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18/12/2017
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Notícias(Junho/2007)

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Software Livre: Versão 4 do Firefox vai apostar em redes sociais na Web
Um dos recursos previstos para o Firefox 4 já faz parte dos teste do Mozilla Labs, área da fundação destinada a experimentos com outras empresas e voluntários. Chamado "The Coop" (algo como "galinheiro", em inglês), o recurso pretende reunir contatos de diferentes redes sociais e trazê-los para dentro do navegador. "O foco são as pessoas da rede social, e não os recursos de um site isolado, como o Youtube ou o Orkut", diz Asa Dotzler, um dos fundadores da Fundação Mozilla.

Firefox 3

Mas antes do Firefox 4 ganhar vida própria a Fundação Mozilla desenvolve paralelamente o Firefox 3. Entre os novos recursos desta versão, Dotzler destaca a navegação offline. Com ela, será possível acessar dados de webmails ou outros aplicativos sem precisar de conexão. "Você poderá acessar o webmail na praia, escrever um e-mail e, da próxima vez que se conectar a Web, ter sua mensagem enviada. Ou ler o webmail dentro do avião, mesmo sem conexão à Internet."

Outro novo recurso do Firefox 3 promete ajudar a prevenir a infecção do computador por spyware, adware ou vírus. "Antes de visitar um site, o Firefox vai alertar o usuário: 'este site quer instalar software malicioso em seu computador, você não deve visitar este site, a não ser que você tenha certeza absoluta disto'", diz Dotzler.

Guerra de navegadores

"Poucas pessoas sabem atualmente que havia uma guerra de navegadores na década de 1990. O Netscape foi o primeiro navegador, todos o usavam. Até que a Microsoft percebeu que Web era algo importante, criou o Internet Explorer e embutiu o navegador dentro do Windows. A partir daí, todas os computadores novos passaram a vir com o Internet Explorer, e não havia mais razão para usar o Netscape", afirma. "Como a Microsoft tem um monopólio sobre os desktops, quase todo mundo usa Windows, e assim, também o Internet Explorer."

A dificuldade para o navegador de código-fonte aberto, segundo o fundador da Mozilla, é que os internautas têm que aprender sobre o Firefox, baixar o programa da Web, e então usá-lo. "Isso é muito mais complicado do que apenas clicar no botãozinho em forma de letra E [ícone do Internet Explorer no Windows]", diz Dotzler.
Futuro da Internet

Dotzler acredita que o próximo avanço da Internet será a migração dos programas que costumavam rodar no computador para a Internet, com acesso direto do navegador.

"O webmail é um bom exemplo disso. Por muitos anos tivemos webmail, e ele foi se tornando cada vez mais rápido e fácil de usar. Hoje em dia, muitos internautas preferem o webmail a baixar o correio para o computador", afirma.

O guru da Mozilla faz uma previsão: o futuro será a Web, e não o computador. "O navegador será praticamente um sistema operacional em segundo plano, carregado de programas como processador de texto, planilhas, apresentações, e-mails e mensagens instantâneas, todos acessados pela Internet."

Daí a importância de usar Software Livre e saber que tipo de operação ele está fazendo com a informação que você disponibiliza na rede.

Software Livre não é apenas una questão técnica, mas uma questão de optar ou não por ser controlado socialmente por alguém que você nem sabe quem é, nem nunca viu, mas que tem o poder de fazer um código de programa que permita bisbilhotar sua vida. Pense nisso!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:37 28/06/2007, de Curitiba, PR


CIA apelou a mafiosos para matar Fidel nos anos 60
Agora está provado com documentos da própria CIA

Documentos divulgados pela CIA mostram que a agência de espionagem norte-americana valeu-se dos serviços de 2 criminosos, dos mais procurados pela justiça norte-americana, numa tentativa grosseira, ao melhor estilo dos gângsteres, de eliminar fisicamente, matar, o presidente cubano Fidel Castro.

Foi a própria CIA que revelou os podres ao divulgar centenas de páginas de documentos que mantinha em segredo há muito tempo. Alguns dos documentos detalham bárbaridades e os piores abusos cometidos pela espionagem gringa durante cerca de 25 anos. Os crimes cometidos pela CIA vão de assassinatos fora dos EUA a espionagem interna e seqüestros.

Os documentos mostram que a CIA é capaz de fazer muito mais que simplesmente apoiar golpe de estado, financiar redes de TV, comprar jornalistas e intelectuais ou criar tipos como Saddam Hussein e Bin Laden...

Não é por acaso que muita gente na América Latina acha que pode ser vítima das ações ilegais da espionagem norte-americana. Não é neura. Os documentos comprovam.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:05 27/06/2007, de Curitiba, PR


É hora de trocar a pauta!!!
Toda pessoa de bom senso sabe que o noticiário na grande imprensa sobre os atrasos de vôos e sobre o chamado "apagão aéreo" é inflado pela bronca elitista de uma minoria que viaja de avião.

É verdade que os vôos atrasam, mas também é verdade que estes atrasos acontecem há décadas e não são exclusividade do país governado por um ex-metalúrgico. Fato, aliás, que nos coloca no mesmo patamar dos melhores países do chamado primeiro mundo, tão aclamados pela imprensa nativa.

Agora a pesquisa CNT-Sensus mostra que está na hora da grande imprensa mudar de pauta, mudar o assunto. O tal "apagão aéreo" só preocupa jornalistas e editorialistas bem pagos, pois a maioria dos jornalistas também não tem condição de voar a toda hora como fazem algumas "estrelas" da imprensa nacional.

Somente 8,2% dos entrevistados disseram ter sido prejuidicados pessoalmente pelos atrasos dos vôos. Outros 23,2% disseram que conhecem alguém que foi prejudicado e 67,2% não conhece quem teria sido prejudicado e 2% não souberam responder. Ou seja, cerveja, digo, 92% dos brasileiros não se sentem prejudicados pelos atrasos de vôos!!!!

Mais um vez a oligarquia brasileira erra e mostra não ter aprendido nada com as eleições de 2006. O fato mais importante do processo eleitoral não foi a própria reeleição de Lula, mas o fato de o povo brasileiro ter votado como queria, livre das pressões midiáticas, impondo um derrota àqueles que se pensavam formadores de opinião ou controladores da opinião alheia.

E a chamada crise aérea é mais uma prova de que o povão está cagando e andando para o noticiário catastrófico imposto pelos ditadores dos meios de comunicação todo santo dia e a toda hora.

Senhores da feudal imprensa brasileira, vocês não tem mais o mesmo poder que tinham em 1964, quando pediram o golpe militar e foram prontamente atendidos, primeiro pela Liga de Senhoras Católicas, que sairam a marchar pelas ruas das grandes capitais, e depois pelas patas daqueles que usurparam o poder e jogaram o país nas trevas por mais de 20 anos.

Está na hora de mudar a pauta e começar a refletir no noticiário aquilo que o povão já sabe e está vendo.

Enquanto a imprensa massacra, a popularidade de Lula volta às alturas. 64% dos brasileiros aprovam o desempenho pessoal de Lula e 47,5% aprovam o governo, contra paenas 14% de rejeição.

O PT erra e a imprensa pega no pé, mas se as eleições fossem por lista fechada o PT teria 21,4% dos votos mais que o dobro do segundo colocado, o PMDB, que ficaria com 10% dos votos e trê vezes mais que o PSDB, partido preferido da maioria das redações da imprensa nacional, que teria apenas 7,7% dos votos.

Senhores da feudal imprensa nacional tentem começar a pensar como capitalistas: mudem a pauta!!!

Quem sabe vocês ainda consigam manter as vendas de seus panfletos com prazo de validade vencido.

Quem sabe, mudar a pauta possa ser uma estratégia para não perder participação no mercado...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:26 27/06/2007, de Curitiba, PR


TIE e Sinttel promovem Encontro de Trabalhadores na Atento
Clique aqui para ampliar o cartaz
Nos próximos dias 29 e 30 de junho os Trabalhadores no setor de teleatendimento (call-centers) estarão reunidos em Porto Alegre para participar do Primeiro Encontro Nacional dos Trabalhadores na Atento.

Sob o tema "Produção Coletiva de Conhecimento" telefonistas e teleatendentes de todo o país discutirão sua realidade laboral e ações sindicais que busquem melhorar a vida e as condições de Trabalho dos profissionais do setor.

Segundo Marlise Vargas, diretora do Sinttel/RS e uma das organizadoras do evento, "o programa do Encontro situa onde estamos, como estamos e o que podemos fazer para mudar, além de fazer o resgate histórico de nossa atividade sindical".

O Encontro Nacional começa no dia 29 às 08:00h na Sede II do Sinttel/RS. Rua Gen. Auto, 349, Porto Alegre, RS.

Maiores Informações:
e-mail:sinttelrs@sinttelrs.org.br
fone: 51 3286-9600
Enviada por Sergio Bertoni, às 17:41 21/06/2007, de Curitiba, PR


Estatal Paranaense reduz preço de energia elétrica
A COPEL, Companhia Paranaense de Energia, estatal, anunciou a redução de tarifa já autorizada pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Consumidores de baixa tensão (residencias, pequenas industrias, comércios e serviços) terão redução de 2,04% no preço da conta de luz.

Consumidores de alta tensão (grandes empresas) terão reduçõa média de 0,21%.

Esta redução é possível porque a empresa paranaense obteve ganhos nos processos de gerenciamento e conseguiu reduções no consumo de combustíveis fósseis que alimentam as termo-elétricas.

Os ganhos de produtividade obtidos pela COPEL agora são socializados com toda a sociedade paranaense e brasileira, muito diferente do que ocorre com as empresas privatizadas pelo néo-liberalismo dem-tucano, que distribuem os ganhos de produtividade somente entre seus capitalistas, geralmente estrangeiros...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:09 21/06/2007, de Curitiba, PR


Problemas sindicais na Seara-Cargill domina debates em parlamento municipal
A disputa entre o Sindicado dos Trabalhadores da Indústria de Alimentos e a empresa Seara Alimentos foi o principal assunto da sessão de ontem da Câmara de Vereadores de Forquilhinha. As denúncias de funcionários com problemas de saúde devido a más condições de trabalho e o risco da empresa encerrar suas atividades por causa da multa trabalhista determinada pela Justiça do Trabalho foi o tema da maioria dos discursos.

Ao assumir temporariamente vaga no Legislativo municipal, o suplente de vereador e sindicalista Célio Elias (PT) defendeu o cumprimento da legislação com relação ao trabalho exercido em ambientes com temperaturas inferiores a 10 0C. "De forma alguma queremos que a empresa feche, pois sabemos isso seria uma tragédia para o município. Apenas queremos que se cumpra a legislação, que é bastante clara. Em ambientes com menos de 10 0C deve-se cumprir uma jornada de 1h40min e descansar por 20 mi- nutos", destacou. Dentro da empresa, a maioria dos ambientes são refrigerados para garantir a conservação dos alimentos processados.

O vereador destacou recente decisão da juíza Desirre Dorneles Bollmann, da 4ª Vara do Trabalho de Criciúma, que comprovou a baixa temperatura, constatou problemas de saúde causados pelo traba- lho em ambientes frios e determinou o pagamento de uma multa de R$ 100 mil para caso constatado de omissão por parte da empresa. Outra solução sugerida por Elias é que a empresa adote uma temperatura um pouco superior a 10 0C, o que não prejudicaria os trabalhadores.

Já o vereador Gilberto Steiner (PP), que causou polêmica na semana passada ao reclamar das medidas tomadas pelo sindicato, afirmou que em momento algum estava tomando posição contra os trabalhadores. "Nunca defendi a empresa, como estão querendo me acusar. O que defendo neste caso é um ponto de equilíbrio, pois se a empresa fechar as suas portas, causará um grande prejuízo ao município", disse.
Enviada por Nilson Antonio, às 10:00 21/06/2007, de Jaraguá do Sul, SC


Sealopra é coisa para pensar...
Na segunda-feira, 19 de junho de 2007, o presidente Lula deu posse ao professor Mangabeira Unger como ministro-chefe da Secretaria de Palnejamento de Ações Longo Prazo, a já conhecida nos meios políticos e sindicais como Sealopra.

Com a nomeação, Lula faz com que Mangabeira, um de seus maiores críticos no passado recente, entre em contradição profunda. Ao aceitar ser ministro daquele que chefia o "governo mais corrupto da História", Mangabeira tem que engolir o que disse ou mantém as palavras e também se coloca no rol dos "maiores" corruptos brasileiros.

Mas o preocupante nesta história não é o somente o fato de Mangabeira ter dito o que disse em 2005, ter sido acessor de Ciro Gomes e, como dizem, ter sido indicado ao cargo atual pelo vice-presidente José Alencar e seu PRB. O que preocupa nesta história é que Mangabeira é funcionário de Daniel Dantes e representa seus interesses em vários processos judiciais nos Estados Unidos, como bem provou a revista Carta Capital desta semana.

O governo Lula que tinha cara, agora ganha orelhas e que orelhas!!!

Daniel Dantas ficou famoso como "orelhudo" no Brasil e na Itália pelas escutas telefônicas clandestinas que patrocionou no passado recentíssimo aqui e acolá contra sócios e desafetos. Agora um funcionário seu assume cargo de minsitro...

Como dizem os rapazes de um programa de TV "É totalmente excelente"

Realmente a Sealopra é uma coisa para pensar. E pensar muito sério para não ter que ouvir a moçada a cantar daqui a 20 anos a célebre canção do Legião Urbana "Que País é esse?" com o mesmo sentido que ela tem agora e tinha há 20 anos atrás.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 14:39 20/06/2007, de Curitiba, PR


CAE do Senado aprova projeto que cria empresas maquiladoras
Sob a sigla de ZPE (Zonas de Processamento de Exportação) a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou ontem o projeto de lei que estabelece regras para o regime tributário, cambial e administrativo para as empresas maquiladoras

A proposta, que tramita há onze anos no Congresso Nacional, cria as condições legais para o pleno funcionamento das 17 ZPEs criadas no país desde o governo José Sarney (1985-90). E permite a criação de novas ZPEs em regiões menos desenvolvidas.

O texto irá a votação em plenário do Senado e, depois, à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Acordo entre governo, oposição e o relator, Tasso Jereissati (PSDB-CE), prevê que Lula vete pontos controversos e faça correções, por medida provisória. O objetivo é compatibilizar as normas com a Lei de Informática e evitar ameaças ao parque industrial instalado no país.

As ZPEs são áreas de livre comércio com o exterior, reservadas à instalação de empresas destinados à exportação. Pelo texto aprovado, as importações e exportações dessas empresas terão "isenção" dos seguintes tributos:
Imposto de Importação,
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI),
Cofins,
Cofins-Importação,
PIS e Pasep,
PIS/Pasep-Importação,
Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante e
Imposto sobre Operações de Crédito,
Câmbio e Seguro e sobre Operações Relativas a Valores Mobiliários.

As empresas instaladas nas Zonas de Processamento de Exportação são chamadas de Maquiladoras, porque destinam sua "produção" à exportação a partir da montagem (ou maquiagem) de insumos e matérias-primas importados isentos de impostos. Daí o nome de Maquiladoras, ou seja, elas pegam insumos e materias-primas dão um "trato" e as devolvem para o exterior em forma de produtos "acabados". É como maquiar uma pessoa para que ela pareça mais bonita do que realmente é!!!

A experiência mundial mostra que as Maquiladoras tem um prática comum em relação aos direitos trabalhistas, ou seja, não os respeitam e praticam forte política anti-sindical, chegando até mesmo a contratar pistoleiros para assassinar lideranças sindicais e Trabalhadores que se atrevem a organizar-se.

A briga entre os tubarões nacionais e internacionais, contudo, é grande. Segundo o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) "O governo fará os necessários ajustes na questão tributária para não inviabilizar a Zona Franca de Manaus".

Já o presidente da Associação Brasileira de Zonas de Processamento de Exportação (Abrazpe), Helson Braga, disse que uma leitura atenta do projeto mostra que as salvaguardas à indústria nacional estão previstas no texto. "Vamos argumentar que não há motivos para vetos; o que está lá não é por acaso. É resultado de 11 anos de discussão", afirmou.

Outro benefício previsto pelo projeto às empresas instaladas em ZPE é a isenção do Imposto de Renda sobre os lucros durante cinco primeiros anos. Esse prazo será de dez anos, em caso de ZPEs localizada no Norte e no Nordeste. Pela negociação entre governo e Senado, a isenção do IR deverá ser restrita às ZPEs no âmbito da Sudam e da Sudene.

Um dos dispositivos mais polêmicos do projeto, que deve ser modificado, permite a comercialização no mercado interno (internação) de até 20% do valor da produção da empresa no ano anterior. Nesse caso, a mercadoria produzida em ZPE e vendida no mercado interno ficará sujeita ao pagamento de IPI, Cofins e PIS e Pasep. Sobre o valor das matérias-primas importadas, usadas no produto a ser internado, a empresa pagará os impostos de importação.

Um entendimento entre o ministro Guido Mantega (Fazenda) e o secretário da Receita, Jorge Rachid, de um lado, e senadores da base aliada e da oposição do outro, firmado no gabinete do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), possibilitou que o projeto fosse aprovado na CAE por unanimidade, em votação simbólica.

No momento a maior resistência à adoção do regime das ZPEs está exatamente na indústria paulista e na Suframa.

É bom os sindicatos começarem a abrir os olhos e não se deixar levar pela ladainha de que ZPE significa criação de empregos.

É verdade que elas até geram empregos, mas é preciso se questionar:
qual é qualidade deste emprego?
com que remuneração?
com que direitos?

Também é preciso lembrar que, como as Maquiladoras estarão livres para importar e exportar o que quiserem (além de não transferir tecnologia para o país, transformando-nos em meros montadores de "brinquedinhos" baratos para os burgueses do primeiro mundo) não gerarão riquezas no país, pois o grosso dos lucros ficará nos países onde os produtos serão comercializados.

Este é um tema que precisa ser debatido com mais seriedade entre os Trabalhadores e Sindicatos comprometidos com a defesa dos interesses imediatos e históricos da Classe Trabalhadora para que no futuro próximo não estejamos dividos entre:
Trabalhadores de Primeira Classe - Empregados formalmente, com direitos trabalhistas e sindicais;
Trabalhadores de Segunda Classe - Empregados formalmente, mas sem direitos;
Trabalhadores de Terceira - Subempregados, Informais ou Desempregados sem nenhum direito, seja sindical, seja trabalhista, seja social.

TIE-Brasil em parceria com as organizações mexicanas CJM - Coalizão Pró-Justiça nas Maquiladoras e RMS - Rede de Mulheres Sindicalistas, se dispõe a organizar atividades e debates para que Trabalhadores de base e sindicalistas brasileiros possam conhecer experiências de implantação de ZPE em outros países e suas conseqüências para os Trabalhadores e suas organizações sindicais.

As Organizações nos Locais de Trabalho, Sindicatos e Trabalhadores que estejam dispostos a conhecer mais o que são as Maquiladoras, o que elas representam par o país e seus Trabalhadores, e debater estes temas com seriedade podem entrar em contato conosco através do e-mail

tie@tie-brasil.org

e informar o que lhes interessa saber e debater, assim como qual seria a contribuição que seu sindicato estaria disposto a fazer para tornar esta atividade uma realidade.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:29 20/06/2007, de Curitiba, PR


BRA comprará aviões da Embraer no valor de US$ 1,45 bi
A BRA será a primeira empresa aérea nacional a operar os novos aviões brasileiros Embraer-195

BRA Transportes Aéreos anunciará durante a feira internacional de Le Bourget, em Paris, um acordo com a Embraer para a aquisição de 40 aeronaves do modelo 195, no valor de US$ 728 milhões. Há outras 20 opções de compra que, se efetivadas como normalmente ocorre nesse tipo de transação, elevarão o valor do contrato para US$ 1,45 bilhão. Os jatos serão configurados para 118 passageiros e têm entrega prevista para começar no segundo semestre de 2008.

As encomendas da BRA têm potencial para causar forte impacto no mercado brasileiro de aviação, por três motivos.

Primeiro, porque rompem o paradoxo de que a terceira maior fabricante mundial de aeronaves não tinha um jato sequer voando por uma companhia aérea de seu país de origem.

Segundo, tudo indica que, com a encomenda a ser anunciada pela BRA, o mercado brasileiro realmente ganhará uma "terceira força" para competir com as líderes TAM e Gol.

Terceiro, com jatos de 118 assentos - menores, portanto, que os aviões com capacidade para mais de 150 passageiros usados por TAM e Gol -, a BRA poderá oferecer ligações diretas entre cidades médias e grandes, dispensando as escalas e conexões hoje necessárias para viabilizar os vôos das concorrentes. Rotas como Rio-Goiânia ou Belo Horizonte-Curitiba, por exemplo, dificilmente têm demanda suficiente para lotar aeronaves maiores, aogra poderão passar a ter vôos diretos, sem escalas.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:34 20/06/2007, de Curitiba, PR


Arrecadação de impostos é recorde em maio
Governo federal arrecadou um total de R$ 45,4 bilhões em maio, um desempenho fortemente influenciado pelos impostos que refletem a atividade econômica

O montante de R$ 45 bilhões representa alta real de 12,9% em relação a igual mês do ano passado e é recorde para meses de maio, de acordo com dados atualizados.

O Imposto de Importação (II) teve alta de 17,3% e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), de 16,6%, com forte influência da arrecadação sobre automóveis (21% a mais em relação a 2006).

Ainda em maio, as receitas previdenciárias, por sua vez, somaram R$ 11,9 bilhões, com elevação real de 2,4% sobre abril e aumento de 12,6% perante maio de 2006. Nesse resultado, o aumento do emprego formal está ajudando a arrecadação federal.

A Receita Federal destacou, na nota de divulgação dos resultados, que a massa salarial aumentou 6,7% em abril (salário pago em maio) na comparação com o ano passado.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:24 20/06/2007, de Curitiba, PR


Até que enfim alguém botou o dedo na ferida:
Sindicalista critica companhias aéreas à CPI
Há muito falamos que o caos aéreo não é só um problema de infraestrutura e que as empresas aéreas tem um papel decisivo na bagunça instalada no transporte aéreo.

Quem viaja de avião já está cansado de saber que a maioria dos vôos atrasados são das duas chamadas "grandes companhias" nacionais, TAM e Gol, e que os atrasos provocados em vôos de outras companhias geralmente tem sua origem nos atrasos em vôos destas duas.

Também é de conhecimento público que o sistema de tráfego aéreo internacional está falido por ter sido pensando para outro tipo de ocupação do espaço aéreo bem menor daquele que há hoje. Qualquer atraso em qualquer aeroporto do mundo gera um efeito dominó que se espalha por aeroportos em vários países.

As maiores empresas aéreas nacionais, TAM e GOL, aproveitam-se do duopólio (as 2 controlam cerca de 95% de todo o mercado de transporte aéreo) e do caos instalado nos aeroportos do Brasil e do mundo para piorar as condições de transporte de passageiros e forçar seus trabalhadores a cumprirem duras jornadas de trabalho, enfrentando condições sub-humanas.

A presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino, fez duras críticas às empresas aéreas brasileiras em depoimento prestado na manhã de ontem à CPI do Apagão Aéreo da Câmara dos Deputados. A sindicalista falou por três horas aos parlamentares e centrou suas revelações na forma como a Gol e a TAM tratam seus funcionários. Sobrou também para Infraero. Selma denunciou o excesso de terceirização na estatal.

"Tem empresa que diz ser um modelo de gestão e não é. Das últimas empresas do país, a única que respeitava os trabalhadores era a Varig. Ainda assim, foi a base de muita luta do sindicato", disse Selma. Ela condenou duramente a terceirização de funcionários. "De 2001 a 2006, morreram cinco funcionários nos aeroportos do país. Todos eram terceirizados. E as famílias não receberam qualquer indenização", revelou.

Sobre os terceirizados, Selma fez, inclusive, uma denúncia. Ela revelou que os agentes de proteção da aviação civil, responsáveis por inspecionar as bagagens dos passageiros, são quase todos terceirizados. E recebem R$ 668 mensais. "Isso é muito grave", comentou o presidente da CPI, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI). Esses agentes são os responsáveis por detectar se há algo de estranho nas bagagens. Caso encontrem algo suspeitos, chamam a Polícia Federal.

Selma também criticou o tratamento dado pela Gol e pela TAM aos funcionários que prestam serviço nas pistas dos aeroportos: "A legislação proíbe que funcionários dessas funções dobrem a carga horária. Mas temos casos de trabalhador que dobra e até triplica o turno. A Gol e a TAM fazem isso".

"Temos registro de que a Gol fez um contrato individual de hora extra. É uma empresa anti-sindical, que é muito agressiva sobre os trabalhadores" disse a presidente do sindicato. "Contrato individual de hora extra? Mas isso é novo, hein", comentou o relator da CPI, deputado Marco Maia (PT-RS), que tem origem na Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Vários deputados demonstraram preocupação com o serviço prestado pelas empresas.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:14 20/06/2007, de Curitiba, PR


Aprueban una ley antiterrorista que era reclamada por Estados Unidos
La norma es cuestionada por organismos de derechos humanos

La Cámara de Diputados transformó ayer en ley un proyecto del Poder Ejecutivo que reprime el accionar del terrorismo y también su financiamiento. La ley, a la que sólo restan su promulgación y publicación, corresponde tanto a un reclamo de EE.UU. como a una presión a la Argentina del Grupo de Acción Financiera Internacional, que el 27 se reunirá en París y amenazaba con hacer un pronunciamiento público declarando a la Argentina país no seguro.

"Este es un tema largamente postergado", dijo la diputada kirchnerista Rosario Romero, titular de la comisión de Legislación Penal, en la apertura del debate que se demoró por falta de quórum. Explicó que la principal referencia de esta norma que modifica el Código Penal era la vinculada con la financiación de los actos terroristas.

Negó que pudiera aplicarse a la represión de protestas políticas o sociales en el país, uno de las objeciones provenientes de organismos defensores de derechos humanos. Las penas previstas son de 5 a 20 años de reclusión o prisión "al que tomara parte" de una asociación ilícita destinada a "aterrorizar a la población u obligar a un gobierno o a una organización internacional a realizar un acto o abstenerse de hacerlo".

Este encuadre reclama: tener un plan de odio étnico, religioso o político; estar organizado en redes internacionales, y disponer de armas de guerra, explosivos o armamento bacteriológico.

Según Romero, nada de esto comprende a los reclamos que tanto agitan las calles de Buenos Aires. Para ella, respondería a "la mala fe" leer en la ley lo que la ley no dice.

Compartió luego, desde su enfoque más extremo, la macrista Nora Ginzburg para quien la ley era poco útil. "De qué derechos humanos nos van hablar los comunistas...", subrayó, de paso, sobre las críticas, sin que hubiera reacción de las galerías casi vacías. Fue porque la mayoría de los manifestantes de los organismos, organizaciones sociales y estudiantiles ya se habían retirado de la Cámara de Diputados.

El radical Alberto Beccani apoyó con un contundente "necesitamos dotar al Estado de todos los instrumentos para combatir el terrorismo". Y, de paso, criticó la hipocresía de los países centrales por la existencia de paraísos fiscales en ellos que no hay en la Argentina.

El lavagnista Juan José Alvarez advirtió sobre los riesgos de " las zonas grises" de la ley y pidió mayor control sobre los organismos encargados de aplicarla.

Al final, Emilio García Méndez (ARI) usó la figura del palo quebrado en el agua, según la imagen que proyecta. Un modo de decir que la ley ?a la cual su sector se opuso? no es lo que parece. También la rechazó el ex zamorista Carlos Tinnirello.
Enviada por Daniel Ximenes, às 17:44 19/06/2007, de Buenos Aires, Argentina


História das lutas contada em livro
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Livro de escritor e metalúrgico Vito Gianotti será lançado em Jaraguá do Sul no próximo dia 22

Os Sindicatos dos Trabalhadores de Alimentação e dos Metalúrgicos de Jaraguá do Sul e Região e a Tie Brasil realizam dia 22 de junho o Seminário e Lançamento do livro "História das Lutas dos Trabalhadores no Brasil", de autoria do escritor e metalúrgico Vito Gianotti.

O seminário inicia às 8 horas e o lançamento da obra está previsto para as 16 horas, no Sindicato de Alimentação (José Emmendoerfer, 240). Representantes da CUT Brasil e de SC, Confederação e Federação dos Metalúrgicos e outras entiddes sindicais serão os fomentadores dos debates.

Italiano de nascimento, Vito escolheu o Brasil para viver, há 40 anos, 25 dos quais trabalhando como metalúrgico em São Paulo. Durante todo esse tempo, além de se mostrar sempre presente nas lutas político-sindicais, desenvolveu também um grande interesse por comunicação popular, como ferramenta de conscientização e mobilização dos trabalhadores.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Vilmar Garcia, o lançamento do livro que conta a história das lutas dos trabalhadores "é uma honra para Jaraguá do Sul". Durante o Seminário, os dois Sindicatos também farão uma exposição fotográfica das lutas dos trabalhadores de Alimentação e Metalúrgicos de nossa região, nos últimos anos.

O presidente do Sindicato de Alimentação, Sérgio Eccel, destaca a importância cultural do evento, até pelo incentivo à leitura: "através do livro do Vito, conhecemos um pouco mais sobre a história dos trabalhadores no Brasil".

Contatos pelos fones
(47) 3371-2100 (Sindicato dos Metalúrgicos)
(47) 3371-2966 (Sindicato de Alimentação)
Enviada por Nilson Antonio, às 09:00 19/06/2007, de Jaraguá do Sul, SC


Jornalão gaúcho mostra que apagão aéreo é herança maldita de FHC!!!
Segundo um dos mais conservadores meios de comunicação do país, o anti-petista e anti-lulista Zero Hora, o avião presidencial 737-200, conhecido como Sucatinha, esteve a 24 segundos de uma colisão com um Fokker 100 da TAM em junho de 2002.

O jato do governo levava o então presidente Fernando Henrique Cardoso de Brasília para Tucuruí, no Pará. No vôo comercial, os cinco tripulantes começavam os procedimentos de pouso de uma viagem que conduzia 108 passageiros de São Luís (MA) à capital federal.

Os materiais obtidos não mostram a data do incidente, mas o jornal gaúcho informa que o momento mais crítico ocorreu às 9h39min59s. O ex-presidente esteve em Tucuruí no dia 28 de junho de 2002.

As aeronaves estavam sem comunicação por rádio com o Cindacta 1, trafegavam em sentidos opostos na mesma altitude de 21 mil pés, a mais de 700 quilômetros por hora, e chegaram a ficar a uma distância de apenas 9,8 quilômetros. Nessa situação, o choque ocorreria em 24 segundos.

A tragédia foi evitada pelos sistemas anticolisão das aeronaves, que neste caso estavam ligados, e orientaram os pilotos a fazer manobras evasivas. Quando cruzaram um pelo outro, 20 segundos depois, os aviões estavam em altitudes diferentes. O Boeing navegava a 20,4 mil pés e o Fokker a 21,7 mil pés.

Controladores ouvidos pelo jornal gaúcho indicaram que os passageiros do Boeing talvez nem tenham percebido nada, enquanto os do Fokker podem ter passado por um susto.

É bom que se investigue a sério esta história do chamado "apagão aéreo". Assim o país poderá ver que este não é um fenômeno exclusivamente brasileiro, que sua origem está no desprezo que os néo-liberais têm pela vida dos seres humanos e que as desgraças que vemos acontecendo neste setor hoje, em nosso país, são conseqüência da irresponsabilidade e da falta de investimentos durante os governos de FHC e seu tucanato.
Enviada por Sergio Bertoni, às 21:37 17/06/2007, de Curitiba, PR


PF prende ex-dono da VASP com arma de uso restrito das Forças Armadas
O empresário Wagner Canhedo, que nos anos 90 privatizou a estatal paulista VASP, Viação Aérea de São Paulo S.A, e a levou a falência anos mais tarde, foi preso em flagrante por posse ilegal de arma durante uma operação conjunta de fiscalização do Ibama e da PF (Polícia Federal) em fazendas dele em São Miguel do Araguaia (GO).

Foram encontrados dois revólveres no quarto de Canhedo, na sede da fazenda Piratininga. Uma das armas --um revólver 357 Magnum-- é de uso restrito das Forças Armadas. Na casa foram encontradas mais três armas. Outras 18 armas foram encontradas pela PF nas três propriedades fiscalizadas.

Infelizmente, Canhedo e três funcionários das fazendas presos durante a operação já estão livres por decisão judicial.

A operação identificou indícios de crimes ambientais nas propriedades do empresário, como desmatamento ilegal, pesca de espécies protegidas e lançamento de esgoto em rios.

Uma privatização no mínimo estranha...

A partir de 1988, o governo paulista assumiu o compromisso de privatizar a empresa e a criar as condições legais, políticas e financeiras para tal, contratando avaliações das consultoras Price Waterhouse e Coopers & Lybrand, obtendo o aval necessário do legislativo estadual e logrando a renegociação de US$ 260.000.000 (duzentos e sessenta milhões de dólares), mais o aporte de US$ 50.000.000 (cinqüenta milhões de dólares) em 1990, viabilizando o início do processo de privatização. Ainda assim, o resultado de 1989 apresentou um prejuízo, no balanço e não operacional, de 51 milhões de dólares em um faturamento de 426 milhões de dólares.
Às vésperas da privatização, a VASP possuía uma frota de 32 aeronaves, um contingente de 7.300 funcionários e era a segunda empresa do país, atuando no transporte doméstico de forma líder.
Finalmente, em 1° de outubro de 1990 ? durante o Governo Collor -, através de um leilão, amplamente criticado pela sociedade brasileira, o consórcio VOE/CANHEDO, liderado pelo Grupo Canhedo, adquiriu, por US$ 44.000.000 (quarenta e quatro milhões de dólares), 60% das ações ordinárias da empresa, passando a ter o controle.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 21:11 17/06/2007, de Curitiba, PR


Sindicacau faz parada de advertência por duas horas na ADM Joanes
O Sindicacau paralisou os turnos da manhã, administração e terceirizados por duas horas para forçar a empresa a abrir as negociações. Após várias rodadas de negociação a ADM (Archer Daniels Midland) nega-se a atender as reivindicações dos trabalhadores.

Os principais pedidos são: 10% de reajuste salarial, 2 salários base de PLR (participação nos lucros e resultados), ticket alimentação de R$ 380,00 e a empresa apenas oferece 80% da inflação o que deixam sindicato e trabalhadores irritados, motivando assim a paralisação.

O sindicato não descarta a possibilidade de greve por tempo indeterminado nesta empresa, pois politicamente ela está tentando jogar para baixo os nossos acordos coletivos.
Enviada por Celso Angelo, às 15:33 15/06/2007, de Ilhéus, BA


Vitória dos trabalhadores contra a Seara/Cargill
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Justiça decide pôr fim às caóticas condições de trabalho da multinacional norte-americana

Foram graves, inúmeras e crescentes as denúncias feitas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação (Contac/CUT) e pelo Sindicato da Alimentação de Criciúma-SC a respeito da selvageria nas condições de trabalho impostas pela Seara/Cargill na sua unidade de Forquilhinha, no interior catarinense.

Da empresa à imprensa, da Assembléia Legislativa de Santa Catarina ao Congresso Nacional, da Justiça aos Ministérios da Saúde e do Trabalho, nos fóruns internacionais, as provas materiais dos crimes praticados contra a saúde dos trabalhadores foram repercutindo, ganhando vulto, o que obrigou inclusive a empresa a custear uma complexa operação no cérebro de Valdirene João Gonçalves da Silva, uma das trabalhadoras mutiladas pela intensidade do ritmo de trabalho imposta pela multinacional norte-americana em Forquilhinha.

Entre os problemas detectados pela Justiça estão as baixas temperaturas (menos de 10°) na sala de corte e o elevado número de trabalhadores doentes sem afastamento após o acidente de trabalho. Diante da magnitude das provas, o Ministério Público do Trabalho ajuizou uma Ação Cautelar contra a multinacional norte-americana no último dia 4 de junho. Prontamente, a Juíza do Trabalho da 4ª Vara de Criciúma Desirre Dorneles de Ávila Bolmann deferiu a liminar no dia seguinte.

"Esperamos que a partir de agora a empresa passe a respeitar os trabalhadores e o Sindicato e a entender que não é a dona da verdade, nem da saúde dos seus funcionários. A Cargill pensava que nada podia acontecer com ela, mas agora a Justiça está provando que não é bem assim", comemora o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Alimentação de Criciúma e Região, Renaldo Pereira. "Está é uma vitória dos trabalhadores contra a exploração e mutilação que vem sendo exercidos pela multinacional", sublinhou Renaldo.

Para o presidente da Contac, Siderlei de Oliveira, a decisão da Justiça abre jurisprudência para as demais unidades da Cargill do país. "Infelizmente, nós sabemos que a prática criminosa desta multinacional é disseminada por todo canto, principalmente na indústria de frango onde o ritmo é acelerado para ampliar os lucros com a exportação. Agora, de posse desta decisão judicial, vamos, junto com os nossos Sindicatos, espraiar ações em todo o território nacional para pôr um fim nos abusos cometidos contra a saúde do trabalhador", acrescentou.

De acordo com Siderlei, é simbólico que a ação tenha chegado primeiro na região de Criciúma e, particularmente em Forquilhinha, "pois o caso da companheira Valdirene tornou-se um símbolo desta luta e, pela sua gravidade, um triste exemplo de até onde pode chegar a sede de lucro fácil dessas empresas". Mas não é só a multinacional que deve ficar com as barbas de molho a partir de agora, acrescenta o presidente da Contac, "pois embora seja a mais truculenta e abusada, desrespeitando os trabalhadores e a organização sindical, a Cargill vem sendo acompanhada de perto por várias empresas do setor, que têm comprometido a saúde dos seus trabalhadores com ritmos extenuantes".

A liminar requerida pelo Ministério Público do Trabalho determina que a Seara/Cargill:

1 - implante um sistema de pausas para descanso de 20 minutos a cada 1(uma) hora e 40(quarenta) minutos de trabalho, em um ambiente dimensionado conforme o numero de empregados e temperatura de 20º a 23ºC, sob pena de multa diária de 100.000.00 (cem mil reais), no caso de não cumprimento da ordem judicial;

2 - se abstenha de exigir dos seus empregados a prorrogação da jornada de trabalho, para que sejam minimizados os efeitos nocivos do trabalho nas condições narradas e mantida a saúde do trabalhador (bem indisponível), obrigando a SEARA/CARGILL a limitar a jornada de trabalho a, no máximo, 6 (seis) horas e 40 (minutos), sendo quatro períodos de 1(uma) hora e 40(quarenta) minutos, alternados com 20(vinte) minutos de pausa, sob pena de multa diária de R$ 100.000.00 (cem mil reais);

3 - garanta aos empregados, a qualquer momento da jornada de trabalho, a saída do posto de trabalho para que satisfaçam suas necessidades fisiológicas (ir ao banheiro), sob pena de multa diária de R$ 100.000.00 (cem mil reais);

4 - considere o tempo gasto na troca de roupas e uniformes como jornada de trabalho efetivos, sob pena de multa diária de R$ 100.000.00 (cem mil reais);

5 - aceite atestado de outros profissionais médicos, ainda que não sejam da empresa, acatando o período de afastamento e o tratamento sugerido, sob pena de multa de R$ 100.000.00(cem mil reais), para cada caso de não aceitação de atestado médico comprovado pelo sindicato dos trabalhadores ou pelo trabalhador interessado diretamente;

6 - diagnostique, de forma precoce, as doenças e os agravos à saúde a saúde relacionados ao trabalho, e afastar o empregado do trabalho sobre o qual haja suspeita de estar acometidos de doenças ocupacional, custeando integralmente o respectivo tratamento (ou pagando de forma integral Plano de Saúde que cubra tais despesas) sob pena de R$ 100.000.00(cem mil reais), para cada caso em que se comprove a omissão da empresa em providenciar a identificação, o diagnóstico e o correspondente tratamento;

7 - notifique as doenças profissionais comprovadas ou objeto de suspeita encaminhando o trabalhador à Previdência Social (INSS) para avaliação e, se for o caso estabelecimento do nexo epidemiológico na forma da nova legislação, tudo sob pena de multa de R$ 100.000.00(cem mil reais) para cada caso não notificado.

Citada pela Justiça no dia 8 de junho de 2007, a Cargill está obrigada a cumprir o que determina o Ministério público do Trabalho.
Enviada por Nilson Antonio, às 12:55 13/06/2007, de Jaraguá do Sul, SC


Lula: "Não faremos concessões a nosso crescimento econômico"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi único líder do G5 a falar com a imprensa depois da reunião.

Em entrevista à imprensa ao final do encontro com os outros quatro governantes do G5 (México, China, Índia e África do Sul), Lula insistiu na necessidade de conseguir compromissos efetivos antes do vencimento do protocolo de Kioto em 2012 e em termos mais curtos, antes de 2050.

Lula lembrou que os países industrializados são os maiores responsáveis pelas emissões de gases do efeito estufa, e que agora é necessário reduzi-las para salvar o planeta.

"Gostaríamos que o G8 escutasse nossos pontos de vista antes de tomar decisões e não depois, como é o caso", criticou Lula.

O G5 foi a Heiligendamm com uma posição acertada apenas 24 horas antes em reunião em Berlim. Ela evidenciou o desejo e o direito a participar ativamente na consolidação de estratégias que dêem uma resposta eficaz aos desafios da globalização.

"Os desafios abertos por um mundo cada vez mais interdependente, inclusive a mudança climática, devem ser abordados a partir de uma perspectiva multilateral, regional e bilateral, levando em consideração os interesses e capacidades dos diferentes Estados", diz a declaração feita pelo G5 em Berlim.

Na pauta do G5 apareciam ainda questões como a boa gestão, a imigração e a cooperação Sul-Sul.

. "Os países em desenvolvimento estão dispostos a se unir a essa luta, de uma responsabilidade comum mas diferenciada", reiterou hoje Lula, para quem isso significa crescer com responsabilidade, usando energia limpa, que não precisem de limite de emissões.

Ele lembrou que o Brasil está apostando forte nas tecnologias limpas. O mesmo argumento foi utilizado pela China para expressar sua rejeição a um compromisso numérico de redução de emissões.

Na reunião hoje com o G8 -diálogo que todos estão interessados em institucionalizar-, o grupo de emergentes buscou uma colaboração em campos tão distintos quanto a pesquisa, a política energética, os investimentos e a luta contra a pobreza.
Enviada por Sergio Bertoni, às 16:32 08/06/2007, de Curitiba, PR


Outra bomba é encontrada no Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté
Policia retira bomba do local
Policia Militar retira bomba caseira da sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté

Uma bomba de fabricação caseira foi encontrada na tarde desta quarta-feira, dia 06, por volta das 16h na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, no bairro Chácara do Visconde em Taubaté.

A bomba foi encontrada por um funcionário do Sindicato e a área foi isolada. A Polícia Militar foi chamada até o local para retirar o artefato, que foi levado para o 2º Distrito Policial de Taubaté.

Na noite de terça-feira, dia 05, por volta das 23h um artefato semelhante foi arremessado contra a sede do Sindicato que explodiu próximo ao caminhão de som da entidade sem causar danos.
Enviada por Emerson Pereira, às 17:21 06/06/2007, de Taubaté, SP


Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté sofre atentado a bomba!!!
Clique aqui para as marcas do atentado
Uma bomba de fabricação caseira explodiu na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté nesta terça-feira, dia 05, no bairro Chácara do Visconde, por volta das 22h50.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté passa por um processo de Democratização desde que há três anos foi eleita a nova diretoria composta por Trabalhadores de Base, descontentes com os rumos seguidos pelo Sindicato até então.

Pelo visto há forças na região de Taubaté que não gostam desta Democratização e agora tentam desestabilizar o processo eleitoral em curso, onde são grandes as chances da diretoria democrática atual reeleger-se para mais um mandato.

Espera-se que tudo seja apurado e que os culpados por este ato de vandalismo sejam punidos com o rigor da lei, sejam eles quem for.

Ameaça de morte
Depois do atentado a bomba, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e da Federação dos Metalúrgicos de São Paulo (FEM-SP), Valmir Marques da Silva, o Biro Biro, recebeu uma ameaça de morte feita por meio de telefonema anônimo na manhã desta quarta-feira, dia 06, por volta das 11h.

O telefonema foi atendido por um dos plantonistas da entidade, que afirmou que a pessoa não identificada disse que 'a bomba jogada no Sindicato era só um aviso, e que na próxima vez as vítimas seriam Biro Biro e sua família'.

TIE-Brasil se solidariza com os companheiros de Taubaté e repudia qualquer ato de violência, principalmente ações terroristas como esta, que nos remetem aos tempos de uma ditadura que tanto assombrou e destruiu vidas de milhares de trabalhadores brasileiros.

Com materiais fornecidos pelo Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Taubaté e CNM-CUT
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:09 06/06/2007, de Curitiba, PR


Ameaçados 1.200 postos de trabalho: Polícia Federal expulsa trabalhadores da Cipla e Interfibra
Interventor instala regime de terror nas fábricas e ameaça fechar os 1200 postos de trabalho. Trabalhadores resistem e pedem solidariedade numa campanha de moções internacional

Por Rafael Prata

Cerca de 150 homens da Polícia Federal invadiram a Cipla e a Interfibra em Joinville/SC na quinta-feira passada (31 de junho). Com ordens judiciais e mandatos de prisão contra os dirigentes das fábricas que estão sob controle operário, a administração foi passada para um interventor a mando dos antigos patrões, os irmãos Anselmo e Luís Batschauer, que respondem por inúmeros crimes cíveis, tributários e trabalhistas, devido a dívidas e corrupção.

Até o momento, o interventor já demitiu cerca de 100 trabalhadores, a começar por todos os membros do Conselho de Fábrica eleitos em assembléia. Além disso, a PF confiscou todos os bens que estavam na empresa, incluindo os de uso pessoal dos trabalhadores. Também cancelaram os telefones e os e-mails corporativos, na tentativa de impedir e vigiar a comunicação.

Imediatamente, uma campanha de moções se iniciou pelo país e mundo afora (ver embaixo) e dois atos públicos se realizaram na sexta-feira (01 de junho). Um em frente à portaria da Cipla, com funcionários da empresa (que se recusam a aceitar a intervenção) mais os apoiadores de todo o Brasil. Outro na fábrica ocupada Flaskô (Sumaré/SP) que ainda não está tomada pela PF - apesar de pertencer ao mesmo grupo econômico e sofrer com a mesma intervenção judicial - mas corre sérios riscos de ficar inviabilizada, devido a procedimentos conjuntos com as unidades de Joinville/SC.

Os trabalhadores convocam ainda um grande ato nacional e internacional para o dia 13 de junho, na portaria da Cipla, precedido de uma atividade em Sumaré, no dia 12 de junho, às 19h, para preparar uma grande delegação à Joinville e comemorar os quatro anos de ocupação da Flaskô ? que, por enquanto, permanece sob controle dos trabalhadores.

Entenda o caso

Há quase cinco anos, os trabalhadores da Cipla e Interfibra (de Joinville/SC) e da Flaskô (Sumaré/SP) ocuparam as empresas e as colocaram para funcionar, em resposta às ameaças de fechamento das fábricas e ao não pagamento de salários e direitos atrasados. Dessa forma, os trabalhadores mantêm os empregos, a produção e os salários, enquanto levantam uma campanha nacional e internacional de solidariedade. A cobrança é para o governo Lula reconhecer o parecer técnico do BNDES/BADESC que afirma a viabilidade das empresas, caso o passivo seja transformado em ativo, mediante a encampação pelos entes públicos. O documento faz jus à reivindicação dos trabalhadores de nacionalização das companhias, tal qual ocorre na Venezuela e na Bolívia.

Afinal, cerca de 80% dos R$ 500 milhões em dívidas que pesam sobre as empresas são com os cofres públicos e com os direitos dos trabalhadores, como FGTS e INSS recolhidos e não depositados. Tais valores nunca foram cobrados dos antigos donos, mas agora que as fábricas foram recuperadas pelos próprios trabalhadores, inúmeras ameaças jogam contra a determinação dos operários em manter seus postos de trabalho e o sustento de suas famílias.

Leilões de bens, máquinas e equipamentos, ações de penhora de faturamento e ameaça de prisão dos dirigentes se tornaram rotina, apesar das mobilizações em direção ao governo federal e dos acordos feitos com órgãos públicos.

No entanto, a decisão judicial favorável a uma ação do INSS, executada no dia 31 de junho por forte aparato policial, acaba por passar a administração a um interventor a mando dos irmãos Batschauer, da mesma maneira como ocorreu com outra fábrica do grupo, a Profiplast (SC) ? cujos trabalhadores sofrem com quatro meses de atraso nos salários e com direitos não-pagos.

A intervenção implanta um regime de terror dentro das empresas, pois cinco capangas armados impedem a conversa entre os trabalhadores e o clima descontraído que existia no chão da fábrica quando ela estava sob controle operário.

Mais do que isso, a intervenção representa uma séria ameaça de fechamento das empresas, pois determina o pagamento do vultoso salário do interventor, de dívidas atrasadas desde 1998 e a penhora de 5% do faturamento da empresa.

Os trabalhadores não aceitam essa intervenção, querem restabelecer o controle das empresas que eles próprios recuperaram, restabelecer os acordos com órgãos públicos (como o assinado pelo próprio INSS) que visavam suspender todas as ações judiciais, enquanto se negocia com o presidente Lula a estatização das fábricas sob controle operário. Assim, os trabalhadores continuam a resistir e mantêm a disposição de lutar até o fim em defesa dos 1200 postos de trabalho. A campanha de moções já conta com centenas de aderentes e internacionalmente é divulgada pelo website www.marxist.com.

Modelo de Moção

Assunto: intervenção judicial a pedido do INSS e executada pela Polícia Federal na Cipla/Interfibra para garantir o seu fechamento e o fim de mais de mil postos de trabalho.

Prezados Senhores:

Vimos através do presente expediente até Vossas Excelências, para externar nossa preocupação com a intervenção judicial nas empresas Cipla e Interfibra, que desde 1º de novembro de 2002 se encontram sob o controle e administração dos seus próprios trabalhadores.

Ainda mais preocupante é o fato do cumprimento da decisão judicial ter sido sustentada por um aparato policial federal de mais de 150 homens, e em intervenção pedida em processo movido pelo INSS.

Solicitamos imediatas providências desses três Ministérios, para que seja retirada a Polícia Federal da fábrica e suspensa a intervenção judicial, com o retorno da legítima direção da empresa eleita pelos trabalhadores.

Aguardamos que o bom senso prevaleça.

Atenciosamente,

Dr. Tarso Genro
Ministro de Estado da Justiça do Brasil
Esplanada dos Ministérios ? Bloco T ? Edifício Sede
CEP 70064-900 ? Brasília ? DF
Fax : (61) 3322-6817 E-mail: gabinetemj@mj.gov.br

Luiz Marinho
Ministro de Estado da Previdência do Brasil
Esplanada dos Ministérios ? Bloco F
CEP 70059-900 ? Brasília ? DF
E-Mail: gm.mps@previdencia.gov.br

Carlos Lupi
Ministro de Estado do Trabalho e Emprego
Esplanada dos Ministérios ? Bloco F
CEP 70059-900 ? Brasília ? DF
E-Mail: gm@mte.gov.br

Dr. Oziel Francisco de Souza
Juiz Federal da Vara de Execuções Fiscais de Joinville
Rua do Príncipe, 123 ? Centro
89201-001 ? Joinville ? SC
e-mail: scjoief01@jfsc.gov.br

C/c: Pedro Alem Santinho
mobilizacaoflasko@yahoo.com.br

Mais informações:

Serge Goulart
coordenador do Conselho de Fábrica da Cipla (Joinville/SC)
(47) 9963-3015
sergegoulart@terra.com.br

Pedro Santinho
coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô (Sumaré/SP)
(19) 9233-1391
mobilizacaoflasko@yahoo.com.br

www.fabricasocupadas.org.br

Fonte: Agência CUT de Notícias
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:33 05/06/2007, de Curitiba, PR


Redução de jornada deve ser resultado da Luta dos Trabalhadores
Para recordar,
clique aqui
Com os avanços tecnológicos a humanidade é capaz de produzir muito mais utilizando cada vez menos a mão-de-obra humana

Em uma sociedade justa e socialista este ganho tecnológico transformaria-se naturalmente em redução de jornada de trabalho para que todos pudessem trabalhar e viver bem, curtir a vida, desfrutar o direito ao lazer e ao chamado ócio produtivo.

Porém, vivemos em uma sociedade que não é socialista nem justa. Uma sociedade onde os avanços tecnológicos só servem para encher os bolsos dos patrões e desempregar Trabalhadores.

Como maior prejudicada deste processo de evolução e modernidade, cabe a classe Trabalhadora organizar-se e lutar pela redução de jornada de Trabalho de forma a repartir com toda a sociedade os ganhos de produtividade proporcionados pelos avanços tecnológicos e de organização da produção.

Redução de jornada exige muita luta e mobilização

A luta pela redução de jornada não é um processo rápido e fácil. Exige muita organização, mobilização e luta.

No Brasil, por exemplo, a última grande campanha por redução de jornada de Trabalho, pelas 40 horas Semanais, teve início nos anos 1980 com o então Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e pelos Químicos. Foi encampada pela CUT naquele mesmo ano e continua até hoje em muitas regiões do país.

Porém, contudo, todavia, todo este processo é necessário para que os Trabalhadores valorizem sua conquista e lutem sempre em sua defesa quando houver tentativas de retrocesso.

Retrocessos sempre ocorrem quando medidas deste gênero são tomadas por governos paternalistas que tentam substituir os Trabalhadores no processo de lutas e conquistas. Em situações assim, quando os patrões forçam a barra, os Trabalhadores mais cedo ou mais tarde acabam "aceitando" o retrocesso, por entender que a redução de jornada não é um direito seu, mas uma concessão do governo, o pai bonzinho...

Defendemos que a redução da jornada de Trabalho, assim como a Libertação dos Trabalhadores só pode ser obra dos próprios Trabalhadores, fruto de sua luta e organização que força patrões e governos a atender a reivindicações.

Por isso chamamos aos Trabalhadores e seus Sindicatos nas diversas categorias profissionais a se juntar a esta luta dos metalúrgicos que retomam a campanha pelas 40 horas semanais.

Veja, clicando aqui, a publicação da CUT em defesa da Redução de Jornada sem redução salarial e confira abaixo o texto publicado pelo portal dos metalúrgicos

CNM define com CNTM e centrais, as diretrizes pela redução da jornada de trabalho

Na tarde desta segunda-feira, 04/06/07, os pontos-chave para as ações a favor da redução da jornada de trabalho foram discutidos e definidos pelos dirigentes da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, CNTM-FS e centrais sindicais na sede da CNM/CUT, em São Paulo.

Unindo forças em prol dos metalúrgicos do Brasil, Carlos Alberto Grana, presidente da CNM/CUT, e Eleno Bezerra, presidente da CNTM-FS, reuniram-se com dirigentes das centrais sindicais para definir as ações que serão praticadas em todo o país, a favor da redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais.

Para Carlos Grana, "a situação do trabalhador metalúrgico brasileiro é desigual em comparações estaduais, regionais e até municipais". Para ele, é importante que todos tenham um mesmo piso salarial e, é claro, uma mesma jornada de trabalho semanal, independentemente da região em que trabalham. "É hora de conquistar a jornada unificada, principalmente no setor siderúrgico, que é o que mais sofre com as desigualdades", disse.

Estudos realizados pelo Dieese mostram que em São Paulo, a jornada média do trabalhador metalúrgico está em 42 horas semanais (sem hora extra), em Salvador fica em 44 horas enquanto em Recife, trabalha-se incríveis 47 horas, com 65,1% dos trabalhadores excutando jornadas acima da prevista em lei. Ao adicionar o período além da jornada legal, os paulistas trabalham 50 horas, os baianos 51 e os pernambucanos chegam a 52 horas semanais.

Trocando em miúdos: a jornada de trabalho média dos metalúrgicos é de 43,5 horas semanais, mas se a jornada fosse reduzida a 40 horas, sem uma readequação da produção para diluir essa redução em aumento do ritmo e de horas extras, poderia ser gerado no Brasil cerca de 135,6 mil novos empregos no setor. Atualmente há mais de 1,8 milhão de metalúrgicos empregados no país, dos quais, 1 milhão fazem parte da base da CNM/CUT.

A secretária de políticas sindicais da CUT, Rosane Silva, acredita que atualmente os trabalhadores só fazem horas extras "para suprir perdas salariais e, também, por pressão patronal" que ameaça de demissão os empregados que não cumprem a longa jornada de trabalho.

Por não concordar com esta situação é que juntos, as centrais e as confederações de metalúrgicos brasileiras farão diversas ações nas próximas semanas para conscientizar os trabalhadores a lutarem a favor da redução da jornada para 40 horas, estimulando a geração de empregos e evitando a exploração barata do trabalhador.

A primeiras ações devem ocorrer durante o 7º Congresso da CNM/CUT, que acontece na cidade de Guarulhos entre os dias 12 e 15 de junho e reunirá sindicalistas de todo o Brasil e delegações vindas do exterior. Além de discutir a redução da jornada e o Contrato Coletivo Nacional de Trabalho, duas diretrizes históricas dos trabalhadores, o Congresso celebrará a eleição do novo presidente e da nova diretoria para o triênio 2007-2010.

Com materiais de Valter Bittencourt - Assessoria de Imprensa CNM/CUT
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:15 05/06/2007, de Curitiba, PR


Serra, perigo à autonomia das universidades!!!
Antes de se posicionar em relação à corajosa luta dos estudantes, funcionários e parte do professorado da USP e outras universidades paulistas, leia o excelente artigo do renomado jurista progressista Dalmo de Abreu Dallari.

Dallari foi convidado pelos estudantes para participar de uma das assembléias realizadas numa noite de sábado. Como já era tarde e estava reunido com sua família, Dalmo sugeiru aos estudantes uma alternativa: escrever um artigo sobre a situação.

Abaixo está o artigo que também pode ser encontrado no blog da ocupação da USP

AUTONOMIA AGREDIDA

Dalmo de Abreu Dallari

O novo Governador do Estado de São Paulo, José Serra, iniciando o exercício de seu mandato no começo de 2007, editou um conjunto de decretos que parecem ter sido preparados de afogadilho e sem avaliação de suas conseqüências, tendo já acarretado algumas conseqüências negativas, estando neles a raiz da invasão da Reitoria da Universidade de São Paulo por estudantes daquela universidade. Seja qual for a opinião quanto à conveniência e oportunidade da invasão, o fato é que os decretos do Governador estão diretamente ligados àquele acontecimento. Talvez se diga que se os estudantes estivessem mais bem informados quanto ao exato conteúdo dos decretos e ao seu alcance poderiam manifestar desacordo, mas sem chegar àquela medida drástica, mas isso também revela a afoiteza e imprudência do governo na apresentação do fato consumado, sem maiores esclarecimentos. Na realidade, a análise jurídica dos referidos decretos leva à conclusão de que existem ali algumas evidentes inconstitucionalidades, havendo mesmo, em alguns pontos, uma tentativa de mascarar a realidade, por meio de uma espécie de ilusionismo jurídico, que, no entanto, não resiste a um exame mais atento, mesmo que baseado apenas no bom senso e na lógica. Bastaria observar que no dia 1º de janeiro de 2007 o novo Governador já emitiu extensos decretos, eliminando e criando Secretarias na organização administrativa superior do Estado, para tanto exercendo atribuições que não são do Executivo, mas da Assembléia Legislativa do Estado. É oportuno lembrar que o decreto é ato administrativo, que o Chefe do Executivo pode praticar para fixar regras de caráter regulamentar, mas que só têm validade e força jurídica se não contrariarem qualquer dispositivo da Constituição ou de alguma lei. E isso não foi observado.

Um desses decretos, o de número 51.460, de 1º de janeiro de 2007, pode ser considerado extremamente audacioso, pois expressa uma tentativa de alterar pontos substanciais da ordem pública pública, criando e extinguindo órgãos de grande relevância na organização administrativa fundamental do Estado, fingindo que só estão sendo mudados os nomes de alguns desses órgãos, sem nenhuma consideração pelos objetivos que inspiraram a criação desses órgãos e pelas características de suas organização, bem como pela especialização de seus quadros. A par desse absurdo, ocorrem ainda agressões a normas constitucionais expressas e já tradicionais no sistema constitucional brasileiro, como as que consagram a autonomia das Universidades públicas. A mais absurda dessas investidas contra a Constituição e o bom senso é a que consta do artigo 1º, inciso III, desse decreto, cuja redação é mais do que eloqüente na denúncia do absurdo:

?Artigo 1º. A denominação das Secretarias de Estado a seguir relacionadas fica alterada na seguinte conformidade:

...

III. de Secretaria de Turismo para Secretaria de Ensino Superior.?

Essa pretensa mudança de nome é uma aberração mais do que óbvia, pois o nome identifica toda uma estrutura, criada para atingir objetivos determinados e organizada para atingir essa finalidade. É do mais elementar bom senso que tendo sido criada para fomentar o turismo aquela Secretaria foi organizada de modo a poder atuar na área do turismo, com órgãos adaptados às características dessa área e, obviamente, com um funcionalismo especializado nesse setor de atividades. Se o Governador alegar que vai aproveitar a mesma organização e os mesmos funcionários estará afirmando um absurdo, pois ninguém será tão tolo a ponto de admitir que o mesmo dispositivo criado para atuar no turismo será competente e eficiente para desempenhar atividades de apoio e fomento à Educação Superior. E se disser que haverá completa alteração da estrutura organizacional e substituição do funcionalismo por outro capacitado para agir na área da Educação Superior, criando-se os cargos indispensáveis para tanto, estará confessando a fraude, a extinção de uma Secretaria e a criação de outra sob o simulacro de mudança de nome. Isso, além de tudo, configura uma inconstitucionalidade em face da Constituição do Estado de São Paulo.

Na realidade, a Constituição paulista dispõe, no artigo 24, parágrafo 2º, que ?compete exclusivamente ao Governador do Estado a iniciativa das leis que disponham sobre:...2) criação e extinção de Secretarias de Estado e órgãos da administração pública, observado o disposto no artigo 47, XIX?. Segundo este último dispositivo, enxertado na Constituição do Estado pela Emenda Constitucional nº 21, de 2006, o Governador poderá dispor, mediante decreto, sobre organização e funcionamento da administração estadual, quando não implicar aumento de despesa, nem criação ou extinção de órgãos públicos. Ora, para que a Secretaria de Educação Superior possa agir com a mínima eficiência no âmbito da Educação é indispensável a existência de órgãos e servidores adequados e capacitados para esse objetivo, o que, evidentemente, não foi feito quando se criou a Secretaria de Turismo. A prova disso é que por meio de outro decreto, o de número 51461, também de 1º de Janeiro de 2007, o Governador do Estado definiu a organização da Secretaria de Educação Superior, ali incluindo muitos órgãos que, por motivos óbvios, não existiam nem existem na Secretaria de Turismo.

Em sentido oposto à necessidade de criação de órgãos e de cargos para especialistas em educação, é evidente que muitos órgãos, ligados ao turismo, ficarão inúteis, por absoluta inadequação, com a simulação da simples mudança de objetivos, impondo-se a extinção de tais órgãos, pela exigência óbvia de eliminação de despesas inúteis. Acrescente-se que com a simulação de simples mudança de nome da Secretaria, tentando ocultar a extinção de uma e a criação de outra, o Governador ofendeu a Constituição do Estado de São Paulo. De fato, pelo artigo 19, inciso VI, da Constituição, compete à Assembléia Legislação, com a sanção do Governador do Estado, dispor sobre a criação e extinção de Secretarias do Estado. Ou seja, esses atos exigem a aprovação de uma lei pela Assembléia Legislativa, não podendo ser praticados por decreto.

Outro ponto fundamental, relacionado com os decretos pelo atual Governador do Estado, é a ofensa à autonomia das Universidades Públicas, que tem apoio na Constituição da República e já constitui uma tradição no sistema público de educação superior no Brasil. Para que isso fique evidente, é oportuno lembrar o que dispõe a Constituição brasileira de 1988 sobre a autonomia das Universidades:

?Art. 207. As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.? Autonomia é expressão de origem grega, que indica o direito de agir independentemente, com suas próprias leis, tendo-se consagrado na linguagem política, jurídica e administrativa brasileira como sinônimo de auto-governo e auto-determinação. A autonomia das universidades foi uma conquista que atravessou várias etapas, incluindo a luta pela libertação de limitações à busca de conhecimentos e à afirmação de novas verdades científicas impostas por motivos religiosos. Em séculos mais recentes, a luta pela autonomia na busca e aquisição e transmissão de conhecimentos teve por meta a eliminação das limitações e dos condicionamentos impostos por motivos de conveniência política ou por intolerância e ignorância de governantes. Como parte da luta pela autonomia, colocou-se a exigência de apoio financeiro e de plena liberdade nas decisões sobre os objetivos e o modo de utilização dos recursos recebidos, para que prepondere sempre o interesse da humanidade, que deve ser o parâmetro superior da comunidade universitária.

Quanto ao sentido e à importância da autonomia, vem a propósito lembrar as observações feitas por dois notáveis juristas brasileiros que se detiveram no estudo do assunto e que com palavras claras e incisivas registraram suas conclusões. Um deles é Hely Lopes Meirelles, uma das mais importantes figuras do Direito Administrativo brasileiro, que, em estudo elaborado no ano de 1989, tendo em conta ameaças feitas à autonomia da Universidade Federal Fluminense, assim se expressou: ?Na atual conjuntura, em face do artigo 207 da Constituição da República, ?as universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão?. É a carta de alforria dessa instituições educacionais, que, ao longo do tempo, estiveram, muitas vezes, jungidas aos interesses eleitoreiros e imediatistas de quantos se arvoraram ?tutores? da universidade.?

Outro notável mestre do Direito Público brasileiro, Caio Tácito, que foi professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, em estudo publicado na Revista de Direito Administrativo, também no ano de 1989, discorreu, com clareza didática, sobre o significado e o alcance da autonomia universitária. Eis as palavras do mestre:

?A universidade deve nascer, viver e conviver sob o signo da autonomia, que é um conceito multilateral. Primordialmente, autonomia científico-pedagógica, porque é da essência da instituição universitária criar, pesquisar, ordenar e transmitir o conhecimento, como elemento fundamental para difundir a educação e fomentar a cultura. Essa missão básica da universidade pressupõe, no entanto, a disponibilidade de meios flexíveis e satisfatórios à plenitude da concreção de seus fins. Daí a necessidade de estender-se o princípio da autonomia aos meios de operação, consistentes na autonomia patrimonial, autonomia orçamentária e financeira, autonomia administrativa e autonomia disciplinar.?

A Constituição do Estado de São Paulo reproduz a garantia de autonomia das universidades, coerente com o disposto na Constituição da República, adicionando alguns pontos que é oportuno conhecer. Dispõe a Constituição paulista, no artigo 154, que ?a autonomia da universidade será exercida respeitando, nos termos do seu estatuto, a necessária democratização do ensino e a responsabilidade pública da instituição, observados os seguintes princípios: I. utilização dos recursos de forma a ampliar o atendimento da demanda social, tanto mediante cursos regulares quanto atividades de extensão; II. representação e participação de todos os segmentos da comunidade interna nos órgãos decisórios e na escolha dos dirigentes, na forma de seus estatutos.?

Um ponto muito evidente, é que pelo próprio conceito de autonomia, como foi consagrado no sistema Constitucional brasileiro, assim como pelas disposições expressas das Constituições da República e do Estado de São Paulo, cabe à Universidade, exclusivamente e sem qualquer interferência externa, definir suas prioridades e suas diretrizes. Isso implica, também, a competência exclusiva da universidade para definir suas atividades de estudo e pesquisa, sem nenhuma interferência, a qualquer título, de órgãos da administração pública estadual. Por esse ponto fica evidenciada a inconstitucionalidade do decreto estadual nº 51.461, de 1º de janeiro de 2007, que pretendeu dar à Secretaria de Ensino Superior uma série de atribuições que são exclusivas da universidade, porque inseridas no âmbito de sua autonomia. Com efeito, o artigo 2º do decreto diz que constitui o campo funcional da Secretaria de Ensino Superior ?a proposição de políticas e diretrizes para o ensino superior em todos os seus níveis?. Como já foi demonstrado, a própria criação da Secretaria de Ensino Superior configura uma inconstitucionalidade, que é agravada pela atribuição àquela Secretaria de funções exclusivas da universidade e que esta tem o direito de exercer com autonomia.

Muitos outros pontos, que significam agressões à autonomia universitária, poderão ser apontados nos infelizes decretos editados pelo Governador do Estado no ano de 2007. Uma referência final deve ser feita a agressões à autonomia financeira da Universidade. Como já foi amplamente demonstrado, a autonomia compreende, necessariamente, a autonomia financeira, que, por sua vez, compreende o direito de receber recursos financeiros do Estado e de lhes dar destinação, pelo modo e no momento que a Universidade, por seus órgãos internos próprios, julgar adequados. Constitui agressão à autonomia da Universidade a sonegação desses recursos que lhe são legalmente assegurados, sendo inadmissível que por conveniência política ou administrativa o governo do Estado retenha esses recursos, mediante o artifício que se convencionou chamar ?contingenciamento?, tentando ocultar a realidade da sonegação. A Universidade tem direito constitucional à autonomia e deve posicionar-se firmemente contra todos os artifícios tendentes a diminuição ou negação dessa autonomia.
Enviada por Almir Américo, às 10:24 04/06/2007, de Londres, Inglaterra


Chávez é parceiro, não um perigo, diz Lula à BBC
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é um parceiro do Brasil e não representa um perigo à América Latina. Esta é a avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o impacto do governo de Chávez na região, feita em entrevista exclusiva ao programa de TV Hard Talk, da BBC.

"Chávez tem sido um parceiro do Brasil, nós temos grandes negócios na Venezuela, estamos fazendo refinarias conjuntas", afirmou Lula. "Eu não acredito que Chávez represente um perigo para a América Latina."

Durante a entrevista de meia-hora concedida em Londres e transmitida nesta segunda-feira pelo canal internacional BBC World, exibido no Brasil, Lula disse que o Brasil não entrará nas disputas políticas entre o governo venezuelano e os Estados Unidos.

"Chávez tem suas razões para brigar com os Estados Unidos. E os Estados Unidos têm suas razões para brigar com a Venezuela. O Brasil não tem nenhuma razão para brigar com os Estados Unidos ou a Venezuela."

Sobre a crise envolvendo o fechamento dos sinais de transmissão da rede de TV RCTV, Lula afirmou que se trata de um assunto interno da Venezuela.

"Nós temos que aprender a respeitar a lógica legal de cada país. Eu não dou palpite nas políticas internas de nenhum país", afirmou Lula.

Lula negou que a decisão da Bolívia de nacionalizar sua indústria de exploração de gás e petróleo tenha sido tomada por influência de Hugo Chávez.

"Evo Morales não era nem presidente quando o povo boliviano, num plebiscito, decidiu nacionalizar o gás. É uma decisão soberana da Bolívia, que o Brasil respeita." Ato de soberania popular, aliás, que a própria esquerda latinoamericana esquece...

O presidente brasileiro afirmou que o Brasil tem o dever de ajudar seus vizinhos mais pobres. "O Brasil, como a maior economia do continente, tem que ter a responsabilidade de ajudar os países mais pobres da América do Sul a se desenvolver."

Questionado se hoje na América do Sul havia dois modelos políticos e econômicos disputando espaço e áreas de influência, um modelo Chávez e outro modelo Lula, o presidente afirmou que o importante era que as nações sul-americanas conseguissem crescimento econômico.

"O sonho da América Latina é que todos os países cresçam economicamente, façam distribuição de renda e melhorem a vida do povo. É assim que pensa o presidente Kirchner, é assim que pensa o presidente Chávez, é assim que pensa o presidente Lula."

Lula rebateu sugestões de que o modelo econômico de seu governo não esteja conseguindo atacar as desigualdades sociais do Brasil.

"O Brasil vive seu melhor momento econômico dos últimos cem anos. A maior política de distribuição de renda para os pobres e a melhor política social do mundo, nós estamos fazendo."

Países ricos terão que pagar pelo aquecimento global

Na entrevista Lula falou ainda sobre Etanol e Amazônia. Disse que o solo da Amazônia não é apropriado para o cultivo da cana e que o Brasil ainda tinha um vasto território a ser aproveitado nessa cultura sem afetar a floresta.

"O nosso problema não é terra e muito menos invadir a Amazônia, porque a Amazônia não é área que serve para produzir cana", afirmou Lula, para quem os países em desenvolvimento não podem ser acusados de responsabilidade pelos danos globais ao meio ambiente.

"Não tentem jogar a culpa em cima dos países pobres pela poluição do planeta", afirmou.

Segundo Lula, os países desenvolvidos precisam pagar para que seja possível adotar nas nações mais pobres um modelo de desenvolvimento que não ameace o meio ambiente.

"Na Amazônia moram 22 milhões de habitantes, e eles querem ter acesso a TV, geladeira, a um emprego."
Enviada por Almir Américo, às 09:58 04/06/2007, de Londres, Inglaterra


Brasil e Venezuela resolvem impasse criado pela mídia burguesa
Celso Amorim, Ministro da Relações Exteriores do Brasil, afirmou nesta segunda-feira em Nova Déli, na Índia, que o chanceler venezuelano, Nicolas Maduro, e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, conversaram com o embaixador do Brasil em seu país, João Carlos Souza Gomes.

Segundo o ministro brasileiro, os dois disseram que prezam muito o presidente Lula e se justificaram. Em seu telefonema, Chávez tinha um tom razoavelmente conciliatório, de acordo com Amorim.

Pressão da Mídia Burguesa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Celso Amorim estavam sob intensa pressão da mídia burguesa para falar sobre a crise entre o Congresso brasileiro e o governo da Venezuela.

A preocupação do Governo Brasileiro era desfazer o malentendido e apagar o fogo alimentado pela lenha jogada pelo Senado e grande imprensa nacionais. Afinal, renovação de concessões de canais de TV é assunto interno de cada país e definido em suas respectivas constituições nacionais.

"O nosso incômodo foi sobretudo com a maneira como foi dito, mas espero que tenha sido uma nuvem passageira", disse Amorim deixando bem claro qual era o verdadeiro objetivo do governo brasileiro.

Questionado se esperava manifestação mais clara da Venezuela, Amorim disse: "Vamos ver se hoje ou amanhã haverá algo mais claro. Vamos levar isso sem excesso de dramaticidade."

Afinal, a relação entre dois países soberanos não deve e não pode ser tratada como um roteiro dos melodramas televisivos de uma RCTV, Globo ou Televisa, nem, tão pouco, deve acontecer através dos meios de comunicação burgueses.

Ao usar os canais diplomáticos estabelecidos e a boa relação entre os presidentes dos dois países, Brasil e Venezuela dão um show de Civilidade, Diplomacia e Democracia de dar inveja a muita gente mundo afora. Um verdadeiro exemplo para o mundo.

Quem insistir neste debate estará claramente buscando criar um clima de confronto entre poderes estabelecidos democraticamente nos dois países. Ou seja, quem continuar com esta história estará dando razão a Chávez e portando-se como "papagaio" dos interesses norte-americanos em nosso continente.
Enviada por Sergio Bertoni, às 09:41 04/06/2007, de Curitiba, PR


Concessão da RCTV é assunto interno da Venezuela
Os grandes meios de comunicação de massa procuram o tempo todo criar um conflito diplomático entre Brasil e Venezuela por causa da não renovação da concessão da rede de TV venezuelana RCTV.

"O que o Brasil tem a ver com essa concessão? É um problema da legislação venezuelana. Da mesma forma que eu não quero que eles [os venezuelanos] dêem palpite nas coisas que eu fizer aqui", afirmou o presidente Lula.

O jornalista e editor da revista Carta Capital, Mino Carta em seu blog mostra bem como a mídia nacional conta suas mentiras e se esquece da verdade. Confira:

A mídia nativa elegeu Hugo Chávez como o perigo público número 1, secundado por Evo Morales.

Hoje leio na Folha de S.Paulo farto material assinado por Fabiano Maissonave sobre o fim da concessão da RCTV, maior emissora de televisão da Venezuela, determinado pelo presidente Chávez. Informa o jornal que com o encerramento das atividades da RCTV, não haverá mais crítica pela tevê ao governo de Caracas.

Permito-me observar que a palavra crítica soa como muito tolerante em relação à emissora e distante da verdade factual.

Dentro da RCTV foi tramado o golpe de Estado que em 2002 manteve afastado Chávez do poder por dois dias, e por pouco não o assassinou. Ali mesmo, nos estúdios da emissora, os representantes da oligarquia reuniram-se para urdir o plano de típico sabor latino-americano, a contar com o apuro da mídia em geral e quatro estrelas de quepes imensos. Concessões de canais são da competência do Estado, conforme a Constituição venezuelana.

Quanto à liberdade de expressão e ao exercício da crítica, há notável diferença entre a defesa destes direitos democráticos e o inextinguível propósito de conspirar contra o Estado de Direito.

Aliás, observo certo parentesco entre a mídia de lá e de cá.

Mesmo assim, o Senado brasileiro jogou lenha na fogueira ao interfir em um assunto interno do país vizinho e acabou provocando a ira do mandatário venezuelano.

É mais importante para a Democracia em nosso país e no continente que os parlamentares brasileiros se preocupem mais em apurar as denúncias de corrupção que os envolve, que ficar metendo o bedelho onde não foram chamados.

Por sua vez, Chavez deveria ter usado os meios diplomáticos e a boa relação que tem com o presidente Lula para esclarecer o ocorrido.

Certamente, a grande imprensa não é o melhor meio para se debater determinados assuntos entre dois Estados Soberanos.
Enviada por Sergio Bertoni, às 15:29 01/06/2007, de Curitiba, PR


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