sub-líderes em cima das meninas da produção tem piorado cada vez mais", explicou.

Herivelto citou que a direção da empresa também não tem atendido às reivindicações da Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes). "Acompanhamos as três últimas reuniões da Cipa, que levantou problemas como a falta de revezamento das funções. Há mulheres que ficam em pé por cerca de nove horas sem revezar, sofrendo com LER (Lesões por Esforços Repetitivos) e DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho)."

Segundo o secretário geral, como agravante se somam a isso problemas de ergonomia, pois não há cadeiras nem ventiladores, e as próprias funções são dirigidas de forma equivocada. "A denúncia mais absurda que recebi foi de mulheres grávidas, inclusive algumas com doença ocupacional, que foram transferidas para funções que exigem esforço físico. Chega a ser desumano elas terem que carregar palete, trabalhar no calor, sendo que é possível adequar o trabalhador a cada função."

Ainda de acordo com Herivelto, a fábrica está em desacordo com a Norma Regulamentadora nº 4, pois não possui o número mínimo de técnicos de segurança do trabalho.

Outras reivindicações, como revisão de cargos e salários e pagamento de PLR (Participação nos Lucros e Resultados) também estão na pauta do aviso de greve.

Segundo o vice-presidente do sindicato, Renato Marcondes de Oliveira, o Mamão, o aviso de greve foi protocolado na manhã dessa quinta-feira, dia 25, e a direção da Dongwoo tem 48 horas para se pronunciar, prazo que se encerra na segunda-feira.

"O sindicato estará quantas vezes for preciso aqui na porta da fábrica. Já conversamos, mas não está adiantando, o caminho é a greve. Eles (os coreanos) podem até vir aqui, tirar o seu lucro do Brasil, mas vão ter que respeitar os trabalhadores e cumprir as leis daqui", afirmou Mamão.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba
Enviada por CNM-CUT, às 08:49 01/03/2010, de São Paulo, SP


Humor: As quedas de Veja e Serra no Youtube
Uma videomontagem hilária sobre a Veja, Serra e suas respectivas quedas está disponível no Youtube.

Clique aqui e assista ao vídeo na íntegra.

Divirta-se!
Enviada por Almir Américo, às 22:39 27/02/2010, de São Paulo, SP


Até o DataFolha mostra Dilma e Serra tecnicamente empatados
Está na Folha de São Paulo de domingo, 28.02.2010

Pesquisa Datafolha publicada na edição de domingo da Folha, mostra que a ministra petista Dilma Rousseff (Casa Civil) cresceu cinco pontos nas pesquisas de intenção de voto de dezembro para janeiro, atingindo 28%.

No mesmo período, a taxa de intenção de voto no governador de São Paulo, José Serra (PSDB), recuou de 37% para 32%.

Com isso, a diferença entre os dois pré-candidatos recuou de 14 pontos para 4 pontos de dezembro para cá.

Resumindo: Dilma continua crescendo nas pesquisas, em um clara curva ascendente, ao mesmo tempo em que Serra continua caindo consistentemente.

A coisa é tão evidente que até os serristas mais fiéis já não conseguem disfarçar o desconforto com a persistência estatística.
Enviada por Guilherme Staico, às 22:19 27/02/2010, de São Paulo, SP


Horas extras “obrigatórias” elevam jornada dos guardas para mais de 50 horas semanais
Reafirmando seu caráter anti-popular e anti-sindical e em clara tentativa de desmobilizar a greve dos Guardas Municipais e enfraquecer o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba, a prefeitura da cidade comandada pelo tucano Beto Richa, desinforma a população em seu site oficial afirmando que os Guardas Municipais ganham três vezes mais que o piso da categoria

Os guardas municipais são o segmento do serviço público municipal curitibano que mais trabalha. Ao invés de 40 horas semanais de toda a categoria, os guardas trabalham mais de 50 horas por semana, conforme divulgado pela própria prefeitura.

As escalas também exigem dos guardas jornadas de 24 horas nos finais de semana e feriados. A situação se deve à falta de efetivo suficiente para a prestação do serviço de segurança nos dias de jogo de futebol, parques e praças da capital.

“Isso não é uma opção. A gente é escravo. Não tem feriado, não tem natal, não tem ano novo, não tem direito a lazer porque nesses dias é quando a gente mais trabalha. Temos que trabalhar 24 horas. É por isso que a gente está revoltado de continuar nessa condição”, diz José Aparecido da Silva, supervisor da guarda do Bairro Novo. Segundo ele, o excesso de horas extras não aparece na folha ponto, porque essas horas são diluídas como horas extras no meio de semana, nas jornadas de 8 e 13 horas, em dias alternados.

Os guardas têm sido obrigados, por meio de coerções e formas veladas de punição, a realizarem as escalas de finais de semana. Dentre as principais consequências para aqueles que se recusam a fazer a escala de 24 horas estão a transferência para locais mais perigosos e a mudança de turno.

“Muitos preferem trabalhar à noite para poder trabalhar em um segundo emprego, já que a remuneração não suficiente para manter a família. Se o guarda não cumpre a determinação da secretaria, ele acaba sendo transferido para o turno do dia, o que impede manter outro emprego”, afirma Aparecido.

Além das horas extras, do salário-base e da gratificação de risco, a remuneração da maioria dos guardas também tem um adicional de bolsa formação no valor de R$ 400. Esse recurso é proveniente do governo federal e é um benefício estendido a praticamente todas as cidades que contam com guardas municipais.

Piso baixo em Curitiba

De acordo com o levantamento realizado pela assessoria do vereador Pedro Paulo, Curitiba está atrás de várias cidades no que diz respeito ao valor do piso salarial dos guardas. Cidades de porte equivalente pagam melhor, como é o caso de Belo Horizonte (MG), R$ 1.267; Campinas (SP), R$ 1.484; Diadema (SP), R$ 1.069; e São Bernardo do Campo (SP), R$ 1.093. Na região metropolitana de Curitiba, a capital também fica atrás de Araucária, R$ 1.106; Pinhais R$ 820; São José dos Pinhais, R$ 1.373 e Campo Largo, R$ 1.053.

“O quadro comparativo demonstra que a prefeitura de Curitiba subvaloriza a Guarda Municipal. Até porque o orçamento da cidade comporta salários mais dignos e próximo do que pagam cidades do mesmo porte da nossa”, declarou Pedro Paulo.

Fonte: Imprensa Sismuc
Enviada por Sismuc, às 10:59 27/02/2010, de Curitiba, PR


Terceirização como instrumento de política anti-sindical e anti-popular
O que está ocorrendo em Curitiba é um caso raro de terceirização.
Porém, é um caso típico, que ocorre em governos tucanos, de mal uso do dinheiro público e de desrespeito à responsabilidade fiscal

A prefeitura tucana de Curitiba não quer elevar o piso salarial de seus Guardas Municipais, mas contratou vigilantes terceirizados que tem um piso salarial mais alto. Normalmente Trabalhadores terceirizados recebem menos que seus colegas de Trabalho que possuem vínculo empregatício direto com o empregador contratante, seja este uma empresa privada, governos, sindicatos, ONGs, etc. Isso porque o empregador que recorre aos serviços de terceiros quer economizar. Para tanto procura empresas "especializadas" que prestam serviços em substituição dos Trabalhadores contratados diretamente. Estas empresas "especializadas", para conseguir o contrato, precisam oferecer valores menores àqueles custos que a empresa contratante normalmente tem com a contratação direta de funcionários. Para isso a contratada baixa seus custos ao máximo, rebaixando principalmente o salário, os benefícios e garantias sociais de seus contratados. Não há mágica nesse negócio. A terceirização só é possível e viável se houver empresas que paguem salários menores a seus contratados.

Como no caso de Curitiba está ocorrendo o contrário, ou seja, o terceirizado tem um piso salarial (R$ 996,00) maior que o do Guarda Municipal contratado diretamente pelo prefeitura (R$ 710,88), não é difícil supor que a empresa contratada esteja cobrando uma valor ainda mais alto da municipalidade para prestar o serviço de vigilância terceirizada. Aqui também não há mágica. Uma empresa privada não presta serviço público de graça, nem faz caridade. O negócio dela é receber mais e pagar menos, sempre. E, se por acaso, a empresa contratada estiver cobrando da prefeitura menos do que o valor que paga a seus vigilantes, é evidente que "há algo de podre no reino da Dinamarca"...

Fica claro o caráter privatizante, anti-popular e anti-sindical do governo tucano de Beto Richa.

A contratação de terceiros neste caso visa privatizar um serviço público essencial, furar a greve dos Guardas Municipais, enfraquecer a organização sindical e deixar a população à mercê da segurança privada mal equipada e muitas vezes mal preparada para o exercício da defesa do patrimônio público.

Não é por acaso que o PiG, Partido da Imprensa Golpista, deu destaque nacional a uma reuniãozinha, em um hotel de luxo de Curitiba, onde 42 tucanos indicaram Richa como candidato ao governo do Paraná.

Este tucano paranaensae é a nova esperança da direita conservadora, pois além de seguir à risca a cartilha neoliberal e privatizante (que faliu no mundo inteiro, mas continua sendo louvada pela elite nacional e sua imprensinha marrom), Richa seria a alternativa "neutra" (e controlável) para solucionar a briguinha entre tucanos mineiros e paulistas, evidenciada nacionalmente depois que Aécio forçou a barra para que o PSDB se posicionasse em relação à candidatura presidencial em 2010.

A história não se repete, a não ser em forma de farsa. No início do século XX, paulistas e mineiros protagonizaram uma outra disputa pelo controle do Brasil e acabaram substituídos por um político do sul do país, o gaúcho Getúlio Vargas, que impôs naquele momento uma derrota às oligarquias paulista e mineira, cuja parte dela já controlava meios de comunicação de massas que formam o PiG. Para que arriscar outra vez? Para que esperar o resultado da briga entre paulistas e mineiros se o PiG ainda acha ter o poder de fabricar soluções, opiniões, candidatos?

Não se espantem se o Paraná, que tem em todo o estado um eleitorado menor que o da capital paulista - cerca de 1 milhão a menos, passar a ter um destaque maior ao seu verdadeiro valor no noticiário nacional.

Não fiquem surpresos se o candidato tucano começar a aparecer nos telejornais e nos chamados "jornalões", se passar a ser apresentado como o símbolo da eficência administrativa, da inovação, da modernidade, etc e tal.

E também não será novidade se o apresentarem como o novo conciliador e moralizador nacional, cheio de vontade e energia próprios da "juventude". Mais um "bonitinho" a caçar marajás...

Seria apenas o sinal de que o guri do sul está "pronto" para fazer o serviço sujo necessário a elite branca. Nada mais, nada menos.
Enviada por TIE-Brasil, às 10:05 26/02/2010, de Curitiba, PR


Guardas Municipais ganham menos que vigilantes terceirizados contratados pela Prefeitura
Prefeitura paga R$ 996, 00 de piso para vigilantes terceirizados

A prefeitura está lançando mão de uma nova estratégia para tentar desmobilizar os guardas municipais em greve há quatro dias.

Em visitas a alguns Armazéns da Família, constatou-se que foram contratados vigilantes por meio de uma empresa terceirizada para a segurança dos estabelecimentos.

A medida é encarada pelo sindicato como uma afronta ao movimento.

“O prefeito deveria estar preocupado em negociar com os guardas, ao invés de gastar dinheiro público, afinal, nós, mais do que ninguém, queremos que a greve chegue ao final, mas isso depende da disposição da prefeitura em negociar uma proposta digna para o piso salarial da categoria”, questiona Irene Rodrigues, secretária de assuntos jurídicos do Sismuc.

O piso salarial de um vigilante de Curitiba é de R$ 996,00, conforme convenção coletiva de trabalho. Já o guarda municipal, com atribuições mais amplas no exercício da função, recebe como piso R$ 710,88.

Além da diferença salarial, a diretoria do sindicato vê na medida uma contradição para a prefeitura, que tem afirmado não haver margem no orçamento para garantir um piso maior aos guardas.

“Se a prefeitura pode pagar R$ 996,00 para os vigilantes, porque ela não pode aumentar o salário-base dos guardas”, pergunta Irene.

Abordado pelo diretor do Sismuc Juliano Soares, no Armazém da Família da Vila Oficinas, um vigilante da empresa Embrasil revelou estar desarmado e sem colete à prova de balas. “Todo armazém funciona com pelo menos dois guardas municipais, mas lá tem apenas um vigilante. A prefeitura está colocando em risco a vida do vigilante, da população e dos servidores municipais que trabalham no local, que já demonstraram preocupação com a situação”, diz Soares.

Sem respostas

As manifestações também foram intensas no dia de hoje. Com o objetivo de pressionar para agilizar as negociações com a prefeitura, que não deu mais respostas, vários guardas participaram de uma passeata que seguiu por ruas do centro, incluindo a avenida Marechal Deodoro. O movimento passou em frente à sede da guarda municipal e chegou, mais uma vez à prefeitura municipal.

Manifestação na Câmara Municipal

A partir das 9 horas desta sexta-feira, 26/02, nova concentração ocorrerá, desta vez em frente à Câmara Municipal.

A intenção é cobrar o apoio dos vereadores à causa dos guardas e a intervenção sobre os processos de negociação. À tarde, está programada uma caminhada até a prefeitura, onde esperam ser ate ndidos pela administração.

Fonte: Imprensa Sismuc
Enviada por Sismuc, às 08:46 26/02/2010, de Curitiba, PR


PiG é devedor da Previdência Social
Algumas empresas da imprensa patronal, também conhecidas como PiG - Partido da Imprensa Golpista, são devedoras da Previdência Social.

E depois reclamam do déficit da previdência!!!

Clique aqui e veja a relação da empresas da "grande" (grande?) imprensa que tem dpividas com a Previdência Social.

Estão contabilizados quase 30 milhões de reais não recolhidos aos cofres públicos...
Enviada por CNM-CUT, às 08:26 26/02/2010, de São Paulo, SP


Justiça considera Greve Legal
O Tribunal de Justiça do Paraná reconheceu o direito de greve dos guardas municipais de Curitiba

Despacho do desembargador Eugênio Achille Grandinetti readequa a liminar que havia sido expedida pelo juiz Roger Vinicius Pires de Camargo Oliveira, da 3ª Vara da Fazenda Pública, na segunda-feira, ao afirmar que a greve é legal.

A ressalva feita pelo desembargador, no entanto, exige que a categoria garanta 70% do efetivo trabalhando e não 30% como vinha sendo mantido. Caso essa decisão não seja respeitada, o sindicato será multado em R$ 10 mil por dia de desobediência. Os trabalhadores, entretando, estão livres de punição, com exceção dos descontos dos dias parados, que deve ser negociado pela comissão de negociação.

Na avaliação do assessor jurídico do Sismuc Ludimar Rafanhim, que representou o sindicato com um recurso de agravo de instrumento, a medida é significativa porque reconhece o direito constitucional dos servidores municipais.

A notícia foi recebida com entusiasmo pelos guardas. De acordo com Alessandra Claudia de Oliveira, secretária de imprensa e comunicação do Sismuc, a decisão é um passo importante para fortalecer a luta da categoria, porque agora a justiça também reconhece a legitimidade do movimento. Para ela, a persistência dos trabalhadores e a grande adesão da categoria têm sido fundamentais para despertar o interesse da opinião pública sobre os problemas da guarda e para pressionar as negociações com a prefeitura.

Durante a noite o comando de greve esteve reunido para reorganizar as atividades de mobilização da categoria.

Desrespeito com trabalhadores

No terceiro dia de greve, os guardas ocuparam o edifício Delta para pressionar uma reunião de negociação com a administração. Sem respostas sobre a proposta de aumento do piso parcelado em três vezes até 2012, a categoria seguiu até a sede da prefeitura. Proibidos de entrar na prefeitura, mantida com as portas trancadas, os guardas iniciaram uma assembleia que seguiu mesmo debaixo da forte chuva que atingiu a capital. A decisão, por unanimidade, mais uma vez, foi pela continuidade da greve.

Novas manifestações estão previstas

O objetivo é continuar a demonstrar a insatisfação e os problemas dos guardas municipais para a população.

Fonte: Imprensa Sismuc
Enviada por Sismuc, às 21:54 25/02/2010, de Curitiba, PR


Projeto Popular debate Soberania Alimentar na TV Paraná Educativa
Nesta sexta-feira (26/02), às 22h10, o Programa Projeto Popular exibido pela TV Educativa do Paraná traz o debate sobre a soberania alimentar - o direito do povo ter acesso a alimentos de valor nutritivo, preços adequados e que não poluam o meio ambiente.

Participam do debate Miguel Colunga Martinez (Frente Democrática Campesina do México) e Sérgio Luís Bertoni (TIE-Brasil).

Produzido, elaborado, e conduzido pelos movimentos sociais brasileiros, o programa se dispõe a debater os grandes temas da sociedade mundial, latino-americana e brasileira de forma interdisciplinar a partir do movimento social brasileiro com vistas à elaboração de um projeto popular de nação é o objetivo desse programa.

O Programa Projeto Popular é exibido às sextas-feiras, sempre às 22h10. A iniciativa é fruto da parceria dos movimentos sociais brasileiros com a TV Educativa do Paraná (Canal 9 da TV aberta - somente naquele estado -, ou 115 da SKY).

Os programas também podem ser vistos pela internet:

http://www.aenoticias.pr.gov.br/tv-aovivo.php

ou

http://www.rtve.pr.gov.br/modules/programacao/tv_ao_vivo.php

Informações:
projetopopular@quemtv.com.br
Enviada por Lizely Roberta Borges, às 15:04 25/02/2010, de Curitiba, PR


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