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Notícias(Setembro/2011)

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CUT convida sindicalistas a participar do I Encontro Mundial de Blogueir@s

EE03012094792/SG/SECOM/CUT/2011

São Paulo, 29 de setembro de 2011

Às Estaduais da CUT, Ôrganicas, Federações e Entidades Sindicais Filiadas

Participação da CUT no 1º Encontro Mundial de Blogueiros

Prezad@s companheir@s,

Entre os dias 27 e 29 de outubro a cidade paranaense de Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira, sediará o 1º Encontro Mundial de Blogueiros com o tema “O papel das novas mídias na construção da democracia”.

Para o movimento sindical cutista, o evento será uma oportunidade ímpar de darmos visibilidade às nossas pautas do mundo do trabalho, ao mesmo tempo em que estreitamos laços de solidariedade entre ativistas digitais.

O encontro contará com a participação de vários nomes de peso, como Ignácio Ramonet (Le Monde Diplomatique), Kristinn Hrafnsson (WikiLeaks), Pascual Serrano (Rebelion) e Any Goodman (Democracy Now), que em boa medida têm sido porta-vozes da contestação a uma ordem mundial ditada pela globalização neoliberal.

Ao contribuir para a troca de experiências e potencializar uma comunicação que tem se afirmado como alternativa inclusiva e colaborativa, em contraponto às manipulações da mídia hegemônica, o evento será um passo importante na caminhada rumo à construção de um país efetivamente democrático e de um planeta menos desigual.

Diante da relevância do encontro, que está sendo organizado pela Associação Brasileira de Empreendedores da Comunicação (Altercom) e pelo Centro de Estudos Barão de Itararé, com apoio institucional da empresa Itaipu Binacional, solicitamos que o conjunto das entidades aproveitem a oportunidade e participem.

Mais informações e inscrições: http://www.baraodeitarare.org.br/noticias/50666.html

Quintino Severo
Secretário Geral

Rosane Bertotti
Secretária de Comunicação

Enviada por André Vieira, às 20:35 30/09/2011, de Curitiba, PR


A elite miserável não vê, mas raríssimos doutores possuem a educação de Lula
Por Urariano Mota

A elite miserável brasileira prefere insistir que a maior liderança da democracia das Américas nunca passou num vestibular, nem, o que é pior, defendeu tese recheada de citações dos teóricos em vigor

Mandou bem, companheiro!

No dia em que Lula recebeu o título de doutor honoris causa na França, o diretor do Instituto de Estudos Políticos de Paris, Ruchard Descoings, chamou a imprensa para uma coletiva. É claro que jornalistas do Brasil não poderiam faltar, porque se tratava de um ilustre brasileiro a receber a honra, pois não? Pois sim, deem uma olhada no que escreveu Martín Granovsky, um argentino que honra a profissão, no jornal Página 12. Para dizer o mínimo, a participação de “nossos” patrícios foi de encher de vergonha. Seleciono alguns momentos do brilhante artigo de Martín, Escravistas contra Lula:

Leia também:

Para escutar Descoings foram chamados vários colegas brasileiros... Um deles perguntou se era o caso de premiar quem se orgulhava de nunca ter lido um livro. O professor manteve sua calma e deu um olhar de assombrado. Talvez Descoings soubesse que essa declaração de Lula não consta em atas, embora seja certo que Lula não tenha um título universitário. Também é certo que quando assumiu a presidência, em primeiro de janeiro de 2003, levantou o diploma que é dado aos presidentes do Brasil e disse: ‘Uma pena que minha mãe morreu. Ela sempre quis que eu tivesse um diploma e nunca imaginou que o primeiro seria de presidente da República’. E chorou.

‘Por que premiam um presidente que tolerou a corrupção?’, foi a pergunta seguinte. Outro colega brasileiro perguntou se era bom premiar alguém que uma vez chamou de ‘irmão’ a Muamar Khadafi. Outro, ainda, perguntou com ironia se o Honoris Causa de Lula era parte da política de ação afirmativa do Sciences Po.

Descoings o observou com atenção antes de responder. ‘As elites não são apenas escolares ou sociais’, disse. ‘Os que avaliam quem são os melhores, também. Caso contrário, estaríamos diante de um caso de elitismo social. Lula é um torneiro mecânico que chegou à presidência, mas pelo que entendi foi votado por milhões de brasileiros em eleições democráticas’ ”.

Houve todas essas intervenções estúpidas e deprimentes. Agora, penso que cabem duas ou três coisas para reflexão. A primeira delas é a educação de Lula. Esse homem, chamado mais de uma vez pela imprensa brasileira de apedeuta, quando o queriam chamar, de modo mais simples, de analfabeto, burro, jumento nordestino, possui uma educação que raros ou nenhum doutor possui. Se os nossos chefes de redação lessem alguma coisa além das orelhas dos livros da moda, saberiam de um pedagogo de nome Paulo Freire, que iluminou o mundo ao observar que o homem do povo é culto, até mesmo quando não sabe ler. Um escândalo, já veem. Mas esse ainda não é o ponto. Nem vem ao caso citar Máximo Górki em Minhas Universidades, quando narrou o conhecimento que recebeu da vida mais rude.

Fiquemos na educação de Lula, este é o ponto. Será que a miserável elite do Brasil não percebe que o ex-presidente se formou nas lutas e relações sindicais? Será que não notam a fecundação que ele recebeu de intelectuais de esquerda em seu espírito de homem combativo? Não, não sabem e nem veem que a presidência de imenso sindicato de metalúrgicos é uma universidade política, digna dos mais estudiosos doutores. Preferem insistir que a maior liderança da democracia das Américas nunca passou num vestibular, nem, o que é pior, defendeu tese recheada de citações dos teóricos em vigor. Preferem testar essa criação brasileira como se falassem a um estudante em provas. Como nesta passagem, lembrada por Lula em discurso:

"Me lembro, como se fosse hoje, quando eu estava almoçando na Folha de São Paulo. O diretor da Folha de São Paulo perguntou pra mim: ‘O senhor fala inglês? Como é que o senhor vai governar o Brasil se o senhor não fala inglês?’... E eu falei pra ele: alguém já perguntou se Bill Clinton fala português? Eles achavam que o Bill Clinton não tinha obrigação de falar português!... Era eu, o subalterno, o colonizado, que tinha que falar inglês, e não Bill Clinton o português!’

Leia mais:

O jornalista argentino Martín Granovsky observa ao fim que um trabalhador não poderia ser presidente. Que no Brasil a Casa Grande sempre esteve reservada para os proprietários de terra e de escravos. Que dirá a ocupação do Palácio do Planalto. Lembro que diziam, na primeira campanha de Lula para a presidência, que dona Marisa estava apreensiva, porque não sabia como varrer um palácio tão grande....Imaginem agora o ex-servo, depois de sentar a bunda por duas vezes no Planalto, virar Doutor na França. O mundo vai acabar.

O povo espera que não demore vir abaixo.

Fonte: Blog Pragmatismo Político

Nota desta Redação:

Na verdade, a elite entende muito bem o papel de Lula e se beneficiou muito das políticas sociais implementadas em seu governo. Porém, diferentemente de parte da esquerda e do povo trabalhador, a direita se mantém coerente à sua ideologia, à sua classe social, ao seu papel de dominadora e defende seu status-quo com unhas, dentes e armas se preciso for. A elite jamais poderá aceitar o "mau" exemplo dado por Lula.

Já imaginaram se todo e qualquer um dos 191 milhões de brasileiros entender que não precisa de patrões, nem de chefes a lhe comandar e a pisar-lhe a cabeça?

Imaginem se estes 191 milhões entendem que podem se autogovernar e mandar em seus destinos?

É o fim da elite!!!

Nestes episódios, como o relatado acima, o que dá raiva mesmo são estes jornalistas, empregados explorados, submissos e colonizados que fazem perguntas a mando do patrão, daquele que lhes pisa a cabeça e, ao qual, ainda chamam de colega. É dessa gentinha aspirante a dominador, mas que nunca sairá da aspirantura, dessa classe mérdia, que dá raiva, pois são os que fazem o trabalho sujo, espalham a merda e degradam a imagem do Brasil e de seu povo no mundo inteiro.

A elite está na dela, de boa, pois tem um monte de serviçais que se acham inteligentes e independentes fazendo o que o patrão manda.

Enviada por Nelba Nycz, às 09:33 30/09/2011, de Curitiba, PR


Por que o Pará cantou o Hino Nacional Brasileiro?
Por Walter Falceta

Antes da partida contra a Argentina (Super Clássico das Américas), nesta quarta-feira, a torcida paraense deu show de civilidade no lotado Estádio Mangueirão.

Cessou a amostra instrumental do Hino Nacional, mas o povo resolveu seguir até o fim da primeira parte da composição, à capela.

As imagens de TV mostram o povo feliz com a saudável molecagem, orgulhoso, muitos com as mãos sobre o peito.

São crianças, jovens, idosos, gente negra, branca, índios, representantes da comunidade nipônica e, certamente, a linda mistura de tudo isso.

O craque Neymar, ele próprio tão espetacularmente miscigenado, comove-se com a cantoria, marcada na percussão das palmas sincronizadas. Comoção bem comovida.

Talvez, mais do que a festa, seja conveniente tomar esse espetáculo como lição para o Sul-Sudeste, onde o Hino é frequentemente ultrajado pelos torcedores, especialmente pelos filhos das elites, sempre envergonhados de sua nacionalidade.

Cabe também uma reflexão sobre o ódio que determinados brasileiros têm do próprio país, expresso diariamente nos comentários neofascistas dos grandes jornais dessas regiões.

Esse comportamento, aliás, é resultado da campanha diária, massiva, que os mesmos veículos fazem para desmoralizar o país e seu povo.

O jornalismo de “pinça” só destaca o que é ruim, o que é nefasto, o que não presta. Obsessivamente.

O processo de extinção da miséria parece não existir, tampouco a expansão do consumo popular.

E cada agulha sumida numa repartição pública torna-se um escândalo.

Pior: a indignação é seletiva, pois o graúdo que desvanece nas administrações estaduais neoliberais nunca vira manchete.

Se há notícia boa do Brasil, ela é minimizada. Se o positivo é notório, emprega-se logo uma adversativa, um “mas”, para reduzir ou neutralizar o impacto da mensagem.

São espantosos os malabarismos aritméticos, os artifícios de linguagem e os sofismas utilizados para transformar em ruim o que é bom.

São gráficos lidos de trás para frente ou pizzas que têm apenas uma ou outra fatia destacada.

Disseminar a síndrome de vira-lata, obviamente, tem um objetivo claro.

É recalcar os tradicionais estratos médios, é causar rancor, é produzir a intriga, é gerar dissensão, é fomentar o ciúme, é espalhar o ódio entre irmãos.

Afinal, para os obsoletos da elite midiota, é preciso difundir todos os dias a ideia do caos, mesmo que imaginário.

Para quem perdeu, faz-se urgente uma insurreição para acabar com a festa do crescimento econômico extensivo, da inclusão social e da democratização de acessos.

Enquanto eles não passam, vale a pena ficar com o Pará, com os brasileiros do Pará.

Viva o Povo do Pará!
Enviada por Cido Araújo, às 09:21 29/09/2011, de São Paulo, SP


Decreto reduz alíquota de imposto sobre gasolina
O governo publicou no Diário Oficial da União de hoje o decreto número 7.570, que altera o decreto 5.060, de abril de 2004, que reduz as alíquotas da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a importação e comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados, e álcool etílico combustível (Cide).

Pelo novo decreto, a alíquota da Cide por metro cúbico de gasolina e suas correntes fica reduzida para R$ 192,60. A alíquota que estava em vigor era de R$ 230,00 por metro cúbico. O decreto não faz alteração com relação aos demais combustíveis.

Fonte: A Tarde Online

Nota desta redação: Duvidamos muito que o preço da gasolina ao consumidor final irá baixar com esta medida do governo. Infelizmente, o mais provável é que os empresários embolsarão a diferença e até mesmo aumentarão o preço do combustível para o consumidor.
Para que o preço efetivamente baixasse seria preciso um grande poder fiscalizador do Estado em cima desse empresariado espertinho. Mas a ANP não tem agentes suficientes e não consegue fiscalizar nem uma cidadezinha de 4000-5000 habitantes, quem dirá o país todo.
Enviada por CNM-CUT, às 20:25 27/09/2011, de São Paulo, SP


Ato exige transparência e aplicação correta dos recursos públicos
“O presidente da Câmara Municipal de Curitiba João Cláudio Derosso está sendo investigado por desviar mais de R$ 30 milhões dos cofres públicos”, revela cartaz que está sendo divulgado à população e nas redes sociais. Em virtude disso, um ato público deve ocorrer neste dia 28 de setembro, a partir das 09h00, na Praça Santos Andrade.

Com o bordão, Não Iremos nos calar, o movimento destaca que a “Corrupção também é violência”. Segundo os organizadores do evento, com o dinheiro supostamente desviado seria possível construir duas mil casas populares ou 11 Centros Médicos 24 horas.

Redes Sociais

No Facebook, o perfil Fora Derosso, divulga supostos atos de improbidade do presidente da Câmara Municipal. Já no Twitter, são divulgadas as campanhas #foraderosso e #DerossoLargaoOsso.

Autor: Manoel Ramires
Enviada por Sismuc, às 16:48 27/09/2011, de Curitiba, PR


Guia sobre agrotóxicos será lançado no Encontro de Diálogos e Convergências
O uso de agrotóxicos no Brasil tem crescido aceleradamente nos últimos anos, afetando agricultores familiares, populações rurais e consumidores. Mas técnicos de assessoria rural, lideranças dos movimentos sociais, profissionais à frente de programas de educação ou de ações comunitárias de promoção da saúde têm ainda uma grande carência de informações abrangentes e sistematizadas capazes de orientar na prática as ações de enfrentamento.

O livro "Agrotóxicos no Brasil - um guia para ação em defesa da vida" traz informações importantes sobre a legislação, sobre programas de monitoramento de resíduos em alimentos, sobre como identificar, encaminhar, notificar e prevenir casos de intoxicação, sobre os processos de reavaliação toxicológica dos agrotóxicos autorizados no Brasil, entre outras. Essas informações são acompanhadas de orientações objetivas visando subsidiar ações práticas de combate às irregularidades, de melhoria dos mecanismos de controle e de resistência a este modelo de agricultura que envenena os campos, as cidades, a água, o ar e as pessoas.

A publicação do livro, de autoria de Flavia Londres, é uma promoção da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) e da Rede Brasileira de Justiça Ambiental (RBJA).

O lançamento acontece nesta quarta-feira (28), às 18h30, em Salvador – BA, durante o Encontro Nacional de Diálogo e Convergências, que está sendo realizado na capital baiana.

É possível fazer download do livro em pdf no endereço
http://aspta.org.br/

Serviço

Lançamento do livro "Agrotóxicos no Brasil - um guia para ação em defesa da vida"
Dia: 28 de setembro (quarta-feira)
Horário: 18h30
Local: Av. Amaralina, 111 - Hotel Vilamar
Informações: http://dialogoseconvergencias.org

Contatos:Flavia Londres: (21) 8734-0710
Denis Monteiro (ANA): (21) 2536-7390
Gabriel Fernandes (AS-PTA - ANA): (21) 2253-8317

Assessoria de Comunicação
(61) 3411.3279 / 2576
(61) 3411.2747 / 2746

www.presidencia.gov.br/consea ascom@consea.planalto.gov.br

Redes Sociais
Enviada por Consea, às 14:07 27/09/2011, de Brasília, DF


Rússia moderniza autocracia
A Rússia de Putin inventou um novo tipo de autocracia, aquela em que o autocrata ora é presidente ora primeiro-ministro.

Putin, o autocrata-mor, conta com a "colaboração" de Medvedev, autocrata-substituto, para realizar o novo modelo.

E como o ex-agente da KGB defende o capitalismo, ninguém da elite ocidental e sua imprensa marrom se digna criticá-lo por se perpetuar no poder.

Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:40 27/09/2011, de Curitiba, PR


Reforma sindical volta à pauta da Câmara
Texto apresentado pelo governo Lula em 2005 sofreu resistência política à época, mas agora já recebeu parecer favorável do relator, deputado Mendes Ribeiro

Por Evelyn Pedrozo, da Rede Brasil Atual

A Proposta de Emenda à Constiuição (PEC) 369/05, que trata da reforma sindical, voltou a tramitar na Câmara dos Deputados nesta semana. Apresentado pelo governo Lula, no âmbito do Ministério do Trabalho e Emprego, o documento foi rejeitado em 2005 por lideranças partidárias. O argumento era o de que teria havido pouca discussão com todas as forças representantes do movimento sindical, e que o debate havia limitado-se às centrais sindicias. Desde então, a PEC ficou parada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC).

Em agosto a discussão foi retomada. No último dia 20, o deputado Mendes Ribeiro (PPS-RO), designado relator da matéria na CCJC, apresentou parecer favorável ao texto do Executivo que, agora, segue para pauta de apreciação da comissão. Em seguida, vai para comissão especial para valiação do mérito. A PEC 369 altera os artigos 8º, 11 e 37 da Constituição.

O diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz, destacou as mudanças em relação à atual estrutura sindical prevista no artigo 8º da Constituição. Segundo ele, o texto da PEC é genérico o suficiente para permitir dezenas de interpretações, "podendo a lei sindical definir a nova estrutura com amplas possibilidades de desenhos". Veja abaixo os apontamentos do diretor:

A PEC 369 propõe

1) liberdade e autonomia sindical, na forma da lei observando os princípios constitucionais;

2) proibição de o Estado exigir autorização para a função de entidade sindical, ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção nas entidades sindicais;

3) adoção de critérios de representatividade, liberdade de organização, democracia interna e respeito aos direitos de minoria tanto para criação quanto para funcionamento de entidade sindical;

4) direito de filiação às organizações internacionais;

5) prerrogativa de as entidades sindicais promoverem a defesa dos direitos e interesses coletivos e individuais no âmbito de representação, inclusive em questões judiciais e administrativas;

6) desconto em folha da contribuição de negociação coletiva, que substituirá a sindical, a ser fixada em assembleia geral, além da garantia de mensalidade dos associados da entidade sindical;

7) princípio de que ninguém será obrigado a filiar-se ou manter-se filiado a entidade sindical;

8) obrigatoriedade de participação das entidades sindicais na negociação coletiva;

9) direito de o aposentado filiado votar e ser votado nas entidades sindicais;

10) representação dos trabalhadores nos locais de trabalho, na forma da lei;

11) proibe dispensa do empregado sindicalizado que registrar candidatura a representação ou direção sindical, salvo por falta grave;

12) direito de negociação coletiva e de greve no serviço público, nos termos de lei específica.

Mudanças

1) remete para a lei a regulamentação dos preceitos constitucionais em matéria sindical, inclusive no que diz respeito à abrangência do poder de negociação, dando ampla liberdade ao legislador para desenhar o modelo de negociação e de organização sindical, desde que não contrarie os enunciados do texto constitucional modificado;

2) institui o critério de representatividade, de liberdade de organização, de democracia interna e de respeito aos direitos de minorias, o que poderá ensejar, na lei e no próprio estatuto, a proporcionalidade de chapas na direção sindical;

3) autoriza a instituição da pluralidade sindical, desde que respeitados os critérios previstos no item anterior;

4) elimina o conceito de categoria profissional e econômica, sem instituir ramo ou qualquer outro conceito, podendo a entidade sindical representar apenas e exclusivamente seus associados;

5) acaba com a unicidade sindical, com o sistema confederativo e com a contribuição sindical compulsória;

6) reconhece as centrais como entidades sindicais, podendo, nos termos da lei sindical, se estruturar organicamente, criando suas confederações, federações e sindicatos;

7) reconhece, nos termos de lei específica, o direito de negociação e de greve dos servidores públicos;

8) deixa para a reforma do Judiciário a definição do papel da Justiça do Trabalho, inclusive a eliminação do chamado poder normativo;

9) mantém inalterado o texto sobre o direito de greve, com a possibilidade dos líderes sindicais responderem penal e civilmente por eventuais abusos no exercício do direito de greve.

Fonte: Rede Brasil Atual
Enviada por Cido Araújo, às 19:46 25/09/2011, de São Paulo, SP


O histórico discurso de Dilma na Assembleia Geral da ONU
Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, na abertura do Debate Geral da 66ª Assembleia Geral das Nações Unidas – Nova Iorque/EUA

Nova Iorque-EUA, 21 de setembro de 2011

Senhor presidente da Assembleia Geral, Nassir Abdulaziz Al-Nasser,

Senhor secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon,

Senhoras e senhores chefes de Estado e de Governo,

Senhoras e senhores,

Pela primeira vez, na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o Debate Geral. É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nesta tribuna que tem o compromisso de ser a mais representativa do mundo.

É com humildade pessoal, mas com justificado orgulho de mulher, que vivo este momento histórico.

Divido esta emoção com mais da metade dos seres humanos deste Planeta, que, como eu, nasceram mulher, e que, com tenacidade, estão ocupando o lugar que merecem no mundo. Tenho certeza, senhoras e senhores, de que este será o século das mulheres.

Na língua portuguesa, palavras como vida, alma e esperança pertencem ao gênero feminino. E são também femininas duas outras palavras muito especiais para mim: coragem e sinceridade. Pois é com coragem e sinceridade que quero lhes falar no dia de hoje.

Senhor Presidente,

O mundo vive um momento extremamente delicado e, ao mesmo tempo, uma grande oportunidade histórica. Enfrentamos uma crise econômica que, se não debelada, pode se transformar em uma grave ruptura política e social. Uma ruptura sem precedentes, capaz de provocar sérios desequilíbrios na convivência entre as pessoas e as nações.

Mais que nunca, o destino do mundo está nas mãos de todos os seus governantes, sem exceção. Ou nos unimos todos e saímos, juntos, vencedores ou sairemos todos derrotados.

Agora, menos importante é saber quais foram os causadores da situação que enfrentamos, até porque isto já está suficientemente claro. Importa, sim, encontrarmos soluções coletivas, rápidas e verdadeiras.

Essa crise é séria demais para que seja administrada apenas por uns poucos países. Seus governos e bancos centrais continuam com a responsabilidade maior na condução do processo, mas como todos os países sofrem as conseqüências da crise, todos têm o direito de participar das soluções.

Não é por falta de recursos financeiros que os líderes dos países desenvolvidos ainda não encontraram uma solução para a crise. É, permitam-me dizer, por falta de recursos políticos e algumas vezes, de clareza de ideias.

Uma parte do mundo não encontrou ainda o equilíbrio entre ajustes fiscais apropriados e estímulos fiscais corretos e precisos para a demanda e o crescimento. Ficam presos na armadilha que não separa interesses partidários daqueles interesses legítimos da sociedade.

O desafio colocado pela crise é substituir teorias defasadas, de um mundo velho, por novas formulações para um mundo novo. Enquanto muitos governos se encolhem, a face mais amarga da crise – a do desemprego – se amplia. Já temos 205 milhões de desempregados no mundo. 44 milhões na Europa. 14 milhões nos Estados Unidos. É vital combater essa praga e impedir que se alastre para outras regiões do Planeta.

Nós, mulheres, sabemos, mais que ninguém, que o desemprego não é apenas uma estatística. Golpeia as famílias, nossos filhos e nossos maridos. Tira a esperança e deixa a violência e a dor.

Senhor Presidente,

É significativo que seja a presidenta de um país emergente, um país que vive praticamente um ambiente de pleno emprego, que venha falar, aqui, hoje, com cores tão vívidas, dessa tragédia que assola, em especial, os países desenvolvidos.

Como outros países emergentes, o Brasil tem sido, até agora, menos afetado pela crise mundial. Mas sabemos que nossa capacidade de resistência não é ilimitada. Queremos – e podemos – ajudar, enquanto há tempo, os países onde a crise já é aguda.

Um novo tipo de cooperação, entre países emergentes e países desenvolvidos, é a oportunidade histórica para redefinir, de forma solidária e responsável, os compromissos que regem as relações internacionais.

O mundo se defronta com uma crise que é ao mesmo tempo econômica, de governança e de coordenação política.

Não haverá a retomada da confiança e do crescimento enquanto não se intensificarem os esforços de coordenação entre os países integrantes da ONU e as demais instituições multilaterais, como o G-20, o Fundo Monetário, o Banco Mundial e outros organismos. A ONU e essas organizações precisam emitir, com a máxima urgência, sinais claros de coesão política e de coordenação macroeconômica.

As políticas fiscais e monetárias, por exemplo, devem ser objeto de avaliação mútua, de forma a impedir efeitos indesejáveis sobre os outros países, evitando reações defensivas que, por sua vez, levam a um círculo vicioso.

Já a solução do problema da dívida deve ser combinada com o crescimento econômico. Há sinais evidentes de que várias economias avançadas se encontram no limiar da recessão, o que dificultará, sobremaneira, a resolução dos problemas fiscais.

Está claro que a prioridade da economia mundial, neste momento, deve ser solucionar o problema dos países em crise de dívida soberana e reverter o presente quadro recessivo. Os países mais desenvolvidos precisam praticar políticas coordenadas de estímulo às economias extremamente debilitadas pela crise. Os países emergentes podem ajudar.

Países altamente superavitários devem estimular seus mercados internos e, quando for o caso, flexibilizar suas políticas cambiais, de maneira a cooperar para o reequilíbrio da demanda global.

Urge aprofundar a regulamentação do sistema financeiro e controlar essa fonte inesgotável de instabilidade. É preciso impor controles à guerra cambial, com a adoção de regimes de câmbio flutuante. Trata-se, senhoras e senhores, de impedir a manipulação do câmbio tanto por políticas monetárias excessivamente expansionistas como pelo artifício do câmbio fixo.

A reforma das instituições financeiras multilaterais deve, sem sombra de dúvida, prosseguir, aumentando a participação dos países emergentes, principais responsáveis pelo crescimento da economia mundial.

O protecionismo e todas as formas de manipulação comercial devem ser combatidos, pois conferem maior competitividade de maneira espúria e fraudulenta.

Senhor Presidente,

O Brasil está fazendo a sua parte. Com sacrifício, mas com discernimento, mantemos os gastos do governo sob rigoroso controle, a ponto de gerar vultoso superávit nas contas públicas, sem que isso comprometa o êxito das políticas sociais, nem nosso ritmo de investimento e de crescimento.

Estamos tomando precauções adicionais para reforçar nossa capacidade de resistência à crise, fortalecendo nosso mercado interno com políticas de distribuição de renda e inovação tecnológica.

Há pelo menos três anos, senhor Presidente, o Brasil repete, nesta mesma tribuna, que é preciso combater as causas, e não só as consequências da instabilidade global.

Temos insistido na interrelação entre desenvolvimento, paz e segurança; e que as políticas de desenvolvimento sejam, cada vez mais, associadas às estratégias do Conselho de Segurança na busca por uma paz sustentável.

É assim que agimos em nosso compromisso com o Haiti e com a Guiné-Bissau. Na liderança da Minustah, temos promovido, desde 2004, no Haiti, projetos humanitários, que integram segurança e desenvolvimento. Com profundo respeito à soberania haitiana, o Brasil tem o orgulho de cooperar para a consolidação da democracia naquele país.

Estamos aptos a prestar também uma contribuição solidária, aos países irmãos do mundo em desenvolvimento, em matéria de segurança alimentar, tecnologia agrícola, geração de energia limpa e renovável e no combate à pobreza e à fome.

Senhor Presidente,

Desde o final de 2010, assistimos a uma sucessão de manifestações populares que se convencionou denominar “Primavera Árabe”. O Brasil é pátria de adoção de muitos imigrantes daquela parte do mundo. Os brasileiros se solidarizam com a busca de um ideal que não pertence a nenhuma cultura, porque é universal: a liberdade.

É preciso que as nações aqui reunidas encontrem uma forma legítima e eficaz de ajudar as sociedades que clamam por reforma, sem retirar de seus cidadãos a condução do processo.

Repudiamos com veemência as repressões brutais que vitimam populações civis. Estamos convencidos de que, para a comunidade internacional, o recurso à força deve ser sempre a última alternativa. A busca da paz e da segurança no mundo não pode limitar-se a intervenções em situações extremas.

Apoiamos o Secretário-Geral no seu esforço de engajar as Nações Unidas na prevenção de conflitos, por meio do exercício incansável da democracia e da promoção do desenvolvimento.

O mundo sofre, hoje, as dolorosas consequências de intervenções que agravaram os conflitos, possibilitando a infiltração do terrorismo onde ele não existia, inaugurando novos ciclos de violência, multiplicando os números de vítimas civis.

Muito se fala sobre a responsabilidade de proteger; pouco se fala sobre a responsabilidade ao proteger. São conceitos que precisamos amadurecer juntos. Para isso, a atuação do Conselho de Segurança é essencial, e ela será tão mais acertada quanto mais legítimas forem suas decisões. E a legitimidade do próprio Conselho depende, cada dia mais, de sua reforma.

Senhor Presidente,

A cada ano que passa, mais urgente se faz uma solução para a falta de representatividade do Conselho de Segurança, o que corrói sua eficácia. O ex-presidente Joseph Deiss recordou-me um fato impressionante: o debate em torno da reforma do Conselho já entra em seu 18º ano. Não é possível, senhor Presidente, protelar mais.

O mundo precisa de um Conselho de Segurança que venha a refletir a realidade contemporânea; um Conselho que incorpore novos membros permanentes e não-permanentes, em especial representantes dos países em desenvolvimento.

O Brasil está pronto a assumir suas responsabilidades como membro permanente do Conselho. Vivemos em paz com nossos vizinhos há mais de 140 anos. Temos promovido com eles bem-sucedidos processos de integração e de cooperação. Abdicamos, por compromisso constitucional, do uso da energia nuclear para fins que não sejam pacíficos. Tenho orgulho de dizer que o Brasil é um vetor de paz, estabilidade e prosperidade em sua região, e até mesmo fora dela.

No Conselho de Direitos Humanos, atuamos inspirados por nossa própria história de superação. Queremos para os outros países o que queremos para nós mesmos.

O autoritarismo, a xenofobia, a miséria, a pena capital, a discriminação, todos são algozes dos direitos humanos. Há violações em todos os países, sem exceção. Reconheçamos esta realidade e aceitemos, todos, as críticas. Devemos nos beneficiar delas e criticar, sem meias-palavras, os casos flagrantes de violação, onde quer que ocorram.

Senhor Presidente,

Quero estender ao Sudão do Sul as boas vindas à nossa família de nações. O Brasil está pronto a cooperar com o mais jovem membro das Nações Unidas e contribuir para seu desenvolvimento soberano.

Mas lamento ainda não poder saudar, desta tribuna, o ingresso pleno da Palestina na Organização das Nações Unidas. O Brasil já reconhece o Estado palestino como tal, nas fronteiras de 1967, de forma consistente com as resoluções das Nações Unidas. Assim como a maioria dos países nesta Assembléia, acreditamos que é chegado o momento de termos a Palestina aqui representada a pleno título.

O reconhecimento ao direito legítimo do povo palestino à soberania e à autodeterminação amplia as possibilidades de uma paz duradoura no Oriente Médio. Apenas uma Palestina livre e soberana poderá atender aos legítimos anseios de Israel por paz com seus vizinhos, segurança em suas fronteiras e estabilidade política em seu entorno regional.

Venho de um país onde descendentes de árabes e judeus são compatriotas e convivem em harmonia – como deve ser.

Senhor Presidente,

O Brasil defende um acordo global, abrangente e ambicioso para combater a mudança do clima no marco das Nações Unidas. Para tanto, é preciso que os países assumam as responsabilidades que lhes cabem.

Apresentamos uma proposta concreta, voluntária e significativa de redução [de emissões], durante a Cúpula de Copenhague, em 2009. Esperamos poder avançar já na reunião de Durban, apoiando os países em desenvolvimento nos seus esforços de redução de emissões e garantindo que os países desenvolvidos cumprirão suas obrigações, com novas metas no Protocolo de Quioto, para além de 2012.

Teremos a honra de sediar a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho do ano que vem. Juntamente com o Secretário-Geral Ban Ki-moon, reitero aqui o convite para que todos os Chefes de Estado e de Governo compareçam.

Senhor Presidente e minhas companheiras mulheres de todo mundo,

O Brasil descobriu que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza. E que uma verdadeira política de direitos humanos tem por base a diminuição da desigualdade e da discriminação entre as pessoas, entre as regiões e entre os gêneros.

O Brasil avançou política, econômica e socialmente sem comprometer sequer uma das liberdades democráticas. Cumprimos quase todos os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, antes 2015. Saíram da pobreza e ascenderam para a classe média no meu país quase 40 milhões de brasileiras e brasileiros. Tenho plena convicção de que cumpriremos nossa meta de, até o final do meu governo, erradicar a pobreza extrema no Brasil.

No meu país, a mulher tem sido fundamental na superação das desigualdades sociais. Nossos programas de distribuição de renda têm nas mães a figura central. São elas que cuidam dos recursos que permitem às famílias investir na saúde e na educação de seus filhos.

Mas o meu país, como todos os países do mundo, ainda precisa fazer muito mais pela valorização e afirmação da mulher. Ao falar disso, cumprimento o secretário-geral Ban Ki-moon pela prioridade que tem conferido às mulheres em sua gestão à frente das Nações Unidas.

Saúdo, em especial, a criação da ONU Mulher e sua diretora-executiva, Michelle Bachelet.

Senhor Presidente,

Além do meu querido Brasil, sinto-me, aqui, representando todas as mulheres do mundo. As mulheres anônimas, aquelas que passam fome e não podem dar de comer aos seus filhos; aquelas que padecem de doenças e não podem se tratar; aquelas que sofrem violência e são discriminadas no emprego, na sociedade e na vida familiar; aquelas cujo trabalho no lar cria as gerações futuras.

Junto minha voz às vozes das mulheres que ousaram lutar, que ousaram participar da vida política e da vida profissional, e conquistaram o espaço de poder que me permite estar aqui hoje.

Como mulher que sofreu tortura no cárcere, sei como são importantes os valores da democracia, da justiça, dos direitos humanos e da liberdade.

E é com a esperança de que estes valores continuem inspirando o trabalho desta Casa das Nações que tenho a honra de iniciar o Debate Geral da 66ª Assembleia Geral da ONU.

Muito obrigada.
Enviada por Dr. Rosinha, às 11:43 21/09/2011, de Curitiba, PR


Por que a Kia não produz no Brasil?
Durante o governo FHC (PSDB) a empresa sul-coreana Ásia Motors, subsidiária da Kia Motors, recebeu incentivos fiscais do governo federal e do governo da Bahia para construir em Camaçari a fábrica onde montaria as vans Towner e Topic.

Como parte do programa de incentivos pode importar automóveis prontos da Coreia sem pagar imposto de importação e ainda recebeu toda a infraestrutura do terreno (terraplanagem, rodovias, energia, elétrica, água, saneamento, etc) pronta do estado da Bahia.

A empresa importou milhares de carros sem impostos e jamais levantou, se quer, uma parede da fábrica. O governo da Bahia, na gestão de Paulo Souto (DEM) cumpriu com o que havia prometido à empresa coreana, gerando assim vultosas perdas para o erário público por conta do descumprimento do acordo pela Ásia Motors. O governo baiano na gestão de Jaques Wagner (PT) cobra na justiça R$ 36 milhões da empresa coreana. No terreno dedicado então à Ásia Motors funciona atualmente a fábrica da Ford onde são produzidos Fiestas e Ecosports.

Por conta disso a Ásia e a Kia foram processadas e só podem produzir automóveis no Brasil desde que paguem o que devem ao erário público federal e estadual.

Atualmente a Ásia Motors não existe mais, tendo sido definitivamente incorporada à Kia Motors que por sua vez foi comprada pela Hyundai.

A nova proprietária da Ásia/Kia decidiu, estrategicamente, montar fábricas no Brasil com sua marca própria em associação com o grupo brasileiro CAOA e importar os veículos Kia para não ter que ressarcir o erário público.

Por isso, a Kia nunca produzirá automóveis no Brasil, a não ser que a Hyundai aceite pagar pelo descumprimento do acordo feita pela Ásia Motors.

Logo, o presidente da Kia no Brasil poderia esclarecer ao público esta situação em lugar de ficar reclamando do aumento do IPI para os importados, que no caso da empresa em questão é mais que justo, pois ela nunca contribuiu efetivamente para o desenvolvimento brasileiro e segue tentando burlar a legislação nacional.

Quando alguém dá prejuízo ao erário público, este alguém não está metendo a mão no bolso do Governo ou do Estado, mas sim no bolso de cada um dos honestos brasileiros pagadores de impostos.

Observe-se que os incentivos à Ásia Motors foram dados por governos demotucanos FHC (PSDB) no plano federal e Paulo Souto (DEM) no plano estadual. A empresa descumpriu os acordos e sobrou para os governos democráticos populares capitaneados pelo PT com Lula no governo federal e Jaques Wagner no governo baiano, a árdua tarefa de lutar para reaver a grana desviada graças as decisões tomadas por demotucanos.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:32 21/09/2011, de Curitiba, PR


Requião: aumentar IPI de carro importado sem controlar remessa de lucros de montadoras é pouco
Em seu comentário de todos os dias paras as emissoras de rádio, o senador Roberto Requião disse, nesta sexta-feira, 16, que a decisão do Governo Federal de aumentar o imposto do carro importado é uma boa medida em defesa do emprego dos trabalhadores brasileiros. No entanto, ponderou, é insuficiente, já que a remessa de lucros das montadoras aqui instaladas para as suas matrizes continua sendo feita à larga e sem qualquer restrição, drenando para o exterior recursos que poderiam ser reinvestidos no desenvolvimento nacional.

O senador elogiou a política de defesa dos interesses nacionais e em prol da inovação colocada em prática pelo ministro Aloísio Mercadante, da Ciência e Tecnologia, mas disse que a sangria sem freio da remessa de lucros tira do país uma quantia enorme de recursos. Segundo ele, hoje, as remessas de lucros ultrapassam o que o país aufere com as exportações.

Requião comentou ainda que o alto preço do carro no Brasil não se deve, como se costuma afirmar, aos impostos sobre os veículos e sim “ao fantástico lucro das montadoras”, que é todo carreado às matrizes.

Enfim, disse o senador, mais uma vez , os remédios adotados pelo Governo Federal são homeopatias, quando o momento exige remédios mais fortes, em defesa dos interesses nacionais.
Enviada por Nelba Nycz, às 03:30 17/09/2011, de Curitiba, PR


Não há invasão. Os chineses são apenas 2% do mercado
Por Joel Leite

Os fabricantes de veículos acusam os importadores de fazerem uma concorrência desleal, por isso solicitaram do governo por intermédio do Plano Brasil Maior, as medidas para atenuar essa distorção.

Mas quem são os importadores? São os próprios fabricantes. As montadoras instaladas no Brasil são responsáveis por nada menos do que 75% de todos os carros estrangeiros vendidos no mercado interno.

As marcas importadas que não têm fábrica no Brasil - e portando recolhem a alíquota de 35% - representam apenas 25% das vendas, ou 108.861 unidades de janeiro a julho, enquanto as montadoras foram responsáveis pela importação de 344.059 unidades. Os chineses são apenas uma pequena parte disso.

Seis dos dez carros importados mais vendidos no Brasil são trazidos pelas montadoras instaladas aqui.

Não há nenhuma invasão. Os chineses são apenas 2% do mercado. Como isso pode ser chamado de invasão?, questiona Sérgio Habib, presidente da JAC, a marca chinesa mais vendida no Brasil. O empresário diz que culpar os chineses pela alta do estoque nos pátios das montadoras não tem o menor sentido, pois todas as vendas dos chineses em agosto não chegaram a um dia de produção. Foram vendidos 8.841 carros chineses no Brasil no mês passado, quando foram vendidos uma média de 13.341 carros por dia.

Caso não fosse vendido nenhum carro chinês em agosto, o estoque das montadoras poderia cair de 37 para 36 dias, ou seja: a situação não mudaria quase nada, disse Sérgio Habib.

Os importadores argumentam também que a maioria dos carros importados está na faixa de preço acima de R$ 40 mil, não afetando, portanto, os carros de entrada, onde está a maior queda de vendas. Eles responsabilizam a queda de vendas pela diminuição do financiamento, argumentando que as vendas a prazo caíram pela metade em agosto, em relação a julho.

Outro questionamento dos importadores é sobre a inconstitucionalidade da cobrança de IPI diferenciado para carros nacionais e importados, uma vez que já existe um imposto - a taxa de importação - que protege a indústria brasileira dos importados.

Fonte: Agência Auto Informe
Enviada por TIE-Brasil, às 10:37 16/09/2011, de Internet


Lucro Brasil faz o consumidor pagar o carro mais caro do mundo
O Brasil tem o carro mais caro do mundo. Por quê?

Os principais argumentos das montadoras para justificar o alto preço do automóvel vendido no Brasil são a alta carga tributária e a baixa escala de produção. Outro vilão seria o alto valor da mão de obra, mas os fabricantes não revelam quanto os salários – e os benefícios sociais – representam no preço final do carro. Muito menos os custos de produção, um segredo protegido por lei.

A explicação dos fabricantes para vender no Brasil o carro mais caro do mundo é o chamado Custo Brasil, isto é, a alta carga tributária somada ao custo do capital, que onera a produção. Mas as histórias que você verá a seguir vão mostrar que o grande vilão dos preços é, sim, o Lucro Brasil. Em nenhum país do mundo onde a indústria automobilística tem um peso importante no PIB, o carro custa tão caro para o consumidor.

A indústria culpa também o que chama de Terceira Folha pelo aumento do custo de produção: os gastos com funcionários, que deveriam ser papel do estado, mas que as empresas acabam tendo que assumir como condução, assistência médica e outros benefícios trabalhistas.

Com um mercado interno de um milhão de unidades em 1978, as fábricas argumentavam que seria impossível produzir um carro barato. Era preciso aumentar a escala de produção para, assim, baratear os custos dos fornecedores e chegar a um preço final no nível dos demais países produtores.

Pois bem: o Brasil fechou 2010 como o quinto maior produtor de veículos do mundo e como o quarto maior mercado consumidor, com 3,5 milhões de unidades vendidas no mercado interno e uma produção de 3,638 milhões de unidades.

Três milhões e meio de carros não seria um volume suficiente para baratear o produto? Quanto será preciso produzir para que o consumidor brasileiro possa comprar um carro com preço equivalente ao dos demais países?

Segundo Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, é verdade que a produção aumentou, mas agora ela está distribuída em mais de 20 empresas, de modo que a escala continua baixa. Ele elegeu um novo patamar para que o volume possa propiciar uma redução do preço final: cinco milhões de carros.

A carga tributária caiu

O imposto, o eterno vilão, caiu nos últimos anos. Em 1997, o carro 1.0 pagava 26,2% de impostos, o carro com motor até 100hp recolhia 34,8% (gasolina) e 32,5% (álcool). Para motores mais potentes o imposto era de 36,9% para gasolina e 34,8% a álcool.

Hoje – com os critérios alterados – o carro 1.0 recolhe 27,1%, a faixa de 1.0 a 2.0 paga 30,4% para motor a gasolina e 29,2% para motor a álcool. E na faixa superior, acima de 2.0, o imposto é de 36,4% para carro a gasolina e 33,8% a álcool.

Quer dizer: o carro popular teve um acréscimo de 0,9 ponto percentual na carga tributária, enquanto nas demais categorias o imposto diminuiu: o carro médio a gasolina paga 4,4 pontos percentuais a menos. O imposto da versão álcool/flex caiu de 32,5% para 29,2%. No segmento de luxo, o imposto também caiu: 0,5 ponto no carro e gasolina (de 36.9% para 36,4%) e 1 ponto percentual no álcool/flex.

Enquanto a carga tributária total do País, conforme o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, cresceu de 30,03% no ano 2000 para 35,04% em 2010, o imposto sobre veículo não acompanhou esse aumento.

Isso sem contar as ações do governo que baixou o IPI (retirou, no caso dos carros 1.0) durante a crise econômica. A política de incentivos durou de dezembro de 2008 a abril de 2010, reduzindo o preço do carro em mais de 5% sem que esse benefício fosse totalmente repassado para o consumidor.

As montadoras têm uma margem de lucro muito maior no Brasil do que em outros países. Uma pesquisa feita pelo banco de investimento Morgan Stanley, da Inglaterra, mostrou que algumas montadoras instaladas no Brasil são responsáveis por boa parte do lucro mundial das suas matrizes e que grande parte desse lucro vem da venda dos carros com aparência fora de estrada. Derivados de carros de passeio comuns, esses carros ganham uma maquiagem e um estilo aventureiro. Alguns têm suspensão elevada, pneus de uso misto, estribos laterais e para choque saliente. Outros têm faróis de milha e, alguns, o estepe na traseira, o que confere uma aparência mais esportiva.

A margem de lucro é três vezes maior que em outros países

O Banco Morgan concluiu que esses carros são altamente lucrativos, têm uma margem muito maior do que a dos carros dos quais são derivados. Os técnicos da instituição calcularam que o custo de produção desses carros, como o CrossFox, da Volks, e o Palio Adventure, da Fiat, é 5 a 7% acima do custo de produção dos modelos dos quais derivam: Fox e Palio Weekend. Mas são vendidos por 10% a 15% a mais.

O Palio Adventure (que tem motor 1.8 e sistema locker), custa R$ 52,5 mil e a versão normal R$ 40,9 mil (motor 1.4), uma diferença de 28,5%. No caso do Doblò (que tem a mesma configuração), a versão Adventure custa 9,3% a mais.

O analista Adam Jonas, responsável pela pesquisa, concluiu que, no geral, a margem de lucro das montadoras no Brasil chega a ser três vezes maior que a de outros países.

O Honda City é um bom exemplo do que ocorre com o preço do carro no Brasil. Fabricado em Sumaré, no interior de São Paulo, ele é vendido no México por R$ 25,8 mil (versão LX). Neste preço está incluído o frete, de R$ 3,5 mil, e a margem de lucro da revenda, em torno de R$ 2 mil. Restam, portanto R$ 20,3 mil.

Adicionando os custos de impostos e distribuição aos R$ 20,3 mil, teremos R$ 16.413,32 de carga tributária (de 29,2%) e R$ 3.979,66 de margem de lucro das concessionárias (10%). A soma dá R$ 40.692,00. Considerando que nos R$ 20,3 mil faturados para o México a montadora já tem a sua margem de lucro, o Lucro Brasil (adicional) é de R$ 15.518,00: R$ 56.210,00 (preço vendido no Brasil) menos R$ 40.692,00.

Isso sem considerar que o carro que vai para o México tem mais equipamentos de série: freios a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, airbag duplo, ar-condicionado, vidros, travas e retrovisores elétricos. O motor é o mesmo: 1.5 de 116cv.

Será possível que a montadora tem um lucro adicional de R$ 15,5 mil num carro desses? O que a Honda fala sobre isso? Nada. Consultada, a montadora apenas diz que a empresa não fala sobre o assunto.

Na Argentina, a versão básica, a LX com câmbio manual, airbag duplo e rodas de liga leve de 15 polegadas, custa a partir de US$ 20.100 (R$ 35.600), segundo o Auto Blog.

Já o Hyundai ix35 é vendido na Argentina com o nome de Novo Tucson 2011 por R$ 56 mil, 37% a menos do que o consumidor brasileiro paga por ele: R$ 88 mil.

Por que o mesmo carro é mais barato na Argentina e no Chile?

A ACARA, Associacion de Concessionários de Automotores De La Republica Argentina, divulgou em fevereiro, no congresso dos distribuidores dos Estados Unidos (N.A.D.A), em São Francisco, os valores comercializados do Corolla nos três países. No Brasil o carro custa U$ 37.636,00, na Argentina U$ 21.658,00 e nos EUA U$ 15.450,00.

O consumidor paraguaio paga pelo Kia Soul U$ 18 mil, metade do preço do mesmo carro vendido no Brasil. Ambos vêm da Coréia.

Não há imposto que justifique tamanha diferença de preço

Outro exemplo de causar revolta: o Jetta é vendido no México por R$ 32,5 mil. No Brasil esse carro custa R$ 65,7 mil.

Quer mais? O Gol I-Motion com airbags e ABS fabricado no Brasil é vendido no Chile por R$ 29 mil. Aqui custa R$ 46 mil.

A Volkswagen não explica a diferença de preço entre os dois países. Solicitada pela reportagem, enviou o seguinte comunicado:

As principais razões para a diferença de preços do veículo no Chile e no Brasil podem ser atribuídas à diferença tributária e tarifária entre os dois países e também à variação cambial.

Questionada, a empresa enviou nova explicação:

As condições relacionadas aos contratos de exportação são temas estratégicos e abordados exclusivamente entre as partes envolvidas.

Nenhum dirigente contesta o fato de o carro brasileiro ser caro, mesmo considerando o preço FOB: o custo de produção, sem a carga tributária.

Mas o assunto é tão evitado que até mesmo consultores independentes não arriscam a falar, como o nosso entrevistado, um ex-executivo de uma grande montadora, hoje sócio de uma consultoria, e que pediu para não ser identificado.

Ele explicou que no segmento B do mercado, onde estão os carros de entrada, Corsa, Palio, Fiesta, Gol, a margem de lucro não é tão grande, porque as fábricas ganham no volume de venda e na lealdade à marca. Mas nos segmentos superiores o lucro é bem maior.

O que faz a fábrica ter um lucro maior no Brasil do que no México, segundo consultor, é o fato do México ter um mercado mais competitivo.

City é mais barato no México do que no Brasil por causa do drawback

Um dirigente da Honda, ouvido em off, responsabilizou o drawback, para explicar a diferença de preço do City vendido no Brasil e no México. O drawback é a devolução do imposto cobrado pelo Brasil na importação de peças e componentes importados para a produção do carro. Quando esse carro é exportado, o imposto que incidiu sobre esses componentes é devolvido, de forma que o valor base de exportação é menor do que o custo industrial, isto é: o City é exportado para o México por um valor menor do que os R$ 20,3 mil. Mas quanto é o valor dos impostos das peças importadas usadas no City feito em Sumaré? A fonte da Honda não responde, assim como outros dirigentes da indústria se negam a falar do assunto.

Ora, quanto poderá ser o custo dos equipamentos importados no City? Com certeza é menor do que a diferença de preço entre o carro vendido no Brasil e no México (R$ 15 mil).

A propósito, não se deve considerar que o dólar baixo em relação ao real barateou esses componentes?

A conta não bate e as montadoras não ajudam a resolver a equação. O que acontece com o Honda City é apenas um exemplo do que se passa na indústria automobilística. Apesar da grande concorrência, nenhuma das montadoras ousa baixar os preços dos seus produtos. Uma vez estabelecido, ninguém quer abrir mão do apetitoso Lucro Brasil.

Ouvido pela AutoInforme, quando esteve em visita a Manaus, o presidente mundial da Honda, Takanobu Ito, respondeu que, retirando os impostos, o preço do carro do Brasil é mais caro que em outros países porque aqui se pratica um preço mais próximo da realidade. Lá fora é mais sacrificado vender automóveis.

Ele disse que o fator câmbio pesa na composição do preço do carro Brasil, mas lembrou que o que conta é o valor percebido. O que vale é o preço que o mercado paga.

E porque o consumidor brasileiro paga mais do que os outros?

Eu também queria entender – respondeu Takanobu Ito – a verdade é que o Brasil tem um custo de vida muito alto. Até o McDonald aqui é o mais caro do mundo.

Se a moeda for o Big Mac – confirmou Sérgio Habib, que foi presidente da Citroën e hoje é importador da chinesa JAC – o custo de vida do brasileiro é o mais caro do mundo. O sanduíche custa U$ 3,60 lá e R$ 14,00 aqui. Sérgio Habib investigou o mercado chinês durante um ano e meio à procura por uma marca que pudesse representar no Brasil. E descobriu que o governo chinês não dá subsídio à indústria automobilística; que o salário dos engenheiros e dos operários chineses não são menores do que os dos brasileiros.

Tem muita coisa torta no Brasil – concluiu o empresário, não é o carro. Um galpão na China custa R$ 400,00 o metro quadrado, no Brasil custa R$ 1,2 mil. O frete de Xangai e Pequim custa U$ 160,00 e de São Paulo a Salvador R$ 1,8 mil.

Para o presidente da PSA Peugeot Citroën, Carlos Gomes, os preços dos carros no Brasil são determinados pela Fiat e pela Volkswagen. As demais montadoras seguem o patamar traçado pelas líderes, donas dos maiores volumes de venda e referência do mercado, disse.

Fazendo uma comparação grosseira, ele citou o mercado da moda, talvez o que mais dita preço e o que mais distorce a relação custo e preço:

Me diga, por que a Louis Vuitton deveria baixar os preços das suas bolsas?, questionou.

Ele se refere ao valor percebido pelo cliente. É isso que vale.

O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado, disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.

Por que baixar o preço se o consumidor paga?, explicou o executivo.

Em 2003, quando foi lançado, o EcoEsport, da Ford, não tinha concorrente. Era um carro diferente, inusitado. A Ford cobrou caro a exclusividade: segundo informações de uma fonte que tinha grande ligação com a empresa na época, e conhecia os custos do produto, o carro tinha uma margem líquida de US$ 5 mil.

A montadora põe o preço lá em cima. Se colar, colou

Quando um carro não tem concorrente direto, a montadora joga o preço lá pra cima, disse um dirigente do setor. É usual, até, a fábrica lançar o carro a um preço acima do pretendido, para tentar posicionar o produto num patamar mais alto. Se colar, colou. Caso contrário, passa a dar bônus à concessionárias até reposicionar o modelo num preço que o consumidor está disposto a pagar.

Um exemplo recente revela esse comportamento do mercado. A Kia fez um pedido à matriz coreana de dois mil Sportage por mês, um volume que, segundo seus dirigentes, o mercado brasileiro poderia absorver. E já tinha fixado o preço: R$ 75 mil. Às vésperas do lançamento soube que a cota para o Brasil tinha sido limitada a mil unidades. A importadora, então, reposicionou o carro num patamar superior, para R$ 86 mil. E, como já foi dito aqui: pra que vender por R$ 75 mil se tem fila de espera pra comprar por R$ 86 mil? A versão com câmbio automático, vendida a R$ 93 mil, tem fila de espera e seu preço sobe para R$ 100 mil no mercado paralelo.

Cledorvino Belini, que também é presidente da Fiat Automóveis e membro do Conselho Mundial do Grupo Fiat, responsabiliza os custos dos insumos pelo alto preço do carro feito no Brasil. Disse que o aço custa 50% mais caro no Brasil em relação a outros países e que a energia no País é uma das mais caras do mundo.

A Anfavea está fazendo um Estudo de Competitividade para mostrar ao governo o que considera uma injusta concorrência da indústria instalada no Brasil em relação aos importadores.

Os fabricantes consideram que o custo dos insumos encarece e prejudica a competitividade da indústria nacional. O aço comprado no Brasil é 40% mais caro do que o importado da China, que usa minério de ferro brasileiro para a produção, revelou Belini. Ele apontou também os custos com a logística como um problema da indústria nacional e criticou a oneração do capital. É preciso que o governo desonere o capital nos três setores: cadeia produtiva, na infraestrutura e na exportação de tributos, disse.

Com a crise, o setor mostrou que tem (muita) gordura pra queimar. O preço de alguns carros baixou de R$ 100 mil para R$ 80 mil. Carros mais caros tiveram descontos ainda maiores.

São comuns descontos de R$ 5 mil, 10 mil. Como isso é possível se não há uma margem tão elástica pra trabalhar?

A GM vendeu um lote do Corsa Classic com desconto de 35% para uma locadora paulista, segundo um executivo da locadora em questão. O preço unitário foi de R$ 19 mil!

As montadoras tradicionais tentam evitar o óbvio, que é a perda de participação para as novas montadoras, disse José Carlos Gandini, presidente da Kia e da Abeiva, a associação dos importadores de veículos. O dólar é o mesmo pra todo mundo. As montadoras também compram componentes lá fora, e muito. Além disso, os importados já pagam uma alíquota de 35%, por isso não se trata de uma concorrência desleal, ao contrário, as grandes montadoras não querem é abrir mão da margem de lucro.

Míni no tamanho, big no preço

Míni, Fiat 500, Smart, são conceitos diferentes de um carro comum: embora menores do que os carros da categoria dos pequenos, eles proporcionam mais conforto, sem contar o cuidado e o requinte com que são construídos. São carros chiques, equipados, destinados a um público que quer se exibir, que quer estar na moda. Que paga R$ 60 mil por um carro menor do que o Celta que custa R$ 30 mil e já é caro.

Onde estão os R$ 30 mil que o consumidor está pagando a mais pelo Smart e o Cinquecento e os R$ 70 mil a mais pelo Míni Cooper?

A Mercedes-Benz, importadora do Smart, fez as contas a nosso pedido dos acessórios do minicarro. Ele tem quatro airbags, ar-condicionado digital, freios ABS com EBD, controle de tração e controle de estabilidade. Segundo a empresa, o custo desse pacote seria em torno de R$ 20 mil, considerando os preços de equipamentos para a linha Mercedes, uma vez que o Smart já vem completo e não dispõe dos preços desses equipamentos separados.

Mesmo considerando esses preços ainda não se justifica os R$ 62 mil para um carro que leva apenas duas pessoas.

A Fiat vende o Cinquencento por R$ 62 mil, exatamente, e não por acaso, o mesmo preço do Smart. O carro tem sete airbags, banco de couro, ar-condicionado digital, teto solar, controle de tração, mas é menor que o Celta. Esse pacote custaria, somando os valores dos equipamentos, conforme preços divulgados pela Fiat, R$ 24 mil. Portanto, no preço cobrado, de R$ 62 mil, tem uma margem de lucro muito maior do que a de um carro comum.

E quem comprar o minúsculo Míni Cooper vai pagar a pequena fortuna de R$ 105 mil.

Claro que tamanho não é documento, especialmente quando se fala de carro. Você poderia dizer que a Ferrari é do tamanho de uma Kombi. Mas o fato é que as montadoras posicionam seus produtos num determinado patamar sem levar em conta o tamanho, o tipo de uso ou o custo do produto, mas apenas o preço que o mercado paga, optando por vender mais caro em vez de priorizar o volume, ganhando na margem de lucro.

Essa política pode ser válida para uma bolsa da Louis Vuitton, um produto supérfluo destinado a uma pequena parcela da elite da sociedade, ou mesmo para uma Ferrari, pra não sair do mundo do automóvel. Mas não deveria ser para um carro comum.

Além disso, existem exemplos de carro muito bem equipado a preços bem mais baixos. O chinês QQ, da Chery, vem a preço de popular mesmo recheado de equipamentos, alguns deles inexistentes mesmo em carros de categoria superior, como airbag duplo e ABS, além de CD Player, sensor de estacionamento. O carro custa R$ 22.990,00, isso porque o importador sofreu pressão das concessionárias para não baixar o preço ainda mais. A idéia original – disse o presidente da Chery no Brasil, Luiz Curi – era vender o QQ por R$ 19,9 mil. Segundo Curi, o preço do QQ poderá chegar a menos de R$ 20 mil na versão 1.0 flex, que chega no ano que vem. Hoje o carro tem motor 1.1 litro e por isso recolhe o dobro do IPI do 1000cc, ou 13%, isso além dos 35% de Imposto Importação.

As fábricas reduzem os custos com o aumento da produção, espremem os fornecedores, que reclamam das margens limitadas, o governo reduz imposto, como fez durante a crise, as vendas explodem e o Brasil se torna o quarto maior mercado do mundo.

E o Lucro Brasil permanece inalterado, obrigando o consumidor a comprar o carro mais caro do mundo.

Fonte: Agência Auto Informe

Nota desta Redação:
Recentemente Trabalhadores em uma montadora instalada no Brasil, que faz de veículos que custam em média R$ 35.000,00, e descobriram que o custo médio da mão-de-obra, mesmo sendo uma das mais bem remuneradas do país, equivale a apenas R$ 875,00.
Não entendeu?
Em outras palavras: dos R$ 35.000,00 que o consumidor paga pelo veículo só R$ 875,00 são para pagar os salários de todos os trabalhadores naquela empresa!
Ou ainda, a massa salarial naquela empresa equivale a 2,5% do valor médio do veículo pago pelo consumidor.
Isso nos permite afirmar que o custo de mão-de-obra no Brasil não é o vilão pelo chamado custo-brasil, essa invenção dos demotucanos neoliberais para jogar nas costas da classe Trabalhadora a culpa de todos os males do Brasil, transformando as vítimas em culpados por sua condição miserável.
Enviada por Nelba Nycz, às 10:08 16/09/2011, de Curitiba, PR


A "linda" carta do BB aos Trabalhadores Bancários
O Banco do Brasil distribuiu a carta abaixo a todos os seus Trabalhadores em todo o país.

Uma bela obra da literatura "dramática".

Divirta-se, para não chorar!!!

Colega,

Iniciamos na última semana o debate com as entidades sindicais para a construção de nosso Acordo Coletivo em 2011, documento aditivo à Convenção assinada junto à Fenaban. Um período rico em termos de negociação - marcado pelo fortalecimento do diálogo - e também em termos de expectativas das partes envolvidas - Empresa, sindicatos e funcionários – em torno da obtenção do melhor acordo.

O resultado do Banco no primeiro semestre deste ano foi realmente muito bom e sabemos que foi alcançado graças ao trabalho árduo da corporação como um todo. Lucro crescente, é natural que se crie a expectativa de que essa elevação se reverta, na mesma proporção, em benefícios para o funcionalismo. E isso já acontece principalmente sob forma de PLR, cujo modelo adotado pelo Banco é paradigma no setor financeiro.

Junto com o valor destinado ao pagamento da PLR aos funcionários, cresce também a quantia distribuída aos mais de 400 mil acionistas. Aumenta o recurso destinado a novos investimentos na própria Empresa, necessários para suportar sua expansão. E eleva-se o valor – maior parte - que volta aos cofres públicos do Governo Federal, nosso acionista majoritário, para investimentos no País. Essa matemática mostra, na prática, o quanto é inviável pensar em reajustes com base em índices proporcionais ao crescimento do resultado, discurso muitas vezes disseminado pelos dirigentes sindicais.

Não existem sobras no lucro do Banco e qualquer benefício significa, na verdade, aumento no dispêndio da Empresa. Precisamos ser competitivos no mercado em que atuamos, inclusive no que diz respeito ao gerenciamento das despesas, e essa eficiência nos é cobrada pelos acionistas, que investem seu capital no BB. Por isso, trabalhamos com o oferecimento de índices e benefícios que garantam, antes de mais nada, a sustentabilidade da Empresa.

Soma-se a isso o cenário macroeconômico brasileiro, além da clara preocupação do Governo Federal no que diz respeito às contas públicas, e a conclusão a que chegamos é a de que teremos dificuldades em oferecer, neste ano, benefícios além do que for acordado para toda a categoria bancária na mesa Fenaban - da forma como, aliás, temos feito nos últimos sete anos. O que for acordado nessa mesa com as entidades sindicais, no entanto, será cumprido integralmente.

Por esses motivos, convidamos todos os colegas a terem um olhar mais amplo e observarem tudo o que foi conquistado nos últimos anos, e não somente as circunstâncias atuais.

Esperamos que o funcionalismo resgate os avanços e considerem os passos à frente que temos dado, que podem ser sintetizados nas principais conquistas abaixo relacionadas:

a. ABONO ASSIDUIDADE para os funcionários pós-98;

b. ACESSO ao PAS (Programa de Assistência Social) para os funcionários pós-98;

c. UNIVERSALIZAÇÃO dos programas de Educação Corporativa (graduação, especialização, MBA, mestrado, doutorado);

d. MELHORIA do programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR);

e. CRIAÇÃO do VCP-LER para o caixa executivo;

f. PLANO ODONTOLÓGICO para 100% dos funcionários;

g. PRIMEIRA empresa a aderir à ampliação da licença maternidade para 180 dias, estendendo até à licença adoção;

h. LICENÇA adoção de 30 dias para casais homoafetivos do sexo masculino;

i. INCLUSÃO do companheiro(a) homoafetivo como dependente da CASSI;

j. CRIAÇÃO da carreira de mérito no Plano de Carreira e Remuneração – PCR;

k. CRIAÇÃO do programa PRÓ-EQUIDADE de Gênero;

l. PAVAS (Programa de Assistência a Vítimas de Assalto e Sequestro);

m. AMPLIAÇÃO do quadro de pessoal a partir de 2003 em cerca de 40%. Só nos últimos 3 semestres houve 15 mil CONTRATAÇÕES;

n. CRIAÇÃO da Ouvidoria Interna e CRIAÇÃO/ IMPLANTAÇÃO dos Comitês de Gestão da Ética;

o. Implantação do SESMT;

p. ÚNICA empresa a INCORPORAR outras SEM uma DEMISSÃO sequer, e garantindo direitos;

q. PRIMEIRA empresa das AMÉRICAS e SEGUNDA instituição financeira do MUNDO a assinar acordo internacional se comprometendo a RESPEITAR o DIREITO à NEGOCIAÇÃO COLETIVA e à SINDICALIZAÇÃO, onde estiver instalada;

r. Possibilidade de substituição dos primeiros gestores da rede, além de todos os comissionados de agências com até sete funcionários;

s. REAJUSTES de 2003 a 2010:
i. Inflação acumulada = ................65,60%
ii. Reajuste Geral FENABAN = .....75,09%
iii. Reajuste Piso BB/PCS.............100,09%

São fatos. Não dá para ignorar tudo e imaginar que não avançamos. Muito do que já é uma realidade para os funcionários do BB ainda é reivindicado para os demais bancos do sistema através de pautas entregues à Fenaban. Estamos dispostos ao diálogo e aquilo cuja decisão depender exclusivamente da Empresa, sem contrariar a orientação do acionista majoritário, o Banco terá a maior boa vontade em analisar a possibilidade de atendimento.

Queremos estender esse debate realizado com as entidades sindicais para todo o corpo funcional. Pela primeira vez em um período de negociação nós temos um blog para que os funcionários possam interagir de forma cordial, respeitosa e construtiva com a equipe que conduz o processo no BB. Amanhã, dia 16, teremos também um programa Ponto a Ponto na TVBB, ao vivo, a partir das 9 horas. Discuta com sua equipe, coloque suas dúvidas sobre o período no papel e participe, enviando suas perguntas para o programa. Ajude-nos na discussão de propostas que sejam boas para todos e que sejam responsáveis no que diz respeito ao crescimento sustentável da Empresa. Contamos com sua participação!

Carlos Eduardo Leal Neri
Diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas
Enviada por TIE-Brasil, às 17:25 15/09/2011, de Curitiba, PR


Nota do STIA-Erechim e FTIA-RS sobre demissões na CORLAC
Sindicato da Alimentação de Erechim e FTIA-RS divulgam nota de esclarecimento sobre as demissões ocorridas na unidade da CORLAC/BOM GOSTO, Erechim

Sindicato da Alimentação de Erechim e a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do RS (FTIA-RS) e seus sindicatos filiados divulgam nota de repudio e esclarecimento sobre as demissões dos trabalhadores da empresa LBR, controladora do grupo Bom Gosto, CORLAC e CEDRENSE, em Erechim.

A empresa LBR, controladora do grupo Bom Gosto, a partir da lógica cruel do MERCADO fecha a Unidade de laticínios de Erechim, causando dor e desespero para dezenas de famílias, deixando a cidade de Erechim órfã de no mínimo 90 postos de trabalho.

Esclarecemos que a CORLAC era uma empresa governamental e, devido a luta dos trabalhadores organizados foi assumida pela AGRICOP e COPERAL que, sem prévia comunicação aos trabalhadores vendeu o laticínio para a BOM GOSTO. Esta por sua vez, também sem comunicar os trabalhadores vendeu para a LBR que, pelo bem do CAPITALISMO fechou a unidade.

“O Sindicato entende que a maioria dos problemas existe porque as negociações são feitas sem a presença dos trabalhadores organizados em seus Sindicatos. O Sindicato lembra que, se desde o início a discussão fosse feita em portas abertas, ou seja, junto com os trabalhadores, não estaríamos vivendo este momento de ‘luto’ em Erechim”, afirma o tesoureiro do Sindicato de Erechim, Silvio Ambrozio.

Para finalizar a direção do Sindicato afirma, com certeza absoluta, que se a marca CORLAC não tivesse sido vendida para a Bom Gosto e, posteriormente para LBR, hoje junto com a Prefeitura Municipal, Governo do Estado e Presidência da República, conseguiríamos não só impedir o fechamento da unidade, mas também garantir o aumento do número de postos de trabalho em Erechim. Continuamos na luta pela garantia dos postos de trabalho’, afirma Ambrozio.

Apesar do ‘luto’ o Sindicato dos Trabalhadores da Alimentação de Erechim através de seus diretores Claudia Regina Ferigollo e Silvio Ambrósio conquistaram em conjunto com os trabalhadores as seguintes garantias para os trabalhadores:

1 – Aviso Prévio Indenizado;

2 – Pagamento aos trabalhadores de todas as verbas rescisórias em 08 dias;

3 – O sindicato dos trabalhadores vai revisar os cálculos de todas as rescisões;

4 – 03 meses de plano de saúde e odontológico;

5 – 04 meses de vale refeição;

6 – Pagamento da Estabilidade por acidente de trabalho e ou gestante.

Para o presidente da FTIA-RS, Cairo Reinhardt a competitividade sem responsabilidade social tem sido assim no Brasil. “Isso porque as grandes empresas têm adotado o discurso da competitividade a promoção de fusões fragiliza os trabalhadores, consumidores e produtores. A nossa maior indignação é que, na maioria das vezes, essas empresas têm obtido dinheiro fácil junto aos governos, através do BNDES ou benefícios fiscais, sem nenhum compromisso social, tendo como único objetivo o lucro. Queremos e apostamos no crescimento do país e de nosso Estado. Porém, exigimos critérios, respeito aos trabalhadores e responsabilidade social”, afirma Reinhardt.

Assessoria de Imprensa FTIA-RS
Enviada por Silvio Ambrósio, às 21:35 14/09/2011, de Erechim, RS


A implosão das torres gêmeas
Veja os vídeos e tire suas próprias conclusões.

Agora preste atenção nestas declarações:

Enviada por Sérgio Bertoni, às 14:25 12/09/2011, de Curitiba, PR


Pentágono se lembra das ameaças
O comando militar dos EUA relacionou Brasil, Rússia, India e China como países que podem desestabilizar o mundo.

EUA pensam que além da ameaça do terrorismo, dos ataques cibernéticos e do desenvolvimento de programas atômicos no Irã e na Coréia do Norte, o crescimento de Brasil, Rússia, Índia e China também são uma ameaça aos EUA. As declarações são do chefe do Pentágono, Leon Panetta, que reafirmou que a obrigação dos EUA nas próximas décadas é defender o planeta das tentativas dos BRICS "em acabar com a estabilidade do mundo".

O Pentágono ficará atento para que Brasil, Rússia, India e China não acabem "com a estabilidade no mundo".

"Nós temos que cuidar para que eles não acabem com a estabilidade no mundo", disse o Ministro da Defesa dos EUA, Leon Panetta (*), ao vivo em entrevista à PBS.

O chefe do Pentágono falou sobre os perigos para seu país nas próximas décadas. Além do terrorismo, ataques cibernéticos, da imprevisibilidade do Irã e da Coréia do Norte e das guerras no Iraque e no Afeganistão, o chefe da defesa americana relacionou o crescimento de uma série de potências.

"Países como Brasil, Índia e China, sem falar, é claro na Rússia e outros que representam um desafio para nós não só no plano de tentar cooperar com eles, mas também para evitar que eles não acabem com a estabilidade no mundo", disse Panetta que ocupa o cargo há dois meses.

O interessante é no ano passado, quando os EUA aprovaram seu plano de desenvolvimento para os próximos 4 anos, Rússia e China não figuravam como focos importantes de ameaça militar.

Porém, as últimas conclusões dos analistas americanos, pelo visto, forçam os EUA a corrigir seu planos. Em especial, no relatório preparado pelo Pentágono para o Congresso norteamericano, mostra-se que, por exemplo, o setor militar chinês poderá, nos próximos 9 anos, alcançar o mesmo nivel de preparação e equipamentos que o dos EUA.

No mesmo documento afirma-se que a modernização das Forças Armadas chineses ocorre em tempo record. Entre as conquistas chinesas fala-se da construção de portaviões e a conclusão do desenvolvimento do primeiro caça chines o J-20, que usa a tecnologia de "avião fantasma".

"O volume de investimentos da China em seu complexo militar-industrial, permite ao mesmo novas possibilidades militares que representam ameaça potencial à estabilidade militar na região" - disse o representante do Pentágono Michael Shiffeer.

Lembramos que de acordo com o o recente ranking de potencial militar no mundo do GlobalFirePower, os EUA seguem estáveis na primeira posição, sendo o país ue gastou 40% de todos os gastos militares realizados no mundo em 2010. O segundo lugar é ocupado pela Rússia, seguida pela China. (N.T.: O Brasil é ocupa o 11º lugar depois de Israel, em 10º, e a frente de Iran, 12º e Alemanha, 13º. A Índia é a 4ª colocada no ranking)

O chefe do Pentágono falou também sobre a Líbia ao declarar que os EUA estão extremamente interessados em descobrir a localização de Muamar Kaddafi. "Estamos procurando-o. Eu acho que ele se preparou para o fato de que, se necessário fosse, deixar o país. Ele pode ter feito isso. Agora, onde ele está concretamente, nós não sabemos", concluiu Panetta.

O próprio Kaddafi desmentiu em transmissão de rádio que teria deixado o território da Líbia. "Quantos comboios, carregados de contrabandistas, comerciantes e pessoas comuns, a cada dia, cruzam nossas fronteiras com países vizinhos? Fala-se como se fosse a primeira vez que um comboio atravessa a fronteira com Niger", disse Kaddafi.

Os representantes do Comitê Nacional de transição também afirmam que o Kaddafi encontra-se cercado numa área de 60 km, em território líbio.

(*) Leon Edward Panetta é o 23º e atual Secretário de Defesa dos Estados Unidos, servindo na administração do presidente Barack Obama desde 2011. Em 21 de junho, o Senado confirmou por unanimidade Panetta como Secretário da Defesa. Ele assumiu o cargo em 1 de julho. Antes de assumir o cargo, ele atuou como diretor da CIA. Como diretor da CIA, Panetta presidiu as operações que levaram à morte de Osama bin Laden.

Fonte: Vzgliad, Jornal Empresarial

Tradução: Sérgio Luís Bertoni, TIE-Brasil

Enviada por Sérgio Bertoni, às 15:37 11/09/2011, de Curitiba, PR


O Outro 11 de setembro foi ainda mais brutal
Calcula-se que resultou em 40 mil mortos – tão covardes como as do World Trade Center, em Nova York.

A diferença é que, naquele caso, os americanos eram os agressores, ao menos colateralmente, alinhados em emoção e logística aos assassinos.

A América transforma hoje num parque de diversões, com direito a hot dog e souvenirs, o ground zero da barbárie perpetrada pela Al Qaeda, mas não se inquieta nem um pouco em lembrar a carnificina patrocinada pela Casa Branca no Chile que Pinochet assumiu.

11 de setembro de 1973: Salvador Allende, presidente eleito, é derrubado por um golpe militar tramado nos gabinetes de Washington e apoiado operacionalmente pela CIA.

Henry Kissinger, que era o ministro do Exterior (Secretário de Estado, se diz nos EUA) na administração Richard Nixon, já se resignou a confessar mil vezes a interferência americana na política chilena, com vistas a derrubar Salvador Allende.

Documentos referentes à Operação Condor – a conspiração que visava a extirpar a ferro e fogo os traços de qualquer resistência antiamericana do México para baixo – mostram que as ações clandestinas e ilegais tinham apoio da ditadura brasileira.

Me lembro que meu vizinho de andar, em Ipanema, um coronel que a gente desconfiava ser graduado agente do SNI, cruzou comigo no elevador dias antes do golpe em Santiago, maleta na mão, apressado, a caminho do exterior.

Pode ser só uma coincidência.

O presidente Allende era socialista – e um democrata. Ser socialista já bastava aos brucutus da reação para justificar a quebra da ordem democrática. A direita republicana dos EUA ajudou e bateu palmas. Jornalões brasileiros gostaram da faxina ideológica. Implantou-se uma ditadura fardada que fuzilava os dissidentes a sangue frio.

Os norte-americanos acham que os ditadores deles são melhores que os ditadores que são contra eles; que os mortos deles valem mais do que homens, mulheres e crianças que a América mata ou ajuda a matar.

No Chile ontem, no Iraque e no Afeganistão hoje.

Os americanos têm o mundo no umbigo.

Fonte: http://noticias.r7.com/blogs/nirlando-beirao/2011/09/08/o-outro-11-de-setembro-foi-ainda-mais-brutal/
Enviada por Cido Araújo, às 15:03 10/09/2011, de São Paulo, SP


Sobre o ataque da Microsoft à soberania nacional: Wikileaks, Microsoft, ODF e OpenXML
Há alguns dias fomos todos surpreendidos com um documento encontrado no CableGate, trocado entre a embaixada norte americana no Brasil e o Governo Norte Americano em 2007. De acordo com este documento, a Microsoft fazia gravíssimas acusações contra o governo brasileiro, e apesar de ter se feito de ‘tolinha’ pelo relato da reunião, pedia indiretamente uma intervenção do Governo Norte Americano para frear o avanço do ODF no Brasil, conseguir o apoio brasileiro para a aprovação do OpenXML na ISO, frear a parceria entre o comitê técnico brasileiro e demais comitês internacionais que discutiam o padrão, reduzir a influência do Brasil no debate internacional sobre o OpenXML, além de acusar o Ministério das Relações Exteriores e a Casa Civil de estarem executando uma campanha anti-americana. Pior do que isso, insinuam ainda que o ODF é um padrão anti-americano!

Eu estava envolvido até o pescoço com tudo isso naquela época e tenho aqui todos os detalhes de bastidores que causaram esta reunião entre a Microsoft e o Embaixador Americano e posso afirmar categoricamente: Foi SIM um pedido velado de intervenção.

Como esclarecimento inicial, o XML citado de forma incompleta no documento é o OpenXML (o Open deve ter sido suprimido por quem relatou a reunião).

Para contextualizar o documento, é importante lembrar que começamos a trabalhar na avaliação do OpenXML no Brazil no início de 2007, e que votamos “NÃO” à aprovação do padrão em Setembro. O resultado desta votação foi a rejeição do padrão com mais de 3 mil defeitos técnicos apontados. Mesmo assim, de forma surpreendente, o SC34 resolveu agendar uma reunião de 5 dias para Março de 2008 em Genebra na Suiça para ‘discutirmos os mais de 3 mil problemas técnicos’. Esta reunião se chamou Ballot Resolution Meeting (BRM) e existe farta documentação em meu blog sobre ela e o seu resultado final, de mudança de voto surpreendente e aprovação do padrão.

Gostaria de deixar claro aqui que não acredito que esta reunião entre Microsoft e o representante maior do Governo Norte Americano no Brasil tenha sido uma iniciativa individual do Sr. Michel Levy, mas que tenha sido uma iniciativa da corporação. Apesar de funcionário da Microsoft o Sr. Michel Levy é brasileiro, e prefiro não acreditar que ele tenha, por iniciativa própria, decidido se esforçar para colocar o Governo Norte Americano contra o Governo Brasileiro, desrespeitando assim nossa soberania nacional e nosso mérito técnico.

A primeira pergunta que deixo aqui é em quantos outros países que votaram NÃO ao OpenXML o mesmo aconteceu, e quais destes países “acataram”um eventual puxão de orelha por parte do governo norte americano.

Sim, o puxão de orelha pode mesmo ter ocorrido, pois se notarem a linha geral do discurso usado aqui no Brasil, a decisão técnica nacional é apresentada como sendo algo contra os Direitos de Propriedade Intelectual (IPR), e uma das coisas que causam retaliação nos acordos de livre comércio com os Estados Unidos são as violações à Propriedade Intelectual. Estou cansado de colecionar boatos aqui dos tempos de OpenXML, onde possíveis sanções motivadas por estas violações foram trazidas à mesa para a negociação dos votos de governo em alguns países (se seu país mudou de voto depois de Setembro de 2007, pode investigar que vai encontrar um papel ‘chave’ para o governo nesta mudança de voto). Quem sabe um dia o Wikileaks nos ajuda a investigar de forma aprofundada isso também !

Ainda sobre a motivação da reunião, acho cômico o fato de que no último parágrafo do documento esta escrito que a Microsoft não estava pedindo ajuda ao Governo Norte Americano, e duvido que no meio diplomático veríamos ali algo como “a Microsoft veio pedir ajuda pelo amor de Deus, pois estes malditos nativos Sul Americanos estão estragando tudo !”… Se não foi para pedir ajuda, por que motivo fizeram a reunião ? Seria o Embaixador Americano um psicólogo especializado em frustrações corporativas ? Será que ele é blogueiro secreto de algum site internacional de fofoca ?

Se ele deu ‘conselhos’ à Microsoft no Brasil, será que ele pode também me dar os números da Mega Sena se eu for até lá ?

Voltando ao documento, fico imensamente irritado ao ver a Microsoft afirmar que o Governo Brasileiro estava pressionando a ABNT para adotar o ODF. A Microsoft era membro do comitê da ABNT na época, e tenho aqui uma ata de reunião a empresa concorda com a abertura do processo para a adoção do padrão ODF no Brasil. Fui o responsável por este processo dentro da ABNT e contamos com colaboração de diversos órgãos de governo e empresas privadas, seguindo todas as regras internas da ABNT, sem pressão alguma e o pior de tudo: todo o processo foi feito com acompanhamento da Microsoft, que era membro do comitê e optou por não nos ajudar com o trabalho de tradução do padrão para o português do Brasil.

A Microsoft sabia que o Brasil mantém uma tradição dentro da ABNT de que não são adotadas no Brasil as normas internacionais que contaram com o voto de rejeição do Brasil na ISO. Em outras palavras, se a tradição não for quebrada, o OpenXML jamais será adotado no Brasil ! (e isso no final de 2007 era uma catástrofe para a empresa, que estava jogando pesado tudo o que podia para conseguir o carimbo da ISO no OpenXML).

Para piorar a situação, a troca de informações entre membros dos comités técnicos que avaliavam o OpenXML era constante, e ao ver que o Brasil tinha dado um voto NÃO muito bem embasado tecnicamente, foi natural começarmos a receber por aqui pedidos de colaboração de diversos membros de outros comitês. Eu mesmo perdi a conta do número de pessoas e comitês com quem me correspondi durante aqueles meses. Claro que novamente isso incomodava demais a empresa, pois passamos a distribuir por aí pontos de argumentação para os quais eles nunca teriam uma resposta aceitável, e isso estava de fato complicando bastante a vida deles para manipular o jogo no mundo todo.

Não vou comentar aqui as acusações feitas ao Ministério das Relações Exteriores, mas digo apenas que se o ministério se manifestou internacionalmente sobre os fatos da época, esta foi uma decisão soberana e devia ser aceita por todos (e aceitar não significa concordar ou aprovar). Trabalhar contra um posicionamento destes é trabalhar contra a soberania nacional, e isso é inadmissível !

Acho interessante ver como o mundo dá voltas, e ver que as pessoas que a Microsoft acusa de serem anti americanas, são atualmente o Ministro da Defesa (Celso Amorim) e a nossa Presidenta da República (Dilma Roussef), que é acusada ainda de ser contra os direitos de propriedade intelectual. Espero que a assessoria de ambos leiam o documento, para que fique clara a imagem que a Microsoft tem dos dois !

Para finalizar, tentam ainda insinuar que o ODF é um padrão anti americano. Confesso que gostaria muito de saber o que a IBM, Oracle, Google e Red Hat (entre outras empresas americanas) pensam sobre o padrão, uma vez que trabalham há alguns anos em seu desenvolvimento e adoção. Na verdade eu prefiro que estas empresas expliquem diretamente ao Governo Norte Americano se o ODF é ou não anti-americano, e espero ainda que elas peçam esclarecimentos ao governo do seu país sobre atividades similares da Microsoft em outros países durante os anos de 2007 e 2008.

Para quem não acompanhou a história toda, o ODF foi adotado no Brasil, o OpenXML rejeitado por aqui e só não tivemos um papel maior no cenário internacional pois fomos calados no último dia do BRM, justo quando iriamos apresentar uma proposta que mudaria o final desta história. Já contei esta história aqui.

Obrigado ao WikiLeaks, por nos ajudar a começar a tirar os esqueletos do armário. Para quem quiser entender como a Microsoft trata e negocia com países que possuem políticas pró Software Livre, vale a pena ler este outro cable aqui. Divirtam-se !

Fonte: Homembit.com
Enviada por Marcelo Branco, às 21:25 09/09/2011, de via Twitter


Trabalhador rural é assassinado na Bahia
Leonardo de Jesus Leite militou por 10 anos em movimento por reforma agrária e era ameaçado há pelo menos 15 dias no interior do estado

Por: Redação da Rede Brasil Atual

O líder camponês Leonardo de Jesus Leite foi assassinado na noite de terça-feira (6), em Monte Santo (BA), a 350 quilômetros de Salvador. Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT) da Bahia, a morte foi “decorrente da violência do latifúndio”, mas não são apontados suspeitos. Aos 37 anos, ele era casado e pai de dois filhos.

Ligado ao Movimento Estadual de Trabalhadores Assentados, Acampados e Quilombolas (Ceta Bahia), Léo, como era conhecido, militava pelo direito à terra havia 10 anos. Segundo o movimento, a atuação concentrava-se na Fazenda Jiboia, no município de Euclides da Cunha (BA), a 325 quilômetros da capital. O proprietário da fazenda, ainda segundo os ativistas, seria um ex-prefeito da cidade, José Renato Abreu de Campos (eleito em 2004 pelo PL).

Nos 15 dias antes da morte, Léo vinha sendo vítima de ameaças de morte. “Ironicamente, às vésperas do feriado de 7 de setembro, quando a nação brasileira celebra a independência e a cidadania, um filho seu que nunca fugiu à luta e enfrentou a injustiça e a opressão do latifúndio, foi brutalmente assassinado”, diz a nota do movimento Ceta.

Léo teria sido abordado pelos criminosos, arrastado até o interior de sua casa e executado com um tiro na cabeça na presença da mulher e dos filhos. Ainda segundo o movimento, é o sexto líder camponês assassinado por conflitos no campo na região de Monte Santo em três anos. Neste ano, apenas no Pará, seis outras mortes ocorreram em áreas rurais.

Segundo o levantamento da CPT Nacional, a ocupação não estava incluída entre as áreas de conflito em Monte Santo. Leonardo de Jesus Leite tampouco constava entre os ameaçados de 2010.

Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2011/09/trabalhador-rural-e-assassinado-na-bahia
Enviada por Cido Araújo, às 09:09 09/09/2011, de São Paulo, SP


Enquanto investimento público cresce 180% no RS, no PR reduz 5 vezes
Dados oficiais dos estados do Paraná e do Rio Grande do Sul, publicados no jornal Valor Econômico, mostram claramente que os governos demotucanos reduzem o investimento, pisam no freio e jogam lenha na fogueira da crise

Enquanto no Rio Grande do Sul, governado pelo petista Tarso Genro, os investimentos públicos subiram mais de 180%, de R$ 210 milhões em 2010 para R$ 590 milhões em 2011 no período de janeiro a junho, no Paraná do tucano Beto Richa os investimentos do estado cairam 5 vezes. Foram de R$ 290 milhões em 2010 para R$ 60 milhões em 2011.

No período de janeiro a junho, a arrecadação no Paraná subiu de R$ 10,8 bilhões em 2010 para R$ 11,8 bi em 2011 e no Rio Grande do Sul foi de R$15,63 bi em 2010 para R$ 16,7 bi em 2011. Já as despesas primárias nos dois estados cresceram igualmente em R$ 700 milhões.

Proporcionalmente ao tamanho do estado e de sua atividade econômica a arrecadação no PR cresceu mais que no RS. A capacidade de investimento do PR também é, tanto em termos absolutos como proporcional, maior que a do RS neste começo de 2011. Contudo isso não representou aumento nos investimentos do estado governado pelo demotucano.

O que diferencia os dois governos do sul do país são suas opções políticas, econômicas e sociais.

Enquanto o governo Petista gaúcho prioriza o social, investimento público e o papel indutor do estado na economia, o governo tucano parananese prioriza os rentistas, os grandes bancos e empresas transnacionais.

O governo gaúcho está a serviço de seu povo, de seu estado e de seu país, enquanto que o governo paranaense está a serviço de interesses outros que não os de seus eleitores.

Os dados mais uma vez desmaracam a mentira do PiG e dos demotucanos sobre a competência administrativa dos últimos, mito ideologicamente criado para contrapor o interesse transnacional defendido pelo PiG e demotucanos e os interesses do Brasil e dos brasleiros representados pelos governos democráticos populares capitaneados pelo PT e outras forças de esquerda.

Só a crédula classe média do sudeste e do sul do país, leitora do PiG, é capaz de acreditar que os demotucanos são competentes, defendem seus interesses e estão preocupados com o fim da corrupção no país. Eles querem que o Brasil afunde na crise neoliberal o mais rápido possível. A redução dos investimentos por eles feitas em toda a região mostram isso.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:54 08/09/2011, de Curitiba, PR


Montadoras fizeram altos estoques no período que antecedeu campanha salarial
O artigo de Joel Leite que reproduzimos abaixo é uma clara demonstração de que as montadoras, num claro ato de política antissindical, aumentaram deliberadamente seus estoques no período que antecedeu a campanha salarial dos metalúrgicos, que tem data base em 01 de setembro, para desarticular possíveis pressões por aumentos salariais reais e melhores condições de vida e trabalho para a Classe Trabalhadora.

As férias coletivas anunciadas por Ford, VW e Fiat nada mais são que manobra para poder ajustar suas linhas de produção para o lançamento de novos produtos que devem ocorrer intensivamente nos próximos meses, segundo anúncios das empresas e da imprensa especializada no assunto.

Não há crise nenhuma no setor, mas uma clara e evidente pressão organizadíssima por parte do oligopólio automobilístico para forçar sindicatos, governos e Trabalhadores a cederem a sua sanha privatista e concentradora, na velha política de "Venha a nós e a vosso reino que se exploda" no mais velho ainda "dane-se o mundo que não me chamo raimundo.

E ainda tem gente que acredita que as relações entre sindicatos e empresas melhoraram???

Indústria bate recorde de produção

Segundo dados fornecidos hoje (08) pela Anfavea - Associação dos Fabricantes de Veículos, a indústria produziu 325.326 autoveículos em agosto (carros, comerciais leves, caminhões, ônibus e máquinas agrícolas), um novo recorde histórico. O crescimento foi de 5,9% em relação a julho e 5,5% em relação a agosto de 2010. No acumulado do ano a produção cresceu 4,4%, totalizando 2.342.924 unidades de janeiro a agosto.

O maior crescimento foi no setor de caminhões. Em agosto foram vendidas 21.991 unidades, um aumento de 13,8% em relação ao mês anterior.

O crescimento acumulado é de 13,1%. O segmento de comerciais leves cresceu 7,7% no mês e 12,2% no ano. Foram produzidos até agosto 412.623 comerciais leves.

Depois de bater esse recorde histórico em agosto, a indústria começa setembro em baixa com muitas fábricas com a produção parada, em férias coletivas. Apesar disso, as vendas continuam no mesmo nível dos primeiros dias do mês passado: cerca de 12.500 carros e comerciais leves por dia.

As vendas de carros básicos sofreram uma retração em função das medidas de restrição ao consumo do governo federal. A alternativa das montadoras tem sido desovar o estoque para locadoras de veículos a preços mais baixos.

Joel Leite
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Enviada por Sérgio Bertoni, às 14:32 08/09/2011, de Curitiba, PR


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