TIE-Brasil
04/07/2009
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Notícias

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Governo Lula concede documentos a todos os estrangeiros que vivem no Brasil
O governo brasileiro mais uma vez mostra o caminho e, ao contrário do que fazem as nações européias, concede documentos a tod@s @s estrangeir@s que vivem no Brasil

Desta forma o Brasil acaba com a triste situação de milhares de cidadãos estrangeiros que aqui vivem Trabalham e ajudam a construir este país sem ter os documentos exigidos por lei. Evita a xenofobia da direita que usa os estrangeiros como bode expiatório para poder impor ao povo suas políticas reacionárias. Cala a boca da grande imprensa que ofende aos cidadãos estrangeiros chamando-os de "ilegais".

Ilegais são as políticas racistas e discriminatórias defendidas pelas direita mundial e tão veemente expressa na xenofobia de algumas nações européias.

O secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, disse que "Ao contrário dos países da Europa e dos Estados Unidos, queremos dar um tratamento completo, mostrar que não aceitamos a criminalização da imigração e que ela deve ser vista como uma questão humanitária, uma irregularidade, não um crime. É uma resposta direta a esses países".

Os estrangeiros que vivem em um país sem os documentos exigidos são indocumentados. Nada mais, nada menos.

A maioria dos indocumentados no Brasil são provenientes de países latino-americanos e as mulheres são a maioria entre os imigrantes sul-americanos.

Veja e leia aqui mais sobre a documentação dos estrangeiros residentes no Brasil.

Parabéns ao governo Lula!
Enviada por Almir Américo, às 19:22 02/07/2009, de São Paulo, SP


Carta da CUT em defesa da Conferência Nacional de Comunicação
Segue carta da Central Única de Trabalhadores (CUT) enviada ao Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, em 1º de julho de 2009

Em defesa da Conferência Nacional de Comunicação

A decisão deste Ministério de cortar 80% dos recursos previstos para a realização da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) representa um duro golpe e vai na contramão do compromisso assumido pelo presidente Lula de realizar um amplo debate nacional sobre o tema.

Se mantida a posição ministerial de reduzir de R$ 8,2 milhões para R$ 1,6 milhão a dotação orçamentária, vai haver esvaziamento da discussão sobre a urgente e necessária democratização das comunicações. Por isso é necessário que tal decisão seja imediatamente revista, a fim de que as comissões possam continuar fazendo o seu trabalho e o evento não seja definitivamente inviabilizado pela gravidade dos cortes - e o conseqüente comprometimento dos prazos.

Vale lembrar que os recursos previstos já não garantiam sequer a participação dos suplentes - representantes da sociedade civil não-empresarial - na Comissão Organizadora da Confecom, responsável por coordenar, supervisionar, elaborar o regimento interno e realizar a Conferência Nacional de Comunicação.

Pela previsão inicial - ameaçada pela falta de provisão orçamentária, que obviamente atenta contra os prazos e a qualidade dos debates -, até o dia 31 de agosto devem ser realizadas as Conferências Municipais e até o dia 31 de outubro as Conferências Estaduais, no processo a ser concluído nos dias 1, 2 e 3 de dezembro, na etapa nacional, em Brasília. Portanto, estamos correndo contra o tempo.

A CUT alerta ao Ministério do Planejamento para a dimensão do duro embate em curso entre os interesses da sociedade, representados de um lado pelos movimentos sociais que lutam pela democratização da comunicação, pela pluralidade e diversidade, e, de outro, pelo setor mercantil, que vê a informação como mercadoria e tenta continuar intocável, como numa terra sem lei.

Precisamos garantir a Confecom para pautar a democratização dos meios de comunicação, como um compromisso claro, como política de Estado. Daí a importância de assegurarmos a participação dos vários setores envolvidos para construirmos um novo marco regulatório nas concessões públicas de rádio e televisão, fazendo frente ao latifúndio midiático que impera em nosso país, que de tudo faz para confinar brasileiros de todas as regiões na letargia política e na ignorância. Nosso objetivo é garantir o direito a uma informação democrática, plural e veraz. Lutamos para ampliar os meios comunitários, públicos e estatais, fortalecendo o campo democrático e popular na disputa pela hegemonia na sociedade e na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Se há dois pólos em disputa e a Conferência é o primeiro grande passo nesta caminhada, a manutenção dos cortes seria mais do que uma pedra em favor dos inimigos da democracia e do país.

Atenciosamente,

Artur Henrique
presidente nacional da CUT

Rosane Bertotti
secretária nacional de Comunicação da CUT

Fonte:http://proconferencia.org.br
Enviada por Sérgio Bertoni, às 14:41 03/07/2009, de Curitiba, PR


Redução da jornada elevará qualidade de vida do trabalhador
Deputados da bancada petista na Câmara enumeraram nesta quarta-feira (1º) os ganhos para os trabalhadores brasileiros com a redução da jornada de trabalho de 44h para 40h semanais. A proposta foi aprovada na terça-feira (30), por unanimidade, na comissão especial da Câmara que analisava a proposta de Emenda à Constituição (PEC 231/95). A geração de empregos, melhoria na qualidade de vida do trabalhador e aumento da produtividade são alguns dos benefícios que poderão ser alcançados se a PEC for aprovada nos plenários da Câmara e do Senado. A expectativa é de que 2,5 milhões de novos postos de trabalho sejam gerados com a redução da jornada.

Na avaliação do deputado Marco Maia (PT-RS), 1º vice-Presidente da Câmara, o avanço alcançado na comissão especial é um sinal de que em breve o país poderá regulamentar essa proposta. "Esse é mais um passo em direção à dignidade dos trabalhadores. A jornada de 44 horas no Brasil é maior que a de países desenvolvidos e de outros latino-americanos, como Alemanha, Estados Unidos, Japão onde a jornada semanal é de 38, 40 horas semanais. O Brasil está retomando o seu crescimento econômico e essa é uma das formas mais justas da divisão deste crescimento, proporcionando a geração de empregos e melhor qualidade de vida aos trabalhadores", disse Marco Maia.

O desafio agora, na avaliação do deputado José Guimarães (PT-CE), é aprovar a matéria nos plenários da Câmara e do Senado. O petista destacou os benefícios da medida e reafirmou o seu compromisso com a classe trabalhadora. "Todos os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras esperam ansiosos por este importante avanço. Como representante da classe trabalhadora deste país, quero ressaltar o meu compromisso e o compromisso da bancada do meu partido, que com certeza votará unanimemente pela aprovação desta proposta no Plenário das duas Casas", afirmou Guimarães. O parlamentar disse ainda que vai articular entre os membros da bancada cearense - da qual é coordenador - para votarem favorável à redução da jornada.

Superação

O deputado Pedro Wilson (PT-GO) lembra que a proposta de redução da jornada já tramita no Congresso há 14 anos e só agora, no governo Lula, poderá ser finalmente regulamentada. "Foi preciso que um operário metalúrgico chegasse ao poder, que a classe trabalhadora chegasse ao Parlamento para que isso (a redução da jornada) possa acontecer. É assim que se muda a história de um país", afirmou o parlamentar. Pedro Wilson parabenizou as lideranças sindicais e políticas pela ampla mobilização em torno da proposta e disse que vai trabalhar para que a matéria também seja aprovada no Plenário.

Membro da comissão especial que analisou a matéria, o deputado Iran Barbosa (PT-SE) falou da importância da proposta e disse que espera que o aumento previsto no valor da hora extra eleve a qualidade de vida dos trabalhadores. "A opção pela redução da jornada é uma opção pela melhoria da qualidade de vida do trabalhador e de toda a sua família", considerou. Com o mecanismo incluído pelo relator, deputado Vicentinho, que prevê aumento no valor da hora extra de 50% para 75% no valor normal da hora de trabalho, o petista espera que os empresários não tenham outra saída, senão contratar novos empregados.

Fonte: Portal do PT (www.pt.org.br)
Enviada por Sergio Bertoni, às 10:42 03/07/2009, de Curitiba, PR


Coringão na série D do Brasileirão
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O Corinthians estréia na série D a quarta divisão do campeonato brasileiro, na próxima segunda, 06 de julho, jogando conta o Pelotas do Rio Grande do Sul.

Ué? Mas o "corintiá" não acabou de subir para a primeirona e ganhar a Copa do Brasil? - perguntaria um corintiano desavisado.

Quem conseguiu isso foi o Paulista, o Corinthians Paulista. Porém, falamos aqui do Corinthians Paranaense, ou J.Malucelli (desde 2005) ou ainda Malutrom (1994), (re)criado em fevereiro de 2009 a partir de uma parceria entre o grupo empresarial J.Malucelli e a equipe paulista.

Mesmo se chamando Sport Club Corinthians Paranaense, o distintivo do "novo" clube leva a bandeira do Estado de São Paulo, assim como no clube paulista. É que, além do "imperialismo" paulista, a bandeira do estado do Paraná é VERDE e BRANCA, e a cartolagem paulista não gostaria de ver no distintivo da filial paranaense as cores de seu maior rival paulista, a Sociedade Esprotiva Palmeiras. Já imaginou se a fiel gostasse da idéia e passasse a usar verde e branco em Sampa?

É só mais um negócio

"Os números mostram que temos um nicho de mercado gigantesco no Paraná. Queremos aproveitar isso e investir na grande marca que é o Corinthians Paulista", diz o diretor de marketing do time paulista, Luís Paulo Rosemberg.

O negócio é considerado por Rosemberg como uma “grande tacada mercadológica”.

O clube quer ainda abrir quatro lojas do Corinthians no Paraná - duas em Curitiba, uma em Londrina e outra em Maringá.

Como podemos ver é só mais um negócio, onde o futebol em si não tem lá muita importância. O importante é explorar a massa dos " fiéis" torcedores da equipe paulista para ganhar dinheiro, muito dinheiro, no Paraná.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:29 03/07/2009, de Curitiba, PR


Trabalhadores aprovam 1ª parcela da PLR na Autometal
Os trabalhadores na Autometal aprovaram em assembléias realizadas nesta quarta-feira, dia 1º, a proposta para a primeira parcela da PLR 2009.

O pagamento aos trabalhadores neste mês de julho vai injetar cerca de R$ 750 mil na economia de Taubaté e a proposta aprovada apresentou um aumento de 31% em relação ao valor da 1ª Parcela de 2008.

A proposta aprovada mostra que a crise não é motivo para deixar de buscar os avanços e direitos da classe trabalhadora.

"A unidade e mobilização da categoria tem sido importante para a garantia de conquistas e benefícios para os companheiros da Autometal , e essa unidade será muito importante para a Campanha Salarial que está chegando", disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, Isaac do Carmo.

A Autometal tem 440 trabalhadores e produz autopeças para Volkswagen, Ford, GM e Fiat.
Enviada por SindMetau, às 11:35 02/07/2009, de Taubaté, SP


Vitória dos trabalhadores:
Sindicato conquista novas contratações na VW de Taubaté
A unidade da Volkswagen de Taubaté vai contratar mais 40 trabalhadores para a empresa, com o objetivo de adequar a produção à forte demanda do mercado de automóveis.

Além destas novas contratações, a empresa também vai contratar 5 alunos do Senai e mais 15 trabalhadores na área de ferramentaria.

As novas contratações na Volkswagen atendem às reivindicações do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e da Comissão de Fábrica, que detectaram a necessidade da abertura de novos postos de trabalho na empresa devido à grande demanda de produção.

Organização e Mobilização garantem 110 novos postos de Trabalho e beneficia a sociedade em geral

Na semana passada, a Volkswagen anunciou a contratação de 50 funcionários para a produção, e com as contratações desta semana, chega a 110 o número de empregos gerados pela mobilização e unidade dos trabalhadores em torno da melhoria das condições de trabalho na planta da Volkswagen de Taubaté.

Para o presidente do Sindicato, Isaac do Carmo, esta foi uma grande conquista pela geração de renda e pelo desenvolvimento da cidade e da região.

"O Sindicato continuará lutando para que novos postos de trabalho sejam abertos na empresa, pois a nova prorrogação da redução do IPI pelo Governo Lula vai manter o aquecimento das vendas do mercado, e com certeza o forte ritmo de produção não só na Volkswagen, mas nas em toda a cadeia produtiva do setor de automóveis", disse Isaac.

A Volkswagen de Taubaté tem cerca de 5.100 trabalhadores e produz os modelos Gol e Voyage da montadora.
Enviada por SindMetau, às 11:31 02/07/2009, de Taubaté, SP


Pronunciamento do Coletivo de Mulheres Hondurenhas
La Colectiva de Mujeres Hondureñas, Codemuh preocupada por la crisis institucional y democrática que estamos viviendo las hondureñas y hondureños manifestamos lo siguiente:

Hemos vivido el domingo 28 de junio de 2009 un golpe de estado, el mismo que condenamos, la forma en que se detuvo al señor José Manuel Zelaya Rosales Presidente Constitucional de Honduras y nos preguntamos ¿Si esto le pasó al mandatario que no le puede pasar al o a la ciudadana común?, se ha violentado nuevamente la Constitución de la República en cuanto a las garantías personales de integridad física y a la libertad (artículos 68, 69) y el derecho a la defensa (artículo 82); en cuanto que el Presidente Manuel Zelaya fue sacado del país y exiliado a Costa Rica sin haber sido vencido en un juicio en el país (artículo 84, 102). La toma del poder político repentino y violento, por parte de un grupo de poder, vulnerando la legitimidad física de un ciudadano (a) no puede tener otro nombre más que un golpe de estado.

Ante la salida del país del Presidente Zelaya y la toma del poder por parte del nombrado Presidente por el Congreso Nacional, señor Roberto Micheleti Bain, la población que ha salido a las calles a manifestarse ha sido reprimida por elementos de las Fuerzas Armadas de Honduras. La prensa internacional ha sido reprimida y las y los manifestantes en las calles han sido desalojadas violentamente por los militares. A la ciudadanía se nos ha impedido la libre locomoción, el derecho a la información, se han bloqueado las señales de televisión, radio, internet violentando los artículos 68, 72, 81 de la Constitución de la Republica.

CODEMUH, nunca estuvo ni a favor ni en contra de la cuarta urna por considerar que ese no era el punto central del debate; sino que debió ser el análisis de una verdadera democracia y participación del pueblo, y este contenido no fue de interés de ninguno de los grupos.

Por lo tanto en este momento de crisis nacional con toda facultad y objetivamente podemos repudiar y condenar los hechos ejecutados por las Fuerzas Armadas el pasado domingo 28 de junio. Lamentamos que los poderes del Estado de Honduras no hayan podido dialogar y llegar a acuerdos a favor de la democracia y las garantías sociales y hayan llevado al pueblo a una fuerte crisis política, institucional y Social. Y también a una grave situación de polarización.

Señores y señoras del poder ecónomo y político no pueden continuar tratando al pueblo de ignorante y haciéndole creer que están en pleitos entre poderes por el beneficio del pueblo y de la Constitución de la República, estos hombres y mujeres que salen en defensa de la constitución la están violando provocando un golpe de Estado o avalando el mismo, esto demuestra que son los mismos grupos de poder quienes siguen manipulando las leyes a su antojo, la violación a la Constitución de la Republica no es un hecho nuevo, este es un cáncer de muchas décadas.

Hacemos un llamado a la Comunidad Internacional a que interponga sus buenos oficios en la mediación del conflicto para que prevalezca el estado de derecho y vuelva la tranquilidad a nuestro país.

Y a los grupos en pugna por el control del poder POR FAVOR DEDIQUENSE A TRABAJAR POR LA RESOLUCIÓN DEL CONFLICTO, LA VERDADERA DEMOCRACIA DE HONDURAS Y UNA VERDADERA PARTICIPACIÓN DEL PUEBLO HONDUREÑO, NO SIGAN PROMOVIENDO LA DIVISIÓN Y EL ODIO ENTRE LAS MUJERES Y HOMBRES POBRES DE ESTE PAÍS PARA LOGRAR SUS BENEFICIOS MEZQUINOS.

Al pueblo hondureño, a no seguir creyendo en los señores y señoras del poder político y económico, les hacemos un llamado a la reflexión y análisis para que se den cuenta que quienes tienen el poder solo les interesa tener más poder.

San Pedro Sula, Cortés, 30 de junio 2009.

María Luisa Regalado
Coordinadora general
CODEMUH
Enviada por Maria Luisa Regalado, às 11:23 02/07/2009, de São Pedro Sula, Honduras


¡Nosotras somos todas Honduras, estamos en resistencia!
A Marcha Mundial das Mulheres e a Rede Latinoamericana Mulheres Transformando a Economia nos unimos a todas as organizações feministas e do movimento social de Honduras para condenar e repudiar veementemente o golpe de Estado contra o presidente Manuel Zelaya Rosales, dirigido pelas Forças Armadas e pelo presidente do Congresso Nacional, Roberto Micheletti, com apoio dos meios de comunicação controlados pela oligarquia deste país.

Executado pelas forças armadas às 5 da manhã do domingo, 28 de junho, o golpe truncou as aspirações democráticas da população, que se preparava para realizar uma consulta à sociedade hondurenha, para verificar se estava de acordo em convocar uma Assembléia Nacional Constituinte, com o objetivo de elaborar uma nova constituição. Além disso, o golpe militar colocou na presidência Roberto Micheletti, fantoche da oligarquia hondurenha.

Apoiamos a resistência pacífica do povo, em particular das feministas hondurenhas, que estão mobilizados/as em vigílias e greve geral em apoio ao Presidente Zelaya e à restituição da democracia hondurenha, e nos somamos a todos os movimentos sociais para exigir:

1. O restabelecimento da ordem constitucional, sem derramamento de sangue.

2. Que o Exército não reprima a população de Honduras que exige o retorno da democracia.

3. Que se respeite a integridade física das feministas e demais dirigentes sociais, que estiveram a frente da consulta.

4. O retorno do Presidente Zelaya a suas funções em Honduras, e o rechaço a Micheletti por parte da Organização dos Estados Americanos (OEA).

5. Que as autoridades garantam o direito da população ao pleno exercício da democracia através da consulta popular.

Denunciamos o papel dos meios de comunicação comerciais, utilizados pelas oligarquias hondurenhas como ferramenta para frear a vontade popular e intermediar, encorajar e justificar o golpe, o que os torna cúmplices.

Conclamamos todas as pessoas, organizadas em movimentos ou não, em nível nacional e internacional, a se manifestarem contra esta agressão aos direitos do povo hondurenho e a divulgar este pronunciamento. Convidamos também a socializar informações produzidas pelos meios populares como a Rádio ELM (www.radioeslodemenos.org) e a Rádio Mundo Real (www.radiomundoreal.fm).

Além disso, convocamos os movimentos sociais a protestar frente às representações diplomáticas e comerciais de Honduras, e a enviar cartas de repúdio ao golpe de Estado às embaixadas em cada um de seus países.

Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!
Enviada por Alessandra Ceregatti, às 02:19 02/07/2009, de


Trabalhadores na Itambé paralisaram atividades em Uberlândia
Os trabalhadores da fábrica de leite em pó da Itambé em Uberlândia realizaram na manhã de segunda-feira, dia 29 de junho, uma paralisação de advertência de uma hora, pelo atendimento das reivindicações da sua campanha salarial, em especial o reajuste salarial com aumento real (INPC + 4%) e a participação nos resultados da empresa no valor de 1 salário nominal para cada empregado.

A paralisação decorreu sem incidentes e com a adesão massiva dos trabalhadores, inclusive terceiros.

Maiores informações, ligar para o STIAU - (34) 326-2223 ou para o seu coordenador, Humberto de Barros (34) 9992-7013.
Enviada por Francisco Medeiros, às 21:41 01/07/2009, de Uberlandia, MG


Participe dos Encontros de Trabalhadores de Call Centers em Julho
TIE-Brasil e seus parceiros realizarão em Curitiba, PR, no período de 16 a 18 de julho de 2009, dois encontros de Trabalhadores em Call Centers

O Encontro Nacional dos Trabalhadores na Contax e Atento, é organziado em parceria com os Sindicatos e Federações de Trabalhadores em Telecomunicações do Brasil.

Já o Encontro Latino Americano de Trabalhadores em Call Centers é organizado em parceria com o Fórum de Trabalhadores em Telecomunicações e Centros Laborais que participam do Projeto Latino-Americano.

Os temas em debate serão os seguintes:

a) Regulamentação ou reconhecimento legal da profissão de Teleatendente na América Latina

b) Remuneração, tempo logado, fraseologia (scripts) utilizada no teleatendimento;

c) Impactos na saúde do Trabalhador e a intensa rotatividade de mão-de-obra;

d) Como mapear o processo produtivo, identificar problemas e fazer a organização de base nos locais de Trabalho;

e) Como fortalecer nossos vínculos sindicais e de solidariedade em um setor onde há tantas precarização do Trabalho e da Vida.

Os sindicatos e Trabalhadores interessados em participar do evento devem entrar em contato com a companheira Cidinha através do e-mail

domingues@tie-brasil.org

para obter mais informações sobre esta atividade e fazer suas inscrições.

Os Encontros acontecerão no Hotel Trevi, localizado a Rua Ébano Pereira, 139, Centro, Curitiba, Paraná, Brasil.
Enviada por TIE-Brasil, às 12:28 27/06/2009, de Curitiba, PR


Lula classifica como "censura" projeto de lei sobre crimes na internet
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (26) durante o 10º Fisl (Fórum Internacional do Software Livre), que acontece em Porto Alegre, que a chamada "Lei Azeredo", que tipifica crimes cometidos na internet, tem o objetivo de "fazer censura" na rede.

A matéria gera críticas de diferentes setores da sociedade civil, por ter o potencial de promover a criminalização em massa de usuários de internet.

"A lei que está aí não visa proibir abuso de internet. Ela quer fazer censura", afirmou Lula.

Enviada por Sergio Bertoni, às 23:33 26/06/2009, de Curitiba, PR


Agora, Jobim diz que não haverá concessão nem privatização!
Por Silvio de Sousa *

O ministro da Defesa, Nélson Jobim, em audiência com os presidentes da CUT, Artur Henrique, da Fentac, Celso Klafke, e do SINA, Francisco Lemos, informou que - apesar de não negar a existência de estudos encomendados pela sua pasta - "não haverá concessão nem privatização de aeroportos no Brasil".

O projeto do ministro era almoçar com os sindicalistas do Setor Aéreo; mas foi obrigado, por sua agenda, a antecipar o clima de cordialidade que dominou o encontro para às 10h da manhã da quarta-feira (25/06) passada.

E disse mais: a conversa com o Presidente Lula ainda não chegou nos finalmente!

* da Assessoria de Imprensa do SINA
Enviada por SINA, às 18:56 26/06/2009, de Guarulhos, SP


México: 200 Trabalhadores foram intoxicados em Matamoros
O vazamento de um líquido perigoso dentro das fábricas da maquiladora Shumex, localizadas no bairro Tecnológico, em Matamoros, México, provocou a intoxicação de 200 Trabalhadores.

Na hora do acidente Trabalhavam cerca de 450 pessoas nas fábricas 1 e 3 e cerca de metade deles desmaiaram ou apresentaram fortes dores de cabeça.

Quatro carros com 16 bombeiros e uma ambulância com paramédicos fizeram a evacuação do local e o atendimento dos intoxicados.

Parte do socorro da vítimas foi feita pelos moradores do bairro, vizinhos da fábrica, já que era insuficiente a quantidade de ambulâncias e viaturas do Corpo de Bombeiros.

O sistema de resgate de Matamoros falhou antes e durante a operação. Primeiro por deixar as pessoas Trabalharem em uma maquiladora que lhes oferecia riscos seríssimos. Segundo porque as viaturas chegaram tarde. Além disso o serviço de segurança da empresa não deixou o pessoal sair da fábrica aos primieros indícios de contaminação, o que agravou a situação e aumentou o número de contaminados sem que o poder público tomasse alguma medida drástica contra a empresa.

Após o ocorrido a Direção de Defesa Civil ordenou a suspensão de atividades laborais na mauiladora Shumex até segunda ordem e informou que fará uma profunda investigação.

Não se sabe qual foi o produto químico que intoxicou os Trabalhadores.
Enviada por Alonzo Ugarte, às 08:49 26/06/2009, de Nuevo Laredo, México


Seminário debateu criação da UNILA - Universidade da Integração Latino-Americana
A Universidade Federal do Paraná e a usina Itaipu Binacional realizaram na tarde de quarta-feira (24/6) um seminário sobre a criação da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila)

Aberto ao público em geral, o evento aconteceu no Auditório Azul do Setor de Ciências da Saúde da UFPR, localizado na avenida Lothário Meissner, 3.400, bairro Jardim Botânico, em Curitiba.

Antes do seminário os palestrantes concederam entrevista coletiva à imprensa.

Participaram da mesa-redonda o presidente da comissão de implantação da Unila, Helgio Trindade; o reitor da UFPR, Zaki Akel Sobrinho; o presidente de Itaipu, Jorge Samek; e os deputados federais Dr. Rosinha e Ângelo Vanhoni, ambos do PT do Paraná.

No encontro, foram debatidos temas como as concepções político-pedagógicas da Unila, os desafios da integração latino-americana e o papel da UFPR na implantação da nova universidade.

O público-alvo do evento foram dirigentes, professores e estudantes da UFPR e de outras instituições de ensino superior, professores e funcionários de escolas públicas e privadas, estudantes do ensino médio e lideranças dos movimentos sociais.

O projeto de lei da Unila, que terá sede em Foz do Iguaçu, tramita hoje na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. A matéria já foi aprovada por três comissões: Trabalho, Educação e Finanças. Após a análise da CCJ, será remetida ao Senado.

Conforme o texto do projeto, de número 2878/2008, a Unila terá dez mil estudantes de graduação, mestrado e doutorado, além de 250 professores e 206 servidores técnico-administrativos. A lista de cursos irá priorizar, entre outras áreas, a exploração de recursos naturais e biodiversidades transfronteiriças, estudos sociais e linguísticos regionais, relações internacionais e integração regional.

Enquanto o projeto não é aprovado pelo Congresso Nacional, a UFPR, na condição de tutora da Unila, atua nas questões orçamentárias e de contratação de pessoal da nova universidade.

Com informações da UFPR
Enviada por Sismuc, às 18:00 25/06/2009, de Curitiba, PR


Ato contra a corrupção em Curitiba é na segunda 29/06
A Frente Popular contra a corrupção em Curitiba, formada por sindicatos e movimentos sociais da cidade prepara para amanhã (26) um ato público para cobrar a apuração das denúncias de irregularidade cometidas pelo então candidato Beto Richa.

A atividade é impulsionada pelas informações divulgadas na imprensa, desencadeadas com a apresentação de um vídeo onde ex-candidatos do PRTB aparecem recebendo dinheiro para apoiarem a candidatura de Richa.

Data: 29/06 (segunda-feira)
Horário: 17 horas
Local: Boca Maldita

Mais informações no site do SISMUC. Clique e confira.
Enviada por Sismuc, às 17:55 25/06/2009, de Curitiba, PR


Trabalhadores na Minuano ampliam paralisação nas indústrias avícolas
Depois da Perdigão, ontem foi a vez da Minuano, também em Lajeado, parar. A empresa, que presta serviços à Sadia e tem 2,1 mil funcionários, paralisou o segundo turno. O presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação, Cairo Reinhardt, informou que hoje deve ser deflagrada greve em planta de Caxias do Sul.

Um incidente marcou o ato de ontem. Enquanto o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentos de Lajeado queria fazer assembléia em frente ao abatedouro, a Minuano queria que os ônibus com funcionários fosse para o pátio. Os manifestantes não abriram mão de ficar do lado de fora.

As reivindicações na Minuano são as mesmas da Perdigão: reajuste de 7,8% e piso inicial. Os sindicalistas não receberam contra-proposta além da já rejeitada, de reajuste de 4,9% em maio e 1% em setembro.

A greve não tem prazo para acabar. Ontem, a Perdigão encaminhou documento em que oferta reajuste de 5,83% (4,9% em Maio e 1% em Setembro) e divulgou comunicado alegando que a negociação vem sendo postergada por dirigentes sindicais.

O presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação, Cairo Reinhardt, explica que a paralisação é conseqüência do não-avanço nas negociações salariais com as empresas.

“Agora cem por cento dos trabalhadores da Minuano estão parados. Todos estão conscientes de que o salário que estão ganhando não é justo. Na ultima negociação, nós deixamos a proposta de 7,5 % de reajuste salarial e 12,5% de reajuste no piso. Estamos aqui aguardando a proposta da empresa para encaminharmos aos trabalhadores”, comentou Cairo.

Desde o ano de 2006, a Minuano Alimentos presta serviços para a Sadia e Perdigão. Desta forma, salienta Cairo, estas paralisações que ocorrem podem ser o reflexo ou os primeiros resultados da nova mega empresa, a Brasil Foods alimentos (BRF). “Está aí a intransigência da proposta da Perdigão em uma negociação. Agora não é só a Perdigão, mas a BRF alimentos com a Sadia junto. E esta empresa que também está parada agora, a Minuano, presta serviço para eles. Então, o primeiro cartão de visitas dessa nova empresa é essa intransigência na mesa de negociação”, conta.

Cairo afirma que sem acordos, as paralisações nas fábricas transcorrem
Enviada por FTIA-RS, às 15:32 25/06/2009, de Porto Alegre, RS


Basta! Está na hora do Brasil retomar o que entregou à Telefonica
No final da década de 1990, sob a influência de Margareth Thatcher, Ronald Reagan, e Wall Street, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu privatizar tudo que pudesse, e na sua lista o item mais importante eram as Telecomunicações. Por dar a máxima importância ao assunto, colocou seu melhor amigo e principal colaborador, Sergio Motta, no Ministério das Comunicações, com a principal missão de privatizar a Telebrás. A idéia corrente na época era de que o Estado não tinha condições de investir nem de ser um bom administrador de empresas. Este conceito se mostrou falso na última década.

Antes de prosseguirmos, é importante , muito importante, destruir um mito. O de que a antiga Telebrás e suas subsidiárias eram incompetentes, ineficientes, lentas, burocráticas, e incapazes de prestar os serviços de telecomunicações necessários exigidos por uma sociedade moderna. Mostrarei porque isto não é verdade.

A Telebrás tinha sede em Brasília, e atuava através de subsidiárias, uma em cada Estado brasileiro. Estas operadoras, todas, sem exceção, tinham lucros consideráveis todos os anos . Os balanços anuais da Telebrás e de suas subsidiárias estão nos arquivos dos jornais, da Anatel, do Ministério das Comunicações, e confirmam isso. Com estes lucros, a Telebrás e suas empresas poderiam facilmente investir, implantar novos sistemas e instalar milhões de telefones para os brasileiros. Os recursos, na época, eram da ordem de Bilhões de dólares, nada inferiores aos valores que as operadoras privadas “investem” atualmente (voltarei a este tema mais adiante).

Durante os governos militares, entre 1964 e 1974, nestes vinte anos a Telebrás teve grande autonomia de ação, pois os generais e militares que governavam o Brasil viam as Telecomunicações como um Setor Estratégico para o Desenvolvimento e a Defesa. Quando entrei na Telesp, subsidiária da Telebrás em São Paulo, em 1973, não havia necessidade de “concurso público”, a empresa admitia seus funcionários através de um Departamento de Recursos Humanos, como qualquer outra organização, com base em testes, entrevistas, comparação entre candidatos, etc. Nosso orçamento era administrado pela própria Telesp, e pela holding, a Telebrás, e inteiramente gasto e aplicado dentro do sistema de Telecomunicações.

Quando entrei para a Telesp, o Brasil todo tinha 3 sistemas de Micro Ondas – um ligando o Rio a São Paulo, outro ligando São Paulo a Campinas e um terceiro ligando o Rio a Brasília.

Os militares criaram um fundo para que o sistema de telecomunicações pudesse se expandir, e se manter financeiramente robusto. Era uma taxa, cobrada em todas as contas telefônicas, chamada FNT, ou Fundo Nacional de Telecomunicações. Por lei, este dinheiro, que era de Bilhões de dólares, deveria TODO ser aplicado na expansão, ampliação, manutenção e operação das Telecomunicações do Brasil.

Estes recursos foram aplicados de forma ética e profissional por um grupo de jovens profissionais vindos da universidade na década de 60, e orientados por engenheiros militares – homens sem quaisquer orientação ideológica mesmo naquela época da Guerra Fria – engenheiros, acima de tudo, gente com pós graduação na França, nos Estados Unidos, etc. Entre os anos de 1968 e 1978 o Brasil passou de apenas 3 ligações de micro ondas, para uma rede de torres com alturas de até 100 metros , cobrindo desde Manaus até Porto Alegre, de Corumbá a Natal. Dezenas de milhares de quilômetros de microondas, interligando o país. Implantou-se a Discagem Direta a Distancia, que hoje é considerada corriqueira, mas antes da Telebrás para se falar com outra cidade tinha de ser através da telefonista.

A Embratel, encarregada dos troncos de longa distância, mandou seus engenheiros se especializar no Japão, Estados Unidos, França, Itália. Assim, os recursos do Fundo Nacional de Telecomunicações foram usados da forma prevista em lei, e eficientemente.

Ocorre que nos últimos governos militares, ou seja, dos Generais Ernesto Geisel, João Figueiredo, e posteriormente já sob a presidência de José Sarney, que somam 16 anos (note bem, 16 anos) a Telebrás viveu sob uma série de limitações e restrições. Foi a época da Hiperinflação, em que em apenas um dia a moeda brasileira perdia mais de 1 ou 2% de seu valor. Em um anos a inflação era de mais de 1.000%.

O ministro todo-poderoso na época dos militares era o hoje deputado Antonio Delfim Netto. O Brasil havia contraído pesadas dívidas com bancos estrangeiros, e havia uma enorme pressão do Governo Americano, do FMI, do Banco Mundial, para que esta dívida fosse paga dentro do prazo. E não conseguíamos. Todos os anos renegociávamos a dívida. Deixávamos de pagar, atrasávamos os pagamentos. Delfim, então criou um “Fundão”. Ilegal, mas na época nada que os militares e seus amigos resolvessem era ilegal.

Delfim determinou que os recursos de todos os Fundos setoriais, como era o caso do Fundo de Telecomunicações, fossem diretamente depositados no Fundão, e que não fossem mais aplicados nos setores respectivos. Então, a partir da década de 1980, a Telebrás foi forçada a renunciar aos enormes recursos do FNT, e colocá-los no Fundão. Mas a coisa fica ainda pior. Delfim criou um organismo chamado Secretaria de Controle das Estatais (SEST). A função desta Secretaria era administrar as estatais. Literalmente.

Então, também a partir dos anos 80, a Telebrás todos os anos elaborava seu orçamento de investimentos e de gastos em operação para o ano seguinte, e seu Presidente era forçado a ir negociar estes números com a SEST. Nesta última, quem mandava eram os jovens economistas discípulos de Delfim Netto, preocupados apenas em pagar a famosa Divida Externa, e sem nenhuma sensibilidade para um conceito mais amplo e estratégico de desenvolvimento da infra-estrutura do país, em estradas , transportes, ferrovias (sucatearam toda a rede ferroviária do Brasil) e telecomunicações.

Então, a SEST analisava os planos da Telebrás apenas do ponto econômico, e ainda assim com a estreita visão de verificar o quanto a Telebrás poderia contribuir para a redução da Divida Externa – não comprando equipamentos importados, não gastando em pessoal, etc. O nível de controle central e de opressão da Telebrás pela SEST chegava ao ponto de que qualquer reajuste de salários tinha de ser aprovado pela SEST, qualquer aumento no número de funcionários da Telebrás tinha de também ter sua aprovação, os gastos com operação, com pessoal, com equipamentos, os investimentos em novos sistemas, tudo tinha de ser aprovado pela SEST.

Pense um pouco no martírio que é para uma empresa de alta tecnologia, que tem de atuar em um mercado ágil e em contínua mudança, ter de solicitar à SEST aprovação para aumentar o numero de funcionários de 50. 356 para 51. 896, por exemplo – não estou exagerando, estes fatos ocorreram. Nós executivos da Telebrás estávamos constantemente frustrados pela camisa de força da SEST, e impedidos de reagir contra ela – até porque o Presidente da Telebrás era um General (muito íntegro, respeitado por todos, mas nenhum General descumpre uma ordem superior).

E ainda fica pior. Uma vez aprovado pela SEST quanto a Telebrás podia investir, era necessária a aprovação do Congresso Nacional. Me permitam insistir – a Telebrás, em determinado ano, lucrava 4 Bilhões de dólares. Propunha à SEST investir em novos sistema s 2 Bilhões de dólares, por exemplo, a fim de atender à demanda telefônica, que não era atendida. A SEST fazia seus cálculos cabalísticos e informava à Telebrás que só poderia investir um bilhão de dólares. O restante iria para ao pagamento da dívida externa. A Telebrás obediente mente investia apenas o autorizado, e a demanda ficava não-atendida, as pessoas frustradas, revoltadas, porque devido a esta limitação artificial de recursos e ao fato de não dispor mais do dinheiro do FNT, os prazos para receber uma linha telefônica nova eram de 2, 3 anos. Repetindo: A Telebrás tinha dinheiro e não a deixavam gastar. O sistema telefônico estagnava, e a culpa era atribuída erroneamente à nossa empresa de Telecomunicações.

O orçamento de investimentos já drasticamente reduzido pela SEST era então submetido ao Congresso, que fazia novos cortes. E enquanto o Congresso não aprovasse, a Telebrás não podia investir sequer o que a SEST havia autorizado.

Essas eram as condições de governança da Telebrás. Apesar de seu porte, de ser lucrativa, de ter um mercado ávido, de possuir recursos financeiros e humanos, era impedida de trabalhar como uma empresa, e forçada a funcionar como uma repartição publica.

Os governos civis mantiveram o Fundão, mantiveram o controle da SEST, e a Telebrás continuou engessada, para frustração do público e dos profissionais que nela atuavam, e que queriam atender as necessidades em Telecom do Brasil.

Criou-se então, propositalmente ou não, a imagem de que “O Estado Não Sabe Administrar”. Pelo visto acima, não era uma questão de ser ou não administrada pelo Estado e sim de ter liberdade de funcionar como uma Empresa. Na mesma época, a Petrobras era dispensada destes controles, ou se os havia, ela os ignorava, e continuou se expandindo, no Brasil e no exterior. Prosseguiu nas pesquisas de extração no mar, assinou parcerias com outros países, etc. Já a Telebrás foi ficando cada vez mais desmoralizada, por se submeter aos cortes e à perda de seu Fundo de Expansão.

Era a década de 80, e a moda eram as privatizações na Inglaterra feitas por Margareth Thatcher, era a implantação do “ Modelo Competitivo” nos Estados Unidos. Ambas as idéias se mostraram inadequadas, e ambiciosas demais. Margareth Thatcher vendeu as ferrovias, as estradas, as telecomunicações, tudo. Ainda durante seu governo houve pelo menos 4 grandes acidentes ferroviários conseqüência de má administração nas ferrovias privatizadas. Já nos Estados Unidos, a filosofia ultra-capitalista do FCC, a Anatel americana, era de que se fossem vendidas licenças para que outras empresas concorressem com as telefônicas do Grupo ATT, também chamado Grupo Bell, a concorrência seria benéfica para o consumidor. Venderam então licenças para operar sistemas de telefonia fixa, celulares, de longa distancia. A concorrência nunca decolou.

Após mais de vinte anos, as novas operadoras não haviam conseguido mais do que 10% do mercado. Simplesmente porque a ideia é inviável. Imagine-se que o governo deseje implantar “ concorrência” no sistema de fornecimento de energia elétrica. Venda uma licença para operar a distribuição de eletricidade. A empresa ganhadora da licença teria de fincar milhões de postes, lançar milhões de quilômetros de fios, para poder chegar na sua casa. Evidentemente seria impossível investir tudo isso e ainda ser lucrativa. O mesmo ocorre em telecomunicações, com raras exceções. É impossível a real competição, porque já existe uma operadora com uma rede imensa de cabos e fios, de sistemas, e quem quiser concorrer vai ter de investir bilhões de dólares, com retorno duvidoso. Por isso a competição não funcionou nos Estados Unidos, nem na Europa, e nem no Brasil.

Aqui, então, surfando na ideologia mundialmente aceita na época de que o Estado ‘e mau administrador e de que “ a competição é sempre benéfica para o consumidor” , o governo de Fernando Henrique Cardoso decidiu fazer o que a Inglaterra havia feito – vender a operadora estatal de Telecom e abrir licenças para competidores. Com a venda dos ativos estatais, o governo recebia dinheiro para terminar de pagar a Divida Externa, e com a venda de licenças para outros concorrem no mercado de Telecom, também recebia polpudos recursos para aplicar onde quisesse. E teoricamente quem comprasse a Telebrás iria usar de seu próprio dinheiro para investir e melhorar as telecomunicações no Brasil.

Vendeu-se então a Telebrás, dividida em quatro partes – a Embratel, que tinha todo o sistema de longa distancia e de transmissão de dados, e a telefonia fixa local agrupou-se em três empresas: uma em São Paulo, a Telesp, outra cobrindo o Sul e o Oeste, e uma terceira cobrindo o Nordeste desde o Espírito Santo até o Amapá.

No caso de São Paulo, venceu o leilão a Telefonica de España. Grandes esperanças, grandes comemorações. Mas logo uma nova realidade desabou sobre a Telesp. Chegaram os espanhóis, inicialmente colocaram um espanhol “grudado” a cada gerente brasileiro. Em seguida demitiram os brasileiros. Hoje não existe na atual Telefonica, ex-Telesp, ninguém com mais de 10 anos de casa. Toda a memória profissional da empresa foi perdida.

Implantaram desde o inicio a famosa “Mesa de Compras”, uma instituição de caráter financeiro extremamente prejudicial à própria Telefonica, mas o sistema vinha sendo usado em Espana, porque não no Brasil? Consiste do seguinte: a empresa faz uma concorrência, como é normal. Convida-se cerca de 5 a dez participantes. Uma analise de preços é feita, bem como uma analise técnica. Escolhe-se o vencedor, com o menor preço e a melhor proposta técnica. Normalmente o processo de compra terminaria aí, com a assinatura do contrato e implantação do sistema. Mas na Telefonica é diferente.

O processo vai para a mesa de compras, onde os executivos são remunerados em função dos descontos que conseguem. Chamam a empresa vencedora, e comunicam (sim, não negociam, comunicam) que se o vencedor não der um desconto de, por exemplo, 20%, nada feito, o contrato não será assinado. A empresa escolhida preparou a sua proposta com base em dados de custos, de mercado, prevendo certo nível de compras, certo numero de homens-hora de profissionais, etc. É obrigada a aceitar a redução imposta pela Telefonica, assina o contrato, o espanhol da mesa de compras fica mais rico com um enorme bônus, e o usuário brasileiro é o único prejudicado. A fim de conseguir implantar o sistema pelo novo preço, agora drasticamente reduzido, o fornecedor tem de fazer cortes.

Reduz a qualidade do material, a qualidade da Mao de obra, reduz a confiabilidade dos sistemas, enfim, adapta sua proposta ao que vai receber. E assim a Telefonica foi ao longo destes últimos dez anos expandindo as telecomunicações no Estado de São Paulo, da forma mais barata possível, e com baixíssima qualidade e confiabilidade.

Mas pelo menos os espanhóis investiram, trouxeram dinheiro da Espanha, verdade? Infelizmente não. A Telefonica de Espana não enviou de Madri um único peso ou um único Euro para investir no Brasil. Todo o investimento feito aqui pela Telefonica foi feito usando receitas obtidas aqui mesmo. Ou seja, quem pagou os investimentos – mal feitos – da Telefonica foi o consumidor brasileiro. E os bancos brasileiros, principalmente o BNDES. Veja bem, vendemos a Telesp aos espanhóis, estes usaram nosso dinheiro para investir, obter lucros enormes que mandam para a Espanha. Além disso criaram um enorme desemprego no setor – a privatização da Telebrás colocou na rua em dois anos nada menos do que 200.000 pessoas. Sim, duzentos mil profissionais foram dispensados. Para dar lugar aos espanhóis ou para fazer economias quer no futuro iriam cobrar um pesado preço sob a forma de péssimo serviço, e falhas no sistema.

A Telefonica terceirizou tudo que foi possível, começando pelo atendimento. Vendeu o setor de atendimento à empresa espanhola Atento, de propriedade da Telefonica Espana. Note – de propriedade da Telefonica España. Ou seja, a Telefonica Brasil compra os serviços da Atento, paga pelos serviços, a Atento lucra com eles, e remete seus lucros diretamente para Madri. Terceirizou manutenção de prédios, operação dos sistemas, manutenção, tudo. Os projetos são feitos pelos fornecedores, a engenharia idem. Não existe na Telefonica hoje um grupo de profissionais de telecom. Ela é nada mais do que a marca. O resto é de terceiros. E mais uma vez feito de forma impositiva e leonina, pois os fornecedores que implantaram os sistemas são chamados e informados de que terão de tirar os defeitos, operar, manter, etc. O fornecedor faz seus cálculos, usando o numero adequado de homens, de veículos, equipamentos de teste, etc. Apresenta uma proposta, e a Mesa de Compras exige –mais uma vez – enormes descontos. O fornecedor tem de ceder, mas de novo reduz o numero de pessoas, de veículos, de equipamentos, reduz a qualidade a Mao de obra, faz cortes drásticos para poder cumprir o contrato e ainda ter lucro.

Neste ponto cabe uma pergunta – como pode a Telefonica imaginar que um determinado serviço que ela anteriormente fazia com mão de obra própria, ser feito por uma outra empresa, que ira obrigatoriamente colocar uma margem de lucro, e ainda assim ficar mais barato do que se a operadora o fizesse? Não há lógica.

Não se terceiriza jamais o contato com o cliente. É por isso que as empresas aéreas não terceirizam pilotos e aeromoças. Seria inimaginável. E no entanto fomos levados aceitar como “normal” que um atendimento para uma reclamação de defeito em uma rede de altíssima tecnologia seja feito por uma mocinha que não tem nenhum vinculo com a Telefonica, nenhum interesse em realmente resolver seu problemas, que não tem a mínima ideia do que é o sistema, que foi treinada como um autômato para burocraticamente anotar a reclamação e passar adianta. Cujo tempo de atendimento é rigidamente controlado e não pode superar 90 segundos. Que mesmo para ir ao toalete tem horários determinados. Tudo para que Madri tenha mais lucros.

No último trimestre o faturamento da Telefonica na Espanha caiu 4,2%, enquanto na America Latina cresceu 4,8%. Traduzindo: os cortes de pessoal no Brasil, as economias e cortes de custos que provocam panes e “apagões”, ajudam a aumentar o lucro da Telefonica no mundo. Quem sustenta a empresa somos nós, latino-americanos, e não os espanhóis. Sabe porque? Porque na Espanha ela não poderia tratar o cliente da forma que o faz aqui. O governo espanhol imediatamente trocaria toda a diretoria da empresa.

Mas então, cabe a pergunta: Se a Telefonica veio para o Brasil para atender o Estado de São Paulo, não investiu recursos próprios, é campeã de reclamações no PROCON, tem um histórico de falhas, defeitos, panes, inédito em todo o mundo, o que ela está trazendo de positivo para o Brasil? Não traz dinheiro, não traz know-how, piorou os serviços.

Pare um instante, leitor, e honestamente responda: no dia de hoje, quem é melhor administrada: a Telefonica em São Paulo ou a Petrobras?

Quiséramos nós que as telecomunicações em São Paulo tivessem o mesmo nível que a extração, refino e distribuição de combustíveis.

Logo, não é verdade que “O Estado não sabe administrar”. Mesmo com alguma interferência política que sabemos existir, a Petrobras é eficiente, respeitada aqui e lá fora, e não sofre de “apagões” de combustível.

Apenas para reforçar o argumento, e o Banco do Brasil? É estatal, e luta no mercado bancário em condições de igualdade, da lucros enormes e ninguém acusa a diretoria do BB de ser inepta devido ao fato da empresa ser estatal.

Então, esta ideia de que empresa estatal é por definição lenta, obsoleta, com gente preguiçosa e ineficiente, é uma inverdade. Temos de olhar a realidade, sem idéias preconcebidas, e reconhecer que o mundo mudou, Marx está morto mas o capitalismos selvagem também, e que temos de ser criativos e repensar alguns conceitos. E algumas decisões do passado.

Nessa linha, olhando o que a Telefonica de Espana fez no Brasil nos últimos dez anos, me parece que fica claro que não fez nada melhor o nada a mais do que a própria Telebrás teria feito se tivesse a liberdade de que sempre gozou a Petrobras. Se tivéssemos mantido a Telebrás e a liberado para investir seu próprio dinheiro, hoje teríamos uma empresa poderosa, eficiente, uma, brasileira, e certamente atuando com competência no exterior, como é o caso da Petrobras.

Chegou a hora. Vamos aproveitar o momento de transformações por que passa o mundo, o novo status que o Brasil ganha, e o péssimo nível dos serviços da Telefonica, para comprá-la de volta, colocá-la em mãos brasileiras, com gente que tome decisões com base no cliente brasileiro e não com base em aumentar os lucros que manda para Madri. O Brasil todo irá aprovar.

Poucos sabem, mas a Telebrás ainda existe, não foi extinta, permanece como que “em estado de hibernação”. Tem sede em Brasília, com meia dúzia de funcionários que cuidam principalmente de comunicações governamentais.

O contrato de concessão assinado pelo Governo Brasileiro com a Telefonica, no Capitulo XXVIII trata da Extinção da Concessão. Podemos a qualquer momento informar aos espanhóis que nossa paciência se esgotou, que temos gente igual ou melhor do que eles, e que queremos as telecomunicações de São Paulo de volta. Compramos a empresa de volta. Definimos uma forma suave de pagamento. Colocamos gente nossa, do Brasil, comprometida com nossa sociedade, para administrar a empresa. E garanto que os “apagões” nunca mais se repetirão.

Se você acha que este artigo tem lógica, divulgue a idéia. Hoje pode parecer um projeto de difícil implantação, enfrentar a gigante espanhola. Mas Gandhi também tinha um projeto enorme, a liberdade de seu país, e começou com “um partido de um homem só”. Também Martin Luther King.

Se nós quisermos, nós conseguimos.
Enviada por Juan ]Sanchez, às 12:23 25/06/2009, de Porto Alegre, RS


Crise: Desemprego tem leve queda em maio
A taxa de desemprego ficou em 8,8% da população economicamente ativa em maio, levemente abaixo dos 8,9% verificados em abril, informou nesta quinta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O contingente de trabalhadores com carteira assinada manteve-se em 9,4 milhões, número 2,1% maior que em maio do ano passado.

O rendimento médio em maio de 2009 (com crise) foi de R$ 1.311,70 e é 3% superior ao verificado no mesmo mês de 2008 (sem crise).
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:06 25/06/2009, de Curitiba, PR


Trabalhadores na WEG rejeitam redução de jornada com redução de salários
Uma das maiores produtores de motores elétricos do mundo, a WEG de Jaraguá do Sul, propôs ao sindicato reduzir a jornada de trabalho com redução de salários

Os trabalhadores da WEG deram uma resposta a altura:

Vejam o resultado da votação de redução de jornada com redução de salario

Total de votantes 6782

1º - opção: Favor a redução - 2763 40,54%
2º - opção: Contra a redução - 3952 58,27%
Nulos : 46 0,68%
Brancos: 21 0,31%

Os Trabalhadores rejeitaram a proposta porque sabem que, entre outras coisas, tem muita gente fazendo horas extras na WEG...
Enviada por Paulo César dos Santos, às 14:58 24/06/2009, de Jaraguá do Sul, SC


Argentin@s perdem emprego e país caminha para crise
A economia da Argentina cresceu 2% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. Em relação ao quarto trimestre, o avanço foi praticamente nulo: 0,1%. É o pior desempenho em 7 anos.

Desde 2003, a economia argentina recuperava-se ao ritmo de pelo menos 6,8% ao ano. Acredita-se que a economia do país vizinho terá uma contração de 4% em 2009, levando-a a mesma situação da grande crise enfrentada no início desta década.

O governo argentino é acusado de manipular os dados de inflação no país. Uma inflação menor (o chamado deflator, usado no cálculo do PIB) pode gerar um PIB maior. Segundo estimativas, o PIB real poderia ser até 2 pontos percentuais menor do que o declarado pelo governo.

Central Sindical denuncia perda de empregos não computados

Segundo o secretário geral da CTA - Central dos Trabalhadores Argentinos, Hugo Yasky, cerca de 100 mil Trabalhadores foram demitidos e não aparecem nas estatísticas de desemprego, pois não tinham contratos formais de Trabalho.

O sindicalista alerta que no segundo semestre o quadro poderá se agravar caso não seja adotadas políticas ativas em defesa do emprego e reivindica junto ao governo sinais claros neste sentido.

"Já não se geram empregos. Há postos de trabalhos mantidos por subsídios do Estado...isto deve ser resolvido", reivindicou Yasky.

O sindicalista defende ainda uma blindagem social, a criação de um seguro desemprego universal e a criação de fontes de Trabalho alternativas, "porque a crise irá se agravar, alertou.

Crise política é forte

O casal Kirchner enfrenta também uma das maiores crises políticas do país desde a derrocada do menemismo no início da década. Tanto é que, numa manobra política, anteciparam as eleições parlamentares com o objetivo de renovar sua base de apoio no Congresso e evitar uma derrota no futuro.

Até o momento, e há 10 dias do pleito antecipado, os argentinos parecem inclinados a impor uma derrota ao casal Kirchner, reduzindo a bancada kirchnerista no Congresso e dando seus votos a partidos e deputados mais à direita do que os atuais.

Neste quesito, a Argentina mostra uma semelhança com a Europa: como resposta à crise, votam exatamente naqueles que a criaram e só fazem aprofundar a situação de miséria dos povos: a direita e os empresários...

Mas, por outro lado, qual seria a alternativa de esquerda?

Nenhuma, pois além de pequena, a esquerda argentina é extremamente fragmentada e vive constantemente brigando entre si, perdendo mais tempos nas disputas por aparelhos que na organização de base. Além disso, dentro de uma mesma linha de pensamento esquerdista existem dezenas de pequenos grupos isolados que se reivindicam os verdadeiros herdeiros de determinados líderes revolucionários, numa absurda luta interna e fratricida.

Enquanto e esquerda briga entre si, a dirteita deita e rola.

Esta é a triste realidade de los hermanos.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:12 19/06/2009, de Curitiba, PR


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