TIE-Brasil
22/10/2014
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Notícias(Maio/2011)

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Explosão em planta de fabricante de iPads agrava crise de imagem da Foxconn
Olha aí o que acontece na Foxconn, suadouro chinês, tercerizado pela apple, que produz Ipads que a burguesia nacional tanto adora!

Por Fernanda Morena, de Pequim para a BBC Brasil

Foxconn vem sendo alvo de protestos em Hong Kong

A maior fabricante terceirizada de eletrônicos do mundo, a taiwanesa Foxconn, enfrenta o agravamento de sua crise de imagem após a explosão que matou três funcionários e feriu outros 15 em sua fábrica em Chengdu, no sul da China, na última sexta-feira.

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Enviada por Paraná Blogs, às 22:36 28/05/2011, de Curitiba, PR


Código Florestal: Veta, Dilma!
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Veta Dilma! Não perca a chance.

Já deveria tê-lo feito desautorizando a base aliada de votar a favor do #codigoflorestal. Afinal, um projeto que esperou 12 anos para ser votado poderia esperar mais.

Veta Dilma! Veta Já! Não fique em cima do muro! Não titubeie!

Não são só os ambientalistas que pedem isso. A Humanidade precisa disso. Está em tuas mãos o futuro de nossas matas, de nosso país!

Não fique com o passado. Fique com o futuro do Brasil. Vete o Código Florestal e o Mundo te agradecerá!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 22:18 28/05/2011, de Curitiba, PR


Greve na VW entra no 20º dia e negociações estão travadas
Greve dos metalúrgicos na VW de São José dos Pinhais, PR, entrou no seu vigésimo dia sem a menor perspectiva de uma solução negociada a curto prazo

De um lado, a radicalizada direção da VW insiste em sua proposta de Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) no valor de R$ 4.600 para a 1ª parcela, com discussão do valor da 2ª parcela só no segundo semestre.

De outro lado, os Trabalhadores do chão de fábrica e do departamento administrativo reivindicam o valor da PLR seja de, no mínimo, R$ 6 mil para a 1ª parcela, totalizando R$ 12 mil.

Os metalúrgicos propuseram que o MPT - Ministério Público do trabalho - fizesse a arbitragem do conflito, mas a transnacional alemã se recusa a aceitar, mostrando que a questão é mais política, de demonstração de força que propriamente um problema de ordem técnico-financeira.

Fontes ligadas à empresa informam que a VW está cansada de negociar com a "faca no pescoço", o que reforça o caráter político da radicalização da VW e o rompimento com sua tradição negociadora de empresa social-democrata.

Segundo diretores do Sindicato do Metalúrgicos da Grande Curitiba, a entidade de Classe sempre esteve aberta ao diálogo e considera normal que os Trabalhadores estejam Organizados no Local de Trabalho, conheçam seus direitos e o processo produtivo e saibam o que é melhor para eles.

Fundo de Greve para manter a luta

Desde 25/05 os metalúrgicos da Volkswagen passaram a contar com um Fundo de Greve, implantado pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC). Trata-se de um sistema de auxílio que visa compensar o corte no salário dos 3,1 mil trabalhadores da empresa, que estão em greve desde 5 de maio, há 19 dias. O sistema é opcional, sendo a adesão facultativa para cada metalúrgico.

Cada trabalhador pode receber até R$ 1.000 em créditos no Cartão Fidelidade SMC (serviço de fidelização por meio de convênios prestado pelo SMC a todos os trabalhadores sindicalizados). Este teto é válido para quem tem 12 meses ou mais de emprego na montadora – quem está empregado há 11 meses ou menos pode receber créditos até o limite proporcional a esse valor. Os créditos podem ser utilizados em toda a rede conveniada ao Sindicato, que engloba supermercados, postos de gasolina, farmácias, entre outros tipos de estabelecimentos. O serviço é destinado a trabalhadores sindicalizados. Quem ainda não é filiado pode fazer sua sindicalização na hora.

Leia mais em:

Trabalhadores da Volks deflagram greve por tempo indeterminado

Metalúrgicos entregam Dossiê Volks para governador, secretário e deputados

Na assembleia realizada na tarde desta quarta (25) os Trabalhadores decidiram manter a greve por tempo indeterminado.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 14:28 25/05/2011, de Curitiba, PR


Chamado a todos os movimentos!
Nós, participantes do seminário internacional realizado em Paris, a 23 e 24 de maio de 2011, no desejo de transmitir nossa solidariedade a vocês que estão participando do movimento Tomalaplaza em Espanha e a todas as pessoas em diferentes países que estão construindo as mudanças globais.

Sua luta é nossa luta!

Nós também queremos uma mudança de regime: uma mudança do regime global. Nós podemos construir uma democracia global: uma governança global do povo, pelo povo, para o povo.

O G8, o G20, o FMI, o Banco Mundial, Conselho de Segurança da ONU, a OMC são hoje os ditadores de fato. Estas instituições não devem ser autorizados a governar a vida das pessoas sem o seu consentimento. É importante que as pessoas compreendam que são elas quem têm o poder, não só de influenciar os planos de vida dos cidadãos, mas influenciar de fato os governos do mundo.

As decisões que antes eram tomadas pelos Estados estão agora nas mãos das organizações internacionais e empresas, restringindo severamente a liberdade dos cidadãos para governar suas próprias vidas.

Mulheres e homens estão pagando pela crise, mas agora basta! Os movimentos estão crescendo em todo o mundo e impondo sua voz.

Os governos não podem continuar com essas políticas.

Queremos

1. Todo poder ao povo, tendo todo o direito de ser cidadão, decidir, propor e recusar decisões que afetam suas vidas.

2. Que cada pessoa tenha livre acesso a recursos adequados para a satisfação sustentável e equitativa das necessidades básicas.

3. Defender os bens comuns como a água, o ar e o funcionamento de nosso planeta com energia alternativa.

4. Para defender um mundo sem guerra, as ocupações ilegais, o patriarcado, a discriminação todos os gêneros e violência reduzir as despesas militares em favor do uso de recursos para uma vida melhor para todos.

Os fóruns sociais são espaços abertos e nós convidamos todas as pessoas envolvidas neles a participar neste movimento.

Este é um chamado de união de nossas lutas, de construção de redes fortes, de criação de movimentos que tenham força para viver tanto a nível local quanto global.

Pedimos o apoio e a partir de assembléias abertas e públicas, fóruns nas praças centrais, onde for possível, construir alternativas reais.

Rete Bella Ciao In Movimento, NOVA, FMAS, South asian dialogue on ecological democracy, Solidarity Center for Democracies in South Asia, Egality, Global Social Justice, Transform Europe, Globalise resistance, ATD Quart mond, Attac Germany, Action AID, FNDP, PNGO Hwc- OPCAI, No Vox, PANOS.DO, CUT BRASIL, RUALC/ASC, REBRIP/ASC, Ibase, ENDA, ABONG, Austrian Social Forum, Jubito sun, Attac, Vamos, IPAM, COBAS, Fiom-CGIL Italy, Mémoire des luttes, Greek Social Forum, World March of Women (Greek Network)
Enviada por Marti Olivella, às 11:02 25/05/2011, de Paris, França


Coletivo cutista movimenta jovens no PR
A CUT Paraná organiza a reunião do coletivo da juventude e nos dias 27 e 28 de maio. A proposta é colocar o jovem no centro da discussão sobre a corrupção, miséria, opressão e tantas outras injustiças que afetam a sociedade.

O encontro será realizado em duas etapas. Na sexta-feira (27), ocorrerá no Espaço Cultural dos Bancários de Curitiba, das 14 até 19 horas. No sábado (28), a reunião acontece no Hotel Granville, das 9 às 19 horas.

Para saber mais:
www.cutpr.org.br
juventude@cutpr.org.br

Hotel Granville
Rua Clotário Portugal, nº 35, Centro – Curitiba

Espaço Cultural dos Bancários
Rua Piquiri, nº 380, Rebouças – Curitiba
Enviada por Sismuc, às 19:05 24/05/2011, de Curitiba, PR


Prefeitura deixa Instituto de Previdência dos Municipais de Curitiba no vermelho
Matéria publicada no jornal Gazeta do Povo em 17/05/2011 deixou os servidores da prefeitura de Curitiba preocupados

Segundo a notícia, a administração municipal teria divulgado um balanço financeiro do Instituto de Previdência do Município de Curitiba (IPMC), no qual haveria um rombo de R$ 115 milhões. Os cálculos estariam em um estudo atuarial encomendado pela própria prefeitura e enviado à Câmara Municipal na última sexta-feira, junto com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, a situação seria resolvida por meio de repasses financeiros que estão sendo feitos pelo município ao Instituto. E o aumento da alíquota paga pelos servidores, hoje em 11%, não seria cogitada.

No entanto, a diretoria do Sismuc está em estado de alerta. A secretária de assuntos jurídicos do sindicato Irene Rodrigues aponta um sério problema de gestão no IPMC. A falta de paridade nos conselhos e na gestão estão entre os principais problemas.

“Os servidores, que são os mais interessados, são minoria nos conselhos e a diretoria executiva é toda indicada pelo prefeito. A situação delicada do IPMC, portanto, é responsabilidade das gestões que estiveram à frente da prefeitura”, aponta ela.

Outro problema é a falta de transparência na contas do IPMC. Mesmo sendo membro do conselho de administração do instituto ela diz jamais ter sido informada sobre o rombo financeiro.
Enviada por Sismuc, às 19:01 24/05/2011, de Curitiba, PR


Nilcilene: uma mulher “encomendada”
Nilcilene Miguel de Lima, agricultora familiar, assentada pelo INCRA e presidente da ADP - Associação “Deus Proverá” de agricultores familiares do sul de Lábrea, Amazonas, está jurada de morte, encomendada pelos madereiros que atuam na devastação da região.

Os conflitos na região de Lábrea, na divisa dos estados do Acre, Rondônia e Amazonas, existem há décadas e a cada ano que passa parecem ficar cada vez mais insolúveis. Terras, madeiras, águas, riquezas naturais, biodiversidade, são objetos de cobiça que geram todo tipo de crime e destruição.

Nilcilene está assentada na região há 7 anos, onde conseguiu desenvolver suas atividades de cultivo familiar ligadas à conservação do meio ambiente, da floresta e ao ativismo social e laboral.

Nestes anos ela e seus familiares conseguiram cultivar uma lavoura com 6000 pés de café, 6000 bananeiras, 3000 abacaxizeiros, 5000 pés de pupunha e iniciar a reprodução de espécies nativas cultivando 900 mudas de Jatobá, 300 de seringueria e 50 de castanheiras, todas destinadas ao reflorestamento da área. Em agosto de 2010, toda esta riqueza produtiva, assim como sua a casa e a de um vizinho próximo foram destruídas pelas chamas ateadas por jagunços contratados pelos madereiros que atuam na região, no que podemos caracterizar como um verdadeiro atentado terrorista capitalista, de direita.

Nilcilene começou sofrer ameaças depois que uma denúncia anônima levou o Ibama a investigar, encontrar e apreender 3 motosserras e vários mognos derrubados e prontos para serem despachados em uma das grandes propriedades próximas à de Nilcilene. O sossego dela, seus parentes e vizinhos terminou aí. Os madereiros enfurecidos com as apreensões de “suas” propriedades acusaram a líder sindical, social e comunitária de ter formulado a denúncia ao Ibama e decidiram intimida-la para que “confessasse” a autoria. Não sendo autora da denúncia, Nilcilene jamais poderia assumir algo que não fez ou que tampouco sabia quem o havia feito. Foi espancada de tal forma que um de seus companheiros na luta em defesa da floresta chegou a dizer: “ela apanhou tanto que dava para ver as manchas rochas em sua pele cor de jambo”.

A associação de agricultores familiares liderada por Nilcilene entrou com vários processos na justiça estadual, mas até agora pouca coisa foi feita, levando os agricultores a sensação de que o Estado do Amazonas é completamente ausente e omisso.

Depois de recorrer à Comissão Pastoral da Terra e a órgãos federais Nilcilene, acompanhada do assistente-técnico da Ouvidoria Agrária Nacional, João Batista Caetano, foi ouvida pelo delegado de Polícia Civil de Lábrea, designado especialmente para o caso pela Delegacia-Geral de Polícia Civil de Manaus, quando finalmente pode relatar as agressões e ameaças de morte que vem sofrendo pelo simples fato de ser a coordenadora de movimento social rural na região sul do Estado do Amazonas.

O mencionado delegado assumiu compromisso de pedir a prisão preventiva dos responsáveis pelas ameaças e agressões físicas. Porém, até o momento, não houve prisão alguma, indiciamento algum. Nem o delegado, nem o promotor público da Comarca de Lábrea, que compunham à epoca o grupo de acompanhamento desses conflitos na região, foram até à localidade, justificando o sentimento dos agricultores familiares em relação à morosidade, impunidade, passividade das autoridades e a ausência total do Estado, possibilitando que a lei seja feita por quem detém o capital.

Os criminosos não se intimidam e no dia 10 de maio p.p. quando suas cunhada e sobrinha deixavam a casa de Nilcilene, após ali pernoitarem, um pistoleiro fortemente armado e bem equipado as abordou para comunicar que iria matar Nilcilene e que as mataria também caso contassem algo para a líder da ADP. O pistoleiro chegou a dar detalhes de como seria o assassinato. “Ela não vai morrer rápido! Vou torturá-la, quebrar suas pernas, braços e depois esquartejá-la”, teria dito ele.

Cunhada e sobrinha ficaram aterrorizadas, mas a sobrinha resolveu contar tudo à tia. Ao saber do ocorrido o marido de Nilcilene saiu em busca do apoio dos vizinhos e todo um esquema de segurança e fuga foi armado. As pessoas que possuem veículos na região não podiam saber que Nilcilene precisava sair dali por estar jurada de morte. Então, optaram por “engravidar” a “cunhada” e levar Nilcilene disfarçada para fora da região.

Chegando à sede do município de Califórnia (RO), Nilcilene não pôde registrar a ocorrência, sendo encaminhada ao municipio de Extrema, em Rondônia. Ali ao tentar registrar a queixa, a polícia local lhe informou não ser possível abrir um BO, pois as ameaças estariam ocorrendo em outro estado da federação, já que Lábrea encontra-se no estado do Amazonas. Depois de muita insistência, finalmente Nilcilene conseguiu registrar um BO, mas as autoridades locais não registraram no mesmo se tratar de ameaças e agressões por parte dos madereiros, nem fizeram menção alguma ao conflito rural, laboral e ambiental.

Desde então, Nilcilene está escondida sob a proteção de organizações humanitárias, pois se voltar para sua casa na região do sul de Lábrea corre perigo. E o que mais Nilselene quer neste momento é poder voltar para seu cantinho de terra e continuar seu trabalho de agricultora e líder social. Não pode! Há 2 pistoleiros a sua espera. Eles se revesam na “guarda” da propriedade de Nilcilene. Um deles é conhecido matador de aluguel que há três meses, vestido de policial, matou um camponês na Bolíva. Para receber o contratado o matador trouxe ao Brasil a orelha de sua vítima boliviana.

No meio de nossa conversa a pergunta que a agricultora familiar e líder social mais se fazia era se existe justiça em nosso país. Indo mais longe, se perguntava se realmente existe Ministério do Meio-Ambiente já que os ricos estão a destruir a Amazônia e ninguém faz nada. Ela questiona ainda a aplicação da Lei Maria da Penha, pois quando foi brutalmente espancada, nenhum dos órgãos oficiais a quem recorreu, realmente buscou solucionar o caso.

Ela quer ainda que as autoridades competentes lembrem-se que os agricultores familiares do Amazonas são cidadãos iguais aos outros, eleitores e pagadores de impostos como qualquer outro brasileiro, mas que são lembrados apenas na época das eleições.

“A justiça é rápida para defender os grandes, mas nada faz para proteger os pequenos e tirar os bandidos da área para que eu possa voltar ao meu lar e produzir dignamente como sempre fiz”, desabafa Nilcilene.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:18 24/05/2011, de Manaus, AM


Volta a velha ideia da idade mínima para aposentadoria
Volta a velha ideia da idade mínima para aposentadoria. Alô governo, com o fator 85/95, isso não será preciso

Por Artur Henrique, Presidente da CUT

Em alguns jornais desta sexta, e no “Agora SP” com bastante destaque, corre a informação de que o governo Dilma teria intenção de instituir idade mínima para aposentadoria, que só valeria para quem começasse a trabalhar depois que essa mudança fosse aprovada.

Pela milésima vez, volto a repetir: idade mínima é uma injustiça imensa num país onde a maioria começa a trabalhar cedo.

E digo que se o fator 85/95 for de fato aprovado - como pretende o governo para quem já está no mercado de trabalho, segundo o mesmo “Agora SP” – a instituição de uma idade mínima não seria necessária nem mesmo usando como justificativa a sustentabilidade das contas da Previdência no futuro.

O projeto do fator 85/95, que a CUT ajudou a elaborar, dá conta da necessidade de manter a saúde das contas previdenciárias. Insisto que o ministro Garibaldi leia o projeto com especial atenção nesse ponto, e abandone a velha ideia de idade mínima.

No próximo dia 2, em reunião que as centrais sindicais terão com o ministro Gilberto Carvalho, vou novamente tentar demovê-los dessa obsessão.

Leia mais sobre nossas propostas para a Previdência e entenda o fator 85/95 clicando em mudancas-nas-aposentadorias.
Enviada por Cido Araújo, às 10:03 24/05/2011, de São Paulo, SP


Manifestações pacíficas são brutalmente reprimida pelo estado marroquino
Comunicado dos ativistas políticos, sindicais, defensores dos direitos humanos e de associações em protesto à repressão selvagem de marchas pacíficas ocorridas no domingo 22 de maio de 2011

As passeatas pacíficas de domingo 22 de maio de 2011 convocadas pelo Movimento de 20 de fevereiro foram brutalmente reprimidas em dezenas de cidades e aldeias de todo o Marrocos deixando centenas de feridos e presos. Esta repressão constitui uma escalada do estilo repressivo do governo marroquino contra o direito de manifestação pacífica.

Ao denunciar o estilo feroz desta repressão sistemática, injustificada e contrária às normas democráticas e aos compromissos do Estado, chamamos vossa atenção para as tentativas de coação para neutralizar a inabalável vontade e lealdade dos cidadãos e jovens em expressar de maneira civilizada suas reivindicações, por um lado, e, por outro, advertir sobre as possíveis consequências que daí possam resultar.

Estamos convencidos de que as reivindicações por Democracia e sua aprovação pelo povo marroquino são maiores e mais profundas e não serão interrompidos pelo estilo repressivo dos "executores" da lei. Não deixaremos nunca de respeitar e apoiar incondicionalmente os atos militantes do Movimento de 20 de fevereiro em defesa de uma verdadeira Democracia, que derrube os fundamentos da depravação do despotismo e da corrupção existentes atualmente.

Exigimos a Libertação imediata de todos os detidos e o julgamento dos responsáveis ​​por essa repressão sistemática. Além disso, chamamos todas forças do país a assumir a sua responsabilidade de defender os direitos humanos e o direito ao protesto pacífico.

Tradução Livre de TIE-Brasil
Enviada por Boubker, às 08:59 24/05/2011, de Tanger, Marrocos


Ministro condenado no RN quer mexer na tua aposentadoria
Segunda a edição 647 de CartaCapital, "Garibaldi Alves, ministro da Previdência, e seu primo, deputado Henrique Alves, foram condenados por crime de improbidade administrativa e tiveram decretada a suspensão dos direitos políticos por um período de três anos. A sentença é da juíza Ana Cláudia Luz, publicada no Diário Oficial da Justiça (RN) na sexta-feira 13. Essa dinâmica dupla potiguar foi condenada também a pagar multa equivalente a três vezes a remuneração que recebiam em 2001, quando Garibaldi era governador do estado e Henrique, secretário de Projetos Especiais. Como podem recorrer da decisão, talvez tudo não passe de um pequeno susto para eles."

Pois este mesmo ministro propôs na última quarta-feira, 18.05, mudanças nas regras da previdência.

Para quem entrar agora no mercado de trabalho o limite mínimo para se aposentar seria 65 anos de idade.

Para quem já está no sistema passaria a valer o esquema 85/95, ou seja, quando o trabalhador pode se aposentar quando a soma da idade com o tempo de contribuição previdênciária atingir 85 anos para mulheres e 95 anos para os homens.

Essa é a sacanagem para acabar com chamado fator previdenciário. Ou seja, querem tirar o que é ruim e substituí-lo pelo pior!

É preciso ficar ligado, pois as coisas nesse primeiro ano de governo dilma vão de mal a pior para a classe trabalhadora, mas uma beleza para os ruralistas e banqueiros.

Será que votamos nela e elegemos ele????
Enviada por Sérgio Bertoni, às 19:17 22/05/2011, de Curitiba, PR


#SpanishRevolution: a falência dos partidos políticos tradicionais
Enviada por Cido Araújo, às 16:41 21/05/2011, de São Paulo, SP


Sofativistas 1 a 0
Inventamos o churrasco de protesto e nele tem linguiça e também tem picanha. Ou querer justiça social é exclusividade dos excluídos?

Por Cynara Menezes, CartaCapital

A revolução não será tuitada. Desde que alguém escreveu a frase na New Yorker, órgão favorito da elite culta mundial, com grande repercussão na mídia em geral – que tomou gostosamente a sentença como verdade absoluta –, houve o Egito e houve um churrasco. No primeiro, derrubou-se um ditador. O segundo não derrubou ninguém, mas pode ter ajudado a erguer uma estação de metrô. Revoluções eu não sei, mas ficou provado que convocações online viram realidade, sim. Qual o alcance, nenhum oráculo pode predizer.

Minimizar o alcance das redes sociais é típico do pensamento conservador. Deviam dizer o mesmo dos panfletos nas portas das fábricas e universidades quando surgiram. Hoje, as “tuitadas” e os posts no facebook são como os panfletos de outrora, entregues em tempo real e com um alcance infinitamente maior. Assim como tem gente que não irá a uma festa convocada nas redes sociais, tem gente que não irá a uma mobilização. O erro de avaliação foi achar que ninguém estava disposto a sair do sofá.

Em pouco tempo, o twitter e o facebook viraram, mais que páginas de relacionamento, clubes em que cada usuário define o seu próprio “não entra”. A pessoa não só tem um leque de amigos como está conectada a uma rede de indivíduos com quem pensam semelhante. É como pertencer a um “partido”, mas sem pagar dízimo e sem obrigatoriamente possuir um líder. Pensar semelhante não quer dizer pensar igual, portanto está subentendido que, embora não concorde todo o tempo com todos do grupo, existe ali uma identificação coletiva.

Na semana que passou, um grupo de internautas que acha absurdo certo tipo de pensamento se uniu para protestar contra ele. Estas pessoas consideraram um acinte moradores de Higienópolis, em São Paulo, fazerem lobby contra uma estação de metrô no bairro porque iria trazer “gente diferenciada”, do tipo “pobre”. O zunzunzum online se transformou no primeiro “churrasco de protesto” de que se tem notícia. Um sucesso que desceu do “morro” das redes sociais para o asfalto.

Dado o sucesso da coisa, alguns passaram a ridicularizar os “socialistinhas” que portavam câmeras fotográficas sofisticadas no churrasco, os “diferenciados” que levavam a tiracolo cães de raça, os “burguesotes extremistas”. Como se os tolerantes que foram protestar contra a exclusão precisassem ser eles mesmos excluídos para ter razão. Como se consciência fosse exclusividade dos mais sofridos. Como se não houvesse gente que não consegue olhar uma criança pedindo esmola através do vidro do carro, ainda que de luxo, sem se indignar.

Apesar de agnóstica, admiro o Cristo. Sim, Jesus. Mas nunca me conformei com aquela coisa de “é mais fácil um camelo passar por um buraco de agulha do que um rico ganhar o reino dos céus”. Parece-me maniqueísta. Sentir necessidade de mais justiça social não tem nada a ver com a classe à qual se pertence. É um modo de olhar o mundo. Quem não se incomoda com o “tantos com pouco e poucos com muito” pode até não ser milionário, mas é com certeza egoísta. Não aceitar que pobres tenham acesso ao metrô em um bairro burguês independe de o sujeito ter um fusca, um carro zero ou andar a pé.

Tenho falado muito sobre “ser de esquerda” no twitter. A bandeira das esquerdas historicamente sempre foi a igualdade, e deve continuar sendo. A liberdade, infelizmente, foi vilipendiada pelos regimes ditos “esquerdistas” em muitos países, quando deveria ter sido inalienável. Um erro. Se quisermos que a esquerda se reinvente nas próximas décadas, é preciso abraçar também a tolerância como um de seus valores máximos. O partido a favor da tolerância está em plena expansão e o churrasco de protesto acaba de nascer como uma forma genuinamente brasileira de manifestação. Tem linguiça, mas também tem picanha, por que não? Tolerância: é todo mundo bem-vindo. Desde que colabore na cerveja.
Enviada por Nelba Nycz, às 16:15 17/05/2011, de Curitiba, PR


Sábado tem churrasco contra uma Higienópolis excludente
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Em protesto contra a reação negativa de moradores de Higienópolis, um dos bairros mais nobres de São Paulo

Por Raquel Rolnik, no Brasil de Fato

Em protesto contra a reação negativa de moradores de Higienópolis, um dos bairros mais nobres de São Paulo, à construção de uma estação de metrô na Avenida Angélica, internautas marcaram ontem, através do facebook, um churrascão em frente ao Shopping Higienópolis, sábado, às 14h. Mais de 47 mil pessoas já haviam aderido ao protesto até a tarde de hoje.

A iniciativa, além de bem humorada – a ideia do churrasco é uma resposta à declaração de uma moradora que afirmou que uma estação de metrô atrairia “gente diferenciada” ao bairro – mostra que muitos paulistanos rejeitam a ideia de uma cidade excludente, de bairros exclusivos onde supostamente viveriam somente um grupo social.

O limite do imaginário dessa cidade excludente seria o condomínio fechado, isolado, murado, com torres de vigilância, “defendido” das contradições da cidade real. No outro extremo, a cidade heterogênea, multiclassista, multiétnica e multifuncional.

A direção do Metrô afirmou hoje, em nota oficial, que a decisão de mudar a localização da estação se deu por razões técnicas (excessiva proximidade entre a estação Angélica e a estação Higienópolis/Mackenzie) e não para atender a solicitação de moradores insatisfeitos. O Ministério Público de São Paulo diz que vai apurar junto ao governo do Estado quais, de fato, foram as razões.

O fato é que Higienópolis já nasceu, no final do século XIX, de um projeto de loteamento residencial classe A, com grandes lotes e amplas avenidas arborizadas, destinado às elites paulistanas. Esse projeto contou, inclusive, com uma regulação urbanística para garantir essa exclusividade, assim como com investimentos urbanísticos diferenciados. A verticalização do bairro, que se intensificou muito a partir dos anos 1970, mudou esse perfil, mas não desconstruiu, simbolicamente, esse projeto.

A resistência que o bairro tem hoje para receber uma estação de metrô está justamente relacionada com a sua possível popularização e, consequentemente, desvalorização imobiliária, postura rejeitada por muitos, inclusive moradores do próprio bairro, como bem demonstra as manifestações dos internautas.

Mas a questão fundamental nisso tudo é a forma como se dá todo o processo de decisão sobre as novas linhas e estações: estas vão sendo anunciadas e desanunciadas sem nenhum planejamento estável – aliado a uma estratégia urbanística pactuada coletivamente na cidade – e, portanto, ao sabor das pressões dos interesses que conseguem ter acesso à mesa de decisão.
Enviada por Paraná Blogs, às 01:12 13/05/2011, de via Twitter


Lada Granta, o primeiro Renault "100%" russo, faz Putin pagar mico
Lada Granta é o primeiro automóvel lançado pela automobilística "russa" desde que a Renault comprou 50% das ações da AvtoVAZ, verdadeiro nome da empresa dona da marca Lada

O veículo guarda semelhanças com a família "romeno-brasileira" Logan/Sandero com alguns detalhes que lembram o "turco-argentino" Renault Symbol. Mede 4,26 metros de comprimento, 1,70 m de largura e 1,50 m de altura. Tem três opções de motorização, as mesmas que equipam o Logan: o 1.6 8V de 80 ou 90 cv e o 1.6 16V de 98 cv. O câmbio é sempre manual de cinco velocidades. Com o Granta a AvtoVAZ visa o mesmo mercado que os já citados modelos vendidos pela Renault e pela Dacia em outros países pobres do planeta.

O primeiro ministro russo, Vladimir Putin, num ato de pseudo patriotismo (patriotada) foi testar o lançamento da Lada. E não é que o bichinho não quis pegar?

Como você poderá ver no vídeo abaixo, o "dono" da Rússia precisou dar partida várias vezes até que o Granta resolvesse acordar de seu sono profundo.

Já rolam piadas diversas sobre o "causo", mas a maioria diz que o estranho seria se um Lada pegasse na primeira tentativa.

A Renault parece ter esquecido que foi na Rússia que Napoleão perdeu a Guerra em 1812 e se meteu, literalmente, numa fria!

O título do vídeo em russo é:
"Lada do Primeiro Ministro só pega na 5a. tentativa"

Granta e Giguli, neto e avô com sobrenomes diferentes: Renault e FIAT, respectivamente

Essa frente ficaria bem no Sandero

Quem andou de Sandero ou Logan já viu algo parecido

Essa traseira lembra o primo turco-argentino Renault Symbol

Será este o perfil do novo Logan?
Enviada por Sergio Bertoni, às 21:41 12/05/2011, de Curitiba, PR


Desoneração da folha de pagamento precisa incluir contrapartidas das empresas, defendem centrais
Entre essas medidas, estaria a negociação sobre redução da jornada de trabalho

Por Leticia Cruz, da Rede Brasil Atual

São Paulo – As centrais sindicais defendem a adoção de contrapartidas por parte das empresas diante da possibilidade de desoneração da folha de pagamento defendida pelo governo. A posição foi apresentada em reunião com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, nesta quarta-feira (11). Entre as possibilidades cogitadas, estão a negociação com empresas de questões como redução da jornada de trabalho.

O encontro fez parte de uma agenda de reuniões definidas na semana passada entre o governo e as centrais. O próximo deles ocorre em junho, a respeito da substituição do fator previdenciário por outra fórmula mais justa para os trabalhadores.

A discussão desta quarta discutiu a proposta do governo apresentada como parte da reforma tributária. Nas últimas semanas, Barbosa tem defendido a possibilidade de reduzir de 20% para 14% do salário a contribuição patronal para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O objetivo seria favorecer a criação de empregos.

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, ressaltou que as contrapartidas devem contemplar medidas já defendidas em comum por todas as centrais. "Levantamos algumas preocupações. A primeira, seria que não houvesse queda de arrecadação para o INSS", explicou Juruna.

Além disso, os sindicalistas defenderam a criação de condições para negociar com empresas e governo outras medidas sociais. A redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução de salários é uma principais bandeira das centrais e tema de projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional. A mudança na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) seria uma forma de compensar a redução da incidência sobre a folha de pagamento.

Quintino Severo, secretário-geral da CUT, considera que não há problemas no debate sobre a desoneração desde que não haja prejuízo para a seguridade social. "Ao se discutir a desoneração, teria de se garantir, na Constituição, que não haveria redução dos valores recolhidos junto à Previdência", disse, em entrevista à Rede Brasil Atual.

"Defendemos que a contribuição previdenciária seja feita sobre o faturamento das empresas e não sobre folha de pagamento", argumenta Quintino. "No formato atual, as empresas intensivas em mão de obra são penalizadas enquanto as de tecnologia, com poucos empregados mas de alta lucratividades, são beneficiadas", ressaltou.

Segundo Juruna, o governo deve fazer proposta sobre desoneração da folha e enviar ao Congresso. "Ele (o ministro Gilberto Carvalho) está conversando com a gente e com empresários. Nós propusemos um grupo técnico das centrais sindicais que participem das reuniões para ver com mais clareza", declarou. Não foi agendada outra data para a discussão sobre a desoneração da folha.
Enviada por Cido Araújo, às 09:11 12/05/2011, de São Paulo, SP


Terceirizados da Oi rejeitam nova proposta e partem para 13º dia de greve
Foi um não retumbante dos trabalhadores em greve nas assembleias realizadas hoje, terça-feira, para avaliar a nova proposta da RM apresentada na reunião de mediação no Tribunal Regional do Trabalho – 4ª região, na segunda-feira. No total, 980 trabalhadores votaram pela rejeição, 10 aprovaram e houve 4 abstenções.

Além de não avançar no índice de reajuste, que continua em 6,31% (INPC), a empresa acenou com um leve reajuste para a cesta básica (de R$ 44,61 para R$ 57 – trabalhadores reivindicam R$ 70,00). O valor do tíquete-alimentação continua emperrado nos R$ 10,00 (reivindicação é de R$ 15,00) e o pagamento da locação de veículos foi de 2,7% para o valor do INPC – 6,31%. A empresa também quer 50% de compensação das horas paradas.

A direção do Sinttel aguarda nova proposta da RM. Enquanto isto, os trabalhadores continuam mobilizados. A categoria está unida na sua indignação, contra as propostas ridículas do patrão.

O nível de adesão ao movimento ultrapassa os 95%, em média, em setores vitais da empresa. Só em Porto Alegre e região Metropolitana, onde a média de solicitação de reparos fica entre 500 a 600 por dia, na última semana este número chega a 5 mil ao dia. As solicitações de instalação estão em 4.565, mudanças de endereços em 970 e manutenção de orelhões, 1.053.

Os trabalhadores em greve estão atendendo apenas aos serviços emergenciais, conforme determina a lei de greve: hospitais, bombeiros e polícia.

Porto Alegre, 10 de maio de 2011

Contatos:
Flávio Rodrigues – presidente – (51) 9998-8506
Gilnei Porto Azambuja – diretor – (51) 9998-8511
Juan Sanchez – diretor – (51) 9944-0815
Augusto Retamal – diretor – (51) 9246-3043
Marcone Nascimento – diretor de imprensa – (51) 3286-9621
Thaïs Bretanha – Assessoria de Imprensa – (51) 8506-2151
Enviada por Juan Sanches, às 22:08 11/05/2011, de Porto Alegre, RS


Trabalhadores terceirizados da Oi completam 11 dias de greve
Manifestantes fizeram protesto na Assembleia Legislativa do RS

No 11º dia de greve os trabalhadores terceirizados da Oi começaram a segunda-feira mobilizando deputados estaduais, federais e os vereadores de Porto Alegre. Pela manhã, os funcionários da RM, empresa cearense prestadora de serviços da Oi, marcaram presença no plenário da Assembleia Legislativa durante a realização do debate sobre Reforma Política. A direção do Sinttel/RS entregou um dossiê ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, com um relato da atual situação dos terceirizados e as irregularidades cometidos pela empresa empregadora.

À tarde, os trabalhadores lotaram o plenário da Câmara de Vereadores, conseguindo o apoio de todas as bancadas que, por unanimidade, tiraram uma moção de solidariedade. Após reunião com a direção do sindicato e representantes do comando de greve, a presidente da Câmara Sofia Cavedon e representantes da mesa acordaram em levar em mãos ao presidente do Tribunal Regional do Trabalho, antes do final do expediente, ofício em apoio ao movimento dos trabalhadores. O mesmo ofício será encaminhado pela Câmara à Anatel, Oi, RM, Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho, Ministério das Comunicações. Os vereador Odacir Oliboni leu no plenário a Carta à população que está sendo distribuída pelos trabalhadores desde o primeiro dia da greve, dia 29 de abril.

Durante toda a tarde o presidente do Sinttel/RS Flávio Rodrigues esteve na reunião de mediação no TRT, com representantes da RM e da Oi para tentar um entendimento e uma nova proposta a ser encaminhada aos trabalhadores. Até às 18h ainda não havia uma posição da empresa. Os trabalhadores foram convocados para nova assembleia na manhã desta terça-feira para definir os rumos do movimento. Os terceirizados de Porto Alegre e região Metropolitana reúnem-se no Parque Harmonia e, nos demais municípios, nos portões da empresa.

Os funcionários da RM, terceirizados da Oi reivindicam reposição salarial de 11%, tíquetes-alimentação de R$ 15,00, isonomia salarial e o cumprimento da legislação trabalhista e de segurança no trabalho. A adesão à greve já ultrapassa 95% dos cerca de 2.500 trabalhadores da empresa no Rio Grande do Sul.

Contatos
Flávio Rodrigues – presidente – 9998-8506
Gilnei Porto da Silva – diretor – 9998-8511
Ingo Muller – diretor – 9998-8504
Juan Sanchez – diretor – 9944-0815
Augusto Retamal – diretor – 9246-3043
Marcone Nascimento – diretor de imprensa – 3286-9621
Thaïs Bretanha – Assessoria de Imprensa – (51) 8506-2151
SinttelRS
Enviada por Juan Sanches, às 22:05 11/05/2011, de Porto Alegre, RS


Governo e sociedade discutem democratização do acesso a dados públicos por meio do software livre
Com participantes de 14 países, ministros e quase cinco mil inscritos, começa nesta quarta-feira (11), em Brasília, o IV Congresso Internacional Software Livre e Governo Eletrônico (IV Consegi 2011). O tema central do encontro neste ano é "Dados abertos para democracia na era digital", um debate sobre a importância da disponibilização de informações governamentais em formato aberto para a cidadania no século XXI. O Consegi será realizado até 13 de maio, na Escola de Administração Fazendária (Esaf).

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site.

Entre os destaques desta edição está a participação do professor Nigel Shadbolt, da Universidade de Southampton, no Reino Unido, que liderou com Tim Berners-Lee (um dos criadores da Web) o desenvolvimento do data.gov.uk. O projeto do governo britânico tem por objetivo abrir os dados do setor público, desde estatísticas de tráfego a números de crimes para livre reutilização.

Outra atração do Reino Unido é Rufus Pollock, co-fundador da Open Knowledge Foundation e associado ao Centro de Propriedade Intelectual e Direito da Informação da Universidade de Cambridge. Ele abordará a importância da participação cidadã no processo de abertura dos dados para a sociedade.

A expectativa é grande também para a participação do pesquisador canadense David Eaves, criador das três leis que regem os dados abertos, já adotadas pelo Consórcio W3C, que se referem à indexação, formato e aspectos jurídicos das informações. São elas: "se o dado não pode ser encontrado e indexado na web, ele não existe; se não estiver aberto e em formato compreensível por máquina, não pode ser reaproveitado; e se algum dispositivo legal não permitir sua reaplicação, ele não é útil".

Experiências de governo

Da Espanha, pioneira na utilização de dados abertos pelo setor público, a presença confirmada é de Carlos de La Fuente, diretor da área de tecnologia da Fundação Centro Tecnológico CTIC e um dos representantes do Comitê da W3C. Ele falará sobre os desafios e as oportunidades que envolvem os dados abertos e sobre a relação deles com universidades e comunidades. O segundo convidado é Fernando de Pablo Martin, do Governo da Espanha, que irá apresentar detalhes sobre o e-gov em seu país.

O ativista italiano Marco Fioretti fará uma palestra e oficina com o tema "Digital Citizen", que demonstra como as tecnologias digitais geram impactos na educação, na ética, nos direitos civis, no meio ambiente e na qualidade de vida dos cidadãos. Atualmente, Fioretti realiza uma pesquisa para a União Europeia sobre os efeitos econômicos dos dados abertos.

Em 2010, o congresso reuniu 6,5 mil pessoas, incluindo estudantes dos cursos de tecnologia de institutos e universidades federais e estaduais. O encontro é promovido pela Esaf em parceria com o Ministério da Fazenda e será dividido em oito eixos: dados abertos, e-democracia e gestão de conhecimento governamental; infraestrutura de serviços de TIC; governança, gestão e estratégia de TIC; ecossistema do software livre - comunidades e colaboração; sistemas e aplicações livres - desenvolvimento e uso; multimídia, mobilidade e meios convergentes; padrões, interoperabilidade e políticas de desenvolvimento tecnológico; e desenvolvimento social, educação e inclusão digital.

O Consegi conta com patrocínio do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Empresa de Processamento de Dados da Previdência Social (Dataprev) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Fonte: Ministério da Fazenda
Publicado no Portal do Governo Federal do Brasil
Enviada por Cido Araújo, às 15:43 11/05/2011, de São Paulo, SP


Centrais sindicais querem revogar súmula que limita estabilidade de dirigentes.
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro João Oreste Dalazen, recebeu a visita de representantes de cinco centrais sindicais que entregaram um documento propondo a revogação da Súmula 369 do TST. Essa súmula trata da estabilidade sindical e limita a sete o número de dirigentes de órgãos de classe com direito à garantia do emprego.

De acordo com os sindicalistas, o número é muito limitado e "impede a livre organização sindical, estimulando a demissão de dirigentes e ampliando a incidência de atos antissindicais". Eles defendem que seja observado o tamanho da representação de cada órgão de classe para a definição proporcional da quantidade de diretores com estabilidade.

O ministro Dalazen ouviu as ponderações dos representantes de classe e informou que levará o documento para ser analisado pelos demais ministros da Casa. Ele disse que o Tribunal está aberto para este tipo de discussão no momento: na próxima semana, o TST vai parar as atividades judicantes ordinárias para discutir sua jurisprudência e as normas internas e externas relativas à prestação jurisdicional, e está recebendo sugestões neste sentido de instituições e entidades interessadas.

Estiveram presentes na visita ao presidente do TST os representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Sindical e Popular (Conlutas) e União Geral dos Trabalhadores.

Fonte: Tribunal Superior do Trabalho, por Augusto Fontenele, 11.05.2011
Enviada por Cido Araújo, às 15:34 11/05/2011, de São Paulo, SP


Metalúrgicos de Curitiba denunciam que Volkswagen não negocia apenas por questão política
Segundo Sindicato, empresa está mais preocupada em agradar os acionistas e por isso privilegia a fábrica de São Paulo, mesmo com a produtividade no Paraná sendo maior

Em coletiva realizada hoje à tarde, o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba e o Dieese denunciaram que a Volkswagen, localizada em São José dos Pinhais, não quer negociar a Participação nos Lucros e Resultados 2011 por uma questão meramente política. Segundo o SMC , a empresa se aproveita dos incentivos fiscais que o estado concede para investir em outras plantas pelo país, não garantindo retorno ao trabalhador do Paraná. “Estão faltando com a verdade nos números porque não tem argumentos, não tem critérios para negociar, estão querendo enquadrar o trabalhador, criando uma posição política para justificar os R$ 6 bilhões de reais que estão investindo numa fábrica deficitária no ABC. É uma forma de agradar aos acionistas da empresa. Essa é a única explicação. Produzimos 50 % mais do que no ABC, então não tem lógica pagar menos para o trabalhador do Paraná.”, disse o presidente do SMC, Sérgio Butka, acrescentando, ainda, que a montadora está criando uma situação para forçar a greve e, com a fábrica vazia, poder fazer reestruturação interna sem ter que pagar salários, a custo zero.

O Dieese apresentou dados que comprovam que a montadora pode pagar até mais do que está sendo pedido pelos trabalhadores: A produção média da planta do Paraná é de 60 carros por trabalhador enquanto em São Paulo a média é de 40 carros por trabalhador. Já em relação ao valor adicionado (riqueza produzida por cada trabalhador), a média no Paraná é de 562 mil contra R$ 230 mil de São Paulo.

“Nós temos em São José a planta com maior índice de produtividade e lucratividade da Volkswagen no Brasil. São números que comprovam a eficiência e competitividade da planta (fábrica) de São Jose dos Pinhais, por isso não entendemos porque um tratamento diferenciado nos pagamento da Participação nos Lucros e Resultados.”, disse o economista do Dieese, Cid Cordeiro.

Fábrica está operando com 110% da capacidade normal

O SMC refutou o argumento dado pelo presidente da Volkswagen do Brasil de que a PLR em São Paulo é maior porque a empresa tem aumentado a produtividade. “ Esse aumento na produção em São Paulo acontece porque a empresa acabou de implantar o 3º turno lá, coisa que aqui já acontece desde 2005. Faz cinco anos que a fábrica de São José está operando 110% da capacidade, ou seja, acima do normal.”, disse Sérgio. Segundo o SMC, a fábrica de São José foi projetada para produzir 200 mil unidades por ano, porém, a cinco anos está operando com capadidade máxima, com uma produção nesse período de 220 mil carros anualmente.

O SMC também denunciou que, devido a esse ritmo frenético, a Volkswagen, é a empresa que mais tem trabalhadores afastados pelo INSS: “São 581 trabalhadores que estão parados, sem condições de trabalhar devido ao descaso da empresa em só cobrar, cobrar, cobrar.”, continuou Sérgio.

SMC está aberto para negociação

O SMC também fez questão de deixar claro que está aberto para negociação seja aonde for. “Já deixamos claro para a sociedade, para a justiça e para a própria empresa a nossa intenção de sentar para conversar. Não fomos nós que divulgamos na imprensa que preferimos manter a greve a negociar”, disse Sérgio, repercutindo a declaração que o presidente da Volks do Brasil, deu ao jornal O Estado de São Paulo, nesta segunda (09).

“Se querem negociar com mediação da Justiça do Trabalho, vamos negociar, porém só vamos aceitar um acordo se a empresa cumprir o que for determinado pela justiça. Vamos mostrar ao tribunal que a Volks está usando o dinheiro de incentivos fiscais, dinheiro púbico do Paraná, para investir em plantas de outros estados e provar com números que a empresa não que conceder o que os trabalhadores querem de PLR por pura birra”, concluiu Sérgio Butka.
Enviada por Simec, às 13:51 11/05/2011, de Curitiba, PR


Greve na Volks em São José dos Pinhais
Os metalúrgicos dos três turnos da Volkswagen, em São José dos Pinhais, decidiram continuar com a greve até que a empresa aceite negociar a Participação nos Lucros e Resultados 2011.

A greve na montadora já está em seu 7º dia. Nesse tempo deixaram de ser produzidas 4.200 unidades.

A mobilização envolve diretamente mais de oito mil trabalhadores, entre funcionários da Volks, de fornecedoras e de empresas terceirizadas.

A reivindicação dos trabalhadores é de R$ 12 mil, com a primeira parcela no valor mínimo de R$ 6 mil. Nova assembleia com os três turnos acontece na próxima quinta-feira (12), às 5h30,só para vocés terem uma ideia veja abaixo o que algumas montadoras no Brasil vem acordando e que não há motivos de tanta intrangigencia pela direção da Volkswagen:

- Renault em Curitiba 1º parcela de R$ 6000,00 e 2º parcela de R$ 6000,00.

- Volvo em Curitiba 1º parcela de R$ 7000,00 e 2º parcela de R$ 8000,00.

- Mercedes no ABC 1º parcela de R$ 6800,00 e 2º parcela de R$ 6000,00.

Volks planta Anchieta 1º parcela de R$ 5.200,00 e 2º parcela ainda será discutido.

Volks planta de Taubaté 1º parcela de R$ 5.200,00 e 2º parcela ainda será discutido.

Volks planta de São Carlos 1º parcela de R$ 5.200,00 e 2º parcela ainda será discutido.

Exemplos dados acima mostra que não há nenhum absurdo no que os trabalhadores estão reevidicando e qualquer novidades poderão ser acompanhadas também através do site dos metalurgicos de Curitiba www.simec.com.br
Enviada por Valdir Freire Dias, às 13:47 11/05/2011, de São Bernardo do Campo, SP


CUT vai criticar declarações de Gilberto Carvalho durante reunião com o ministro amanhã
Titular da Secretaria Geral da Presidência sugeriu que os trabalhadores não sejam ousados durante as campanhas salariais

Por Isaías Dalle

O secretário geral da CUT, Quintino Severo, adianta que vai utilizar a audiência de amanhã, dia 11, com o ministro Gilberto Carvalho, para criticar as declarações que ele fez em entrevista publicada ontem pelo portal CartaMaior.

“Vamos dizer a ele que não concordamos com esse posicionamento que o ministro externou. Não aceitamos essas tentativas de dizer que se houver aumento real de salário neste semestre, a inflação vai ser pressionada”, disse Quintino, por telefone, de Brasília. Ele será um dos dirigentes que vai representar a CUT em audiência com Gilberto Carvalho e as centrais a partir das 16h, na capital federal.

O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência declarou, durante a entrevista, em referência às campanhas salariais: “Vai ter que ter maturidade do movimento sindical, do governo e do funcionalismo público, para que, num ano específico como este, as pessoas não queiram, egoisticamente, (grifos nossos) o seu próprio bem e ponham em risco o andamento da carruagem em geral”.

A CUT nega que aumentos reais dos salários possam pressionar a inflação neste ano, uma vez que os recentes movimentos de recuperação do poder de compra dos assalariados não foram suficientes para recuperar as perdas acumuladas ao longo das décadas. E que o aumento da lucratividade em todos os setores e o incremento da produtividade do setor industrial superam e muito os ganhos salariais recentes e, portanto, os ganhos dos trabalhadores não desempenham papel inflacionário.

A Central também insiste que há mecanismos que pressionam a inflação, mas que não tem sido apontados como tal: lucros, setores oligopolizados, tarifas públicas com contratos indexados desde as privatizações, entre outros.

Fonte: CUT
Enviada por CUT, às 20:52 10/05/2011, de São Paulo, SP


Centrais marcam ato unitário para 24 de maio, em Brasília
A reunião do Fórum das Centrais realizada na segunda-feira (9), em São Paulo, marcou a retomada de uma agenda comum das seis entidades (CTB, Força, CUT, UGT, Nova Central e CGTB), em nome da unidade da classe trabalhadora. Como resultado dessa união, foi marcado um ato conjunto para o próximo dia 24 de maio, em Brasília, no qual os sindicalistas reafirmaram suas bandeiras de luta e prepararão um grande ato nacional, ainda para 2011.

Segundo o presidente da CTB, Wagner Gomes, o ato do dia 24, a ser realizado no Congresso Nacional, representa o fortalecimento da unidade das centrais sindicais. “Precisamos retomar a Agenda que preparamos em conjunto no ano passado, por conta da Conclat. Sem essa unidade, a correlação de forças fica muito desfavorável. O desenvolvimento que queremos para o Brasil depende dessa nossa disposição de atuar conjuntamente”, afirmou.

Além de Wagner Gomes, também participaram da reunião desta segunda-feira o secretário-geral da CTB, Pascoal Carneiro, o secretário de Relações Institucionais, Joílson Cardoso, e o secretário adjunto de Relações Internacionais, João Batista Lemos.

Durante a reunião, foram definidas seis bandeiras prioritárias:

- o fim do fator previdenciário;
- a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salários;
- o fim das práticas antissindicais;
- a regulamentação das regras da terceirização;
- a regularização da Convenção 151 da OIT;
- a agilidade nos trâmites da Convenção 158 da OIT.

Atos por todos os estados

A reunião desta segunda-feira também definiu uma outra agenda de lutas para as centrais sindicais. Definiu-se que no próximo dia 3 de agosto haverá uma série de manifestações em cada um dos estados brasileiros, em defesa das bandeiras acima listadas.

“A ideia é que o ato de 24 de maio já inicie a mobilização em vários estados, para que todo esse processo ganhe força e destaque no começo de agosto”, explicou Wagner Gomes.

Fonte: Portal CTB
Enviada por CTB, às 20:38 10/05/2011, de São Paulo, SP


Marroquinos se organizam e promovem grande ato de protesto em Tanger
Amigos do Brasil,

Aqui no Marrocos seguimos pressionando o governo para que haja uma profunda transformação política, social e econômica. Todavia ainda não está claro para onde marcha todo esse processo.

Em Tanger, ao norte do Marrocos, o movimento encontra-se em seu auge. A marcha que realizamos no último dia 24 de abril foi a mais importante em todo o Marrocos e reuniu cerca de 100 mil pessoas.

No último domingo, 08 de maio, realizamos uma manifestação de 4 horas (veja os vídeos abaixo) e a cada semana há novas mobilizações.

Uma coisa que nos preocupa é o apoio de alguns governos de esquerda a Kadafi. É verdade que o imperialismo se aproveita bem da situação para orientar e bloquear os processos de transformação em curso no mundo árabe, mas isso demonstra também uma debilidade da esquerda.

Enviada por Boubker, às 08:37 10/05/2011, de Tanger, Marrocos


As 10 transnacionais secretas que controlam as matérias primas
Como é possível que no século 21 ainda existam empresas “secretas” e/ou piratas, que se dão ao luxo de não ter ações nas bolsas de valores, mas que gozam de todas as vantagens do “livre mercado”, incluindo operações suspeitas em paraísos fiscais.

Pode manter-se “secreta” a atividade dessas dez transnacionais “gigantes” que controlam os alimentos e a energia, usados como “armas de destruição maciça” contra a maioria do gênero humano? O jornal The Daily Telegraph revelou a identidade oculta das principais 10 transacionadoras globais de petróleo e matérias primas. O artigo é de Alfredo Jalife-Rahme.

Alfredo Jalife-Rahme – La Jornada

Antecedentes: Zheng Fengtian, professor da Escola de Economia Agrária da Universidade Renmin, na China (Global Times, 13/4/11), fustiga “o monopólio dos cereais que o Ocidente exerce” e a “manipulação deliberada dos preços pelos especuladores internacionais” graças à desregulação de que gozam em Wall Street e na City, assim como nos paraísos fiscais (nomeadamente a Suíça): “não podemos depender apenas dos Estados Unidos (EUA) para resolver a crise alimentar global” nem das “quatro (sic) gigantes (sic) transnacionais”.

Não especifica quais, mas os leitores podem consultar os meus artigos sobre o “cartel anglo-saxão da guerra alimentar” e o seu “meganegócio” (Radar Geopolítico; Contralínea, 30/1/11). Fengtian adota a velha tese deBajo la Lupa sobre a “guerra alimentar” que trava Washington para submeter o mundo: “no passado (sic), os EUA aproveitaram as vantagens do seu papel dominante no mercado global de alimentos para adotá-los como arma (¡supersic!) política”.

Atos: O mundo anglo-saxão cacareja vaziamente sobre a transparência e a prestação de contas, enquanto oculta simultaneamente as suas “10 gigantes (sic) transnacionais secretas (¡supersic!)” que “controlam a comercialização dos hidrocarbonetos e das matérias primas”, segundo The Daily Telegraph (15/4/11). Como se não bastassem as depredadoras transnacionais (BP, Tepco, Schlumberger/Transocean, etc.) que estabelecem suas cotações desapiedadamente na bolsa!

Para além dos tenebrosos grupos da plutocracia – como o grupo texano Carlyle (ligado ao nepotismo dos Bush) e o inimputável Blackstone Group (controlado por Peter G. Petersen e Stephen A. Schwarzman, cujas façanhas remontam ao macabro recebimento dos seguros das Torres Gémeas do 11/9) – The Daily Telegraph revela a identidade oculta das “principais 10 transacionadoras globais de petróleo e matérias primas”:

1. Vitol Group: sede em Genebra e Roterdan, com resultados de 195 mil milhões de dólares na comercialização de hidrocarbonetos; a primeira petrolífera a exportar com pontualidade da região controlada pelos rebeldes na Líbia.

2. Glencore Intl.: sede em Baar (Suíça), com resultados por 145 bilhões de dólares em metais, minerais, produtos agrícolas e de energia; fundada pelo israelo-belga-espanhol Marc Rich; acusada pela CIA (¡supersic!) de subornar governantes; controla 34 por cento da mineira global suíço-britânica Xstrata; apostou na subida do trigo durante a seca russa (The Financial Times, 24/4/11); o banqueiro Nat Rothschild “recomendou” o seu polêmico novo director Simon Murray (The Daily Telegraph, 23/4/11); destaca a circularidade financeira do binômio Rotshchild-Rich.

3. Cargill: sede em Minneapolis, Minnesota, com resultados por 108 bilhões de dólares em agronegócios, carnes, biocombustíveis, aço e sal; severamente criticada pela desflorestação, contaminação de todo o gênero (incluindo a alimentar) e abusos contra os direitos humanos.

4. Koch Industries (*): sede em Wichita, Kansas, com resultados por 100 bilhões de dólares em refinação e transporte de petróleo, petroquímicos, papel, etc.; empresa familiar (a segunda mais importante nos EUA depois da Cargill) manejada pelos irmãos ultraconservadores David e Charles Koch, que financiam o Tea Party.

5. Trafigura: sede em Genebra, com resultados por 79,200 bilhões de dólares em petróleo cru, comercialização de metais; depredadora tóxica em África; provém da separação de várias empresas do israelo-belga-espanhol Marc Rich.

6. Gunvor Intl.: sede em Amsterdã e Genebra, com resultados por 65 bilhões de dólares em petróleo, eletricidade e carvão.

7. Archer Daniels Midland Co.: sede em Decatur, Illinois, com resultados por 62 bilhões de dólares em milho, trigo, cacau; listada na Bolsa de Nova Iorque; atuação escandalosa e processada por contaminação reiterada; beneficiou com os subsídios agrícolas do governo dos EUA.

8. Noble Group: sede em Hong Kong, com resultados por 56 700 bilhões de dólares em açúcar brasileiro e carvão australiano; sólidos laços com a HSBC e a polêmica empresa contabilística Pricewaterhouse Coopers; cotada no Índice Strait Times (Singapura).

9. Mercuria Energy Group: sede em Genebra, com resultados de 46 bilhões de dólares em petróleo e gás.

10. Bunge: sede em White Plains, Nova Iorque, com resultados de 45,7 bilhões de dólares em cereais, soja, açúcar, etanol e fertilizantes; multada nos EUA por emissões contaminantes.

The Daily Telegraph adiciona surpreendentemente como “menção especial” a Phibro, hoje subsidiária da Occidental Petroleum Corporation (Oxy): sede em Westport (Connecticut), com 10 por cento dos resultados do banco Citigroup em 2007 em petróleo, gás, metais e cereais, onde iniciou a sua “aprendizagem” o israelo-belga-espanhol Marc Rich.

Das 11 transnacionais piratas, cinco pertencem aos EUA, três à Suíça (notável paraíso fiscal bancário), duas são suíço-holandesas e uma é de Hong Kong (ligada à Grã-Bretanha). Se as 11 fossem cotadas na bolsa colocar-se-iam da posição sete até à 156 na classificação da Fortune Global 500. Sem penetrar na genealogia dos seus testa-de-ferro e verdadeiros donos, destaca-se a nefasta sombra do israelo-belga-espanhol Marc Rich em três empresas piratas: Glencore Intl., Trafigura e Phibro.

O israelo-belga-espanhol Marc Rich merece uma menção honrosa e com uma biografia mafiosa revela quiçá uma das razões do hermetismo das “gigantes” transnacionais que não estão cotadas nas bolsas e que movimentam nocivamente verdadeiras fortunas sem o menor escrutínio governamental ou cidadão. Será mera causalidade que Rich apareça em três das “secretas” 11 empresas “gigantes” que especulam na penumbra com os preços dos alimentos, hidrocarbonetos e metais?

Marc Rich, perseguido por evasão fiscal nos EUA (logo perdoado, polemicamente, por Clinton), foi denunciado como “espião da Mossad israelense” (Niles Latham, New York Post, 5/2/01) e “lavador de dinheiro” das mafias (The Washington Times, 21/6/02).

O investigador William Engdahl expôs há 15 anos “a rede financeira secreta (¡supersic!)” por trás dos banqueiros escravagistas Rothschild, o megaespeculador “filantropo” George Soros e Marc Rich. Cada vez se afirma mais o papel determinante de Israel na lavagem de dinheiro global (ver Bajo la Lupa, 20/4/11).

Conclusão: Como pode uma transnacional “gigante” passar sem ser detectada na época da antiterrorista “segurança interna”? Será possível que no século 21 ainda existam empresas “secretas” e/ou piratas, que se dão ao luxo de não se cotar nas bolsas, mas que gozam de todas as vantagens do “livre mercado”, incluindo operações suspeitas em paraísos fiscais.

São “gigantes secretos” e/ou “clandestinos” tolerados pelo sistema anglo-saxão e seus mafiosos paraísos fiscais? Pode manter-se “secreta” a atividade dessas transnacionais “gigantes” que controlam os alimentos e a energia, usados como “armas de destruição maciça” contra a maioria do gênero humano?

(*) Tradução de Paula Sequeiros para o Esquerda.net

Fonte: CartaMaior

(*) A Koch é empresa familiar (a segunda mais importante nos EUA depois da Cargill) manejada pelos irmãos ultraconservadores David e Charles Koch, que financiam o Tea Party.
Enviada por MidiaCrucis, às 08:20 10/05/2011, de Curitiba, PR via twitter


Luta pela organização no local de trabalho
Reproduzimos artigo de Luana Bonone, publicado no sítio Vermelho

Não há democracia no local de trabalho no Brasil. Esta opinião é unânime entre as principais lideranças do movimento sindical brasileiro. Para dirigentes das principais centrais e de diversos sindicatos, a organização dos trabalhadores por local de trabalho é um elemento essencial ao fortalecimento do movimento, mas encontra obstáculos importantes à sua implementação, como práticas antissindicais e ausência de instrumentos legais que poderiam garantir tal organização.

O Brasil não possui legislação que garanta a organização dos trabalhadores em seu local de trabalho. Embora a figura do representante dos empregados de uma empresa seja prevista pela Constituição Federal em seu artigo 11, o movimento sindical aguarda até hoje a regulamentação da lei que garanta estabilidade para este representante – chamado de delegado sindical.

Pirâmide invertida

“Uma das debilidades importantes do movimento sindical brasileiro é a pequena organização por local de trabalho. Alguns denominam este fenômeno de pirâmide invertida: há muita concentração de quadros nas direções, poucos quadros intermediários e quase nada na base”, descreve o vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nivaldo Santana.

Sem a regulamentação desta lei, não há qualquer garantia jurídica para a organização sindical nas empresas para o delegado sindical. Tampouco há legislação que garanta as comissões de fábrica, que seriam as organizações de base do movimento sindical.

Fundada em 1965 pelo operário José Ibrahim, então com 18 anos, a primeira comissão de fábrica, na Cobrasma, em Osasco (SP), era ilegal. Durante a década de 1980, as comissões de fábrica se multiplicaram.

Para o secretário geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, “as comissões poderiam resolver muitas questões que acabam parando na justiça”. O secretário geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Quintino Severo ressalta que uma importante bandeira da central é a criação das comissões de empresa.

Contato com a base

A diretora de estudos socioeconômicos do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Ana Tércia Sanches, explica que os sindicatos buscam manter contato com a base por meio de visitas constantes aos locais de trabalho e distribuição de materiais, por exemplo. Nos bancos públicos, a entidade consegue garantir delegados sindicais nos acordos coletivos. Eles têm estabilidade e liberação para reunião com o sindicato. Entretanto, nos privados não há chance.

Outro mecanismo de organização local bastante utilizado por diversas categorias são as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (Cipas). Para o presidente do sindicato dos metalúrgicos de Betim, Igarapé e Bicas, João Alves, “as Cipas servem para mobilização interna nas fábricas e conscientização dos trabalhadores”. O presidente da Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro), Wagner Fajardo, constata que “a Cipa é o único instrumento de organização dos trabalhadores por local de trabalho reconhecido por lei”.

As comissões só se apresentam como ameaça à organização sindical quando constituídas de forma paralela. Este é o modelo na Alemanha, explica Altamiro Borges (Miro), ex-editor da revista Debate Sindical: “na Alemanha os comitês de empresa não são ligados à estrutura sindical. Muitas vezes esses comitês são apropriados pelos patrões, tornando-se instrumentos de conciliação de classe”.

Enquanto os comitês de fábrica alemães foram criados pela social democracia daquele país, no Japão eles foram criados pela Toyota, e funcionam como verdadeiros “círculos de controle de qualidade” da produção, classifica Miro.

Sindicatos por empresa

O secretário geral da Força Sindical, Juruna, fala de outra experiência a ser evitada: “não queremos o modelo americano, de sindicatos por empresa”. Para ele, esta forma de organização fragmenta a organização dos trabalhadores.

Já na Itália, na Espanha e na França, os comitês de empresa são vinculados aos sindicatos ou às centrais sindicais. Nesses países, as comissões possuem sua própria sala de reuniões dentro das empresas, há murais espalhados pelas fábricas, os representantes sindicais têm um tempo livre em sua jornada para correr a empresa conversando com os trabalhadores, os quais são liberados para participação nas assembleias e as comissões negociam com os patrões questões específicas das empresas – as que digam respeito ao conjunto da categoria são negociadas pelos sindicatos. “Se acontecesse algo parecido no Brasil, seria uma revolução”, avalia Miro.

A realidade brasileira está distante disso. “Há repressão dentro das fábricas”, denuncia João Alves, afirmando que as demissões são a principal forma de desestabilizar o movimento. Na Fiat de Betim as reuniões são clandestinas. “Há polícia secreta, dedo-duro”, explica João. O sindicato reage: carros de som, boletins, rádios e piquetes são instrumentos de mobilização.

Respaldo legal para reprimir

Além deste tipo de repressão, que pode ser contestada na justiça como prática antissindical, outra forma de combater a organização sindical nas empresas é o não-reconhecimento das diretorias de sindicatos. E esta prática pode encontrar respaldo na própria Justiça: antes da Constituição de 1988 a legislação determinava que os sindicatos poderiam ter até sete diretores titulares. Após 1988, não houve nova regulamentação. Assim, mesmo havendo liberdade sindical para a organização das direções, quando o patronato recorre ao Judiciário, este se baseia na legislação pré-88 e os dirigentes que não estejam dentro da restrita lista de sete ficam sujeitos a demissões.

“Ganhamos uma ação da Organização Internacional do Trabalho (OIT) contra prática antissindical do governo Serra, que demitiu vários diretores do sindicato dos metroviários após uma greve em 2007. Entretanto, a Justiça só considera os sete primeiros diretores da lista”, lamenta Fajardo, ao contar que diversos dirigentes sindicais foram demitidos.

Projeto do ABC

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC possui comitês de fábrica ativos e propõe um projeto de lei para regulamentá-los. Quintino, da CUT, explica que o projeto “não obriga a formação da comissão, é por adesão” e que elas vão poder fazer acordos internos, desde que não contradigam os acordos coletivos, “as comissões podem ampliá-los”.

Juruna afirma que os metalúrgicos possuem uma organização muito respeitada no ABC e que a iniciativa do projeto é “interessante”, mas lembra que a realidade do movimento sindical no país é muito diversificada: “[o projeto] precisa ser estudado”. Ibrahim, fundador da primeira comissão de fábrica em Osasco, tem opinião similar à de Juruna: "Os sindicatos devem mesmo ampliar os canais de negociação direta com as empresas, mas o projeto, para ser ampliado, deve levar em consideração que a maior parte dos sindicatos não goza da mesma organização que eles".

Nivaldo Santana, da CTB, concorda que a proposta do ABC é uma “experiência a ser estudada” e alerta que particularidades regionais e das categorias devem ser consideradas, “não pode haver modelo único”, enfatiza. Mas de uma coisa nenhum dos sindicalistas tem dúvida, e Nivaldo sintetiza: “a força e a representatividade dos sindicatos dependem em última instância do grau de organização nos locais de trabalho”

Nota desta Redação:
Na semana passada em visita à Comissão de Fábrica dos Trabalhadores na Volvo, logo após a conquista da PLR recorde, vimos o seguinte cartaz nas paredes:
Comissão de Fábrica:
Quem não tem não sabe o que é
Quem tem NÃO quer perder
Quem não as quer é porque está pelegando ao lado do patrão!
Enviada por Altamiro Borges, às 13:32 09/05/2011, de São paulo, SP


Trabalhadores na Volvo conquistam R$ 15 mil de PLR
Trabalhadores na Volvo, em greve desde a úlitma segunda-feira (02/05), aprovaram na manhã de hoje à volta ao Trabalho depois da reunião de conciliação promovida pela Justiça do Trabalho na tarde de quarta-feira

Os Trabalhadores na Volvo reivindicavam PLR de R$ 12.500,00, sendo a primeira parcela no valor de R$ 6.500,00 a ser paga agora em maio de 2011 e a segunda no valor de R$ 6.000,00 no final do ano. A Volvo ofereceu R$ 5.500,00 na qualidade de primeira parcela. Os Trabalhadores rejeitaram a proposta da empresa e esta entrou com um pedido de Dissídio Coletivo na Justiça do Trabalho.

Em reunião realizada na tarde de ontem (04), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PR), com dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), da Comissão de Fábrica dos Trabalhadores na Volvo e da montadora, foi apresentada a proposta que previa uma PLR de 170% do salário nominal, com um piso mínimo R$ 15 mil para cada trabalhador, sendo o pagamento do benefício realizado em duas parcelas, a primeira, no valor de R$ 7 mil a ser paga em 13 de maio próximo e a segunda em fevereiro de 2012.

O benefício teve um aumento de 66% em relação o ano passado, quando os metalúrgicos da Volvo receberam R$ 9 mil de PLR.

O acordo de PLR fechado na Volvo neste ano irá injetar R$ 48 milhões na economia do Estado.

Foi uma vitória?

Do ponto de vista imediato, sem dúvida foi uma grande vitória que cria, inclusive, oportunidades para que outras categorias reivindiquem PLR similar ou maior. Tudo vai depender do nível de organização e disponibilidade de luta dos Trabalhadores.

Mas no longo prazo a conquista de hoje pode ser um tiro no pé. Por que?

O piso salarial na Volvo é de R$ 1.546,00. Cerca de 20% dos 3400 Trabalhadores na transnacional sueca ganham este piso. Já o salário médio na Volvo é por volta de R$ 3.000,00, no chão de fábrica.

Se dividido por 12 meses, os R$ 15.000 de PLR conquistados hoje significam R$ 1.250,00 por mês. Para o trabalhador que ganha o piso de R$ 1.546,00 este valor significa 80,85% de seu salário fixo. Ou seja, se a PLR fosse incorporada ao salário fixo o pessoal que ganha o piso teria um aumento real de 80,85%, pois se somados salário fixo e a PLR de R$ 1250,00 mensais conquistada hoje, o salário do cidadão seria R$ 2.796,00, um pouco mais que o salário mínimo previsto em Lei e calculado pelo DIEESE. Trocando em miúdos: daquilo que o cara que ganha o piso está levando para casa hoje, quase a metade é salário flexível. Este salário flexível não entra nos cálculos de férias, 13º Salário, FGTS, INSS, etc, e pode deixar de existir no próximo ano caso a empresa alegue não ter lucro!!!

Para o pessoal que ganha na faixa de R$ 3.000,00, os R$ 1.250,00 incorporados aos salários significariam um aumento de de 41% nos salários fixos, com reflexos diretos no FGTS, 13º salário, férias, INSS, etc.

Ao trocar aumento real de salário por PLR, os trabalhadores levam uma vantagem momentânea, mas perdem garantias sociais e econômicas no longo prazo. E quanto maior a PLR, maior a parte variável, flexível dos salários, maiores as perdas no longo prazo.

Por que a Volvo levou ao Díssidio?

Esta é uma das muitas perguntas que não querem calar.

- Por que a empresa não aceitou o valor reivindicado pelos Trabalhadores, mas acabou aceitando na Justiça um valor maior?

- Seria uma mudança no comportamento da Volvo, conhecida como uma empresa que dialoga e negocia com os Trabalhadores à exaustão?

- Estaria a Volvo querendo judicializar as disputas trabalhistas?

- Estaria ela dizendo aos Trabalhadores que a partir de agora só conversa sob pressão?

- Ou estaria forçando a barra para, no futuro próximo, jogar a culpa nas costas do sindicato, da comissão de fábrica e dos trabalhadores por alguma medida anti-popular e anti-sindical que venha a tomar?

Na Renault a PLR foi de R$ 12.000,00

Os Trabalhadores na Renault, de São José dos Pinhais, recebem nesta sexta-feira, 06.05, a primeira parcela da PLR no valor de R$ 6.000,00. A segunda parcela de R$ 6.000,00 será paga pela transnacional francesa em fevereiro de 2011, conforme acordo assinado entre empresa, sindicato e Trabalhadores.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 16:22 05/05/2011, de Curitiba, PR


Trabalhadores em greve na Papaiz
A paralisação iniciada pelos trabalhadores da Papaiz, empresa que produz cadeados, entrou no segundo dia nesta terça-feira (3). Depois de uma assembléia realizada na porta da fábrica, no bairro de Pirajá, em Salvador, os cerca de 1 mil funcionários decidiram manter a greve por tempo indeterminado até que a empresa aceite negociar com o Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia uma pauta de reivindicação, cujo ponto principal é aumento salarial.

Os trabalhadores querem reajuste de até 9%. Segundo o Sindicato, os funcionários recebem hoje, em média, apenas R$ 660,00, valor muito abaixo do praticado pela Papaiz na unidade de São Paulo e por outras empresas de mesmo porte aqui no Estado.

Apesar das tentativas da entidade para a abertura de um canal de negociação, a Papaiz rejeita qualquer conversa. “A direção de São Paulo indicou uma diretoria sem cacife para discutir as propostas e chegar a um acordo que contemple a expectativa dos funcionários”, diz Silvio Pinheiro, presidente do Sindicato.

De acordo com ele, diante da intransigência da empresa, a paralisação deve ser prolongada, como aprovaram os próprios empregados. “A Papaiz diz que as outras empresas filiadas ao sindicato patronal não pagam cesta básica. Agora, ela deveria comparar o salário que paga com o oferecido por outras empresas”, afirma.

Contato:
Silvio Pinheiro – presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia
(71) 9977-2973 / 3418-1600
Enviada por Sitim Bahia, às 11:33 03/05/2011, de Salvador, BA


Blogueiros Progressistas voltam a se reunir em junho na capital federal
Na primeira edição do encontro, 330 blogueiros e twiteiros reuniram-se em São Paulo

Por Anselmo Massad, Rede Brasil Atual

O jornalista e blogueiro Altamiro Borges, coordenador do Centro de Estudos Barão de Itararé, anunciou, nesta quarta-feira (2) a data do segundo Encontro de Blogueiros Progressistas. O evento ocorre de 17 a 19 de junho, em Brasília (DF). Na primeira edição, em agosto de 2010, 330 autores de blogues e usuários ativos de redes sociais de 19 estados reuniram-se para discutir formas de articulação e apoio mútuo.

A decisão de levar a segunda edição nacional para Brasília foi uma das deliberações do primeiro encontro. Eventos regionais e estaduais foram realizados em diversas unidades da federação, como Pará e Maranhão. Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Rio Grande do Norte e Ceará devem promover iniciativas semelhantes.

Segundo Borges, um auditório, além de logística, hospedagem e alimentação, serão custeados pela organização. Despesas com transporte ficariam por conta dos participantes. Em março, devem ser anunciados os eixos temáticos e a programação. Sugestões podem ser enviadas para contato@baraodeitarare.org.

"O II Encontro Nacional será aberto a todos interessados (...) que se identifiquem com a luta pela democratização dos meios de comunicação, pela construção de uma nova mídia – plural e colaborativa – e por um país mais justo e democrático", pontua Borges. "Nesse sentido, os encontros estaduais não deverão eleger delegados - o que verticalizaria artificialmente o nosso movimento. O objetivo é garantir o caráter democrático e amplo da blogosfera progressista", esclarece.
Enviada por Cido Araújo, às 08:21 03/05/2011, de São Paulo, SP, via twitter


Governo Dilma abre diálogo com aeroportuários
Evidentemente, o governo federal tomou conhecimento da insatisfação da classe trabalhadora aeroportuária quanto à decisão unilateral sobre a questão da concessão dos aeroportos, anunciada a semana passada pela Casa Civil.

E, também, que o SINA já começava a se articular com outras entidades, principalmente com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte/CNTT-CUT para dar início a uma ofensiva direta (paralisação das atividades nos aeroportos e na sede da Infraero, em Brasília).

Tal ofensiva era um ato contra a nossa exclusão no processo de discussão sobre o setor aéreo e no modelo das tais concessões. E, é claro, na nomeação dos atores que comporão os quadros da nova Secretaria de Aviação Civil.

Na operação de enfrentamento teve peso, também, a declaração do presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores/CUT, o companheiro Artur Henrique que disse estar disposto a alterar a sua agenda para participar diretamente na linha de frente da luta aeroportuária, deixando claro que corríamos o risco da Infraero tomar o rumo que a hidrelétrica de Jirau tomou, onde quase aconteceu uma tragédia por falta de entendimento prévio com a participação do movimento sindical no início das obras e que depois o governo apelou para a intervenção da CUT que entrou na discussão para restabelecer a ordem geral.

O que foi um desgaste para o projeto de ampliação da infraestrutura do setor elétrico brasileiro, tão necessário neste momento quanto o setor aéreo, mas mal conduzido pela tecnocracia governamental, que está sempre excluindo ou subestimando a organização sindical e considerando a classe trabalhadora como simplesmente um grupo de desalmados.

Reunião no Planalto - Na tarde da última sexta-feira, 29/04, o SINA representado pelo seu presidente, Francisco Lemos, pelo secretário geral, Célio Lima, e pelos dirigentes do Sindicato em Brasília, Francisco Barros e Jílsom da Hora, foram recebidos no Palácio do Planalto pelo secretário geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, que imediatamente entendeu a importância das reivindicações da categoria aeroportuária e, também, surpreendeu-se com a quantidade de informações relevantes passadas pelo SINA para dar início a essa nova fase da aviação brasileira.

As informações passadas vão desde um quadro especializado dentro da Infraero e que está sendo subutilizado, como também da experiência acumulada por nossos companheiros/as dentro das áreas de operações, segurança, navegação aérea e carga aérea que identificam há anos os entraves e gargalos que um bom projeto futuro poderia eliminá-los.

Carvalho garantiu ao SINA que, apesar do anúncio do governo, o projeto ainda está embrionário, que o desafio é imenso e, a partir da reunião da sexta-feira, 29/04, o ministro assumiu o compromisso de nos próximos dias o entendimento com a direção do SINA avançar com o ministro chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, mas essencialmente com o novo ministro Wagner Bittencourt, da Secretaria da Aviação Civil, junto com o presidente da Infraero, Gustavo do Vale.

Companheiros/as, é claro que o SINA entende que esse fato do governo iniciar a abertura de diálogo é apenas o começo, e que o respeito institucional deverá prevalecer, pois no momento estaremos recuando quanto as paralisações de nossas atividades para tentar buscar o caminho do diálogo, mas temos a certeza que ainda está longe de baixarmos a guarda!

Assim, fiquemos em alerta e só a evolução ou retrocesso desse quadro nos próximos dias nos norteará daqui pra frente.

O SINA tem o compromisso, em primeiro lugar e acima de tudo, com o interesse dos nossos companheiros aeroportuários e aeroportuárias. E honraremos esse compromisso custe o que custar.

Fonte: SINA
Enviada por SINA, às 07:52 03/05/2011, de Guarulhos, SP


Trabalho Precário na Rússia, a prática do MPRA
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6 anos atrás eu visitei o Brasil na condição de “turista”. Conheci o trabalho sindical de vocês e a palavra que mais ouvia era luta, luta, luta.

Entendi que um sindicato de verdade não existe sem luta e para isso é preciso organização. Voltei à Rússia decidido a fundar um sindicato assim e assim o fizemos. Fundamos o MPRA - Sindicato Interregional dos Trabalhadores na Indústria Auto na Rússia. Gostaria então de aproveitar este momento para agradecer a todos vocês, companheiros brasileiros, e em especial a João Cayres, Gezilda Lima e Sérgio Bertoni, por terem nos apoiado nesta tarefa. Muito obrigado, companheiros!

Vários anos atrás, um projeto de lei destinado a legalizar o trabalho precário, foi elaborado para a Rússia pelas grandes empresas multinacionais de recrutamento de mão-de-obra (agências de empregos) e tinha o cínico título "Sobre a proteção dos trabalhadores contratados por agências de emprego privadas que oferecerem mão-de-obra para terceiros”

Cínico, porque seu conteúdo não corresponde ao nome: A lei estabelece as condições de trabalho dos trabalhadores agenciados, reduzindo drasticamente o nível de segurança no emprego em comparação com aqueles que trabalham com contratos convencionais. O objetivo principal do projeto era aumentar as oportunidades de ação para este novo tipo de negócios - organização de contratação de trabalhadores indiretamente através da agências de empregos.

Regra geral, aqueles que exaltam os benefícios do uso de trabalho terceirizado, dizem que esta é uma forma moderna e eficiente de governança, que a força de trabalho se torna flexívelm que a empresa pode aumentar o número de funcionários e até mesmo para combater o desemprego. No entanto, eles não dizem qual é a principal vantagem do trabalho terceirizado: é muito fácil demitir um trabalhador terceirizado, alterar unilateralmente os termos do contrato de trabalho para manipulá-los e obter a obediência incondicional dos terceirizados.

Com isso o empregador diminui suas responsabilidades sociais e trabalhistas perante os trabalhadores e as agências de empregos funcionam como um parachoques reduzindo as responsabilidades para com os trabalhadores para quase zero. Além disso, alguns empregadores propõe reescrever a legislação trabalhista de forma a legalizar totalmente o trabalho precário.

Por outro lado um grupo de deputados da Duma Estatal (parlamento russo) o apresentou um projeto de lei destinado a proibir o trabalho terceirizado. Até hoje o projeto não entrou na pauta de discussões do parlamento, mas 3 dias atrás a Comissão de Relações do Trabalho do parlamento o aprovou e o indicou para discussão plenária em primeira leitura, em caráter de urgência.

A realidade de hoje é que somos confrontados com as formas mais vergonhosas desse tipo de trabalho. Um grande número de trabalhadores estão submetidos a 2-3 intermediários que vendem sua força de trabalho. Funciona assim: a empresa assina um contrato com uma terceira para prestação de determinados serviços (trabalho) e esta contrata outra terceira que vende a mão de obra por um preço mais baixo, ganhando com isso enormes comissões. Na verdade é a terceira da terceira (quarteirizada) o empregador direto dos trabalhadores que realizam o trabalho. Na maioria das vezes, esses trabalhadores não têm contratos formais e, em alguns casos são migrantes dos países vizinhos.

Durante as negociações coletivas com Ford em 2007, o Sindicato conseguiu limitar a taxa de emprego precário na fábrica (outsourcing), expresso em números registrados em acordo coletivo: no máximo 5% de terceirizados na produção normal e 20% nos períodos de expansão da produção ou de lançamento de um novo modelo (start up), mas somente no período necessário para o start-up ou para expansão. Depois desses períodos, o nível de tercerizdos devem voltar aos 5%, ou seja, contratar os terceirazdos. Nós esperávamos com isso proteger os trabalhadores e evitar a terceirização. Contudo, o empregador usou outra estratégia: no período de expansão da produção transferiu os trabalhadores de determinadas áreas para outras da fábrica e aquelas que ficaram “vazias” foram arrendadas a terceiros, que deixaram de ser formalmente pate da Ford. Formalmente, o contrato assinado com o Sindicato não foi desrespeitado - não diminuiu a quantidade de trabalhadores diretos, nem a proporção de trabalhadores terceirizados. Mas o número de postos de trabalho que anteriormente pertenciam à Ford, foram entregues a outras empresas (outstaffing). Aqui está o jogo - o contrato não é quebrado, mas os lugares de trabalho já não existem mais na Ford.

Nas outras empresas onde o nosso Sindicato está organizado, mas a Organização no Local de Trabalho não é tão forte quanto na Ford, a situação é ainda pior.

Na VW em Kaluga, 1700 pessoas, cerca de metade dos trabalhadores na fábrica, são terceirizados contratados por agências de emprego. Administração da planta hipocritamente afirma que esta é apenas a prática da Volkswagen que oferece às pessoas um estágio de 6 meses. Na verdade, esta é a "flexibilidade" que lhe permite gerenciar completamente as pessoas. Apesar das alegações de que todos são membros da "família VW”, os terceirizados não têm os mesmos benefícios que os trabalhadores diretos da VW, seus salários são mais baixos, não podem participar da Conselhos de Fábrica. É um povo sem direitos e facilmente manipulável. E na falta de uma cultura sindical na Rússia, essas pessoas não querem filiar-se a sindicatos e se envolver em lutas sindicais. Tais trabalhadores enfraquecem os sindicatos e seu poder de luta nas fábricas.

Tais técnicas de gestão são praticadas por muitas empresas, especialmente nas grandes cidades.

Em algumas organizações de base do MPRA (Ford, Volkswagen), uma das tarefas do trabalho de base é explicar aos terceirizados a necessidade de se organizar e lutar pelos seus interesses. Alguns destes trabalhadores secretamente se filiam ao sindicato e começam a se envolver em atividades sindicais. Mas ainda são poucos. Nós discutimos ainda a possibilidade de iniciar um processo judicial para obrigar as empresaa contratar diretamente esses trabalhadores temporários, além de desenvolver uma estratégia de lutas contra as empresas de intermediação de mão de obra. Soluções prontas ainda não temos. Se os nossos irmãos e irmãs de outros países podem compartilhar conosco suas práticas e experiências reais, nós temos o maior prazer em aprender convosco.
Enviada por Aleksei Etmanov, às 11:36 02/05/2011, de São Peterburgo, Rússia


Lula recebe líder sindical russo
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O ex-presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva recebeu no último dia 27 de abril o companheiro Aleksei Etmanov, presidente do MPRA, Sindicato Interregional dos Trabalhadores na Indústria Auto da Rússia.

Aleksei presenteou Lula com um broche do sindicato russo MPRA e os dois trocaram ideias sobre o sindicalismo russo e brasileiro.

Os demais presentes brincavam que se tratava de um encontro histórico, pois pela primeira vez o brasileiro Lula se encontrava com o russo Lulovski.

O Sindicato MPRA foi formado depois de um intercâmbio de experiências e informações promovido por TIE-Brasil. Com atividades em São Bernardo do Campo, Taubaté e Camaçari, o Encontro Internacional realizado no Brasil em 2005 contou com a presença de Trabalhadores na Ford da Argentina, Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos, México, Rússia e Venezuela.
Enviada por TIE-Brasil, às 11:29 02/05/2011, de Curitiba, PR


Moção de Solidariedade dos Metalúrgicos do Brasil aos Trabalhadores na VW de Kaluga e seu Sindicato
Moção aprovada no 8º Congresso da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, realizado entre os dias 17 e 19 de abril de 2011 em Guarulhos, SP

Os trabalhadores metalúrgicos, empregados na VW do Brasil, construíram história lutando por organização no local de trabalho sem nunca se esquecer das lutas gerais dos Trabalhadores em todo o mundo , sempre solidários a elas.

Empresas transnacionais como a VW buscam maximizar seus lucros valendo-se da precarização das condições de trabalho e usam essa precarização, sob os argumentos de competitividade ,de modernidade e das diferenças regionais para tentar impedir ou rebaixar as conquistas da classe trabalhadora em distintas partes do planeta.

Os trabalhadores na VW representados pelos sindicatos dos metalúrgicos do ABC, de Taubaté e de São Carlos, reunidos em Guarulhos, SP, Brasil, por ocasião do 8º Congresso da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT - CNM-CUT, em contato com os Trabalhadores na unidade da VW em Curitiba, conhecendo de forma profunda os atos antisindicais praticadas pela VW em sua planta de Kaluga, Rússia, repudiam a postura da empresa.

Os Trabalhadores na VW no Brasil entendem também que os termos firmados no Acordo Marco Internacional, chamado também de Carta Social, que tem como signatários a VW, nossos sindicatos, a CNM-CUT e a FITIM, devem ser invocados e respeitados em todas as plantas da VW no mundo. Consideramos inadmissível seu desrespeito em nome da busca por resultados da empresa.

Declaramos ainda que tais posturas antisindicais por parte da empresa contradizem a prática do diálogo social mantido até aqui. Enquanto houver desrespeito à autonomia e à liberdade de organização dos trabalhadores em qualquer parte do mundo, não cabe discutir a Carta Laboral.

Expressamos de forma ampla e irrestrita nossa solidariedade aos trabalhadores na VW de Kaluga e reivindcamos junto à empresa uma mudança de poscionamento imediatamente.
Enviada por CNM-CUT, às 11:17 02/05/2011, de Guarulhos, SP


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