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18/12/2017
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Notícias(Abril/2009)

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Cai a lei de imprensa, um dos entulhos do autoritarismo militar
O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu revogar totalmente a Lei de Imprensa, um dos entulhos do regime militar que ainda continuava vigente

Sete ministros do STF seguiram o entendimento do relator do caso, Carlos Ayres Britto, de que a legislação é incompatível com a Constituição Federal. Três foram parcialmente favoráveis à revogação, e apenas o ministro Marco Aurélio votou pela manutenção da lei.

A ação contra a lei 5.250 foi ajuizada pelo PDT (Partido Democrático Trabalhista). O julgamento começou no dia 1º de abril, quando o relator, ministro Carlos Ayres Britto, votou pela total revogação, argumentando que a lei, editada em 1967, durante o regime militar (1964-1985), é incompatível com a Constituição Federal de 1988. O ministro Eros Grau acompanhou o relator.

"Por que considerar a Lei de Imprensa totalmente incompatível com a Constituição Federal? A liberdade de imprensa não se compraz com uma lei feita com a intenção de restringi-la", afirmou o ministro Menezes Direito, primeiro a votar hoje, seguindo o relator. "Nenhuma lei estará livre de conflito com a Constituição se nascer a partir da vontade punitiva do legislador."

A lei de imprensa da ditadura militar só serve aos interesses de governos e patrões inescrupulosos que, em troca da fidelidade dos jornalistas, lhes oferecem uma reserva de mercado absurda, onde o que vale é um diploma de jornalista obtido em uma faculdade qualquer e não a capacidade intelectual, cultural ou profissional dos verdadeiros jornalistas. Desta forma conseguem controlar os jornalistas que, em sua maioria, viram "escrivinhadores" das vontades dos donos do poder nefasto.

A derrubada desta lei patronal e ditatorial é um avanço da frágil democracia brasileira. Melhor seria se a esta lei fosse derrubada por iniciativa do legislativo ou do executivo. Mas o que importa é que ela finalmente caiu.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 20:57 30/04/2009, de Curitiba, PR


Trabalhadores criam Comitê Mundial da Ford
João Cayres, representante da América do Sul, disse que o processo de debates sobre o Comitê Mundial começou há cinco anos, durante encontros nacionais e internacionais promovidos pelo TIE, entidade para troca de informações sobre empresas transnacionais, e a Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT

Os trabalhadores na Ford, reunidos na semana passada em Detroit, nos Estados Unidos, decidiram pela criação do Comitê Mundial durante encontro patrocinado pela Federação Internacional dos Trabalhadores Metalúrgicos.

Foi definido um grupo executivo, responsável pela negociação e formalização do Comitê junto à direção mundial da Ford.

O companheiro João Cayres foi escolhido para esse grupo como representante da América do Sul. Ele participou do encontro como representante brasileiro da fábrica de São Bernardo, além de José Monteiro, de Taubaté, e Bonfim, de Camaçari.

João Cayres disse que o processo de debates sobre o Comitê Mundial começou há cinco anos, durante encontros nacionais e internacionais promovidos pelo TIE, entidade para troca de informações, e a Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT.

“Antes, o sindicato norte-americano, o maior do grupo Ford, não tinha uma discussão sobre o assunto. Agora, com uma posição real deles, foi possível encaminhar o Comitê Mundial”, disse. Ele comentou que um comitê com representantes das fábricas do mundo tem acesso ao alto escalão da multinacional, além de poder encaminhar reivindicações que normalmente não chegam à direção da empresa.

Além disso, o Comitê Mundial agiliza a troca de informações entre os trabalhadores. João Cayres lembrou que os encontros entre brasileiros e russos do grupo Ford possibilitaram a criação de um sindicato independente naquele país.

“Eles se organizaram, realizaram greves com nossa solidariedade e conquistaram melhores salários”, comentou.

Esse mesmo exemplo vale para os trabalhadores na fábrica de Camaçari que, depois de muita luta com apoio do pessoal de vários países, também avançaram nas conquistas.

Participaram do encontro internacional metalúrgicos das fábricas da Ford no Brasil, Rússia, Espanha, Tailândia, África do Sul, Reino Unido, Alemanha, Canadá, Bélgica, Suécia, Austrália e Estados Unidos.

Fonte: Tribuna Metalúrgica
Enviada por SindiMetal ABC, às 10:15 30/04/2009, de São Bernardo do Campo, SP


Estão mentindo sobre os piratas
Quem são os verdadeiros piratas?

Aqueles que ocupam um navio para conseguir algo de comer ou os que usam navios, aviões, exércitos e a força bruta para dominar territórios, mares, povos e riquezas alheias?

Onde estão os verdadeiros bandidos na história?

É como no software, um cara se apropriou do conhecimento humano, recebido gratuitamente, juntou alguns algarismos e passou a cobrar pelo "produto" de algo já conhecido por ele "inventado". Conseguiu bilhões extorquindo os usuários de computador e os usou para sair mundo afora acusando de pirata quem não quisesse lhe pagar pelo software. O cara roubou, se apropriou de uma coisa que não era dele, mas agora faz de tudo para dizer que os demais são os ladrões.

É a inversão da lógica e da racionalidade para justificar a sanha capitalista.

Vale tudo!

Estão mentindo sobre os piratas

Por Johann Hari
"The Independent"

Quem imaginaria que em 2009, os governos do mundo declarariam uma nova Guerra aos Piratas? No instante em que você lê esse artigo, a Marinha Real Inglesa – e navios de mais 12 nações, dos EUA à China – navega rumo aos mares da Somália, para capturar homens que ainda vemos como vilãos de pantomima, com papagaio no ombro.

Mais algumas horas e estarão bombardeando navios e, em seguida, perseguirão os piratas em terra, na terra de um dos países mais miseráveis do planeta.

Por trás dessa estranha história de fantasia, há um escândalo muito real e jamais contado.

Os miseráveis que os governos 'ocidentais' estão rotulando como "uma das maiores ameaças de nosso tempo" têm uma história extraordinária a contar – e, se não têm toda a razão, têm pelo menos muita razão.

Os piratas jamais foram exatamente o que pensamos que fossem. Na "era de ouro dos piratas" – de 1650 a 1730 – o governo britânico criou, como recurso de propaganda, a imagem do pirata selvagem, sem propósito, o Barba Azul que ainda sobrevive.

Muita gente sempre soube disso e muitos sempre suspeitaram da farsa: afinal, os piratas foram muitas vezes salvos das galés, nos braços de multidões que os defendiam e apoiavam.

Por quê? O que os pobres sabiam, que nunca soubemos? O que viam, que nós não vemos? Em seu livro Villains Of All Nations, o historiador Marcus Rediker começa a revelar segredos muito interessantes.

Se você fosse mercador ou marinheiro empregado nos navios mercantes naqueles dias – se vivesse nas docas do East End de Londres, se fosse jovem e vivesse faminto –, você fatalmente acabaria embarcado num inferno flutuante, de grandes velas.

Teria de trabalhar sem descanso, sempre faminto e sem dormir. E, se se rebelasse, lá estavam o todo-poderoso comandante e seu chicote [ing. the Cat O' Nine Tails, lit. "o Gato de nove rabos"].

Se você insistisse, era a prancha e os tubarões. E ao final de meses ou anos dessa vida, seu salário quase sempre lhe era roubado.

Os piratas foram os primeiros que se rebelaram contra esse mundo. Amotinavam-se nos navios e acabaram por criar um modo diferente de trabalhar nos mares do mundo. Com os motins, conseguiam apropriar-se dos navios; depois, os piratas elegiam seus capitães e comandantes, e todas as decisões eram tomadas coletivamente; e aboliram a tortura.

Os butins eram partilhados entre todos, solução que, nas palavras de Rediker, foi "um dos planos mais igualitários para distribuição de recursos que havia em todo o mundo, no século 18 ".

Acolhiam a bordo, como iguais, muitos escravos africanos foragidos. Os piratas mostraram "muito claramente – e muito subversivamente – que os navios não precisavam ser comandados com opressão e brutalidade, como fazia a Marinha Real Inglesa."

Por isso eram vistos como heróis românticos, embora sempre fossem ladrões improdutivos.

As palavras de um pirata cuja voz perde-se no tempo, um jovem inglês chamado William Scott, volta a ecoar hoje, nessa pirataria new age que está em todas as televisões e jornais do planeta.

Pouco antes de ser enforcado em Charleston, Carolina do Sul, Scott disse: "O que fiz, fiz para não morrer. Não encontrei outra saída, além da pirataria, para sobreviver".

O governo da Somália entrou em colapso em 1991.

Nove milhões de somalianos passam fome desde então.

E todos e tudo o que há de pior no mundo ocidental rapidamente viu, nessa desgraça, a oportunidade para assaltar o país e roubar de lá o que houvesse. Ao mesmo tempo, viram nos mares da Somália o local ideal onde jogar todo o lixo nuclear do planeta.

Exatamente isso: lixo atômico. Nem bem o governo desfez-se (e os ricos partiram), começaram a aparecer misteriosos navios europeus no litoral da Somália, que jogavam ao mar contêineres e barris enormes.

A população litorânea começou a adoecer. No começo, erupções de pele, náuseas e bebês malformados. Então, com o tsunami de 2005, centenas de barris enferrujados e com vazamentos apareceram em diferentes pontos do litoral. Muita gente apresentou sintomas de contaminação por radiação e houve 300 mortes.

Quem conta é Ahmedou Ould-Abdallah, enviado da ONU à Somália: "Alguém está jogando lixo atômica no litoral da Somália. E chumbo e metais pesados, cádmio, mercúrio, encontram-se praticamente todos."

Parte do que se pode rastrear leva diretamente a hospitais e indústrias européias que, ao que tudo indica, entrega os resíduos tóxicos à Máfia, que se encarrega de "descarregá-los" e cobra barato.

Quando perguntei a Ould-Abdallah o que os governos europeus estariam fazendo para combater esse 'negócio', ele suspirou: "Nada. Não há nem descontaminação, nem compensação, nem prevenção."

Ao mesmo tempo, outros navios europeus vivem de pilhar os mares da Somália, atacando uma de suas principais riquezas: pescado.

A Europa já destruiu seus estoques naturais de pescado pela superexploração – e, agora, está superexplorando os mares da Somália.

A cada ano, saem de lá mais de 300 milhões de atum, camarão e lagosta; são roubados anualmente, por pesqueiros ilegais. Os pescadores locais tradicionais passam fome.

Mohammed Hussein, pescador que vive em Marka, cidade a 100 quilômetros ao sul de Mogadishu, declarou à Agência Reuters: "Se nada for feito, acabarão com todo o pescado de todo o litoral da Somália."

Esse é o contexto do qual nasceram os "piratas" somalianos. São pescadores somalianos, que capturam barcos, como tentativa de assustar e dissuadir os grandes pesqueiros; ou, pelo menos, como meio de extrair deles alguma espécie de compensação.

Os somalianos chamam-se "Guarda Costeira Voluntária da Somália". A maioria dos somalianos os conhecem sob essa designação. Pesquisa divulgada pelo site somaliano independente WardheerNews informa que 70% dos somalianos "aprovam firmemente a pirataria como forma de defesa nacional".

Claro que nada justifica a prática de fazer reféns.

Claro, também, que há gângsteres misturados nessa luta – por exemplo, os que assaltaram os carregamentos de comida do World Food Programme.

Mas em entrevista por telefone, um dos líderes dos piratas, Sugule Ali disse: "Não somos bandidos do mar. Bandidos do mar são os pesqueiros clandestinos que saqueiam nosso peixe." William Scott entenderia perfeitamente.

Por que os europeus supõem que os somalianos deveriam deixar-se matar de fome passivamente pelas praias, afogados no lixo tóxico europeu, e assistir passivamente os pesqueiros europeus (dentre outros) que pescam o peixe que, depois, os europeus comem elegantemente nos restaurantes de Londres, Paris ou Roma?

A Europa nada fez, por muito tempo. Mas quando alguns pescadores reagiram e intrometeram-se no caminho pelo qual passa 20% do petróleo do mundo... imediatamente a Europa despachou para lá os seus navios de guerra.

A história da guerra contra a pirataria em 2009 está muito mais claramente narrada por outro pirata, que viveu e morreu no século 4º AC.

Foi preso e levado à presença de Alexandre, o Grande, que lhe perguntou "o que pretendia, fazendo-se de senhor dos mares."

O pirata riu e respondeu: "O mesmo que você, fazendo-se de senhor das terras; mas, porque meu navio é pequeno, sou chamado de ladrão; e você, que comanda uma grande frota, é chamado de imperador".

" Hoje, outra vez, a grande frota europeia lança-se ao mar, rumo à Somália – mas... quem é o ladrão?
Enviada por Maurício Minolfi, às 09:35 29/04/2009, de Curitiba, PR


La situaccion en México es complicada
Estimadas/os Compañeras/os,

Les escribimos para comentarles algo de lo que esta sucediendo en México en los ultimos días.

En el contexto de una crisis económica generalizada, hace ya varios meses que la situación en materia de seguridad pública se ha profundizado terriblemente. La guerra que el gobierno de Calderon ha declarado a los lideres del narco han desatado una ola de violencia que se ha recrudecido y que ha sido aprovechada por los delincuentes comun y corrientes. Ahora todo delincuente se autonombra como ZETA que es el nombre de los sicarios pertenecientes a uno de los carteles de la droga y en el nombre de los famosos ZETAS se han desatado una serie de delitos en contra de la población.

Hasta hace una semana, esas eran las noticias que del diario veíamos y escuchabamos en los medios de comunicación, vinculados por supuesto a las noticias de la crisis económica y a los conflictos entre los partidos políticos en visperas de las eleccciones de julio.

El viernes por la mañana, nos sorprendio la noticia del cese de clases y de otras actividades en virtud de la aparicion del virus de la influenza porcina y del gran número de personas infectadas y fallecidas.

En el transcurso del fin de semana, las medidas han sido mas alarmantes y han generado el desconcierto y hasta el panico en la población, fundamentalmente en el D.F.

Las clases en todos los niveles ( educación basica a posgrado ) se han suspendido hasta el 6 de mayo, eventos masivos se han cancelado: reuniones, trámites adminsitrativos, penales y electorales, juegos de futbol, misas, deportes al aire libre, etc.

Las calles se ven vacias, en comparación con la agitación cotidiana de esta ciudad y las personas que andan en la calle ( fundamentalmente trabajadoras y trabajadores que no han mantenido su actividad ) andan todos con tapabocas y/o guantes. Los negocios estan vacios ante la ausencia de los consumidores. En fin nuestra ciudad esta irreconocible. La televisión, el radio y la prensa no hacen más que hablar de la influenza y de las medidas preventivas.

Los sindicatos oficiales e independientes han decidio cancelar la marcha del primero de mayo. Los eventos de analisis y reflexión se han cancelado hasta nuevo aviso. Y no sabemos que vaya a pasar despues del 6 de mayo.

Inicialmente solo se registraban datos en el D.F, Estado de México y San Luis Potosi, ahora ya hay varios estados más del país que registran casos.

Actualmente se habla de 152 decesos en todo el país y 25 en el D.F., así como una población infectada de 1,384 personas.

Las noticias que dio el Jefe de Gobierno del D.F. señalan que las cifras se mantienen, no se han incrementado, pero se mantienen. Quiza se deba a que la población en su conjunto ha hecho caso de las indicaciones señaladas.

Al principio estabamos medio incredulas y la verdad es que todo lo que esta pasando a mi me sigue manteniendo en la misma situación.

Y anteayer para acabarla TEMBLO en México!!!

Que más nos falta?

Dicen que solo nos falta que nos oriene un perro.

Esperando que nos se nos acerque ningun canino y que el panorama sea mejor. Les enviamos un abrazo libre de infuenza.
Enviada por Norma Malagon, às 09:15 29/04/2009, de Cidade do México, México


PPS assume direitismo moralista e desagrada imprensa patronal
O PPS - Partido Popular Socialista, aquele que um dia já se chamou de PCB - Partido Comunista Brasileiro, mas cheio de gente de classe média e pequenos burgueses sem coragem de manter suas posições políticas depois do fim da União Soviética e por isso mesmo mudou de nome e de lado na política brasileira.

O PPS transformou-se em um partido de direita e moralista. Sua última propaganda eleitoral exibida pelos canais da TV brasileira deixam isso bem claro. Tanto é que no dia 28.04.2009, o editorial do jornal Valor Economico foi dedicado a atacar a propaganda do PPS.

Pelo jeito as famílias Marinho (Organizações Globo) e Frias (Grupo Folha), sócias no Valor Econômico, não ficaram felizes com a "endireitada" moralista dos renegados e abnegados comunistas de classe média e pequeno-burgueses do PPS.

Para que não fique dúvidas citamos na íntegra o editorial do Valor Econômico de 28.04.2009:

Existe limite até para a propaganda partidária

Valor Econômico
Editorial
28/04/2009

Mesmo na política, onde alguns acham que é eticamente defensável o uso de quaisquer recursos à mão na luta pelo poder, não se admite que sofismas, insinuações ou atos impensados sejam usados em temas delicados, que provoquem especulações capazes de afetar a vida de toda a população. Isto é: qualquer que seja o conceito de um grupo acerca da maleabilidade ética da política, o que já é discutível, o uso da máxima "os meios justificam os fins" devem cessar imediatamente quando a segurança dos brasileiros como um todo é colocada em risco.

Isso cabe como uma luva à propaganda do PPS em cadeia de rádio e televisão, veiculada. Lá pelas tantas o deputado Raul Jungmann (PE) diz que "o governo vai mexer na poupança como fez o governo Collor". Quando o presidente do PT, Ricardo Berzoini, ameaçou entrar com uma representação no TSE contra a propaganda política, argumentando que o partido de Jungmann "utiliza de forma indevida o horário partidário para espalhar o pânico", o PPS soltou uma nota oficial incluindo uma vírgula na afirmação em cadeia nacional: "Em nenhum momento o PPS afirma que Lula vai confiscar o dinheiro da poupança. Disse, sim, que vai mexer na poupança, como Collor também mexeu. Aliás, o ex-presidente é aliado do governo do PT, que tem no seu rol de satélites todos os partidos do mensalão".

Tudo que o país não precisa neste momento é de uma corrida aos bancos - mesmo sem crise, aliás, isso é uma temeridade para todo o sistema. E a mudança nas regras de poupança que vêm sendo estudadas pelo governo em função da queda da taxa de juros básica da economia está dando ensejo a especulações que são incabíveis.

Se o PPS tivesse acusado o governo de estudar a redução dos rendimentos do investimento que e que é o mais utilizado pelas camadas mais pobres da população e lhes dá maior segurança, e se tivesse discordado veementemente dessa medida, estaria no seu papel. Poderia ter argumentado, com alguma razão, que a fórmula da poupança propicia um rendimento que hoje empata apenas com os fundos de investimento que têm taxas absurdas de administração, e que caberia antes pressionar os bancos a reduzi-las. Todas essas críticas, porém, seriam circunstanciais. Com inflação e juros em queda, a remuneração atual da poupança impediria o declínio dos juros nos financiamentos habitacionais e serviria de piso para a taxa de juros do país, paralisando a política monetária. Seria de se esperar do PPS uma alternativa à política em estudo pelo governo, mas ele ou não vê necessidade disso - o que é um erro - ou não tem opção a oferecer.

Em 16 de março de 1990, Collor bloqueou 80% de todos os depósitos do overnight, das contas correntes e das contas de poupança sobre o que excedesse NCz$ 50 mil - ou Cr$ 50, de acordo com a nova moeda -, que foram congelados por 18 meses e restituídos depois desse prazo em 12 prestações mensais, corrigidas pela inflação mais seis por cento ao ano. Quando sofisma, o PPS não diz, mas induz. É um jogo maroto: da afirmação de que Lula vai mexer na poupança como Collor fez, supõe-se que o PPS está dizendo que, se Collor bloqueou a poupança, Lula também vai bloquear; da frase seguinte, conclui-se que o partido quer dizer que, se Collor apoia Lula, o governo petista fatalmente vai fazer o bloqueio da poupança, como fez seu aliado no passado.

Vai contra qualquer regra do bom senso induzir a esse tipo de pânico. Isso vale para o PPS. E vale também para o PT. Em 2004, o deputado Nazareno Fonteles (PT-PI) apresentou uma emenda instituindo uma "poupança fraterna" por sete anos. Segundo o projeto, nesse período cada brasileiro poderia gastar apenas o correspondente a dez vezes o PIB per capita mensal, e o excedente seria depositado numa poupança compulsória, que seria devolvida apenas 14 anos depois. É certo que o projeto não tem chance de ser aprovado, mas cada vez que se fala de alteração na poupança, ele é apontado como a prova cabal de que existe intenção de fazer um confisco. O PPS induz perigosamente a especulações sobre a poupança e talvez o PT, com a imprevidência do deputado Fonteles, mereça isso. O Brasil, todavia, não merece.

Já no artigo Cristiano Romero intitulado "Brasília em clima de Fla-Flu", publicado no Valor Econômico em 29.04.2009, afirma-se:

Somente a forte polarização política pode explicar a infelicidade de campanhas como a perpetrada pelo PPS, o antigo Partidão (PCB), em relação às mudanças, em estudo no governo, nas regras de correção da caderneta de poupança. As alterações são necessárias, decorrem de uma novidade da economia brasileira - a convergência da taxa básica de juros (Selic) para padrões internacionais -, mas foram vendidas à população pelo respeitável partido como um possível confisco à la Collor.

Questionado, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) disse que foi mal interpretado. Ele afirmara, no horário político do PPS, que o governo vai mexer na poupança, "como fez o governo Collor". Ora, o que Collor fez, em 1990, foi o confisco puro e simples não apenas da poupança e das aplicações financeiras em geral, mas também dos depósitos à vista de quem tinha conta em banco. Não há erro de interpretação. Envolvido pelo clima de Fla-Flu existente no país, Jungmann sugeriu, em rede nacional de televisão, que Lula repetiria Collor.

Mexer na poupança é uma coisa; confiscar depósitos é outra completamente diferente. Ou o governo, com a autorização do Congresso, altera a forma anacrônica de correção da poupança ou o Banco Central não poderá mais reduzir a taxa de juros, sob pena de inviabilizar o financiamento do Estado brasileiro e provocar grande distúrbio no mercado financeiro.

A direita mostra claramente que não gosta de quem muda de lado. Mas nem todo mundo na esquerda entende isso e acaba achando que se for um pouquinho mais light ou mudar de lado conseguirão agradar aos donos do poder economico deste país e ser por eles bem quistos.

Ledo engano!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:06 29/04/2009, de Curitiba, PR


Necessidade de ação sindical no congreso nacional
Existe um movimento no Congresso Nacional para flexibilizar direitos, caso não haja uma contra-ofensiva do movimento sindical pode ganhar musculatura, especialmente neste momento de crise. O DIAP elaborou três levantamentos com projetos de interesse do movimento sindical.

O movimento sindical, sem prejuízo da boa interlocução com o Poder Executivo, deve intensificar sua relação com o Congresso, onde existe uma ampla agenda de projetos com reflexos sobre o mundo do trabalho.

A história recente registra algumas investidas contra os direitos dos trabalhadores, como a aprovação da Emenda 3, a retirada dos trabalhadores dos conselhos de contribuintes, a tentativa de supressão das fontes de financiamento da seguridade social, a pressão para votação do projeto de FHC sobre terceirização, entre outras.

Esse movimento para flexibilizar direitos, caso não haja uma contra-ofensiva do movimento sindical, pode ganhar musculatura, especialmente neste momento de crise.

Matérias como a que propunha a redução das contribuições sobre a folha e redução da despesa do empresário com o FGTS, cuja diferença para menor seria compensada com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador, podem sensibilizar os parlamentares.

O deputado Michel Temer (PMDB/SP), em audiência neste mês de abril com lideranças sindicais da UGT, surpreendeu os presentes ao dizer que, desde que assumiu a Presidência da Câmara, aquela era a primeira vez que alguém pedia a retirada ou arquivamento do projeto sobre terceirização.

Todos os pedidos sobre o projeto - e foram muitos - eram para sua imediata votação.

Este simples episódio relatado pelo presidente da Câmara ilustra e justifica uma atuação mais ostensiva no Congresso, seja lutando pela aprovação de projetos de interesse dos trabalhadores, como o que acaba com o fator previdenciário, reduz jornada, garante aumento real até 2023 para o salário mínimo, proíbe a demissão imotivada e extingue a contribuição dos inativos, seja rejeitando aqueles prejudiciais ao trabalhador, como o que trata da terceirização.

Para contribuir com esse trabalho, o DIAP elaborou três levantamentos com projetos de interesse do movimento sindical, o primeiro sobre os trabalhadores do setor privado, o segundo sobre os servidores públicos e o terceiro sobre organização sindical, publicados no boletim de abril.

Fonte: Editorial do boletim do Diap # 226, de abril de 2009
Enviada por Ubiraja Freitas, às 10:45 27/04/2009, de Belo Horizonte, MG


Lançamento: Livros sobre Mapeamento Comparativo em inglês são disponibilizados na internet
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TIE-Brasil acaba de lançar a versão em inglês do livro "Mapeamento Comparativo dos Processos Produtivos".

A publicação de TIE-Brasil, lançada originalmente em português em 2008, é composta de 2 livros-base e destinada a todos os Trabalhadores e Trabalhadoras, formadores e lideranças sindicais que desejam conhecer melhor esta filosofia de trabalho e ação sindical e aplicá-la em sua base, sindicato, categoria ou fábrica.

Os livros que lançamos neste momento estão disponíveis para download e são publicados sob os termos do Copyleft que permite aos "destinatários" das publicações copia-las, estuda-las, modifica-las e distribui-las, desde que mantidos os créditos e referências à edição original.

Os dois livros do "Mapeamento Comparativo dos Processos Produtivos", em Inglês, podem ser baixados gratuitamente e reproduzidos por todas as organizações sindicais e sociais sem fins comerciais.

Aqui você poder baixar o Livro 1 e também o Livro 2

Se preferir pode também dar uma espiadinha em nossa página de documentos clicando aqui e conferir tudo o que já foi publicado por TIE-Brasil e disponível para download.

Com esta publicação em inglês avançamos mais um passo em nossa trajetória de Trabalho-Aprendizado, um processo permanente de Construção Coletiva de Conhecimento.

A presente publicação não teria sido possível sem a contribuição fundamental de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Chile, Holanda, Marrocos, México, Rússia e Ucrânia, entre outros, que participaram do desenvolvimento da mesma, seja com textos, sugestões ou puxadas-de-orelha nos editores.

Conhecimento não se vende, se transmite!
Enviada por TIE-Brasil, às 10:25 25/04/2009, de Curitiba, PR


Trabalhadores na Volkswagen do Brasil se reúnem em Guaraqueçaba-PR
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O 2º Encontro Nacional dos Trabalhadores na Volkswagen do Brasil terminou neste sábado, dia 25

De 23 a 25 de abril aconteceu na cidade de Guaraqueçaba, no Paraná, o 2º Encontro Nacional dos Trabalhadores na Volkswagen do Brasil. O encontro debateu as questões em comum dos trabalhadores nas plantas da Volks no Brasil e no mundo e a organização no local de trabalho, bem como a conjuntura econômica e o cenário político nacional.

A mesa de abertura do encontro na quinta-feira, dia 23, contou com a presença do companheiro Paulo Dutra, representando o presidente da CNM/CUT, Carlos Alberto Grana, do presidente da CNTM, Clementino Tomaz Vieira, do presidente da FEM/CUT-SP, Valmir Marques (Biro Biro), do presidente da Fetim, Sebastião de Oliveira, do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba, Sérgio Butka, do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, Isaac do Carmo, do diretor sindical, Erick Pereira da Silva, representando presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos, do representante do IG Mettal, Flavio Benites, do representante do TIE Brasil, Sergio Bertoni e representantes de entidades nacionais e internacionais, além de autoridades locais.

Na sexta-feira, o 2º Encontro Nacional dos Trabalhadores na Volks contou com a análise de conjuntura pelo diretor do Dieese, Ademir Figueiredo, e apresentação da realidade das plantas da Volks no Brasil.

O companheiro Zuher Handar, do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba falou sobre "A crise econômica e seus impactos na saúde e segurança" e seguiram os debates sobre a realidade das plantas frente à conjuntura e a organização no local de trabalho.

Em seguida aconteceu trabalho em grupo com o tema “A organização dos trabalhadores e a garantia dos seus direitos". Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, Isaac do Carmo, “Esta organização dos trabalhadores na Volkswagen sempre foi muito importante, principalmente em momentos como os vividos em 2005 pela categoria de Taubaté, quando a unidade dos trabalhadores de todas as plantas da Volks fez a diferença para garantir o emprego e os direitos dos trabalhadores”.

Sergio Nobre, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que marcou presença no evento, destacou na abertura a importância das resoluções que serão tomadas no encontro. “Que resoluções importantes, do tamanho da importância do Comitê Nacional saiam deste 2º encontro no intuito de garantir, ou melhor, continuar garantindo os direitos dos trabalhadores, principalmente em momentos como este que estamos vivendo durante a crise”, afirmou o presidente Sérgio Nobre. O debate dos trabalhadores na Volkswagen busca fazer um resgate das mobilizações do Comitê Nacional que foram decisivas para a manutenção dos empregos e direitos dos trabalhadores em diversas oportunidades.

“É importante que saiamos deste encontro com resoluções concretas que fortaleçam nossas lutas e leve a empresa a reconhecer a força política e importância do Comitê Nacional dos Trabalhadores”, disse Isaac do Carmo. O Comitê Nacional também representa a organização dos trabalhadores em nível mundial, em unidade com os companheiros de outras plantas da Volkswagen ao redor do mundo. O representante do IG Metall, Sindicato da Alemanha, Flávio Benites, ressaltou na abertura do evento a necessidade da organização no local de trabalho.

“Pela experiência que tenho vivido na Alemanha tenho a certeza que tal organização é primordial para o movimento sindical, considerando inclusive que a atividade está sendo realizada em conjunto por duas centrais”, disse Benites.

O encontro também conta com participação de entidades como o TIE Brasil, que auxiliam a formação de redes internacionais de trabalhadores em empresas multinacionais.

"A continuidade deste trabalho (manter o Comitê Nacional que teve início não apenas em 2003-2004, mas desde que a Volks e a Ford decidiram criar a Autolatina) é de extrema relevância e manter esta organização e estarmos hoje reunidos é extremamente importante", afirmou o representante do TIE Brasil, Sérgio Bertoni.

Para o coordenador da Comissão de Fábrica de Taubaté, Aldrey Allan Candido, o encontro foi decisivo para os rumos das lutas dos trabalhadores na Volks contra a crise e para o avanço em suas conquistas e garantias de direitos.

Histórico - O Comitê Nacional dos Trabalhadores na Volkswagen surgiu em 2003, e foi consolidado durante o 1º Encontro Nacional realizado na cidade de Ubatuba em 2005.

O Comitê atende a necessidade de fomentar e ampliar a colaboração entre os trabalhadores na Volkswagen do Brasil e do mundo.

Logo após a fundação do Comitê, aconteceram as negociações conjuntas da PLR, assim como a greve contra a intransigência da empresa com relação aos valores.

Durante a reestruturação anunciada pela Volkswagen em 2006, a ação do Comitê Nacional foi fundamental para o enfrentamento com a empresa, que ameaçava cerca de 7 mil demissões. Pela primeira vez, a produção da s cinco fábricas brasileiras da Volkswagen foi paralisada.

Essa mobilização em Taubaté abriu caminho para que os novos produtos da empresa viessem para a cidade garantindo a existência da fábrica e o desenvolvimento econômico de nossa região.

O Comitê hoje propõe a ampliação dos espaços de debate e o enraizamento de suas propostas de solidariedade e colaboração, contribuindo pela construção de uma sociedade mais justa.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté
Enviada por Comitê Nacional dos Trabalhadores na VW, às 09:30 25/04/2009, de Guaraqueçaba, PR


Trabalhadores na LG conquistam estabilidade no emprego de 180 dias e reajuste salarial
Os trabalhadores na LG Electronics de Taubaté aprovaram em assembléia na tarde desta sexta-feira, dia 17, o acordo que garante estabilidade de 180 dias no nível de emprego e reajuste salarial para os trabalhadores em 1º de maio conforme dissídio coletivo da greve realizada em dezembro de 2007 pela implantação da estrutura de cargos e salários na empresa.

Em assembléia realizada na quarta-feira, dia 15, os trabalhadores aprovaram o fim das horas extras na empresa devido ao forte ritmo de produção e a realização de um dia de luta na cidade contra as irregularidades cometidas pela LG como o não cumprimento do acordo para implantação do plano de cargos e salários.

No acordo negociado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté nesta sexta-feira a empresa se compromete a realizar as horas extras de acordo com a legislação trabalhista brasileira, e a direção da LG se comprometeu a proibir o assédio moral das chefias sobre os trabalhadores.

“A estabilidade no emprego por 180 dias, até dia 31 de outubro, garante aos trabalhadores na LG a segurança para que possam se preparar para avançar nas conquistas no ano de 2009, e mostra que os trabalhadores mantiveram um alto grau de mobilização pela conquista de seus direitos e pelo cumprimento de uma determinação da Justiça pelo reajuste salarial do plano de cargos e salários”, disse o presidente do Sindicato, Isaac do Carmo.

A LG Electronics de Taubaté tem hoje 2.200 trabalhadores e produz telefones celulares, monitores e notebooks.
Enviada por SindiMeTau, às 12:46 18/04/2009, de Taubaté, SP


FHC está roendo o cotovelo, tamanha raiva e inveja
Já dissemos aqui que o império usará de todas as armas para fazer com que pensemos que estamos bem na fita

Mas que é super legal ouvir o que presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse em entrevista à rede de TV CNN en Español, transmitida nesta quinta-feira, isso é.

Obama disse que o Brasil "é uma potência econômica e grande jogador no cenário internacional". E mais:
- "Minha relação com o presidente Lula é a de dois líderes que têm grandes países, que estão tentando resolver os problemas e criar oportunidades para nossos povos, e devemos ser parceiros", completou.

É super irônico ver e ouvir tudo isso. Imaginem a cara dos tucanos que maracutaias mil fizeram só para agradar aos donos do império!?! Lamberam-lhes as botas, mostraram-lhes o que não deviam e não receberam nem um obrigadinho.

Já Lula, fala que a crise é deles, que os culpados pela atual situação mundial são os brancos ricos, que os pobres não irão pagar a conta do casino financeiro. Enfim, bota o dedo na ferida. A imprensa patronal, colonizada, "fica" com vergonha e detona nosso presidente democraticamente eleito. Obama vem e a contradiz, seguidamente.

É super engraçado!

Os beatos do néo-liberalismo diziam que o Brasil acabaria se Lula ganhasse as eleições em 2002. E o Brasil não acabou.

De tudo fizeram para que Lula "sangrasse" até perder as eleições de 2006. Lula foi reeleito...

Torceram para que o Brasil afundasse na crise financeira mundial, tal como aconteceu em 1999, na época de FHC, quando nosso país entrou em recessão depois da crise russa.

Atualmente só veiculam notícias ruins, como aquela onde dizem que o FMI prevê que o Brasil entrará em recessão este ano. E aí, no mesmo dia, vem Obama e elogia o Brasil pela segunda vez em poucas semanas.

É de chorar de rir! A nossa elite torce para que o Brasil se dê mal, enquanto o homem mais poderoso do mundo diz o contrário.

A quem dar crédito?

A eles ou a ele?

Ao FMI, que impôs o modelo neo-liberal, e à imprensa patronal que o divulgou e disseminou o pensamento único?

Ou ao primero presidente negro dos EUA?

Sejam ou não as palvras de Obama um "canto de sereia", ficamos com a opinião do presidente norte-americano.

FHC e a tucana devem estar a roer os cotovelos, tamanha a raiva e a inveja. Não se impressionem se a partir de agora eles se façam de anti-americanistas e neo-nacionalistas.

Lula mostra que não é se abaixando (e rebaixando) perante os outros que nós conquistamos nossos direitos e o devido respeito.

Só é respeitado e defende o que conquista, quem anda de cabeça erguida. Seja em casa, na fábrica, no sindicato ou na política internacional.
Enviada por Sergio Bertoni, às 00:18 17/04/2009, de Curitiba, PR


Servidores Municipais de Curitiba em greve realizam grande manifestação
Começou à zero hora desta quarta-feira [15/04] a greve dos servidores públicos de Curitiba. A paralisação envolve diversas categorias de trabalhadores da capital paranaense e é comandada pelos sindicatos do magistério municipal [Sismmac] e dos servidores [Sismuc].

Os trabalhadores reivindicam a recomposição das perdas salariais dos últimos dez anos, que chegam a 14,6%, mais a inflação acumulada nos últimos 12 meses. Além disso, também exigem o auxílio-alimentação para todos e melhores condições de trabalho. A administração municipal ofereceu apenas a 6,5% de reajuste salarial.

De acordo com informações dos sindicatos, a greve já atinge diversos serviços, como educação, abastecimento, saúde e assistência social. “Infelizmente a prefeitura continua intransigente e não negocia avanços na sua proposta. Essa falta de diálogo vai custar muito caro para a administração de Curitiba, pois a tendência é que a adesão dos servidores aumente a cada dia. As categorias estão indignadas com a postura da prefeitura diante do movimento grevista”, afirmou Irene Rodrigues, presidente do Sismuc.

O presidente da CUT no Paraná, Roni Anderson Barbosa, participou da passeata dos servidores e declarou o apoio da Central à paralisação. “A greve é legítima. A prefeitura tem condições de atender às reivindicações dos servidores, mas prefere insistir no discurso da crise para não negociar avanços salariais. Essa crise não é dos trabalhadores, é do patrão! Por isso, a CUT declara seu apoio total e irrestrito à greve. Vamos mobilizar nossos sindicatos para fazer com que essa paralisação cresça ainda mais”.

Curitiba conta com aproximadamente 32 mil servidores. Ainda não foi divulgado o percentual de servidores que aderiram à greve.

Passeata e Motoboys

Milhares de servidores atenderam à convocação do Sismuc e Sismmac e se concentraram na Praça Santos Andrade, região central de Curitiba, a partir das 08h00 desta quarta-feira. Clique aqui para ver fotos da manifestação.

Por volta das 11h, saíram em caminhada pela Rua Marechal Deodoro. Quando chegaram no cruzamento com a outra Marechal, a Floriano, um dos pontos de maior movimento da cidade, receberam o apoio do movimento dos motoboys, que fecharam ambas as ruas por cerca de uma hora.

Os motoboys protestaram contra o cadastramento obrigatório imposto pela Urbanização de Curitiba S/A [Urbs]. Essa medida exige que os profissionais de moto-frete façam um curso de 20 horas/aula para conseguir a licença para trabalhar. A partir de agosto, os motoqueiros não cadastrados serão multados e perderão pontos na carteira de habilitação.

Após o desbloqueio do cruzamento, a passeata prosseguiu pelas ruas do centro até a sede da Prefeitura, inclusive com a participação dos motoboys.

Os servidores exigem que seja aberta uma nova rodada de negociação ainda na tarde de hoje. Uma assembleia prevista para as 16 horas vai definir os rumos da greve.

Piores salários

Os servidores de Curitiba são os que recebem menor salário médio entre as sete capitais das regiões Sul e Sudeste do país. Os dados oficiais, referentes a dezembro de 2007, constam da Relação Anual de Informações Sociais, do Ministério do Trabalho e Emprego. O levantamento foi elaborado na última semana pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos), a pedido do mandato do deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR).

A média salarial mais alta nas duas regiões é registrada em Porto Alegre, onde os servidores municipais recebem R$ 3,4 mil. Esse valor é 74% maior do que o salário médio recebido pelos servidores de Curitiba, de R$ 1,9 mil.

Na sequência, abaixo do valor pago na capital gaúcha e acima do valor da capital paranaense, aparecem Florianópolis (R$ 2,9 mil), Belo Horizonte (R$ 2,5 mil), São Paulo (R$ 2,4 mil), Vitória (R$ 2,3 mil) e Rio de Janeiro (R$ 2,1 mil).
Enviada por CUT-PR, às 15:55 15/04/2009, de Curitiba, PR


PL da terceirização volta ao Congresso Nacional
A poucos dias antes do 1º de maio, o futuro dos trabalhadores está em jogo na Câmara dos Deputados

A Comissão do Trabalho voltou a analisar o projeto de lei 4.302/1998, de autoria do governo Fernando Henrique Cardoso, que representa um dos maiores ataques aos direitos trabalhistas da história recente do país. Na prática, o projeto legaliza as terceirizações, acaba com o vínculo empregatício e, de quebra, joga na lata do lixo todos os avanços conquistados pelos trabalhadores com muitas greves e lutas.

Os empresários já colocaram todo seu poder político e econômico para pressionar a Câmara a aprovar o projeto em regime de urgência. As lideranças do DEM e do PMDB pediram ao presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), prioridade para a votação do texto, de preferência até o final deste mês.

Os trabalhadores não ficaram atrás e também estão trabalhando duro para convencer o Congresso Nacional a arquivar o projeto. A diretora do Sindicato Ana Tércia Sanches, que tem acompanhado a discussão sobre o projeto de FHC desde o início, conta que há cinco anos o presidente Lula requereu o arquivamento da proposição.

"Desde a apresentação da proposta a CUT luta para que ela não seja aprovada. Nossa movimentação ganhou corpo em 2003, quando o presidente Lula atendeu ao pedido das centrais sindicais e solicitou ao Congresso a retirada do projeto da pauta. Mas a mensagem presidencial não foi votada até hoje. A CUT e os sindicatos estão pressionando os deputados para que o plenário vote a mensagem de Lula e arquive o projeto", explica Ana Tércia.

A diretora do Sindicato comenta que o projeto é mais um símbolo do desmonte da legislação trabalhista da Era FHC. Para ela, a aprovação da proposta representa a precarização total das relações trabalhistas no Brasil. "O PL 4.302/98 acaba com o vínculo empregatício e generaliza a contratação terceirizada em caráter permanente e para qualquer atividade. A empresa poderá ter 100% dos seus funcionários terceirizados e até quarteirizados. A proposta ainda é retroativa no tempo e declara ‘anistiadas dos débitos, das penalidades e das multas´ as empresas que vinham contratando irregularmente, antes da eventual mudança", comenta.

Proposta da CUT - Em outubro do ano passado, quando o projeto de lei de FHC voltou à pauta da Câmara, a CUT classificou a proposta como "uma Reforma Trabalhista fatiada sem qualquer debate mais profundo com a sociedade". A Central é contra o modelo de terceirização em vigor no país e já apresentou sua proposta para regulamentar a questão. As premissas da CUT foram incorporadas ao Projeto de Lei nº 1.621/2007, que tramita no Congresso Nacional apresentado pelo deputado Vicentinho (PT-SP).

A proposta da CUT garante o direito à informação e negociação prévia com os sindicatos dos trabalhadores e proíbe a terceirização em qualquer atividade-fim. Também prevê que as empresas contratantes cumpram uma responsabilidade solidária que assegure os direitos trabalhistas e previdenciários dos empregados. O projeto ainda garante igualdade de direitos e de condições de trabalho e prevê penalizações para as empresas infratoras.

"Nenhuma das cinco premissas da CUT estão contempladas no projeto de FHC, que é altamente prejudicial para os trabalhadores. O Ministério do Trabalho também está elaborando um PL que será encaminhado ao Congresso, mas ele não atende às reivindicações dos trabalhadores.

Nossas propostas estão contempladas no projeto do deputado Vicentinho e é pela sua aprovação que lutamos", finaliza Ana Tércia, orientando os bancários a enviar mensagens do protesto ao Fale com o deputado.

Fonte: CUT
Enviada por Juan Sanchez, às 17:08 14/04/2009, de Porto Alegre, RS


Lançamento: Livros sobre Mapeamento Comparativo em espanhol são disponibilizados na internet
Clique aqui para ampliar a imagem
TIE-Brasil acaba de lançar a versão em espanhol do livro "Mapeamento Comparativo dos Processos Produtivos".

A publicação de TIE-Brasil, lançada originalmente em português em 2008, é composta de 2 livros-base e destinada a todos os Trabalhadores e Trabalhadoras, formadores e lideranças sindicais que desejam conhecer melhor esta filosofia de trabalho e ação sindical e aplicá-la em sua base, sindicato, categoria ou fábrica.

Os livros que lançamos neste momento estão disponíveis para download e são publicados sob os termos do Copyleft que permite aos "destinatários" das publicações copia-las, estuda-las, modifica-las e distribui-las, desde que mantidos os créditos e referências à edição original.

Os dois livros do "Mapeamento Comparativo dos Processos Produtivos", em Espanhol, podem ser baixados gratuitamente e reproduzidos por todas as organizações sindicais e sociais sem fins comerciais.

Aqui você poder baixar o Livro 1 e também o Livro 2

Se preferir pode também dar uma espiadinha em nossa página de documentos clicando aqui e conferir tudo o que já foi publicado por TIE-Brasil e disponível para download.

Com esta publicação em espanhol avançamos mais um passo em nossa trajetória de Trabalho-Aprendizado, um processo permanente de Construção Coletiva de Conhecimento.

A presente publicação não teria sido possível sem a contribuição fundamental de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Chile, Holanda, Marrocos, México, Rússia e Ucrânia, entre outros, que participaram do desenvolvimento da mesma, seja com textos, sugestões ou puxadas-de-orelha nos editores.

Conhecimento não se vende, se transmite!
Enviada por TIE-BRasil, às 16:50 14/04/2009, de Curitiba, PR


Crise: montadoras produzem mais
Apesar de todo o terrorismo disseminado pelo sistema capitalista e seus meios de comunicação patronais, dia após dia observa-se que a crise não afeta a todos os setores da economia igualmente, por mais que torçam os beatos da desgraça.

Fica evidente também que as empresas não estão em crise, mas mesmo assim tentam de todas as formas aproveitar o discurso da catástrofe para diminuir custos e aumentar a produtividade.

Entre janeiro e março, a indústria automotiva, por exemplo, registrou forte crescimento. Em março, o setor registrou o melhor resultado de vendas para um mês de março. Foram 271.494 veículos vendidos (incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus), 17% a mais que em igual período de 2008. O primeiro trimestre também foi o melhor da história para a indústria, com o emplacamento de 668.314 veículos.

Porém, o nível de emprego no setor continuou caindo.

Pouco mais de seis meses após o agravamento da crise financeira norte-americana, funcionários de montadoras instaladas no Brasil já fazem horas extras para atender à demanda por automóveis, aquecida pela medida do Governo Lula que reduziu IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre veículos automotores, resultando em uma diminução do preços dos carros para o consumidor.

Na fábrica da Volkswagen em Taubaté (SP), de onde saem os modelos Gol e Voyage, a produção já retomou o ritmo do período anterior à crise - cerca de 1.050 carros por dia.

Na unidade de São José dos Campos, onde em janeiro a GM fez um corte de 744 funcionários, a produção, que no auge da crise caiu a 500 carros por dia, está agora em cerca de 780.

Indústria paulista cresce

São Paulo, o estado mais industrializado do país registrou crescimento na produção industrial em março pelo terceiro mês consecutivo, segundo estimativa da Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com a AES Eletropaulo.

A projeção é de que a atividade industrial paulista tenha crescido 6,2% em março, na comparação com fevereiro.

A sociedade brasileira não pode admitir que as empresas continuem sacaneando o povo trabalhador.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:11 14/04/2009, de Curitiba, PR


Rússia: a repressão é uma merda!!!
Mais um atentado contra sindicalistas
Prova do crime

Hoje, 14/04/09, às 1:45 da madrugada, saindo do elevador no andar de meu apartamento acompanhado de minha esposa e do companheiro Alexander vi em frente a porta de entrada de minha residência um monte de merda! A maçaneta da porta estava toda lambuzada com escrementos humanos.

Clique na imagem acima para ampliar a foto ou aqui para baixar o arquivo .pdf com mais fotos do ocorrido.

Comecamos a olhar em volta e vimos uma pequena camera de vídeo sem fios instalada acima da porta, inclusive pintada na mesma cor do teto.

Outros dois companheiros subiram no elevador e enquanto checavam o que estava acontecendo, ouviram passos na região do sexto andar e um ruído de chamada do elevador. Dois rapazes vestidos com roupas escuras saíram do elevador, mas não conseguimos apanha-los.

Chamamos a milícia (polícia russa) como de costume. Immpossível, pois ninguém atendeu ao telefone.

Parece que essa gente esperava que, enquanto limpássemos a merda, ficaríamos desatentos e nos atacariam.

O tipo de câmera usada é conhecida e custa muito dinheiro. Havia nela um tranmissor embutido...

Pelo visto estão pagando bem para nos espionar...

Ei Estado, cadê você?!?!?!?!

Ligamos para a FSB (serviço secreto sucessor da KGB), para o 3-35 de plantão. Nos disseram que não tinha nenhum sentido procurá-los e fazer uma denúncia, pois de todas as formas encaminhariam o caso a milícia.

Aviso a todos os ativistas sindicais: Estejam alertas.

Alguém muito grande conspira contra nós (e nos estamos cientes de quem possa ser).

Aleksei Etmanov
Co-Presidente do MPRA
Presidente do sindicato dos Trabalhadores na Ford-Rússia
Enviada por TIE-Moscou, às 09:07 14/04/2009, de Moscou, Rússia


Estado brasileiro emprega pouco
O estado brasileiro é um dos que menos emprega no mundo segundo estudo do Instituto de Pesquisas Economicas Aplicadas - IPEA, orgão do governo federal

O excelente artigo A desconstrução de uma mentira de Maurício Dias ilustra bem a questão, mostrando a falácia do discurso privatista demo-tucano e de seus beatos a serviço dos patrões da grande imprensa.

O estado brasileiro é, na verdade, raquítico! De um lado os governos gastam mal e de outro a elite privatiza, através da corrupção e de outros meios, os parcos recursos públicos.

Outro artigo interessante é Como foi possível?, onde Delfim Neto, sim ele mesmo, detona com os economistas e o discurso néo-liberal, mostrando como foi possível que a atual crise acontecesse.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 08:50 13/04/2009, de Curitiba, PR


Terceirização: um gasto desnecessário pago pelo povo brasileiro
O movimento sindical progressista sempre condenou as terceirizações, assim como as coopergatos - cooperativas criadas por patrões para não pagar direitos trabalhistas e impostos.

Desde 1990 o governo federal vem tercerizando parte da mão-de-obra usado no serviço público sob a alegação de redução de custos e melhor aplicação das verbas públicas.

Porém, na prática, não é isso o que se pode comprovar.

No sistema de terceirização de mão-de-obra do governo federal, empresas (muitas vezes de fachada) vencem licitações, cumprem parte do contrato e depois quebram ou desaparecem, deixando processos trabalhistas para a União. Desta forma, o governo federal é réu em aproximadamente 10 mil ações que envolvem essa espécie de dívidas trabalhistas.

A questão onera a União duplamente, pois além de pagar a parte dos contratos cumprida pelas empresas, arca com os salários atrasados e demais encargos.

A terceirização, além de precarizar as condições de Trabalho, rebaixar os salários dos Trabalhadores, aumenta os custos do Estado Brasileiro, pois neste caso é ele quem paga com nosso dinheiro o pedágio ao "empregador" (na verdade um atravessador de mão-de-obra) e ainda corre o risco de deixar a população sem a prestação do serviço já pago e ainda ter que responder a processos trabalhistas e arcar com os prejuízos e indenizações quando perde o perde os processos.

Enquanto isso, os desonestos capitalistas circulam por aí posando de "gente de respeito", proveniente de famílias "honradas", elogiados pela grande imprensa e bem quistos nas rodas da alta sociedade.

Em outras palavras os processos são contra o povo brasileiro, o verdadeiro pagador de impostos e gerador das receitas dos governos federal, estaduais e municipais.

Engana-se a si mesmo o esperto(*) que acha que está metendo a mão na grana do governo. Na verdade está metendo a mão em seu próprio bolso e no bolso de todo o povo brasileiro, pois até sem querer somos obrigados a pagar impostos.

Em qualquer país do planeta o cara mais pobre de todos é o Estado, que não produz absolutamente nada, mas através dos governos administra as riquezas produzidas por Trabalhadores. No caso do sistema capitalista, os trabalhadores produzem riquezas em empresas organizadas e geridas por capitalistas, mas os que produzem as riquezas continuam sendo os Trabalhadores.

A grande sacada histórica dos caras foi inverter a ordem de importância, supervalorizando o papel do Estado e dos Capitalistas e menosprezando o dos Trabalhadores.

(*) Esperto é o inteligente que não deu certo, dizia uma frase de para-choque de caminhão
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:44 11/04/2009, de Curitiba, PR


Trabalhadores na Visteon ocupam fábricas na Irlanda e Inglaterra
Trabalhadores na fabricante de autopeças Visteon ocuparam as unidades fabris em Belfast, Irlanda, e em Enfield e Basildon Inglaterra), depois se serem informados que a empresa está encerrando suas operações e que deveriam deixá-la imediatamente.

A Visteon é a antiga divisão de autopeças da Ford, tornada empresa "independente" em 2000.

Sugerimos aos companheiros e companheiras Trabalhadores na Ford que organizem piquetes e assembléias em todas as plantas e filiais da Ford na sua região.

Cartas de solidariedade podem ser enviadas para:

visteonoccupation@googlemail.com

Mais informações, vídeos, entrevistas você encontra em: www.visteonoccupation.org

Acesse o sítio e confira os acontecimentos on-line.
Enviada por Aleksei Etmanov, às 10:46 08/04/2009, de São Petersburgo, Rússia


Você é progressista?
Então boicote a Folha de São Paulo e suas publicações!
Em 17 de fevereiro de 2009 em Editorial, o artigo que expressa a opinião oficial de um veículo de comunicação, o jornal Folha de São Paulo (FSP), de propriedade da família Frias, aquela mesma que emprestava carros para os repressores da Oban - Operação Bandeirantes - e publicava a Folha da Tarde contando as glórias da repressão durante os anos de chumbo, disse que no Brasil houve um ditabranda.

Com esta afirmação a empresa dona da FSP tenta reescrever a história de nosso país e reabre uma ferida que parecia fechada, mas latente e mal curada.

Um leitor do sítio do Luiz Azenha afirma que "O jornal adora criar factóides para se tornar tema de debates[...] O mais recente é sobre a 'ditabranda'".

Sem dúvida, a ditadura militar (1964-1985) para os que dela se aproveitaram ou apoiaram e financiaram, realmente não existiu. Aliás, as ditaduras só existem para os inimigos do sistema, contra aqueles que pensam e lutam contra as injustiças cometidas pelas ditaduras. Ninguém reprime, prende ou tortura quem é a favor da ditadura.

Mas voltemos a questão da "ditabranda". Imediatamente após a publicação do famigerado editorial, o jornal da família Frias levou uma saraivada de críticas da opinião pública, intelectuais e políticos e várias matizes e ensaiou, dias depois, uma mea-culpa, pero no mucho.

Não contente a FSP deu uma recuada tática e baixou a crista, colocando um artigo contra, outro a favor da ditadura, simulando imaprcialidade. No dia 05 de abril ela voltou aos ataques, acusando a atual Ministra Dilma Roussef de ter planejado um sequestro do então Ministro Delfim Neto.

Posando de dona da verdade e bastião da moralidade nacional a empresa editora de FSP apela para mentiras e versões dos fatos, buscando criar a versão capeta de Dilma, uma prática muito comum na época da ditadura, ou seja, demonizar seus opositores.

Para encobrir seus crimes e ilegitimidade o regime ditatorial imputava aos opositores todo o tipo de barbaridade cometida no país. A FSP demoniza Dilma e seus aliados enquanto, sorrateiramente, faz de conta que não sabe que muitos políticos tucanos da cúpula do atual governo de São Paulo, que a FSP tanto apóia e venera, como José Serra (governador) e Aloysio Nunes Ferreira Filho (secretário da Casa Civil de Serra) foram militantes da mesma esquerda revolucionária usada agora para demonizar a Dilma. É verdade que Dilma, Serra e Aloysio militavam em organizações diferentes, mas todas combatiam naquele momento a ditadura militar. Exatamente por isso - combater a ditadura (apoiada pela FSP e outros orgãos da imprensa patronal) - milhares de jovens brasileiros e Trabalhadores honestos foram presos, torturados e exilados. Só porque queriam ver a justiça, a liberdade, a solidariedade e a democracia reinando no país.

A FSP, ao tentar reescrever a história, demonizando Dilma e santificando Serra, mostra que mantém as habilidades e os mesmos compromissos da época da Folha da Tarde...

Na atual, porém ainda frágil, Democracia Brasileira não há espaço para este tipo de terrorismo midiático. Isso precisa ficar claro para todos e principalmente para esses empresários donos de jornalecos patronais.

E como eles entendem a coisa?

Quando mexemos com seus lucros, no bolso deles. Então, propomos o boicote a FSP e às demais publicações das empresas da família Frias.

Façamos com que o jornal que tem "o rabo preso com o feitor" volte a ser uma publicaçãozinha regional da paulistada reacionária. Paremos de encher o bolso deles de dinheiro, pois já sabemos que esta grana um dia mais tarde pode servir para financiar os que nos persiguirão, prenderão e torturão, como aconteceu no passado recente.

Se você ainda precisa de mais motivos para aderir ao boicote, então dê uma espiada nos seguintes sítios e tome sua decisão:

Conversa Afiada (1), onde Paulo Henrique Amorim comenta sobre as fraudes da Folha de São Paulo e disponibiliza links para você acessar os artigos da própria FSP

Conversa Afiada (2), onde Paulo Henrique Amorim, leitores e colaboradores falam sobre Serra e outros tucanos "esquecidos" pela FSP

Viomundo, onde Luiz Azenha faz marcação cerrada às mazelas da imprensa patronal e seus atores

CartaCapital, onde Celso Marcondes, Emiliano José, Maria Victoria de Mesquita Benevides, Maurício Dias e Mino Carta comentam e debatem a relação entre a FSP e a ditadura

Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:08 08/04/2009, de Curitiba, PR


Sindicato repudia redução de salários e retirada de direitos na Thyssenkrupp
Os trabalhadores na Thyssenkrupp Automata de Taubaté estiveram mobilizados na tarde desta terça-feira, dia 7, contra a postura da empresa de reduzir a jornada com redução de salários e retirada de direitos da categoria.

A Thyssenkrupp tem apresentado uma posição truculenta com os trabalhadores com ameaça de demissões, e alega passar dificuldades por conta dos problemas de seu principal cliente que é a Embraer.

Os trabalhadores e o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté deixaram claro que não aceitarão a redução dos salários dos trabalhadores e a precarização de seus direitos como forma de preservar os empregos da categoria.

“Não vamos aceitar que a empresa reduza o salário dos trabalhadores para manter os seus lucros. A empresa mostra uma postura truculenta, tanto que já fez demissões no mês de janeiro. Estamos dispostos a negociar, mas não vamos precarizar os salários e direitos dos trabalhadores”, disse o presidente do Sindicato, Isaac do Carmo.

Ao final da assembléia os trabalhadores rejeitaram a pauta da empresa que reduz os salários dos trabalhadores, e aprovaram a retomada das negociações com a condição de que nenhuma demissão seja feita.

“Se houver uma demissão neste período, os trabalhadores na Thyssenkrupp entrarão em greve por tempo indeterminado”, afirmou ainda Isaac.

A Thyssenkrupp Automata é fornecedora da Embraer e tem cerca de 80 trabalhadores.
Enviada por SindiMeTau, às 07:59 08/04/2009, de Taubaté, SP


Capitalismo: Liberdade para quem?
Por Valdemir Corrêa

Algumas marcas intrínsecas do capitalismo como a ambição desmedida, a competição, o egoísmo, a lógica do “ou tudo para mim, ou nada para todos”, a dominação, contribuem para que esse sistema seja causador de danos à humanidade.

O capitalismo globalizado é responsável pela exclusão social, exploração dos trabalhadores e pela degradação ambiental.

É um equívoco pensar que é possível “humanizar” o capitalismo, pois seus valores vão de encontro (chocam-se) com qualquer perspectiva de uma sociedade justa, igualitária e solidária.

Entretanto, estamos longe de construirmos alternativas reais de enfrentamento a esse meio de acumulação de riquezas individuais. Agora, isso não significa que tenhamos que nos adaptar a ele e abrirmos mão de combatê-lo.

O Socialismo verdadeiro, mesmo que para alguns “esquerdistas” seja inatingível, tem que continuar sendo uma meta.

Mas, que sistema seria esse?

Mesmo as experiências frustradas de socialismo, no mundo, comprovaram que outro mundo é viável e que a hegemonia capitalista poderá ser derrotada. De que forma?

Como é um processo em construção, quem sabe absorvendo o que deu certo em cada uma dessas experiências. Quem sabe transformando os momentos de crise capitalista como o atual, em oportunidades para mudanças mais profundas, sob uma nova ótica. Afinal, uma de suas facetas, o neoliberalismo e a falácia de que o “deus” mercado tudo resolve, foi por água a baixo.

Mesmo em períodos de grande prosperidade e desenvolvimento econômico, a justiça social não foi alcançada. Pelo contrário, as desigualdades se agravaram com o aumento da miséria e exploração dos trabalhadores. Também os avanços tecnológicos, se por um lado criaram uma série de facilidades para o ser humano, por outro geraram desemprego, na medida em que as máquinas substituíram os trabalhadores. Além disso, aumentaram as doenças do trabalho, causadas pelo aumento do ritmo de trabalho e exigência de produtividade e de metas inatingíveis.

Cada vez mais, as organizações sociais e em especial o movimento sindical são fundamentais na construção de alternativas para uma sociedade, em que a produção de bens e serviços visem o bem estar coletivo e respeitem os limites humanos, ecológicos e planetários.

A liberdade apregoada pelo capitalismo, a quem beneficia? Onde prevalece a lei do mais forte, será que existe liberdade? Liberdade de quem, usada para quê? As respostas todos sabemos.

Então, o crescimento econômico, a prosperidade, a produtividade, o lucro e as saídas para as crises criadas pelo próprio sistema, não podem ocorrer às custas do sacrifício dos trabalhadores.

Valdemir Corrêa é Secretário de Formação e Comunicação da FTIA/RS
Enviada por Valdemir Corrêa, às 16:19 07/04/2009, de Porto Alegre, RS


Crise: Produção industrial em fevereiro cresce em nove das 14 regiões pesquisadas
A produção industrial do país em fevereiro teve crescimento na comparação com janeiro em nove das 14 regiões pesquisadas pelo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), segundo dados divulgados nesta segunda-feira. O destaque foi o avanço na Bahia (13,7%).

Também se destacou o crescimento da produção no Espírito Santo (8,3%), em Minas Gerais (5,7%), no Paraná (5,7%), Rio Grande do Sul (1,6%), Pará (0,9%), Ceará (0,8%) e em São Paulo (0,5%). Na região Nordeste o crescimento foi de 4,1%. A média nacional foi de 1,8%.

Entre as cinco áreas com queda de produção, destacaram-se Pernambuco (-5,6%) e Santa Catarina (-4,6%)
Enviada por CNM-CUT, às 09:16 07/04/2009, de São paulo, SP


Crise: Brasileiros continuam consumindo
A imprensa patronal bate, martela e mente quando acha necessário, mas não consegue atingir seu objetivo maior

Eles falam em crise todo santo dia. Mas o povão continua consumindo e se endividando, sem prestar atenção ao que os "jornalistas" dizem ou escrevem. Isso mostra que a imprensa patronal não é a formadora de opinião que sempre pensou ser.

Nos últimos 3 anos os brasileiros tem gastado 30% a mais em suas compras em Shopping Centers. 25 novos shoppings serão abertos no país até o final de 2009. Nunca se vendeu tantos automóveis e o emprego cresce na construção civil.

Confira aqui o vídeo com reportagem da Band sobre a avidez do consumidor brasileiro.

Se houvesse, por parte do povo brasileiro, ao menos, uma percepção de crise seguramente o mercado interno já teria despencado.

As empresas podem ter colocado o pé no freio, torcendo pelo quanto pior melhor, mas o povão segue em sua sina de acreditar que o Brasil pode ser melhor do que é, apesar da elite que tem.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:05 07/04/2009, de Curitiba, PR


Crise: Ricos, os males do mundo
O Brasil passa a entrar no protagonismo das relações internacionais com Lula

Por Francisco Viana

No momento em que a política se perde no labirinto da falta de alternativas para um sistema decadente, o capitalismo neoliberal, o presidente Lula desponta como uma voz lúcida e realista. Ele analisa: os países ricos são os culpados pelos males da humanidade; crítica a elite de Wall Street, fala sem meias palavras. Enfim, coloca o dedo na ferida: o neoliberalismo fracassou. Foi um dos maiores engodos da história da humanidade.

É verdade. Não há intolerância nas palavras do presidente. Elas soam como cristalina realidade. Tanto que Obama foi o primeiro a dizer sobre Lula: "Esse é o cara". A informalidade tem duplo significado: reconhece Lula como um igual; valoriza o discurso do presidente brasileiro. O neoliberalismo criou um mundo de aparências, que ilude com o discurso da liberdade. Mas, na prática, a liberdade existe apenas para o capital, que dita as regras, concentra a renda e condena a ética ao ostracismo. É a racionalização da irracionalidade. A frase é de Marcuse e foi dita ainda na década de 60 quando a sociedade unidimensional - carente do elemento crítico - começou a ser modelada.

Lula tem lançado luzes sobre esse dramático ambiente. Estilhaça o monocórdio discurso institucional. Jamais - e essa é a realidade histórica - o Brasil foi protagonista da cena política internacional. Sempre foi coadjuvante. Agora é o presidente americano quem reconhece: Lula, "o cara", é o político mais popular do mundo. Não há racismo algum na sua fala ao lembrar que a crise é de responsabilidade da elite branca de Wall Street. Longe de acender a fogueira dos preconceitos, quis dizer apenas que não foram os excluídos que acenderam o estopim do drama, mas, sim, os seus próprios artífices - os países ricos.

A novidade protagonizada por Lula é que ele transmite o seu discurso falando direto com a sociedade. A mídia reclama, gasta rios de tinta para ridicularizá-lo, mas se perde na própria inconsistência. Lula simboliza a razão dos fatos, não os fatos da razão. Parte da mídia tenta, sem êxito, fazer a sociedade acreditar que seu discurso é preconceituoso porque existem negros em meio aos brancos de Wall Street. Parece brincadeira. Soaria bem em seções de humor.

Por razão dos fatos entenda-se a realidade concreta. Por fatos da razão, a realidade construída artificialmente pela manipulação da realidade. Quando fala, Lula está tecendo o fio mais nobre da política: o exercício da palavra como elemento de transformação da realidade.

Foi o que fizeram os humanistas na transição da Idade Média para o Renascimento, entre os séculos XIV e XV, quando o homem (humanidade) e a sua capacidade de construir a vida foram trazidas para o centro do espaço público. Deixou-se para trás o carcomido. Enviabilizado discurso religioso que via no homem um ser decaído, carente de salvação, para vê-lo, como ele realmente é, sujeito da sociedade política. Não um objeto, um joguete nas mãos das elites ultrapassadas.

A Idade Média dos dias atuais é a sujeição das multidões aos interesses de uma minoria predatória que exerce seu domínio pela ideologia do capital, acondicionado no éter do consumo, no medo do desemprego e do terrorismo e numa estrutura política que aprisiona a palavra, se esta se erguer em favor de mudanças estruturais.

A fala do presidente Lula, nesse contexto, é renovadora. Aponta no rumo de um novo renascimento, da recriação do humanismo cívico. Os brasileiros precisam ver Lula para além dos resultados da economia. Com ele, a política tende a ganhar nova dimensão. Se Obama vier a ter a lucidez de Lula, os ricos, países ou indivíduos, poderão ser a redenção e não a praga do mundo.

Na transição da Idade Média para o Renascimento foi assim. Foi quando o liberalismo tradicional, aquele que precisa ser resgatado nas suas raízes mais profundas, começou a nascer junto com o republicanismo e as ideias socialistas. Foi a época em que o poder deixou de ser exercido por "direito" divino. Foi a época em que a sociedade despertou para a realidade da construção política da economia e começou a questionar o porquê da existência de ricos e pobres.

Hoje, o que está ruindo é o poder exercido em nome do deus dinheiro. É a máquina que faz da sociedade contemporânea livre para consumir, mas prisioneira de um modelo de vida e um sistema econômico que só colhe o que semeia: crises e mais crises. Repito: o Brasil precisa entender melhor o que o presidente Lula está dizendo.

Francisco Viana é jornalista, consultor de empresas e autor do livro Hermes, a divina arte da comunicação. É diretor da Consultoria Hermes Comunicação estratégica (e-mail: hermescomunicacao@mac.com)
Enviada por Almir Américo, às 14:23 05/04/2009, de São Paulo, SP


Crise: Obama diz que Lula é o cara
Na reunião do G-20 em Londres o presidente norte-americano disse que Lula "é o político mais popular do planeta por causa de sua boa pinta"

Isso pode ser um elogio sincero, mas também uma tentativa barata de cooptação. Lula disse que Obama quis ser gentil. A história dirá o que realmente foi este gesto.

Mas fato é que os demo-tucanos, toda a direitona e a elite branca nacional estão mordidas com a popularidade do operário no cenário político internacional. Muitas foram as manifestações de desprezo, preconceito e dor de cotovelo. Afinal não é o queridinho deles, o princípe dos sociólogos, quem está a frente deste processo.

Aliás, FHC abaixou-se tanto para tentar conquistar o amor dos ricos do planeta que acabou mostrando o que não devia e levando o que não queria, o esquecimento.

Eles pregavam que com Lula o Brasil desapareceria. Porém, o Brasil nunca esteve tão presente e tão bem na foto.

Eles espernearam quando Lula disse que a culpa pela crise era dos brancos de olhos azuis. Gritaram que o "baiano" havia constrangido o primeiro ministro britânico. "Que petulância! Onde já se viu um proleta brazuca passar o pito em um lorde inglês", pensavam eles em seu íntimo ou comentavam em seus "petit comité". Uma semana depois lá estava Lula no centro da foto oficial, a esquerda da rainha da Inglaterra e com Obama de papagaio de pirata. Nada mais simbólico, nada mais expressivo!!!

É bem verdade que a elitona internacional fará o possível e o impossível para que os governantes do terceiro mundo acreditem ter algum peso no cenário internacional e assim dividir com eles e com seus povos o ônus da crise.

Também é verdade que nunca na história mundial os países do SUL tiveram tanta oportunidade de fazer valer uma nova ordem mundial.

Resta apenas não se apequenarem diante das possibilidades abertas, pois podemos estar encerrando uma etapa do colonialismo...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:47 04/04/2009, de Curitiba, PR


Crise: Indústria Auto tem o melhor trimestre da história
As montadoras instaladas no Brasil conseguiram vender como nunca neste primeiro trimestre de 2009, em plena crise mundial, tá entendendo???>

Em março de 2009 foram licenciados 271.490 veículos, representando um crescimento de 16,9% em comparação com o mesmo período de 2008, ano sem crise.

Empresários e trabalhadores calculavam que cerca de 260.000 veículos seriam vendidos em março. Erraram em 11.500 unidades.

No primeiro trimestre de 2009 foram vendidos 668.300 veículos no Brasil, um aumento de 3,14% em relação ao mesmo período de 2008. Isso porque as vendas em janeiro de 2009 foram um verdadeiro fracasso. Mesmo assim registra-se em 2009 o recorde absoluto de vendas em um primeiro trimestre em toda a história da produção de auto no país.

Março de 2009 foi o melhor março em vendas de todos os anos e o segundo melhor mês da história, perdendo apenas para julho de 2008 quando foram vendidos 288.130 veículos.

Os dados mostram uma vez mais que as demissões no setor além de injustas e desnecessárias, são um golpe das montadoras para poder reduzir custos e aumentar sua produtividade. A desculpa da crise não tem nada a ver com isso.

As montadoras estão fazendo o papel delas. Seus diretores e gerentes são contratados exatamente para aumentar lucros, produzir mais e diminuir custos. Disso todo mundo sabe.

O triste é que tem sindicalista que por ingenuidade, preguiça, burrice ou safadeza, acaba aceitando a discursera empresarial e, em lugar de organizar os Trabalhadores no local de Trabalho e partir para o enfrentamento, fica chorando as mágoas, fazendo acordos sem lutar ou esgoelando-se em discursos pseudo-radicais.

A crise financeira internacional mostra que aqui no Brasil temos sim um outro tipo de crise. Uma crise sindical, de lideranças e de ativismo de base, onde os verdadeiros interesses da classe trabalhadora foram substituídos por um conjunto de disputas e briguinhas mesquinhas e grupais.

A crise mostra que aqueles que deixaram o trabalho de organização no local de trabalho de lado, que não mapearam a produção, nem incentivaram a mobilização de base dos trabalhadores, perderam mais empregos e estão sem respostas. Os que fizeram o mínimo necessário estão conseguindo manter-se...

Poderíamos estar avançando muito neste momento, mostrando que o sindicalismo e a organização dos Trabalhadores é muito mais que uma reivindicação salarial ou uma greve aqui ou acolá. Porém, em lugar disso nos perdemos em disputas internas e fraticidas, deixando de lutar contra os verdadeiros inimigos, a classe patronal.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:25 04/04/2009, de Curitiba, PR


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