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18/12/2017
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Notícias(Julho/2010)

(clique para ver todas)

Para desespero dos engomadinhos: povo lota Boca Maldita no comício de Dilma
Clique aqui para ampliar a foto
Avaliações preliminares falam em mais de 20.000 pessoas!
Na falta de lugar no calçadão, as janelas dos prédios comerciais foram tomadas

Faltou lugar na Boca Maldita, espaço no centro de Curitiba dedicado às discussões e aos atos políticos, para tantos eleitores e militantes que foram ver o presidente Lula e sua candidata Dilma Rousseff na manhã deste sábado.

Dilma começou seu discurso com uma lembrança. Foi ali, na Boca Maldita, que os paranaenses ousaram ser livres e corajosos durante a ditadura militar:
“Quando a mordaça caiu sobre o Brasil, aqui se ouviram vozes de homens e mulheres lutando pela democracia. Aqui é o espaço em que as pessoas demonstraram que são corajosas quando estão do lado correto”, afirmou Dilma.

No comício de 31 de julho, discursaram o governador do Paraná Orlando Pessutti, os candidatos a senador Gleisi Hoffman (PT) e Roberto Requião (PMDB), o candidato a vice-governador Rocha Loures (PMDB), o candidato a governador Osmar Dias (PDT), o candidato a vice-presidente Michel Temer (PMDB) e o Presidente da República Luiz Inácio LULA da Silva.

Todos recordaram que foi na Boca Maldita que os paranaenses começaram a campanha pelas Diretas Já e em defesa da redemocratização do país.

E no dia de hoje praticamente se repetiu o palanque multi-partidário e democrático que uniu a todos os progressistas e verdadeiros democratas do Brasil nos anos 1980. Os únicos que não estavam no palanque hoje eram o PPS e o PSBD que preferiram mudar de lado e aderir às causas dos ditadores e daqueles que sempre mantiveram o Brasil no atraso.

Leia mais em Vamos vencer o medo com as realizações do governo Lula
Enviada por TIE-Brasil, às 14:40 31/07/2010, de Curitiba, PR


Só DataFalha sustenta empate.
Até Globope dá 5 pontos de vantagem para Dilma!
Encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S.Paulo, pesquisa Ibope foi realizada entre os dias 23 e 30 de julho e registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 24 de julho de 2010, sob o número 20809/2010. Foram ouvidas 2.506 pessoas.

Até o Globope, como é carinhosamente chamado, mostra que Dilma leva vantagem.

A candidata do bloco democrático-popular, Dilma Rousseff, está com 39% das inteções de voto. Estável.

O candidato da coligação demotucana-udenista, José Serra, tem 34%. Perdeu 5 pontos.

A candidata da linha auxiliar, Marina Silva, tem apenas 7%. Perdeu 3%, ou 30% do que tinha há um mês.

Votos em branco e nulos somam 7% e indecisos 12%. Segundo a pesquisa, os demais candidatos que disputam a Presidência não pontuaram.

Ah! A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Cadê o empate que Globope e DataFalha sustentavam?

Será que o Montenegro, diretor do Ibope, aquele que dizia que Lula não transfere voto e por isso Serra já estava eleito no primeiro turno em 2009, resolveu deixar os Frias numa fria???

Ou será que nem manipulando conseguem esconder o que o povo já sabe?

Na pesquisa Ibope anterior, contratada pela Associação Comercial de São Paulo e realizada entre os dias 27 e 30 de junho, Dilma e Serra apareciam empatados, ambos com 39%. Marina havia registrado 10% na ocasião. Na simulação do segundo turno, Serra e Dilma também estavam empatados, com 43%.
Enviada por TIE-Brasil, às 22:19 30/07/2010, de Curitiba, PR


O "cara" é o povo Trabalhador do meu país, diz Lula
"Se ele [Obama] estivesse aqui, eu diria:
Obama, você disse que eu sou o cara. Eu não sou o cara, sou o Lula.
O cara é o povo trabalhador do meu país, que fez com que eu chegasse até aqui"

Luiz Inácio Lula da Silva
em discurso no Comício do Gigantinho em Porto Alegre
29 de julho de 2010
Enviada por TIE-Brasil, às 13:42 30/07/2010, de Curitiba, PR


Campanha de Dilma assume jingle Dilmaboy!!!
Saiu no Blog da Dilma

Enviada por TIE-Brasil, às 10:22 30/07/2010, de Curitiba, PR


Serrax: a embalagem é ótima, já o conteúdo...
Clique aqui para ampliar a embalagem do Serrax
Este site adverte: o consumo de drogas é prejudicial à saúde (do usuário e do país)

Do blog tijolaço.com, do Brizola Neto

A mentira genérica de Serra

Outro dia postei aqui as mensagens pelas quais o ex-presidente Itamar Franco afirmava que o ex-ministro Jamil Haddad (ex-PDT e filiado ao PSB, recentemente falecido) foi o verdadeiro criador da lei dos Genéricos. Pressionado pela internet, Serra ontem acabou confessando que “nem sabia o que eram” os genéricos quando assumiu o ministério da Saúde, em 1998.

- Não fui eu quem inventei genérico. O genérico já existia, eu nem sabia quando assumi o Ministério da Saúde. No meu discurso, não tinha a palavra genérico. Um dia, o Ronaldo César Coelho, que é banqueiro e amigo nosso, disse: tem esse negócio de genérico, você não quer dar uma olhada. Eu disse: boa briga, vamos em frente – contou o tucano.

Só que aí acima você pode ver o vídeo da propaganda de Serra, onde diz-se que o Real (criado em julho de 1994) fazia 15 anos e os genéricos, 10 anos. Portanto, no início da gestão Serra, quando ele, nas suas próprias palavras, “nem sabia” que já existiam genéricos.

Ou seja, Serra entendia tão pouco que foi preciso que um banqueiro, Ronaldo Cesar Coelho, dissesse a ele que “tem este negócio de genérico”.

Então, se Serra foi tardiamente verdadeiro, a conclusão é que antes, na propaganda de televisão, foi mentiroso.
Enviada por TIE-Brasil, às 16:20 29/07/2010, de Curitiba, PR


Serra: um Uribe piorado
Da agência Carta Maior

A dramática diferença entre José Serra e Álvaro Uribe está no poder destrutivo que o tucano teria em mãos caso chegasse à Presidência da República da maior economia da América Latina.

Emparedado por governos progressistas, como os da Venezuela e Equador, com um PIB importante mas cerca de 1/5 do brasileiro e sem rivalizar com a liderança de Lula na região, Álvaro Uribe teve que se contentar em representar o Departamento de Estado norte-americano na fronteira com a Venezuela, adotando um belicismo permanente na tentativa de provocar Chávez e isolar seu governo. Limitou-se a isso a bisonha expressão regional do uribismo colombiano.

Se chegasse à presidência do Brasil, o uribismo tucano teria efeitos mais graves. Com o peso da economia brasileira nas mãos, Serra manejaria um poder de fogo que seu inspirador jamais sonhou.

Os sinais emitidos nestas eleições dão uma pálida idéia da ameaça que um Alvaro Uribe nativo representaria para os governos e agendas progressistas da América Latina, a saber:

a) Serra quer reverter a entrada da Venezuela no MERCOSUL para destruir Chávez;

b) Serra ataca o desrespeito aos direitos humanos em Cuba para enfraquecera revolução cubana, mas silencia diante de Guantánamo e do embargo comercial dos EUA contra o povo cubano;

c) Serra acusa Morales de cúmplice do narcotráfico dispensando tratamento humilhante ao líder boliviano, o mesmo tratamento racista e reacionário adotado pela oligarquia brança do país;

d) Serra ameaça anular acordos do governo Lula com Lugo, sob alegação de que o Brasil faz 'filantropia' ao pagar um preço mais justo pela eletricidade de Itaipu pertencente ao povo paraguaio;

e) Serra quer desconstruir o MERCOSUL –e por tabela o governo progressista de Cristina Kirchner na Argentina-- sob alegação de que o Brasil precisa de liberdade para firmar acordos comerciais mais favoráveis 'aos negócios'.

Fatos: o comércio Brasil-Argentina dobrou em cinco anos e, apesar da crise mundial, atingiu US$ 24 bilhões em 2009 (US$ 31 bi em 2008).
Enviada por TIE-Brasil, às 14:41 29/07/2010, de Curitiba, PR


Renda per capita no Brasil atinge US$ 10 mil em 2010
Clique no gráfico para ampliá-lo
Saiu no IG:

Demorou cinco séculos, mas a economia brasileira está próxima de alcançar a marca de US$ 10 mil de renda per capita [...]

Ao atingir o novo padrão de renda, uma classe média emergente começa a mudar o perfil da economia brasileira, com o setor de serviços ocupando mais espaço, em detrimento da indústria, segundo dizem economistas. Essa mudança estrutural deve acelerar o ritmo de expansão econômica, a exemplo do que aconteceu com países desenvolvidos, como Estados Unidos e Japão, décadas atrás.

[...]o Brasil concilia um período de crescimento econômico com melhor distribuição de renda – algo difícil de ser observado. “A expansão desta década de 2000 tem feito com que a pobreza caia e, com isso, há uma mudança no perfil da distribuição de renda”, diz Jorge Abrahão de Castro, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Leia a íntegra do artigo clicando aqui

É verdade que o índice de renda per capita não capta a realidade da distribuição de renda real no país, mas ele mostra uma melhoria geral da saúde econômica da população brasileira e mostra que é possível crescer e dividir ao mesmo tempo.

Novos desafios estão colocados diante do movimento sindical, dos partidos políticos e da esquerda em geral. É preciso entender este momento e fazer o debate de acordo com a nova realidade. Só xingar o patrão, sem nada propor ou sem ter uma alternativa clara, já não mais funciona.

Muito ainda está por fazer. Há muita coisa errada em nosso país e muito mudança ainda é necessária.

Exatamente por isso não temos medo, nem falsa imparcialidade, e defendemos que o país precisa de mais um período de mudanças como foi o do governo Lula para seguir avançando. E entre os candidatos a presidente a única que tem chances reais de dar continuidade a este processo de mudanças é a Dilma Roussef.

Mesmo considerado por muitos um projeto socialdemocrata, é mil vezes preferível mudanças desse gênero, pois dá tempo para a Classe Trabalhadora se organizar melhor, pensar e propor alternativas reais e não ficar apenas correndo atrás do prejuízo como era na época neoliberal ou na ditatorial.

A volta dos demotucanos do presente ou udenistas do passado ao governo significa a derrota do povo e da Classe Trabalhadora brasileira. Significa a volta ao desemprego, a concentração de renda, à privatização e à deteriorização geral dos serviços públicos, da sáude e da educação em nosso país.

Quem não viveu a ditadura ou já se esqueceu do que fizeram FHC (no Brasil), Alckmin e Serra (em Sampa) Arruda e Roris (em Brasília), Lerner e Richa (no Paraná) e outros tantos por este paizão afora, pode até achar que tanto faz ditadura ou democracia, neoliberalismo ou socialdemocracia, governo da burguesia ou popular democrático.

Para nós as diferenças são claras e brutais. Por isso, SEM ILUSÕES, defendemos a candidatura de Dilma Roussef por considerá-la a única do campo popular democrático capaz de dar continuidade ao processo que iniciamos lá nos finais de 1970, quando nos organizamos, fizemos greves e criamos o Novo Sindicalismo, o PT e a CUT, buscando mudar o nosso país.

Seria ótimo se a esquerda conseguisse entender isso e unida lutasse para conquistar mais um período de governo popular democrático e usá-lo para avançar na organização da Classe Trabalhadora nos locais de Trabalho, nas Escolhas, nos Bairros, nas ruas, enfim, na Base, onde o povo está.

Haverá sabedoria para tanto???

Leia também:

Carta Aberta à companheira Dilma Roussef, de Izaías Almada

Brasil, um outro patamar de desenvolvimento

Eixos estratégicos para a agenda nacional de desenvolvimento
Enviada por TIE-Brasil, às 14:35 29/07/2010, de Curitiba, PR


Alckmin tenta dar uma de tradutor português-português para salvar a pele de Serra e sua candidatura
Demotucanos inventam nova modalidade de tradução é o português-português, em suas variantes presidencialês-governês, para salvar candidaturas

Agora é assim.

Um demotucano fala, outro precisa traduzir, pois nem eles mesmos entendem o que dizem.

Isso se dá porque eles tem medo de falar a verdade durante a campanha eleitoral.

Eles tem medo de assumir publicamente que vão vender o Brasil, que vão privatizar a saúde, a educação, os serviócs públicos em geral, que vão aumentar o desemprego, a exploração, a concentração de renda, o lucro das transnacionais, que vão acabar com programas sociais, diminuir o tamanho do Estado Nacional, cobrar pedágio até em porta de banheiro público, e outros que tais tão próprios dos neoliberais.

Eles não assumem nada disso, pois sabe que quem o fizer perde a eleição. Eles não assumem nada disso, pois continuam achando que o povo é burro e ignorante, que não sabe tomar suas próprias decisões.

Até Alckmin diz que Serra não sabe o que fala

O candidato demo-tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que Serra não disse o que disse.

José Serra (PSDB) falou peremptoriamente que, se fosse eleito, cancelaria o trem-bala Campinas-São Paulo-Rio de Janeiro, porque “não tem demanda e não transporta carga” e que o dinheiro seria melhor aplicado em metrôs (Serra não sabe que uma coisa não compete com outra).

Alckmin ficou preocupado com o desgaste, afinal o estado mais beneficiado pelo trem-bala é justamente São Paulo, nas regiões de Campinas, da Grande São Paulo e de São José dos Campos.

E tentou desdizer e consertar o estrago, perante o eleitorado paulista, do que disse Serra na quarta-feira: “O Serra não é contra o trem-bala. O que ele falou é o seguinte: se for para por dinheiro público, é melhor por em metrô.”, disse Alckmin.

Serra não sabe o que diz. O trem-bala será licitado e construído com financiamentos de longo prazo, que será pago com a exploração da linha. A maioria do dinheiro será privado. O governo deverá pagar pelo que compra: pela transferência de tecnologia, o que é investimento, pois com essa tecnologia será possível expandir o o trem-bala para outros trechos como Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia, Brasília, e na ligação de várias outras capitais nos próximos anos.

Além disso, se não investisse no trem-bala, acabaria sendo necessário gastar com um outro aeroporto na capital paulista, em vez de aumentar o uso ocioso de Viracopos, seria necessário construir outra estrada São Paulo-Campinas (esse deve ser o interesse de Serra, para cobrar mais pedágios), além de ser necessário construir um trem específico do Aeroporto de Guarulhos até a capital. Somando-se tudo isso, é muito melhor investimento fazer o trem-bala de uma vez. Serra não tem visão de futuro (nem do presente) para o Brasil.

Fonte: Blog Os amigos do presidente Lula

Leia também:

Dilma já empata no RS, onde Serra cantava vitória

No Paraná, Osmar Dias encosta em tucano e Dilma reduz a diferença
Enviada por TIE-Brasil, às 08:31 29/07/2010, de Curitiba, PR


Show do Luis Nassif abre Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas
Por Conceição Lemes, do blog viomundo

É definitivo. O 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas será em São Paulo nos dias 21 (sábado) e 22 (domingo) de agosto no Sindicato dos Engenheiros, à rua Genebra, 25, ao lado da Câmara Municipal da capital.

Na sexta à noite (20), Luis Nassif, seu bandolim e grupo fazem show de boas vindas no Sindicato dos Bancários**. Será regado a chorinho, samba, MPB e cerveja caseira (haverá outras) feita especialmente por Hans Bintje (querido leitor) para celebrar esse encontro histórico. Nassif aguarda sugestões para o repertório.

Já estão inscritos 152 blogueiros de 15 unidades da Federação: Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

PASSAGEM AÉREA MAIS BARATA E HOSPEDAGEM SOLIDÁRIA

Um acordo fechado com a Gol barateará as passagens. Para saber quanto custará o bilhete, verifique a menor tarifa do seu trecho. Aplique 20% de desconto sobre o valor. É quanto custará.

O objetivo da comissão organizadora é garantir hospedagem gratuita ao maior número possível de participantes de outros estados e do interior de São Paulo.

Aliás, vários leitores já se ofereceram para hospedar em casa blogueiros de fora de São Paulo, capital. Obrigadíssima. Precisamos de mais hospedagem solidária.

Quem puder, por favor,envie e-mail para contato@baraodeitarare.org.br ou telefone para (011)3054-1829. Fale com Daniele Penha, do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, uma das entidades apoiadoras do encontro. Apóiam-no institucionalmente também a Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação (Altercom) e o Movimento dos Sem Mídia (MSM).

Daniele Penha informará também sobre inscrições e passagens aéreas. As inscrições custam 100 reais. Estudantes pagarão 20 reais.

JÁ SÃO 15 OS AMIGOS DA BLOGOSFERA

A campanha Amigos da Blogosfera, lançada há duas semanas, está a todo vapor. Ela ajudará a custear parte das despesas de blogueiros que virão de outros estados.

São 20 cotas de 3 mil reais. Estas 15 estão confirmadas:

Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo)

CUT (Central Única dos Trabalhadores) nacional

CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo***

Federação Nacional dos Urbanitários (FNU)

Federação dos Químicos de São Paulo

Agência T1

Café Azul***

Carta Capital

Conversa Afiada

Revista Fórum***

Seja Dita a Verdade

Viomundo

Importante: no início da próxima semana, divulgaremos a programação completa.

* Comissão Organizadora: Luiz Carlos Azenha, Paulo Henrique Amorim, Luis Nassif, Altamiro Borges, Conceição Lemes, Eduardo Guimarães, Conceição Oliveira, Rodrigo Vianna e Diego Casaes.

** O Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo fica na rua Genebra, 25. É onde ocorrerão os trabalhos dos dias 21 e 22 de agosto. O show do Luis Nassif será na Regional Paulista do Sindicato dos Bancários: rua Carlos Sampaio, 305.

*** Essas cotas vão ser pagas, respectivamente, com locação, produção de logomarca, banner para web e hotsite e confecção e impressão de cartazes.
Enviada por TIE-Brasil, às 22:09 28/07/2010, de Curitiba, PR


Candidatura de Maluf, o maior "Ficha Limpa" do Brasil, é impugnada
Mais um conservador cai na malha do Ficha Limpa

A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo protocolou no final da tarde de hoje a impugnação do registro de candidatura do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) por considerá-lo "ficha-suja".

Raposa comendo frango

O principal fundamento da ação da Procuradoria é a condenação do deputado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo pela suposta participação em uma compra de frangos superfaturada pela Prefeitura de São Paulo.

Ei! procuradores de todo o Brasil, diz o velho ditado: Quem procura acha.

Tem um monte de candidato ficha suja solto por aí.

A lei é para todos.
Para as velhas e novas raposas da política!!!

Não se deixem enganar pelas aparências. Tem muito playboy e jovem que se for investigado leva tombo maior que as velhas raposas da política brazuca.

Se vocês olharem bem verão que tem engomadinho paranaense que está sujo, bem sujo no pedaço...

Outros barrados no baile

Outros oito candidatos pelo Brasil afora já tiveram suas candidaturas impugnadas com base na lei do Ficha Limpa:

Ceará
Sineval Roque (PSB)

Espírito Santo
Roberto Valadão Almokdice (PMDB)
Marcelino Fraga (PMDB)
Luiz Carlos Moreira (PMDB) Santa Catarina
João Pizzolatti (PP)

Minas Gerais
Athos Avelino (PPS)
Antônio Carlos Bouzada (PC do B)
Silas Brasileiro (PMDB)
Enviada por TIE-Brasil, às 21:15 28/07/2010, de Curitiba, PR


TV dos Trabalhadores vai ao ar em agosto
Do Blog do Miro

A TVT (TV dos Trabalhadores) vai entrar no ar em agosto. O presidente Lula deverá participar da estreia da emissora, a primeira que é outorgada a um sindicato de trabalhadores. A informação foi confirmada há pouco pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (CUT), que há 23 anos pede a concessão da TVT, em parceria com a Fundação Sociedade, Comunicação, Cultura e Trabalho, criada há 10 anos.

A data em que a emissora entrará no ar, os detalhes de programação e de sua retransmissão serão divulgados na próxima quinta-feira. "Os trabalhadores têm direito legítimo a um canal de TV, assim como segmentos como igrejas e universidades já tem", diz Sérgio Nobre, presidente do sindicato, que representa mais de 100 mil trabalhadores na região do ABC.

A TVT irá ao ar pelo canal 46 UHF-Mogi das Cruzes, além de canais comunitários em todo o Estado de São Paulo. No início, a TVT terá uma hora e meia diária de produção própria, com um telejornal e dois programas de debates. Para o restante da grade de programação, foram firmadas parcerias com a TV Brasil e as TVs Câmara e Senado para retransmissão de reportagens especiais e documentários.

A outorga da emissora foi feita em outubro de 2009 por meio de decreto assinado pelo presidente Lula e pelo então ministro das Comunicações, Hélio Costa passado e publicada no Diário Oficial da União. A concessão é de um canal educativo e foi feita à Fundação Sociedade de Comunicação, Cultura e Trabalho, entidade criada e mantida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

ACM negou primeiro pedido

O primeiro pedido de concessão de canais de rádio e televisão para os trabalhadores, feito por meio do sindicato, ocorreu em setembro de 1987. O sindicato participou de quatro pedidos de concessão de radiodifusão e foi preterido - apesar de informar que cumpriu todos os requisitos exigidos por lei. Em 1992, o pedido foi negado novamente - à época já em nome da Fundação Sociedade Comunicação, Cultura e Trabalho.

Em abril de 2005, a fundação conseguiu a concessão do canal educativo 46, com sede no município de Mogi das Cruzes (Grande São Paulo), com aprovação do Congresso Nacional. Na ocasião, o presidente Lula assinou o decreto da concessão na abertura do 16º Congresso Continental da Ciosl-Orit (Confederação Internacional das Organizações Sindicais Livres - Organização Regional Interamericana de Trabalhadores), que reuniu representantes das principais centrais sindicais de 29 países.

Durante o ato, Lula lembrou que era deputado constituinte quando levou o deputado federal e então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Vicentinho (PT), para conversar com o ministro das Comunicações à época, Antônio Carlos Magalhães (governo Sarney), e pedir pela primeira vez a concessão.
Enviada por Paulo Roberto Franco Andrade, às 17:28 28/07/2010, de Uberlândia, MG


Lula assina MP que incentiva inovação tecnológica
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou há pouco uma medida provisória (MP) de incentivo à inovação tecnológica no país. A medida isenta de tributos os recursos públicos não reembolsáveis repassados a projetos de subvenção econômica.

O ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, destacou que a medida faz parte de um conjunto de ações para estimular a inovação tecnológica.

De acordo com o ministro parte da MP de incentivo à inovação tecnológica prevê a eliminação gradual do imposto de importação de peças automotivas ligadas ao desenvolvimento e fabricação de novos projetos, atualmente em 40%. Em agosto, a alíquota cai para 30%, chegando a zero até maio de 2011.

A medida que entra em vigor nesta quarta-feira, 28/07, com a publicação da MP no Diário Oficial, não é específica para o setor automotivo. Espera-se, porém, que ela ajude a destravar o desenvolvimento de veículos elétricos no país, pois reduz os custos de fabricação de baterias e componentes de veículos elétricos.

O governo federal abrirá mão de quase R$ 254 milhões em impostos ainda este ano.

Na semana passada, foi assinada uma MP que dá ao Estado a possibilidade de comprar produtos das empresas brasileiras mesmo que esses produtos sejam mais caros que os estrangeiros, desde que sirvam para estimular as novas tecnologias.

Enquanto outros aumentaram os impostos, venderam empresas estatais, desempregaram milhões de brasileiros, aumentaram nossa dívida interna e externa, o ex-metalúrgico investe no futuro do Brasil acreditando na criatividade dos nacionais.
Enviada por TIE-Brasil, às 00:05 28/07/2010, de Curitiba, PR


LINUX IN RIO 2010 - Chamada de trabalhos
Por Alessandro Silva

É com grande satisfação que a Comunidade de Software Livre do Estado do Rio de Janeiro, apresenta o LINUXINRIO 2010 - Encontro de Software Livre do Rio de Janeiro.

Este evento visa promover a utilização do Software Livre, incentivar a adoção no meio acadêmico, empresarial, prefeituras e demais instâncias de governo. Nessa primeira edição, serão apresentadas palestras técnicas, painéis, casos de sucesso nas áreas empresarial, acadêmica e pública de uso e desenvolvimento de Software Livre.

Já está confirmada a participação de Jon Maddog Hall, Diretor executivo da Linux International e diversos palestrantes importantes no cenário nacional.

Venha fazer parte do LINUXINRIO 2010, enviando sua proposta de palestra.

Data: 03 de setembro de 2010
Local: Hotel Mont Blanc - Duque de Caxias/Rio de Janeiro
site: http://www.linuxinrio.com.br

Acesse agora o site do evento e envie-nos sua proposta de palestra.

Atenciosamente,

Alessandro Silva
Coordenador Geral
LINUX IN RIO 2010
http://www.linuxinrio.com.br
contato@linuxinrio.com.br
Enviada por Paulo Roberto Franco Andrade, às 23:40 27/07/2010, de Uberlândia, MG


A revolução no Cefet: testemunho de quem lá trabalha
Por Daniel Diniz

Um assunto que tem me chamado muito a atenção é a insistência do Serra na questão do ensino técnico.

Sou professor de um Instituto Federal, antigo CEFET, e tenho acompanhado uma verdadeira revolução nessas escolas. Mas é revolução mesmo! São inúmeras as vagas abertas todos os anos para efetivação de professores, expansão impressionante do número de alunos, fundação de inúmeros campi novos, dinheiro para obras de infraestrutura (salas de aula, laboratórios, etc), verbas para pesquisa, a transformação dos centros em institutos (gerando aumento substancial do número de graduações tecnológicas e licenciaturas inclusive), melhoria salarial, perspectiva de crescimento tanto vertical como horizontal, reforço da assistência estudantil (com melhoria dos restaurantes universitários e com bolsas alimentação e trabalho para alunos necessitados).

No ensino superior, também, o quadro é impressionante. Dias atrás conheci o canteiro de obras da Universidade Federal os Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), em Diamantina, e - sem exagero - fiquei boquiaberto... Parecia a construção de Brasília dada a quantidade e o tamanho dos prédios. Um campus inteiro brotando do nada, no meio do interior do país. Tenho notícia de que isso se repete em várias universidades e inúmeras outras escolas técnicas.

Nossos alunos, além disso, dada a política de valorização profissional a que nós professores estamos submetidos nas escolas técnicas, contam com professores mestres e doutores nas mais diversas áreas do conhecimento, inclusive nas disciplinas básicas. Um técnico em mineração que formamos hoje, por exemplo, em nosso campus, além de cursar as disciplinas técnicas com excelentes professores, possui aulas de filosofia, literatura, matemática, história, geografia, dentre outras, com doutores ou doutorandos formados pelas melhores universidades brasileiras, num quadro que tem se expandido rapidamente nos últimos anos e que tende a ser massificado em caso de continuação da política atual.

Então vem Serra dizer, diariamente, que vai investir em ensino técnico como se tivesse descoberto um grande filão, uma grande ausência do atual governo e como se não soubesse que a política do governo FHC para as escolas técnicas foi homicida: transferia para municipios e iniciativa privada tal modelo de ensino - algo tão furado que nem mesmo o governo de São Paulo, sob Serra, adotou.

Além disso, Serra parece realmente que não compreende que o filho das classes mais baixas e média baixa, e inclusive seus pais, não desejam que o filho se forme apenas um técnico e migre para o mercado de trabalho. Isso foi assim no passado. Hoje, nosso aluno sabe que sairá de nossa escola e migrará para a universidade pública.

Há cerca de um ano eu conversava com uma aluna nossa, excelente por sinal, que dizia que ao concluir o curso de mineração faria vestibular provavelmente para engenharia civil, pois seu pai era pedreiro e ela pensava que, formando-se na civil ela poderia, com ele, montar algum tipo de negócio em que aliasse seu conhecimento ao expertise do pai. Ela não falava isso como um sonho inatingível; antes, era uma realidade, uma opção dentre outras. Ela sabe que pode escolher pois há universidades por perto e há sua formação que é sólida, numa escola pública (e por isso, inclusive, é tão importante ter bons professores nas disciplinas básicas).

O que Serra finge não perceber é que muitos até sairão da escola técnica e migrarão diretamente para as empresas, mas isso será opcional e não destino único. O que não percebe, ou finge não notar, é que seu discurso sobre as escolas técnicas não cola entre professores, alunos, pais de alunos, vizinhos e familiares de alunos e professores da rede de ensino técnico e tecnológico no Brasil atualmente, sobretudo por que essas pessoas são muitas e estão espalhadas dada a capilaridade que somente no quadro atual se alcançou.

Para quem discursa, então, o candidato do governo que entre 1995 e 2002 quase desmontou essa mesma rede que hoje diz querer expandir?

Por que acreditar naquele que participou de um governo que quase não contratou professores e negou sistematicamente melhoria das condições salariais e de trabalho aos técnico-administrativos e professores da rede federal de ensino técnico e tecnológico e não naquela que representa o governo que não apenas salvou o modelo, como lhe deu estatuto legal (que não possuía), lhe dobrou o número de escolas e mudou, radicalmente, sua qualidade?

Por fim, por que Serra fala indistintamente sobre isso sem que ninguém o questione ou duvide de suas boas intenções?

Fonte: Blog do Luis Nassif
Enviada por TIE-Brasil, às 12:43 27/07/2010, de Curitiba, PR


Candidato do PPS é barrado em MG por não ter ficha limpa
Athos Avelino Pereira, que concorria ao cargo de deputado estadual pelo PPS-MG, teve seu registro de candidatura negado por cinco votos a zero no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Minas na tarde desta segunda-feira.

O PPS, é aquele partido que é linha auxiliar dos conservadores demotucanos, que tem medo de falar sobre seu passado quando era conhecido por partidão ou PCB, que vive a dizer que é um partido decente, um partido ficha limpa e outras baboseiras falso-moralistas.

Pois bem! é do PPS, o primeiro candidato que tem sua candidatura cassada com base na Lei da Ficha Limpa.

As causas do indeferimento da candidatura são:

- a ausência de documentos para o registro (certidões criminais e cíveis, além de comprovante de escolaridade);

- a inelegibilidade decretada em 2009.

Em 2009 o TRE-MG julgou Pereira inelegível por três anos por cometer abuso de poder em 2008, quando tentou a reeleição para prefeito em Montes Claros (MG). De acordo com a decisão da época, o candidato também fez uso indevido dos meios de comunicação.

Quanto mais se aplicar o Ficha Limpa, mais conservadores, neoconservadores e seus capachos perderão seus mandatos.

Isso é bom para o Brasil e para a Democracia.
Enviada por TIE-Brasil, às 22:20 26/07/2010, de Curitiba, PR


Tucano ataca a "desindustrialização" enquanto empresários falam de educação, infra e saúde
O candidato demotucano Serra participou nesta segunda, 26/07, de um Almoço-Debate promovido em São Paulo pelo LIDE - Grupo de Lideranças Empresariais, comandado pelo cansado João Dória.

O encontro reuniu 497 empresários na capital paulista, ou seja, teoricamente a nata do eleitorado conservador demotucano.

Enquanto o demotucano tucano falou de temas como política externa, desenvolvimento da economia e carga tributária, criticou o PT, o governo Lula, o índice FGV-LIDE - medido nesta segunda-feira durante o almoço-debate - mostrava que o otimismo dos empresários em relação à eficiência gerencial do governo brasileiro ficou estável.

Segundo o índice FGV-LIDE:

1. A situação dos negócios foi considerada melhor em comparação com o ano de 2009 por 73% dos empresários, contra 72% das respostas deste tipo na última pesquisa, em junho.

2. 23% dos entrevistados disseram que os negócios estão iguais, ante 25% do levantamento anterior.

3. 60% dos empresários presentes ao encontro disseram que pretendem empregar funcionários este ano. Outros 36% irão manter o quadro de funcionários e apenas 4% pretendem demitir.

4. Para 80% dos empresários, a carga tributária é o fator que mais impede o crescimento da empresa; o nível de procura aparece em segundo lugar, com 10% dos votos; a taxa de juros recebeu 6% das citações; e o cenário político recebeu 3% das indicações.

5. 65% os empresários avaliaram que a reforma fiscal é a mais importante a ser realizada pelo próximo governo. A reforma trabalhista foi citada por outros 18%; a reforma política recebeu 14% das citações e a jurídica, 3%.

Temas Prioritários para o Brasil

Já os temas prioritários para as melhorias, segundo a pesquisa FGV-LIDE, foram os seguintes:

1. Educação (46%)
2. Infraestrutura (38%)
3. Segurança Pública (10%)
4. Saúde (5%)
5. Economia (1%)

Serra será um caso de estudo nas universidades:
É o candidato conservador que não tem as mesmas prioridades dos conservadores
É o candidato de oposição que tenta se passar por amigo de Lula, mas critica ferozmente seu governo
É o candidato que diz que pode mais, mas sempre que esteve a frente de governos e ministérios sempre fez menos.
Enviada por TIE-Brasil, às 21:54 26/07/2010, de Curitiba, PR


Lição de civilidade: Lula, a escravidão no Brasil e a solidariedade com a África
Enviada por TIE-Brasil, às 21:26 26/07/2010, de Curitiba,PR


Multa abre caminho para punir multi poluidora
30 mil pessoas tiveram lesões e intoxicações provocadas pela lama tóxica gerada na limpeza do navio do Probo Koala

do blog Tijolaço.com

Uma notícia que não saiu, que eu visse, em qualquer jornal brasileiro, é importantíssima. A Justiça da Holanda condenou a multinacional Trafigura - que opera na comercialização de petróleo e derivados – em 1 milhão de Euros por ter ocultado a natureza tóxica de uma carga de gasolina com alto teor de enxofre, transportada no navio Probo Koala e tê-la exportado para Abdijan, na Costa do Marfim, sem antes saber se haveria condição de tratar lá este lixo tóxico. A multa é menos importante pelo seu valor em dinheiro – a Trafigura teve um lucro 340 vezes maior, ano passado – do que pelo caminho que abre para que a empresa responda em diversas cortes pela intoxicação que seu produto causou em milhares de marfinenses, levando 16 deles à morte, em 2006.

No ano seguinte, a empresa teria feito um acordo com o governo da Costa do Marfim para evitar processos e iniciou uma ofensiva contra os meios de comunicação para abafar o escândalo.

A Trafigura entrou com uma ação judicial para proibir o jornal britânico The Guardian de publicar um documento – conhecido como Relatório Milton – no qual especialistas atribuíam os problemas em Abidjan aos resíduos do Probo Koala. O jornal foi proibido de mencionar não só o relatório, como o próprio recurso judicial da Trafigura. Mas os detalhes do Relatório Milton, e o próprio documento, rapidamente começaram a circular na Internet. A ação foi movida também contra a BBC, que teve censurada, no final do ano passado, uma peça jornalística anterior, com o título “Dirty tricks and toxic waste in the Ivory Coast” (“Jogos sujos e lixo tóxico na Costa do Marfim”). A estatal, porém, não parou de noticiar o caso.

A nossa imprensa, que diz estar tendo sua liberdade “ameaçada” – ninguém sabe como nem porque – não se interessou em noticiar nem o caso, nem a tentativa de abafá-lo na imprensa.
Enviada por TIE-Brasil, às 21:21 26/07/2010, de Curitiba, PR


MinC anuncia, no FISL 2010, edital de apoio ao desenvolvimento do software livre
A julgar pelos números finais da 11ª edição do Fórum Internacional de Software de Livre (FISL), o espaço para o crescimento e desenvolvimento do software livre no Brasil parece, ainda, não ter limites. O encontro, que aconteceu de 21 a 24 de julho, em Porto Alegre, registrou mais de 7.500 inscritos entre participantes, expositores e palestrantes, e 79 caravanas vindas de vários estados brasileiros e também do Uruguai e Argentina. Pela rede, até as 18 horas de sábado (24/07, quando o evento se encerrou) foram registrados mais de dois milhões de page-views à página oficial do FISL.

É com foco nesse universo de estudantes, pesquisadores, desenvolvedores, usuários e interessados em software livre que a Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura (SCC MinC) pretende lançar, ainda este ano, um edital ‘experimental’ com objetivo de instituir um programa de apoio ao desenvolvimento aberto e distribuído de software livre no país.

O tema foi debatido na roda de prosa “Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Softwares Livres”, que aconteceu na quinta-feira (22/07), no Stand Xamelê, um espaço do MinC na área de exposições do FISL 2010. Ficou clara a disposição do Ministério da Cultura em entender como deve ser a atuação do Governo no sentido de não apenas apoiar, mas também legitimar essas iniciativas.

De acordo com José Murilo Junior, Gerente de Cultura Digital do MinC, a intenção do Ministério é fomentar o desenvolvimento dessas aplicações, compartilhando idéias e proposições com a comunidade. Nesse sentido, a participação efetiva do MinC na edição 2010 do FISL foi, de certa forma, um primeiro passo nessa direção. “É uma primeira conversa, e nós queremos inaugurar um processo de colaboração, de reflexão conjunta, colaborativa e participativa, para então construirmos esse primeiro edital”, explicou.

De acordo com José Murilo, já havia no MinC a intenção de conceder apoio ao desenvolvimento do software livre, e para isso o Ministério buscou focar suas ações em duas dimensões: a necessidade do desenvolvimento propriamente dito e a busca de uma forma adequada para que ele aconteceça.

A necessidade foi percebida, por exemplo, a partir de diferenças pontuais verificadas em softwares de edição em áudio e vídeo. “São programas muito utilizados por Pontos de Cultura, e percebemos que existe um grande desnível entre os aplicativos proprietários e os livres”, explicou José Murilo. A partir da percepção da demanda existente, o passo seguinte seria identificar a melhor maneira de se conduzir esse processo, e para isso o FISL se apresentou como a opção ideal.

“O nosso objetivo ao promover essa primeira conversa aqui, no Fórum, foi trazer um pouco das idéias que temos, apresentar para a comunidade e receber dela novos insumos. A ideia é, também, apresentar os instrumentos que temos disponíveis: os editais – seja no formato de bolsas, prêmios, ou propriamente a contratação através de um processo de desenvolvimento”, complementou o Gerente de Cultura Digital do MinC, para quem os resultados do encontro foram extremamente positivos, considerando-se que já está em discussão uma proposta do modelo do edital.

Para José Murilo, é muito importante que o MinC lance esse edital ainda em 2010, deixando uma ‘provocação’ para o próximo governo. “Não queremos que toda essa reflexão se perca. Vamos levantar a bola e deixar o caminho aberto para a continuidade do processo”, finalizou.

FONTE: Pontão Ganesha
Enviada por Paulo Roberto Franco Andrade, às 20:57 26/07/2010, de Uberlândia, MG


Serra tem nojo de pobre!
Até daqueles que o apóiam!!!
Clique aqui para ampliara a foto
Na foto tirada ontem (25.07.10) enquanto José Serra fazia campanha no Paraná, os leitores podem notar o candidato tucano pega -sem muito entusiasmo- na mão de uma eleitora e beija a própria mão!!!

Perceba que Serra mantém distância do povo, lá no alto, enquanto lá em baixo uma filinha de senhoras tentam cumprimentar o candidato.

Não é novidade para ninguém que o PSDB é o partido dos ricos, dos bancos, das classes altas e da massa cheirosa, como define a tucana Eliane Cantanhêde.

Leia mais sobre o nojo demotucano clicando aqui.

Não se esqueça de limpar as mãos depois de cumprimentar um demotucano, Ok?

Nota desta redação:
O cara tem nojo até daqueles que lhe vão babar os ovos e lhe entregar seu apoio.
Cá entre nós?
Isso deveria acontecer mais vezes com esta gente que puxa-saco de patrão, de autoritários e de conservadores engomadinhos.
Enviada por TIE-Brasil, às 11:00 26/07/2010, de Curitiba, PR


A Renault do Brasil se transformou numa verdadeira terra sem leis
Mesmo não cumprindo os dispositivos nas NR's, o que ocasionou a suspensão do nosso contrato de trabalho para apuração de falta grave. A direção da Renault no Brasil continua seus desmandos sentindo-se com inatingível pelo legislativo brasileiro.

Mesmo praticando a redução do intervalo para refeição, com acordo vencido vem convocando seus trabalhadores para realizarem horas extras. O que pode ser considerado ilegal, pois as empresas que tem acordo de redução do intervalo para refeição não pode fazer horas extras em conformidade com PORTARIA Nº 42, DE 28 DE MARÇO DE 2007 (Revogada pela Portaria n.º 1.095, de 19 de maio de 2010).

Se não fosse suficiente a força de lei que tem a portaria ministerial, também o acordo para refeição já não encontrasse mis em vigor, o que ocorre em descumprimento da lei.

Como não bastasse somente descumprir a legislação brasileira, sentindo-se por seu poder capitalista acima do judiciário brasileiro a Renault do Brasil ignora por completo a DECLARAÇÃO RELATIVA AOS DIREITOS SOCIAIS FUNDAMENTAIS DO GRUPO RENAULT.

"Representação do Pessoal

A Renault zela para que a representação do pessoal seja assegurada em todas as unidades do Grupo por funcionários das referidas unidades. Esses serão representativos em função de haverem sido eleitos ou pelo próprio fato de pertencerem às respectivas unidades.

A Renault reafirma seu compromisso com o rigoroso cumprimento da liberdade sindical, em termos de adesão e de responsabilidade sindical, em conformidade com os princípios fixados pela convenção nº 87 da Organização Internacional do Trabalho, de 1948, sobre a liberdade sindical e a proteção do direito sindical.

O reconhecimento da liberdade sindical comporta, para cada funcionário, o direito, ou não, de adesão. A Renault afirma também o seu anseio de cumprir os termos da convenção n° 98 do MIT no que tange ao direito de organização e de negociação coletiva.

A Renault manifesta o seu compromisso com a declaração do MIT relativa aos princípios e direitos fundamentais no trabalho adotada em 1998 na 86ª sessão da Conferência do Trabalho, tanto no que se refere à liberdade de associação como ao reconhecimento efetivo do direito de negociação coletiva.

Implementação.

A presente declaração está sendo divulgada a todo o quadro de pessoal das unidades do Grupo Renault. Aos funcionários será oferecida a possibilidade de informar a empresa com relação a todo e qualquer comportamento que eventualmente esteja em desacordo com esta declaração.

A diretoria e o Comitê de Grupo zelarão ambos para a efetiva implementação da declaração junto às instâncias representativas do pessoal das unidades envolvidas. Está previsto, no máximo até o final de 2006, um primeiro balanço com os signatários no que tange à aplicação desta declaração.

A presente declaração foi firmada em data de 12 de outubro de 2004 na sede da Renault, em Boulogne-Billancourt (França)."

Nós buscamos este respeito e que a direção do Brasil cumprisse a Declaração e que respeitasse as leis brasileiras. E acabamos tendo nosso contrato de trabalho suspenso.

Senhora dignissima secretária do CGR (Comitê de Grupo Renault), diante das evidências, das constantes solicitações de intervenção do CGR junto a direção mundial para que a Renault do Brasil respeite as legislações trabalhistas, os acordos coletivos e as convenções trabalhistas, é que mais uma vez imploramos que o CGR envie ao Brasil uma delegação oficial para tomar parte e colocar um fim a estes abusos.

Atenciosamente

Robson Jamaica
Coordenador da Delegação Sindical
Renault do Brasil – Complexo Ayrton Senna
Enviada por Robson Jamaica, às 10:52 26/07/2010, de São José dos Pinhais, PR


Brasil, de Getúlio a Lula
Por Emir Sader

O governo Lula representa uma nova expressão do campo popular, que teve nos governos de Getúlio e de Jango, seus antecedentes mais próximos. Governos de coalizão de classes, pluriclassistas, que assumem projetos de unidade e desenvolvimento nacional, com forte peso das políticas sociais. De Getúlio a Lula transcorreram décadas fundamentais, com elementos progressivos e regressivos, contraditórios, que chegam até o começo do século XXI vivendo uma circunstância nova, que pode se fechar, como um marcante parênteses ou como ponte para a ruptura definitiva do modelo herdado e a continuidade em um novo patamar da construção de um país justo, democrático, soberano. A análise é de Emir Sader.

(*) Primeiro texto do livro "Brasil, entre o Passado e o Futuro", organizado por Emir Sader e por Marco Aurélio Garcia, publicado pelas Editoras Boitempo e Perseu Abramo.

O Brasil vive um momento diferenciado da sua história política. Uma história que completará em 2010 suas oito décadas mais importantes até aqui. Desde então, há elementos de continuidade e de ruptura, pelas imensas transformações que o Brasil viveu desde então. Oito décadas em que o país mudou sua fisionomia econômica, social, política e cultural, de forma profunda e irreversível. De país rural se tornou pais urbano, de pais agrícola, país industrializado, de um Estado restrito às elites a um Estado nacional. De país voltado para fora, para um país voltado sobre si mesmo. De Getúlio a Lula transcorreram décadas fundamentais, com elementos progressivos e regressivos, contraditórios, que chegam até o começo do século XXI vivendo uma circunstância nova, que pode se fechar, como um marcante parênteses ou como ponte para a ruptura definitiva do modelo herdado e a continuidade em um novo patamar da construção de um país justo, democrático, soberano.

A ruptura mais importante, até aqui, da nossa história se deu em 1930. Até ali, grandes pactos de elite bloquearam a possibilidade de protagonismo do povo na história do país. A independência, ao contrário dos outros países do continente – com a exceção de Cuba e de Porto Rico -, não se deu pela expulsão dos colonizadores, mas pela primeira expressão do transformismo – no sentido que lhe deu Gramsci – na história brasileira. Ao invés de república, passamos da colônia à monarquia, fomos o país que mais tarde terminou com a escravidão, enquanto se consolidou o domínio do latifúndio no campo. Um pacto de elite que perpetuou os laços com a metrópole colonial, prolongou a escravidão e perpetuou a concentração da propriedade rural.

A crise de 1929 determinou o esgotamento do modelo econômico que tinha orientado toda nossa inserção – como país colonizado – no mercado internacional, como exportadores de matérias primas, quando as grandes potências que controlavam nosso comércio exterior se declararam em crise e reduziram drasticamente suas exportações e importações. Os efeitos foram tão graves que caíram praticamente todos os governos da America Latina – mesmo os progressistas, como o de Yrigoyen, na Argentina.

Desde a maior das rupturas – 1930 – algumas inflexões redirecionaram a história brasileira de maneira significativa, até o presente, dentre as quais a ditadura militar representou o marco divisório desde então. A Revolução de 30 introduziu o novo período, fazendo com que a presidência passasse das mãos de um mandatário – Washington Luis, o último presidente paulista antes de FHC, ambos nascidos no Rio, mas adotados pela elite paulista – que havia afirmado que “A questão social é uma questão de polícia”, para um – Getúlio – que fará com que o Estado assuma responsabilidades sobre os direitos sociais e passe a interpelar aos brasileiros, nos seus discursos, como “Trabalhadores do Brasil”. O fundamental foi a criação de um Estado nacional, sucedendo a um que era um consórcio das elites econômicas e políticas regionais. Essa foi a maior ruptura progressista, até aqui, da história brasileira.

O Brasil começou a ter um Estado em que passaram a se reconhecer proporções crescentes de brasileiros, mediante políticas sociais, reconhecimento da sindicalização dos trabalhadores, um projeto nacional e um discurso popular, o desenvolvimento econômico como norte fundamental do país. Iniciava-se o período mais prolongado e mais profundo de expansão da economia e de extensão dos direitos sociais que o país conheceu. As oito décadas transcorridas desde então estiveram marcadas por algumas inflexões importantes, desde a que, em 1955, redefine o desenvolvimento, que deixa de ter um caráter expressamente nacional – em que as empresas estatais tinham um papel chave – para o ingresso maciço do capital estrangeiro, com a indústria automobilística passando a ser o carro-chefe do desenvolvimento industrial, chegando a responder, de forma direta ou indireta, por um quarto do PIB brasileiro.

Uma segunda inflexão se deu com o golpe militar de 1964, esta substantiva não apenas no plano econômico, mas também social, com a abertura econômica para os capitais estrangeiros e o arrocho salarial, que são o santo do “milagre econômico”, e político, com a ruptura da continuidade democrática e a passagem a uma ditadura militar. Foi imposta pela força uma ruptura com o processo gradual de democratização social, política, econômica e cultural, passando a predominar um modelo centrado na exportação e consumo de luxo, possibilitado pela feroz repressão aos sindicatos e aos movimentos populares, com a correspondente super-exploração do trabalho.

A redemocratização representou uma ruptura político institucional sem, no entanto, romper com as bases econômicas e sociais do poder monopólico no Brasil. O poder dos bancos, da terra, da grande mídia privada, dos grandes monopólios nacionais e internacionais se fortaleceu, ao invés de serem objetos de democratização. A eleição do primeiro presidente civil depois da ditadura, ao não se dar pelo voto direto, mas pelo Colégio Eleitoral, facilitou uma nova conciliação das elites, fazendo com que o novo regime fosse um produto hibrido do velho e do novo. Passamos a ter uma democracia política sem alma social, sem alterar nosso recorde negativo de pais mais desigual do continente mais desigual do mundo. Isto é, uma democracia formal, nos moldes do liberalismo, assentada sobre a sociedade mais desigual do continente mais desigual do mundo.

Tanto assim que essa democracia foi funcional ao modelo neoliberal – hoje tão execrado nacional e internacionalmente, mas que com FHC ganhou total apoio das elites dominantes brasileiros -, que acentuou a desigualdade social, concentrou ainda mais o poder econômico e fragilizou a democracia reconquistada. FHC sentenciou a inflexão do seu governo: “Viraremos a página do getulismo.” Tinha consciência ele de que sem destruir as sobrevivências do Estado nacional, regulador, indutor do desenvolvimento, distribuidor de renda, o neoliberalismo, o reino do mercado, o Estado mínimo, não conseguiriam se impor. Foi sua obra. Fracassou e abriu caminho para o governo Lula, uma era hibrida, composta por continuidades e rupturas, possível até que existisse base material para um amplo arco de alianças que vai do capital financeiro aos pobres da cidade e o campo, que a crise atual coloca em questão.

Depois de termos participado, na década passada, do extenso e radical reino do neoliberalismo neste continente, participamos dos movimentos que, na década atual, rejeitam esse modelo e buscam formas de sua superação. Pela primeira vez, desde os governos de Getúlio, forças do campo popular dirigem, já por dois mandatos consecutivos, o país.

Como isso foi possível, depois de 21 anos de ditadura militar e de mais de uma década de governos neoliberais? Qual o fio condutor que articula o movimento popular brasileiro desde suas origens contemporâneas, na Revolução de 30, passando por estas oito décadas de acontecimentos tão significativos – progressivos e regressivos – até chegar ao complexo período que vivemos?

Da classe contra classe à questão nacional

As origens do movimento popular brasileiro precedem a Revolução de 30, nas origens da industrialização. Provêm do sindicalismo anarquista, comunista e socialista, que pela primeira vez levantaram no Brasil a necessidade de uma alternativa ao sistema de poder dominante. Suas bandeiras eram diretamente classistas, foram influenciadas pela interpretação da Revolução Russa como uma revolução “operário camponesa” e pelas lutas do movimento operário europeu. Tiveram o grande mérito de dar inicio à organização autônoma do movimento popular, centrado nos trabalhadores imigrantes, que traziam suas experiências e as doutrinas que fundaram a esquerda na Europa. Era uma esquerda urbana, sem raízes no campo, onde residia a grande maioria da população que, além disso, não chegou a elaborar estratégias específicas, assentadas na realidade brasileira. Assim, temas candentes como a da luta contra o latifúndio, contra a dominação externa, o das estratégias nacionais, não eram ainda temas centrais para a esquerda.

A crise de 1929 colocou os primeiros grandes desafios para o movimento popular brasileiro. Como reagir diante do esgotamento do modelo primário-exportador? Que estratégia nacional deveria ser elaborada para organizar as foras populares e constituir um bloco de transformação radical do país? Que posição tomar diante do nacionalismo?

Quem melhor captou a natureza da crise e as alternativas que se colocavam foi o nascente movimento nacionalista e não os partidos da esquerda – em particular o Partido Comunista, o mais importante deles. Este manteve a linha da Internacional Comunista de classe contra classe, subestimando o peso que a questão nacional passaria a ter em países como o nosso, na periferia capitalista. Enquanto que o nacionalismo soube captar o peso da identidade nacional e dos interesses nacionais no processo de industrialização que se iniciava e no marco do ressurgimento com força dos Estados nacionais no plano mundial.

A Revolução de 30 deu inicio ao que seria o movimento popular brasileiro durante as décadas seguintes. Um movimento centrado no nacionalismo como ideologia, em um bloco de forças entre o empresariado brasileiro, o movimento sindical urbano, as classes médias, comandadas pelo novo Estado brasileiro, o primeiro Estado com dimensão e ideologia nacional. Pela primeira vez o Brasil se pensava como nação e dispunha de um projeto nacional.

O modelo hegemônico introduzido pela Revolução de 1930 pode ser caracterizado como um modelo nacional-estatista, em que o impulso ao desenvolvimento se centrava fundamentalmente no Estado e na industrialização, ao mesmo tempo que a organização das classes fundamentais emergentes – empresariado nacional, classes médias e movimento sindical urbano – seria articulado pelo Estado, que incentivava a organização corporativa desses setores, mas vetava sua organização política. Esta estava dada pelo Estado e pela liderança de Getúlio em particular, que encarnavam os interesses da nação.

Essa orientação, aliada à visão classista da esquerda – em particular do Partido Comunista – implicaram num distanciamento inicial entre a esquerda partidária organizada e o movimento nacionalista. Em um segundo momento, na década seguinte, se daria a aproximação que marcou a identidade da esquerda por algumas décadas.

A postura do nacionalismo brasileiro – e latino-americano – diante do liberalismo será outro elemento essencial para definir a identidade do campo popular deste lado do Atlântico. Na Europa, o liberalismo foi a ideologia da burguesia ascendente, que lutava pela livre circulação de mercadorias, contra as travas feudais, sobretudo em relação à compra e venda livres da terra e da força de trabalho. Enquanto que o nacionalismo, numa região que não sofreu dominação externa, assumiu um caráter egoísta, chovinista, da suposta superioridade de uma nação sobre a outra – que seria profundamente explorada nas duas guerras mundiais, como expressão das contradições interimperialistas.

Já na periferia do sistema – e, em particular, na América Latina e no Brasil – o liberalismo foi a ideologia do bloco primário-exportador, cujos interesses se fundamentavam no livre comércio da exportação e da importação. Centrava-se no liberalismo econômico, que não necessariamente se casava com o liberalismo político.

Enquanto que o nacionalismo, pela dominação externa, colonial e imperialista que caracterizou nossa inserção no mercado internacional, teve um caráter de resistência nacional à exploração externa. Foi antiliberal no plano econômico, para proteger o mercado interno e fomentar a industrialização nacional. Mas foi também anti-liberal no plano político – nos casos mais conhecidos, os de Getúlio e Perón -, propondo a predominância da unidade em torno da nação e do Estado em contraposição ao sistema de partidos, que consideravam que dividiria a nação.

Essa posição do nacionalismo latinoamericano fez com que se dissociassem as questões nacional e social - fortemente reivindicadas por ele – e a questão democrática que, sob forma liberal, ficou em mão da direita. O movimento popular, especificamente no caso brasileiro, assumiu a bandeira nacionalista e social, fundada numa aliança de classes entre o grande empresariado nacional, setores das classes medias e o movimento sindical urbano. A direita buscou se opor, fundada em visões democrático-liberais.

O inicio do processo de sindicalização deu inicio ao mais importante processo de organização popular na história brasileira, mas ao restringi-lo apenas aos setores urbanos dos trabalhadores e ao não tocar na estrutura agrária, terminou se perpetuando o poder do latifúndio – mesmo que perdendo a hegemonia para a burguesia industrial ascendente -, separando o destino dos trabalhadores do campo – a imensa maioria dos trabalhadores – dos urbanos, favorecendo a continuação da emigração do campo para as cidades.

A estratégia hegemônica da esquerda se assentava na luta contra o latifúndio e o imperialismo, buscando desbloquear o desenvolvimento econômico, ao considerar que as travas externas e rurais seriam os obstáculos centrais à modernização industrial e ao desenvolvimento econômico e social do país, assim como à afirmação da sua identidade nacional. Essa estratégia considerava que haveria uma primeira etapa de luta nacional e democrática, até que se criassem as condições para uma luta anticapitalista.

Foi um período de extraordinários avanços no desenvolvimento econômico do país, na construção do Estado nacional, na conquista de direitos sociais da população e de elaboração de uma ideologia nacionalista. Coincidiu, primeiro, com a recessão internacional e o refluxo dos investimentos estrangeiros em toda a região – o que favoreceu a estratégia de industrialização pela substituição de importações – e depois com a segunda guerra e a guerra da Coréia. Coincidiu também com o maior ciclo longo expansivo do capitalismo internacional, do qual a industrialização de países da periferia como o Brasil, a Argentina e o México fizeram parte. Assim, de 1930 a 1954 abriu-se um espaço sui generis para o desenvolvimento econômico nacional, funcional ao ciclo expansivo internacional.

O fim da guerra da Coréia representou o retorno com força dos investimentos estrangeiros, particularmente os norte-americanos, estabelecendo um final do ciclo fortemente nacionalista no Brasil e na Argentina. (Não por acaso Getúlio cai em 1954, Perón em 1955). Na metade da década de 1950 chegaram os investimentos na indústria automobilística, que trariam grandes conseqüências para o caráter do desenvolvimento econômico, assim como no plano das forças sociais e do próprio Estado.

Mudou o rumo do desenvolvimento econômico, que continuou a ser o objetivo central do modelo dominante, mas a entrada do capital estrangeiro deslocou para ele – em particular para a indústria automobilística – o eixo central da economia. Com JK, o desenvolvimento passou a primar sobre o seu caráter nacional, a composição da classe operária também se viu alterada, com a imigração maciça de trabalhadores nordestinos para a indústria privada – prioritariamente paulista – em detrimento da empresas estatais e do epicentro econômico e social no Rio de Janeiro.

O movimento popular, no entanto, seguiu fortalecendo-se, tanto com a extensão da sindicalização urbana, quanto com o começo da sindicalização no campo. A polarização política continuou a se dar entre os mesmos blocos, sem refletir ainda a expansão da presença do capital estrangeiro no país.

Esta se fará sentir mais fortemente conforme as articulações para o golpe militar se intensificaram. A derrota do candidato que daria continuidade ao programa getulista – o general Lott – deslocou o bloco dominante, mas a renúncia de Jânio Quadros, ao recolocar a João Goulart na presidência, retomou-a, em uma versão mais popular, por ter a Jango como cabeça de governo. O governo Jango retomou o projeto de Getúlio – teorizado por Celso Furtado em torno das “reformas de base” -, que expressou a formulação mais articulada do projeto do movimento popular naquele período. As medidas anunciadas por Jango no seu ultimo comício – no dia 13 de março na Central do Brasil, no Rio de Janeiro – iam nessa direção: inicio do processo de reforma agrária e limitações na remessa de lucros para o exterior.

O movimento popular brasileiro tinha atingido seu auge de mobilizações, pela extensão e diversidade de suas forças e manifestações. Um governo com um projeto de reformas estruturais da economia, um movimento sindical forte, estendendo-se dos centros urbanos ao campo, passando a incorporar aos funcionários públicos e a setores das FFAA, grande capacidade de mobilização e combatividade do movimento estudantil, criatividade inédita do conjunto do mundo artístico – cinema novo, bossa nova, teatro político, entre outras expressões. O golpe viria se abater sobre todas as manifestações populares e democráticas acumuladas no país de forma brutal e direta.

O golpe revelava como a grande burguesia brasileira preferia apoiar a ruptura da democracia para consolidar sua aliança com o grande capital internacional e o latifúndio, ao invés de com o movimento popular na direção de aprofundar e estender a democracia no Brasil. Abandonou sua bandeira democrática – em nome da qual pregou e apoiou a o golpe e a ditadura – e se unificou no apoio ao novo regime e às suas políticas econômicas antinacionais.

O golpe militar foi uma das maiores rupturas vividas pela historia brasileira – esta de caráter claramente regressivo. O movimento popular brasileiro havia chegado a seu momento de maior força em toda a sua historia até aquele momento. Pela sua força de massas, pelas direções políticas de caráter nacional que havia construído, pela sua força ideológica e pelos postos ocupados nas esferas de governo, especialmente a nível nacional.

A ditadura golpeou profundamente o campo popular em todas as suas formas de existência: dos sindicatos urbanos aos rurais, das universidades às escolas básicas, dos intelectuais aos artistas, dos jornais cotidianos às revistas, dos parlamentares progressistas aos juízes, das editoras aos teatros e aos produtores de cinema, dos militantes aos simpatizantes da esquerda. Quebrou-se o eixo do campo popular, assim como suas extensas raízes de massa, instalando-se, pela primeira vez em muitas décadas, um Estado antipopular, que golpeava a democracia e o movimento popular em todas as suas dimensões.

Colocava-se um novo desafio para as lutas populares no Brasil: como enfrentar a ditadura, como reivindicar a questão democrática, ao mesmo tempo, que a o enfrentamento da dominação externa e das oligarquias internas?

Da ditadura à democracia

A ditadura militar mudou radicalmente o perfil do movimento popular brasileiro. Já não contava com as organizações de massa legais, ao contrário, tinha que computar a repressão sistemática a qualquer forma de organização – sindical, estudantil, camponesa, cultural. Tinha a questão democrática como central – a luta contra a ditadura se transformava no tema central, que poderia unificar a amplos setores afetados pela repressão. Tinha, ao mesmo tempo, o desafio de como atuar diante do fechamento de praticamente qualquer espaço de luta nos planos econômico, social, político e cultural. As formas de luta apareciam como uma interrogante a responder, da qual se deduziria uma grande quantidade de conseqüências.

A primeira reação da oposição à ditadura foi a de impulsionar a luta clandestina, propugnar por uma saída radical da ditadura e centrar suas formas de luta nas ações armadas – de forma paralela à vitória das guerrilhas em Cuba e de sua proliferação em outros países do continente, especialmente, Venezuela, Peru, Guatemala, concomitantemente com a resistência dos vietnamitas à invasão norteamericana. O movimento estudantil aparecia como o mais ativo na resistência à ditadura, enquanto se desenvolviam debates na esquerda sobre a natureza do golpe e do novo período político, assim como as formas de luta e seus objetivos, sob forte influencia da Revolução Cubana.

Na primeira etapa, sem movimento social organizado, mas contando com a brutalidade da repressão militar, a reorganização do movimento popular se centrou em torno de núcleos guerrilheiros, que conseguiram, valendo-se do fator surpresa, assestar bons golpes na ditadura – entre seqüestros e troca de prisioneiros, desvios de aviões e outras ações armadas. Passado o efeito surpresa, com o movimento de massas desorganizado, sofrendo os duros golpes da repressão e das políticas econômicas da ditadura, o movimento guerrilheiro acabou sendo cercado e derrotado, concluindo a primeira fase da luta de resistência à ditadura.

Ao mesmo tempo, apoiada na repressão política e econômica, na abertura da economia e atração de capitais estrangeiros, a ditadura lograva retomar a expansão econômica, embora agora com forte contenção do consumo popular, concentrando a realização na esfera alta do consumo e na exportação. A derrota dos grupos guerrilheiros abriu o espaço para a oposição legal. Ao mesmo tempo, o movimento de massas encontrou um novo caminho a partir da resistência do sindicalismo metalúrgico do ABC, que conseguiu quebrar a política de arrocho salarial da ditadura, vigente durante quase década e meia. Ao lado desse consistente movimento, que suscitou ampla solidariedade e projetou novas lideranças populares – a mais expressiva das quais, Lula -, se desenvolveram novos movimentos sociais – de mulheres, de negros, de indígenas, de luta contra a carestia, das comunidades eclesiásticas de base, entre outros -, projetando uma nova fisionomia ao movimento social brasileiro.

Emergiam assim duas vertentes de oposição à ditadura e de luta contra a ditadura: uma, de caráter legal, institucional, hegemonizada por uma concepção democrático-liberal, de restauração dos marcos políticos do regime democrático, com um projeto de reformas econômicas estruturais, centrado no MDB. A outra, com um projeto de construção de uma democracia com caráter social, centrado nos novos movimentos sociais, liderados pelo sindicalismo de base.

A primeira foi claramente hegemônica, durante muito tempo abrigou no seu seio quase todas as correntes opositoras. Os novos movimentos sociais foram os grandes protagonistas na luta de massas, o que deu um caráter popular à resistência à ditadura, enquanto a corrente legal parlamentar lhe impunha o caráter democrático.

A luta contra a ditadura desembocou na luta pela anistia geral e irrestrita e, depois, pela eleição direta para presidente. A hegemonia do setor democrático liberal se consolidou ao longo da década de 1970, conforme o fim da ditadura foi se configurando como um processo político institucional, de caráter eleitoral. As duas campanhas uniram as forças sociais e políticas, permitindo a constituição de uma ampla força democrática, que acabou conduzindo à transição democrática no final da ditadura. No entanto a hegemonia foi do bloco democrático-liberal, inclusive porque o bloco alternativo não propunha uma saída diferente da ditadura.

O tom diferenciado do movimento popular era a ênfase nas reivindicações sociais, além das transformações políticas, com o fim da ditadura, como seu diferencial. As duas correntes se fortaleciam, sob o influxo da luta antiditatorial – uma com ênfase na esfera política, a outra na esfera social.

Foi um período de fortalecimento do movimento social e do campo popular, com a fundação da CUT, do PT, do MST, além da mobilização popular que precedeu a Assembléia Constituinte – esta mesma uma expressão da força que o movimento democrático havia adquirido. A campanha pelas eleições diretas, as mobilizações sindicais e dos trabalhadores sem terra revelavam como a luta de resistência à ditadura mantinha a iniciativa, com grande respaldo popular.

As maiores mobilizações populares que o Brasil havia conhecido se deram em torno das eleições diretas para presidente da república. Sua derrota, porém, abriu caminho para um novo pacto de elite, quando setores da oposição e setores originários da ditadura se uniram para escolher como candidato não a Ulysses Guimarães – o líder da oposição democrática -, mas um político mais moderado, Tancredo Neves, tendo a um dirigente que até pouco antes era presidente do partido da ditadura, José Sarney, configurando como a democracia nascia como um hibrido entre o novo e o velho.

O governo Sarney foi marcado pelas condições do seu surgimento – depois da morte de Tancredo -, gerando um governo que limitou a transição à democracia como transformação apenas na esfera político-institucional, sem que a democratização tivesse também um caráter econômico, social e cultural.

O período terminou desembocando na primeira eleição direta para presidente da República, quando, porém, a polarização ditadura-democracia havia sido superada – durante o governo Sarney – permitindo que o candidato da direita – Fernando Collor – colocasse na agenda a desqualificação do Estado e da regulação econômica, apontando para a primeira versão do projeto neoliberal no Brasil. O desempenho de Lula nas eleições de 1989 fazia com que o campo popular acreditasse que suas bandeiras essenciais – ética na política e justiça social – constituiriam as propostas fundamentais da plataforma da esquerda. O tema da crise fiscal do Estado e da luta contra a inflação começava a projetar-se, pegando desprevenida a esquerda.

A campanha pelo impeachment de Collor parecia confirmar a vigência do tema da ética na política como central. A campanha eleitoral de 1994 foi protagonizada pelas Caravanas da Cidadania de Lula, centradas no tema da justiça social, enquanto a escolha do vice na chapa – José Paulo Bisol – complementava os dois eixos da plataforma opositora.

A esquerda foi pega de surpresa porque – como o entorno latinoamericano já demonstrava – a hegemonia neoliberal crescia de forma avassaladora na região. Depois de começar como favorito, Lula foi atropelado pelo Plano Real e pela candidatura de FHC, que conseguiu impor como tema central a luta contra a inflação (a inflação como imposto aos pobres e como desorganizadora da economia), retomando os temas de Collor de forma mais coerente e articulada, para triunfar e fechar o período de transição democrática, com o triunfo da hegemonia neoliberal.

Neoliberalismo: a defensiva do campo popular

A hegemonia do modelo neoliberal veio consolidar o acúmulo de uma série de fatores regressivos em escala mundial: a passagem de um mundo bipolar a um mundo unipolar sob hegemonia imperial norteamericana; a passagem de um ciclo longo expansivo em escala mundial a um ciclo longo recessivo: no Brasil e em outros países da região, regimes de ditadura militar. A hegemonia global do modelo neoliberal consolidou essa relação de forças desfavorável às forças democráticas e populares.

No Brasil o modelo tardou mais para chegar, porque o forte impulso democratizador não apenas favoreceu o fortalecimento do campo popular e de suas organizações, como desembocou na nova Constituição. A própria caracterização do seu presidente, Ulysses Guimarães, de que se tratava de uma “Constituição cidadã”, isto é, de afirmação de direitos expropriados pela ditadura e de novos direitos, a colocava na contramão do neoliberalismo, que se constituía numa brutal máquina de expropriação de direitos.

Porém, o governo Sarney limitou a redemocratização ao plano político-jurídico, sem estendê-la aos planos econômico, social, dos meios de comunicação. Seu governo esgotou o impulso democratizante, permitindo que Collor – um político vinculado originalmente à ditadura – impusesse outra polarização, que não aquela entre democracia e ditadura. Conseguiu impor a polarização entre mercado e Estado, como central e assim começou a construiu a hegemonia neoliberal no Brasil – quando ela já se impunha abertamente no México, na Argentina, no Chile, revelando como representava uma onda avassaladora.

A queda de Collor interrompeu essa primeira tentativa de imposição do modelo neoliberal, mas o novo consenso estava instalado, criminalizando o Estado e todas suas formas de regulação. A nomeação de FHC como Ministro de Economia do governo de Itamar Franco e sua posterior eleição como presidente, permitiu consolidar esse novo consenso, mediante o Plano Real, que buscava “virar a página do getulismo” – nas palavras do presidente tucano – e instaurar a era neoliberal no Brasil.

A esquerda ficou presa à sua plataforma tradicional – políticas sociais e ética na política -, sem atacar os temas da crise de um Estado historicamente esgotado e sem propostas para um novo modelo econômico.. A direita deu a sua solução à crise, colocando o Estado como alvo das transformações no Brasil, centradas na desregulamentação da economia: privatizações, abertura da economia, precarização das relações de trabalho, enfraquecimento do Estado, substituição do tema do desenvolvimento pelo da estabilidade monetária, entre outros.

Os movimentos populares passaram diretamente à defensiva. Vítimas privilegiadas das novas políticas, mediante o enfraquecimento das políticas sociais, da cassação de direitos sociais, da elevação continua do desemprego e do subemprego, do ataque aos movimentos sociais e a toda a forma de oposição, deixaram à esquerda o dilema de defender um Estado falido ou somar-se às políticas de mercado. Uma situação claramente defensiva, deslocada, com perda de iniciativa, centrada na resistência a um projeto que se apresentava como modernizador e ofensivo contra privilégios, enquanto a esquerda ficava relegada a defender um modelo esgotado, a resistir às modernizações, a resistir, sem dispor de projetos alternativos.

Foi uma virada regressiva de proporções históricas, de alguma forma tão regressiva quanto o golpe militar. Se somavam assim dois períodos regressivos quase seguidos em poucas décadas no Brasil. Ao que se devem somar as transformações, na mesma direção, no cenário internacional e continental, para terminar de configurar um quadro bastante negativo para o campo popular.

A defensiva significa, ao mesmo tempo, que uma situação de confessa inferioridade, assumir a agenda do campo inimigo, ao qual nos opomos, a perda de iniciativa e de uma agenda própria. No Brasil, a resistência popular teve um papel essencial de colocar limites à plena realização dos projetos neoliberais. Primeiro, derrubando a Collor, atrasando os programas neoliberais e, no governo FHC, colocando limites aos processos de privatização. O atraso no processo neoliberal brasileiro também contribuiu para torná-lo um neoliberalismo tardio – FHC triunfa no mesmo ano da primeira grande crise neoliberal no continente, a mexicana – e incompleto.

Depois de um amplo apoio nacional, ao caracterizar a inflação como “um imposto aos pobres” e ao Estado como problema e não como solução, o governo FHC foi perdendo apoio, até não se recuperar da crise de 1999, da qual a própria economia não se recompôs até o final do seu governo. Os dois mandatos de FHC terminavam em derrota eleitoral, mas ele havia logrado mudar a agenda nacional, conseguindo incorporar temas como a estabilidade monetária, na agenda consensual nacional, assim como contribuir para acentuar os elementos pertinentes ao novo modelo: o modo de vida norteamericano, com seu centro no consumo, o individualismo possessivo correspondente, a desqualificação da organização social e política, dos partidos, da esfera estatal. O Brasil era outro ao final da década neoliberal.

O governo Lula ou a quebra do consenso neoliberal

A eleição de Lula é produto do fracasso e da rejeição do governo FHC, da resistência dos movimentos populares e da capacidade de Lula de capitalizar esses fatores para se eleger finalmente presidente. Isso não se dá no bojo de um grande ciclo de mobilizações populares. Os movimentos populares, duramente golpeados pelas políticas neoliberais – entre elas o desemprego e a precarização laboral – pelo ataques ideológicos, políticos e repressivos contra as mobilizações de massa e as suas organizações, pelas viradas ideológicas na sociedade brasileira, haviam passado a uma situação de relativo refluxo.

Apesar de tudo isso, Lula não se havia transformado em favorito para ganhar as eleições, sendo superado, sucessivamente por Roseana Sarney e por Ciro Gomes, até que a crise da candidatura deste deixou em aberto a herança de votos, disputada entre Lula e Serra. Foi nesse momento que a Carta aos brasileiros – em que se tentava debelar o ataque especulativo contra o Brasil, feito pelos capitais especulativos – e o “Lulinha, paz e amor”, conseguiram fazer com que Lula passasse do patamar histórico de votos do PT – pouco mais de 30%,- para a cifra que lhe permitiu vencer.

Foi assim uma vitória da rejeição do governo FHC, mas que recebeu como herança não apenas a dura situação econômica, mas também consensos nacionais implantados por anos de neoliberalismo. Sua incorporação, com a Carta aos brasileiros, foi herança desse consenso.

O governo Lula manteve elementos das políticas do governo anterior e rejeitou a outras, configurando um quadro contraditório. Na sua primeira fase, primaram os elementos de continuidade, mantendo-se um duro ajuste fiscal – de que os superávits primários e a independência de fato do Banco Central são expressões. O governo assumiu formas contraditórias, com políticas sociais e política externa claramente inovadoras, mas com política econômico-financeira e política agrícola tradicional.

O campo popular elegia um governo diretamente vinculado a ele, porém refletindo as contradições desse mesmo governo e do período político em que esse governo foi eleito. Dois momentos foram traumáticos para as relações do governo com sua base popular de apoio: o primeiro, a reforma da previdência, praticamente a primeira iniciativa política do governo, que se chocava diretamente com as posições do movimento social organizado. Isso se dava no marco do ajuste fiscal que primava na primeira fase do governo, em que os contingenciamentos de recursos freavam a realização das políticas sociais em favor da estabilidade monetária, refletida nos superávits primários.

O segundo foi a crise de 2005, em que sob acusações de uso de recursos para compra do apoio de aliados, o governo chegou a ter risco de sofrer acusação de impeachment e assim terminar precocemente a primeira experiência de governo popular em mais de quatro décadas, sob acusações de corrupção, sem ter saído do modelo econômico herdado.

O governo foi resgatado pelas políticas sociais e pelo apoio popular que ela lhe propiciou. A resultante, que permitiu ao governo não apenas superar a crise, como conseguir a reeleição em 2006 e chegar ao seu sétimo ano de governo – quando FHC tinha 18% de apoio – com apoio superior a 80% e rejeição de 5%, apesar de ter praticamente toda a imprensa feroz e sistematicamente contra.

Como resultante, o governo Lula representa uma nova expressão do campo popular, que teve nos governos de Getúlio e de Jango, seus antecedentes mais próximos. Governos de coalizão de classes, pluriclassistas, que assumem projetos de unidade e desenvolvimento nacional, com forte peso das políticas sociais. Da mesma forma que os governos anteriores, cruzado por uma série de contradições, agora produto mais direto da era da globalização neoliberal.

O povo brasileiro mudou, o campo popular também, o próprio Brasil é outro. Mas há uma linha de continuidade que permite dizer que a lutar de hoje é, no essencial, a mesma de há oito décadas, quando o Brasil contemporâneo começou a ser construído.

A construção de um projeto de nação e de sociedade, é um processo em curso, entrecortado por longos períodos de desarticulação do Estado, de fortalecimento dos interesses externos na nossa economia, de predomínio dos interesses privados no seio do Estado, de importação de formas de vida alheias, de estilos e formas oligárquicas e ditatórias de forjar opinião pública.

Pode-se dizer que as forças que levaram Getúlio ao suicídio, que deram o golpe contra Jango e que se opõem ao governo Lula são as mesmas forças de direita que foram hegemonias durante a ditadura militar e que instauraram e promoveram o neoliberalismo no Brasil. E que sobrevivem no tempo, porque são os mesmos que ganham com a hegemonia do capital financeiro, com o agronegócio, com a mídia oligárquica.

O povo trabalhador é o mesmo. Foram os negros escravos a primeira geração dos trabalhadores brasileiros. A segunda foi de imigrantes europeus, pobres, lutadores sociais. A terceira geração dói a dos nordestinos que emigraram para as cidades do sul, expulsos pela violenta e cruel estrutura agrária brasileira, beneficiária da ausência de reforma agrária.

O futuro do Brasil e do povo brasileiro dependem hoje de se o governo Lula será um parêntesis na dominação das elites tradicionais – as mesmas que produziram o país como o mais injusto e desigual do mundo – ou se o governo Lula é uma ponte para abrir caminho para a saída do modelo neoliberal e o inicio da construção de um país democrático econômica, social, política e culturalmente, soberano e solidário, um país para todos – na continuidade da luta que nos conduziu de Getúlio a Lula.

O Brasil mudou e mudou para melhor, mas nem por isso o governo Lula pôde resolver os principais problemas herdados. Pelo menos o governo colocou os problemas fundamentais a resolver: a hegemonia do capital financeiro, o modelo agrícola e a ditadura da mídia privada. Nas eleições de 2010 se decide não apenas o futuro imediato do Brasil, mas a fisionomia que terá a sociedade brasileira em toda a primeira metade do século. Se há um retorno das elites tradicionais, responsáveis pelo Brasil ser o país mais desigual do continente mais desigual, ou se dará continuidade e a aprofundará as transformações que levem à construção de um Brasil para todos – democrático, diverso, solidário e soberano.
Enviada por TIE-Brasil, às 10:42 26/07/2010, de Curitiba, PR


Do consenso democrático ao financeiro e ao atual consenso social
Do blog do Emir Sader

A construção da opinião publica brasileira

A construção da opinião publica brasileira não é democrática porque os fatores que mais sistematicamente incidem na sua formação são monopolistas – os grupos oligárquicos que controlam os meios de comunicação. Seu peso tem claramente caído e uma das novidades da vitória do Lula em 2002 e da sua reeleição em 2006 é exatamente este – triunfo contra esse monopólio.

Como resultante, mesmo sob o efeito desse fator que deforma sua construção democrática, podemos ainda assim constatar o tipo de consenso gerado no conjunto da sociedade brasileira ao longo das ultimas décadas e nos darmos conta das suas novidades.

Na ditadura não se podia falar de consenso. Havia uma hegemonia centrada na força, ainda que, durante o período de crescimento econômico – 1967-1979 –, pudesse contar com acesso ao consumo de bens por parte da população, para se apoiar complementarmente.

Na década de 80, como efeito de rejeição da ditadura, o consenso foi basicamente em torno do restabelecimento da democracia política no Brasil. A fundação do PT, da CUT, do MST, foram produtos desse consenso, assim como a Assembléia Constituinte, que basicamente resgatou direitos expropriados pela ditadura e reconheceu alguns outros novos.

Este consenso se esgotou com o governo Sarney que, formalmente originário das forças opositoras, esvaziou o impulso democratizante que vinha da oposição à ditadura, mantendo a democratização nos marcos estritos do sistema político liberal. A concentração do poder consolidava e ampliada pela ditadura – em torno do sistema bancário, dos grandes conglomerados industriais, comerciais, agrícolas, da propriedade da terra pelo latifúndio, do monopólio dos meios de comunicação – não apenas não foi tocado, como foi intensificado. Basta recordar como ACM, Ministro das Comunicações do governo Sarney, terminou de repartir as mídias do país entre as oligarquias tradicionais, basicamente em troca do quinto ano do governo Sarney.

Collor se aproveitou desse esvaziamento para deslocar a polarização central do cenário político daquela entre ditadura x democracia, para uma nova, entre modernização x atraso, recoberta por aquela entre esfera privada x esfera estatal. Começava a se delinear a hegemonia neoliberal no país.

FHC deu continuidade a esse consenso, revestindo-o da luta contra a inflação e fazendo do Estado o vilão da inflação. Conseguiu introduzir no consenso nacional a estabilidade monetária, produto do ajuste fiscal que, por sua vez, promovia o Estado mínimo, expropriava direitos, estendia o trabalho sem carteira assinada, produzia a hegemonia do capital especulativo na economia.

O esgotamento desse consenso, representado pela derrota do candidato de FHC – Serra – em 2002 e em 2006 – Alckmin -, permitiu mudanças na opinião majoritária da população. A passagem do consenso democrático ao da estabilidade monetária representou uma virada basicamente conservadora, porque jogou a estabilidade monetária contra o desenvolvimento, a distribuição de renda e os direitos sociais. Mesmo esgotado esse consenso – que impediu que um candidato que representava sua continuidade fosse vencedor em 2002 -, inscreveu no consenso nacional o tema da estabilidade monetária.

O novo consenso, produzido pelo governo Lula, incorporou esse elemento, mas articulando-o com um quadro geral de outra natureza. Depois de uma primeira fase em que esse elemento, herdado do governo FHC, foi determinante, ele passou a ser enquadrado em um marco diferente na segunda fase do governo. Nesta, se resgataram elementos estruturais de um consenso distinto: o desenvolvimento econômico com distribuição de renda, o papel do Estado como indutor do desenvolvimento e garantia dos direitos sociais, a extensão sistemática destes direitos – incluídos a elevação sistemática do poder aquisitivo dos salários acima da inflação, o aumento permanente do trabalho formal, entre outros. De um governo para uma minoria, beneficiada pelos mecanismos de mercado prevalecentes com a retração do Estado, foi se passando a um governo para todos, estendendo direitos e acesso a bens aos setores mais pobres, amplamente majoritários em uma sociedade secularmente desigual como a brasileira.

Gerou-se assim um novo consenso, progressista, que prefere o desenvolvimento ao ajuste fiscal, a distribuição de renda à competição selvagem no mercado, a soberania externa à subordinação às políticas dos EUA, o papel ativo do Estado na economia e nas relações sociais contra sua retração a um Estado passivo e fomentador das privatizações. Esse é o elemento basicamente progressista do governo Lula, centrado não apenas na melhoria inquestionável das condições de vida da massa da população, mas também em um consenso que rompeu com o consenso neoliberal, deslocando-o para os direitos sociais, a luta contra a desigualdade e a estagnação econômica.

A liderança da Dilma nas pesquisas – o máximo que conseguem fazer as pesquisas da oposição é tentar aferrar-se a um suposto empate técnico, com clara tendência ao deterioro das opções pelo seu candidato – reflete esse novo consenso, que reflete as realizações do governo e as mudanças na opinião publica, produzidas por essas realizações e pelo discurso de Lula e de Dilma, basicamente. É nesse quadro que, se confirmado, levará a uma vitória significativa de um novo consenso progressista no Brasil, que as forças do campo popular devem lutar para aprofundar as transformações iniciadas no governo, promover outras e contribuir à consolidação de um modelo posneoliberal, fundado nos direitos para todos, na justiça social, na solidariedade, no desenvolvimento com distribuição de renda e na soberania nacional.
Enviada por TIE-Brasil, às 10:24 26/07/2010, de Curitiba, PR


Mestre Ariano Suassuna junto com Lula e Dilma
O entusiasmo da militância transformou em comício o encontro do presidente Lula e da candidata Dilma Rousseff com prefeitos na cidade de Garanhuns, no agreste pernambucano.

Embalados pelo resultado da pesquisa Vox Populi, que aponta Dilma oito pontos a frente do candidato da oposição, 3 mil militantes fizeram subir a temperatura do ginásio de esportes contrastando com a noite fria de Garanhuns. A cidade natal do presidente Lula registra as menores temperaturas do agreste pernambucano. No inverno, os termômetros marcam, em média, 15º.

Mas o frio passou longe do ginásio de esportes. Lula e Dilma tiveram calorosa recepção. E quando viu subir ao palanque o escritor Ariano Suassuna, a plateia não hesitou e cantou os versos entoados pelas ruas de Olinda em todos os Carnavais desde 1963:

“Queriam ou não queiram os juízes,
o nosso bloco é de fato campeão.
E se aqui estamos cantando essa canção,
viemos defender a nossa tradição.
E dizer bem alto que a injustiça dói.
Nós somos madeira de lei
que cupim não rói.”

Suassuna levantou-se para acompanhar com palmas a plateia. E quando esta silenciou, na arquibancada, alguém comentou: “Mais atual, impossível.”

Nota desta Redação:
Ariano Vilar Suassuna (João Pessoa, 16 de junho de 1927) é um dramaturgo, romancista e poeta brasileiro.

Ariano Suassuna é um dos mais importantes dramaturgos brasileiros, autor dos célebres Auto da Compadecida e A Pedra do Reino, é um defensor da cultura do Nordeste e do Brasil.
Enviada por Paulo Roberto Franco Andrade, às 19:51 24/07/2010, de Uberlândia, MG


Sindicacau mobiliza Trabalhadores nas 4 maiores moageiras de cacau do Mundo
Os trabalhadores das quatro maiores indústrias moageiras de cacau do mundo que são respectivamente: Adm Joanes, Barry Callebaut e Cargill Agrícola, em Ilhéus, e Delfi Cacau Brasil, em Itabuna, estão em campanha salarial desde Abril 2010 e irão deflagrar uma greve por tempo indeterminado caso as empresas não venham com propostas que atendam as expectativas dos trabalhadores.

A proposta inicial da pauta de reivindicações dos trabalhadores foi de 10% de reajuste salarial ticket alimentação de R$ 510,00 reais e piso salarial de R$ 750,00 reais e mais PLR (participação nos lucros e resultados),dia 27 de julho de 2010 sera realizada uma votação em frente a Delfi Cacau Brasil onde os trabalhadores irão decidir se havera greve.

Segundo a Dow Jones Newswires, o dólar fraco favorece o cacau pois torna a commodity mais barata no mercado internacional . Também ajudaram o cacau notícias relacionadas às grandes indústrias de chocolate. A suíça Barry Callebaut anunciou que as vendas cresceram 8% no período de nove meses encerrado em maio, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

O Sindicacau está com negociação agendada com a Barry no dia 29 de julho de 2010 e Delfi Cacau Brasil no dia 03 de agosto 2010, o Sindicato e os trabalhadores esperam que as empresas venham realmente com vontade de negociar.
Enviada por Sindicacau, às 19:41 24/07/2010, de Ilhéus, BA


Da importância didática dos números do Datafolha
Por Luiz Carlos Azenha

Alguém está errando seriamente nas pesquisas eleitorais. Só o tempo dirá. Registro, como curiosidade, que o Datafolha já produziu pelo menos uma pesquisa que nos pareceu fora da curva. No entanto, quem é do ramo alega que pode ser apenas uma questão de metodologia. No Vox Populi a diferença em favor de Dilma é de 8 pontos; no Datafolha, de um ponto em favor de Serra, dentro da margem de erro (que é de 2 pontos no Datafolha, contra 1,8% no Vox Populi).

De qualquer forma, como diz meu amigo Rodrigo Vianna, talvez o efeito de uma pesquisa assim seja benéfico para energizar os dois campos e evitar que haja salto alto. O que está em jogo no Brasil em 2010 é de imensas proporções. É muito mais do que a escolha de um presidente da República. Trata-se de uma escolha:

1. Que pode ditar os rumos políticos da América Latina, onde os Estados Unidos trabalham para isolar politicamente os governos da Bolívia e da Venezuela;

2. Ditará os rumos da exploração da maior reserva de petróleo descoberta no mundo nos últimos 30 anos;

3. Ditará os rumos da oitava maior economia do mundo que está a caminho de se tornar a quinta maior, num contexto de crise econômica internacional.

Internamente, as eleições deste ano selarão o destino de um grupo político pelos próximos 16 anos!

Diante de tal enormidade, é muito útil que a eleição não se decida de véspera, através de pesquisas eleitorais. E é muito útil que todos se engajem de corpo e alma no debate e na tarefa de convencimento que não aconteceram até agora, muito porque à mídia corporativa esse debate aparentemente não interessa, mas sim os factóides que nos são vendidos diariamente a título de “campanha eleitoral”.

Fonte: Blog viomundo de Luiz Carlos Azenha

PS do Viomundo: Aqui tem um texto importante do Rodrigo dirigido àqueles que superestimam o poder de blogosfera e subestimam o poder da mídia tradicional.
Enviada por TIE-Brasil, às 10:52 24/07/2010, de Curitiba, PR


Até no DataFalha Dilma bate Serra na pesquisa espontânea!!!
Dito e Feito:
- Como nós e 200% dos cidadãos progressistas deste país prevíamos, o PiG e seu DataFalha insistem em manter Dilma e Serra empatados

É ridículo, mas eles manipulam mesmo.

É inacreditável o desprezo dessa gente pela inteligência do povo brasileiro.

É imensurável o ódio da elite branca para com as pessoais normais do Brasil.

Não vamos perder tempo aqui tentando encontrar os erros da pesquisa deles, pois está evidente que a manipulação segue. Até aumentar o número de entrevistados aumentaram, mas não dizem qual é o peso de cada região do país, ou seja, se respeitaram os dados do IBGE ou se entrevistaram mais pessoas na região Sul e Sudeste, onde o candidato demotucano teria ainda uma leve vantagem sobre Dilma.

Espontânea: 28% para Dilma contra 16% do outro

O que importa mesmo é que: mesmo com tanta manipulação e ideologia hitleriana (*) na pesquisa espontânea a Dilma se manteve estável com 21% e o outro despencou 3 pontos percentuais ficando agora com 16%.

Dilma também tem potencialmente a seu favor as respostas dos 4% que declaram querer votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outros 3% respondem ter intenção de escolher o "candidato do Lula" e 1% quer um "candidato do PT".

Se somados todos estes percentuais Dilma tem 28% no voto espontâneo.

Por mais que eles tentem manipular, eles são obrigados a engolir que a pesquisa do DataFalha e do Vox Populi mostram exatamente os mesmos números na pesquisa espontânea, ou seja, naquela que o leitor toma a iniciativa e anuncia seu candidato livremente sem ser manipulado pelas perguntas ou pelo entrevistador ou por amostragens fantasmas.

Se você tiver tempo de sobra pode consultar o artigo publicado pela FSP (Força Serra Presidente) clique aqui. Para tentar ajudar o outro, os editores do PiG até o colocaram num aviãozinho, que singelo...

(*) Paul Joseph Goebbels é dono da celebre frase "uma mentira cem vezes dita, torna-se verdade". Goebbels foi o ministro do Povo e da Propaganda de Adolf Hitler (Propagandaminister) na Alemanha Nazista, exercendo severo controle sobre as instituições educacionais e os meios de comunicação.
É nele, Goebbels, que o PiG, o DataFalha, o Globope e a direita se inspiram.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:27 24/07/2010, de Curitiba, PR


Dilma subindo, subindo, 41%
Serra despencando 33%
Mas o DataFalha o salvará!
Clique aqui para ampliar o gráfico
Não há muito que comentar.

Dilma continua subindo nas pesquisas bem feitas e Serra só consegue empatar naquelas manipuladas do Datafalha e do Globope.

Pesquisa de Instituto do PiG consegue arranjar um empate. Pesquisa de Instituto sério mostra a vantagem de Dilma.

Mais detalhes da Pesquisa VoxPopuli/Band/IG:

Pesquisa estimulada: (aquela à qual o eleitor responde após lhe ser apresentada uma lista com os nomes dos vários candidatos)

Dilma 41%; Serra 33%; Marina 8%; 1% em outros candidatos; 4% de brancos ou nulos; 13% não souberam ou não responderam

Pesquisa espontânea: (aquela que o leitor toma a iniciativa e anuncia seu candidato livremente)

Dilma 28%; Serra 21%; Marina 5%; Lula 4%.

Segundo turno:

Dilma 46%; Serra 38%

Rejeição:

Serra 24%; Marina 20%; Dilma 17%

Intenção de votos entre as mulheres:

Dilma: 38%; Serra: 32%

Intenção de votos entre os homens:

Dilma: 43%; Serra: 34%

A pesquisa ouviu 3 mil eleitores em 219 cidades entre os dias 17 e 20 de julho.

A Band não informou a margem de erro.

A emissora cometeu um pequeno erro ao divulgar os resultados. Quando tratou da evolução dos números, disse:

Dilma passou de 38% em maio para 41% em junho e manteve 41% em julho.

Serra passou de 35% em maio a 36% em junho e em julho tem 34% (quando, na verdade, Serra agora tem 33%)

Marina tinha 8% em maio, ficou com 8% em junho e agora tem 9% (quando, na verdade, Marina manteve 8%)

Vox Populi/Band/iG: Aprovação de Lula fica em 78%

Dilma ainda não é identificada como candidata de Lula por 18% dos entrevistados, ou seja, ainda pode subir mais 18%...

Serra está empacato nos 30%, desde 2002...

Só o DataFalha ou o Globope para salvar o demotucano...
Enviada por TIE-Brasil, às 21:24 23/07/2010, de Curitiba, PR


Banrisul instala em agência sensor que limita em 1 min o uso do banheiro
Equipamento foi instalado em unidade na zona sul de Pelotas. Sindicato dos Bancários denuncia nova forma de assedio moral e constrangimento no trabalho

Algumas agências do Banrisul da região Sul do Estado estão adotando uma prática que, apesar de inconcebível no mundo atual, é cada vez mais frequente em algumas empresas: o assédio moral, conduta abusiva que pode ser praticada através de gestos, palavras, comportamentos, atitudes. O Assédio Moral atenta, seja por sua repetição ou sistematização, contra a dignidade ou integridade física de uma pessoa, ameaçando seu emprego ou degradando o ambiente de trabalho.

A situação numa determinada agência da região é talvez a que foi mais longe em termos de assédio: A gerência simplesmente instalou um sensor de presença nos banheiros da agência, onde os funcionários não podem permanecer por mais de um minuto, pois a luz se apaga após esse tempo. Este é um inacreditável exemplo de onde o assédio pode chegar em termos de humilhação dos trabalhadores.

Essa exposição à tirania é mais frequente em relações hierárquicas autoritárias, nas quais predominam condutas negativas, relações desumanas de longa duração, exercidas por um ou mais chefes contra os subordinados, ocasionando a desestabilização da vítima com o ambiente de trabalho.

Veja algumas atitudes que caracterizam assédio moral:

- Controlar o tempo de permanência no banheiro através de sensor de presença (mais de um minuto a luz se apaga)

- Funcionários humilhados por meio de broncas, gritos e até xingamentos, levando-os ao choro e muitas vezes ao desgaste emocional;

- Quando há prática antisindical. É atribuída ao Sindicato e seus dirigentes a culpa por questões que são legítimas de serem defendidas, como cumprimento de leis, boas condições de trabalho, melhores salários, manutenção do emprego;

- Relações interpessoais hierárquicas que dividem os colegas entre colaboradores e não colaboradores, prática que piora substancialmente o ambiente de trabalho.
Enviada por Hugo Chimenes, às 21:06 23/07/2010, de São Borja, RS


No Paraná prefeito tucano apóia Dilma e Osmar
O prefeito de Chopinzinho, município de 20 mil habitantes no sudoeste do Paraná, Vanderlei José Crestani (PSDB), declarou que apoiará a chapa Dilma Rousseff (PT) e Osmar Dias (PDT) para a presidência da República e para o governo do Estado, respectivamente. Ex-coordenador da campanha de Dias em sua região, Crestani disse que manterá sua posição mesmo que seu partido, que tem candidatos à presidência (José Serra) e ao governo (Beto Richa) decida expulsá-lo.

"Eu vou apoiar o Osmar Dias mesmo correndo o risco de ser expulso. Paciência, eu tenho lado. Eu não vou em conveniência, tenho identidade política. Não troco de postura porque meu partido está melhor ou pior. Pago as consequências disso", disse o prefeito, que também declarou voto em Dilma, "pela gratidão por tudo o que o Governo Lula fez em favor do seu município" (grifo nosso).

Veja a íntegra do artigo no portal Terra

Enviada por TIE-Brasil, às 22:03 22/07/2010, de Curitiba, PR


No desespero, Serra desiste de debate na internet...
Clique aqui para ampliar o cartaz
Saiu no portal Terra:

Candidato José Serra desiste do primeiro debate na internet

O candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, desistiu de participar do Debate On-Line 2010, promovido pelos portais iG, MSN, Terra e Yahoo!, e marcado para a próxima segunda-feira (26).

Este é o comunicado da assessoria de comunicação do candidato José Serra sobre a desistência, enviado na noite desta quinta-feira (22) aos quatro portais:

- Prezados organizadores, por impossibilidade de agenda, o candidato José Serra (PSDB) não poderá participar do Debate On-Line, proposto para o dia 26 de julho, pelos portais iG, MSN, Terra e Yahoo!. Cordialmente, assessoria de comunicação.

Em função da desistência de Serra e da ausência da candidata petista, Dilma Rousseff, anunciada anteriormente, o debate não será mais realizado.

Uma enquete feita no portal Terra já tinha recebido, até o momento da desistência, quase 200 mil respostas de internautas a respeito dos temas que gostariam de ver discutidos no debate. Segurança, Saúde e Educação foram os temas mais votados.

O Terra tinha recebido também mais de 6 mil perguntas de internautas para os candidatos, por meio do portal e das redes sociais. Somadas as questões enviadas a outros portais, foram cerca de dez mil perguntas enviadas.

O demotucano está com medo de enfrentar os internautas. Ele prefere os afagos dos "jornalistas" do PiG que vivem a elogiá-lo e a fazer perguntinhas combinadas antecipadamente.

Se na condição de candidato ele teme a internet, imaginem se, desgraçadamente, fosse eleito o que ele faria com a Liberdade de Expressão e coma Internet. Baixaria um decreto aprovando a lei contra a Internet proposta pela pai do mensalão tucano, Eduardo Azeredo.

Veja aqui alguns comentários sobre o AI-5 na Internet, essa odiosa iniciativa do mensaleiro tucano:

Controle da Internet no Brasil e PL Azeredo

Lei dos "crimes" cibernéticos

Contra a censura à internet

Relator diz que não sabe se irá rejeitar a Lei Azeredo

É assim que os demotucanos entendem a liberdade e a democracia. Com iniciais minúsculas, porque é só para eles. A democracia só lhes serve quando é para o povo eleger somente candidatos demotucanos. A liberdade só lhes serve quando é para doar as empresas do povo brasileiro aos capitalistas de qualquer matiz ou nacionalidade.
Enviada por TIE-Brasil, às 21:56 22/07/2010, de Curitiba, PR


TSE concede direito de resposta ao PT
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu que o PT deve ter direito de resposta às declarações de Da Costa (DEM), vice do presidenciável José Serra (PSDB), sobre uma suposta ligação do partido às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

A mensagem do PT ficará por 10 dias no site Mobiliza PSDB, onde as besteiras foram originalmente escritas.

PT tem 24 horas para redigir a resposta.
Enviada por TIE-Brasil, às 21:10 22/07/2010, de Curitiba, PR


Bolsa Família reduz mais desigualdade que Previdência
Por Guilherme Barros

Na importante redução da desigualdade que aconteceu entre 2001 e 2008, os rendimentos vindos do Bolsa Família foram responsáveis por 17% da queda do índice de Gini (coeficiente que mede as desigualdades de distribuição de renda), segundo a pesquisa "A Geografia das Fontes de Renda", coordenada por Marcelo Néri e será lançada hoje pelo Centro de Políticas Sociais.

O benefício foi responsável por uma melhoria no índice maior do que a Previdência Social, que respondeu por 15,7% da queda na desigualdade.

Além disso, cada ponto percentual de redução de desigualdade pela da Previdência custou em termos monetários 384% mais que o obtido pelas vias dos programas sociais.

Já os rendimentos vindos do trabalho explicam 66% da queda do índice de Gini.

No período estudado, os 10% mais pobres tiveram alta de 72% na renda, enquanto os 10% mais ricos, verificaram aumento de 11,2%.

Um estudo divulgado hoje pelo Ipea mostra que a renda proveniente da Previdência mais que dobrou entre 1978 e 2008. Mas, para a FGV, o Bolsa Família traz melhores resultados na redução da desigualdade.

"O Bolsa Família tem a grande vantagem de que é barato e eficaz na redução da desigualdade", diz Marcelo Néri.

Enviada por Sindicacau, às 17:29 22/07/2010, de Ilhéus, BA


Sinttel-BA realiza palestra sobre a Lei de Anistia
Clique aqui para ampliar o convite
Como parte das comemorações dos seus 66 anos, completados no último dia 19 de julho, o Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicação da Bahia (Sinttel), tem o prazer de convidar a sociedade e formadores de opinião para uma palestra sobre a Lei de Anistia.

O responsável pelo assunto é o Dr. Idel Profeta, presidente da Comissão Especial Interministerial (CEI), composta por representantes dos Ministérios do Planejamento, Fazenda, Casa Civil e Advocacia Geral da União (AGU).

O evento acontecerá no próximo dia 27, a partir das 14h, no auditório do Sinttel/Bahia, localizado em Nazaré.

Sobre o evento - A Lei de Anistia nº 8.878 de 1994 trata do retorno dos ex-servidores públicos e de empresas de capital misto (estatais) demitidos durante o governo do presidente Collor. A vinda do Dr. Idel à Salvador tem como objetivo informar como está o andamento dos processos de retorno dos anistiados as suas empresas de origem.

Dr. Idel Profeta Ribeiro é servidor de carreira do INSS, formado em Direito pela Universidade Católica de Santos e pós-graduado em Filosofia do Direito pela Universidade de São Paulo (USP).

Serviço

O quê: Palestra sobre a Lei de Anistia 8878/94, com o Dr. Idel Profeta

Quando: Terça feira, 27 de Julho, às 14h.

Onde: Auditório do Sinttel - Bahia, localizado na Rua Bela Vista do Cabral, 247 – Nazaré, Salvador/Bahia

Informações: (71) 3326-4077

Tiago Mendes
Diretor de Comunicação Sinttel-BA
tiagomendes20@hotmail.com
(71) 8196-1804
Enviada por Tiago Mendes, às 15:09 22/07/2010, de Salvador, BA


Solidariedade a Paqui Cuesta
Mulher, Trabalhadora, Sindicalista da CGT despedida pela empresa multinacional Ford

Aos que assinam a esta carta solidaria manifestamos nossa condenação e preocupação pela recente demissão de Paqui Cuesta, a secretária geral da secção sindical da Confederação Geral do Trabalho na Ford Espanha (Almussafes, Valencia).

Consideramos que a fulminante demissão, grosseiramente justificada pela multinacional automotiva como “demissão disciplinária por não atender ordens de um superior e poer em perigo a segurança dos trabalhadores” não é mais que um passo de gigante até o crescente corte de diretos e liberdades que o capitalismo está cometendo ao amparo de una crise a seu serviço.

Esta demissão, utilizado por nulo ao tratar-se de um claro caso de perseguição sindical e de atentado contra a liberdade sindical, é o final de uma carreira de assedio, sanções injustificadas, mudanças de posto de trabalho arbitrários, erros nas folhas de pagamentos e perseguições que começou a raiz de que a companheira decidiu encabeçar, há 3 anos, a candidatura da Confederação na planta da Ford Espanha.

Paqui é uma lutadora enérgica, incansável, una mulher trabalhadora cuja dignidade e compromisso se vultaram insuportáveis para a multinacional. A empresa leva a cabo uma política laboral orientada para prejudicar os direitos dos trabalhadores para aperta-los mais ainda... E o objetivo de demitir a Paqui é duplo: tirar do meio uma sindicalista honesta, e em consequencia perigosa para seus interesses, e METER MEDO ao resto da planta para calar a contestação, para impor sua ditadura sem nenhuma oposição.

Basta recordar que a CGT, com 15% de representatividade na Ford Espanha acumula 100% das sanções. Casualidade? Pensamos que não, como tampouco é que a Ford se permita agora fazer o que jamais se atreveu fazer em 10 anos: ritmos de trabalho insustentável, Expedientes de Regulamento de Emprego injustificáveis, violação constante da normativa laboral, demissões seletivas…

Condenamos o silencio imposto, as censuras, a impunidade e agitamos a bandeira da solidariedade e a luta frente a injustiça.
Enviada por Roman Perez, às 14:29 22/07/2010, de Puebla, México


Empate? Mas que empate?
Dilma, ladeira acima, 43%.
O outro, ladeira abaixo, 37%
Dilma deve aparecer 6 pontos à frente na 1ª pesquisa da campanha oficial

Levantamento produzido pelo instituto Vox Populi, deve confirmar petista à frente de Serra

Por Anselmo Massad, Rede Brasil Atual

São Paulo – A pesquisa eleitoral produzida pelo instituto Vox Populi por encomenda da Band deve mostrar Dilma Rousseff (PT) à frente. A divulgação dos resultados detalhados ocorre nesta quinta-feira (22). Na corrida presidencial, Dilma aparece com 43% das intenções de voto, contra 37% de José Serra (PSDB). Marina teria 8%.

A pesquisa foi contratada pela Rede Bandeirantes, e a informação obtida junto a funcionários da emissora. Entretanto, os telejornais ainda não divulgaram os resultados. No último levantamento divulgado, em 29 de junho, a petista tinha seis pontos de vantagem, dependendo do cenário. No levantamento anterior, em maio, a diferença era de três pontos.

Desde a semana passada, circulavam rumores sobre um levantamento interno, encomendado pelo PT, que apontava números semelhantes.

A pesquisa Vox Populi ouviu 3 mil pessoas de 17 a 20 de julho. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos. O instituto registrou ainda pesquisas para nove estados – Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Neste sábado (24), o Datafolha deve divulgar nova pesquisa. Será a enquete com maior amostra do período eleitoral, 10,6 mil entrevistados. Simultaneamente, dados sobre disputas estaduais devem ser divulgadas.
Enviada por TIE-Brasil, às 14:23 22/07/2010, de Cutiriba, PR


Emprego formal é recorde:
Salários sobem e economia subterrânea diminui
Enquanto os babões neoliberais seguem na linha do pensamento único, defendendo a precarização do Trabalho e da Vida, o Estado mínimo e que tais, o governo democrático popular de Lula mostra que tudo isso não passa de ideologia, sem nenhum fundamento na vida real

Os defensores do pensamento único, do neoliberalismo demotucano, vivem a dizer que o custo Brasil é alto e que é preciso fazer uma reforma trabalhista para tornar a contratação mais flexível, diminuindo os custos para que as empresas não percam competitividade interna e externa.

Pois bem, a história vai mostrando que tudo isso não passa de balela dos patrões para se apropriar de fatias maiores da riqueza que produzimos. A prova está aí. Nunca se criou tanto emprego formal no Brasil como agora e nem por isso as empresas deixaram de lucrar ou fecharam as portas. Ao contrário seguem ganhando horrores e comprando inclusive empresas no exterior, transformando-se em transnacionais brazucas.

A formalização no mercado de trabalho brasileiro aumenta intensamente desde 2004 na esteira do crescimento mais forte da economia e de reformas que estimularam a contratação de trabalhadores com carteira assinada.

Carteira Assinada é maioria

Pela primeira vez, em 2010 o total de trabalhadores com carteira assinada superou 50% da mão de obra ocupada nas seis maiores regiões metropolitanas do país. Essa participação cresceu ao longo do semestre - começou em 50,3% em janeiro e alcançou 51,1% em maio. O percentual é recorde.

Números da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da região metropolitana de São Paulo do Dieese - que têm uma série histórica mais antiga -, mostram que entre 1990 e 2003 a situação era completamente diferente. No período dos governos neoliberais de Collor, Itamar e FHC, o total de trabalhadores formais no setor privado caiu 8,7%, para 3,150 milhões, enquanto o número de empregados sem carteira quase dobrou, subindo 94,9%, para 1,047 milhão.

Enquanto eles desmantelaram a produção, o estado nacional e a sociedade brasileira, o governo Democrático Popular de Lula reativa a economia do país criando as condições necessárias para a melhoria da qualidade de vida e do Trabalho do povo brasileiro.

Economia subterrânea diminui

A economia subterrânea movimentou no ano passado R$ 578 bilhões no Brasil, o que representou 18,4% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ECTO). Entre 2003 e 2009, o PIB passou de R$ 1,7 trilhão para R$ 3,1 trilhões, o que contribuiu para que ocorresse no período uma queda no crescimento da economia informal - de 21% para 18,4% do PIB.

Rendimento médio maior

O rendimento médio real habitualmente recebido pelos trabalhadores correspondeu a R$ 1.423 em junho, valor 0,5% acima do montante de maio (R$ 1.415,38), de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ante junho de 2009, houve alta de 3,4%.
Enviada por TIE-Brasil, às 13:20 22/07/2010, de Curitiba, PR


Carta Aberta dos Trabalhadores na Lada ao Primeiro-Ministro Putin
Em carta aberta ao primeiro ministro russo, Trabalhadores na Lada reivindicam Liberdade e Autonomia sindical, fim da intervenção do governo nas relações entre capital e Trabalho e piso salarial de R$ 1.456,50 *

Sindicato Interregional dos Trabalhadores na Indústria Automobilística

“Edinstvo” - Organização Sindical de Base dos Trabalhadores na OAO "AvtoVAZ"

Comitê Sindical

445.043 Togliatti Região de Samara
Caixa Postal 5709 str. Borkovskaya, 50, comm.121
Tel. - Fax: (8482) 53 - 41-48
E-mail: profedinstvo@yandex.ru

Número ____________ ____________
sobre o número _________de___________

Ao Presidente do Governo RF
V.V. Putin

Caro Vladimir Vladimirovich!

Nós, membros do “Edinstvo” - Comitê Sindical dos Trabalhadores na OAO "AvtoVAZ" ficamos surpresos ao ver no canal de televisão central como o Senhor e o governador da região de Kemerovo A. Tuleev discutiram a questão do aumento dos salários dos mineiros. Vossa senhorias decidiram estabelecer um piso mínimo de 40 mil rublos para o salário mensal de um mineiro.

Sabemos que, muito antes da recente tragédia na mina Raspadskaya, o sindicato dos mineiros reivindicou junto aos empregadores uma mudança na tabela salarial dos mineiros visando conquistar aumentos salariais. Mas os empregadores rejeitaram a proposta do sindicato argumentando que não há necessidade de mudança e que faltariam recursos para tanto. A greve ocorrida naquela ocasião foi reprimida e os organizadores da mesma foram perseguidos. Somente depois da tragédia na mina Raspadskaya, as reivindicações dos mineiros são atendidas de forma tão estranha.

A lei prevê dois sujeitos nas relações de trabalho: o empregador e o Trabalhador ou seu sindicato, e eles, como parte da sociedade civil, desenvolvem entre si um relacionamento, buscando um balanço de interesses. O Estado deve apenas criar condições para a igualdade de forças e de possibilidades das partes nas relações do trabalho. Mas em nosso país, infelizmente, menos e menos os conflitos entre trabalhadores e empregadores são resolvidos com a ajuda da legislação vigente. Mais e mais representantes do atual governo da Rússia interveem em tais conflitos. Tais métodos são normalmente utilizados em sistemas totalitários de organização da sociedade. Acreditamos que o Governo não deve se envovler em cada uma das situações de conflito existentes, mas fazer com que as disposições legais na Rússia sejam respeitadas integralmente, para que as leis promulgadas realmente igualem as possibilidades das partes nas relações do trabalho.

O “Edinstvo” - Comitê Sindical dos Trabalhadores na OAO "AvtoVAZ", juntamente com os Trabalhadores na empresa, desde 2007 reivindica junto a direção da AvtoVAZ o estabelecimento de um piso mínimo de 25 mil rublos para o salário dos Trabalhadores nesta empresa. Os representantes regionais do partido “Rússia Unida” afirmaram em suas campanhas eleitorais que este piso salarial é possível. Porém, aos representantes de nosso sindicato é negado acesso às informações sobre a situação economico-financeira da empresa. Não nos deixam participar das discussões sobre a reestruturação da OAO AvtoVAZ. Muitas das questões que afetam os interesses dos trabalhadores são resolvidos nos bastidores e os Trabalhadores são colocados diante de fatos consumados, criando conflitos e tensões sociais na empresa.

Como se criou uma tendência de resolver, com vossa participação, situações de conflito similares em outras empresas da Rússia e dado que o Governo da Rússia é o grande empregador no país, pedimos-lhe para definir o piso salarial na AvtoVAZ para os Trabalhadores com baixa qualificação profissional, no valor de 25 mil rublos (R$ 1.456,50 *), mantendo o atual sistema de grade salarial.

Aprovado por unanimidade na reunião do sindicato em 05 de julho de 2010, na cidade de Togliatti

Petr Zolatariov
Presidente do Edinstvo * Segundo o Banco Central do Brasil em 21.07.2010 R$ 1,00 equivale a 17,13 rublos russos
Enviada por Sindicato Edisntvo, às 11:40 22/07/2010, de Tolliatti, Rússia


China: fornecedores da Honda encerram greve
Os Trabalhadores na Atsumitec, fábrica de autopeças que fornece para a Honda na China, negociaram com a direção da empresa um acordo que permite melhorar as condiçẽs de trabalho na empresa e encerrar uma greve que durou 10 dias, informou a montadora japonesa.

Na China há uma verdadeira onde de greves operárias, onde os trabalhadores exigem melhores salários e melhores condições de trabalho.
Enviada por MPRA, às 10:17 22/07/2010, de São Peterburgo, Rússia


As FARC e os demotucanos
Car@s companheir@s,

Este site não publicará mais nada sobre as declarações de Serra e seu vice Da Costa em relação às ligações do PT e da Dilma com as FARC, o narcotráfico e a criminalidade.

Consideramos que seguir falando sobre esses assuntos é dar corda à acusações sem fundamento. Reza nossa Constituição e a nossa legislação que "Ninguém é culpado de nada até que se prove o contrário".

Os demotucanos acusam?

Eles terão que provar o que estão dizendo.

O PT e sua candidata não devem perder tempo com bate-boca. Joga isso para o judiciário, mesmo que lento e parcial como é.

Tiremos o tema da pauta, pois os demotucanos colocaram isso aí para evitar o debate de propostas, de projetos. Eles querem com isso evitar a comparação entre o (des)governo neoliberal demotucano e as vitórias do Brasil com o governo democrático e popular de Lula.

Eles estão desesperados e não tem o que propor. Tudo que falam é vazio. É conversa para boi dormir. Então, não daremos mais espaço a idiotices como essa sobre as FARC, que de tão estúpida foi repudiada até por apoiadores de sempre do demotucanismo.

Dilma e sua coligação devem falar sobre suas propostas e seu programa de governo, deixando aos aloprados demotucano o papel bobo de acusador sem provas.

A cada acusação deles, uma proposta nossa. A cada mentira deles, um fato real nosso.

O povão sabe o que é melhor e torce para que o Brasil tenha uma campanha eleitoral de nível.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:06 22/07/2010, de Curitiba, PR


Desemprego cai e fica em 7%: Novo Recorde!!!
Desemprego caiu, salário sobre, Serra despenca
A taxa de desemprego no país ficou em 7,0% em junho, abaixo dos 7,5% registrados em maio e dos 8,1% do mesmo mês no ano passado, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice é o menor, para o mês, desde o início da série histórica, em 2002.

Por mais que a oposição elitista tentem dizer que é tudo igual, que é tudo farinha do mesmo saco, os números insistem em provar o contrário.

Nunca se criou tanto emprego em época de Democracia. Nos oito anos do neoliberalismo demotucano o desemprego só fez aumentar. No último ano deles o Brasil amargurava uma triste crise de falta de governo, onde os intelectualóides da direita apostavam na falência do país. Se deram mal, como vão se dar mal agora.

Só não vê quem não quer. As diferenças são gritantes e a favor do governo democrático popular de Lula.

Leia também Desemprego cai, salário sobe, Serra desce no tijolaço.com
Enviada por TIE-Brasil, às 09:57 22/07/2010, de Curitiba, PR


Trabalhadores na Renault criam blog para divulgar protesto contra demissões
Os Trabalhadores na Renault em Sâo José dos Pinhais, Região metropolitana de Curitiba, PR, criaram um blog para divulgar o protesto que já dura mais de 40 dias.

Segundo Jamaica "Estamos progredindo... Agora tem até os videos."

Para acessar o blog e saber mais sobre o protesto clique em http://protesto-jamaica.zip.net/
Enviada por Robson Jamaica, às 09:33 22/07/2010, de Curitiba, PR


Metalúrgicos da ThyssenKrupp Bilstein fazem greve e conquistam PLR
O que era para ser um beneficio de R$ 2.090,00, acabou avançando para R$ 4.000,00 conforme atingimento das metas

O aumento de 91% marca a conquista dos cerca de 300 metalúrgicos da ThyssenKrupp Bilstein (antiga TK Sofedit) após 3 dias de greve em busca de uma Participação nos Lucros e Resultados justa.

O valor conquistado foi definido pelo chão de fábrica no final da tarde desta segunda-feira (19), em assembléia do SMC e encaminhado para a direção da empresa. Após alguns minutos de negociação com os diretores sindicais, a TK aceitou a contraproposta que prevê uma primeira parcela de R$ 3.000,00 para julho e segunda variável para janeiro de 2011.

A vitória dos trabalhadores foi marcada principalmente neste último dia de greve.

A indústria de autopeças situada em São José dos Pinhais acionou a Policia Militar para barrar a manifestação. Mas, de forma pacífica, os metalúrgicos não arredaram o pé da empresa e continuaram firmes na luta pela PLR 2010.

A empresa também colocou faixa anunciando novas vagas como forma de pressão psicológica.

Produção normal

Prevendo a continuidade da greve na última sexta-feira (16), a empresa convocou metalúrgicos das unidades de Minas Gerais e São Paulo para manter a produção em funcionamento. Desta forma, a TK teve custo com passagens de avião e diária de hotel.
Enviada por Célio Padilha, às 16:14 21/07/2010, de Curitiba, PR


Errar é Humano. Só errar é tucano!
Até os aliados históricos dos demotucanos acusam os erros de Serra - acrônimo de Só Erra - e a trágica repetição dos mesmos.

Saiu no UOL:

Acusação de elo PT-Farc já rendeu punição do TSE a Serra; veja histórico

Diego Salmen
Do UOL Eleições
Em São Paulo

A troca de acusações sobre as supostas ligações do PT com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) que vem ocupando o noticiário nos últimos dias não é inédita na vida política brasileira. Desde 2002, quando José Serra (PSDB) disputou a Presidência da República pela primeira vez contra o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o tema ressurge recorrentemente, em especial nos períodos que antecedem as eleições. Confira:

Serra

Em outubro de 2002, no segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto, Serra tentou vincular o PT às Farc durante sua propaganda eleitoral obrigatória. Foi multado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que concedeu aos petistas 1m30s da propaganda tucana para serem utilizados como direito de resposta. No ano seguinte, em setembro, Lula, já como presidente da República, oficializou uma oferta ao seu homólogo colombiano, Álvaro Uribe, para que o território brasileiro pudesse ser usado como local neutro para negociações entre a guerrilha e o governo da Colômbia.

Leia mais Acusação de elo PT-Farc já rendeu punição do TSE a Serra publicado no UOL.
Enviada por TIE-Brasil, às 11:32 21/07/2010, de Curitiba, PR


Empresas que matam
O Jornal de Negócios revela que Anthony Ward, corrector de matérias primas, num só dia e com uma só operação, comprou 15 mil milhões de tabletes de chocolate, o equivalente a todo o cacau armazenado na Europa.

Pergunta o sagaz diário económico: "Será manipulação?"

Nãoooooooo! É que o rapaz é um bocado guloso, só isso.

Abandonamos este "jornalismo de investigação" português mas continuamos a falar de comida.

Organismos Geneticamente Modificados. Já ouviram? Claro que sim.

Silvia Ribeiro, investigadora do Grupo Etc, conta quem são as seis empresas que controlam o mercado dos transgênicos.

Transgênicos e crime organizado

Todas as sementes transgênicas existentes são controladas por seis empresas: Monsanto, Syngenta, DuPont, Dow, Bayer e BASF. São empresas químicas multinacionais que tomam posse das companhias que tratam grãos para controlar o mercado agrícola: vendem sementes que se ligam aos componentes agro-tóxicos que produzem (herbicidas, insecticidas, etc) ..

Além da Monsanto, já considerada como o "vilão" global, todas têm um histórico criminal que inclui, entre outros crimes, graves desastres ambientais e crimes contra a vida humana. Todas, uma vez descobertas, têm procurado evitar as próprias culpas, tentando deformar a realidade com mentiras e / ou corrupção. Autorizar os OGM significa entregar a próprias decisões nas mãos de um punhado de empresas multinacionais que actuam em conformidade com a necessidade do próprio lucro. Além disso, permitem que a plantação de OGM significa entregar as sementes, os agricultores e a soberania alimentar à um bando de criminosos em grande escala. Crime organizado, legal.

Recentemente, um tribunal da Índia pronunciou-se, após vinte anos de pedidos da parte lesada, num caso que envolve uma dessas empresas: Dow. Vamos falar sobre um dos piores acidentes de trabalho da história: uma enorme fuga "acidental" de gás tóxico na fábrica de agro-tóxicos Union Carbide em Bhopal, na Índia, em 1984. As comissões dos sobreviventes estimam que morreram mais de 22.000 pessoas e 500.000 tiveram consequências permanentes. 50.000 estão tão doentes que não podem trabalhar para viver. Estudos recentes confirmam que também os filhos foram vítimas de danos. A percentagem das deformações nos nascimentos em Bhopal é 10 vezes maior do que o resto do País, a frequência de câncer é muito maior que a média. A água de mais de 30.000 habitantes de Bhopal ainda está contaminada pela fuga de gases. As vítimas e os familiares têm lutado há décadas, para receber curas, o pagamento das despesas médicas de pessoas afectadas, a limpeza do local e para levar à justiça os responsáveis.

Dow adquiriu a multinacional Union Carbide em 2001. Foi uma suculenta expansão na lucrativa venda lucrativa de agentes tóxicos e uma maneira de continuar os negócios, livrando-se da péssima reputação causada pelo acidente. No âmbito do acordo de compra, a Dow deveria ter suportado todas as responsabilidades da União-Carbide. Dow tinha orçamentado 2 biliões 200 milhões de Dólares como potencial compensação para o caso do amianto nos Estados Unidos, mas nem um Dólar para pagar as indemnizações da Índia, mostrando que para eles as vidas das pessoas nos Países do sul do mundo não têm importância . Nunca apresentou-se em tribunal na Índia. Na verdade, tomou uma atitude agressiva perante as vítimas, exigindo indemnizações de milhares de Dólares a quem manifestasse fora da sede da empresa.

No dia 08 de Junho de 2010, um tribunal emitiu uma sentença acerca de oito dirigentes da União Carbide. A sentença par os responsáveis da morte de 22 000 pessoas é um feroz cinismo: dois anos de prisão e cerca de 2.000 Dólares em multas para cada um deles, embora nenhum dos seis sistemas de segurança da fábrica estivessem em funcionamento, simplesmente para poder reduzir os custos. Warren Anderson, presidente da Union Carbide, na altura da explosão e principal responsável pelo acidente, fugiu nos Estados Unidos, onde continua a viver no luxo, protegido contra os pedidos de extradição pelos advogados da Dow.

Longe de ser um caso isolado "de uma sociedade diferente", a Dow já estava familiarizado com o genocídio. Produziu o napalm usado no Vietnam e compartilha com a Monsanto a produção do Agente Laranja, também substância tóxica usada no Vietnam e que ainda causa deformações nos netos das vítimas. Mesmo naquele caso, Dow e Monsanto tentaram evitar qualquer indemnização, ao pagar no fim uma pequena multa. Mais recentemente, a Dow ficou num julgamento por ter vendido e promovido, embora ciente das consequências graves, o agro-tóxico Nemagon (DBCP) em vários Países latino-americanos; substância que causou esterilidade nos trabalhadores das plantações de banana e defeitos de nascimento nos filhos deles. Esses horrores não são excepção, mas normalidade nas empresas dos OGM, que habitualmente desprezam a vida humana, a natureza e o ambiente para aumentar os próprios lucros.

É preciso lembrar, por exemplo, que a Syngenta cultivou ilegalmente milho transgénico em áreas naturais protegidas no Brasil e, posteriormente, perante os protestos do Movimento dos Sem Terra, contratou uma milícia armada que atirou e matou um membro do Movimento. Monsanto está agora a tentar explorar a tragédia provocada pelo terremoto no Haiti para forçar a contaminação e a dependência do País com as sementes modificadas. A DuPont continuou a vender agro-tóxicos, já proibidos nos Estados Unidos, como a Lanna (merhomyl), no Equador, Costa Rica e Guatemala, onde causou a intoxicação de milhares de camponeses. BASF e Bayer foram acusados de crimes similares.

Deixamos aqui uma ligações para obter mais informações acerca de alguns aspectos relatados no artigo:

El Parque de las Hamacas acerca do caso das plantações da banana em Sul América (em Espanhol)
Bophal.Net o caso da empresa indiana (em Inglês)

Fontes: Jornal de Negócios, La Jornada
Traduzido, Editado e Comentado por: Informação Incorrecta
Enviada por Castor Filho, às 10:55 21/07/2010, de São Paulo, SP


Renault: Protesto contra perseguição à organização sindical já dura mais de um mês!
Luta! Acampamento completou 41 dias nesta terça (20.07). Renault segue demitindo

Mesmo com o frio intenso dos últimos dias, o delegado sindical e metalúrgico da Renault, Robson Viera, o Jamaica, continua mobilizado e acampado em frente a montadora, em São José dos Pinhais. O ato de repudio contra a tentativa da empresa em querer coibir a atuação das lideranças sindicais e representantes dos trabalhadores completa nesta quarta-feira (20), 41 dias.

O término do protesto só irá ocorrer quando a montadora rever a situação de Jamaica. Ele teve o seu contrato de trabalho suspenso após reclamar que a Renault estava descumprindo a NR-11, que estabelece a qualificação dos funcionários para determinadas funções.

1ª audiência será dia 27 de julho

No entanto, um possível retorno da Renault poderá ser dado no próximo dia 27, data da 1ª audiência entre Sindicato e empresa a ser realizada às 13h30 na 2ª Vara do Trabalho de São José dos Pinhais.

Enquanto a data não chega, o delegado sindical continua recebendo apoio de metalúrgicos e do Comitê de Grupo Renault, organismo internacional que representa todos os trabalhadores da montadora. Este ultimo, alias, pretende enviar uma delegação para a audiência do dia 27 de julho.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Sérgio Butka, ?essa atitude da montadora é um ataque não somente aos trabalhadores mas também à legislação brasileira, que reconhece o direito dos trabalhadores em se organizarem de forma democrática e participativa. Exigimos que a empresa respeite o trabalhador e a legislação e pare com as perseguições?

Retaliação e demissões

De acordo com Jamaica, alguns trabalhadores da montadora já sofreram retaliações por organizarem um abaixo assinado solicitando o retorno do delegado sindical. Além da pressão no chão de fábrica, foram registradas também 100 demissões no último mês de junho.
Enviada por Célio Padilha, às 18:57 20/07/2010, de Curitiba, PR


E até Dora Kramer do conservadoríssimo "Estadão" condena a inabilidade demotucana
Saiu no Estadão

O fato que virou fardo

A julgar pela primeira entrada em cena, Índio da Costa, vice na chapa de José Serra, não oferece compensações: o que lhe falta em experiência não lhe sobra em sapiência e extrapola em imprudência.

Dora Kramer – O Estado de S.Paulo

E pensar que há dois anos os tucanos pareciam ter a solução perfeita para derrotar o presidente Luiz Inácio da Silva e impedi-lo da fazer o sucessor: uma chapa só do PSDB unindo os governadores de São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do País.

E pensar que o governo e o PT passaram dois anos morrendo de medo do impacto que a escolha do vice do PSDB provocaria na eleição presidencial.

O vice, aguardado como o grande fato político da temporada enquanto houve possibilidade de o mineiro Aécio Neves compor uma dobradinha com José Serra, acabou se transformando em um fardo.

Primeiro, por causa das atribulações da escolha, feita na base da eliminação, com direito a chilique e exigências do DEM – um debilitado que teve seus 15 minutos de possante porque o PSDB não podia se arriscar a perder metade do tempo do horário eleitoral de rádio e televisão.

Agora o PSDB enfrenta aborrecimentos com o vice, escolhido sabe-se lá por qual critério: juventude, fina estampa ou para tentar suprir a lacuna de uma confusa e pouco profícua aliança com o PV no Rio de Janeiro, terceiro colégio eleitoral da Federação.

O deputado Índio da Costa é mais jovem que Aécio, bonitinho tanto quanto, mas desprovido de cancha, peso político e estrada.

E, a julgar pela primeira entrada em cena, não oferece compensações: o que lhe falta em experiência não lhe sobra em sapiência e extrapola em imprudência.

Na segurança de terras amigas (o portal do PSDB) e sem medir palavras contra os inimigos, Índio da Costa simplesmente disse que “todo mundo sabe” que o “PT é ligado às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), ao narcotráfico, ao que há de pior”.

No dia seguinte retratou-se: “O PT não faz narcotráfico.” Que bom, não é?

O desmentido deve ter soado tranquilizador ao titular da chapa, José Serra, aos partidos e aos demais cidadãos do Brasil, quiçá do mundo, que, segundo a primeira versão, sempre souberam da ligação do PT com o narcotráfico. Não precisam se sentir cúmplices por não terem denunciado à polícia o que sabiam.

Índio da Costa tampouco precisará demonstrar a veracidade de afirmação tão peremptória. Apenas terá de responder a ações do PT por injúria, calúnia e difamação e danos morais.

Isso no exato momento em que o candidato à Presidência na chapa integrada por ele procura tirar dividendos das exorbitâncias contra a legalidade cometidas pelo presidente Luiz Inácio da Silva em nome da construção de um êxito eleitoral.

O candidato ontem ainda saiu em socorro do companheiro, deixando o narcotráfico para lá, mas “endossando” a história das Farc, mais velha que a Sé de Braga e absolutamente inócua em termos eleitorais.

E pensar que José Serra achou que a escolha de um candidato à Vice-Presidência fosse um assunto secundário. Bastaria, segundo seus critérios, encontrar alguém que não lhe trouxesse “aporrinhação”.

Com se viu, não era tão trivial assim. Embora até pudesse ter sido se o próprio PSDB e adjacências não tivessem alimentado a expectativa de que daí sairia a grande, revolucionária e definitiva solução.

Mas, como diria o Barão de Itararé: “De onde menos se espera é que não sai nada mesmo.”
Enviada por Almir Américo, às 18:01 20/07/2010, de São Paulo, SP


Vale tudo: Serra chancela baixaria de Indio
Bem, agora não dá para dizer que foi "deslize" de um vice imaturo. As calúnias de Indio da Costa contra o PT, afirmando que o partido tem ligações com as Farc e com o narcotráfico, acabam de ser chanceladas por José Serra, em entrevista a um canal de TV de Minas Gerais.

- A ligação do PT é com as Forças Armadas Revolucionárias Colombianas. Todo mundo sabe, tem muitas reportagens, tem muita coisa. A Farc é uma força ligada ao narcotráfico, isso não significa que o PT faça o narcotráfico.

Está muito claro agora que Serra resolveu partir para o tudo ou nada. A estratégia é jogar o máximo de calúnias absurdas no ventilador e prometer qualquer coisa: duplicar bolsa-família, dar enxoval de bebê para gestantes.

Serra tenta faturar, de um lado, com o pavor pequeno-burguês, pintando Dilma como uma terrorista de esquerda; de outro, tenta atrair o voto popular com promessas exageradas, inventadas no calor do momento.

Mesclando duas estratégias desonestas, Serra apequena-se. Perde apoio dos poucos intelectuais que o apoiavam. Amplia sua rejeição entre a classe média esclarecida. E possivelmente será visto como um enganador pouco convicente pelo povo, que há tempos deixou de acreditar em promessas de políticos e só apóia o Lula porque vê as coisas acontecendo à sua frente, e não porque Lula tenha prometido alguma coisa ou seja "carismático".

Até agora não consigo acreditar que Serra, diante de artistas num restaurante da zona sul do Rio, o Fiorentina, conhecido antro de intelectuais de esquerda, tenha acusado o governo Lula de ser "uma república sindicalista". Acho que Serra endoidou. Sua tática não era posar de "esquerdista" liberal? E agora, em pleno coração da esquerda festiva do Brasil, o Fiorentina, o tucano profere o maior clichê da direita dos últimos 60 anos?

Não me espanta que Maitê Proença, convidada a participar do programa de Serra na TV, tenha "gentilmente" recusado...

A única explicação para Serra é que ele se tornou um conservador inescrupuloso, truculento, reacionário. E conseguiu arrastar a maior parte do PSDB para seu lado.

Escrito por Miguel do Rosário
Enviada por Almir Américo, às 17:56 20/07/2010, de São Paulo, SP


Sinttel-BA comemora 66 anos de lutas
Clique aqui para ampliar a imagem
Fundado em 1944 o Sintel-BA - Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado da Bahia, completou em 19 de julho 66 anos.

Parabéns Sinttel-Ba, 66 anos de Lutas e Vitórias!

Sindicato é Pra Lutar!
Enviada por Tiago Mendes, às 17:47 20/07/2010, de Salvador, BA


Emir Sader: A esquerda e o Brasil
Do Blog DO Emir:

Atribui-se a um importante ex-ministro da ditadura militar a afirmação de que "melhor que um dia o PT ganhe, fracasse e aí vamos ter tranquilidade para dirigir o país". Independentemente de que ele continue a pensar isso hoje ou não, o certo é que fez muito bem para o Brasil o PT ter chegado ao governo através de Lula. Não fracassou, ao contrário, mostrou extraordinária capacidade para governar e reverter a tendência estrutural mais grave que o Brasil arrastava ao longo dos séculos - a injustiça, a desigualdade, a exclusão social, marca profunda da forma que nossa história havia assumido desde a colonização, passando pela escravidão, pelos governos oligárquicos, pela ditadura militar e pelo neoliberalismo.

Ao contrário dos maus augúrios, foi construído o governo de maior credibilidade e apoio popular, de maior credibilidade internacional, de maior capacidade de dirigir o Estado brasileiro, protegendo a economia dos ataques especulativos, retomando o desenvolvimento econômico, no marco de um processo de distribuição de renda e de afirmação de direitos sociais, que nunca o Brasil havia conhecido, fortalecendo e não enfraquecendo a democracia.

Para a esquerda, governar significa, antes de tudo, desnaturalizar as injustiças, sobrepor os direitos ao mercado, fazer do Estado instrumento das grandes maiorias tradicionalmente postergadas, afirmar nossa soberania no plano externo e fazer dela alavanca para a soberania no plano interno. É não aceitar a redução do Estado a instrumento do mercado, é não aceitar a subordinação do país aos interesses das grandes potências que sempre nos submeteram ao atraso e a marginalidade, é buscar dar voz aos setores populares e não aceitar que a "opinião pública" seja formada pelas elites econômicas.

Ao governar, a esquerda não apenas não levou o Brasil à crise e a situações de insegurança e de instabilidade, como, ao contrário, soube conduzir o país frente a pior crise econômica internacional - que ainda afeta profundamente países do centro do capitalismo e os que, na periferia, seguiram subordinados ao comando das potências que geraram a crise.

Soube acumular reservas que servem como colchão externo e interno frente a situações de crise. Soube combinar desenvolvimento com aumento de salários, sem colocar em risco a estabilidade monetária. Soube fortalecer o Estado, para consolidar sua presença democrática, conquistando mais legitimidade para o Estado brasileiro que qualquer outro governo anterior.

O governo também faz bem à esquerda, recorda que seus objetivos dependem da construção de alternativas de governo da sociedade como um todo, da sua capacidade de construir blocos de forças com capacidade hegemônica na sociedade. Que as alianças tem que ser feitas para fortalecer os temas estratégicos do governo. Que tem que se governar para o conjunto do pais, com prioridade para os que representam as maiorias e sempre foram relegados. Que todo projeto vencedor, triunfa porque unifica a grande maioria, porque se transforma em projeto nacional, para ser hegemônico.

Um país que parecia ser destinado a ser governado pelas elites minoritárias, que o produziram e reproduziram como o país mais injusto, mais desigual, do continente mais inujusto e desigual, de repente vê criar-se em seu seio uma sensibilidade majoritariamente progressista, que privilegia as políticas sociais e não o ajuste fiscal, um país justo e solidário e não egoísta e mercantil. Bom para a esquerda e bom para o Brasil.
Enviada por TIE-Brasil, às 21:08 19/07/2010, de Curitiba, PR


Nem o Cebolinha se livra do ataque do Serra
Clique aqui para ampliar a imagem
A imagem ao lado saiu no Conversa Afiada acompanhada do seguinte comentário:

Cuidado, Cebolinha! O "Sella" vai pedir sua cabeça!
Que "hollor"

Divirta-se com
Se as revistinhas da Turma da Mônica forem canceladas amanhã você já sabe o por que
Enviada por TIE-Brasil, às 21:01 19/07/2010, de Curitiba, PR


Vice boquirroto vai ter que responder pelo que fala
Saiu no Tijolaço:

Acabo de ler, com satisfação, a notícia de que o PT vai entrar com três ações na Justiça, nas esferas criminal, civil e eleitoral, contra o vice de José Serra, o deputado Da Costa, por ter dito, em entrevista gravada, que o partido é ligado ao narcotráfico e às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Ainda bem que o PT mudou de idéia e deixou para trás a tendência de não “dar cartaz” ao Da Costa, que já arregou e começa a dizer no Twitter que o PT não faz narcotráfico, mas as Farc sim. O vice de Serra está sendo procurado pelos meios de comunicação para se manifestar, mas até agora não apareceu.

O que disse o deputado Da Costa é sério demais para passar em branco. O PT agiu certo, embora um pouco lento, ao decidir acioná-lo criminalmente por crime contra a honra, no STF; civilmente por danos morais, e ainda exigir direito de resposta no site do PSDB, onde a entrevista foi veiculada. É assim que se age contra um boquirroto, que se pronuncia de forma irresponsável e acha que vai continuar impune."

Mas o PT não pode perder tempo e parar por aí. Deve processar José Serra também já que este andou repetindo as palavras de seu vice.

E que papelzinho feio vem fazendo aquela bela palmeirense que se dizia alternativa e de esquerda, hein? Disse que não pôde acompanhar o chat com o vice de Serra...

Ajudemos a menina a entender como funciona a cabeça da direita udenista e golpista para a qual hoje ela trabalha e defende:

Índio faz o serviço sujo para Serra

Serra repete seu vice e diz que PT tem ligação com as Farc

Serra dá outra declaração idiota, e deve responder novo processo

Aloprados tucanos fogem de vínculo com delinquência do vice de Serra

PT representa contra vice de Serra por injúria e difamação

Até blogueiro de jornal da direita critica Índio aloprado

Até caciques tucanos condenam declarações do vice de Serra, mas só depois da má repercusão

Marina: Indio não está pronto para ser cacique
Enviada por TIE-Brasil, às 20:44 19/07/2010, de Curitiba, PR


Adonirando
Se estivesse vivo o saudoso João Rubinato, mais conhecido como Adoniran Barbosa, completaria seus 100 anos dia 6 de agosto

O codinome foi formado por um de seus personagens do radio. Adoniran Barbosa foi popularizado pelo grupo os Demônios da Garoa. Seus sambas retratam o cotidiano da população urbana de São Paulo e as mudanças causadas na cidade pelo progresso, numa linguagem popular e interiorana.

Outro personagem muito conhecido foi o Charutinho, em 1955, o qual foi responsável pelo seu primeiro maior sucesso: Saudosa Maloca. Em seguida lança outras músicas, como Samba do Ernesto e o famoso Trem das Onze. Uma de suas últimas composições é Tiro ao Álvaro, gravada por Elis Regina em 1980. Morreu aos 72 anos de idade, em 1982.

Em homenagem ao músico, Curitiba terá um mês com programações variadas.

A exposição de Carolina Torres remonta o cenário da vida do Adoniran e nos remete ao tempo e espaço citados em suas músicas, como a foto que vai do chão ao teto do Viaduto Sta Efigênia, propagandas da época, dentre outros. Enquanto isso, suas músicas rolam em um som ambiente.

Outra programação interessante é o Projeto Muro, onde foram convidado dois artistas - André Barroso e Raphael Teles - criarem algo baseados nas letras do músico.

E não poderia faltar shows com suas músicas, um deles é do Grupo Adonirando. Este, formado a partir deste projeto, com 7 músicos se apresentarão no dia 5 de Agosto no Bar Aos Democratas. Em seguida, dia 6, dia em que Adoniran completaria 100 anos, haverá um show do Demônios da Garoa.

Serviço:

Exposição "Os olhares de Adoniran"
13 de julho a 7 de agosto
Sesc Água Verde

Projeto Muro
19 de julho a 7 de agosto
Sesc Água Verde

Semana do Adoniran
Série de eventos em homenagem ao Adoniran
2 a 6 de agosto
todas as noite a partir das 19 horas
Bar Aos Democratas

Apresentação do regional Adonirando
4 de agosto às 20 horas
EMBAP
5 de agosto às 20 horas
Bar Aos Democratas

Show “Demônios da Garoa”
Show do grupo que mais interpreta Adoniran
6 de agosto às 22 horas
Bar Aos Democratas

Endereços:
Sesc Água Verde: Av. República Argentina, 944
Bar Aos Democratas: Rua Doutor Pedrosa, 485
Enviada por Sismuc, às 19:52 19/07/2010, de Curitiba, PR


A rebelião dos trabalhadores chineses
Protestos nas fábricas chinesas contra a desenfreada exploração podem contribuir para transformar seu modelo de modo que todos sejam beneficiados

Por Seumas Milne

Algo se agita na oficina do mundo. Ao longo de varias semanas se registrou greves e protestos por todas as regiões costeiras que foram o motor do surgimento da China como potencia econômica e lançou para o resto do mundo uma avalanche de bens de consumo de compras de consumo. Enquanto os sindicatos na Europa recorrem a mobilizações contra os cortes de salários, pensões e empregos, os trabalhadores mal pagos na China foram a greve contra a exploração desenfreada, conseguindo aumentos salariais de dois dígitos.

Se trata de um processo que chega ao coração do modelo econômico da China, assim como ao papel do trabalho barato na economia global. O que se iniciou na empresa Foxcon, de propriedade taiwanesa, a maior provedora de material eletrônico do mundo, com uma serie de suicídios relacionados com as condições de trabalho em seu gigantesco centro de produção de Shenzhen, se estendeu desde então a toda uma lista de empresas, em sua maioria de propriedade estrangeira.

400.000 operários em uma só fábrica

Só na Shenzen a Foxxcon emprega mais de 400.000 trabalhadores, que produzem milhões de iPods e iPhones para Apple, assim como computadores e telefones celulares para marcas como Nokia, Dell e Sony. A morte de seus trabalhadores desencadeou um escândalo nacional, houve um aumento imediato de 30% nos salários de menos de 120 euros mensais, e ajudou a gerar abandonos reivindicativos de trabalho nas fábricas e provedores da Honda, Hyundai e Toyota, ademais de em outros centros produtivos em toda China. As greves, organizadas por telefone e em foruns da rede fora das estruturas oficiais, já conseguiram aumentos salariais de mais de 30% na fábrica de transmissões da Honda, em Foshan, na que não se permitia sequer que os trabalhadores falassem uns com os outros, e de 25% no provedor da Hyundai em Beiying. Não é a primeira vez que se produziu protestos, mas repercussão em cadeia globalizada de de greves no coração da exportação chinesa de alta tecnologia, foi potente.

A China é hoje o maior exportador do mundo, viu aumentar sua parte na a produção do setor industrial global de 2% a quase 20% em 20 anos. Embora a classe operária industrial se reduziu na Europa e América do Norte, na China sua força é de milhares de milhões, e se acrescenta graças aos que emigram do campo. E quando um dirigente veterano de uma greve em uma planta da Honda em Foshan, Li Xiaojuan, insiste publicamente em que “não devemos deixar que nos os representantes do capital nos dividam ”,  ressoa de uma forma especial em um país cuja constituição o declara um “Estado socialista dirigido pela classe operária”.

É provável que continuem as greves

Agora que os trabalhadores chineses do setor exportador demostraram que podem conseguir resultados, parece provável que continuem as greves. Suas bases se fortaleceram em parte porque a política chinesa do filho único e a melhora dos níveis de vida no campo se traduzem em ecasses de trabalhadores nas zonas industriais. Mas também se deve as pressões para que se aumentem os salários, correspondem com as mudanças na política governamental.

Em uma nação na que se dissuade de empreender greves e muito pouco se informa sobre elas, a resposta das autoridades a última onda de paralisações passou de raspão. O presidente da sócio estatal da Honda e Toyota, por exemplo, insistia em que as exigências dos trabalhadores eram “razoáveis”. O diário Global Times, do Partido Comunista Chines, advertia que as greves mostravam a necessidade de “proteção sindical organizada”, queixando-se de que os “trabalhadores correntes” haviam recebido “a mínima porção de prosperidade econômica” da abertura da China ao mercado mundial.

Incrementar o consumo interno

A razão é bem clara. Os dirigentes chineses determinados a incrementar o consumo interno ante a crise continuada das economias ocidentais, transferir recursos do trabalho barato a uma maior produção de alta tecnologia e trasladar a produção ao interior mais pobre. Também estão submetidos a uma intensa pressão para responder a repulsa que causa a enorme desigualdade que desfigurou a China nos anos de seu explosivo salto econômico. Daí a introdução de uma legislação de proteção laboral mais sólida faz alguns anos e os fortes aumentos do salario mínimo, antes incluso nas últimas greves.

Essa tensão está inscrita no modelo empregado pelar China para dar o salto, que tem ecos mas, vai muito mais além das concessões ao capitalismo da nova política econômica, a NEP soviética dos anos 20. Convertida a China em uma potencia econômica global, elevando sua renda nacional acima de 9% anual durante três décadas, tirando milhões da pobreza, mais ao preço de uma radical e corrupta privatização, uma diminuição  dos serviços de saneamento e educação, a degradação ambiental, a criação de uma élite fabulosamente rica e a obstrução dos avanços cívicos e democráticos.

Reduzir as desigualdades

A intenção da direção da Hu Jintao de reduzir a desigualdade, retornar a uma educação e saúde mais gratuitas e melhorar as condições dos trabalhadores imigrantes e da produção “verde” é considerado por alguns, como o especialista universitário Lin Chun, como “sinais de recomeço de um socialismo de reformas”.

Ao mesmo tempo, aos entusiastas de mais privatizações e capitalismo são escutados cada vez mais resmungar que “o Estado avança, e o setor privado retrocede”, embora a onda de greves tem incentivado a antigos funcionários estatais de alto escalão e a “velhos revolucionários” a hora de pedir publicamente a “restauração da classe operária como classe protagonista” e o “restabelecimento da propriedade pública como parte principal da economia”.

O que ficou claro é que o setor de propriedade sob o controle públicos, sobre todo os bancos estatais, permitiu a China passar pela crise econômica internacional com um considerável exito. Tal como sustenta John Ross, da Universidade Jiao Tong de Shanghai, ainda que Estados Unidos e Europa tratavam de superar de forma indireta a depressão inversora no coração da crise com gasto criador de déficit, A China foi capaz de forçar para cima inversão mediante seu banco público, com o resultado de que seu crescimento registra cifras de quase 12% e seu déficit se situa abaixo de 3%.

Um desafio a Washington

É um desafio poderoso para o consenso de Washington, que impulsionou a política econômica durante uma geração. Uma economia chinesa em crescimento oferece também um antídoto que é de agradecer ante à estagnação ou recessão no mundo ocidental sobretudo se continua orientação de consumo. As greves contra salários de miséria só pode ajudar. Quando Alan Greenspan ex-presidente da U. S. Federal Reserve, norte americana, elogiou o trabalho barato dos chineses, como alavanca para manter baixos os custos de trabalho, estava destacando que tem sido um fardo para trabalhadores em todo o mundo. Elevação dos padrões de vida sustentável na China também deve reforçar as perspectivas de mudança interna progressiva. Estas greves são tão boas para a China como eles são para o mundo.

Seumas Milne é um analista político britânico, que escreve no The Guardian
Enviada por Pedro Jimenez, às 16:55 19/07/2010, de Barcelona, Espanha


A falência do ensino particular no Brasil
Resultados do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2009 mostram que os burgueses gastam os tubos com educação e recebem nota que é apenas 2,04% superior ao da melhor escola pública

Alunos do terceiro ano do ensino médio do Colégio Vértice, em São Paulo, SP, tiveram a maior média de notas no Enem 2009. Eles atingiram a média de 749,70.

Já os alunos da melhor escola pública no Enem 2009 - o Coluni, Colégio de Aplicação da UFV (Universidade Federal de Viçosa), em Viçosa, interior de Minas Gerais, obtveram média de 734,66.

A nota da burguesada de Sampa foi apenas 2,04% superior àquela da moçadinha de Viçosa.

É uma prova da falência do ensino privado e da mentira mercadológica que defende a superioridade do ensino privado, prinicipalmente quando se compara a grana pesada gasta pelos papais dos alunos do colégio privado Vértice com o que é gasto no ensino público.

Por mês, os pais do alunos do Vértice pagam R$ 2.756,00.

Eles gastam em tão somente um mês 6% a mais daquilo que o Estado Brasileiro investe por aluno em um ano.

Em escolas públicas, segundo dados do MEC (Ministério da Educação), o investimento anual por estudante da educação básica é de cerca de R$ 2.600. Esse valor corresponde ao gasto público total por aluno -- ou seja é a soma do investimento das três esferas públicas (municipal, estadual e federal). Também incluir verba de merenda e livro didático, além das despesas com salário de professores.

Com tamanha diferença o resultado dos burguesinhos no ENEM deveria ser extremamente superior, pelo menos 13 vezes superior, tipo assim, uma média de 9950 contra 734...

E o PiG e os demotucanos ainda tem coragem de dizer que o governo gasta mal e que precisa reduzir gastos.

Quem está precisando reduzir gastos e aplicar melhor o dinheiro são os babacas elitistas de São Paulo e seus colegas de todos os estados da federação brasileira.

Se eles jogam o próprio dinheiro no ralo, imaginem o que fazem com o dinheiro dos outros, ou seja, o dinheiro público, proveniente dos impostos e da geração de renda resultado do Trabalho de cada um dos Brasileiros...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:11 19/07/2010, de Curitiba, PR


Sindicatos de Minas repudiam descaso das empresas com segurança
Os sindicatos e Federações abaixo assinados, reunidos em PLENÁRIA para debate da CAMPANHA SALARIAL UNIFICADA 2010, vem se solidarizar com os familiares do companheiro Carlos Ferreira Damasceno falecido em acidente ocorrido no dia 14 de julho, na empresa Vallourec & Mannesmann. Também repudiamos que em pleno século XXI, os operários ainda estejam expostos à riscos graves e eminentes aos acidentes de trabalho. "EXIGIMOS a rigorosa apuração de mais esta morte ocorrida nesta empresa"

Entidades presentes: Sindicatos Metalúrgicos de: BH/Contagem, Vespasiano, Betim, Lavras, Sabará, Juiz de Fora, Extrema, Cambuí, Sindicato dos Engenheiros de MG, Sindicato dos Técnicos Industriais, Sindicato das Secretárias de MG, CUT/ NACIONAL E CUT/MINAS, CTB, FEM/CUT-MG, FITMETAL, FEMETAL MINAS, DIEESE.

Representando as entidades, estiveram presentes 52 companheiros (as).

Acidente fatal na Vallourec & Mannesmann

No último dia 14 de julho (terça-feira), o trabalhador Carlos Ferreira Damasceno do setor de almoxarifado perdeu a vida em um lamentável acidente que aconteceu no interior da empresa.

Como ele não havia saído às 16 horas, horário normal de encerramento de trabalho, seus companheiros começaram a procurá-lo. Quando o encontraram já o acharam morto, esmagado por uma bonina de aço.

O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar compareceram ao local para fazer a ocorrência e no dia seguinte a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) também fiscalizou a empresa. O Sindicato dos metalúrgicos de BH e Contagem está acompanhando o caso e tomando as providências necessárias.

O que fazer diante desta realidade?

O que não podia acontecer já aconteceu e nosso companheiro Carlos Damasceno não volta mais. Mas agora é preciso juntar esforços com a participação do Sindicato, CIPA, SESMTE e todos trabalhadores para evitarmos que acidentes desta natureza, voltem acontecer. Somente com a participação de todos é que vamos pressionar as empresas para que invistam, cada vez mais, na segurança de seus operários.

O Sindicato presta seus sentimentos à família do companheiro falecido e está a disposição para ajudar naquilo que for preciso. Sabemos que nesta hora tão difícil somente Deus pode confortá-los.

Nossos sentimentos!

Trabalhador fratura antebraço na Stola

Na semana passada, o Sindicato foi informado sobre acidente ocorrido na Stola onde o metalúrgico Rodrigo Luciano, sofreu um trauma no antebraço quando estava operando uma das prensas do setor em que trabalhava. Ele foi socorrido e levado para o hospital João XXIII e depois transferido para o hospital da UNIMED onde recebeu assistência médica.

O Sindicato procurou a direção da empresa e lavrou ata. A Stola informou que a prensa foi interditada e que só vai voltar a funcionar com a autorização da Superintendência Regional do Trabalho depois de passar por processo de investigação, que segundo a empresa está aberta a participação do sindicato.

A empresa também acertou com o Sindicato, a través de um aditivo na cláusula que fala de acidente no acordo de PLR 2010, que a mesma será excluída do acordo.

O acidente já foi informado na DRT e Ministério Público do Trabalho. Neste momento é de extrema importância que a CIPA e os companheiros se unam e juntem forças com o Sindicato para exigir segurança na empresa, com o objetivo de evitar que acidentes lamentáveis como esse voltem a se repetir. Essa luta é de todos nós!

Enviada por Ubirajara Freitas, às 12:47 19/07/2010, de Belo Horizonte, MG


O PT precisa ser PT
Muita coisa mudou no Brasil dos últimos anos. Só a direita e o PiG continuam os mesmos, cometendo as mesmas atrocidades de sempre. Sempre contra o País e contra o seu povo

O PT está no governo, mas não está no poder. Se quer realmente chegar ao poder, o PT precisa ser PT! Precisa deixar de se contentar com pouco. Estar no governo é apenas um pequena etapa na História das Lutas da Classe Trabalhadora Brasileira e Mundial.

A tão sonhada governabilidade se dará com o povo organizado, com os Trabalhadores sindicalizados e intervindo no processo político do país, já que é a maioria do eleitorado.

Acordos e alianças podem até ajudar, mas o que garante mesmo a governabilidade de um mandato democrático e popular é a organização de base do Povo, da Classe Trabalhadora.

Se o PT não voltar a ser PT, ele deixará o PiG e os demotucanos, a minoria dos eleitores, dominar a cena e colocar o país nos descaminhos da privatização, dos demandos dos gerentinhos do capital transnacional e da farra dos oligarcas que sempre se divertem com a pobreza do povo.

O PT precisa ser PT para não deixar a conta nas costas do povão. Como acabou acontecendo em 1964, infelizmente.

E tem muita gente preocupada com o tema:

O PT, o vice do Serra e a dra Cureau: o bonzinho é amigo do trouxa

CUT desafia PSDB para o debate público

Quando não se reage, as coisas só pioram

Vídeo: Vice de Serra chama Dilma de traficante. Serra também acha?

Como a direita forjou a “república sindicalista”

Manchetes que “provam”: O círculo perfeito da mídia com a procuradora

Será o Piccolo Balilla de Serra um ponto fora da curva?

Sobre sapos e escorpiões
Enviada por Sergio Bertoni, às 12:30 19/07/2010, de Curitiba, PR


Trifil demite 600 Trabalhadores e anuncia investimentos para contratar 500...
A fábrica da Trifil, instalada na cidade de Itabuna (BA) há cerca de treze anos com incentivos fiscais, anunciou na semana passada que investiria 23 milhões de reais para gerar 500 novos empregos.

Na opinião do Sintratec (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Têxteis e Calçadistas do Sul e Extremo Sul da Bahia), um belo presente para o centenário de Itabuna, se não fosse a política de demissão que a empresa vem implementando nos últimos anos.

De acordo com a entidade apenas no primeiro semestre deste ano mais de 600 operários e operárias foram demitidos pela indústria, ou seja, a Trifil utiliza o artifício da substituição de mão de obra, tornando os trabalhadores meras peças descartáveis.

"As milhares demissões patrocinadas nesses treze anos demonstram que a fábrica não tem responsabilidade social para a criação e consolidação do emprego em nossa região", afirmou nota do sindicato.

O Sintratec reforçou sua defesa pela geração de novos postos de trabalho em Itabuna e região e repudia essa política equivocada da Trifil de demissões em massa e substituição contínua de mão de obra.

Fonte: Portal CTB com informações da SINTRATEC
Enviada por Sindicacau, às 19:15 18/07/2010, de Ilhéus


Maior processamento de cacau nos EUA
O processamento de cacau nos EUA cresceu 12% no segundo trimestre deste ano, informou a Associação Nacional dos Processadores de Cacau, com sede em Washington. Foram 117 mil toneladas em relação às 104 mil toneladas do mesmo período do ano passado. De acordo com o setor, o preço médio da tonelada da amêndoa negociada no mercado futuro foi de US$ 3.002,00 no trimestre encerrado em 30 de junho, alta de 19% frente a 2009.

A demanda de processadores europeus triplicou nesse período, atingindo o maior nível em nove anos. Na bolsa de Nova York, os papéis para setembro recuaram US$ 9,00 na quinta-feira, a US$ 3.144,00.

Em Ilhéus e Itabuna, o preço médio da arroba ficou em R$ 89,66, segundo a Associação Nacional dos Produtores de Cacau.

Fonte: Agrolink
Enviada por Sindicacau, às 19:07 18/07/2010, de Ilhéus, BA


Vitória dos movimentos juvenis
Senado aprova PEC da Juventude e garante inserção dos jovens na Constituição Federal

Foi com uma mobilização que transcendeu os gabinetes do Senado, ganhando corpo nas páginas das redes sociais, que os militantes da CUT, do Conselho da Juventude e de diversos movimentos da Juventude pediram e pressionaram os parlamentares pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 42/08, a PEC da Juventude.

E por unanimidade, os senadores consentiram da importância deste instrumento para a sociedade e aprovaram a PEC da Juventude em primeiro e segundo turno na noite da quarta-feira (07/07).

Com isso, caso seja ratificada pelo presidente Lula, a PEC irá incluir a Juventude no capítulo dos Direitos e Garantias Fundamentais da Constituição Federal, garantindo assim, o acesso a direitos que já são constitucionalmente assegurados às famílias, crianças, adolescentes e idosos. “Com a inclusão na Constituição Federal, os jovens passam a ter direitos econômicos, sociais, culturais, possibilitando pensar e criar políticas públicas para a Juventude com muito mais facilidade”, avalia a secretária de Juventude da CUT, Rosana Sousa.

Para ela, a ratificação da PEC da Juventude será um divisor de águas no acesso dos jovens as políticas públicas. “A partir desta resolução, você vai ter todo o conjunto da sociedade defendendo o tema e as especificidades da juventude, deixando de ser uma coisa de agrupamento para ser uma questão de todo o conjunto.”

A juventude da CUT participou ativamente no processo de construção e acompanhamento da PEC, com contribuição mais efetiva na Comissão de Parlamento na figura da própria dirigente CUTista e do secretário de Juventude da CUT-PE, Paulo Bezerra.

Atualmente, existem 50 milhões de brasileiros com idade entre 15 e 29 anos, conforme dados do Conselho da Juventude. A PEC vai indicar a necessidade de um Plano Nacional de Juventude a ser concretizado nos próximos dez anos com metas a serem cumpridas pela União, em parceria com estados e municípios e organizações juvenis.

“O importante agora é que a gente consiga colocar em práticas todas as propostas que estão inseridas na PEC”, finaliza a dirigente CUTista.
Enviada por Amanda Pacífico, às 19:02 18/07/2010, de Taubaté, SP


Serra quer instalar República Midiática
Eleger José Serra para assegurar a instalação de uma República Midiática, onde os três poderes seriam editados ao sabor dos ditames do mercado e do espetáculo: esse é o programa de governo que ainda não foi apresentado pela candidatura demotucana e pelo baronato midiático

Gilson Caroni Filho, na Carta Maior

O processo eleitoral deste ano constitui um momento privilegiado no movimento político global da política brasileira. Uma significativa vitória das forças governistas, com a eleição de executivos e parlamentares do campo democrático-popular, pode ampliar espaços político-administrativos que continuem realizando o aprofundamento de formas participativas de gestão pública. É contra isso, em oposição virulenta a mecanismos institucionais que aperfeiçoem a democratização da vida nacional, que se voltam as principais corporações midiáticas e seus denodados funcionários.

Sem nenhuma atualização dos métodos utilizados em 1954 contra Getúlio Vargas e, dez anos depois, no golpe de Estado que depôs Jango, a grande imprensa aponta sua artilharia para os atores que procuram romper a tradição brasileira de definir e encaminhar as questões políticas de forma elitista e autoritária. Jornalistas, radialistas e apresentadores de programas televisivos, sem qualquer pudor, tentam arregimentar as classes médias para um golpe branco contra a candidatura de Dilma Rousseff. Para tal objetivo, além do recorrente terrorismo semântico, as oficinas de consenso contam com alguns ministros do TSE e uma vice-procuradora pautada sob medida.

A campanha de oposição ao governo utiliza uma linguagem radical e alarmista, que mistura denúncias contra falsos dossiês, corrupção governamental, uso da máquina pública no processo eleitoral, supostas teses que fragilizariam a propriedade privada em benefício de invasões, além do ”controle social da mídia em prejuízo da liberdade de imprensa”. Temos a reedição da retórica do medo que já rendeu dividendos às classes dominantes. Em escala nacional, os índices disponíveis de percepção do eleitorado assinalam que dificilmente os recursos empregados conseguirão legitimar uma investida golpista. Mas não convém baixar a guarda.

Se tudo isso é um sinal de incapacidade do bloco oposicionista para resolver seus mais imediatos e elementares problemas de sobrevivência política, a inquietação das verdadeiras classes dominantes (grande capital, latifúndio e proprietários de corporações midiáticas) estimula pescadores de águas turvas, vitalizando sugestões que comprometam a normalidade do processo eleitoral. Todas as forças democráticas e populares devem recusar clara e firmemente qualquer tentativa perturbadora. Sugestões desestabilizadoras, venham de onde vierem, têm um objetivo inequívoco: impedir o avanço rumo a uma democracia ampliada.

É nesse contexto que devem ser vistos os movimentos do campo jornalístico. Apesar do recuo do governo na terceira edição do Programa Nacional dos Direitos Humanos, a simples realização da Confecom foi um golpe duro para os projetos da grande mídia. A democratização dos meios de comunicação de massa está inserida na agenda de praticamente todos os movimentos sociais.

A concentração das iniciativas culturais e informativas em mãos da classe dominante, que decide unilateralmente o que vai e o que não vai ser divulgado no país, está ameaçada não apenas por novas tecnologias, mas por uma consciência cidadã que conheceu consideráveis avanços nos dois mandatos do presidente Lula. Tem dias contados a sujeição cultural da população em seu conjunto, transformada em público espectador e consumidor. Como podemos ver, não faltam razões para o desespero das famílias Civita, Marinho, Mesquita e Frias.

Ao levantarem a cortina de fumaça da “República Sindicalista", em um claro exercício do "duplipensar" orwelliano, os funcionários do baronato ameaçado reescrevem notícias antigas para que elas não contradigam as diretivas de hoje. Um olhar no Brasil atual mostrará que o “duplipensamento" tem uma função clara até outubro: eleger José Serra para assegurar a instalação de uma República Midiática, onde os três poderes seriam editados ao sabor dos ditames do mercado e do espetáculo. Esse é o programa de governo que Serra ainda não apresentou. Há divergências na produção artística.

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil
Enviada por TIE-Brasil, às 18:54 18/07/2010, de Curitiba, PR


Dilmaboy: "Sorry Serra mais uma vez vai dar PT"

Dilmaboy
Letra: Paulo Enrique

hello serra dilma é favorita pra vencer
só você não sabe quer disputar pra que?
ela sabe que o povo tem fome
e quer comer
sorry serra mas essa você vai perder

você vai perder (2)

sorry serra, mais uma vez vai dar PT

tenta há séculos e a favorita é do PT
nunca desistiu, mais uma vez vai perder
quer melhorar saude e o povo não quer crer
não quis se aliar e agora você vai ver

Stop Burn! Stop Burn! Ela é a nova Evita Peron.(2x)
Olhe pra ela, ela agora é sucesso

êêê
Amiga do homem
êêê
vai vencer
êêê
Amiga do homem

Ela não é o cara, mas é amiga do homem
você nem é o cara, nem amigo do homem
venha para o clube, deixe de ser bobo,
venha logo também ser amigo do homem

Ela não é o cara, mas é amiga do homem
você nem é o cara, nem amigo do homem
venha para o clube, deixe de ser bobo,
venha logo também ser amigo do homem

Se mexer com ela dou basfond, juro confesso
minha diva
vou pegar outras
desbanquei a Stefhany, sou um mega sucesso
só no rebolation, sorry mas ta tensooo

Quando ela ganhar vai rolar Dilma's Parties
E sua secretaria vai ligar pra você
e vamos comemorar com o rebolation
todos vão se esbaldar na festa do PT

Nos vamos vencer
Nos vamos vencer
Sorry Serra mais uma vez vai dar PT

Stop Burn! Stop Burn! Ela é a nova Evita Peron.
Olhe pra ela, ela agora é sucesso

Stop Burn! Stop Burn! Ela é a nova Evita Peron.
Olhe pra ela, ela agora é sucesso

Amiga do homem (3x)

Ela não é o cara, mas é amiga do homem
você nem é o cara, nem amigo do homem
venha para o clube, deixe de ser bobo,
venha logo também ser amigo do homem

Ela não é o cara, mas é amiga do homem
você nem é o cara, nem amigo do homem
venha para o clube, deixe de ser bobo,
venha logo também ser amigo do homem

AAA Amigo do Homem
AAA Amigo do Homem

Ela não é o cara, mas é amiga do homem
você nem é o cara, nem amigo do homem
venha para o clube, deixe de ser bobo,
venha logo também ser amigo do homem

AAA Amigo do Homem!
Enviada por Fábio Godoy, às 13:33 17/07/2010, de Taubaté, SP


Leandro Fortes: Tucano faz mais sucesso que Marcelo Madureira
Serra precisa de amigos

Por Leandro Fortes, no Brasília, eu vi

Ao acusar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter transformado o Brasil em uma “república sindicalista”, José Serra optou por agregar a seu modelito eleitoral, definitivamente, o discurso udenista de origem, de forma literal, da maneira como foi concebido pelas elites brasileiras antes do golpe militar de 1964. Não deixa de ser curioso ouvir essa expressão, “república sindicalista”, vinda da boca de quem, naquele mesmo ano do golpe, colocava-se ao lado do presidente João Goulart contra os golpistas que se aninhavam nos quartéis com o mesmíssimo pretexto, levantado agora pelo candidato do PSDB, para amedrontar a classe média. Jango, dizia a UDN, macaqueavam os generais, havia feito do Brasil uma “república sindicalista”. Ao se encarcerar nesse conceito político arcaico, preconceituoso e, sobretudo, falacioso, Serra completou o longo arco de aproximação com a extrema-direita brasileira, iniciado ao lado de Fernando Henrique Cardoso, nos anos 1990. Um casamento celebrado sob as cinzas de seu passado e de sua história, um funeral político que começou a ser conduzido sob a nebulosa aliança de interesses privatistas e conveniências fisiológicas pelo PFL de Antonio Carlos Magalhães, hoje, DEM, de figuras menores, minúsculas, como o vice que lhe enfiaram goela abaixo, o deputado Índio “multa-esmolé” da Costa.

Pior que o conceito, só a audiência especialmente convidada, talvez os amigos que lhe restaram, artistas e intelectuais arrebanhados às pressas para ouvir de Serra seus planos para a cultura brasileira: Carlos Vereza, Rosa Maria Murtinho, Maitê Proença, Zelito Viana, Ferreira Gullar e Marcelo Madureira – este último, raro exemplar de humorista de direita, palestrante eventual do Instituto Millennium, a sociedade acadêmica da neo UDN. Faltou Regina Duarte, a apavoradinha do Brasil, ausente, talvez, por se sentir bem representada. Diante de tão seleta platéia, talvez porque lhe faltem idéias para o setor, Serra destilou fel puro contra as ações culturais do governo Lula, sobretudo aquelas levadas a cabo pela Petrobras, a mesma empresa que os tucanos um dia pretenderam privatizar com o nome de Petrobrax. Animado com o discurso de Serra, o humorista Madureira saiu-se com essa: “Quero que o Estado não se meta na cultura e no meu trabalho, como está acontecendo”. Madureira trabalha na TV Globo, no “Casseta & Planeta Urgente”. Como o Estado está se metendo no trabalho dele, ainda é um mistério para todos nós. Mas, a julgar pela falta de graça absoluta do programa em questão, eu imagino que deva ser uma ação do Ministério da Defesa.

O que José Serra não confessou a seus amigos artistas é que a “república sindicalista” saiu-lhe da boca por despeito e vingança, depois que as maiores centrais sindicais do país (CUT, CGT, CTB, CGTB, Força Sindical e Nova Central) divulgaram um manifesto conjunto no qual acusam o candidato tucano de mentiroso por tentar se apropriar da criação do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e por “tirar do papel”, seja lá o que isso signifique, o Seguro-Desemprego. “Serra não fez nenhuma coisa, nem outra”, esclareceram as centrais. O manifesto também lembra que, na Assembléia Nacional Constituinte (1987-1988), o então deputado federal José Serra boicotou inúmeros avanços para os trabalhadores e o sindicalismo. Serra votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, a garantia de aumento real do salário mínimo, a estabilidade do dirigente sindical, o direito à greve, entre outras medidas.

Desmascarado, Serra partiu para a tese da “república sindicalista” e, apoiado em apenas uma central que lhe deu acolhida, a União Geral dos Trabalhadores (UGT), chamou todas as outras de “pelegas” e as acusou de receber dinheiro do governo federal para fazer campanha para a candidata Dilma Rousseff, do PT. Baseado nesse marketing primário, ditado unicamente pelo desespero, Serra mal tem conseguido manter firmes seus badalados nervos de aço, que logo viram frangalhos quando defrontados por repórteres dispostos a fazer perguntas que lhe são politicamente inconvenientes, sejam os pedágios de São Paulo, seja sua falta de popularidade no Nordeste.

Sem amigos e, ao que parece, sem assessores, Serra continua recorrendo ao tolo expediente de bater boca com os jornalistas. Continua, incrivelmente, a fugir das perguntas com outras perguntas, a construir na internet, nos blogs, no youtube e nas redes sociais virtuais uma imagem permanente de candidato à deriva, protagonista de vídeos muitíssimo mais divertidos que, por exemplo, as piadas insossas que seu companheiro de artes cômicas, Marcelo Madureira, insiste em contar na televisão.
Enviada por TIE-Brasil, às 01:17 16/07/2010, de Curitiba, PR


CUT responde a José Serra
Candidato demonstra mais uma vez desequilíbrio. Que ele saiba pelo menos administrar o seguro-desemprego dele

As declarações de José Serra a respeito da CUT demonstram, mais uma vez, o desequilíbrio do candidato e não combinam com o cargo que, em sua vã pretensão, causa-lhe devaneios.

Acusações tolas, deselegantes, pronunciadas na sede de uma outra central.

A CUT vai continuar independente, de luta, de massa, – algo que o PSDB jamais foi e jamais será – e tem orgulho de reafirmar seu compromisso com as mudanças, das quais somos uma das protagonistas.

Esperamos que o candidato, no futuro próximo, saiba administrar de maneira eficiente pelo menos o seu seguro-desemprego, que ele diz falsamente ser sua criação.

Artur Henrique, presidente nacional da CUT
Enviada por CUT, às 01:14 16/07/2010, de São Paulo, SP


Brasil alcança marca histórica na geração de empregos
O primeiro semestre de 2010 foi de boas notícias para os trabalhadores brasileiros, e culminou com a geração acumulada de 1.473.320 novos empregos formais, recorde para o período. A marca foi alcançada com a geração de 212.952 empregos celetistas em junho, segundo melhor resultado de toda a série histórica para o mês. Nos últimos 12 meses, verificou-se a criação de 2.168.924 postos de trabalho, equivalente à expansão de 6,71% no contingente de empregados celetistas do país, que hoje tem o contingente de 34.474.339 trabalhadores com carteira assinada.

Até então, o melhor resultado do semestre havia sido registrado em 2008: 1.361.388. O melhor resultado para junho é o de 2008, com 309.442 postos. Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que apresentou os resultados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) na manhã desta quinta-feira (15), o recorde no semestre mostra que o mercado de trabalho no Brasil está contribuindo para o crescimento econômico do país.

"Os números do Caged mostram que a geração de empregos no Brasil continua crescendo substancialmente. É a prova inequívoca de que estamos no caminho certo, e estou convencido de que manteremos o crescimento no segundo semestre, e alcançaremos dois recordes: teremos 2,5 milhões de novos empregos este ano e 15 milhões de empregos no governo Lula", comentou Lupi.

Setores - No primeiro semestre de 2010, seis dos oito setores da economia registraram recorde absoluto neste semestre. Os 25 subsetores expandiram o nível de emprego, com 16 deles apresentando saldos recordes para o período.

Apresentaram recorde os setores de Serviços (490.028), Indústria de Transformação (394.148), Construção Civil (230.019), Comércio (144.135), Serviços Industriais de Utilidade Pública (9.862) e Extrativa Mineral (8.801). Sem recorde, a Agricultura gerou 175.050 e a Administração Pública mais 21.277 novos postos de trabalho.

"As indústrias metalúrgica e calçadista, subsetores que mais demitiram durante a crise, foram os que mais contrataram este ano, ficando bastante acima da média de crescimento, em termos absolutos e proporcionais, respectivamente. Teremos um segundo semestre de crescimento geral, com índices bem próximos aos registrados no segundo semestre de 2009; e prevejo um período muito bom para a Indústria da Transformação", comentou o ministro Lupi.

Fonte: Assessoria de Imprensa do MTE
Enviada por TIE-Brasil, às 01:06 16/07/2010, de Curitiba, PR


A privatização da educação: preparando futuros leitores de Veja
Saiu na Carta Maior:

"O Grupo Abril, através do seu braço educacional, comprou o Anglo Sistema de Ensino, o Anglo Vestibulares e a Siga, especializada na preparação para concursos públicos. O negócio cria a segunda maior rede de ensino do país. O grupo Abril já controla as editoras Ática e Scipione, além do sistema de ensino SER, que tem 350 escolas associadas. Com a aquisição do Anglo, acrescenta mais 500 instituições de ensino ao seu guarda-chuva. Um dos negócios mais rentáveis do grupo Abril é vender publicações didáticas --ou não-- a secretarias estaduais de ensino, sobretudo aquelas administradas por gestões tucanas, como é o caso da de São Paulo, sob o comando do ex-ministro da educação e centurião de Serra, Paulo Renato"

Assim, nessa espúria aliança com os demotucanos, eles vão efetivando a privatização da educação no país, na prática, enquanto a esquerda dorme e se perde em masturbações ideológicas e fisiológicas.

O cenário é claro. As direitona paulista começa comprando escolas privadas, depois transfere o "sistema" de ensino "eficiente" para as escolas públicas e depois as privatizam, uma vez que ficará "provada" a incompetência do Estado e a " supremacia" do capital privado, repetido todas as semanas no semanário panfletário chamado Veja.

Enquanto nos perdemos em teorias, eles, os capitalsitas de sempre, vão lá e tomam conta do pedaço.

Depois não adianta chora, nem posar de vítima. A hora é agora.
Enviada por TIE-Brasil, às 10:25 13/07/2010, de Curitiba, PR


Bolsistas que não retornaram ao Brasil são condenados a devolver quase R$ 20 milhões ao país
O TCU - Tribunal de Contas da União, entre 2008 e 2010, condenou 48 ex-bolsistas do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) a restituir um total de R$ 19,6 milhões aos cofres das instituições públicas brasileiras.

São pesquisadores que não voltaram ao país após a conclusão de cursos no exterior pagos com dinheiro público.

As duas instituições dizem que as irregularidades atingem menos de 1% das bolsas e vão de 1981 a 1998.

A decisão do TCU é corretíssima

Quem pegou dinheiro público, seja através de Bolsas da CAPES ou do CNPq, seja através de FIES ou ProUNI, tem por obrigação servir àqueles que o financiaram, ou seja, os brasileiros que pagam impostos. Se não voltaram e não trabalharam para o Brasil e para os brasileiros, os beneficiados por bolsas de estudos e programas de financiamento com grana pública devem pagar multas sim, com juros e correção monetária.

É preciso acabar com esta malandragem intelectualóide que leva ao mal uso do dinheiro público brasileiro.

Se servimos para financiar estes senhores, devemos ser beneficiados pelo conhecimentos e habilidades que eles sistematizaram nas universidades graças ao dinheiro público que receberam para estudar.

Defendemos que, todos aqueles se beneficiaram do dinheiro público, seja através de bolsas de estudo, programas especiais, etc, ou estudaram no sistema público de educação, reembolsem o povo brasileiro pelo investimento neles feito através de um programa de estágio obrigatório de prestação de serviços à sociedade brasileira nas distintas organizações mantidas pelo estado brasileiro, sejam elas de pesquisa ou de prestação de serviço direto à população.
Enviada por TIE-Brasil, às 11:43 12/07/2010, de Curitiba, PR


Venda da Vivo: Justiça diz que veto de Portugal é ilegal
A Justiça europeia declarou nesta quinta-feira ilegais os direitos especiais que Portugal mantém sobre a companhia Portugal Telecom (PT), conhecidos como golden shares, e que foram utilizados na semana passada para vetar a venda de 30% da brasileira Vivo à espanhola Telefônica.

A decisão do Tribunal de Justiça da UE abre o caminho para a aquisição da companhia brasileira pela Telefônica, que ampliou até 16 de julho o prazo para que a PT aceite sua oferta por 7,15 bilhões de euros, com a esperança de que os acionistas possam aprovar a venda nesse prazo após a decisão do tribunal.

Mediante sua sentença, "o Tribunal de Justiça declara que Portugal descumpriu as obrigações sobre a livre circulação de capitais ao manter na Portugal Telecom direitos especiais atribuídos em relação a 'golden shares'", segundo o comunicado enviado pela corte após a leitura da sentença.

O texto explica que "um número considerável de decisões importantes relativas à PT depende do consentimento do Estado português", o que constitui uma "influência sobre a gestão da PT que não está justificada pela magnitude da participação que mantém (o governo) e que pode dissuadir os operadores de outros Estados-membros de efetuar investimentos diretos".

Concretamente, o tribunal avaliou que "uma eventual recusa por parte do Estado a aprovar uma decisão importante para a sociedade pode pesar sobre o valor de suas ações e, portanto, fazer com que os acionistas desistam de investir".

Além disso, o tribunal destaca que os privilégios que o Estado português mantém sobre a companhia de telecomunicações só poderiam ser reduzidos "se o próprio Estado o consentisse", dado que "uma modificação dos estatutos não pode ser adotada sem a maioria dos votos correspondentes às ações privilegiadas".

Por outro lado, a sentença desprezou as razões de interesse público apresentadas por Portugal para manter os direitos especiais sobre a PT.

O tribunal considera que "o objetivo de garantir a segurança da disponibilidade da rede de telecomunicações em caso de crise, guerra ou terrorismo" poderia "justificar um obstáculo à livre circulação de capitais", mas o descarta para este caso por considerar que deve existir uma ameaça real que Portugal não justificou durante o processo.

"O Tribunal de Justiça declara que o exercício dos direitos especiais do Estado não está sujeito a condição ou circunstância específica e objetiva alguma", explica o texto.

A Comissão Europeia (CE) foi quem levou a Portugal perante a Justiça europeia em 2008, três anos após abrir um expediente ao estado luso pelos privilégios que mantém sobre o antigo conglomerado de telecomunicações estatal.

Entre os privilégios que Bruxelas não aceita estão o poder de nomear um terço dos membros do conselho de administração, assim como o direito de veto na eleição dos diretores e do conselho auditor e outras decisões corporativas, como as vendas de pacotes de ações a concorrentes.

Estes foram os privilégios que o Executivo luso empregou para vetar no último dia 30 de junho a venda da participação da PT à Vivo, líder da telefonia celular no Brasil, por 7,15 bilhões de euros (o que supõe quase o valor da PT em bolsa), apesar de ter sido aprovada por 74% dos acionistas.

Na quarta-feira, o presidente da Comissão Europeia (CE), José Manuel Durão Barroso, assegurou que garantirá a aplicação da sentença da Justiça europeia, e a porta-voz comunitária de Mercado Interno e Serviços Financeiros, Chantal Hugues, explicou que a decisão judicial deveria ser respeitada "imediatamente".

No entanto, caso Portugal resista a perder seus direitos sobre a PT, o Executivo comunitário poderia empreender um segundo procedimento de infração "com relativa rapidez", que, no entanto, poderia acarretar uma demora de meses para os interesses da Telefônica.

Uma segunda possibilidade para a companhia espanhola seria procurar a Justiça local portuguesa, onde seria respaldada pela sentença do Tribunal da UE.
Enviada por Juan Sanchez, às 11:11 12/07/2010, de Porto Alegre, RS


Produção de veículos recorde no primeiro semestre de 2010
Segunda a ANFAVEA - Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automores, a produção de veículos no país cresceu 19,1% no primeiro semestre na comparação com igual intervalo de 2009.

Foram fabricados no primeiro semestre de 2010 o total de 1,753 milhão de unidades (automóveis de passeio, comerciais leves, ônibus e caminhões), batendo novo recorde para o período.

O número de Trabalhadores empregados nas montadoras somou ao final do junho passado 113.857 trabalhadores. Levando em conta também os Trabalhadores em fabricantes de máquinas agrícolas, a indústria emprega atualmente 130.968 trabalhadores diretos.

Os dados foram divulgados neste segunda, 12/07, pela Anfavea.
Enviada por TIE-Brasil, às 11:01 12/07/2010, de Curitiba, PR


A inteligência comercial brasileira
Por Luis Nassif

No dia em que o país dispor de uma moeda mais competitiva, poderá se transformar em potência comercial porque finalmente aprendeu a desenvolver inteligência comercial.

Foi uma longa luta desde o nascimento da Apex (Agência de Promoção das Exportações) em meados dos anos 90, as primeiras iniciativas de mapeamento do processo exportador, na FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e na FIESC (Federação das Indústrias de Santa Catarina).

Em 2003, a Apex ganhou vida própria, como instituição independente bancada pelo Sebrae. Ao mesmo tempo, confederações de indústria ganharam aprendizado. Outros agentes externos importantes, como a Embratur (Empresa Brasileira de Turismo) e a Inmetro aprenderam a trabalhar em conjunto. A eles se integrou o Itamaraty, através das embaixadas e de seu Departamento de Promoção Comercial.

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ponto focal dessa estrutura tem sido a Apex. Nos últimos anos, passou a investir fortemente em três áreas: promoção comercial (sua vocação inicial), atração de investimentos e apoio à internacionalização das empresas brasileiras.

Presidente da Apex e da Associação Internacional das Apexs, Alessandro Teixeira informa que, dentro da Associação Internacional, a brasileira é considerada a segunda melhor estrutura para atração de investimentos e uma das cinco melhores para estratégias comerciais.

A inteligência comercial do órgão é o ponto inicial de atuação do sistema. É uma área que começou a ser estruturada na gestão de Luiz Furlan no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e ampliou fortemente sua atuação nos últimos anos.

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Ao todo são 25 técnicos, com doutorado e pós graduação, trabalhando em cima de um amplo conjunto de bases de dados, como o Euromonitor, o Financial Times, The Economist, Bloomberg além de bancos de dados menores para regiões menores.

A partir dessa análise inicial, escolhe-se a melhor ferramenta de atuação, que podem ser feiras de negócios, missões comerciais ou visitas de compradores ao Brasil.

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Teixeira diz que a melhor lição da utilidade da inteligência prospectiva é o caso da Rússia. Dez anos atrás, a distribuição de alimentos na Rússia era dominada em 70% pelo pequeno varejo e 30% por quatro grandes cadeias varejistas. Mas os estudos prospectivos indicavam que em pouco tempo essa equação se inverteria. Essa visão permitiu atacar os pequenos de imediato mas definir estratégia para os grandes.

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Na ponta interna, o ponto de contato com os produtores é através do site (www.apexbrasil.com.br) ou de balcões nas principais federações de indústria, onde as empresas que não pertencem a sindicatos ou a estruturas nacionais conseguem informações.

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Mas o instrumento mais eficaz são os grandes projetos com as entidades nacionais. É o caso dos produtores de biquínis, reunidos no projeto Tex Brasil. Para participar, inscrevem-se, participam de reuniões onde aprendeu a analisar produtos, mercados e adaptar-se para os novos clientes.

Integrados, podem participar de feiras internacionais e rodadas comerciais. Seus gastos são apenas com passagens e transporte das amostras.

Veja Entrevista com o presidente da Apex (Agência de Promoção do Comércio Exterior), Alessandro Teixeira

Enviada por Juan Sanchez, às 10:55 12/07/2010, de Porto Alegre, RS


Acabou! Espanha leva a Copa do Mundo
Espanhóis fazem 1 a 0 aos 11 minutos do segundo tempo da prorrogação e vencem a final mais violenta da história das Copas

Em sua primeira final de Copa, a Espanha se sagrou campeã mundial. A Holanda, por sua vez, perdeu a terceira decisão e levou para casa, mais uma vez, a fama de amarelar na hora H. Desta vez, no entanto, o time não era o favorito, e em momento algum jogou melhor. A vitória espanhola foi justa; o time conseguiu superar a violência laranja, enquanto os representantes dos Países Baixos não honraram os times de 1974 e 1978. A Copa viu a consegração do Polvo Paul, que acertou todos os prognósticos.

O primeiro tempo do jogo foi extremamente violento. Foram cinco cartões amarelos – três para a Holanda e dois para a Espanha – e muito mais faltas que mereceriam advertência. Um dos lances mais violentos da Copa aconteceu aos 27 minutos. De Jong entrou com a sola da chuteira no peito de Xavi Alonso. A agressão mereceu do confuso árbitro inglês Howard Webb apenas um amarelo. Perto dos 45 minutos, Sneijder e Pedro cometeram faltas feias e sequer foram advertidos.

Leia mais sobre a vitória do antifutebol em Rede Brasil Atual
Enviada por TIE-Brasil, às 10:21 12/07/2010, de Curitiba, PR


Serra, a liberdade de expressão e as demissões de jornalistas da TV Cultura de SP
Da Agência Carta Maior

As demissões de jornalistas na TV Cultura de São Paulo e o silêncio dos grandes meios de comunicação sobre as causas destas demissões evidenciam mais uma vez um preocupante comportamento cínico, submisso e hipócrita. Mais uma vez, são blogs e sites de jornalistas independentes que cumprem o dever de informar ao público o que é de interesse público. Entidades como a Associação Nacional de Jornais, supostamente comprometidas com a defesa da liberdade de expressão, exibem um silêncio ensurdecedor.

O comportamento cínico e hipócrita da maioria das grandes empresas de comunicação do Brasil ficou mais uma vez evidenciado esta semana, e de um modo extremamente preocupante. Não se trata apenas de valores ou sentimentos, mas sim de fatos objetivos e de silêncios não menos objetivos. O relato sobre demissões na TV Cultura de São Paulo, causadas pelo interesse de jornalistas no tema dos pedágios, justifica plenamente essa preocupação.

Leia a íntegra do Editorial da Agência Carta Maior clicando aqui

Leia também As interferências políticas na TV Cultura de Luís Nassif Online
Enviada por TIE-Brasil, às 09:54 12/07/2010, de Curitiba, PR


Blogosfera progressista e independente merece ser considerada patrimônio imaterial da democracia!
Dias atrás, coloquei a frase-título acima no twitter e a difundi em outras redes sociais, mas sem explicar exatamente o que quero dizer com isso

Por Sílvio Telles

Hoje, a atuação da mídia independente, cuja maior força e origem está nos blogs, que, especialmente após 2005 e o aprofundamento da tentativa de golpe branco da grande mídia naquele ano, tornaram-se verdadeiros guardiões da democracia, ao clamar pela verdade e atuar inicialmente fiscalizando os erros da Imprensa, disseminando a "outra opinião" oculta pela grande mídia, para depois tornarem-se paulatinamente geradores de conteúdo também.

Hoje, a expressão da mídia independente e progressista já é consolidada e reconhecida por boa parte da sociedade. Muitas pessoas circulam nos seus e-mails reportagens e postagens surgidas na mídia independente, muitos nomes que atuam por aqui possuem credibilidade muito superior à mídia tradicional.

Porém, há ainda grande preconceito que pode ser notado especialmente no bloqueio de acesso na maioria das empresas: é possível se ler reportagens nos portais da grande mídia, mas não no seu blog preferido. Os RSS quebram um galho, permitem a você dar uma volta e acessar o twitter (caso seja liberado) faz você ficar minimamente inteirado, mas, enfim, os blogs são tratados como algo "nocivo" pelas empresas.

Esse hábito que milhares de pessoas Brasil afora, a maioria não sendo jornalistas, de criar conteúdo alternativo, criticar a grande mídia e fiscalizar não apenas a grande imprensa como várias outras funções, uma imensa variedade de expressões e opiniões, sobre todos os tema é, de fato, uma expressão cultural de grande valia para nossa sociedade. Precisa ser reconhecida como tal, e valorizada, incentivada.

A circulação de conhecimento e conteúdo que ocorre por milhares e milhares de pessoas que voluntariamente dedicam parte de seu tempo e capacidade intelectual para compartilhar informação, idéias e opiniões deve sim ter seu reconhecimento e espaço garantido.

Sobretudo, essa enxurrada de conteúdo que voluntariamente circula pela rede diariamente deve ter seu devido reconhecimento proposto ao Ministério da Cultura, inclusive na formulação de novas iniciativas (já ocorreram premiações para blogs tanto de iniciativa de dentro da internet e até um edital do próprio Ministério da Cultura, mas, acredito, que há um grande hiato no incentivo na participação de empresas na geração desse conteúdo) e na estruturação de boas iniciativas que já se consolidaram de maneira voluntária. O próprio Ministério da Cultura deveria disseminar incentivos para geração de conteúdo independente em multimídia, com a promoção de editais os mais variados, incentivando a participação de internautas e premiando as melhores e mais qualificadas idéias.

Ter o reconhecimento como patrimônio cultural e pilar da democracia no Brasil (e claro, da defesa da democracia mundo afora) significa que, além de deixar de ser tratado como um "gueto", gerará conteúdos com perfil cada vez mais profissionalizado e de credibilidade mais consolidada, além da própria profissionalização de geradores de conteúdo, e a entrada definitiva do apoio de empresas (não diretamente, o que pode gerar conflito de interesses, mas também através de prêmios de qualidade, injetando recursos para quem merece ter o esforço premiado e transformado em algo mais profissional e competitivo), através das leis de incentivo cultural existentes.

Acredito que no Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas, que ocorrerá de 20 a 22 de agosto próximo em Brasília, este seja um dos temas em pauta, a importância do reconhecimento oficial, das empresas e da sociedade da importância da atuação independente e da "outra opinião" no Brasil, que é fundamental para a radicalização da democracia e da transparência, da aceleração da descentralização do poder dos grandes grupos de comunicação.

Sub-rogado do Blog Opiniões do Sérgio Telles no domingo, 11 de julho de 2010
Enviada por Castor Filho, às 09:35 12/07/2010, de São Paulo, SP


Blogosfera em debate
Comentário da Caia Fittipaldi ao artigo de Sílvio Telles "Blogosfera progressista e independente merece ser considerada patrimônio imaterial da democracia!"

"Patrimônio imaterial"... mas "imaterial", onde, cara pálida?! Blogs jornalísticos sempre será patrimônio MATERIAL dos jornalistas empresários proprietários dos blogs jornalísticos. O fato de uns e outros serem amigos-da-gente não muda isso.

Eu trabalho TOTALMENTE DE GRAÇA pra zilhões de blogs e nem nunca perguntei quanto dinheiro ganham com o meu trabalho. Dentre outros motivos porque eu não trabalho na internet: eu MILITO (de grátis) na internet. (E dô o mó duro no baralho pra podê vivê.)

Patrimônio imaterial da democracia JÁ SÃO, isso sim, as listas de discussão e os grupos de discussão e os blogs não jornalísticos, de pura manifestação pessoal, de cada um, pro mundo inteiro -- onde os jornalistas são minoria, porque jornalistas sempre preferem falar como jornalistas, porque a fala de jornalista sempre é posição DE (muito!) PODER. E de um poder que nada assegura que seja poder de democratização. Mil vezes, o poder do jornalista é poder de ativa DES-democratização.

"Prêmios"?! Vamos e venhamos, não vejo como alguém pode aspirar aos prêmios de “ética” distribuídos pelo Instituto Millenium.

Por outro lado, não vejo por que, diabos, o Instituto Millenium premiaria quem viva de esculhambar o Instituto Mellenium.

Por mais outro lado, não vejo como alguém ainda espere viver de prêmios de boa ética democrática a serem distribuídos por... quem?! Pelo Hamás? Pelo Hizbollah? Pelos Zapatistas de Chiapas? Pelos pobres da Palestina? Pelos meninos do RAP? Pelos pobres do mundo? Pelos emigrados sem teto? Por refugiados africanos escondidos em Roma?

E de onde, diabos, os pobres do mundo arranjariam dinheiro ("prêmio", aí, teria de ser em grana, né-não?!) pra premiar jornalistas aliados, comprometidos, com lado forte e claro, pelos pobres? Melhor farão, sempre, todos os pobres do mundo se, em vez de "premiarem" jornalistas e jornais, usarem a grana que tenham pra dar casa, comida, escola e saúde pros seus aliados pobres e sem voz, né-não?!

Vamos, isso sim, é tratar de nos manter longe de patrões e padrinhos, façavôr, antes de as coisas chegarem àquele velho ponto, sem volta, quando todo o caráter e toda a vergonha na cara “jornalística” desaparecem completamente... porque o patrão mandou ou porque o patrocinador mandou. E, depois, é só recolher a “solidariedade” de outros jornalistas igualmente degradados.

Já é assim no jornalismo-que-há. Por que, diabos, repetir esse modelo facinoroso, também na Internet?

A internet não tem patrão. Só faltaria, mesmo, inventarmos, nós mesmos, um patrão, em troca de salário e “prêmios” e carteira assinada.

Melhor tentar viver como garota de programa pobre feia e burra, ou como bandido-da-luz-vermelha, sem ceder um milímetro do direito de escrever o que bem se entenda.
Enviada por Castor Filho, às 09:31 12/07/2010, de São Paulo, SP


Onde stão os "ambientalistas"?
Por Adriano Benayon*

Que fazem as ONGS ambientalistas diante do vazamento de petróleo no Golfo do México, causado pela British Petrol (BP), que já mostra ser o maior desastre ambiental de toda a história?

Simplesmente, nada. Mantém silêncio. Omitem-se por completo.

Por que?

Porque são pagas pela oligarquia financeira mundial para ajudar a pôr grandes espaços territoriais, dotados dos mais valiosos minerais estratégicos, sob controle da família real britânica e outros expoentes dessa oligarquia, além de obstaculizar projetos necessários ao desenvolvimento do Brasil.

Entre os grandes acionistas da BP está exatamente a família real britânica, a qual lidera a intervenção no Brasil a pretexto de meio ambiente e de direitos indígenas;

Quem não conhece o espalhafato com que costumam agir, no Brasil e em outros países, as ONGs "ambientalistas", Greenpeace e WWF (Fundo Mundial para a Natureza)?

Umas das principais finalidades dessas ONGs é tirar a atenção do público dos verdadeiros destruidores do meio-ambiente, e os maiores desses destruidores são as companhias de petróleo, notadamente as mega-transnacionais anglo-estadunidenses, a saber Exxon-Mobil e Chevron-Texaco (EUA); British Petrol (BP) e Shell (britânicas).

Estas financiam e sustentam aquelas ONGS do "meio-ambiente". Aí está mais uma das infinitamente numerosas fraudes que pratica a oligarquia mundial.

Observações:

1."Acredito que a investigação independente mostrará que esta tragédia poderia ter sido evitada". Essa declaração é do diretor-executivo da Chevron, John Watson.

2. As TVs deram destaque em seus noticiários à reunião de Obama com executivos da BP (16.06.2010) e a uma anunciada ajuda desta, de US$ 20 bilhões, para vítimas (norte-americanas) da insólita calamidade.

Conclusão:

Especialistas estimam em 18 meses o tempo em que o vazamento terá comprometido boa parte dos oceanos, acabando com o plâncton, responsável por 70% da produção do oxigênio planetário. O que está em risco, portanto, é a sobrevivência da humanidade e de outras espécies. Cabe, portanto, perguntar:

1) A questão se limita a indenizar vítimas norte-americanas diretamente atingidas?

2) Por que o governo dos EUA não tratou nem trata o assunto como questão de Estado, intervindo diretamente nas causas da continuação do desastre e mobilizando os recursos técnicos e materiais de que dispõe para estancar a contaminação dos oceanos, em vez de deixar as coisas (e a propriedade) com a BP?

3) Por que os governos dos demais países ainda não exigiram essas medidas do governo norte-americano, nem fizeram questão de tomar parte nelas, uma vez que a catástrofe produz efeitos em todo o Mundo?

* Adriano Benayon
é Doutor em Economia. Autor de "Globalização versus Desenvolvimento", editora Escrituras.

e-mail: abenayon@brturbo.com.br
Enviada por Castor Filho, às 09:12 12/07/2010, de São Paulo, SP


A luta não quita a fidalguia
Saiu no tijolaço.com, do Brizola Neto:

Um leitor fez a provocação e eu aceito o tema de bom grado. Ele me pergunta se não vou comentar aqui a visita de Dilma a Lily Marinho, viúva de Roberto Marinho, ontem, no Rio. Vou, sim, e com muito prazer.

Acho que foi um ato de grande gentileza, da parte de ambas.

Quem fala isso é o neto do homem que mais combateu Roberto Marinho e que mais foi combatido por seu império de comunicação. E que, eu tenho certeza, jamais recusaria um convite dele para conversar, muito menos ainda o de sua viúva.

Para quem não sabe, meu avô contava sempre que, nos primeiros tempos, tentou mesmo convencer Marinho a apoiar um programa massivo de educação de qualidade. “Já pensaram o que seriam os CIEPs com a Globo apoiando?”, perguntava ele às vezes.

Conversar, conversar civilizadamente, com todos, inclusive com seus maiores adversários, é um dever da política. E se você recebe um tratamento pessoal gentil, não tem nenhuma razão para não retribuir da mesma forma.

Ninguém combate o poder da Globo por razões pessoais contra os Marinho, mas em defesa de princípios democráticos. Embora o inverso, muitas vezes, não seja verdadeiro, é o correto.

Este tipo de “patrulhismo” não leva a lugar nenhum. Os nossos princípios democráticos são radicais, porque vão à raiz das questões. Não são radicalóides, sectários e intolerantes, para que pudessem – o que não podem – justificar o destrato pessoal a quem quer que seja.

Os gaúchos resumem bem isso, na frase que serve de título. A luta não pode nos tirar a civilidade.
Enviada por TIE-Brasil, às 19:18 10/07/2010, de Curitiba, PR


Centrais sindicais dizem que Serra é mentiroso
O candidato José Serra (PSDB) tem se apresentado como um benemérito dos trabalhadores, divulgando inclusive que é o responsável pela criação do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e por tirar do papel o Seguro-Desemprego. Não fez nenhuma coisa, nem outra. Aliás, tanto no Congresso Nacional quanto no governo, sua marca registrada foi atuar contra os trabalhadores. A mentira tem perna curta e os fatos desmascaram o tucano.

A verdade

Seguro-Desemprego - Foi criado pelo decreto presidencial nº 2.284, de 10 de março de 1986, assinado pelo então presidente José Sarney. Sua regulamentação ocorreu em 30 de abril daquele ano, através do decreto nº 92.608, passando a ser concedido imediatamente aos trabalhadores.

FAT – Foi criado pelo Projeto de Lei nº 991, de 1988, de autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB-RS). Um ano depois Serra apresentou um projeto sobre o FAT (nº 2.250/1989), que foi considerado prejudicado pelo plenário da Câmara dos Deputados, na sessão de 13 de dezembro de 1989, uma vez que o projeto de Jorge Uequed já havia sido aprovado.

Assembleia Nacional Constituinte (1987/1988) - José Serra votou contra os trabalhadores:

a) Serra não votou pela redução da jornada de trabalho para 40 horas;

b) não votou pela garantia de aumento real do salário mínimo;

c) não votou pelo abono de férias de 1/3 do salário;

d) não votou para garantir 30 dias de aviso prévio;

e) não votou pelo aviso prévio proporcional;

f) não votou pela estabilidade do dirigente sindical;

g) não votou pelo direito de greve;

h) não votou pela licença paternidade;

i) não votou pela nacionalização das reservas minerais.

Por isso, o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), órgão de assessoria dos trabalhadores, deu nota 3,75 para o desempenho de Serra na Constituinte.

Revisão Constitucional (1994) - Serra apresentou a proposta nº 16.643, para permitir a proliferação de vários sindicatos por empresa, cabendo ao patrão decidir com qual sindicato pretendia negociar. Ainda por essa proposta, os sindicatos deixariam de ser das categorias, mas apenas dos seus representados. O objetivo era óbvio: dividir e enfraquecer os trabalhadores e propiciar o lucro fácil das empresas. Os trabalhadores enfrentaram e derrotaram os ataques de Serra contra a sua organização, garantindo a manutenção de seus direitos previstos no artigo 8º da Constituição.

É por essas e outras que Serra, enquanto governador de São Paulo, reprimiu a borrachadas e gás lacrimogênio os professores que estavam reivindicando melhores salários; jogou a tropa de choque contra a manifestação de policiais civis que reivindicavam aumento de salário, o menor salário do Brasil na categoria; arrochou o salário de todos os servidores públicos do Estado de São Paulo.

As Centrais Sindicais brasileiras estão unidas em torno de programa de desenvolvimento nacional aprovado na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, em 1º de junho, com mais de 25 mil lideranças sindicais, contra o retrocesso e para garantir a continuidade do projeto que possibilitou o aumento real de 54% do salário mínimo nos últimos sete anos, a geração de 12 milhões de novos empregos com carteira assinada, que acabou com as privatizações, que descobriu o pré-sal e tirou mais de 30 milhões de brasileiros da rua da amargura.

Antonio Neto – presidente da CGTB
Wagner Gomes – presidente da CTB
Artur Henrique – presidente da CUT
Miguel Torres – presidente da Força Sindical
Jose Calixto Ramos – presidente da Nova Central
Enviada por TIE-Brasil, às 18:53 10/07/2010, de Curitiba, PR


O significado do almoço de Lily Marinho
Por Luis Nassif, no blog luis nassif online

Para entender direito o significado desse almoço oferecido por Lily Marinho a Dilma Rousseff.

Dona Lily é personagem de um mundo fantástico do Rio de Janeiro, da fase áurea dos anos 40 quando, ao lado do marido Horácio de Carvalho, do casal Walter Moreira Salles-Helene, Aloisio Salles-Peggy, dominavam os salões da cidade, nos tempos em que Roberto Marinho ainda não tinha chegado ao primeiro time.

O primeiro marido Horácio Carvalho foi pessoa influente no governo Dutra e no governo JK. Dono do Diário Carioca - ao lado de José Eduardo Macedo Soares -, e da Erika - editora de revistas -, acabou repassando a empresa para Samuel Wainer, em um episódio que deu muito pano para manga para Carlos Lacerda.

Mesmo com todo esse histórico, dona Lily nunca teve atuação política. Viúva, casou-se com Roberto Marinho, foi companheira dos últimos anos do patriarca, mas jamais teve ingerência em qualquer negócio das Organizações Globo. Nem é mãe de seus filhos.

Assim, a importância desse almoço é simbólica: reside em derrubar preconceitos da velha elite carioca contra a candidata do PT.

Não é pouco.
Enviada por TIE-Brasil, às 13:20 10/07/2010, de Curitiba, PR


Lilly Marinho: a mais recente "companheira", ou aí tem coisa?
Afinal, a riquíssima senhora é a "matriarca Global"!

Minha ex-professora Conceição Tavares também foi convidada, esteve lá, o que é um contraponto à minha pergunta.

Hildegard Angel, - IRMÃ DE STUART ANGEL -, no JB, disse que "a matriarca" disse que, dos candidatos, só convidaria Dilma.

Mas...

Acompanhemos, com LENTE DE AUMENTO, depois do badalado almoço na mansão do Cosme Velho, as trajetórias "eleitorais" de Dilma e das mídias da "Rede Grobo".

Não é paranóia, mas somente um aguçamento de meu desconfiômetro, incrementado depois que passei a viver nos Gerais das Minas, aonde, por vezes Sim quer dizer Não e Não quer dizer Sim.

Tô indo hoje à tarde pra Manhuaçu.

Acreditem n'eu, pois não gosto de Manhumirim.

PS: No aprazível Cosme Velho, também morou um "bruxo", "o bruxo do Cosme Velho", Machado de Assis que, junto com Guimarães Rosa, para mim, formou a dupla de melhores escritores ficcionistas "deste país". Perdoe-me pelo quase lugar comum.

Ambos muito céticos, talvez o primeiro mais que o segundo.

Yo no creo en brujerias... pero...que las hay, las hay!
Enviada por Paulo Roberto Franco Andrade, às 13:10 10/07/2010, de Minas Gerais


Tikkurila - a vergonha da Finlândia!!!
Sob a palavra de ordem "Tikkurila - a vergonha da Finlândia" acontecerá no dia 12 de julho de 2010 um piquete no consulado finlandês em São Peterburgo

A partir das 15:00 h do dia 12 de julho, na praça Preobrajenskii, os Trabalhadores na OOO Tikkurila filiados ao MPRA - Sindicato Interregional dos Trabalhadores na Indústria Auto da Rússia - farão um piquete em frente ao consulado filândes em protesto contra a repressão antissindical, as infernais condições de trabalho e superexploração na filial da transnacional filandesa do setor de tintas em São Petersburgo.

14% das ações da Tikkurila pertence ao Consórcio Estatal Kemira, logo o governo filandês também é responsável pelo que ocorre na fábrica em São Peterburgo.
Enviada por MPRA, às 10:31 10/07/2010, de São Peterburgo, Rússia


Freire diz o que Serra pensa sobre Bolsa Família
Saiu no tijolaço:

Freire sabe bem o que pensa o "chefe"...

A mentira tucana tem pernas curtas. Quando eles tentam esconder alguma coisa que realmente pensam, sempre tem alguém que se trai. José Serra fingiu não gostar do Bolsa Famĺia com o blefe de que iria até dobrá-lo, mas o ex-comunista e seu aliado incondicional, Roberto Freire, revelou o que realmente eles acham: que o programa é “assistencialista” e “eleitoreiro”.

Os conservadores são assim. Qualquer programa destinado aos mais pobres custa caro e não resolve. Para salvar bancos, nunca falta dinheiro. Mas atender quem mais precisa pode ficar para depois. Certamente para um governo que não seja o deles.

Foi exatamente o que aconteceu com o Bolsa Família, um dos principais programas sociais do governo Lula, que não apenas resolveu situações emergenciais de quem vivia abaixo da linha da pobreza, como ajudou famílias a se erguerem e fez a economia girar em vários pontos do país. O pensamento de Freire, que no fundo é também o de Serra, foi externando em conversas no twitter reveladas pelo blog de Josias de Souza, da Folha de S.Paulo.

Freire só vê sentido no Bolsa Família em situações emergenciais. Deve ser cacoete do velho caciquismo do Nordeste, que só acudia o povo no período das grandes secas, ignorando-o durante o resto do tempo.

O ex-comunista, hoje fiel à direita, tenta atribuir seu conservadorismo a Lula, e revela todo o seu “avanço” quanto mais fala do Bolsa Família. “Tem funcionalidade conservadora…Nada muda. E ajuda manter o status-quo, gerando euforia e eleitoralismo”.

Freire ainda tentou disfarçar, dizendo que Serra tem uma visão e ele a sua, mas é impossível que sejam tão antagônicas em relação ao maior programa de distribuição de renda no país. Se assim fosse não seriam aliados tão próximos e identificados.

Nota desta redação:
O partido de Roberto Freire faz propaganda na TV dizendo ser um partido decente, o partido "Ficha Limpa", mas:
- Por que, então, eles escondem que eram PCB - Partido Comunista Brasileiro - quando ainda existia a União Soviética e o chamado "Ouro de Moscou"?
- Por que os "decentes" e "fichas limpas" não falam pro povão que tão logo acabou o ouro de Moscou com o fim da União soviética, eles rapidinho trocaram de novo e passaram a se aliar com o que de mais atrasado e direitoso existe na política brasileira?
Quem é REALMENTE decente e fica limpa não tem vergonha de seu passado
Enviada por TIE-Brasil, às 09:54 10/07/2010, de Curitiba, PR


Viixii Mariaaa!
Viúva de Roberto Marinho elogia Dilma Rousseff...
A candidata à presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, foi considerada simpática, bonita e muito elegante pela socialite Lily Marinho, viúva do ex-presidente das Organizações Globo, Roberto Marinho. Dilma participou, no início da tarde dessa sexta-feira (9), de um almoço oferecido por Lily em sua mansão no Cosme Velho (zona Sul do Rio de Janeiro).

É bom ficarmos espertos, tipo escoteiro, sempre alertas, porque coisa boa daí não vem!

Leia mais em:

"Dilma tem coragem de fazer política", diz Lily Marinho, no blog os amigos do presidente Lula

Dilma no almoço de Lily Marinho no blog do Luís Nassif
Enviada por TIE-Brasil, às 09:36 10/07/2010, de Curitiba, PR


Serra: impostura e golpe contra os trabalhadores
Documento denuncia teorias e práticas do candidato tucano

As centrais sindicais lançaram manifesto conjunto na última quarta-feira (7) onde alertam a população para que não se deixe enganar pelas mentiras veiculadas na rádio e na televisão por José Serra, candidato de Fernando Henrique e do PSDB à Presidência da República, a respeito de pretensas medidas que teria proposto em prol da classe trabalhadora.

Sob o título “Serra: impostura e golpe contra os trabalhadores”, CUT, Força, CGTB, CTB e NCST denunciam que “o candidato José Serra (PSDB) tem se apresentado como um benemérito dos trabalhadores, divulgando inclusive que é o responsável pela criação do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e por tirar do papel o Seguro-Desemprego. Não fez nenhuma coisa, nem outra. Aliás, tanto no Congresso Nacional quanto no governo, sua marca registrada foi atuar contra os trabalhadores”. De acordo com as centrais, “a mentira tem perna curta e os fatos desmascaram o tucano”.

Na avaliação dos presidentes Artur Henrique, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Miguel Torres (em exercício), da Força Sindical; Antonio Neto, da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB); Wagner Gomes, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e José Calixto Ramos, da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), o fundamental é que a população seja informada, para que dimensione o tamanho da falsidade que vem sendo divulgada pelo PSDB.

“A verdade”, esclareceram, é que “o seguro-desemprego foi criado pelo decreto presidencial nº 2.284, de 10 de março de 1986, assinado pelo então presidente José Sarney. Sua regulamentação ocorreu em 30 de abril daquele ano, através do decreto nº 92.608, passando a ser concedido imediatamente aos trabalhadores”. Da mesma forma, “o FAT foi criado pelo Projeto de Lei nº 991, de 1988, de autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB-RS). Um ano depois Serra apresentou um projeto sobre o FAT (nº 2.250/1989), que foi considerado prejudicado pelo plenário da Câmara dos Deputados, na sessão de 13 de dezembro de 1989, uma vez que o projeto de Jorge Uequed já havia sido aprovado”.

Na Assembleia Nacional Constituinte (1987/1988), o candidato tucano votou reiteradamente contra os trabalhadores, assinala o manifesto: “Serra não votou pela redução da jornada de trabalho para 40 horas; não votou pela garantia de aumento real do salário mínimo; não votou pelo abono de férias de 1/3 do salário; não votou para garantir 30 dias de aviso prévio; não votou pelo aviso prévio proporcional; não votou pela estabilidade do dirigente sindical; não votou pelo direito de greve; não votou pela licença paternidade; não votou pela nacionalização das reservas minerais”.

Por isso, recordam os sindicalistas, “o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), órgão de assessoria dos trabalhadores, deu nota 3,75 para o desempenho de Serra na Constituinte”. Vale lembrar que no primeiro turno da Constituinte, o atual candidato tucano tirou nota 2,50 e, no segundo turno, por se ausentar em várias votações em que havia votado contra, levou nota 5,0 – o que lhe elevou a média para 3,75.

Já em 1994, diante da proposta de Revisão Constitucional, lembram as centrais, “Serra apresentou a proposta nº 16.643, para permitir a proliferação de vários sindicatos por empresa, cabendo ao patrão decidir com qual sindicato pretendia negociar. Ainda por essa proposta, os sindicatos deixariam de ser das categorias, mas apenas dos seus representados. O objetivo era óbvio: dividir e enfraquecer os trabalhadores e propiciar o lucro fácil das empresas. Os trabalhadores enfrentaram e derrotaram os ataques de Serra contra a sua organização, garantindo a manutenção de seus direitos previstos no artigo 8º da Constituição”.

Conforme o manifesto, “é por essas e outras que Serra, enquanto governador de São Paulo, reprimiu a borrachadas e gás lacrimogêneo os professores que estavam reivindicando melhores salários; jogou a tropa de choque contra a manifestação de policiais civis que reivindicavam aumento de salário, o menor salário do Brasil na categoria; arrochou o salário de todos os servidores públicos do Estado de São Paulo”.

“As Centrais Sindicais brasileiras estão unidas em torno de programa de desenvolvimento nacional aprovado na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, em 1º de junho, com mais de 25 mil lideranças sindicais, contra o retrocesso e para garantir a continuidade do projeto que possibilitou o aumento real de 54% do salário mínimo nos últimos sete anos, a geração de 12 milhões de novos empregos com carteira assinada, que acabou com as privatizações, que descobriu o pré-sal e tirou mais de 30 milhões de brasileiros da rua da amargura”, conclui o documento.

Fonte: CUT
Enviada por TIE-Brasil, às 13:37 09/07/2010, de Curitiba, PR


Democracia demotucana:
Mais um jornalista é demitido por questionar pedágios em SP
Pedágio derruba mais um jornalista da TV Cultura

Por Luis Nassif

Há uma semana, Gabriel Priolli foi indicado diretor de jornalismo da TV Cultura.

Ontem, planejou uma matéria sobre os pedágios paulistas. Foram ouvidos Geraldo Alckmin e Aluizio Mercadante, candidatos ao governo do estado. Tentou-se ouvir a Secretaria dos Transportes, que não quis dar entrevistas. O jornalismo pediu ao menos uma nota oficial. Acabaram não se pronunciando.

Sete horas da noite, o novo vice-presidente de conteúdo da TV Cultura, Fernando Vieira de Mello, chamou Priolli em sua sala. Na volta, Priolli informou que a matéria teria que ser derrubada. Tiveram que improvisar uma matéria anódina sobre as viagens dos candidatos.

Hoje, Priolli foi demitido do cargo. Não durou uma semana.

Semana passada foi Heródoto Barbeiro, demitido do cargo de apresentador do Roda Viva devido às perguntas sobre pedágio feitas ao candidato José Serra.

Para quem ainda têm dúvidas: a maior ameaça à liberdade de imprensa que esse país jamais enfrentou, nas últimas décadas, seria se, por desgraça, Serra juntasse ao poder de mídia, que já tem, o poder de Estado.

Nota desta redação:

Os demotucanos são assim, vivem a acusar os outros dos pecados que eles mesmos comentem: estado policial, controle da imprensa, aparelhamento do governo, etc. Eles acreditam na tese nazista de que uma mentira repetida 1000 vezes vira verdade e por aí vai. Que se dane o país. Que se danem os brasileiros. Eles querem voltar ao governo custe o que custar.
Mas eles garantem a liberdade da imprensa patronal enquanto esmagam a liberdade de expressão e o direito a informação, o que agrada muito às famíglias Frias, Marinho, Mesquita, Civita e afins.
Ah! E por que o Adalberto Piotto está apresentando o jornal da CBN???
Por retaliação do PiG ao Heródoto Barbeiro, que "ousou" peitar serra no Roda Viva?
Enviada por Almir Américo, às 09:30 09/07/2010, de São paulo, SP


Viva a competência da elite paulista:
Daslu entrou com pedido de recuperação judicial
A Daslu, maior butique de luxo do país, informou nesta quinta-feira que entrou com pedido de recuperação judicial na Vara de Recuperações Judiciais da Capital.

Em nota, afirma que "trata-se de um processo planejado de reestruturação para equacionar e solucionar os problemas que a Daslu tem enfrentado desde 2005".

Na verdade a Daslu quer dizer que faliu porque teve que pagar impostos e parar de vender produtos piratas, desde que foi alvo da Operação Narciso, realizada em 2005 por auditores, Ministério Público Federal e Polícia Federal. A loja está abarrotada de dívidas fiscais decorrentes de autuações por prática de importação irregular.

Essa é a competência da elite paulista. Essa é a competência de serra e da família alckmin, já que a filha do ex-governador dos tucanos paulistas é funcionário de D. Eliana Tranchesi.

A Daslu é a melhor mostra do modelo de administração e da "competência" dos paulistas. Um desastre...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 21:16 08/07/2010, de Curitiba, PR


Fifa anuncia logo da Copa 2014 e aprende a escreve o nome do Brasil
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A Fifa lançou hoje a logomarca da Copa de 2014, em Johanesburgo

Na versão final do logo tipo o nome do Brasil aparece com a grafia correta, com S, e não como gostariam os colonizados demotucanos e os jornalistas entreguistas do PiG que adoram escrever Brazil com Z para agradar a seus patrões estrangeiros.

O presidente Lula discursou, prometendo transparência nos gastos públicos e uma “Copa verde”, preocupada com o meio-ambiente. Antes de ler o seu discurso, Lula agradeceu a presença dos ex-jogadores presentes, Carlos Alberto Torres, Romário, Bebeto, Cafu. Michel Platini e Franz Beckenbauer, fazendo piadas.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 15:26 08/07/2010, de Curitiba, PR


Carta Convite do Fórum Social Europeu 2010
Nós, participantes do FSE em Istambul, afirmando que temos um forte compromisso contra todo tipo de guerra e ocupação e que somos a favor de uma resolução politica da questão curda, aprovamos a seguinte resolução:

Agir em conjunto na Europa contra a crise

No contexto da crise global e diante da ofensiva dos governos, da UE e do FMI para impor austeridade e políticas de regressão social, os movimentos sociais que se reuniram no FSE realizado em Istambul convidam a todos para a ação conjunta em toda Europa.

Mobilizações e movimentos de resistência surgem em toda a Europa para contestar estas políticas. Se faz urgente construir, numa perspectiva de longo prazo, uma luta convergente que reuna movimentos sociais, sindicatos, associações, organizações e redes de cidadãos na Europa. Por isso lançamos este convite para fazer do dia 29 de setembro de 2010 (e dos dias próximos a eles) um primeiro passo no caminho ao desenvolvimento da mobilização em toda a Europa.

Temos de impor políticas alternativas, que nos permitam cumprir socialmente as necessidades e exigências ecológicas.

Todos os movimentos sociais convocam uma assembléia Europeia, em 23-24 de outubro (ou 13-14 de novembro) em Paris para continuar a nossa mobilização, a coordenação dos nossos movimentos e, também, para avaliar e discutir o futuro do FSE.
Enviada por Hermann Dworczak , às 09:22 08/07/2010, de Viena, Austria


Copa do Mundo racha o PiG: Globo processa UOL
A Copa do Mundo está gerando um fissura entre a família Marinho, dona da Globo, e as famílias Frias e Civita, donas do UOL

As Organizações Globo entraram na segunda (05.07) com pedido de liminar na Justiça do Rio alegando que o UOL “se aproveita de forma ilícita” das imagens da Copa do Mundo.

Por sua vez, o UOL diz seguir estritamente a legislação brasileira, da qual faz parte a Lei Pelé que permite a todos os meios de comunicação a utilização jornalística de vídeos desde que tal exibição se restrinja a 3% do tempo total de cada evento.

Os capitalistas só se unem quando é para meter a mão no bolso do povão e da classe trabalhadora. Porém, quando alguém, mesmo que da mesma classe, ameaça parte, mesmo que pequeníssima, de suas riquezas, eles viram bicho, racham, fazem escândalo e até tocam vuvuzelas.

Não nos iludamos. Nesta história ninguém é santo. Ninguém está preocupado com a liberdade de expressão e o direito a informação. As famíglias envolvidas no affair só estão preocupadas com os lucros, na grana, que poderiam ou deixariam de ganhar. Só isso!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 18:35 07/07/2010, de Curitiba, PR


Dissipando nuvens
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Foi preso em Caracas o salvadorenho Francisco Chávez Abarca, integrante da lista de procurados da Interpol, por envolvimento com atentados a bomba em Cuba nos anos 90

Segundo a Folha de São Paulo¹, a prisão ocorreu no aeroporto da capital venezuelana quando Francisco tentava entrar no país com passaporte falso. Sua missão, segundo o presidente Hugo Chávez, era assassiná-lo, resultado de conspiração de setores da oposição com o terrorista. O salvadorenho tem ligações com o cubano naturalizado venezuelano Luis Posada Carriles, que vive em Miami e foi condenado na Venezuela e no Panamá pelos atentados em Cuba. Entre eles, a explosão de um avião que matou 73 pessoas em 1976.

A mesma matéria da Folha informa que o presidente venezuelano ameaça tomar o controle da TV Globovisión, de radical oposição ao governo. Há processos contra os principais dirigente da TV: o presidente Guillermo Zuloaga e um dos maiores acionista da emissora, Nelson Mezerhane, que estão foragidos e têm ordem de captura internacional. Zuloaga é acusado de "usura genérica" por ocultação de veículos para especular no mercado. Mezerhane está envolvido com fraudes do sistema financeiro. O banco do qual era presidente sofreu intervenção do governo.

O presidente Chávez também acusou a oposição de "podridão moral", por condenar o governo no "escândalo da comida vencida" o achado de cerca de 70 mil toneladas de alimentos importados por órgão do governo fora do prazo de validade. O fato de certa forma emparedou o governo e serviu para frear temporariamente a cruzada de Chávez contra os especuladores e a indústria de alimentos, culpados pela inflação que acumula 14,2% até maio.

Ameaças contra a vida do máximo dirigente nacional; terroristas condenados que circulam livremente pelas ruas de Miami, paraíso da máfia cubana no exílio; dirigentes de televisão que especulam contra a economia popular e que fraudam o sistema financeiro; constituem a podridão moral de uma elite que não respeita as regras da ética nem cessa de especular em detrimento do poder aquisitivo da população. Tudo direcionado à desestabilização do governo Chávez. É justamente essa elite que a secretária de estado Hillary Clinton chama de "diferentes grupos cívicos que desempenham um papel importante no desenvolvimento da democracia" venezuelana.

Para Hillary, o "intolerante" governo Chávez vem reprimindo lentamente esses "grupos cívicos". Não tem sido diferente a posição da imprensa brasileira, como macaco de imitação, permanentemente submissa aos interesses contrariados de Washington. Centrais de intriga e agressão diante dos diferentes processos políticos de independência e soberania em curso no nosso continente. Sobram razões, portanto, ao chanceler da Venezuela, Nicolas Maduro: "Rejeitamos esta nova agressão de Hillary Clinton e exigimos respeito absoluto a nossa democracia, a nossas liberdades, a nossa forma de fazer nossa vida, nosso modelo econômico, nosso modelo social, nosso modelo político".

Segundo Maduro, as críticas da secretária de Estado foram feitas, "exatamente quando em Caracas? se desenvolve "um processo de diálogo, de compreensão das diversas formas de ver o continente", do qual participaram representantes de "todos os Governos" da América Latina e do Caribe. De acordo com a matéria da agência espanhola EFE², "Chanceleres e altos representantes de 30 países latino-americanos e caribenhos realizaram ontem (sábado,3/07) na capital venezuelana um encontro preparatório para a cúpula presidencial da nova Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), que acontecerá na Venezuela em 2011".

A Celac, no discurso de Hugo Chávez diante dos chanceleres, vem abrir caminho para que a América Latina e o Caribe deixem para trás os tempos das "imposições dos Estados Unidos e da Organização dos Estados Americanos (OEA)". Tempos em que Washington e a OEA condenaram a América Latina e o Caribe "à miséria, ao atraso, à dependência e ao subdesenvolvimento". Podemos completar: tempos de assassinatos, golpes de estado e ditaduras sob orientação e apoio de Washington e seus representantes nativos.

(1) http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo

(2) http://br.noticias.yahoo.com/s/04072010/40/mundo
Enviada por Jansen M.C., às 11:15 07/07/2010, de São Paulo, SP


Movimentos sociais: resultados do primeiro semestre de 2010. A experiência russa e européia.
Integrantes do projeto de monitoramento da atividade sindical e dos movimentos sociais participaram de uma coletiva de imprensa realizada no centro de imprensa independente

As políticas públicas juntamente com a crise econômica forçaram os cidadãos russos a defender ativamente seus interesses. As demandas não são apenas locais, mas também européias.

Especialistas do Instituto de Globalização e Movimentos Sociais (IGSO) tiveram a oportunidade de apresentar dados relacionados ao monitoramento das atividades de protesto dos sindicatos e movimentos sociais russos nos primeiros 6 meses de 2010 e, também, os resultados da "observação participante" dos processos que ocorrem no cenário internacional (ao menos a nível europeu). O recém-celebrado 6º Fórum Social Europeu, em Istambul, neste sentido, fornece muitas questões ao debate.

Na maior parte dos conflitos sociais e trabalhistas causados pela crise, o Estado é forçado a se tornar um mediador entre os trabalhadores e patrões. "Essa mediação é situacional, casual, - diz o Diretor do IGSO Boris Kagarlitsky - As autoridades não respondem aos problemas socioeconômicos mais sérios, mas sim às ações de protesto mais agitadas e visíveis."

Esse comportamento das autoridades gera uma experiência social bastante incomum, pois, se por um lado educa as pessoas, por outro as leva a perder a noção dos limites do possível e as desorientam no plano jurídico, legal e político.

Os cidadãos cada vez mais se valem de dois métodos básicos de defesa dos direitos trabalhistas. A primeira é a pressão, atos de desespero, ações espetaculares, que inevitavelmente atraem a atenção da imprensa. O segundo é a assistência jurídica cotidiana, onde os sindicatos alternativos tem logrado muito sucesso.

A privatização dos serviços da esfera social (habitação, educação, saúde, água, gás, telefone, aquecimento, etc) e a redução na quantidade de serviços prestados tem forçado os cidadãos russos a defender seus direitos sociais, levando a uma nova ofensiva social devido não só a uma crise econômica, mas principalmente devido às ações do Estado russo que mantém em curso as reformas neoliberais.

Um fator de consolidação dos protestos sociais se tornou a iniciativa governamental em reformar a lei federal 83, que trata das garantias sociais. Aos olhos da população, a sua adoção transformará o Estado em responsável pela crise social.

A privatização de serviços sociais não é um problema típico russo. É uma conseqüência das políticas econômicas neoliberais, cujos efeitos se fazem sentir nos países desenvolvidos da Europa. Problemas da preservação dos direitos sociais e proteção contra a destruição da educação, saúde e cultura foram discutidas ativamente no 6º Fórum Social Europeu (FSE), realizado entre os dias 01 e 04 julho em Istambul, na Turquia. Os movimentos sociais da Rússia não podem ignorar a rica experiência europeia em matéria de proteção dos direitos dos trabalhadores. A participação da delegação russa no FSE não é uma forma de turismo político, mas resultado de uma necessidade de desenvolver capacidades de luta, conhecer modelos de direitos sociais e adquirir experiências acumuladas pelo movimento social europeu - acreditam os participantes da coletiva de imprensa, apesar de sua avaliação crítica em relação aos resultados do Fórum de Istambul.

Fonte: IKD Instituto de Ações Coletivas, Moscou, Rússia
Enviada por TIE-Brasil, às 10:52 07/07/2010, de Curitiba, PR


Rússia: Trabalhadores na VW se recusam a Trabalhar devido às altas temperaturas dentro da fábrica
No dia 25 de junho de 2010, às 14:00, os soldadores na VW em Kaluga, Rússia, valendo-se do artigo 379 º do Código do Trabalho Russo, se recusaram a executar suas tarefas alegando ameaça às suas vidas e saúde

Naquele dia, os termômetros instalados na sessão de solda registraram temperaturas superioress a 31 °C, em algumas áreas mais de 32 °C.

A alta temperatura registrada constitui ato de violação dos requisitos de proteção do trabalho, mas o supervisor imediato dos trabalhadores, o chefe da seção Fitsukov, se recusou a aceitá-la.

O engenheiro de segurança no trabalho S. Osipov assegurou aos trabalhadores que as leituras do termômetro não correspondiam à realidade. Em suas palavras, a temperatura real na sessão, fixada por sensores eletrônicos, não excedia 28 °C. A peãozada não caiu na ladainha da gerência e não voltou mais a Trabalhar.

Em negociações com representantes sindicais do MPRA a empresa fixou seu discurso em um acordo anteriormente assinado com o sindicato onde se previa que, em caso de excesso de temperatura do ar acima de 28 °C, os trabalhadores têm direito a uma pausa remunerada de 5 minutos para cada hora de trabalho.

Em resposta, o sindicato adotou uma posição clara e dura, indicando que a recusa ao trabalho por causa da ameaça à vida e à saúde é um direito legítimo dos trabalhadores previsto em lei e que nenhum acordo entre sindicato e empresa poderia suplantá-lo.

Os trabalhadores são livres para decidir se recusam-se a trabalhar em caso de ameaça às suas vidas e saúde e o sindicato não irá convencê-los a voltar a trabalhar quando essa ameaça realmente existe.

Enquanto as negociações seguiam, os Trabalhadores resistiram à pressão da cehfia e mantiveram a paralisação das atividades.
Enviada por MPRA, às 09:46 07/07/2010, de São Petersburgo, Rússia


Nem FSP engole vice monarquista de Serra
Que o vice de Serra é mais uma peça das trapalhadas autoritárias de Só Erra (conhecido como serra), seus aliados demotucanos e do PiG, todo mundo está careca (oops!) de saber.

Mas um periodista da FSP (Força Serra Presidente) também chamada de Folha de São Paulo, Bolha de São Paulo e Falha de São Paulo comparar o fato com a derrota brasileira no mundial dizendo que "o fiasco brasileiro não constitui, provavelmente, a notícia mais enigmática destes dias. Acho mais intrigante o processo de escolha do vice na chapa de José Serra, que deu no deputado Índio da Costa (DEM-RJ)" é no mínimo intrigante.

Leia em Serra e o genérico de Aécio as maravilhas sobre o vice demotucano eseu chefe.

"Multar quem dá esmolas! Em matéria de Estado policial, creio que nunca se imaginou ameaça tão severa contra as classes privilegiadas" continua o "escrevinhador" da FSP.

A coisa desanda, mas o PiG continua enfiado em uma canoa furada, dando sinais de que não sabe o que fazer. Daí, podemos esperar que eles baixem o nível e partam para a baixaria, como deram a entender em matéria publicada pelo UOL onde os velhos e sempre a postos "especialistas" dizem que a campanha deve descambar para "denuncismo".

Como sempre, "os especialistas" nada mais dizem aquilo que os donos do meio de comunicação (no caso do UOL a FSP e a Abril Cultural, das famiglias Frias e Civita, respectivamente) não tem coragem de assumir publicamente, mas comentam nas rodinhas fechadas da high society paulistana...
Enviada por TIE-Brasil, às 09:20 07/07/2010, de Curitiba, PR


EUA: Ódio do futebol encobre desprezo por latinoamericanos, diz revista
Excelente artigo da revista New Yorker, traduzido pelo blog viomundo, mostra que "cerca de 20 milhões que ficaram dentro de casa em um sábado de clima agradável para ver Gana se juntar à Inglaterra, Eslovênia e Argélia na lista de países que este ano foram derrotados ou empataram com os Estados Unidos na Copa do Mundo. Ficamos decepcionados — Gana venceu por 2 a 1 e mandou nosso time para casa desde a África do Sul."

Isso é mais gente que a média que assiste aos tradicionais esportes gringos, como baseball (beisebol)...

Mas os direitistas gringos fazem uma feroz campanha contra o futebol, que só eles chamam de soccer. Esta campanha na verdade encobre o rascismo contra os latinoamericanos e o pânico da elite branca norteamericana, que se borra de medo da conversão da gringolandia às belezas e maravilhas de um esporte coletivo, popular e democrático.

Leia aqui a íntegra do artigo da New Yorker traduzido pelo viomundo.com.br
Enviada por TIE-Brasil, às 09:02 07/07/2010, de Curitiba, PR


Juventude: Festival debate cultura e arte
Debater Cultura! Apreciar várias formas de arte! Ouvir boa música ! Assistir uma boa peça de teatro!

Essa foi a proposta do II Festival de Cultura e Arte da Juventude do PT.

Cumprimos esta proposta!

No dia 3 de Julho, em São Carlos a juventude petista se reuniu! Discutiu e produziu Cultura, apreciou a arte, e ouviu o nosso futuro governador sobre estas questões.

Debatemos a Cultura como dever do Estado, Debatemos Cultura e comunicação.

Conseguimos fazer a internet chegar ao Moinho Santa Maria e a juventude Petista ficou 100% conectada.

Oficinas de fotografia, de Teatro, de Grafite, Oficina de Montação !

Show de Drag! Show de Hip Hop! Oficina de Choro! Oficina de Bateria!

Mega Show com Teatro Mágico, com 2500 pessoas presentes no local

A secretaria Estadual de Juventude e as organizadoras do festival estão de Parabens!

Amanda Pacifico - Juventude Metalúrgica e militante da JPT do Vale do Paraíba
Enviada por Amanda Pacífico, às 08:32 07/07/2010, de Taubaté, SP


Lula quer Universidade Afro-Brasileira no Ceará
Brasil quer fechar acordo para produzir etanol no Quênia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que o Brasil quer firmar um acordo para produzir biocombustíveis no Quênia. De acordo com Lula, o Brasil poderia transferir tecnologia ao país africano, que tem terras disponíveis para a agricultura. "O Brasil tem anos de experiência. O Quênia tem terra e disposição de produzir combustível limpo para a gente poder vender para os países ricos que, a partir de 2020, terão que colocar 10% de etanol na gasolina dos seus carros", disse Lula em pronunciamento conjunto com o presidente do Quênia, Muar Kibaki.

O Quênia é o terceiro país visitado por Lula na viagem que faz à África esta semana. Já passou por Cabo Verde e Guiné Equatorial e segue ainda hoje para a Tanzânia.

Os dois presidentes também conversaram hoje pela manhã sobre a criação da Universidade Afro-Brasileira. A proposta ainda está tramitando no Congresso brasileiro, mas Lula disse "ter o sonho" de lançar a pedra fundamental ainda em seu governo. A Universidade Afro-Brasileira deve ser instalada no município de Redenção, no Ceará e, de acordo com o projeto, vai abrir mil vagas, 500 para brasileiros e 500 para africanos.

Lula disse ainda que, paralelamente à criação da universidade, o Brasil poderá instalar escolas no Quênia para ensinar língua portuguesa. "[a criação da universidade] Obriga que o Brasil ensine português no Quênia e em outros países da África."

A visita à Africa tem um tom pragmático, repetido por muitos membros do governo que destacam a necessidade de aproximar comercialmente o Brasil do Continente Africano. Lula ressaltou que o bloco econômico do Leste da África (EAC, sigla em inglês), formado por Quênia, Burundi, Uganda, Ruanda e Tanzânia, representa 126 milhões de habitantes. Lula defendeu a aproximação do Mercosul com esse mercado.

O Quênia é um dos países mais industrializados da África. A economia tem crescido nos últimos anos, apesar do freio da crise mundial, que repercutiu no ano passado. O setor de serviços cresce puxado pelo turismo. Atualmente, a prestação de serviços representa 62% do PIB do país. Já a fatia da agricultura corresponde a 21,4% e a indústria, 16,3% do PIB. Estudos feitos pela consultoria Economist Intelligence Unit, citados pelo próprio governo brasileiro, apontam que a economia do Quênia crescerá 3,4% em 2010 e 5% em 2011.

As relações comerciais entre Brasil e Quênia nos últimos sete anos aumentaram seis vezes. Passaram de US$ 14 milhões em 2003 para US$ 91 milhões no ano passado, apesar dos efeitos da crise financeira mundial, que fez a corrente de comércio entre os dois países encolher 11% em relação ao ano anterior. Os empresários brasileiros que acompanham o presidente na visita à África identificaram nichos ainda não explorados de mercado e querem ampliar as vendas nos setores onde já existem relações comerciais mais sólidas. Há boas perspectivas para combustíveis, produtos farmacêuticos, carros, tratores e outros itens industrializados.

Fonte: Agência Brasil
Enviada por Almir Américo, às 11:57 06/07/2010, de São Paulo, SP


Rússia: movimentos sociais apoiam Trabalhadores e Sindicato Independente na Tikkurila
De forma séria, mas bem-humorada, fazendo um trocadilho entre o nome da empresa e a campanha antitabagista - Tikkurenie é prejudicial à sua saúde!(*) - ativistas do movimento DPSA promoveram ação de protesto em lojas que vendem produtos da transnacional filandesa Tikkurila

Ativistas DSPA aderiram à campanha de solidariedade ao sindicato independente dos Trabalhadores na empresa "Tikkurila".

Nos últimos dias, ao lado de lojas que vendem produtos "Tikkurila, apareceram pichações com silhuetas de corpos mortos e textos nos quais se afirma a causa imediata da morte dessas pessoas: utilização de produtos "Tikkurila".

Veja aqui fotos da ação de protesto promovida pelos ativistas DPSA.

No momento, o MPRA - sindicato independente dos Trabalhadores na Tikkurila está sob forte pressão do empregador: muitos ativistas foram demitidos ilegalmente e lutam por sua readmissão nos tribunais, enquanto a empresa mostra claramente que não tem pretensão de negociar nada com os trabalhadores.

Em tais circunstâncias, aos Sindicalistas e Trabalhadores não resta outra saída a não ser pressionar a empresa e denunciar suas marcas "Tex" e "Tikkurila", mostrando em detalhes como estas empresas ditas "socialmente responsáveis" violam as tecnologias de produção de tintas, despejam resíduos tóxicos diretamente no Rio Okhta. Isso e muito mais pode ser encontrado no seguinte link (em russo) "Solidariedade com o sindicato na empresa "Tikkurila".

Aqui vão alguns motivos para não comprar produtos das marcas Tex e Tikkurila:

1. Condições de trabalho semelhantes ao trabalho escravo na fábrica e pressão sobre o sindicato.
2. Violação da tecnologia de fabricação de tintas e produtos de menor qualidade que antes.
3. Violação da segurança no trabalho.
4. Violações de segurança ambiental.
Nossas reivindicações:

1. Interromper imediatamente a pressão sobre o sindicato MPRA e iniciar as negociações com ele
2. Readmitir todos os sindicalistas e suspender todas as medidas disciplinares forjadas
3. Demissão do Diretor de RH A. Tsinchenko e do diretor de segurança partimonial S. Kalinin.

Kurenie em russo significa "ato de fumar", daí o trocadilho Tikkurenie é prejudicial à sua a saúde...
Enviada por MPRA, às 08:39 06/07/2010, de São Petersburgo, Rússia


Tacuru, MS, adota guarani como língua oficial
Cidade no Mato Grosso Sul, onde 30% dos moradores são nativos do Brasil, da etnia Guarani, virou oficialmente bilingue ao adotar o idioma guarani como língua oficial

Um projeto de lei aprovado na Câmara de Vereadores e sancionado pelo Prefeito de Tacuru, MS, tornou o guarani uma língua oficial do município, ao lado do Portugues. Os serviços públicos básicos na área de saúde e as campanhas de prevenção de doenças devem prestar informações em guarani e em português.

A Prefeitura de Tacuru deve apoiar e incentivar o ensino da língua guarani nas escolas e nos meios de comunicação do município. É estabelecido também que nenhuma pessoa poderá ser discriminada em razão da língua oficial que faça uso e o respeito e a valorização às variedades do guarani, como o kaiowá, o ñandeva e o mbya.

Tacuru tornou-se a segunda cidade do país a adotar oficialmente um idioma indígena. A inclusão do idioma como oficial beneficiará também os imigrantes Paraguaios que moram em Tacuru.

O primeiro município do Brasil a adotar idioma indígena, além do português, foi São Gabriel da Cacheira, no Amazonas, que utiliza três línguas indígenas. Em Paranhos, também em Mato Grosso do Sul, tramita um projeto de lei semelhante ao aprovado em Tacuru.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 21:19 05/07/2010, de Curitiba, PR


Uma vez nazista, sempre nazista... Rascistas alemães não se emendam.
Saiu no tijolaço.com

O racismo é mais forte até que torcida

Enquanto a seleção alemã encanta aplicando goleadas na Copa do Mundo, com um time que conta com metade de imigrantes ou filhos de imigrantes, o CDU, partido da chanceler Angela Merkel, faz uma proposta no mínimo curiosa: A exigência de testes de inteligência aos candidatos a imigrantes.

O porta-voz do União Democrata Cristã (cristã?), Bild Peter Trapp afirmou que “Esta questão não deve ser mais um tabu. Devemos introduzir critérios que sirvam verdadeiramente o nosso Estado. Além de uma boa formação e de uma qualificação profissional, a inteligência deve entrar em consideração. Eu defendo testes de inteligência”

A Alemanhã já impõe testes de línguas para os candidato. Mas teste de QI?

Todos os seres humanos são essencialmente iguais. Inteligência e capacidade para uma coisa podem ser total inaptidão para outra. Um poeta genial pode ser um “perna-de-pau” no futebol ou um desafinado. Um goleador como o polonês Klose pode ser um desastre fazendo redação sobre “minhas férias em Munique”.

Será que aquela multidão alemã que se aglomerava em Berlim assistindo à goleada sobre a Argentina estaria fazendo o mesmo se os imigrantes (ou filhos de imigrantes) Podolski, Klose, Mario Gómez, Trochowski, Özil, Marko Marin, Sami Khedira, Boateng, Serdar Taşçı, Cacau e Aogo não podessem envergar o uniforme da águia alemã.

É interessante – e deprimente – como essa gente que defende o livre, trânsito do capital, quando chega a hora de deixar as pessoas transitarem livremente, adora criar barreiras.

Nota desta redação

Uma amiga disse que Brasil e Argentina estão bem politica, economica e socialmente e por isso foram eliminados da Copa. Enquanto isso a Europa atravessa uma tremenda crise, inclusive de valores, por isso, seus poderosos precisam da Copa do Mundo para manter as coisas sob controle...
Não seria a primeira vez que o futebol serviria como válvula de escape para regimes decadentes e ditatoriais tanto no Norte como no Sul do planeta.
Atualmente os europeus precisam mais do título mundial...
Inclusive para calar a boca dos rascistas alemães, como calou-se as dos franceses em 1998
Enviada por TIE-Brasil, às 18:53 05/07/2010, de Curitiba, PR


Quem disse que o Sindicalismo acabou???
Camaradas,

Aqui vão algumas notícias de junho que não receberam destaque na mídia comercial:

24 de junho, FRANÇA - Greve Geral

- Greve geral e manifestões com milhares de pessoas na França, contra as "medidas de austeridade" para garantir lucro aos bancos, propostas pelo governo francês. Entre elas o aumento da idade para aposentadoria de 60 para 62 anos.

25 de junho, ITÁLIA - Greve Geral

- Greve geral e manifestações com milhares de pessoas contra as "medidas de austeridade" propostas pelo governo para garantir a transferência de renda aos grandes bancos.

29 de junho, GRÉCIA - Greve Geral

- 6º greve geral paraliza a Grécia novamente. Milhares de trabalhadores/as paralizam inclusive o turismo nas ilhas do mar egeu, com forte adesão de marinheiros e trabalhadores dos portos. A Grécia é um belo exemplo do que é a democracia representativa do capital. Milhões contra, mas seus "representantes" - limpamente e legalmente eleitos no parlamento - são contra... "mas as instituições têm que ser preservadas". O importante é garantir o lucro dos grandes bancos.

29 de junho, MADRI - Greve Trabalhadores/as do Metrô

- Trabalhadores do metrô de Madri em greve e sem manter sequer o mínimo exigido pela lei, desafiam as "medidas de austeridade" e a lei.

08 de junho, MÉXICO - auto-governo em San Juan Copala

- Movimento Unificador da Luta Triqui Independente comunica a des-institucionalização do antigo município e a criação do município autônomo de San Juan Copala, em Oaxaca, com o auto-governo do povo, nos moldes da Juntas de Bom Governo Zapatistas de Chiapas

25 a 30 de junho Reunião do G20 CANADÁ - manifestações, protestos e confrontos com a polícia

- Milhares de manifestantes protestam contra a cúpula do G20 (26 e 27) e a "nova ordem imperial". Jornadas de dabates, conferências, mostras de filmes, músicas e arte nas ruas, mobilizações nos bairros e grandes marchas pelo centro financeiro de Toronto. Um bilhão de dólares foram gastos com segurança. A polícia atuou com a tradicional e crescente violência característica. A legítima defesa tratou de quebrar vitrines e fachadas de bancos e de grandes empresas e incendiar carros de polícia.

Essas ações quase não foram notícia, afinal a copa do mundo é mais importante, ao menos para a nike, a adidas, a puma, a globo, a espn, a band, o itaú, o bradesco, as empresas de turismo, o comércio de bugigangas, os atletas milionários garotos-propaganda das multinacionais etc, etc e tal.

Mas enquanto a copa empresarial tenta esmagar a atenção do povo, a resistência tem crescido no mundo e são os Trabalhadores, os Sindicalistas e a Classe Trabalhadora quem coloca o povo na rua e enfrenta o sistema.
Enviada por Marcela Bomfim, às 16:21 05/07/2010, de Curitiba, PR


O Brasil e a crise internacional
Vale a pena ler e refletir antes de repetir opinião da midia e dos malintencionados em geral

Por Eduardo Chuahy

Em 2009 o PIB (produto interno bruto) de todo planeta era de US$ 54,6 trilhões e a divida dos 30 países mais industrializados somava US$ 43,0 trilhões. Ou seja, 78% de tudo que se produzia no planeta;

Desde 2007 até hoje houve um aumento de 7 vezes no déficit das nações pelo repasse de amplos recursos públicos, em grande parte, ao Sistema Financeiro Privado;

Os membros do Mercado Comum Europeu tiveram seus limites financeiros fixados pelo Tratado de Maastricht para que as dividas públicas não ultrapassassem 60% de seus respectivos PIBs. E seus déficits não ultrapassassem a 3% do PIBs.

*Última atualização (maio de 2010)

O Vice-Presidente do Banco Central Europeu (BCE). Lucas Papademos declarou: "Estamos passando no momento por uma segunda onda de baixas contábeis relacionadas ao desempenho dos empréstimos”. Para a autoridade monetária, as perdas são decorrentes da pressão negativa dos mercados e maior controle da alavancagem. O prejuízo estimado em 2010 e de 90 bilhões de euros (R$ 203 bilhões) e em 2011 e de 105 bilhões de euros (R$ 234 bilhões).

No ano de 2009, a divida publica do Brasil corresponde a 43% do PIB brasileiro, e a dos EUA corresponde a 94% do PIB americano. A divida publica do Japão correspondia a 227% do PIB japonês;

O déficit do Brasil previsto é de 1,5% do PIB nacional, o dos EUA é de 11,0% e do Japão 7,9%.

Déficit Publico – Excesso das despesas sobre receitas. O ideal e o déficit seja igual à zero ou que sua receita seja maior que a despesa. No déficit estão inclusos os efeitos da correção monetária, juros e variação cambial (nas receitas e despesas).

Divida Publica - Conjunto de dividas que um Estado Nacional mantém com particulares ou outros Estados.

A expressão monetária (expresso em moeda do pais) da Divida Publica não e importante por si só para a analise da economia de um pais se não tiver relacionamento com outra variável o PIB. A relação da Divida Publica e o PIB e um indicador econômico que permite uma analise mais profunda da situação de um Estado. Evidente que podemos acrescentar outros indicadores econômicos como nível de vida, nível de emprego, qualificação profissional, saúde, meio ambiente, reservas cambiais, etc.

No Mercado Comum Europeu o limite desejado, de acordo com o Tratado de Maastricht, e de que nenhum pais membro do MCE tenha uma divida publica superior a 60% do PIB. Raros são os países europeus que alcançam este índice.

A divida brasileira hoje se encontra em movimento decrescente tendo atingido menos de 43% em relação ao PIB. Em 2003 era de 52% do PIB. O Brasil se destaca e apresenta altos índices de confiabilidade internacionais graça aos seus indicadores econômicos.

A mídia televisa escrita e radiofônica, tem sido leviana em seus comentários e analises. Ela aborda somente o "quantum" da divida sem acrescentar qualquer outra variável econômica.

Importante é colocar para a população a incidência de juros (Selic) que limita a capacidade investimentos do governo e acelera o crescimento nominal da dívida interna.

A Divida Externa - iniciada em 1824, durante 182 anos, condicionou a atuação das autoridades financeiras nacionais aos interesses de nossos credores externos.

A libertação da nação desta divida só se deu na medida em que nossas reservas em moeda estrangeira superaram os débitos que tínhamos com os credores externos.

Em 1998 quando da crise cambial (real com valor fixo em relação ao dólar) o FMI foi solicitado por 3 vezes a socorrer o país. A primeira vez com o empréstimo com o de US$ 43,5 bilhões de dólares ( Agosto de 1998) e a segunda e a terceira respectivamente de US 15 bilhões (Agosto de 2001) e US$ 30 bilhões ( Agosto de 2002), totalizando US$ 86,5 bilhões. Na gestão posterior (2003/2010) estes débitos foram totalmente pagos. O Brasil passou, com recursos próprios que alocou no FMI, de devedor para credor da instituição.

O Brasil, enquanto devedor foi solicitado e assinou o Tratado da Não Proliferação Nuclear em Dezembro de 1998.

Em Maio de 2010 as autoridades financeiras do Brasil declaram que seu nível de reservas cambiais chegara a US$ 250 bilhões.

Em termos de credito e debito externo a situação do Brasil é muito boa. Não se aplica mais ao país a expressão pejorativa usada no passado: “o rabo abana o cachorro!".

O que ocasionou esta situação privilegiada do Brasil num quadro internacional de crise.

A economia brasileira nos últimos 50 anos esteve, fundamentalmente, ligada ao mercado interno. As exportações representaram em 2008, 13,8% do PIB e, em 2009, 11,3% do PIB.

A criação de 11 milhões de novos empregos; o ingresso de 22 milhões de pessoas que mudaram de classe social (D para C) e passaram a consumir mais produtos; os aumentos reais do salário mínimo (mais que o dobro da cesta básica); fontes de financiamento para consumo e investimentos com juros reduzidos e de fácil acesso BNDES, BB, Caixa Econômica); garantia de mercado ao pequeno produtor rural; intervenção do Estado na economia; desempenho lucrativo e expansionista das empresas estatais; etc; ocasionaram um impulso muito grande ao mercado interno diminuindo consideravelmente as influências externas em nossa economia.

Não poderíamos deixar especialmente de destacar os dividendos pagos pelas estatais ao Tesouro Nacional. Elas pagaram no ano de 2009 a importância de R$ 26,0 bilhões, além dos impostos inerentes a sua atuação no mercado. Este valor equivale a 2 anos de bolsas-famílias, e é superior ao valor do Imposto de Importação mais o Imposto do Cide-Combustível -.

Houve em ocasiões anteriores (1991/2002) a privatização de varias estatais (CSN, Telebrás, Vale do Rio Doce, Bancos Estaduais, Companhias de Energia Elétrica, Estradas de Ferro, etc, etc, etc). Este processo foi interrompido em 2003.

O que fica provado com dados concretos é que as empresas privadas ou públicas tem sucesso ou vão à falência em função da atuação dos seus gestores eleitos ou nomeados. Se a pessoa que assumir a gestão for incompetente ou desonesta a empresa fica insolvente ou vai à falência. Basta ir a qualquer Tribunal de Justiça e verificar. No caso da pública quem nomeia ou demite os gestores, são o Presidente, Governadores e Prefeitos sendo responsáveis perante o contribuinte pela privatização (insolvência ou (pré) falência alegada).
Enviada por Jansen M.C., às 12:45 05/07/2010, de São Paulo, SP


Rubens Bueno, dirigente do PPS, agride Roberto Requião
Presidente do PPS-PR, Rubens Bueno, mostra seus dotes de pugilista de rua ao agredir Roberto Requião, o ex-governador do Paraná e candidato a Senado

O ocorrido no aeroporto da Campo Mourão, a 495 Km de Curitiba, mostra o nível a que chegou a política provinciana no Paraná e quão acirrada será a disputa entre as famílias que controlam o espectro político local e seus agregados.

O PPS de Rubens Bueno é linha auxiliar da candidatura da família Richa e seus aliados demotucanos.

Já Requião faz parte da chapa da família Dias que tem também o apoio do PT local.

Ao agredir Requião, Bueno mostra que não é nem um milímetro melhor que aqueles que vive a acusar de ficha suja, corrupção, indecência, etc. Bueno faz o papel de mataborrão para o desfile tranquilo do playboy Richa. Só isso.

Rubens Bueno, candidatou-se a governador do Paraná pelo Partido Popular Socialista (PPS) em 2006, ficando em 4º lugar, com pouco mais de 8% dos votos totais. Atualmente é o Presidente do PPS do Estado do Paraná e Secretário Nacional do PPS
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:53 05/07/2010, de Curitiba, PR


Agitação Trabalhista na China repercute no Sudoeste Asiático
Saiu no Financial Times*

Salário: Mobilização por reajuste salarial atinge Vietnã e Camboja, onde trabalhadores ganham ainda menos

Elaine Moore, Financial Times, de Phnom Penh

A agitação trabalhista na China está tendo repercussão em países do Sudeste Asiático. Fábricas que competem com as chinesas pela produção de bens a baixo custo estão enfrentando paralisações. Os empregados reivindicam salários e benefícios melhores.

No Camboja, trabalhadores preparam uma greve de três dias este mês numa disputa sobre o salário mínimo. Já no Vietnã, milhares de funcionários de uma empresa de sapatos taiwanesa fizeram greve recentemente reivindicando salários maiores.

Essas mobilizações se parecem com as que ocorrem na China, onde a insatisfação de trabalhadores levou a paralisações de fábricas e reajustes salariais. Como resultado, companhias estrangeiras estão cada vez mais transferindo produção do sul e leste da China - região por muito tempo vista como "a fábrica do mundo" - para o interior do país e para vizinhos asiáticos.

O custo do trabalho em países como Camboja, Vietnã e Laos continua sendo uma fração do da China. Mas, enquanto os governos desses países se esforçam para atrair empresas estrangeiras, os sindicatos estão de prontidão para proteger seus membros e as paralisações estão em alta, junto com o salário mínimo na região.

O trabalhador nas fábricas de roupa do Camboja, onde o salário mínimo é um dos menores do mundo, ganha em média US$ 50 por mês, mas US$ 6 de ajuda moradia. O governo propôs um reajuste de US$ 5, mas o Sindicato Livre, que representa mais de 80 mil trabalhadores, disse que a categoria entrará em greve se o mínimo não subir para US$ 70.

O governo vietnamita elevou este ano o salário mínimo para trabalhadores de empresas de capital estrangeiro para US$ 52,50. No Laos, o salário mínimo aumentou no ano passado, de US$ 35 para US$ 42 por mês.

O Camboja tem uma quantidade relativamente alta de sindicatos ativos, e a maioria das fábricas de confecções estão sindicalizadas, disse John Ritchotte, da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Ele observa que paralisações nas fábricas não são incomuns em toda a região.

"Mesmo nos países sem sindicatos independentes, como Vietnã e Laos, as disputas trabalhistas ocorrem, especialmente em períodos de inflação alta", disse. "O número dessas disputas cresceu substancialmente nos últimos cinco anos."

Já o ambiente mais aberto do Camboja, onde as empresas podem ser 100% estrangeiras, deve atrair mais investimento. Segundo o governo, 290 novas empresas estrangeiras se registraram no país no primeiro semestre de 2010, 50% a mais que no mesmo período do ano passado.

* Traduzido pelo Valor Econômico, 05/07/2010, página A9
Enviada por TIE-Brasil, às 09:34 05/07/2010, de Curitiba, PR


Prouni forma a primeira turma de médicos
Estudante falam sobre sua experiência

A 1ª turma de alunos de medicina do PROUNI está se formando, e foram homenageados pelo presidente Lula, durante a semana.

Se dependesse do DEM (ex-PFL), partido que apoia José Serra (PSDB/SP), estes jovens médicos não se formariam.

Eles, a aliança demo-tucana-pps, tem lado. Eles defendem um Brasil para alguns dos seus. Eles defendem o capital.

E você ainda continua achando que é tudo igual???
Enviada por TIE-Brasil, às 08:22 05/07/2010, de Curitiba, PR


A campanha começou, oficialmente!!!
Desde sábado, 03/07, qualquer candidato às eleições de outubro está proibido de comparecer a cerimônias de inaugurações de obras públicas.

Já o Presidente Lula, ministros e altas autoridades do Executivo podem participar da campanha eleitoral - que começa oficialmente na terça-feira.

Assim, o Presidente Lula está autorizado pela Lei das Eleições (9.504/97) a discursar em comícios e reuniões ao lado de Dilma Rousseff, sem correr o risco de ser novamente multado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Mas desde que fora de sua agenda oficial, e desde que a coligação do PT e demais partidos que apoiam a sua candidata à sucessão banque as despesas da viagem.

Leia mais no blog os amigos do presidente Lula
Enviada por TIE-Brasil, às 08:08 05/07/2010, de Curitiba, PR


Maracanazo 1950: A surpreendente confissão de culpa e pena do algoz uruguaio
Mais de 25 anos depois, em 1975, Obdulio Varela - o invicto capitão da seleção uruguaia - deu-me um depoimento surpreendente... ... E nos abraçamos como se estivéssemos em 1950 no Maracanã, não em Montevideu, um quarto de século depois...

A Copa,

Por Flávio Tavares*

Acima da euforia das vitórias e superando a dor da derrota, a febre da Copa do Mundo se propaga como epidemia patriótica e chega às entranhas de cada um de nós. Tudo vai além do futebol, perpassa a vida familiar e se instala no cotidiano político-social.

A derrota na Copa de 1950, no Maracanã, por exemplo, foi tão trágica, que muitos se indagam se não abriu caminho às sucessivas crises político-militares que desembocaram no suicídio de Getúlio Vargas, quatro anos depois. A frustração pela expectativa da “coisa certa e merecida” impregnou a psicologia social e exacerbou os conflitos, debilitando o convívio humano e ampliando a confrontação política. Nem sequer as vitórias seguintes apagaram o dramático 1950.

Mais de 25 anos depois, em 1975, Obdulio Varela – o invicto capitão da seleção uruguaia – deu-me em Montevidéu um depoimento surpreendente sobre a vitória que ele comandara: “Após a partida, tomei um bonde para conhecer o Rio e já ali, antes de chegar a Copacabana, todos choravam, desconhecidos se abraçavam em pêsames e em silêncio, um confortando ao outro”, contou.

Negro e alto, sem a camiseta uruguaia, vestido como o povo, Obdulio confundia-se com os brasileiros: “No início, tive medo. Ao ver que não me reconheciam, senti pena. Tanta pena, que, se pudesse, entregava àquele pessoal a Copa recebida no Maracanã”.

Esse homem que passou à história da Copa como um gigante, em vez de vitorioso sentiu-se culpado: “Senti culpa pela vitória, culpa por ter roubado a alegria do povo que eu via na rua”. Ao contar o que me contava, os olhos daquele homenzarrão lacrimejavam e nos abraçamos como se estivéssemos em julho de 1950 no Maracanã, não em Montevidéu um quarto de século depois. E como se aquele 2 a 1 fosse um equívoco da História, não um resultado do futebol.

Em 1970, assisti no estádio Asteca, na Cidade do México, ao triunfo do Brasil no tricampeonato. Eu escrevia para a agência noticiosa italiana Ansa e um velho jornalista do Paese Sera, de Roma, (ao presenciar o eufórico abraço que trocamos João Saldanha e eu) nos advertiu: “Cuidem-se. Em 1938, Mussolini usou a conquista da Copa para fortalecer o fascismo que nos levou ao abismo”.

Nos dias e anos seguintes, no Brasil, em plena ditadura, a euforia criou os falsos tempos do “ninguém segura este país”. O lema surgiu da frase do general Emílio Medici no jogo final, quando o Brasil passou à frente da Itália, que fizera o primeiro gol: “Ninguém segura o Brasil”, exclamou o ditador, desde cadete exímio conhecedor de futebol.

Que essas duas situações sirvam de exemplo. Euforia e dor são sensações opostas, mas não podem dirigir nossas vidas quando surgem de um resultado de Copa do Mundo.

O futebol pode já não ser apenas uma disputa de entretenimento para transformar-se em crença universal, quase uma “Weltannschaug”, visão de mundo. Mas, se assim for, o que sobrará (como tristeza ou alegria) para as coisas inatas e perenes da vida – amor, solidariedade e trabalho?

Que a desolação de agora seja advertência à nossa fantasia de criar deuses.

*Jornalista e escritor

Fonte: Zero Hora - Porto Alegre, RS - 04 07 2010
Enviada por Juan Sanchez, às 07:44 05/07/2010, de Porto Alegre, RS


Eletrônicos: Crise bate a porta da Bitway de Ilhéus
Principal empresa do polo de informática de Ilhéus, a fabricante de computadores Bitway foi abatida por uma crise financeira sem precedentes. Boa parte dos 300 empregados foi demitida no decorrer desta semana.

Uma fonte próxima informou ao Pimenta que a empresa começou a sofrer sérias dificuldades durante a crise econômica mundial, entre setembro de 2008 e meados de 2009.

Além das dificuldades do mercado, a Bitway teria feito uma operação arriscada: importar acessórios e componentes de informática sem o seguro que garante ao importador o dólar com a cotação do período do fechamento do negócio.

A crise elevou a cotação da moeda norte-americana a níveis insuportáveis para o caixa da Bitway e o material, importado, ficou quase impagável para a realidade da empresa. O seguro para operações de importação é caríssimo.

Neste mês, a Bitway, que gerava uma média de 300 empregos, acabou ingressando com pedido de recuperação judicial. É uma tentativa de ganhar oxigênio (financeiro) e evitar pedidos de falência da empresa genuinamente ilheense e, até então, um case de sucesso.

De acordo com fontes do mercado, a Bitway teria sofrido com a perda de um de seus principais clientes, a Insinuante. A rede de eletro-eletrônicos ainda deveria à Bitway e deixou de comprar da indústria ilheense após a fusão com a Ricardo Eletro.

Com o grande poder de compra, a Insinuante-Ricardo Eletro queria adquirir produtos a um valor bem abaixo do praticado pela Bitway na relação anterior à aliança das gigantes do varejo. Não deu.

O efeito foi devastador sobre o caixa da empresa. Uma fonte também observa ser a empresa ilheense a única a desenvolver trabalhos de pesquisa e a manter uma incubadora no município, no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Tecnológico de Ilhéus (Cepedi).

A crise ocorre justamente no ano em que a empresa projetava estar entre as principais fabricantes de desktops e notebooks e monitores do Brasil. Nas contas da empresa, hoje ela situa-se entre as cinco primeiras.

Em 2009, a empresa produzia uma média de 30 mil computadores, por mês, em Ilhéus. Na fábrica paranaense de Piraquara, a produção era de 5 mil computadores/mês, segundo dados da prória fabricante.

De acordo com o site da empresa, a história da Bitway começou em 1983, com a revenda de microcomputadores. A empresa chamava-se Cacaudata. A fabricação de computadores começou em 1995, com a criação do Polo de Informática de Ilhéus.

A crise ocorre no momento em que o país bate seguidos recordes de vendas de computadores. O polo de informática é responsável por boa parte do PIB ilheense, hoje em R$ 1,7 bilhão.”

Fonte: IlheusConsultic
Enviada por Sindicacau, às 07:40 05/07/2010, de Ilhéus, BA


Dono da Natura fez obras na Bahia sem licença ambiental
Clique aqui para ampliar a imagem
A construção de um luxuosíssimo complexo residencial, em uma área de mais de 80 hectares situada entre Serra Grande e Itacaré, no sul da Bahia, pode trazer dores de cabeça ao empresário Guilherme Leal, dono da fabricante de cosméticos Natura e candidato a vice-presidente da república na chapa de Marina Silva (PV)

Segundo informações, a obra realizada em uma Área de Preservação Permanente (APP), onde há dunas e restinga não possui autorização nem do Ibama nem do Instituto do Meio Ambiente (IMA). Por se tratar de área com mais de 80 hectares, seria necessária a elaboração de um Estudo de Impacto Ambiental, o que não ocorreu. O município de Uruçuca (onde está situada a APP), por não se encontrar enquadrado no Programa de Gestão Compartilhada, não pode liberar a construção. E na prefeitura local, os que poderiam autorizar o projeto, negam tê-lo feito.

O fotógrafo Ed Ferreira, que registrou imagens da área devastada, explica que notou intensa destruição da vegetação nativa e "mudanças nas características de drenagem por cortes e aterros". Houve também a abertura de estradas de acesso, tudo sem licenciamento ambiental, conforme denúncia apresentada ao Ibama.

Segundo Ferreira, que é também ambientalista, os prejuízos à natureza são evidentes, principalmente por conta da supressão da mata de restinga, numa área que até a chegada do empreendimento de Leal era altamente preservada. "O que agrava a situação é que a obra está sendo realizada num ponto bem próximo à barra dos rios Tijuípe e Tijuipinho, que agora estão ameaçados", preocupa-se o fotógrafo.
Enviada por Sindicacau, às 07:34 05/07/2010, de Ilhéus, BA


Por que no te callas, PiG?
La “Naranja Mecánica” acalla la soberbia del seleccionado del “Maior do Mundo”

La “Naranja Mecánica” se encargó hoy de acallar a la soberbia brasileña con un aleccionador 2-1. El seleccionado verdeamarello que llegó como favorito a cuartos de final de la Copa del Mundo vuelve a casa con el rótulo de “fracaso rotundo”. El resultado es un golpe bajo para todos aquellos aficionados, periodistas deportivos y medios de comunicación del vecino país que ya se sentían campeones del mundo antes de jugar los partidos y que -en algunos casos- se burlaron incluso de Paraguay al que parodiaron en un criticado video de Sport TV de Globo.

La Nación Online

Es también una lección de vida para aquellos que subestiman no solo a sus adversarios de turno sino que aprovechan el evento para atacar la dignidad de países vecinos. Un ejemplo concreto de ello es el especial del Mundial emitido por la cadena SportTV de la cadena Globo de Brasil, en el que se mostró ayer un video descalificando la participación albirroja en el Mundial, con ironías sobre los “atractivos” turísticos, la moneda guaraní y su gente.

Los canales de TV locales reprodujeron ayer un “corto” de Sport TV de Globo sobre la participación paraguaya dentro del Mundial y en la que busca por todos los medios denigrar nuestra cultura, nuestros atractivos turísticos, el “valor” de la moneda local en el mercado bursátil y desprecia la tarea de la albirroja en el Mundial de Sudáfrica. Es más, en el documental afirman que nuestro país solamente llama la atención por la “novia del Mundial”, Larissa Riquelme.

Por si no fuera suficiente, en la última parte del video ironizan sobre nuestras comidas y nuestras costumbres, señalando en esta parte que la comida es una “maravilla” mientras pasaban imágenes de un hombre con rasgos paraguayos comiendo frituras. Además, ironizan sobre nuestros caminos “Si no le gusta el océano, Paraguay es el lugar ideal para tomarse unas vacaciones”, se escucha en una parte del relato.

Con Brasil eliminado ¿qué dirá ahora Sport TV de Globo?

¿Tendrá la suficiente humildad para la autocrítica, o seguirán con la hipocresía de vivir a espaldas de sus grandes problemas como el racismo, sus millones y millones de pobres, las matanzas, el tráfico de drogas en las favelas de Río de Janeiro y hacer creer siempre que Ciudad del Este es el oasis del contrabando cuando que es su gente la que mayor provecho saca del desorden en Triple Frontera?

Para la mayoría de los paraguayos este documental fue realmente decepcionante, por todos los vínculos que nos unen con los del país vecino. Entre ellos resaltan el gran comercio bilateral y el flujo hacia los centros turísticos del Brasil, generalmente “preferidos” por millones de compatriotas.

Esperamos que así como Dunga ya renunció, estos comunicadores al menos tengan algún rayo de dignidad y terminen por callarse. La Naranja Mecánica se encargó así de hacer justicia y dar una gran lección a quienes tienen en el corazón una rabia innecesaria hacia una nación pobre pero digna.

Todo el pueblo espera, con humildad, con todo el respeto que se merece la Madre Patria, que mañana nuestra selección pueda dar un gran saldo hacia seminales en Sudáfrica. ¡Fuerza Albirroja!

Enviada por TIE-Brasil, às 08:48 03/07/2010, de Curitiba, PR


Vida de sindicalista russo em perigo!
Sindicalista russo Valentin Urusov está na prisão há mais de um ano

Qual é o seu crime?

Em 2007 Urusov fundou o sindicato independente "Profsvoboda" na empresa de diamantes Alrosa, localizada na República de Sakha-Yakutia.

A empresa

Alrosa é uma empresa próspera, a maior produtora de diamantes da Rússia. Em 2009, a ALROSA vendeu 25% dos diamantes comercializados no mundo. Recentemente a empresa anunciou que neste ano superará gigantes como a Debswana Diamond Company Ltd e do Sul Africano De Beers na produção em quilates.

O Conselho de Supervisão da ALROSA é presidido pelo ministro das Finanças russo Kudrin. O seu vice é o Primeiro Ministro da República de Sakha-Yakutia, Yegor Borisov, e o Vice-Primeiro-Ministro Gennady Alexeyev é membro do Conselho. Em agosto de 2009 o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, deu a Alrosa uma ajuda governamental de um bilhão de dólares E.U.A.

O Sindicato

O sindicato de Baletin Urusov conseguiu filiar rapidamente cerca de mil membros e apresentou à direção da empresa uma lista de reivinidcações sobre condições de trabalho e salários para os horistas e mensalistas que trabalham na empresa.

A resposta da empresa foi rápida. No dia 13 de setembro de 2008, Urusov foi preso sob a acusação de porte de drogas. Na verdade as investigações mostraram que a polícia jogou os envelopes com entorpecentes em seu no bolso no momento da detenção. Um dos dois policiais responsáveis pela operação, foi preso logo em seguida para a fraude.

Inicialmente, o tribunal condenou Urusov a seis anos de prisão. Depois de uma campanha de protesto na Rússia e no exterior, os advogados de Urusov entraram com um recurso e a primeira condenação foi anulada. No entanto, o tribunal da comarca condenou Urusov novamente a 6 anos de prisão. O prazo foi encurtado para cinco anos após uma segunda apelação.

Ao mesmo tempo, a direção da ALROSA demitiu todos os líderes do Profsvobody, que foram imediatamente incluídos na "lista negra" para impedi-los de encontrar trabalho. A empresa conseguiu o que queria: decapitado o sindicato perdeu mais de metade dos seus membros.

O Governo da República de Sakha (Yakutia), por sua vez, manteve-se surdo aos apelos pela libertação de Urusov, mas parece ser muito sensível às demandas da gerência da ALROSA.

Logo após a prisão, Urusov foi submetido à pressão das autoridades prisionias que levaram ao agravamento de sua doença renal e precisa ser hospitalizado.

A vida de Urusov está em perigo!

Sua contínua detenção é uma violação das liberdades fundamentais dos sindicatos.

Duas delegações de sindicalistas visitaram as embaixadas da Rússia em Paris e Berlim, onde exigiram a libertação de Urusov. O sindicato dos mineiros britânicos, os trabalhadores e ativistas democráticos na Sérvia também intervieram em favor de Urusov.

Para salvar Urusov e proteger a liberdade sindical solicitamos que esta denuncia seja amplamente divulgada.

Carin Clement
IKD - Instituto de Ações Coletivas
Moscou, Rússia

Jea-Jack Marin
Historiador
Paris, França

Tradução: Equipe de TIE-Brasil
Enviada por Mark Vassiliev, às 14:35 02/07/2010, de Moscou, Rússia


Por que apoiamos Dilma?
Resposta simples:
porque escolhemos a candidatura melhor

Por Mino Carta

Guerrilheira, há quem diga, para definir Dilma Rousseff. Negativamente, está claro. A verdade factual é outra, talvez a jovem Dilma tenha pensado em pegar em armas, mas nunca chegou a tanto. A questão também é outra: CartaCapital respeita, louva e admira quem se opôs à ditadura e, portanto, enfrentou riscos vertiginosos, desde a censura e a prisão sem mandado, quando não o sequestro por janízaros à paisana, até a tortura e a morte.

O cidadão e a cidadã que se precipitam naquela definição da candidata de Lula ou não perdem a oportunidade de exibir sua ignorância da história do País, ou têm saudades da ditadura. Quem sabe estivessem na Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade há 46 anos, ou apreciem organizar manifestação similar nos dias de hoje.

De todo modo, não é apenas por causa deste destemido passado de Dilma Rousseff que CartaCapital declara aqui e agora apoio à sua candidatura. Vale acentuar que neste mesmo espaço previmos a escolha do presidente da República ainda antes da sua reeleição, quando José Dirceu saiu da chefia da Casa Civil e a então ministra de Minas e Energia o substituiu.

E aqui, em ocasiões diversas, esclareceu-se o porquê da previsão: a competência, a seriedade, a personalidade e a lealdade a Lula daquela que viria a ser candidata. Essas inegáveis qualidades foram ainda mais evidentes na Casa Civil, onde os alcances do titular naturalmente se expandem.

E pesam sobre a decisão de CartaCapital. Em Dilma Rousseff enxergamos sem a necessidade de binóculo a continuidade de um governo vitorioso e do governante mais popular da história do Brasil. Com largos méritos, que em parte transcendem a nítida e decisiva identificação entre o presidente e seu povo. Ninguém como Lula soube valerse das potencialidades gigantescas do País e vulgarizá-las com a retórica mais adequada, sem esquecer um suave toque de senso de humor sempre que as circunstâncias o permitissem.

Sem ter ofendido e perseguido os privilegiados, a despeito dos vaticínios de alguns entre eles, e da mídia praticamente em peso, quanto às consequências de um governo que profetizaram milenarista, Lula deixa a Presidência com o País a atingir índices de crescimento quase chineses e a diminuição do abismo que separa minoria de maioria. Dono de uma política exterior de todo independente e de um prestígio internacional sem precedentes. Neste final de mandato, vinga o talento de um estrategista político finíssimo. E a eleição caminha para o plebiscito que a oposição se achava em condições de evitar.

Escolha certa, precisa, calculada, a de Lula ao ungir Dilma e ao propor o confronto com o governo tucano que o precedeu e do qual José Serra se torna, queira ou não, o herdeiro. Carregar o PSDB é arrastar uma bola de ferro amarrada ao tornozelo, coisa de presidiário. Aí estão os tucanos, novos intérpretes do pensamento udenista. Seria ofender a inteligência e as evidências sustentar que o ex-governador paulista partilha daquelas ideias. Não se livra, porém, da condição de tucano e como tal teria de atuar. Enredado na trama espessa da herança, e da imposição do plebiscito, vive um momento de confusão, instável entre formas díspares e até conflitantes ao conduzir a campanha, de sorte a cometer erros grosseiros e a comprometer sua fama de “preparado”, como insiste em afirmar seu candidato a vice, Índio da Costa. E não é que sonhavam com Aécio...

Reconhecemos em Dilma Rousseff a candidatura mais qualificada e entendemos como injunção deste momento, em que oficialmente o confronto se abre, a clara definição da nossa preferência. Nada inventamos: é da praxe da mídia mais desenvolvida do mundo tomar partido na ocasião certa, sem implicar postura ideológica ou partidária. Nunca deixamos, dentro da nossa visão, de apontar as falhas do governo Lula. Na política ambiental. Na política econômica, no que diz respeito, entre outros aspectos, aos juros manobrados pelo Banco Central. Na política social, que poderia ter sido bem mais ousada.

E fomos muito críticos quando se fez passivamente a vontade do ministro Nelson Jobim e do então presidente do STF Gilmar Mendes, ao exonerar o diretor da Abin, Paulo Lacerda, demitido por ter ousado apoiar a Operação Satiagraha, ao que tudo indica já enterrada, a esta altura, a favor do banqueiro Daniel Dantas. E quando o mesmo Jobim se arvorou a portavoz dos derradeiros saudosistas da ditadura e ganhou o beneplácito para confirmar a validade de uma Lei da Anistia que desrespeita os Direitos Humanos. E quando o então ministro da Justiça Tarso Genro aceitou a peroração de um grupelho de fanáticos do Apocalipse carentes de conhecimento histórico e deu início a um affair internacional desnecessário e amalucado, como o caso Battisti. Hoje apoiamos a candidatura de Dilma Rousseff com a mesma disposição com que o fizemos em 2002 e em 2006 a favor de Lula. Apesar das críticas ao governo que não hesitamos em formular desde então, não nos arrependemos por essas escolhas. Temos certeza de que não nos arrependeremos agora.
Enviada por TIE-Brasil, às 13:19 02/07/2010, de Curitiba, PR


A nova cara do brasileiro
por Luis Nassif

Há enormes similaridades entre o Brasil das primeiras décadas do século 20 e o atual. Fim do ciclo financeiro, redescoberta da cultura e dos valores nacionais, novas classes sociais emergentes e uma fortíssima dose de preconceito permeando os setores mais atrasados do país – no início do século 20 a elite agrária; no início do século 21, setores mais atrasados da elite midiática.

Antes, vicejaram as teorias racistas; agora uma visão míope sobre os valores do povo brasileiro. O momento máximo foi um livro que se dispunha a mostrar a cara do brasileiro e serviu de álibi para um esgoto de preconceito jorrando de algumas publicações. Pelo livro, os brasileiros de extratos sociais mais baixos não seguiam valores éticos, não eram solidários, apoiavam transgressões legais.

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Recém concluído, o trabalho "Relatório do Desenvolvimento Humano, 2009-2010", do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) traz novas luzes para entender o estágio atual do país e o pensamento do brasileiro – muito mais próximo dos valores de economias avançadas do que alguns anos atrás.

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O trabalho foi realizado em parceria com o Instituto Paulo Montegero, do IBOPE. Foram entrevistadas 4 mil pessoas de todo o país, reproduzindo a estrutura da população brasileira medida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Na primeira fase, houve visitas aos dez municípios mais pobres, sete audiências públicas nas principais cidades, consultas a pessosas pela Internet, por SMS, abrangendo mais de meio milhão de pessoas. A segunda fase foi mais estruturada e buscou entender os novos valores dos brasileiros.

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E, aí, começou a ser desenhado o novo perfil do brasileiro. Assim como outros países desenvolvidos, o brasileiro tem preocupação com o bem estar dos demais, o cuidado com a humanidade e a natureza. Mas prezam bastante a segurança – entendida como estabilidade social, econômica e individual. Explica Flávio Comin, responsável pela pesquisa: «Estabilidade social é o apreço que você tem, o valor que você dá, à ordem social, não apenas em termos macro, mas também em termos micro: dentro da sua casa, se está todo mundo bem, se a família está bem».

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Pessoas de faixa de renda maior que cinco salários mínimos têm maior abertura às mudanças, assim como pessoas com formação superior ou que tenham mãe com formação superior.

Mulheres e pessoas mais velhas são mais «autotranscendentes» - definição para pessoas mais solidárias, que pensam mais no outros. Já os mais jovens são mais competitivos e individualistas. É um ponto importante para reflexão do sistema educacional.

Não é por outro motivo que a mulher é o personagem central do Bolsa Família, enquanto dos aposentados, 55% se constituem em arrimo de família – podem ser considerados, ambos, as âncoras da coesão familiar (dedução minha). Comin julga que o BF deveria investir também na formação das mães.

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Outra conclusão relevante é que, ao contrário da visão convencional, o hedonismo (a busca do prazer) não está entre os valores prioritários para os brasileiros.
Enviada por TIE-Brasil, às 10:11 02/07/2010, de Curitiba, PR


PPR dos trabalhadores na Faurecia injeta R$ 344 mil em Pindamonhangaba
Os cerca de 200 trabalhadores na Faurecia recebem hoje, dia 1º de julho, a primeira parcela da PPR (Programa de Participação nos Resultados) 2010, que injetará R$ 344 mil no município. Cada funcionário receberá R$ 1.720, valor que foi aprovado em assembleia realizada na última sexta-feira, dia 25. Hoje também é paga a antecipação do 13º salário, para os que optaram pelo adiantamento.

A proposta inicial da empresa de pagar R$ 3.010 para aqueles que atingirem 120% das metas, bem como a seguinte, de R$ 3.200, foi rejeitada pelos trabalhadores. Após negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba, a direção da empresa apresentou o valor de R$ 3.300 e aumentou a margem de absenteísmo de cinco horas para cinco dias. As metas de produção também foram reduzidas.

Segundo o secretário-geral do sindicato, Herivelto Moraes, o "Vela", a empresa se mostrou inflexível durante as primeiras das seis reuniões sobre o assunto. "A categoria está mobilizada e essa união fez toda a diferença para a conquista de avanços na mesa de negociações. Parabéns aos trabalhadores", ressaltou.

Ainda de acordo com Vela, o sindicato terá em breve novas reuniões com a empresa para discutir assuntos reclamados pelos trabalhadores, como salários abaixo do piso e desvios de função, entre outros.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba

Nota desta redação:
Ao mesmo tempo em não reconhece o sindicato e persegue sindicalistas na Rússia, a Faurecia negocia no Brasil, na velha tática de dois pesos e duas medidas, forçando assim a Classe Trabalhadora a se organizar internacionalmente.
Enviada por CNM-CUT, às 09:56 02/07/2010, de São Paulo,SP


Rússia: Direção da Faurecia não quer negociar com Sindicato
Três dias após demitir Aleksei Liaushko, líder sindical de base do MPRA - Sindicato Interregional dos Trabalhadores na Indústria Auto da Rússia, o caso repercute junto a opinião pública desfavoravelmente para a transnacional francesa Faurecia

Em 01 de julho, o presidente nacional do MPRA, Aleksei Etmanov, telefonou para a diretora de recursos humanos da Faurecia Automotive e propôs uma reunião entre representantes do sindicato e da empresa com o objetivo de resolver o conflito. A direção da Faurecia, no entanto, se recusa a negociar alegando ausência do diretor geral da empresa.

Dessa forma a direção da companhia força o MPRA a adotar outros métodos para pressionar os empresários.

Neste momento inicia-se um processo judicial pela readmissão de Liaushko.

Notícias sobre a repressão na Faurecia foram publicadas pelos sindicatos franceses. Meios de comunicação de massas da Rússia e do Exterior repercutem os fatos, entre eles a rede de informações brasileira TIE (Troca de Informações sobre Transnacionais - rede de informação dos sindicatos) www.tie-brasil.org/noticias.php

"O MPRA defende um diálogo construtivo com os empresários com o objetivo de melhorar a situação dos trabalhadores, a cultura e a prdutividade do Trabalho. Porém, atos de repressão contra Trabalhadores dificultam o diálogo", afirma a direção do sindicato MPRA.

Fonte: MPRA - Sindicato Interregional dos Trabalhadores na Indústria Auto da Rússia
Enviada por MPRA, às 09:46 02/07/2010, de São Petersburgo, Rússia


China: Trabalhadores na japonesa Mitsumi Eletronics cruzam os braços
Saiu no Valor Econômico, página A13:

Funcionários de uma fábrica de eletrônicos no norte da China paralisaram ontem a produção para exigir aumento de salário e melhores condições de trabalho. A greve, iniciada na terça-feira, se soma a outras paralisações ocorridas nas últimas semanas, que estão começando a pôr em alerta empresas na China. A fábrica de eletrônicos - onde ontem funcionários cruzaram os braços na entrada da empresa - pertence à japonesa Mitsumi Electric. A unidade tem pouco mais de 3.300 funcionários. As greves recentes têm afetado empresas estrangeiras, principalmente de fábricas japonesas de autopeças. Até agora, as manifestações vinham se concentrando no sul da China. Pequim tem sinalizado que apoia a demanda por aumento salarial alegando que isso ajudaria a aumentar o poder de compra dos chineses.

Não manda o Lula pra ONU, não! Manda ele pra China, organizar o novo sindicalismo chinês!!!
Enviada por TIE-Brasil, às 09:26 02/07/2010, de Curitiba, PR


Educação básica melhora e estudantes da rede pública aprendem mais português e matemática
As notas dos alunos da educação básica melhoraram tanto em português quanto em matemática, segundo dados liberados pelo MEC (Ministério da Educação) nesta quinta (1).

As etapas avaliadas são os anos iniciais (1ª a 4ª séries), os anos finais (5ª a 8ª séries) e o ensino médio (antigo colegial). Os alunos são avaliados pelo Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) e pela Prova Brasil.

Nos anos iniciais, o desempenho em português foi de 184,3 (em 2007, foi de 175,8). Os alunos dos anos finais do ensino fundamental obtiveram 244 e os estudantes do ensino médio alcançaram 268,8. A escala Saeb/Prova Brasil vai de 0 a 500.
Enviada por TIE-Brasil, às 18:15 01/07/2010, de Curitiba, PR


Recordar é viver: Xuxa detonou serra no JN
Enviada por TIE-Brasil, às 17:05 01/07/2010, de Internet


Sindicacau realiza protesto contra Barry Callebaut
O Sindicacau realizou um protesto hoje pela manhã na Barry Callebaut, pela falta de respeito da empresa com os trabalhadores.

A empresa suspendeu as negociações que aconteceriam nesta quinta-feira, às 09 hs sem nenhuma justificativa.

Depois do protesto uma nova reunião foi agendada para o dia 07 de julho de 2010 às 14 horas.

O Sindicacau espera a empresa venha com vontade de negociar, já que os trabalhadores encontram-se mobilizados.

Chocolate reage I

A Barry Callebaut, maior fabricante mundial de chocolates, acredita que o apetite pelo produto está voltando a crescer depois de a indústria ter sofrido pela primeira vez em sua história um declínio no consumo durante a crise econômica, segundo a Reuters. A empresa, que processa chocolates para indústrias como Nestlé e Hershey, divulgou ontem que suas vendas cresceram 7,9% nos últimos nove meses. "A primeira metade de nosso ano fiscal ainda teve um resultado negativo, mas nos meses seguintes houve recuperação", disse Juergen Steinemann, presidente executivo da companhia suíça.

Chocolate reage II

Os países emergentes, dentre eles o Brasil, não tiveram queda no consumo nesse período. Essas nações representam 17% das vendas da Barry Callebaut. Para Steinemann, países como China, Brasil, México e Rússia deverão continuar crescendo. "O Brasil é um grande mercado, com um bom crescimento, onde as pessoas esperam a vinda de outro grande produtor de chocolate", disse. Em maio, a Barry, inaugurou sua primeira fábrica no país, em Extrema (MG).
Enviada por Sindicacau, às 15:59 01/07/2010, de Ilhéus, BA


Rússia: Faurecia demite líder sindical
A direção da Faurecia Automotive, na cidade de Luga, região metropolitana de São Petersburgo, em 28 de junho de 2010 demitiu o líder sindical Aleksei Liaushko após ser comunicada que os Trabalhadores na empresa haviam criado uma Organização no Local de Trabalho ligada ao MPRA - O Sindicato Interregional dos Trabalhadores na Indústria Auto da Rússia, liderado por Aleksei Etmanov (Ford) e Petr Zolatariev (Lada).

No dia 15 de junho de 2010 os Trabalhadores na Faurecia criaram sua organização sindical independente. No dia 28, à 11:00 h o presidente nacional do MPRA, Aleksei Etmanov, de acordo com a legislação russa, comunicou oficialmente a direção da empresa sobre a fundação da organização de base do sindicato e que Aleksei Liaushko havia sido eleito presidente da OLT na Faurecia.

No mesmo dia, às 23:00 h, a Faurecia dimitiu Liaushko, quando este chegou a empresa para trabalhar no turno noturno. A empresa alega que Liaushko não respeitou as técnicas de segurança no trabalho ao se recusar a usar um sapato de proteção maior que aquele que normalmente usa.

A OLT e direção nacional do MPRA reagiram imediatamente a ação ilegal da Faurecia, enviando carta à direção da empresa reivindicando a anulação da demissão e apontando as infrações cometidas pela empresa.

Na carta os sindicalistas não descartam a possibilidade de recorrer à greve e à solidariedade internacional para reestabelecer o companheiro Liaushko em seu posto de trabalho de acordo com a legislação em vigor naquele país.

A Faurecia Automotive em Luga produz peças de plástico para as plantas da Ford, Renault e Volkswagen instaladas respectivamente em São Petersburgo, Moscou e Kaluga

A Faurecia emprega 100 trabalhadores, dos quais 55 já estão filiados ao MPRA e outros 25 haviam solicitado sua filiação nos últimos dias.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:46 01/07/2010, de Curitiba, PR


Faculdade do Dieese é liberada pelo MEC
Escola Dieese de Ciências do Trabalho terá cursos em nível superior e planeja operar a partir de 2011

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) conseguiu a liberação do Ministério da Educação (MEC) para abrir uma escola de ensino superior.

Na quarta-feira, dia 9, o Governo Federal assinou a concessão por 10 anos, de um prédio pertencente à União, no centro de São Paulo, que funcionará como sede da Escola Dieese de Ciências do Trabalho. Segundo a entidade, a escola proverá cursos de graduação e pós-graduação, além de disciplinas de especialização para dirigentes sindicais.

De acordo com o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lucio, haverá um curso de graduação de três anos em ciência do trabalho. Além disso, ele fala em pós-graduação e também num programa especial para dirigentes sindicais.

"Queremos, no futuro, que jornalistas, economistas, advogados e juristas se especializem na questão do trabalho", diz Lucio, para quem é "inacreditável" que um estudante de ensino superior seja formado em economia e passe quatro anos na faculdade sem ter contato com questões do trabalho.

Num processo iniciado no fim de 2007, o Dieese precisa agora da liberação do MEC para poder lançar o primeiro curso. Além de técnicos do órgão, professores serão contratados e outros convidados a ministrar aulas. A primeira turma, avaliam os técnicos do Dieese, deve começar em julho de 2011, porque não haverá tempo hábil de fazer um vestibular ainda em 2010 para o curso começar em fevereiro do ano que vem.

Os esforços dos técnicos do órgão, no entanto, são para iniciar os trabalhos já no início do próximo ano. Ainda não está definido o número de vagas que serão abertas, mas o prédio, de oito andares, comporta quatro salas de aula e dois laboratórios, além de biblioteca, lanchonete e um auditório para 120 pessoas.

A escola ainda não tem uma receita definida, mas os gastos para 2010 estão incluídos no orçamento total da entidade de R$ 25,3 milhões. A ideia é que a escola seja mantida com os repasses recebidos pelo Dieese das centrais sindicais. Ainda não está definido se os cursos serão gratuitos ou não.

Há a intenção também de fazer com que os cursos oferecidos pela Escola do Dieese possam ser cursados como disciplinas optativas por parte de estudantes de outras universidades. No início da semana, o Dieese assinou convênio com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), para intercâmbio de pesquisas e trabalhos. "A ideia é colocar o tema do trabalho nas faculdades, então apostamos em articulações com diferentes cursos em diferentes universidades", diz.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse, na cerimônia de lançamento da escola ter ficado "encantado" com o projeto. "O presidente Lula achou a ideia fantástica e avaliou a concessão da sede como mais uma parceria do Governo com o movimento sindical."
Enviada por Jansen M.C., às 09:33 01/07/2010, de São Paulo, SP


Menosprezo pela nação
TIE-Brasil reproduz texto de Mauro Santayana, publicado na página A2 do Jornal do Brasil:

Por Mauro Santayana

Os candidatos à Presidência da República e seus partidos têm o dever de respeitar as instituições e, com elas, a nação. Cabe-lhes meditar a República, refletir em sua história, respeitar o seu povo. Não se apresentam ao país para uma experiência mas, sim, para reivindicar a mais alta missão a que pode aspirar um homem público. Ao apresentar-se, tendo em vista que a vida de cada um de nós é mera concessão do acaso, é do mandamento constitucional que seu nome seja acompanhado de um eventual substituto, o candidato à Vice-Presidência. O candidato à Vice-Presidência terá que ser uma pessoa preparada para, em caso de vacância, ocupar o cargo com a mesma respeitabilidade e competência do titular.

Memento mori, é a advertência dos velhos sábios. Todos nós iremos morrer, e a morte chegará quando não saberemos. Em um segundo, estamos vivos; no segundo seguinte já nada somos.

A Constituição de 1946 estabeleceu, sabiamente, que os vice-presidentes da República seriam eleitos isoladamente. Partia-se da razão lógica de que sua escolha era tão grave quanto a do presidente. Em qualquer momento, no caso de vacância do titular, o vice assumiria ungido da mesma legitimidade popular do presidente. Foi assim que, nas eleições de 1960, o povo escolheu entre Milton Campos, o candidato oficial da UDN, que tinha como postulante ao Planalto o instável Jânio Quadros, e João Goulart, o candidato da coligação PSD–PTB. Os eleitores elegeram Jânio e João Goulart, preferindo o jovem herdeiro de Vargas ao político mineiro. “A que o senhor atribui a derrota?” – um repórter de Belo Horizonte perguntou a Milton. E ele, em seu ceticismo montanhês, respondeu com a voz resignada: “Ao fato de que tive menos votos do que o outro”.

Entre as alterações absurdas do período militar houve a da eleição do presidente e seu vice em uma só votação, sob o pretexto de que assim ocorre nos Estados Unidos. Mesmo ali, esse costume não é o melhor. Uma das razões (e não a principal) da recente derrota republicana foi a escolha da desconhecida governadora do Alasca, Sarah Palin, para companheira de chapa de McCain. O candidato a vice-presidente só ocupará a Presidência, efemeramente, no caso de viagem do titular ao exterior. Mas passará a ser plenamente o chefe de Estado, no caso de impeachment ou no caso indesejável, mas sempre possível, da morte do titular. Ao eleger, com o titular, o vice-presidente, os eleitores estão escolhendo um presidente. Os candidatos à Presidência da República ofendem a nação ao se pressuporem invulneráveis à morte durante o mandato a que aspiram.

A situação escolheu o paulista Michel Temer seu candidato a vice. Se Temer fosse candidato à Presidência, dificilmente chegaria aos votos que obterá Marina Silva. A própria Marina Silva encontrou seu companheiro de chapa, em financiador de sua campanha, um industrial, também paulista, pessoa só conhecida entre seus amigos empresários. Agora, o PSDB, depois de não conseguir administrar o desentendimento com os conservadores, a eles se submete e aceita o nome do carioca Índio da Costa, deputado federal de 40 anos, indicado pelo ex-prefeito Cesar Maia.

Mais uma vez – e estamos pensando, sim, no nó górdio de 1930 – os políticos de São Paulo, a fim de conservarem a hegemonia sobre o país, perdem o bom-senso e, ao perdê-lo, desprezam a nação. É preciso que a cidadania exija, nas ruas, se for necessário, reforma constitucional que devolva ao povo o direito de escolher diretamente os vice-presidentes, e, entre outras medidas, acabe com a esdrúxula figura dos suplentes de senadores.
Enviada por TIE-Brasil, às 09:21 01/07/2010, de Internet


Até o PiG reconhece que sucessão de erros explica vice de serra
Saiu na página A11 do Valor Econômico de 01.07.2010:

"Serra apostou na divisão do partido, mas humilhação uniu-os"[...]

O processo de escolha do candidato a vice na chapa do PSDB a presidente foi marcado por uma série de equívocos, improvisação e falta de organização política na campanha de José Serra. O candidato mal conhece o deputado Índio da Costa, nome indicado pelo Democratas. Mas sua escolha dá um palanque aos tucanos no terceiro maior colégio eleitoral do país, o Rio de Janeiro.[...]

A sucessão de erros tucanos foi registrada publicamente pelo ex-governador Aécio Neves, chamado às pressas a São Paulo para discutir a crise da indicação do vice.[...]

Serra subestimou a reação do Democratas, que começou a tomar forma na convenção do PSDB realizada no último dia 12 em Salvador. O candidato do PSDB simplesmente não queria ouvir o presidente do DEM, Rodrigo Maia[...]

Em outro exemplo de desarticulação política, o PSDB indicou o senador Álvaro Dias, que é tucano, para o cargo. A explicação não convenceu os demistas: era para assegurar o palanque do senador Osmar Dias (PDT) no Paraná. Para o DEM, uma desculpa esfarrapada pois não haveria nada o que assegurar no Paraná[...]

Com Serra irredutível, o DEM recorreu ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com o qual fez parceria no governo entre 1995 e 2003.

E o serra que tanto queria esconder o FHC em sua campanha de 2010 teve que engolir um vice sem expressão, que segundo dizem mal se conhecem. Índio da Costa é o vice por conta da negociação feita por Aécio Neves e FHC com Rodrgio Maia e os demos.

O DEM pendurou FHC no pescoço de serra.

Bye! Bye! serra 2010!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:11 01/07/2010, de Curitiba, PR


Beto Richa fica irratadinho com decisão de Osmar Dias
A política paranaense é algo de rir para não chorar

Algumas poucas famílias dominam o espectro político (Requião, Dias, Richa, Lerner, etc), enquanto outras tantas pululam entre elas, ora aliadas a uns, ora aliadas a outros.

O legado político é transmitido de pai para filho.

Paraná é o único estado do país que tem dois irmãos senadores (Osmar e Álvaro Dias).

Os partidos de esquerda são fracos e não conseguem ampliar seu espaço em um eleitorado conservador e bastante anti-comunista.

Se algo parecido acontecesse no Nordeste, os rascistas do chamado Sul Maravilha ("branco e desenvolvido") logo atribuiriam o fato à ignorância, ao atraso, à indolência e à vagabundagem dos nordestinos. Mas é aqui no Sul Maravilha, dominado por pseudo-europeus, que temos um quadro político tão esdrúxulo.

E por ser esquisito e atrasado, é que o ex-prefeito de Curitiba, Beto Richa ficou irratadinho quando o amiguinho dele Osmar Dias decidiu pragmaticamente colar sua candidatura ao governo do Estado do Paraná na popularidade de Lula ao aliar-se com Dilma Roussef e com antigos desafetos do PT e do PMDB locais.

Isso deixou o Richinha fulo da vida, pois ele tinha traçado um plano dourado. Como uma princesa, ele sonhava ganhar o governo do Paraná com a mesma facilidade que ganhou a prefeitura de Curitiba e futuramente se apresentar como o jovem experiente pronto para gerenciar o Brasil com as bençãos do PiG, uma síntese de Serra com Aécio e evitando a disputa café com leite entre o PSDB paulista e o mineiro.

Agora o playboy do Ecoville (um bairro de novos ricos de Curitiba) vê seus planos em perigo, pois uma aliança PDT-PT-PMDB junta, além de vários espectros da política paranaense, os setores produtivos da economia real - agricultura, indústria e comércio, além de conseguir o apoio de pelo menos duas das maiores centrais sindicais brasileiras, CUT e Força Sindical.

Também não é difícil de imaginar que parte dos fluxos financeiros que seriam destinados à camapanha de Richa correrão agora pragmaticamente para os caixas da campanha da aliança PDT-PT-PMDB, que contará ainda com Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT) como candidatos a senador.

Realmente, isso tudo é de deixar qualquer filhinho de papai irratidinho. Richinha ficou tão nervosinho que convidou para seu vice o duplotraíra Flávio Arns, que em 2002 percebendo a onda do Lula Lá se desfiliou do PSDB e se candidatou ao senado pelo PT (sendo eleito) e em 2009 largou o PT para voltar ao ninho tucano.

Aqui as coisas são assim...

Isso tudo não te irrita também???
Enviada por Sérgio Bertoni, às 08:55 01/07/2010, de Curitiba, PR


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