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18/12/2017
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Notícias(Setembro/2008)

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Trabalhadores na Ford Bahia ocuparam fábrica e fizeram valer seus direitos
Direção do Sindicato junto com os trabalhadores paralisa a Ford dentro da montadora, em Camaçari Bahia. Vitória de todos contra o desrespeito da Ford e a sua falta de palavra!

Tudo começou com os diretores do sindicato que são também funcionários do complexo Ford, que tomaram os refeitórios propagando a informação da paralisação que iria acontecer depois do almoço do primeiro turno (manhã) no dia 25 de setembro. Paralisamos a fábrica até a manhã do dia 26.

A Ford prometeu que o bônus iria ser pago em folhas separadas, de forma mentirosa colocou o bônus como parte do salário, Relata o diretor do sindicato Júlio Bonfim que puxou a paralisação dentro da fábrica. Dessa forma o imposto ficou no teto total de 27,5% mais 11 % = 38,5% sobre bônus e salário. O bônus era para ser pago com a carga tributaria de 15% mais 11% = 26% somente sobre o bônus e não juntando ao salário.

Com a paralisação de 24h dentro da montadora, ela cedeu e transformou o bônus em complementação da PLR. Serão descontados somente 15% sobre os 2.000,00 que seria o bônus e agora será complementação da primeira parcela da PLR.
Enviada por Julio Bonfim, às 13:34 30/09/2008, de Camaçari, BA


Fundacentro/MTE, IPT, DIEESE e DIESAT iniciam projeto sobre Nanotecnologia
Por Willian Higa *

A Fundacentro/MTE iniciou um projeto conjunto inovador com o IPT, DIEESE e DIESAT, entre outros parceiros, em termos de atuação dos movimentos sociais frente às inovações.

Desde 2006, a ex-diretora técnica da Fundacentro (2003-6), Arline Arcuri, vem desenvolvendo uma proposta com o coordenador do projeto (IPT) e com professores da USP, UNICAMP para atuar sobre a próxima nova onda de acumulação do capital, que deverá estar na crista da onda em 10 ou 20 anos: a nanotecnologia.

China e EUA já investem na ordem de dezenas ou centenas de bilhões de dólares. Segundo os economistas neo-schumpeterianos, a crise econômica atual reflete o esgotamento do padrão tecnológico eletro-mecânico e de certa forma indica que o padrão eletro-microeletrônico se encontra em uma fase de queda tendencial da taxa de lucro. A financeirização, a oligopolização e a crise especulativa atual se assemelham à crise de 1929 e demonstram a demanda por uma nova onda de inovações que permitam mais lucros e a própria sobrevivência do modo de produção capitalista.

Nesse sentido, as entidades procuram intervir no processo de desenvolvimento dessas novas tecnologias de forma diversa à que ocorreu com a microeletrônica e com a introdução do toyotismo/pós-fordismo, que reduziram o emprego industrial e multiplicarm o desemprego nos últimos 25 anos do século XX. Ao invés de chorar o leite derramado, a idéia é intervir antes do estrago (desemprego massivo e impacto à saúde dos trabalhadores e meio ambiente).

A nanotecnologia pode ser fundamental para o fim de muitas doenças, melhorar qualidade dos alimentos e da vida das pessoas. No entanto, suas consequências, ainda não estudadas, podem ser muito mais agressivas do que qualquer outra inovação, dado que seu impacto se dá em escalas de dimensão muito menores do que a celular. É como a relação entre um grão de areia e um elefante... Ela pode matar elefantes porque o grão de areia passa por eles desapercebidamente.

Os centros de pesquisa, como o Laboratório Nacional de Luz Sincroton, têm investido nessa nova janela de oportunidade, antevendo os ganhos financeiros. A Fundacentro, assim como alguns pesquisadores e entidades sindicais, têm procurado antever os riscos e negociando os seus impactos antecipadamente, dada a falta de preocupação (ainda, claro...) do Capital no tema. É uma negociação "ex-ante", muito comum no sindicalismo europeu, porém inédita no Brasil.

O governo Lula tem ampliado os investimentos em nanotecnologia, porém tem dado as condições iniciais para os trabalhadores terem melhores condições de trabalho e claro, deixou espaços para o contraditório, para a ambivalência. E isso nunca ocorreu na história desse país antes...rs

Recomendo que a miltância prestigie este evento, dada a importância crescente do tema para o futuro da classe trabalhadora!

*Ex-chefe da Fundacentro Regional Campinas 2003-8
Enviada por Juan Sanchez, às 21:21 23/09/2008, de Porto Alegre, RS


Está na hora de "dividir o bolo" da economia, diz IBGE
O incremento da renda da população ocupada no Brasil revelado na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), divulgada nesta quinta-feira, mostra que o país alcançou o momento de "dividir o bolo" da economia no país. A opinião é do presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), responsável pela pesquisa, Eduardo Nunes.

"Não é hora de deixar o bolo crescer para depois repartir. É o momento da repartição", declarou Nunes nesta manhã, após a divulgação da Pnad 2007.

Mais claro impossível!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:20 22/09/2008, de Curitiba, PR


Desigualdade diminui, mas Brasil está distante de nível aceitável, diz Ipea
Para pesquisador do IPEA renda da população mais pobre vem crescendo entre 7% e 8% ao ano

"Os números mostram que esse ano, assim como nos cinco anteriores, o Brasil está tendo uma queda de desigualdade fascinante. Essa queda, além de ser extremamente rápida, mostra que a renda da população mais pobre cresce em ritmo chinês. E nunca na história brasileira a gente teve uma queda de desigualdade tão persistente e acelerada"
, afirmou o pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) Ricardo Paes de Barros.

Mesmo assim, o Brasil ainda está bem distante do nível aceitável de desigualdade, próximo de alguns países como a Turquia, se avaliado a renda per capita com a distribuição, pela renda média de 20% dos mais pobres. Diante da recente evolução, 113 países, o correspondente a aproximadamente 90% do universo avaliado, tem distribuição de renda mais igualitária. Para atingir tal nível, será necessário manter o ritmo de crescimento observado nos últimos seis anos por mais 18 anos.

"A maior dificuldade é elevar a renda do trabalho dos 10% mais pobres no Brasil. O grande desafio é como fazer com que essa parcela consiga participar desse processo de desenvolvimento. Muitas das famílias que estão nesse contingente, apesar de pobres, não estão cobertas pelo Bolsa-Família. É uma cobertura grande, mas não é universal. O grande desafio é uma inclusão produtiva deles", acrescentou.

"O Brasil demonstrou que é perfeitamente possível reduzir a desigualdade em um nível acelerado. Ela precisa ser perseguida com a mesma ênfase nas próximas duas décadas para a gente chegar a um nível de desigualdade aceitável", destacou.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:11 22/09/2008, de Curitiba, PR


TSE recomenda perda de fundo partidário ao PSDB por notas frias
O corpo técnico do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) encontrou notas fiscais frias em prestação de contas do PSDB e, por isso, recomendou que o partido seja punido com a perda do fundo partidário. Os documentos foram usados para justificar pagamentos de R$ 389,5 mil (dinheiro público) feitos a empresa de um dirigente do próprio partido, o ex-secretário-geral e atual tesoureiro nacional, Márcio Fortes.

As notas fiscais da Marka foram consideradas "inidôneas" pelos técnicos do TSE por terem sido emitidas quatro anos depois de a empresa ter dado baixa na Receita Federal. Por esse motivo, segundo o tribunal, não é possível comprovar se os serviços para as quais ela recebeu foram efetivamente prestados.

De acordo com a Receita, a empresa foi "baixada" em janeiro de 1996, mas em meados de 2000 recebeu quatro pagamentos, pelos quais emitiu as notas fiscais. Os recursos são provenientes do fundo partidário, portanto públicos.

E ainda tem gente que vota nos caras em 2008!!!

Cadê os defensores da ética e da moral?

Nossa sorte é que o povo brasileiro não é tão cego como o de algumas cidades no sul do país, doido para reeleger tucanos já em primeiro turno...

Só doido mesmo para acreditar na competência tucana!!!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 16:21 22/09/2008, de Curitiba, PR


CUT debate energia, desenvolvimento e soberania em SP
Cutistas debatem estratégias para as novas matrizes energéticas em seminário

CUT, MDA, DIEESE, Petrobrás e Universidades discutem e elaboram propostas para o novo modelo energético brasileiro.

Ocorreu na manhã da última quinta-feira (18), no Hotel Braston (Martins Fontes 333), em São Paulo, a abertura do seminário nacional que debaterá até sexta-feira (19) as estratégias da Central Única dos Trabalhadores para as novas matrizes energéticas. O evento construído em parceria com a FES (Fundação Friedrich Ebert Stiftung) foi apresentado pelo presidente da CUT, Artur Henrique e pelo representante da FES, Jochen Steinhilber.

Artur enfatizou os objetivos centrais da atividade. "Tenho certeza que conseguiremos aprofundar a reflexão sobre a matriz energética, em especial o petróleo e os biocombustíveis, tendências e decorrências estratégicas deste modelo para o desenvolvimento. Além disso, analisaremos os impactos da adoção dos combustíveis renováveis sobre meio ambiente, o sistema de prioridade e desenvolvimento rural e as condições de trabalho, como também, os impactos das novas matrizes energéticas sobre as relações de trabalho. Os encaminhamentos subsidiarão a formulação de propostas da nossa central.

Na seqüência o professor do Instituto de Economia da USP, Ildo Luis Sauer, expôs o processo da matriz energética brasileira usando momentos históricos como pano de fundo. Para o professor a grande questão é quem ficará com o excedente econômico que resultará da descoberta do pré-sal. "Na minha concepção o grande desafio é organizar um modelo que delegue à Petrobrás a administração da camada pré-sal a partir de um modelo estabelecido por nós. Acredito que essa mudança só possa ser feita por uma operação liderada pela Petrobrás a partir da revisão do modelo de exploração e produção, isso sem falar na a criação de um fundo constitucional, que serviria como uma espécie de garantia para as gerações futuras do Brasil", afirmou.

O coordenador da Comissão Nacional de Meio Ambiente, Temístocles Marcellos Neto, acrescentou ao debate a preocupação de para quem vender. Segundo ele, a CUT deve incluir nas pautas de suas confederações e federações a geração de empregos proporcionais a utilização dos recursos para garantir assim o desenvolvimento e a soberania do país. "Nós devemos oferecer alternativas e propostas para a sustentabilidade da energia", enfatizou.

Para o representante da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Franklin Moreira, a questão está na construção de uma política energética que garanta o controle social com a participação de todos os atores. "Lula fez uma reforma importante no setor energético que foi impedir a privatização - ele devolveu a Ministério de Minas e Energia a possibilidade de barrar iniciativas privatistas que ajudaram a barrar algumas tentativas em São Paulo.

Na parte da tarde, os participantes debateram a questão do petróleo, regulação e soberania nacional com a presença do Senador Aloízio Mercadante (PT/SP) e o coordenador da Federação Única dos Petroleiros, João Antônio de Moraes.

O Seminário Nacional "Energia, Desenvolvimento e Soberania: Estratégias da CUT" foi transmitido ao vivo, on-line em áudio, através do portal do SinergiaSP-CUT (www.sinergiaspcut.org.br). O debate também será objeto de textos publicados no site da CUT e, posteriormente, em revista especial.

Fonte: CUT
Enviada por CNM-CUT, às 12:38 22/09/2008, de São paulo, SP


¿Explotación o colonialismo?
A lo largo de todo el territorio de Cisjordania, Israel ha implantado varias zonas industriales. En estas empresas, los trabajadores palestinos no tienen otra elección que aceptar las condiciones inhumanas a las que les someten sus patrones

En el parque tecnológico de Nitzanei Ha' Shalom, cerca de la ciudad palestina de Tulkarem, en el norte de Cisjordania, las fábricas israelíes emplean aproximadamente unos 700 trabajadores palestinos para producir todo tipo de productos: cartón, plásticos y pesticidas. Muchos de sus trabajadores palestinos afirman que es mejor aceptar estos trabajos que estar sin nada. La mayoría trabajan más de ocho horas al día, seis días a la semana y por unos 11 shekels la hora (aproximadamente unos 2 euros), 7 shekels por debajo del salario mínimo israelí. Este salario les permite obtener lo justo para vivir y aún siendo conscientes de que su situación no es verdaderamente ideal, se consideran "afortunados" por tener estos empleos y poder mantener a sus familias.

Pero si indagamos un poco más, nos damos cuenta de que estos palestinos trabajan en condiciones inhumanas: la mayoría de las empresas son subcontratas israelíes, muchas veces sin nombre y sin registro. Los palestinos trabajan apelotonados en pequeños locales, sin luz ni ventilación, sin trajes especiales de trabajo, sin descansos, sin aseos y sin la posibilidad de pedir la baja laboral por enfermedad. Sencillamente, esperan que las puertas de acero, una vez abiertas, les marquen el final del día. Algunos se han quejado de las condiciones en las que trabajan a sus patrones pero en la mayoría de los casos, la respuesta llega en forma de amenazas y despidos. Los propios trabajadores son conscientes de que no son tratados como personas, de que no existen y sienten que reciben el mismo trato que los animales.

En Barkan, la situación es parecida. Barkan es la zona industrial más grande de toda Cisjordania. Reúne 120 fábricas, empleando unos 5.000 palestinos que se encargan de producir plástico, acero, productos alimenticios y textiles. Pero este recinto industrial vio como disminuía el número de trabajadores palestinos "legales" o con permiso de trabajo después de la Segunda Intifada. Antes del año 2000, Israel llegaba a emplear unos 150.000 palestinos, sin contar todos los "irregulares", mientras que ahora apenas llegan a ser unos 10.000. El Muro del Apartheid ha frenado la entrada de "irregulares" ya que la posibilidad de entrar ilegalmente a Israel es prácticamente imposible.

En Jericó, ciudad palestina localizada cerca de la frontera con Jordania, no nos encontramos con una situación mejor: los recolectores de dátiles que trabajan para las colonias ilegales israelíes, son obligados a trabajar en verano más de diez horas diarias bajo temperaturas que pueden superar los 40 grados centígrados, sin aseos, con un salario muy por debajo del legal y en condiciones de inseguridad absolutas. Lo peor es que, la mayoría de trabajadores son menores que, debido a la precaria situación de sus familias, no tienen otra elección que dejar los estudios (si es que en algún momento los empezaron) y ponerse a trabajar.

Más del 60 % de la población total y el 46 % de la población nativa de Cisjordania vive bajo el umbral de la pobreza. La mitad de la población palestina son menores de edad y cada asalariado debe mantener aproximadamente unas diez personas. Ante esta situación, muchos de los palestinos que se encuentran sin trabajo, en contra de su voluntad, deciden buscarse la vida e intentar ser empleados en las colonias ilegales israelíes en Cisjordania. Parece difícil creer que, en el año 2008, estos trabajadores vivan esta situación "colonial" en su propio territorio. Sin embargo, no deja de ser otro reflejo de la penosa realidad, bajo la ocupación militar israelí, en la que viven los palestinos.

Aún así, encontrar trabajo en una empresa o colonia ilegal israelí no es para nada una tarea fácil. Primero se debe obtener un permiso por parte de los mandos militares (una tarjeta magnética) que da derecho a poder cruzar los checkpoints o puntos de control israelí; esta tarjeta se recibe una vez se han pasado los interrogatorios por parte de los servicios de inteligencia de Israel. Al mismo tiempo, el futuro trabajador debe solicitar un permiso de trabajo en la Oficina de Empleo israelí. Los costes de todo este proceso los cubre el empresario. Al igual que este permiso de trabajo es de "oro" para los palestinos también lo es para los empresarios, ya que los usan como medio de presión y acoso sobre sus empleados que nunca pueden ser probados porque carecen de contrato, seguro y tienen miedo de ser despedidos.

Estas zonas industriales funcionan según el principio de "divide y vencerás". Aquellos palestinos que tienen un "buen comportamiento" reciben un buen salario y son pagados diariamente, no a la semana; a cambio, trabajan como "informadores" para el patrón. Para rizar el rizo, las mafias palestinas que recolocan trabajadores en las empresas o colonias israelíes, también se enriquecen a costa de explotar y utilizar sus propios paisanos. Estas mafias forman parte del sistema y son un eslabón indispensable entre el empresario israelí y el trabajador palestino.

Mireia Gallardo Avellán, delegada de Paz con Dignidad en Palestina.
Enviada por Eurococas, Eurococos, às 12:32 22/09/2008, de Barcelona, Espanha


Terceirização: PL de FHC é prioridade de votação na Câmara
O DIAP alerta que o famigerado PL 4.302/98, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que dispõe sobre as relações de trabalho na empresa de trabalho temporário e na empresa de prestação de serviços a terceiros, está incluído na agenda de prioridades de votações das próximas duas semanas que antecedem as eleições municipais.

A inclusão do projeto na agenda de votações foi uma decisão dos líderes partidários, que pretendem, ao invés de apreciar a mensagem de retirada da matéria - uma das primeiras iniciativas de Luiz Inácio Lula da Silva assim que assumiu o 1º mandato de presidente da República -, aprovar, com nova roupagem, o projeto FHC.

Cinco anos de engavetamento

A Mensagem do Executivo 389/2003, de retirada do PL 4.302/98, completará, na próxima terça-feira (19), cinco anos de engavetamento na Câmara dos Deputados. O pedido de arquivamento do projeto foi feito no dia 19/03/2003, em cumprimento ao acordo com o movimento sindical, que entende ser a proposição prejudicial aos trabalhadores.

Com a postergação na leitura e votação da mensagem de retirada, o projeto continua tramitando na Câmara. Está na Comissão de Trabalho com relatoria sob responsabilidade do vice-líder do PR, deputado Sandro Mabel (GO), um dos principais defensores da terceirização no Congresso.

Sandro Mabel é também presidente da subcomissão criada para analisar todas as matérias em tramitação na Câmara que tenham como temário a terceirização. O parlamentar é autor, entre outras matérias, do PL 4.330/04, que dispõe sobre o contrato de prestação de serviço a terceiros e as relações de trabalho dele decorrentes.

Mensagem

Destacamos dois argumentos da exposição de motivos do ex-ministro do Trabalho, Jaques Wagner no pedido de arquivamento do PL 4.302/98: “o projeto retira a característica urbana do trabalho temporário, abrindo a possibilidade de sua aplicação na atividade rural, o que abre portas para legalização do famigerado “gato”, um dos principais elementos ativos no cometimento do crime de submissão de trabalhadores a condição análoga à de escravo.”

Ainda, segundo a exposição de motivos, “o projeto em análise, se aprovado, redundará em graves prejuízos aos trabalhadores temporários urbanos que terão aprofundadas as incertezas, hoje existentes, em relação ao recebimento de seus direitos. E, finalmente, propiciará condições para o crescimento da prática da submissão de trabalhadores a condição de escravos.”

Reivindicação

No dia 02 de maio de 2008, ao fazer uma visita de cortesia ao DIAP, o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Clinaglia (PT/SP), foi informado de que a não retirada do projeto incomoda e preocupa intensamente o movimento sindical.

A preocupação é que o projeto some-se às propostas em tramitação na Câmara e se abra uma avenida para a flexibilização e retirada de direitos trabalhistas.

Para colocar um ponto final nessa novela da flexibilização de direitos trabalhistas, as lideranças sindicais devem pressionar o Governo e a base aliada para a leitura da mensagem presidencial que pede o arquivamento do projeto de FHC.
Enviada por Jorge Reis, às 11:23 22/09/2008, de Ilhus, BA


SINA promove ato contra privatização de aeroportos no RJ
Clique aqui para ampliar a imagem
Aeroportuários e aeroportuárias do Rio de Janeiro lotaram o plenário e as galarias da Assembléia Legislativa do RJ para participar da audiência pública que debate a possível privatização do Aeroporto Internacional do Galeão.

Antes do início da audiência cerca de 300 Trabalhadores com faixas e boletins contra a privatização do Galeão e Viracopos ocuparam as escadarias da Assembléia e avenida onde está a ALERJ mostrando a tod@s a disposição da categoria para defender a permanência da Infraero, empresa pública, patrimônio do povo brasileiro.

Clique aqui ou na imagem acima para ver o o boletim do SINA em defesa da Infraero e contra a privatização defendida por Sérgio Cabral, governador do RJ.
Enviada por SINA, às 10:50 22/09/2008, de Guarulhos, SP


O tamanho do Estado
Companheir@s,

Tenho notado que um pouco antes de começar esta crise financeira "mundial" os neo-liberais, Tucanos, Demos, PIG e outras etnias de direita só falavam no tal do Estado mínimo, nem ela começou, só ameaçava estes "sabios" encantadores do dinheiro alheio que é obvio eles se apossam, passaram a exigir do "Estado" que eles tanto atacam agora exigem que o mesmo os socorra em nome do bem estar do "DEUS" Mercado todo poderoso que segundo eles tudo pode.

Cabe-nos agora alertar a quem pudermos sobre esta mentira que de tanto ser contada torna-se verdade.

José Monteiro
Secretário de Administração e Finanças do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté
www.sindmetau.org.br
Enviada por José Monteiro, às 10:16 22/09/2008, de Taubaté, SP


Ironias da História
Paulo José Kupfer

Os colunistas liberais do "Financial Times" estão dando um show de lógica e pragmatismo nesta crise. Martin Wolf, o ícone, e seu colega John Kay, escrevem com todas as letras o que muitos tentam camuflar. Não enrolam e vão direto ao ponto: reguladores jamais regulam suficientemente o sistema e, no fim das contas, governos intervirão para salvar o mundo financeiro da lambança que provocam.

Interesantíssimas as conclusões de Wolf para o que está ocorrendo. À pergunta "o que deu errado?", ele mesmo responde – e, convenhamos, de modo surpreendente, para um liberal de casaca como ele. "A fé exagerada nos mercados não regulados comprovou ser uma cilada", escreveu Wolf num artigo traduzido pelo "Valor", em 17 de setembro.

Outro trecho do mesmo artigo:

"No mundo atual, governos socorrem economias abaladas por crises de quatro formas: oferecem generosa liquidez de credor de última instância, por meio de bancos centrais; contabilizam enormes déficits para compensar a transição do setor privado para o superávit financeiro; substituem dívida privada por dívida pública, para recapitalizar sistemas financeiros (muitas vezes por meio da pura e simples estatização); e podem adotar a erosão inflacionária do valor da dívida privada (e pública). Tudo é provável agora, inclusive, a última opção".

Agora, John Kay, em texto também traduzido pelo "Valor", em 18 de setembro:

"Assim como Martin Wolf, também anseio por um mundo em que os reguladores consigam moderar a instabilidade inata do sistema financeiro. Meu anseio, porém, é temperado por modestas expectativas sobre o que a regulação pode realizar. O realismo de Martin, que compartilho, admite que as expectativas do público são muito mais altas e os políticos alegarão que reagem a essas expectativas. Mas os políticos fracassarão. A próxima crise financeira será diferente em origem e as regras que serão implantadas para fechar as porteiras dos estábulos vazios de hoje provarão ser irrelevantes."

E a conclusão:

"Martin e eu reconhecemos que, na próxima crise, como nesta, o contribuinte intervirá para financiar o cassino visando proteger a utilidade". ("utilidade", nas palavras de Kay, é o sistema financeiro que as pessoas e as empresas confiam ser capaz de intermediar suas transações normais, fazendo e recebendo pagamentos, tomando e emprestando dinheiro e quetais)

As reflexões de Wolf e Kay, no momento em que a Corporação Financeira Chinesa, o gigantesco fundo de investimento estatal da potência emergente comunista, negocia metade do capital do Morgan Stanley, segundo maior banco de investimento americano, numa das maiores ironias da História, ajudam a entender por que o socialismo naufragou e o capitalismo seguirá sua marcha.

É que o ideal do socialismo é socializar lucros, enquanto o do capitalismo é socializar prejuízos. Ninguém quer o primeiro e todos querem o segundo.
Enviada por Luiz Rodrigues, às 10:03 22/09/2008, de São Paulo, SP


Perdigão demitiu líder sindical
NOTA DE REPUDIO

A FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DA ALIMENTAÇÃO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, pelo presente vem manifestar seu repudio a pratica anti-sindical da empresa Perdigão S/A, que de forma arbitraria demitiu o companheiro Pedro Valmir da Silva, diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Lajeado.

Dentro das prerrogativas sindicais, a livre manifestação de dirigentes, democraticamente eleitos pelos trabalhadores, é uma garantia constitucional e pratica consagrada em qualquer parte do mundo civilizado. Infelizmente para a Empresa Perdigão S/A, o direito de manifestação é uma prática permitida apenas para os que concordam com seus interesses, sendo que para aqueles que ousam discordar, o tratamento dispensado é a demissão sumária.

O companheiro Pedro Valmir da Silva cometeu o “crime hediondo” de levantar a sua voz para defender os trabalhadores contra o interesse da Perdigão e agora tem a sua subsistência e de sua família ameaçada.

O mais absurdo disso tudo é que, sendo a Perdigão uma empresa que alardeia a alta qualidade de seus produtos e sua confiabilidade perante aos consumidores no Brasil e no mundo, investindo pesado em marketing pessoal para demonstrar todo trabalho social que desenvolve nas comunidades onde suas fábricas estão instaladas, é inconcebível que ainda se utilize de práticas anti-sindicais que mais condizem com uma empresa do século passado.

Desta forma, a Federação dos Trabalhadores da Alimentação do Rio Grande do Sul colocar-se–á frontalmente contra esse tipo de arbitrariedade e denunciará em todas as instâncias, nacionais e internacionais a posição da Empresa Perdigão S/A, até que seja revisto este tipo de procedimento e que o Diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Alimentação de Lajeado seja reintegrado ao seu local de trabalho e tenha sua liderança, que foi concedida pelos trabalhadores de maneira democrática, respeitada pela empresa.

CAIRO FERNANDO REINHARDT
Presidente
Enviada por FTIA-RS, às 09:59 22/09/2008, de Porto Alegre, RS


Será que os Bric aguentam? Na Rússia a quebradeira já começou...
Dez anos a após a primeira grande crise do capitalismo pós-soviético, a Rússia parece entrar na onda de quebradeira outra vez. A bolsa de valores despencou e os bancos já começam a dar calotes.

Hoje, mais uma vez a Bolsa de Valores suspendeu os negócios após registrar queda de quase 5% nos índices RTS e Micex (que medem a saúde do mercado de valores da Rússia) evitando assim que os preços das ações chegassem ao fundo do poço. Na verdade é só uma tentativa de adiar o pesadelo. Ontem, algumas ações perderam até 20% de seu valor e o pregão da bolsa foi encerrado com perdas de 11,5%.

Ontem um banco privado, o KIT Bank, asssumiu que devido aos coletes por parte de seus clientes também estava deixando de cumprir com suas responsabilidades junto ao mercado, ou seja, estava dando o calote também.

O Kremlin tentou acalmar os mercados e tornou disponível recursos para os três maiores bancos do país - Sberbank, VTB Group, e Gazprombank - por um período de três meses. Para que o leitor tenha uma idéia do tamanho do buraco esta ajuda do governo russo seria equivalente a uma ajuda do nosso Tesouro Nacional à Caixa Economica Federal, Banco do Brasil e Bradesco!!!

Há 10 anos o Brasil foi contaminado pela crise asiática e pela crise russa. Parece que agora o páis está preparado para enfrentar um ataque especulativo contra nossa economia.

Se os tucanos estivessem no governo, teriam mais uma chance de provar o quanto são competentes na arte de falir o país. Certamente embarcaríamos em mais uma falência tão comum na era tucana e a imprensa ainda nos tentaria convencer da competência administrativa das aves de rapina demo-tucanas.

Resta a pergunta: Será que os Bric (Brasil, Russia, India e China) suportarão a crise e conseguirão evitar que a mesma sirva como desculpa para mais uma brutal redistribuição de renda em favor dos irresponsáveis ricos do planeta?
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:39 17/09/2008, de Curitiba, PR


Ford México: investimento e demissões
Depois do anúncio governamental de que a Ford faria um investimento milhonário na fábrica de Cuautitlan, iniciou-se um processo de demissões de Trabalhadores.

As demissões ocorrerão em duas etapas. A primeira em setembro e a outra em dezembro. Até 6 de outubro a atual produção de 190 unidades diárias baixará a 104 e por eso já no final de setembro estariam "sobrando" 250 trabalhadores dos 600 empregados atualmente. Os demais deixarão a planta no final de dezembro, quando a fábrica fechará por quase um ano.

Nada pode ser mais lamentável, conisderando-se a idade média dos trabalhadores na Ford Cuatitlan, em torno de 50 anos. Será muito difícil para a maioria conseguir um novo posto de trabalho.

Como se diz em castelhano "si reforma la planta y la plantilla", ou seja, a Ford reforma a fábrica e aproveita a deixa para "renovar" o quadro de funcionários, baixando custos e ficando com o álibe de que não provocou rotatividade ou desemprego, pois precisava de um "quadro funcional" mais jovem e moderno, mais adequado às novas tecnologias e aos altos investimentos que ela faz no México. Ainda sai como boazinha junto a opinião pública!!!
Enviada por Efren Dias, às 07:44 17/09/2008, de Cidade do México, México


Trabalhador@s no serviço público realizam seminário sobre história do movimento sindical
No último dia 13 de setembro Trabalhadores e Trabalhadoras no serviço público municipal de Curitiba e São José dos Pinhais participaram do seminário "Movimento sindical brasileiro: História, Concepção e Atualidade", promovido pelo SISMUC (Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba) em parceria com a UFPR e TIE-Brasil.

Este foi o terceiro módulo de um total de 5 que compõem o curso de Formação Político-Sindical. Os dois primeiros ficaram a cargo do pessoal da UFPR e da Secretaria de Formação do Sismuc. Os demais são realizados e coordenados pela mesma secretaria em parceria com TIE-Brasil.

Mais de 30 pessoas compareceram a atividade. As mulheres eram maioria absoluta.

Os companheiros Sérgio e Maurício falaram sobre a história dos movimento sindical brasileiro, a importância e a influência dos anarquistas, comunistas, getulistas, petebistas, pelegos e petistas-cutistas na formação e desenvolvimento do sindicalismo no Brasil.

Dedicou-se ainda parte do tempo para debater como técnicas de gestão empresariais e industriais estão sendo implantadas no serviço público, principalmente em orgãos governamentais controlados pelo partido que diz que o Brasil precisa de um gerente. Constatou-se que a maioria das técnicas do chamado "Toyotismo" já estão implantadas no serviço público de Curitiba. Só falta agora o tucanato local exigir que a prefeitura gere lucro e dividendo para os "acionistas".

@s Trabalhador@s participaram de trabalhos em grupos onde puderam aprofundar os temas debatidos na primeira etapa do seminário e estabelecer uma ligação lógica entre a história das lutas da classe trabalhadora brasileira e sua realidade no serviço público municipal local.

Na qualidade de material de apoio foram usados 2 DVD's:
- História do Movimento Operário Brasileiro, editado pela FTIA-RS a partir da recente recuperação de um material audiovisual produzido pelo Núcleo 13 de Maio nos anos 1980;
- CUT 25 anos - Conclat e Liberdade e Autonomia Sindical, produzido pela Central Única dos Trabalhadores em comemoração a seus 25 anos de existência.

Além disso, três livros foram distribuídos aos participantes:
- Lênin sobre os sindicatos, de Vladimir Ilitch Lênin;
- Concepção Anarquista de sindicalismo, de Neno Vasco;
- História das Lutas dos Trabalhadores no Brasil, de Vito Giannotti;
todos editados por TIE.

Os próximos módulos do curso debaterão o Papel dos Dirigentes Sindicais, Ética e Prática sindical, o protagonismo d@s Trabalhador@s na luta pela transformação social, Como sincronizar as demandas imediatas com os interesses históricos da Classe Trabalhadora, Instrumentos para Ação sindical e Organização nos Locais de Trabalho.

A moçada de Curitiba e São José dos Pinhais está de parabéns por esta iniciativa que garante a continuidade de uma das melhores tradições do movimento sindical brasileiro que é a formação da companheirada de base e a criação de espaços democráticos onde é possível fazer um debate honesto, aberto e fraterno entre companheir@s que lutam por uma mesmo ideal.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 18:43 16/09/2008, de Curitiba, PR


Lula na Literatura de Cordel, de Crispiniano Neto, será lançado em São Paulo
Por Sebastião Lopes Neto

O potiguar Crispiniano, membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC), desde final da década de 1970 usou sua arte para fazer poesias de cordel de conteúdo político. Ficou nacionalmente conhecido desde o começo dos anos 80, quando, nas portas de fábricas metalúrgicas de São Paulo, apresentava seus cordéis em apoio à mudança do Sindicato dos Metalúrgicos da capital. Na ocasião, fez, declamou e cantou muitas poesias sobre as péssimas condições de trabalho nas fábricas e a necessidade de organização dos trabalhadores para alcançar mudanças.

Agora, Crispiniano acaba de lançar Lula na Literatura de Cordel. O livro traz cordéis de autores nordestinos que registram o simbolismo de um presidente da República nordestino, pau-de-arara, que chegou a Brasília passando pelas fábricas do ABC. São cordéis em sua maioria elogiosos, junto com outros contrários às posições de Lula.

Crispiniano, a partir do levantamento feito para a elaboração do livro, afirma que Lula é o quinto personagem mais falado em toda a literatura de cordel do Nordeste. Segundo ele, os cinco personagens mais falados neste tipo de poesias são: Lampião, Padre Cícero, Frei Damião, Getúlio Vargas e em quinto lugar Lula.

O lançamento já ocorreu em Natal. Agora será a vez de São Paulo, no dia 21 (domingo), a partir das 16h30, no Colégio Sion - Avenida Higienópolis, 901.

Nota desta redação: Foi exatamente no Colégio Sion que sindicalistas e militantes de esquerda se reuniram em 1980 para fundar o Partido dos Trabalhadores
Enviada por NPC, às 18:13 16/09/2008, de Rio de Janeiro, RJ


Estado de Minas e Zero Hora: exemplos de desinformação
Por motivo de trabalho, na semana passada estive em Belo Horizonte e em Porto Alegre. Fiquei chocado com a pobreza de informações dos dois maiores jornais daqueles Estados. São dois casos típicos que merecem um destaque especial

Por Vito Giannotti

O RS é o estado onde mais se lê. A média de leitura é mais do que o dobro da média brasileira. Minas é o segundo Estado em população do País, mas é um estado que lê muito pouco. As tiragens de seus diários são baixíssimas. Mas o que me chocou foi o nível de desinformação de seus dois maiores diários. Quem lê e se informa por aqueles dois veículos está condenado a ser absolutamente desinformado. A insignificância de suas notícias é pavorosa.

A tragédia é que a maioria dos militantes de esquerda, populares ou sindicais se informa, ou tenta se informar, por meio destes panfletinhos de direita. Sim, porque, além de serem extremamente fracos, são órgãos de direita, claramente posicionados no campo conservador.

Desta constatação salta aos olhos a necessidade, em nosso País, de informativos diários de esquerda que informem o que interessa ao povo, aos trabalhadores.

Na nossa história já houve curtos momentos em que existiram diários de esquerda: em 1919, em São Paulo, tivemos A Plebe e, na mesma época, em Pernambuco, A Hora Social. Em 1946 existiram oito jornais diários ligados ao PCB. Tudo isso é parte da história do Brasil. E hoje?

Há duas publicações semanais essenciais para qualquer militante que quer estar informado para agir na realidade atual.

Dois semanários, diferentíssimos entre si, de linha e apresentação diferentes, mas igualmente necessários: Brasil de Fato e Carta Capital. Brasil de Fato é um jornal alternativo, nitidamente de esquerda e plural. Carta Capital é dirigido pelo incomparável jornalista Mino Carta que garante à revista uma linha de fidelidade aos fatos e uma riqueza de informações que é a antítese exata da Veja.

Brasil de Fato e Carta Capital são dois remédios contra a miséria intelectual e informativa da mídia empresarial. São, sobretudo, um antídoto contra as mentiras, distorções e campanhas ideológicas da direita.

Felizmente estas publicações não são as únicas que temos. No próximo boletim, falaremos sobre outras experiências importantes de comunicação alternativa, como, por exemplo, Caros Amigos. Caros Amigos é uma revista mensal que há mais de 10 anos é um alimento sério e um contra-veneno para as intoxicações da chamada grande mídia, ou, mais concretamente, mídia empresarial, patronal, corporativa ou, simplesmente, burguesa. É um apanhado do mês que traz informações, fatos e dados que esclarecem o que, às vezes, ficou confuso ou incompreendido durante o período. Traz uma visão crítica, de esquerda que é a antítese da versão e do enfoque que a direita despeja diariamente sobre a cabeça dos caros ouvintes, caros leitores, ou, mais ainda, caríssimos telespectadores.
Enviada por NPC, às 18:07 16/09/2008, de Rio de Janeiro, RJ


VW suspende Coordenador da Comissão de Fábrica dos Trabalhadores em Taubaté
A Volkswagen, ao invés de resolver os problemas das condições de trabalho dos funcionários vem cometendo práticas anti-sindicais e contra a Organização no Local de Trabalho.

Na semana passada a empresa suspendeu o representante dos trabalhadores e coordenador da Comissão de Fábrica Aldrey Allan Candido Piu Piu, depois que esse fez uma intervenção no processo produtivo da Montagem Final por falta de mão de obra.

O motivo da intervenção foi o descumprimento de um acordo que determina que 6 funcionários devem trabalhar na colocação das películas da portas da célula Dorless, enquanto só haviam 5 funcionários trabalhando.

O objetivo da intervenção foi evitar que houvesse acidentes e a sobrecarga dos trabalhadores. O Sindicato repudia esse tipo de atitude arbitrária e truculenta na relação Capital - Trabalho.

“A empresa em vez de buscar melhorias para a qualidade do trabalho fica dando suspensão para aquele que foi eleito pelos trabalhadores para lutar por melhores condições de trabalho. Não vamos admitir esse tipo de atitude com os representantes dos trabalhadores”, disse Isaac.
Enviada por Sindmetau, às 14:26 16/09/2008, de Taubaté, SP


Aprovação de Lula bate recorde histórico
Segundo pesquisa Datafolha, 64% da população considera o Governo Lula ótimo ou bom. O recorde anterior já colocava Lula na frente de todos os presidentes eleitos após a redemocratização.

Pela primeira vez, Lula tem o apoio da maioria no Sudeste (57%), nas regiões metropolitanas (57%), entre os que têm curso superior (55%) e entre os vivem em famílias com renda familiar mensal superior a dez salários mínimos (57%).

Como dizem os aeroviários Lula voa em céu de brigadeiro, o que deixa a direita e a esquerda angustiadas. A primeira porque torcia para que tudo desse errado e não engole o "sapo barbudo". A segunda porque espera mais avanços em termos de justiça e igualdade social.

Mais uma vez os números mostram que é possível mudar este país... Só falta aprendermos a ouvir o que o povo está querendo dizer.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:43 12/09/2008, de Curitiba, PR


Brasil "não tolerará" um golpe contra Evo Morales
O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou que o Brasil "não tolerará" um golpe de Estado na Bolívia e, portanto, não reconhecerá nenhum governo que queira substituir, neste momento, o presidente Evo Morales.

Para Garcia, o atentado anteontem contra o gasoduto na região do Chaco tem caráter "terrorista" e "dificulta o diálogo" entre as forças conflagradas no país.

"Uma eventual situação de guerra civil na Bolívia significaria, entre outras coisas, uma resposta muito estrita do conjunto dos países [do grupo de amigos da Bolívia, que inclui, além do Brasil, Argentina e Colômbia]. Nós não toleraremos uma ruptura do ordenamento institucional boliviano", disse Marco Aurélio. O assessor lembrou que Morales teve 67% dos votos no referendo revogatório promovido em agosto.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:00 12/09/2008, de Curitiba, PR


Crisis sociales, riesgos manipulados
"No son las dificultades las que vencen a los hombres, sino el temor", afirmaba Shakespeare

Por Ignacio Muro

Y el temor es una sensación que puede fabricarse, como puede aliviarse o acentuarse, de forma inconsciente o consciente. No sólo la influencia de las religiones, sino también el poder en general, se articula frecuentemente sobre la conveniente manipulación de riesgos y temores. El riesgo, la sensación de riesgo, aumenta con la globalización. Y su esencia cambia. Los ciudadanos del mundo tienen la impresión de estar metidos en una turbina de la que pueden salir despedidos en cualquier momento.

La creciente fragilidad y precariedad laboral no impide que se fuercen cambios legales urgentes.

Mientras en el pasado, muchos daños se atribuían a los dioses, la naturaleza o simplemente al destino, hoy, la mayor parte de los peligros que nos amenazan parecen descansar sobre decisiones humanas. Anthony Giddens los denomina riesgos manufacturados, porque suelen estar relacionados con la búsqueda de ventajas económicas en procesos industriales insuficientemente garantizados. Incluso las catástrofes naturales o el cambio climático han dejado de ser accidentes para ser hechos imputables moral, política y jurídicamente a los hombres. Los dioses hace tiempo que son inocentes.

En el terreno social también es habitual esa forma interesada de manipulación de riesgos. Cualquier fenómeno como el terrorismo, la inmigración, la dialéctica entre religiones y culturas, puede facilitar decisiones de las que obtener ventaja inmediata, bien sea en forma de venta de armas o de apropiación de recursos petrolíferos. Sólo se precisa que los temores que provocan hayan sido convenientemente tratados y manipulados. La crisis demográfica y el envejecimiento de la población son otro ejemplo. Desde los años noventa se ha asumido el riesgo de quiebra de las pensiones en un horizonte lejano. Ese riesgo futuro se convirtió, en seguida, en oportunidad inmediata para obtener ventajas; por un lado, en forma de negocio para fondos de pensiones privados; por otro, político y social, al conseguir que sindicatos y trabajadores aceptaran ajustes o asumieran leyes restrictivas.

Ese riesgo ha estado alimentado de múltiples noticias. Tomemos tres ejemplos de 1996. "La ONU estima que la población española será de 29 millones en 2050", decía una. Diez años más tarde se acaban de superar los 46 millones y la natalidad se ha recuperado. "Expertos -decía otro titular- presentan informe que confirma la necesidad de complementar las pensiones con fondos privados". La noticia no mencionaba que el escenario elegido utilizaba, como hipótesis, una tasa de desempleo creciente hasta llegar al 26% en 2005, para luego descender hasta el 20% en 2010. El "riguroso" informe estaba patrocinado por la fundación BBVA y coordinado por José Barea, el que fuera jefe de la oficina económica de Aznar. En el mismo año, la Dirección General de Migraciones consideraba que la entrada de 20.000 personas al año era el "cupo deseable" para la economía española y desechaba como inasumible "un techo de 100.000 inmigrantes". ¿Error o manipulación?

En cualquier caso, esas cifras y noticias sobre demografía, desempleo o inmigración contribuyeron a generar el miedo escénico necesario para desequilibrar las relaciones sociales y debilitar el Estado de bienestar y las fuerzas progresistas. El descenso del peso de los salarios en la economía, excepcional en una fase expansiva, es una de sus consecuencias. En la zona euro ha caído un 13% desde 1980, casi el doble que en los países industrializados. En España, entre 1995 y 2007, pese al fuerte crecimiento económico, han perdido 6 puntos porcentuales en el PIB, mientras que el salario real medio ha bajado un 5%. La batalla continúa. La creciente fragilidad y precariedad laboral no impide que se fuercen cambios legales urgentes que descargan sobre el trabajo la solución al envejecimiento social en forma de prolongar varios años la vida laboral.

De forma sutil, la ortodoxia económica, apoyada por el tremendo poder mediático de los grandes centros de opinión, ha conseguido presentar como un problema exclusivo de los trabajadores lo que es un problema común de toda la sociedad. Ha conseguido que se focalice como un déficit de la Seguridad Social, la caja particular de los trabajadores, lo que, en todo caso, debiera asociarse a un déficit de la caja general de los ciudadanos, que es la hacienda pública. ¿Tiene sentido? La hacienda pública financia, por ejemplo, las pensiones no contributivas al considerarlas un derecho ciudadano. ¿Puede desentenderse de financiar con el conjunto de impuestos los costes del envejecimiento de la población?

Afrontado entre todos, es más fácil encontrar soluciones. El incremento del gasto social relacionado con el envejecimiento se estima -¡para 2050!- en un 4,6% sobre el PIB en el promedio de la UE. Se presenta como "insoportable", pero resulta que es menor que la transferencia de renta desde el trabajo al capital provocada en los últimos años, antes citada.

En un entorno de desarrollo tecnológico no tiene sentido que la sociedad abandone cualquier horizonte de mejora incubado durante siglos. Ahora, más que nunca, genera suficiente riqueza para abordar cualquier crisis y financiar cualquier proyecto sostenible. Debe, eso sí, repartir mejor su carga. Y saber combatir los riesgos manufacturados y el reclamo interesado de soluciones urgentes. Cuando se afronta una nueva crisis, ésa es la mejor enseñanza. Sólo así es posible decir: "¡Juntos podemos!"

Ignacio Muro es economista
Enviada por Eurococos, Eurococas, às 08:51 12/09/2008, de Barcelona, Espanha


Precarização da Vida e do Trabalho: 1998, o ano que (ainda) não terminou
Por Silvia Bárbara

Voltou a tramitar na Câmara dos Deputados o projeto de lei 4302/98, que trata da terceirização de mão-de-obra e certamente o maior ícone do desmonte da legislação trabalhista da Era FHC.

Há cinco anos, Lula requereu o arquivamento da proposição. A mensagem presidencial até hoje não foi votada, o que deu margem para que o projeto de lei voltasse à pauta. Vale lembrar que ele já tramitou na Câmara e no Senado, onde sofreu modificação. Por isso, voltou para a primeira Casa. Uma vez aprovado, vai direto à sanção.

Por esse motivo, é urgente exigir que o governo e a base aliada se mexam para que a Câmara analise a mensagem presidencial e vote pelo arquivamento do projeto de lei.

Herança maldita...

Se é para falar em herança maldita, voltemos ao ano de 1998. Nesse ano, o Congresso aprovou uma série propostas do governo FHC que desregulamentavam a legislação trabalhista, entre as quais a suspensão temporária do contrato de trabalho (uma espécie de demissão sem custas rescisórias); o contrato por prazo determinado com redução do FGTS, o banco de horas e a "jornada parcial". Encaminhado ao Congresso em março de 1998, o PL 4302 se inscreve no kit predatório do tucanato.

Nenhuma das medidas daquele ano, contudo, foi tão perigosa como esta última proposição, que agora volta a atormentar os trabalhadores. Isso porque ela não se limita a "legalizar" a contratação terceirizada, mas corrompe os dois princípios basilares de toda a legislação trabalhista, inscritas nos artigos 2º e 3º da CLT: os conceitos de empresa e de empregado, a partir dos quais a relação de trabalho se define.

Seguramente, a aprovação do PL 4302/98 representa o fim do vínculo empregatício. Ele poderá até existir no papel, mas dificilmente será adotado pelas empresas. Veja por que:

a) O projeto generaliza a contratação terceirizada em caráter permanente e para qualquer atividade, urbana ou rural, inclusive do mesmo grupo econômico. A empresa poderá ter 100% dos seus funcionários por terceirização ou até mesmo quarteirização (esta possibilidade também está prevista na proposição).

b) O projeto assegura não haver "vínculo empregatício entre os trabalhadores ou sócios das empresas prestadoras de serviços (...) e a empresa contratante". Ora, isso legaliza aquela situação em que a empresa "propõe" ao seu empregado a abertura de uma empresa ou a adesão a uma pseudocooperativa. Um prato cheio para a Super-Receita analisar...

Afinal, quem são os "sócios" se não os funcionários que passaram a condição de "prestador de serviços", cooperados ou não ??. Esse é o grande "pulo do gato". Livra a empresa do ônus de contratar, promovendo, simultaneamente as reformas trabalhista e tributária.

c) Ainda que exista vínculo do empregado com a empresa prestadora de serviço, uma coisa é certa: ao contratar "serviços" e não mais pessoas, a empresa estará livre de cumprir as regras estabelecidas por Convenções Coletivas dos empregados agora substituídos por "terceirizados".

d) A proposta ainda retroage no tempo e declara "anistiadas dos débitos, das penalidades e das multas" as empresas que vinham contratando irregularmente, antes da eventual mudança.

e) Pior ainda: a nova modalidade instituída pelo projeto não vale para as empresas que já vinham contratando irregularmente (as mesmas que serão anistiadas). Para essas, os contratos "poderão adequar-se à nova lei", mediante contrato entre as partes.

f) O projeto ainda exime a empresa tomadora dos serviços da responsabilidade pelo não-pagamento das contribuições previdenciárias e/ou trabalhista. Embora seja ela a maior beneficiária, sua responsabilidade é apenas subsidiária em relação aos danos causados ao trabalhador ou aos cofres públicos.

Além de introduzir a terceirização como norma legal, o PL 4302 altera as regras de contratação temporária, também por empresa interposta. Entre outras medidas, um trabalhador poderá permanecer em uma empresa como "temporário" por até 270 dias ou prazo ainda maior, se constar de acordo ou convenção coletiva. Ao final do contrato, sai da empresa com uma mão na frente e outra atrás... A proposta também cuida de assegurar que não existe vínculo empregatício entre o empregado temporário e a empresa contratante.

O retorno do PL 4302/98 à pauta e o descaso com a mensagem presidencial que solicita o seu arquivamento configuram um ato de irresponsabilidade e má fé. Mas é também uma boa oportunidade de enterrar definitivamente um período ruim da nossa história. Caso contrário, 1998 será, de fato, o ano que não terminou...

Silvia Barbára, professora e diretora da FEPESP – Federação dos Professores do Estado de São Paulo e do SINPRO-SP – Sindicato dos Professores de São Paulo
Enviada por Almir Américo, às 23:43 11/09/2008, de São Paulo, SP


¡MITIN DE SOLIDARIDAD CON BOLIVIA!
La derecha racista boliviana, con apoyo de Estados Unidos, ha desencadenado finalmente un abierto y violento proceso de golpe de estado contra el gobierno y la Constitución que democráticamente se ha dado el pueblo boliviano. Escondida tras la máscara de un supuesto movimiento cívico por la autonomía, pretende desintegrar a Bolivia para preservar los viejos intereses oligárquicos e imperiales, y desconocer la voluntad ampliamente mayoritaria que ratificó en el reciente referéndum a Evo Morales.

El verdadero pueblo, mayoritariamente indígena, está resistiendo a los sicarios que han sido contratados por los prefectos, utilizando los recursos públicos y el apoyo económico de la embajada norteamericana, para realizar actos terroristas como explosiones en ductos de gas, bloqueo de rutas, toma de aeropuertos. Estos grupos han realizado actos vandálicos y saqueos a empresas y oficinas de gobierno, lesionado de muerte a varios compañeros en Santa Cruz, Pando y Tarija; significativamente hoy, 11 de septiembre, han extendido la violencia a Pando, donde hay por lo menos 4 muertos.

Frente a esto, el gobierno de Evo Morales ha expulsado del país al Embajador de Estados Unidos por su abierta intromisión y la situación está llegando a su máxima tensión. Hoy es de la mayor urgencia que los pueblos del mundo manifiesten su solidaridad para impedir la escalada de la violencia y los intentos golpistas que buscan echar atrás el proceso de transformación democrático y soberano que ha emprendido el pueblo boliviano y el gobierno de Evo Morales.

Por ello, convocamos urgentemente a pronunciarnos en un mitin contra la intentona golpista este viernes 12 de septiembre a las 17:00 hs. frente a la Embajada de Estados Unidos, en la ciudad de México, D.F.

¡RECHACEMOS EL GOLPE DE ESTADO PROMOVIDO POR LA DERECHA BOLIVIANA!

¡FUERA LA INTERVENCIÓN NORTEAMERICANA DE BOLIVIA!

Comité Mexicano de Solidaridad con Bolivia
Enviada por Gustavo Codas, às 23:30 11/09/2008, de São paulo, SP


Números mostram que é possível mudar este país
Clique aqui para ampliar o gráfico
O ritmo acelerado do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre já provocou uma revisão para cima nas projeções para a evolução da economia em 2008 e também em 2009. Neste ano, os economistas prevêem que o PIB pode repetir o desempenho do ano passado e ficar próximo a 5,4%.

Segundo o IBGE, o PIB do segundo trimestre de 2008 cresceu 6,1% sobre igual período de 2007 e 1,6% sobre os primeiros três meses de 2008.

Ritmo chinês

O consumo das famílias e do governo e o investimento mantiveram um ritmo chinês nos últimos quatro trimestres. Com alta de 8,4%, a demanda interna puxou o crescimento de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) no semestre, em relação aos primeiros seis meses de 2007.

É verdade que nem só de consumo vive um país, mas fica cada vez mais difícil afirmar que estamos vivendo uma crise, ainda mais quando entramos no 19o. trimestre de crescimento do consumo das famílias brasileiras.

Os números indicam que há espaço para uma pauta mais arrojada e ousada. A classe trabalhadora tem uma oportunidade inédita para avançar em suas reivindicações e melhorar sua condição de vida, lutando por justiça e igualdade, aproveitando este período de democracia, liberdades civis e crescimento econômico.

A questão agora é saber se nos contentaremos com a atual situação ou batalharemos para ampliar a participação dos Trabalhadores nos resultados obtidos com o crescimento economico.

O Brasil ainda está muito longe de ser um país justo, plenamente democrático e com igualdade social. As brutais diferenças econômicas e sociais ainda persistem e ainda não somos nenhum exemplo de distribuição da renda gerada às custas do suor e esforço da Classe Trabalhadora.

Muito se avançou, é verdade, mas há muito por fazer ainda.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:04 11/09/2008, de Curitiba, PR


É uma graça! PIB cresce 6% mas urubu da Miriam Leitão não acredita
Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político - o PiG, Partido da Imprensa Golpista

- O PIB cresceu 6%.

- Um resultado espetacular, não caro leitor?

- Não, não se iluda com a fantasia dos números.

- Siga o trilho lançado por Renato Machado e Miriam Leitão, hoje, no "Bom (?) Dia Brasil" para chegar à verdade verdadeira dos fatos.

- Machado e Miriam ressaltaram que o crescimento de 6% tem que ser acompanhado de um "ainda!"

- Provisório.

- Passageiro.

- Efêmero.

- Fugidio.

- Na verdade, uma quimera.

- A Miriam Leitão retirou um dos urubus que ela cria numa gaiola embaixo da cama e levou para o estúdio.

- Uma espécie de "Louro José" da Ana Maria Braga.

- O urubu informou que a estatística do IBGE captou um momento especialíssimo, antes da Crise.

- Que Crise?

- Crise?

- Qualquer Crise.

- O urubu previu que o PIB do ano que vem será menor do que o deste ano.

- Que o PIB do outro ano será menor do que o do ano que vem.

- E, quando houver a eleição de 2010, a economia brasileira estará numa recessão profunda, só parecida com aquela dos anos dourados do Farol de Alexandria, e o presidente eleito José Serra, então, será empossado nos braços de um povo esfomeado e maltrapilho.

- O urubu da Miriam estava tristíssimo ...

Fonte: Conversa Afiada
Enviada por CNM-CUT, às 11:29 11/09/2008, de São Paulo, SP


Comenzó el golpe fascista en Santa Cruz, denuncia el gobierno boliviano
"Somos lo suficientemente fuertes como para partir al país", amenaza un diputado cruceño de Podemos

El gobierno boliviano comunica a la comunidad nacional e internacional que en la ciudad capital del departamento de Santa Cruz se ha puesto en marcha un golpe de estado civil a la cabeza del presidente del Comité Cívico Branco Marinkovic, y con la tolerancia del prefecto Rubén Costas. El Poder Ejecutivo no responderá a las "provocaciones de grupos fascistas" y defenderá la democracia y la unidad nacional sin declarar estado de sitio en las zonas convulsionadas.

El gobierno denunció en las últimas semanas que se venía gestando una asonada violenta en Santa Cruz con apoyo interno y externo. Hoy se materializaron los malos presagios y "se dio inicio a un golpe de estado cívico prefectural contra la unidad del país y la democracia", dijo el ministro de Gobierno Alfredo Rada.

Estudiantes, activistas de la Unión Juvenil Cruceñista (UCJ) y lumpen de los grupos de choque del movimiento cívico empresarial de Santa Cruz asaltaron este martes las oficinas de Impuestos Internos, Instituto Nacional de Reforma Agraria (INRA) y la Empresa Nacional de Telecomunicaciones (ENTEL).

Los delincuentes robaron computadoras, televisores, equipos telefónicos y otros bienes públicos, y quemaron muebles y documentación. Apalearon a conscriptos y policías que custodiaban los bienes del Estado. Luego de destruir entidades públicas estatizadas hace poco; los unionistas incendiaron las oficinas del Centro de Estudios Jurídicos y Sociales (CEJIS). Además, activistas de la UJC quemaron las instalaciones de Radio Patria Nueva y asaltaron las oficinas de Televisión Boliviana Canal 7 en Santa Cruz y robaron equipos. Obligaron a Radio Alternativa a suspender emisiones e intimidaron a otros medios no alineados con el autonomismo patronal, tal y como ocurrió la semana pasada en Cobija, donde cuatro radioemisoras tuvieron que interrumpir su trabajo en resguardo de la integridad física de sus periodistas.

Se instala una especie de "terrorismo regional y cívico en cuatro departamentos para secuestrar la voz del pueblo y de las conciencias libres que tratan de expresar sus opiniones", lamentó el ministro de la Presidencia Juan Ramón Quintana. Lo curioso es que la Asociación Nacional de la Prensa (ANP), fiel guardiana de los medios privados, no ha dicho una sola palabra en defensa de la "libertad de expresión".

El ministro de Defensa Walker San Miguel valoró la templaza de los efectivos de las Fuerzas Armadas y de la Policía que se enfrentaron a los vándalos "sin disparar ni una bala", aun a costa de su seguridad personal, conscientes de que la ultra derecha busca muertos y heridos como bandera política.

El ministro Rada responsabilizó de todo lo ocurrido en Santa Cruz al dirigente cívico Marinkovic y al prefecto Costas, quien no cumple con su obligación elemental de garantizar la tranquilidad ciudadana y la convivencia pacífica y "desde las sombras alienta este tipo de actos violentos. Estos dos personajes alentaron, promovieron y llevaron adelante esta violencia fascista y racista".

San Miguel reveló que los grupos opositores planean tomar en las próximas horas la refinería de Palmasola e interrumpir la producción de carburantes, pero "los fascistas no pasarán". "Lo que están atacando en el fondo es la democracia. Quieren derrumbar el orden institucional que se ha construido con tanta dificultad, pero no lo vamos ha permitir porque tenemos el apoyo popular", aseguró Quintana.

El gobierno no declarará estado de sitio regionalizado, pues esa extrema medida constitucional radicalizaría aún más a las hordas de choque de la ultra derecha. Además, las libertades democráticas de un millón de habitantes en Santa Cruz no pueden ser alteradas por la obra de 500 o mil malandrines, explicó el ministro San Miguel.

Las autoridades del Poder Ejecutivo dicen enfrentar a criminales y delincuentes comunes que responden a un régimen terrorista demente que se quedó sin argumentos políticos y que es incapaz de debatir democráticamente.

El gobierno apelará a instrumentos legales y constitucionales para detener el golpe cívico fascista. Prefiere esperar a que el puñado de violentos organizados y financiados por algunos poderes locales se desgaste, y que el timorato Poder Judicial encarcele a los cabecillas.

Les toca a las autoridades judiciales "poner en su lugar" a los vándalos que maltratan a la gente y que roban los bienes públicos; a las pseudo autoridades regionales que mandan a golpear a jefes policiales, que desafían a las autoridades militares y que amenazan con tomar cuarteles; y a los "padres de la patria" que convocan abiertamente a la sedición.

El ganadero, terrateniente y jefe de bancada de los diputados de Podemos Antonio Franco "aplaudió" las tomas en Santa Cruz. Fomentó los saqueos el diputado Pablo Klinsky (Podemos), hombre de confianza de Marinkovic.

"No nos van atropellar, si vamos hablar de enfrentarnos hablemos de enfrentarnos, si vamos a hablar de guerra habrá guerra, pero no nos van imponer las cosas. Somos lo suficientemente fuertes como para partir al país y si tengo que agarrar un palo, una onda, un arma, lo voy hacer, pero voy a defender mi territorio y nadie va a pasar por encima", desafió el diputado de Podemos por el departamento de Santa Cruz Oscar Urenda.

Fonte: Redacción Bolpress
Enviada por Gustavo Codas, às 11:20 11/09/2008, de São Paulo, SP


Entenda como as empresas violam as leis brasileiras quando você compra um computador
Por Vinícius André Massuchetto

Após publicar o modo como eu consegui a devolução o dinheiro do Windows do meu computador, recebi mais um relato de outro colega: Marcelo Vilar em Maringá-PR, novamente com a Dell. O que esse caso tem de mais especial? O acionamento do PROCON-PR.

O Marcelo não conseguiu o reembolso diretamente com a Dell (ao contrário do Manoel Pinho e um amigo do André Noel), e então ele foi procurar algumas vias legais com o PROCON, que felizmente conseguiu resolver o problema.

Ao contrário do que muita gente pensa, Windows não “vem junto de graça”. O custo da empresa de fornecer o computador com sistema operacional é repassado ao consumidor, e como são empresas diferentes prestando serviços diferentes, essa venda caracteriza a famosa prática da venda casada:

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:
I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;
Redação dada pela a Lei nº 8.884, de 11/6/1994.

E a Lei 8.137 de 27/12/1990:

Art. 4°. Constitui crime contra a ordem econômica:
(…)
Art. 5° Constitui crime da mesma natureza:
II - subordinar a venda de bem ou a utilização de serviço à aquisição de outro bem, ou ao uso de determinado serviço;

Se o consumidor optar por não receber ambos os serviços (computador e sistema operacional), a empresa deve então fornecer o produto sem sistema operacional, o que no caso classifica a devolução do dinheiro do Windows.

Além da legislação Brasileira temos também a licença do Windows Vista, mais conhecida como EULA (Termo de Aceitação do Usuário Final ou Termo de Ativação do Produto):

Usando este software você aceita estes termos. Se você não aceitá-los, não use o software. O invés disso, contate o distribuidor para um reembolso ou crédito. Se você não conseguir um reembolso, contate a Microsoft ou o serviço afiliado Microsoft no seu país para informações sobre as políticas de reembolso da Microsoft.

Não recomendo que ninguém procure a Microsoft, mas sim o órgão de defesa do consumidor mais próximo. Em alguns estados a política destes órgãos pode ser um pouco diferente e menos incisiva do que o do PROCON-PR, que nesse caso pode vir a caber ao Juizado Especial.

O negócio é mais simples do que parece: Se você não vai usar o Windows, vá atrás da devolução do seu dinheiro. Assim estamos cada vez mais estimulando a indústria de computadores a ser flexível e dar mais oportunidades para as pessoas que utilizam outros sistemas operacionais, favorecendo a concorrência e qualidade dos mesmos.

Veja aqui como fazer para conseguir o reembolso do dinheiro pago pela compra casada do computador com sistema operacional Windows.

Quem são realmente os piratas modernos, hein???

Fonte: www.guiadohardware.net
Enviada por Sérgio Bertoni, às 00:32 11/09/2008, de Curitiba, PR


Volks melhora proposta e metalúrgicos encerram greve de seis dias
Trabalhadores da Volks retornam ao trabalho após seis dias em greve

Acabou na manhã de 9 de setembro a greve dos metalúrgicos das montadoras da Grande Curitiba. Em assembléia, os cerca de 4 mil trabalhadores da Volkswagen-Audi aprovam, por unanimidade, a nova proposta apresentada pela direção da fábrica: 11% de reajuste salarial a serem aplicados a partir de novembro.

O índice é composto por 7,15% da correção da inflação acumulada nos últimos doze meses, mais 3,6% de aumento real. Haverá ainda um abono de R$ 2 mil a serem pagos no próximo dia 15. Ficou definido também que os seis dias de paralisação serão descontados do adicional de horas extras dos trabalhadores. A montadora alemã instalada em São José dos Pinhais era a única a ainda continuar em greve. Na Renault, os metalúrgicos voltaram ao trabalho na sexta, dia 5, e na Volvo, na terça, dia 2. Nos seis dias de paralisação, a Volks deixou de produzir aproximadamente 5,1 mil veículos.

O avanço em relação à primeira proposta foi de cerca de 3,5%. No início das negociações, a Volks propôs, ainda via Sinfavea (sindicato patronal) um aumento real de apenas 0,5% a serem aplicados em dezembro, sem abono. Com o início da greve e o rompimento das negociações com o patronal, a empresa aumentou sua proposta: 2,66%¨de aumento real para novembro, os 7,15% da inflação, além de um abono de R$ 1,5 mil, totalizando cerca de 10% de reajuste.

Com a reprovação dessa proposta e a continuidade da greve, a Volks propôs ontem 11% de reajuste para setembro e abono de R$ 1.450,00. A polêmica então girou em torno do valor do abono, inferior aos R$ 1,6 mil e R$ 1,5 mil pagos na Renault e Volvo, respectivamente, e à proposta da empresa de descontar do salário dos trabalhadores os dias de greve até janeiro de 2009 (um dia por mês). A nova proposta, que acabou sendo aceita por unanimidade, foi apresentada no final da tarde de ontem. Os 11% de reajuste para novembro, só que um abono maior e os dias parados sendo descontados do adicional de horas extras, agradou à categoria, que optou por encerrar a greve de seis dias e voltar ao trabalho.
Enviada por Célio Padilha, às 00:11 11/09/2008, de Curitiba, PR


Metalúrgicos de Taubaté aprovam acordo com as Montadoras
Proposta garante conquista histórica da categoria

Os metalúrgicos das Montadoras de Taubaté, Volkswagen e Ford, aprovaram a proposta de reajuste salarial apresentada em assembléia na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté neste domingo, dia 7, às 9h.

Depois de uma negociação de 12 horas que terminou às 4h da manhã do último sábado, dia 6, os metalúrgicos conquistaram aquele que está sendo considerado o melhor acordo com aumento real no país.

Os trabalhadores receberão um reajuste salarial de 11,01% (sendo 7,15% correspondente ao INPC acumulado de 1º de setembro de 2007 a 31 de agosto de 2008, acrescido de 3,6% de aumento real) que será concedido para os salários até o teto de R$ 7.500,00.

Ainda segundo a proposta, para os salários superiores ao teto (R$ 7.500) será incorporado o INPC de 7,15%, e acrescida a parcela fixa de R$ 289,30. O piso salarial foi reajustado e passou de R$ 1.110 para R$ 1.250, um acréscimo de 12,6%.

Também foi aprovado um abono salarial único para todos os metalúrgicos nas Montadoras no valor de R$ 1.450,00, que será pago em 22 de setembro. Se somado ao abono, o aumento real chega a 5%, uma conquista histórica da categoria.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, Isaac do Carmo, a mobilização dos trabalhadores foi fundamental para a conquista desse acordo com as Montadoras.

“Parabenizamos os trabalhadores pela sua mobilização e unidade na luta que garantiram a conquista desse que é o maior valor de aumento real no país”, disse Isaac.

Na base de Taubaté as Montadoras Volkswagen e Ford tem 7.187 trabalhadores.

No total, são 45 mil metalúrgicos que trabalham nas Montadoras nas regiões de Taubaté e do ABC e a data-base é 1º de setembro.
Enviada por Sindmetau, às 13:03 10/09/2008, de Taubaté, SP


Sobre os sindicatos dos professores universitários
Recentemente publicamos neste sítio artigos sobre a fundação do Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Federal, assim como denuncias em relação a condução do processo e um manifesto de apoio ao ANDES-SN.

Por conta disso recebemos e-mails de companheiros e companheiras perguntando-nos qual é a nossa posição em relação ao tema.

Deixamos claro que a posição de TIE é bastante clara e está expressa em seus princípios publicados aqui neste sítio. Clique aqui para conferí-los.

Porém, nunca é demais reafirmar que este é um espaço democrático e aberto às distintas posições e opiniões políticas. É claro que aqui não se publicam manifestos ou idéias da direita golpista nem a favor do pensamento liberal demo-tucano-udenista.

TIE defende a Democracia, o Pluralismo, o Internacionalismo, a Transparência, o Protagonismo do Ativismo de Base, a Autonomia e o Respeito Mútuo, como base da defesa conseqüênte dos direitos e interesses dos Trabalhadores, essenciais no processo de mudanças estruturais tão almejados pelo conjunto da sociedade.

Consideramos que o conflito existente entre os professores universitários brasileiros faz parte do processo democrático e de construção de um sindicalismo livre e autônomo, onde todos estamos aprendendo, mesmo que pelos caminhos mais tortuosos e dolorosos para a classe trabalhadora.

É importante que se ressalte que toda e qualquer ação do movimento sindical só é legitima se respaldada pelos Trabalhadores de Base associados a um ou outro sindicato, a uma ou outra central sindical.

Cabe aos noss@s leitores/as e companheir@s tirar suas próprias conclusões!

Afinal, pessoas Livres e Democráticas não precisam de tutela nem se deixam ser manipuladas, a não ser que assim o desejem.
Enviada por TIE-Brasil, às 12:12 10/09/2008, de Curitiba, PR


SIMECAT conquista benefícios para demitidos
A Mitsubishi Motors a mais ou menos 15 dias, realizou demissões em massa. Demitiram cerca de 130 trabalhadores entre novatos e veteranos e um dos diretores do SIMECAT Danilo da Silva Nunes, justificando que a queda nas vendas seria o motivo. Mas o SIMECAT/ Força Sindical-Go, não se calaram e foram à luta.

Os diretores do sindicato em sistema de revezamento montaram acampamento na porta da empresa e Danilo em protesto representando os demitidos, foi acorrentado ao portão da MMC. O diretor recebeu apoio de dois companheiros que também foram desligados da empresa: Wendel Alexandre Sucena, pai de duas meninas trabalhou na MMC durante quatro anos registro sua revolta: "Estou sem sorte além de perder o emprego, minha esposa me deixou" e, Marcelo Dias Alves portador de doença ocupacional, trabalhador da MMC há seis anos e quatro meses retrucou sobre as demissões: "Esta foi uma falta de respeito muito grande com os trabalhadores, uma covardia", Marcelo têm quatro filhos e um deles possuidor de deficiência mental.

Carlos Albino, presidente do SIMECAT/Força Sindical-Go, juntamente com Heleno Bezerra, presidente da Confederação Metalúrgica de São Paulo, reuniram-se com o presidente da MMC, Paulo Ferraz para reivindicar sobre as demissões: "Nos reunimos com o presidente da empresa e conseguimos em comum acordo, amenizar um pouco a situação dos trabalhadores, assegurando a eles alguns benefícios até que consigam alguma colocação no mercado de trabalho".

A proposta apresentada ao presidente da MMC foi repassados aos trabalhadores da empresa em assembléia realizada na segunda-feira (08/09), às 06:30, na porta dos Distrito Industrial de Catalão – DIMIC, foram as seguintes: Uma cesta básica de R$ 100,00, plano de saúde por três meses, admissão dos companheiros ficha limpa (bom comportamento). Já foram recontratado 22 trabalhadores dos 130 demitidos.

"Agora a próxima etapa será a Campanha Salarial, que terá um impulso diferente, a garra será ainda maior", finaliza Albino. Durante o manifesto, na porta da MMC, vários trabalhadores doaram alimentos, a pedido do sindicato, para montarem cestas básicas. Elas serão entregues aos trabalhadores, pais e mães de famílias, desligadas da empresa.

Fonte: Assessoria de Imprensa do SIMECAT
Enviada por Mundo Sindical, às 15:50 09/09/2008, de São Paulo, SP


Metalúrgicos de Camaçari conquistam jornada de 40 horas semanais
Os metalúrgicos do complexo Ford de Camaçari (BA) acabam de fechar um acordo histórico com a montadora norte-americana, reduzindo a jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salários. O resultado traduz uma nova e significativa vitória da categoria no embate em torno do tempo de trabalho, que começou logo após a implantação da fábrica no município, em 2001.

Naquela época a jornada de trabalho era de 44 horas semanais. Na campanha salarial de 2002 (a data-base é em julho), depois de muita luta e a decretação de uma greve, a categoria conseguiu reduzir a jornada para 42 horas. Conquistaram uma nova redução em 2004, para 40h50m semanais. Neste ano, depois de uma paralisação de 24 horas realizada há cerca de 15 dias, houve um novo avanço, com a obtenção das 40 horas no final de agosto, que por sinal é a reivindicação unificada das centrais sindicais no abaixo assinado encaminhado recentemente ao Congresso Nacional e na campanha nacional pela redução da jornada.

Para manter o nível de produção os metalúrgicos concordaram em trabalhar oito sábados em dois anos, um a cada quadrimestre, recebendo R$ 3.700,00 cada e ainda com direito a oito folgas consecutivas durante as férias. A categoria já tinha conquistado um reajuste de 9,5% ao fechar a campanha salarial, o que embute um aumento real de 3,5% pelo ICV-Dieese. O dia parado será descontado, mas o desconto não incidirá sobre férias, 13º, DSV (Descanso Semanal Remunerado) ou PLR.

De acordo com lideranças da categoria, a experiência desde 2001 indica que a redução da jornada estimula um aumento da produtividade do trabalho e não compromete a produção, de forma que em médio prazo a empresa (e seus proprietários nos EUA) acaba lucrando com a medida.
Enviada por Mundo Sindical, às 15:45 09/09/2008, de São Paulo, SP


Manifesto de apoio ao ANDES-SN
O ANDES-Sindicato Nacional construiu sua história em estreito contato com os inúmeros problemas da sociedade brasileira, mormente aqueles concernentes à educação pública, em todos os seus níveis e modalidades, à ciência e à tecnologia, visando a construir formas de abordá-los, na busca de solução para a enorme desigualdade social e na perspectiva da soberania nacional. Marcos desta intervenção foram as participações no processo constituinte, na elaboração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, na construção socialmente referenciada do Plano Nacional de Educação: proposta da sociedade brasileira, entre outras, as quais testemunhamos e das quais, mesmo, fomos partícipes. No caso específico da educação superior, o ANDES-SN construiu coletivamente sua Proposta para a Universidade Brasileira e a vem continuamente aprimorando, referenciada no padrão unitário de qualidade para a educação, conceituada como direito social. Essa inserção do ANDES-SN na vida nacional garantiu-lhe, ao longo do tempo, o reconhecimento público, pela sociedade e pelo Estado, e a legitimidade de um sindicato classista, autônomo, democrático e combativo.

Num país cuja história sindical é marcada, desde a era Vargas, pelo atrelamento da grande maioria das organizações de trabalhadores ao Estado, o ANDES-SN se caracteriza como exceção, por sua firme organização pela base e pela articulação permanente da luta específica da categoria docente com as lutas mais gerais de toda a população brasileira. São exemplos recentes desta articulação, entre o específico e o geral, as análises e ações empreendidas: em defesa da previdência social distributiva e pública; contra a subordinação da pesquisa e do ensino aos interesses do capital, portanto, contra as parcerias público-privadas nos moldes propostos, contra a lei de inovação tecnológica, contra a interferência das fundações privadas nas universidades públicas e contra, também, o programa PROUNI e outras intervenções a favor do ensino mercantil.

Por outro lado, o ANDES-SN sempre foi um ardoroso defensor da educação superior pública e da autonomia universitária, o que implicou a luta: pela expansão de vagas e oportunidades; por um financiamento público, estável, previsível e em montantes compatíveis com as tarefas da universidade; e por uma verdadeira gestão democrática nas instituições. Como conseqüência, o sindicato colocou-se contra o programa REUNI e os IFET, por não proporcionarem a expansão do sistema com manutenção, muito menos crescimento, da qualidade socialmente referenciada. Por fim, o sindicato sempre se colocou a favor da livre organização, tanto de movimentos sociais quanto de sindicatos e contra qualquer contribuição sindical compulsória, cultivando a autonomia sindical, perante as direções das instituições, os partidos políticos e os governos, como valor intrínseco.

No presente cenário, a represália a essa postura autônoma se dá por meio da suspensão do registro sindical do ANDES-SN pelo governo federal e do fomento, por este último, à constituição de organização paralela, objetivando obter, por meio desta, sustentação às suas ações, que, freqüentemente, retiram direitos dos trabalhadores e se esquivam diante das demandas legitimamente apresentadas pela categoria docente.

Referenciados neste histórico de lutas e julgando importante a manutenção desta perspectiva, os abaixo-assinados registram seu apoio ao ANDES Sindicato Nacional, seu reconhecimento da legitimidade dessa entidade para representar os docentes das instituições de ensino superior e seu repúdio às ações divisionistas, no seio da categoria, como acima mencionado.

2 de setembro de 2008

Assinam:
Armando Boito Jr.; Aziz Ab´Saber; Carlos Nelson Coutinho; Dermeval Saviani; Fábio Konder Comparato; Francisco Miraglia; Francisco de Oliveira; Gaudêncio Frigotto; João dos Reis Silva Jr.; Leandro Konder; Lúcia M. W. Neves; Otaviano Helene; Paulo Arantes; Plínio de Arruda Sampaio; Reinaldo Gonçalves; Ricardo Antunes; Roberto Leher; Roberto Romano; Valdemar Sguissardi; Valério Arcary; Virgínia Fontes; Warwick Kerr.
Enviada por NPC, às 14:52 09/09/2008, de Rio de Janeiro, RJ


A esquerda mingua enquanto a direita marca a agenda na Europa
Partidos progressistas retrocedem em quase toda a UE. A globalização desgasta as receitas tradicionais e as bases da social-democracia

Por Pere Rusiñol e Walter Oppenheimer (Madri e Londres)

Na península Ibérica ela resiste, embora cada vez mais desbotada. Mas no resto da Europa a esquerda diminui em uma velocidade inédita: a direita ganha eleição após eleição - dirige 19 dos 27 governos da UE -, impregna as políticas supostamente de esquerda e se impõe na agenda da UE - diretriz de imigração, extensão da jornada de trabalho, etc - quase sem encontrar resistência. O que acontece com a esquerda européia? Onde está?

"A esquerda não soube enfrentar o relativo declínio do Estado em comparação com a globalização", explica o historiador britânico Eric Hobsbawm, de 91 anos. "O Estado nacional, que foi o marco essencial para muitos dos programas de esquerda, não está mais em posição de gerar as reformas que a esquerda reformista estava disposta a implementar, ou de transformar-se totalmente em uma economia socialista."

Na sua opinião, "a esquerda foi substituída, talvez temporariamente, por grupos de pressão especiais a favor de assuntos às vezes identificados com a esquerda no passado, que não são completamente idênticos ao programa geral da esquerda, como a emancipação das mulheres, o liberalismo cultural ou o meio ambiente". É parecida a análise de Nicolás Sartorius, ex-dirigente da Izquierda Unida (IU, coalizão de eco-socialistas e comunistas) e do primeiro sindicato da Espanha, Comissões Operárias (CCOO), hoje vice-presidente da Fundação Alternativas. "As políticas social-democratas podiam funcionar no âmbito do Estado-nação. Mas a globalização não só começou a erodir o Estado-nação, como tudo o que se havia construído sobre ele. Por isso é tão necessário construir a Europa e um discurso global", afirma.

Em nenhum lugar como na Europa se nota com maior nitidez a decadência da esquerda clássica. Todos os seus feudos, até os que foram exemplos para progressistas do mundo inteiro, estão arrasados: na França os socialistas não ganham eleições presidenciais desde 1988 e o partido se transformou em um reino de parcialidade. Na Alemanha, o outrora todo-poderoso Partido Social-Democrata se dilui em um governo de coalizão dirigido pela democrata-cristã Angela Merkel, perde muitos militantes e no domingo liquidou a etapa chefiada por Kurt Beck nomeando candidato a chanceler Frank-Walter Steinmeier, com a esperança de pelo menos salvar os móveis. Na Itália, a esquerda foi incapaz de deter um personagem como Silvio Berlusconi, que recuperou o poder tirando a poeira de pulsões fascistas, e pela primeira vez não há no Parlamento nenhum deputado comunista: o declive eleitoral da esquerda não afeta só o ramo majoritário.

Nem mesmo os países escandinavos são o que foram. O famoso modelo sueco nunca esteve tão ameaçado: os social-democratas não dirigem mais o governo sueco nem o finlandês. E as pesquisas lhe são contrárias na Noruega, onde dirige uma grande coalizão heterogênea.

Trata-se de uma situação conjuntural ou existe esse mar de fundo mais profundo de que fala Hobsbawm? A maioria dos dirigentes da esquerda institucional opta pela primeira e a vê como um fenômeno passageiro. "Creio que se trata de um efeito de pêndulo; em 2000 a situação era exatamente a oposta e a esquerda predominava claramente", afirma Enrique Barón, chefe dos socialistas espanhóis no Parlamento Europeu. Muito mais contundente é Javier Caldera, que transferiu o otimismo irredutível de José Luis Rodríguez Zapatero à frente da nova fundação Ideas do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol): "A situação atual é conseqüência da última década, mas agora tudo está mudando: estamos em um momento de renascimento da esquerda e dos valores progressistas, como demonstra o ímpeto de Obama nos EUA e sua recepção na Europa". E acrescenta: "O que está em retrocesso é o pensamento neoconservador".

Nas antípodas se situa o historiador Josep Fontana, professor emérito da Universidade Pompeu Fabra em Barcelona. Não é que a esquerda esteja em declínio, ele diz, mas que simplesmente se extinguiu. "Os velhos partidos social-democratas se transformaram só em democratas: partidos moderados de centro que se preocupam com os direitos individuais, mas não com os sociais. E à esquerda disso não ficou simplesmente nada", salienta.

Sua análise combina muito bem, por exemplo, com a situação vivida no Reino Unido sob os trabalhistas: para voltar ao poder, e sobretudo para se manter nele, Tony Blair e Gordon Brown arrastaram o partido para o centro e se apoderaram de áreas que tinham sido dominadas pelo pensamento de direita. Mas, desgastados depois de cerca de três legislaturas governando e sem o carisma do Blair dos anos 1990, agora se vêem incapazes de oferecer algo que os diferencie dos conservadores. Fontana considera que a situação atual tem claros paralelos com o século 19: "A política do século 19 gira ao redor de dois pólos - liberal e conservador - e o aparecimento do PSOE é testemunhal. Hoje o esquema é parecido porque a velha esquerda se deslocou completamente para o centro. Não há nada que indique uma alternativa, e, portanto o binômio também pode durar muito. Mas na medida em que os problemas se tornem evidentes vai acabar surgindo algo para preencher o vazio".

A hegemonia da direita não se expressa só na esmagadora maioria de países que ela governa na UE. Vai além: nos raros países onde a esquerda governa, promovem-se muitas vezes políticas indiferenciáveis das dos Executivos de direita: enrijecimento das políticas migratórias, redução das liberdades civis em nome da política antiterrorista, liberalização a todo custo do mercado de trabalho, subordinação aos EUA. O governo trabalhista britânico foi a vanguarda dessa agenda na UE, onde sempre encontrou a cumplicidade da esquerda dos países do Leste, que depois de décadas de totalitarismo parecem tê-las incorporado em seu DNA.

O próprio Executivo de José Luis Rodríguez Zapatero, o queridinho da esquerda européia na última legislatura, parece apontar na mesma direção. O símbolo da virada é o Departamento de Trabalho: Caldera, responsável pela regularização dos imigrantes e pelo sotaque social do governo, foi substituído por Celestino Corbacho, defensor da "mão dura" e do fechamento de fronteiras. Apesar de o governo negar qualquer virada, os socialistas espanhóis a deixaram patente ao votar no Parlamento Europeu a diretriz de imigração, que autoriza a retenção dos sem-papéis durante 18 meses: 16 dos 19 socialistas espanhóis se afastaram do grupo e a apoiaram.

"Não fomos os únicos socialistas que votamos a favor. Muitos alemães também o fizeram: os que temos responsabilidades de governo", salienta Barón, encarregado de fechar o voto. Barón se indigna diante da leitura que foi feita: "Houve muita demagogia: essa diretriz está longe de ser perfeita, mas abre caminho para impor limites em lugares onde não havia", explica. E acrescenta: "A diretriz melhora o marco atual, apesar de o contexto ser de maioria conservadora".

Barón é um exemplo dos que acreditam que o problema da esquerda é exatamente que evita os assuntos incômodos e, portanto deixa o caminho livre para a direita. "É preciso enfrentar a realidade", afirma. "Estamos em um momento de mudança e muita gente tem dificuldade de acesso aos serviços públicos. Bastiões da esquerda votam à direita. Quando não se enfrentam as situações, é mais fácil buscar bodes-expiatórios. Nosso objetivo é enfrentá-la para evitar os guetos, ajudar na integração e conseguir que haja uma política de imigração européia."

O pragmatismo diante da cerração ideológica como melhor receita para que a esquerda recupere o poder encontrou sua expressão mais contundente no dirigente francês Manuel Valls. Ele acaba de publicar um livro intitulado "Para Acabar com o Velho Socialismo e Ser Finalmente de Esquerda". Ele defende uma tábula rasa. Um objetivo e uma linguagem que lembram o big bang lançado em sua época por Michel Rocard e que acabou em nada.

O problema é que as fórmulas para o sucesso estão longe de ser científicas e muitas vezes são antagônicas. A de Caldera, por exemplo, alheio ao rumo apontado pelo governo do PSOE, é reforçar a identidade de esquerda: "Se a esquerda sai de seu trilho e vai para os valores conservadores, está perdida", salienta. Em alguns casos, sobretudo o dos movimentos sociais, a decadência da esquerda se explica inclusive como conseqüência desse pragmatismo. "Os partidos chamados de esquerda aceitaram todos os preconceitos dos conservadores. Seu grande problema é que perderam credibilidade. Pedem o voto de esquerda, mas depois promovem políticas de direita em nome do pragmatismo", acusa Esther Vivas, ativista da Rede de Consumo Solidário e do Fórum Social, entre outros.

Os novos movimentos sociais nos quais Vivas milita demonstraram às vezes certa força, como nas marchas contra a guerra do Iraque, mas sua influência está longe de igualar a que tiveram os sindicatos, outra base da tradição da esquerda que se encontra em crise. Como é possível que a UE planeje um dos maiores ataques ao seu modelo social com a semana de trabalho de 60 horas - que às vezes poderia chegar a 78 - e os sindicatos ainda não tenham saído às ruas?

"Estamos muito preocupados com esse projeto de diretrizes, mas não é fácil mobilizar; antes é preciso se explicar muito bem", explica Catelene Passchier, secretária da Confederação Européia dos Sindicatos (CES). "A grande questão é: podemos parar a diretriz? Para isso é básico trabalhar com o Parlamento, o único que pode pará-la, e estamos fazendo isso. Somos otimistas", acrescenta. Em seu momento, quando a Eurocâmara voltar a debatê-lo, o CES também projeta manifestações. "Precisamos de tempo para prepará-las porque hoje é mais difícil organizá-las, mas serão um sucesso", conclui.

O mundo mudou e seus novos contornos ainda são difusos demais, mas para alguns acadêmicos a crise não é só da esquerda. É o que crê Rodney Barrer, professor da London School of Economics: "A esquerda está em crise pela mesma razão que a direita está em crise: durante a maior parte do século 20 havia um mapa ideológico claro, com posições ideológicas coerentes esquerda-direita. Se em 1950 eu lhe dissesse que era a favor de nacionalizar indústrias você saberia o que eu pensava sobre armamento nuclear ou as relações Igreja-Estado. E se lhe dissesse que era a favor de mais disciplina na família, saberia o que pensava sobre o imposto de transmissões patrimoniais ou os sindicatos. Hoje não há mais posições ideológicas claras, e os partidos as procuram continuamente. Muitas vezes só no nível da imagem".

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
Enviada por Antonio Maria, às 14:47 09/09/2008, de Porto Alegre, RS


Manobras, trapaças e coação para desmembrar a base da Andes-SN
Por Roberto Leher

Como se fosse um ato burocrático e corriqueiro, um pequeno (mas capitalizado) grupo de professores desconhecidos da imensa maioria de docentes que compõe as universidades federais, publicou em alguns jornais um edital convocando uma Assembléia de transformação da ONG que assessora o MEC em um "sindicato". Se vivêssemos em um contexto jurídico de pluralismo sindical, infelizmente inexistente em virtude de dispositivo constitucional, a iniciativa estaria circunscrita ao debate político na base e dado a forma de convocatória passaria despercebido. Mas a convocação para que a referida assembléia ocorresse na sede nacional da CUT em São Paulo, um dos estados com menor número de universidades federais (a única da capital reafirma que o Andes-SN é sua entidade legítima), atesta que o objetivo é de outra magnitude e que, a despeito das aparências, os seus verdadeiros proponentes são outros: a CUT, a ONG que assessora o MEC no campo sindical e o próprio governo federal que atribui a uma chapa derrotada na eleição para o Andes-SN o status de entidade sindical.

O histórico dessa ONG que assessora o MEC permite confirmar que esse "sindicato" está sendo criado para oferecer ao MEC uma casamata nas universidades para defender os projetos governamentais. Para a CUT, interessa a sua criação pois, além de contribuir para o propósito da Central de enquadrar os sindicatos na condição de correias de transmissão do governo, abre caminho no serviço público para o recolhimento compulsório do imposto sindical atualmente não efetivado pelas entidades sindicais democráticas que recusam o sindicalismo atrelado ao Estado. Tanto para o governo, como para a CUT, pelos mesmos motivos, importa modificar a natureza da intervenção dos professores das grandes causas da educação brasileira para uma ação sindical estritamente econômico-corporativa. Não casualmente, três horas após a citada assembléia, a Agência Brasil de Comunicação, subordinada à Secretaria de Comunicação do Governo Federal, noticiava a criação do sindicato em tom ufanista, acusando o Andes-SN de partidarismo.

Não é possível explicar o suporte econômico a esse grupo e o seu acesso aos gabinetes e meios de comunicação governamentais sem considerar os vasos comunicantes entre o governo e a CUT. A simbiose da Central com o governo e com o Estado foi nutrida pelas verbas do Fundo de Amparo ao Trabalhador ao longo da última década. Com a eleição de Lula da Silva, a interdependência é tão estreita que um presidente da CUT dormiu dirigente sindical e acordou ministro do trabalho para fazer uma reforma trabalhista que flexibilizaria o trabalho e que, até alguns anos atrás a CUT rejeitava peremptoriamente. Abandonado o princípio axial da autonomia que levou os sindicatos combativos e classistas a lutarem pela criação da Central; os seus dirigentes já não têm constrangimento em defender a unicidade e o imposto sindical nos velhos moldes do sindicalismo-de-Estado estudado por Evaristo de Moraes Filho.

A congruência de objetivos e formas de agir do Proifes-CUT não poderia ser diferente, pois a Central vem assessorando o grupo de professores que está a frente desse processo desde a única eleição para o Andes-SN em que foram vitoriosos em 1998 e, notadamente, nas sucessivas eleições em que foram derrotados após o campo autônomo e democrático derrotá-lo em 2000, ao final do único mandato em que estiveram a frente do Andes-SN. Provavelmente foi a CUT quem indicou que, não podendo vencer o pleito direto e democrático para a direção do Sindicato Nacional, a alternativa seria promover o desmembramento do Andes-SN, criando um sindicato que apartaria os docentes das IFES das demais universidades.

Os piores temores sobre como seria realizada a Assembléia foram confirmados. O esquema de segurança diante da sede da CUT e o aparato para "legitimar" a fraude constituída poderiam ser o cenário de "Hoffa - Um Homem, Uma Lenda", de 1992, dirigido por Danny De Vito e protagonizado por Jack Nicholson. Não pela impetuosidade como Jimmy Hoffa fez do sindicato dos caminhoneiros uma organização poderosa ao reunir no Teamsters quase todos os caminhoneiros do país, mas pelo uso da violência, de golpes e trapaças contra os seus adversários.

O edital de convocação da Assembléia estabelecia o início das atividades para as 15h. Desde as 12h, professores contrários ao desmembramento do Andes-SN constataram que os portões estavam fechados e, quando um grande número de docentes chegou à sede da CUT, após as 14h, o aparato de segurança estava montado. Três linhas de segurança impediam o livre acesso dos mais de 200 docentes de 36 universidades que desejavam se manifestar contra o desmembramento do Andes-SN.

A trapaça para fraudar a democracia e impedir o acesso dos docentes foi feita de modo aberto. Os seguranças somente deixavam entrar um professor de cada vez. Após passar pela primeira barreira dos seguranças, o professor era conduzido a única mesa de credenciamento para preencher um cadastro (tendo que comprovar o seu vínculo com uma universidade federal) e, a seguir, para outra mesa para assinar o livro de presença e ser submetido à minuciosa revista corporal. Máquinas fotográficas, filmadoras, celulares e gravadores foram apreendidos: não poderia haver provas do que se passaria na AG. Somente após essas coerções é que o professor poderia se dirigir a um auditório de pouco mais de 100 lugares (embora a base das IFES ultrapasse 50 mil docentes). Entre a entrada e a liberação da revista, 10 minutos se passavam. Somente após este périplo, o segurança deixava o próximo professor entrar na sede da CUT. Para que todos pudessem entrar, no ritmo imposto pela organização, seriam necessários 3h e 30 min. Enquanto os docentes contrários teriam que entrar a conta-gotas, o aparato já havia sido acionado e o complexo processo de deliberação de criação do sindicato, do estatuto e da nova diretoria foi feito em exóticos 15 minutos. As 15h15min tudo estava deliberado.

Os professores que puderam acompanhar o que se passou na AG relatam outras situações fraudulentas. Embora não previsto em Edital (e ser uma situação inusitada, pois obviamente permeável a fraudes), surgiram votos por procuração que somaram um total de 485. Segundo a mesa que presidia os trabalhos, os docentes efetivamente presentes totalizaram 110 professores, situação que não podia ser comprovada, pois havia diversos representantes da diretoria da CUT, entre os quais o Secretário João Felício e Julio Turra, bem como da CONTEE, entre outros e, sabidamente, o auditório da sede da CUT não comporta muito mais de 100 pessoas. Detalhe: nenhum documento foi apresentado pelos que informavam os votos que eram portadores. Eis o porquê da apreensão de câmaras, filmadoras e celulares.

Em contraste com essas práticas antidemocráticas, o ANDES-SN construiu sua legitimidade em um intenso e longo processo histórico. Nascido a partir da criação das associações de docentes em meados dos anos 1970, fazendo frente ao AI-5 e ao decreto 477, as associações foram um meio de luta em defesa da autonomia da universidade e de sua democratização. Ainda no contexto da ditadura empresarial-militar, as associações docentes se reuniram em uma Associação Nacional de Docentes em 1981, quando surgiu a Andes. Atuando com outras entidades, como a OAB e de outras categorias do serviço público, a Andes se empenhou na luta em defesa do direito a sindicalização dos servidores públicos, afinal conquistada na Carta de 1988. A transformação da ANDES em Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior demandou debates públicos, eleição de delegados em todas as instituições que faziam parte da ANDES, em número proporcional ao tamanho da base em cada instituição, em um processo que demorou pouco mais de dois anos. Em contraposição, o pretenso sindicato foi convocado por um edital firmado por um grupo de docentes reunidos em uma ONG sem qualquer debate de base.

Não é preciso ser um estudioso do Direito para saber que os procedimentos adotados pela CUT para o desmembramento do ANDES-SN são ilegais e ilegítimos. Certamente, haverá pronunciamento da justiça nesse sentido, mas não é possível ignorar que os interesses governamentais em torno desse processo se farão sentir, tanto pela referida simbiose CUT- governo, como pelo interesse de silenciar o ANDES-SN. Aqui reside a gravidade dos acontecimentos. Se não fosse pelos nexos com o aparato governamental, estaríamos diante de um ato de violência, fraude e trapaças sindicais. Mas é muito mais do que isso.

A seqüência dos acontecimentos é impressionante. A partir de questionamentos sem outras motivações que não o recolhimento do imposto sindical, alguns SINPROS objetaram a representação do ANDES-SN nas instituições privadas. Essas contendas existiam desde o final dos anos 1990, mas somente no governo Lula da Silva motivaram a suspensão do registro sindical do Andes-SN. A seguir, o Ministério do Trabalho edita portaria exigindo o recadastramento das entidades representativas dos trabalhadores do serviço público para fins da manutenção do processo de recolhimento das contribuições voluntárias de seus sindicalizados por meio da folha de pagamento, como acontece desde os anos 1980. Mas condicionam o recolhimento das contribuições ao registro sindical. Coincidência? A seguir, o mesmo ministério edita nova Portaria (186), flexibilizando o desmembramento de sindicatos e atribuindo ao governo o poder de escolher quem tem a representatividade.

Os nexos são evidentes. É a maior intervenção governamental nos sindicatos desde a ditadura empresarial-militar. Mas diferente de então, agora isso é operado em conluio com as maiores centrais sindicais do país. Nesse caso, a constituição do feixe sindicato – governo – trabalhadores - patrões que caracterizaram o fascismo não é somente uma analogia vazia: é o ovo da serpente que ameaça a democracia no país.

A reação do Andes-SN está referenciada em uma estratégia que tem como esteio a legitimidade da história do Andes-SN. Existem batalhas jurídicas, de ordem tática, importantíssimas. A ilegalidade de tudo o que aconteceu até o momento é tão evidente que prevalecerá um posicionamento positivo ao Andes-SN. Mas uma ofensiva de tal envergadura somente pode ser respondida a altura pelas ações políticas. O diálogo verdadeiro com o conjunto dos docentes das IFES, esclarecendo o que está em curso, tem de fazer parte do núcleo sólido de todo esse processo. A energia criadora do movimento estudantil autônomo, o apoio da intelectualidade crítica, das entidades democráticas, das instituições universitárias, por meio de seus colegiados, tudo isso tem de ser feito com tal força e verdade que incendiará a indignação ativa dos docentes que saberão, nas palavras e nos gestos, defender a sua entidade construída ao longo de quase três décadas, lado-a-lado com as entidades democráticas que reconhecem o Andes-SN como um dos pilares da causa da educação pública no país.
Enviada por NPC, às 14:42 09/09/2008, de Rio de Janeiro, RJ


O problema da aviação no Brasil está no duopólio e não na Infraero!!!
Tod@s vimos e nos cansamos de ver a direita e seus araltos na imprensa nacional reclamarem da tal crise aérea, do tal caosaéreo ou apagão aéreo. E, claro, sempre colocando a culpa no Lula, o tão temido sapo barbudo de outras eras.

A imprensa burguesa nunca se dignou a falar mal das duas empresas aéreas que fazem do Brasil refém das barrinhas de cereais, dos atrasos e do péssimo atendimento, em terra ou no ar, mesmo com os preços astronômicos cobrados.

Parece que Lula acreditou que a culpa era dele mesmo e resolveu privatizar os aeroportos chamando a operação de "concessão", mas que na prática dará na mesma merda que deu a privatização do sistema Telebrás, no qual se inspiram os "experts" do governo.

O governo Lula parece acuado e com medo da imprensa. Parece se esquecer que o voto que lhe foi dado em 2002 e 2006 foi exatamente para não privatizar porra nenhuma. Ou será que estariam usando a "concessão" para pagar as contas do financiamento das campanhas?

Históricos esquerdistas que até ontem eram execrados pela arrogante imprensa tupiniquim, agora viraram defensores da privatização em seu pior modelo, o modelo demo-tucano-udenista. Milagrosamente a imprensa esqueceu-se deles... Lindo, não é?

Miseravelmente fecham os olhos aos fatos. Esquecem propositalmente que o problema não está nem nos aeroportos, nem na Infraero.

O problema está na gestão do patrimônio público e, principalmente, na empresas aéreas Gol e TAM que formam o duopólio que tanto prejudica o país e seus cidadãos que ocasionalmente se convertem em passageiros destas duas empresas aéreas por simples falta de opções. Estas duas empresas tratam mal o Brasil, seus passageiros e funcionários. É nelas que o Governo Federal tem que intervir. Contra elas o governo deve insvestir e criar as devidas condições para que haja neste país uma aviação civil e competente.

TAM e Gol exploram os brasileiros, rancam o couro mesmo. Hoje é mais barato voar para a Europa ou Estados Unidos que viajar dentro do Brasil. E nem precisa ir tão longe para ver a diferença. Por exemplo, uma passagem Curitiba-Buenos Aires-Curitiba, viajando via São Paulo, pois não há mais opção de vôo direto, sai bem mais barata que uma Curitiba-São Paulo-Curitiba. Não importa em qual companhia viaje, pois entre elas há um evidente acordão tarifário, que se investigado pelo CADE com seriedade mostraria a formação da cartel, proibido em lei.

E não me venham com a balela de que o povão não está nem aí porque avião é coisa de rico. Avião pode até ser, mas o Aeroporto é coisa de estado e estratégico em um país continental como o nosso. E sendo patrimônio público não pode nem deve ser entregue a iniciativa privada sem um amplo debate com os verdadeiros donos do partimônio público, ou seja, o povo. Nem Lula nem FHC, nem PT nem PSDB, são donos do patrimônio público. São meros inquilinos do povo e devem respeitar e cuidar do patrimônio deste povo.

Em todo lugar do mundo onde os aeroportos foram privatizados mudaram apenas as moscas. Para um bom entendedor, meia palavra basta, não é mesmo? Ah! aumentaram também os preços dos "serviços" cobrados, mas a qualidade...

Veja aqui a carta que a companheirada do SINA - Sindicato Nacional dos Aeroportuários enviou ao presidente Lula.

Várias vezes Lula pediu que o pressionassem. Chegou a hora de arregaçar as mangas e pressioná-lo para que não repita mais desgraças do governo FHC e vá para o lixo da história, assim como seu antecessor, como o artilheiro que perdeu o penalti na final do campeonato.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 14:35 09/09/2008, de Curitiba, PR


Situação no Metro de Buenos Aires: pelegada recua!
Compañeros

Queremos informarles que la movilizacion de los trabajadores del subte y la fuerte reaccion social e internacional que provoco su denuncia, determinaron la intervencion del Ministerio de Trabajo ordenando la suspensión del Congreso por el cual la direccion del sindicato UTA iba a formalizar la expulsion de los delegados de base.

La direccion de sindicato informo publicamente que postergo dicho congreso pero que siguen determinados a expulsar a los delegados antes del fin de este mes.

Los trabajadores del subte siguen por eso alertas y movilizados, a la espera de los acontecimientos y discutiendo las medidas a tomar en caso de que esa amenaza finalmente se concrete.

En nombre de los trabajadores del subte, y en el nuestro propio, les agradecemos las demostraciones de solidaridad recibidas y los convocamos a estar alertas para volver a intervenir cuando sea necesario.

Un abrazo y saludos a todos!

Daniel Ximenez Saez
Taller de Estudios Laborales
www.tel.org.ar
Enviada por Daniel Ximenez, às 22:18 08/09/2008, de Buenos Aires, Argentina


Novo sindicato pode reunir até 80 mil professores universitários do País
Cerca de 80 mil professores universitários da rede pública federal do País contam, desde sábado, com uma nova entidade representativa: o Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Federal.

A fundação foi aprovada com 595 votos favoráveis, três contra e uma abstenção, em assembléia geral extraordinária, realizada na sede nacional da CUT, com a participação de representantes de 22 estados.

O professor petista de matemática da Universidade de São Carlos, Gil Vicente, que vinha dirigindo o Proifes (Fórum de Professores das Instituições Federais de Ensino Superior) foi eleito para presidir a nova entidade, que terá como vice o petista gaúcho Eduardo Rolim de Oliveira, diretor do Proifes e presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

"Esse será o maior sindicato do gênero no mundo todo", observou Gil Vicente, prevendo que a base crescerá para 100 mil professores, nos próximos dois anos.

Fonte Vitor Vieira - Editor de Videversus
Enviada por Hugo Chimenes, às 22:13 08/09/2008, de São Borja, RS


Justiça condena, mas PIG absolve Mainardi
Por Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 1387

Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

. O PiG não deu uma única linha sobre a condenação de Diogo Mainardi na Justiça Criminal de São Paulo.

. Diogo Mainardi foi condenado a três meses de cadeia.

. Se tiver dinheiro, pode converter a pena em dinheiro.

. O mais importante, porém, foi Mainardi perder a "primariedade".

. O que significa que, se for condenado de novo, por não ser mais primário, vai ter que ir, obrigatoriamente, em cana.

. Do ponto de vista das instituições, a decisão por 3 x 0 manda um sinal a todos os colonistas e "jornalistas" do PiG.

. A "liberdade de imprensa" não é escudo para se "censurar pela calúnia", como disse um dos juízes da ação.

. A "liberdade de imprensa" não é escudo para cometer crimes.

. A "liberdade de imprensa" não é "liberdade DA imprensa" – ou seja, não é só o PiG que tem direito à liberdade.

. O PiG e a Associação Nacional dos Jornais – seu lobby em Brasília – tentam impor a doutrina de que a liberdade de imprensa é ilimitada.

. A dupla condenação de Mainardi no Crime – já tinha sido condenado no Cível, também em segunda instância e também por unanimidade – fixa limites legais à liberdade do PiG.

.Tanto assim que o PiG preferiu ignorar a condenação.

. Mainardi escreve na revista de maior circulação do país, a Veja, a última flor do Fascio, uma revista inescrupulosa, em que o leitor não distingue comércio de informação.

. Mainardi escreveu um livro best-seller, que, no título, chama o Presidente da República de anta.

. Mainardi participa de um programa na tevê a cabo, de alcance nacional.

. Não é um desconhecido.

. Ele é um símbolo dessa imprensa que flagela o Brasil.

. E, por isso, por ela foi absolvido
Enviada por João Cayres, às 10:03 01/09/2008, de São Bernardo do Campo, SP


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