TIE-Brasil
18/12/2017
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Notícias(Fevereiro/2006)

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VITÓRIA!!!
Por Isaías Dalle

A estabilidade no emprego de dirigentes sindicais eleitos está garantida, mesmo antes de a entidade sindical a que pertencem conseguir o registro sindical. Essa foi a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no último dia 14 de fevereiro, em julgamento relatado pelo ministro Sepúlveda Pertence.

Nesse julgamento, o STF derrubou um recurso encaminhado pela prefeitura de Imaruí (SC), que defendia a demissão de dirigentes sindicais de um recém-fundado sindicato de servidores municipais. A prefeitura alegava que a ausência do registro sindical não garantia a estabilidade dos dirigentes.

Com a derrota da prefeitura catarinense, garante-se o mesmo veredito para ataques semelhantes à ação sindical, mesmo sem a existência da cláusula vinculante no país, segundo entendimento de advogados ligados à CUT.

O STF alegou que a Constituição garante estabilidade a todos os sindicalistas, sem distinção.
Enviada por Ubirajara Freitas, às 12:23 25/02/2006, de Belo Horizonte, MG


Precisamos de Organizações nos Locais de Trabalho
Nos últimos anos aumentou significativamente a quantidade de atos anti-sindicais cometidos por empresas nacionais e estrangeiras.

A maior parte destes crimes hediondos vem ocorrendo principalmente no interior do país, nas pequenas e médias cidades, onde o controle sobre as empresass ou não existe ou é muito pequeno.

O caso da Seara/Cargill ilustra bem o que vem acontecendo em vários setores da economia nacional. Fica a impressão de que as empresas resolveram aumentar a pressão neste ano eleitoral para tentar nos dizer que quem manda de fato são elas.

Os Trabalhadores precisam ter fortes Organizações no Locais de Trabalho para coibir estes atos anit-sindicais das empresas. Precisamos também de uma reforma sindical que defina legalmente e proíba o ato anti-sindical.

É verdade que a lei sozinha vira letra morta, sem efeito. Com a lei nas mãos e os Trabalhadores organizados de fato em seus locais de Trabalho conseguiremos coibir e proibir atos anti-sindicais.

Organização no Local de Trabalho e Solidariedade são palavras chaves nesta luta pela dignidade e cidadania, contra esta ditadura que existe dentro de muitas fábricas no Brasil.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 14:04 24/02/2006, de Curitiba, PR


Cargill - Caso de polícia!!!
As mais recentes denúncias realizadas pelos Sindicatos dos Trabalhadores da Alimentação de Jaraguá do Sul e Criciúma, em Santa Catarina, e de Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul, contra a política anti-sindical, de agressões e brutal desrespeito aos trabalhadores adotada pela Seara/Cargill, exigem uma pronta e enérgica resposta das autoridades, que não podem permitir que atitudes criminosas deste porte permaneçam impunes.

Com farta documentação em vídeos, fotografias e processos correndo no Ministério Público, os sindicatos e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Alimentação (Contac/CUT) comprovam que a multinacional norte-americana tem usado e abusado da truculência contra a representação sindical, buscando intimidar seus funcionários e impedir a fiscalização dos seus delitos.

DESCALABRO

Entre outros abusos, a soma da intensidade desumana do ritmo de trabalho nos frigoríficos agrícolas à estafante jornada vêm multiplicando pelo país afora a legião de lesionados e mutilados. São trabalhadores e trabalhadoras que, cada vez mais precocemente, estão sendo inutilizados pela verdadeira máquina de moer carne em que se converteram estas fábricas, precisamente no momento em que o setor avícola bate recordes de exportação, ultrapassando a casa dos US$ 3,5 bilhões em 2005, contra US$ 879 milhões em 2000.

Entendemos que este vertiginoso crescimento do setor ? 35% de aumento nas exportações de 2004 para o ano passado - deve servir como alavanca para elevar as condições de trabalho e de vida dos seus trabalhadores, para gerar mais empregos e garantir Participações nos Lucros e Resultados expressivas, como o são os números desta verdadeira bonança.

BARBÁRIE

Mas é isso justamente o que não está ocorrendo, pois Cargill converteu-se na maior expoente da barbárie que vem ocorrendo na indústria avícola, seja pelos constantes e reiterados abusos contra os direitos sociais ou pela violência e truculência utilizadas contra a organização sindical.

Só para citar um dos casos, lembro aqui do ocorrido em Jaraguá do Sul, onde para tentar impedir uma paralisação de funcionários, a Seara/Cargill cobriu com lonas pretas o entorno da fábrica, pôs caixas de som em alto volume para impedir a comunicação do Sindicato, trouxe trabalhadores em ônibus com os vidros cobertos e segurança, e apenas os liberou dentro do pátio da empresa. Resultado: vários boletins de ocorrência contra o cárcere privado a que os funcionários foram submetidos e um posicionamento firme da Justiça mandando que a empresa acabasse com a bandalheira. Passado algum tempo, voltaram as perseguições, com a empresa mandando embora trabalhadores com aids e até com cirurgia marcada ? fato que agora se repete de forma trágica no Mato Grosso do Sul.

COMISSÃO NACIONAL

O crescimento do nível de organização e consciência dos trabalhadores da alimentação desaguou recentemente no encontro que formou a Comissão Nacional dos funcionários da Cargill. Somando companheiros de todos os sindicatos que têm essa multinacional em sua base, independente da central a que pertençam, a comissão tocará a luta para reverter esse quadro sombrio e, desde já, merece todo nosso apoio.

A unidade da classe trabalhadora, por meio da composição e mobilização das suas centrais, foi a responsável pelo belo reajuste conquistado para o salário mínimo, assim como será, sem sombra de dúvida, para as novas batalhas e vitórias que se avizinham.

PRESSÃO

Do ponto de vista da CUT e da Contac, levaremos esta luta dos trabalhadores da alimentação às últimas conseqüências, conclamando os ministérios do Trabalho e da Previdência, assim como todas as Secretarias estaduais e municipais da Saúde, a fecharem o cerco sobre a Cargill e suas abomináveis práticas, com tão degradantes e lesivas repercussões na saúde pública.

A classe trabalhadora exige que seja dado um basta nesta situação. A prosperidade e a felicidade necessitam, mais do que nunca, de que a Justiça e os governantes estejam a seu lado.
Enviada por Nilson Antonio, às 13:54 24/02/2006, de Jaraguá do Sul, SC


TIE-Brasil publica caderno sobre Mulheres
TIE-Brasil, em cooperação com o Núcleo Piratininga de Comunicação, publicou o caderno "O Dia da Mulher nasceu das Mulheres Socialistas" onde se discute a origem e a importância do dia de Lutas das Mulheres Trabalhadoras em todo o planeta.

No próximo mês de março TIE-Brasil, em parceria com sindicatos, realizará as atividades "Mulheres e Luta Sindical" quando o caderno será lançado oficialmente seguido de debate sobre a condição e o papel da mulher no mundo do Trabalho e na Vida Sindical.

O primeiro debate organizado em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Campinas será no dia 07 de março de 2006.

O segundo debate é organizado em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores Telefônicos do Rio Grande do Sul e acontecerá no dia 17 de março em Porto Alegre.

Reforçando:

Mulheres e Luta Sindical
Debate e lançamento de
"O Dia da Mulher nasceu das Mulheres Socialistas"

07 de março de 2006
Campinas
Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Campinas

17 de março de 2006
Porto Alegre
Sindicato dos Trabalhadores Telefônicos do RS
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:16 24/02/2006, de Curitiba, PR


Sindicalistas denunciam Ford por apoio a Ditadura
Um grupo de 24 Trabalhadores e ex-sindicalistas membros da Comissão de Fábrica dos Trabalhadores na Ford Argentina abrem processo contra a empresa por esta ter colaborado com a ditadura militar argentina (1976-1983) e ter permitido que Trabalhadores fossem sequestrados e troturados dentro da fábrica em Pacheco, Região de Buenos Aires.

Clique aqui para abrir e ler o artigo em espanhol na íntegra.
Enviada por Carlos Vallejo, às 09:32 24/02/2006, de Barcelona, Espanha


STIA de Jaraguá do Sul fará manifestação
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Jaraguá do Sul e Região convida a todo o movimento Sindical para participar de um ato em frente a Seara/Cargill neste dia.

A Seara/Cargill representará todas as empresas que, além, de mutilar os trabalhadores não reconhecem como doença profissional.

A mobilização ocorrerá a partir das 13:15 (na troca de turnos) e o STIA - Jaraguá do Sul conta a presença de todos os companheiros.

Apenas recordando:
DIA: 28 de fevereiro de 2006
HORA: 13:15
LOCAL: em frente a SEARA/CARGILL
Enviada por Nilson Antonio, às 09:52 23/02/2006, de Jaraguá do Sul, SC


Abusos na Cargill
Após o fim da estabilidade negociada entre o Sindicato dos Trabalhadores na Alimentação de Jaraguá do Sul (SC) e a Seara Cargill para pôr fim à greve em dezembro de 2005, a multinacional começou a retaliar, demitindo os trabalhadores mais antigos da empresa.

Para o facão não há critérios: grávidas, trabalhadores (as) com doenças profissionais e até com cirurgia marcada. No mês de fevereiro já foram demitidos 55 trabalhadores com mais de um ano de empresa. Na passagem pelo Sindicato para fazer seus cálculos rescisórios, muitos ressaltaram o sentimento de desvalorização e desrespeito.

HIV - "Aí começou o inferno".

Este foi o desabafo da ex-funcionária da Seara/Cargill - V. B, de 24 anos de idade e 3 anos de empresa - ao se referir ao dia em que a multinacional soube que ela era portadora do vírus HIV. V.B lembra que antes de acabar a primeira quinzena de dezembro de 2003 comunicou a empresa que era portadora do vírus e só foi trocada de setor um ano depois, no dia 8 de dezembro de 2004. Quando começou a trabalhar na Cargill estava no setor de corte mas em janeiro de 2004 começou a trabalhar no setor resanino (montagem de caixas). A partir desse período começaram as perseguições pessoais. Os chefes de setores tentavam saber com quem a trabalhadora estava se relacionando. "Não queriam que eu me envolvesse com ninguém que trabalhasse na Seara/Cargill", desabafa a trabalhadora.

A GREVE
"A empresa prometeu que se eu não participasse da greve eu iria trabalhar à noite", comenta a trabalhadora, desolada pelos boatos que surgiram dentro da empresa. "Eles não queriam aidéticas trabalhando à noite" e "só havia homens à noite e não queriam que ela trabalhasse neste horário", eram os boatos que apenas confirmaram as promessas e ameaças que muitos trabalhadores sofreram nos dias de paralisação.

HUMILHAÇÃO

No dia 7 de fevereiro, enquanto a trabalhadora aguardava na empresa para entregar os materiais para a empresa, a assistente social chamou um guarda e pediu para retirá-la de dentro da empresa, pois a mesma já não fazia mais parte do quadro de funcionários. "O pessoal estava no intervalo do banheiro e o guarda chegou e me retirou do pátio da empresa. Fiquei com vergonha e irritada", relata a trabalhadora. "Sei que a doença que tenho está prejudicando minha vida e vai prejudicar ainda mais para mim arrumar um trabalho, por isso quero buscar tudo o que tenho por direito" lamenta V.B ao fazer sua rescisão de contrato de trabalho.

Casos de trabalhadores com doença profissional são freqüentes nas rescisões. Empregados sem condições de trabalho por estar fazendo tratamento ou que estão voltando do auxilio do INSS devido às Lesões por Esforços Repetitivos (LER) que a empresa encaminha como auxílio-doença para se livrar das suas responsabilidades econômicas e sociais são relatadas todos os dias no Sindicato.

ENCONTRO

Para ampliar a mobilização e a pressão contra essas e outras arbitrariedades, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Alimentação da CUT (Contac) realizou uma reunião neste final de semana em Sidrolândia-MS, com todos os sindicatos que têm a Cargill em sua base, para definir ações em repúdio à postura anti-sindical da multinacional.

MAIS INFORMAÇÕES ? (47) 3371.2966
Enviada por Nilson Antonio, às 09:48 23/02/2006, de Jaraguá do Sul, SC


U2 agradece a Lula e faz discurso contra pobreza
A banda de rock irlandesa U2 apresentou um show de mais de duas horas no estádio do Morumbi, em São Paulo, nesta segunda 20 de fevereiro.

Durante o espetáculo, o líder do grupo, Bono Vox, falou e cantarolou em português, levou fãs brasileiros ao palco, deu selinho em uma fã, agradeceu a hospitalidade do presidente Lula e fez votos de que o país se consagre "hexa" na copa do mundo de futebol.

Antes da canção "One" (Um) Bono pediu a todos que ligassem os celulares e diante de um Morumbi "cósmico" fez um discurso pela igualdade, dizendo que "na luta contra a pobreza devemos ser como um só".

"U2 é irlandês, Deus é brasileiro", brincou o cantor pouco antes de puxar um trecho do refrão da música brasileira "Está Chegando a Hora" de Rubens Campos e Henricão, o famoso "ai, ai, ai, ai, está chegando a hora..." levando o Morumbi ao delírio.

Ao final da canção "Miss Sarajevo" o telão do palco exibia em português a "Declaração Universal dos Direitos Humanos" enquanto se podia ouvir a voz de uma mulher declamando-a em inglês.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:51 21/02/2006, de Curitiba, PR


Acordo Bilaterais criam ALCA paralela
Os EUA comemoram a criação de uma ALCA paralela no hemisfério ocidental graças a multiplicidade de acordos bilaterais assinados com países da América Latina.

Agora, o objetivo deles é tentar harmozinar as regras estabelecidas nos vários acordos e evitar a multiplicidade das mesmas.

Em outras palavras os gringos tentarão enfiar goéla abaixo um acordão geral com as regras estabelecidas para a ALCA.

Os governos que aceitaram os acordos bilaterais achando-se espertos, traíram os interesses de seus povos e a soberania de seus países (veja no artigo abaixo o exemplo de ingerência gringa nas inspeções de carne).

Também estão enganados aqueles que acham que a ALCA está morta e que nada mais é preciso fazer. Os governos do Mercosul têm habilmente conseguido retrasar o processo de negociação de um acordão geral. Porém, isso não é suficiente para frear os ataques dos capitalistas norte-americanos.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:30 21/02/2006, de Curitiba, PR


EUA querem inspeções sem restrições
Os EUA querem fazer inspeções sem restrições aos exportadores de carnes nos países centro-americanos. Atualmente os serviços veterinários dos países fazem estas inspeções de forma soberana e autônoma, mas a indústria norte-americana exige o direito de inspecionar os produtores diretamente em seus locais de produção.

Esta exigência dos EUA está atrasando a conclusão da Área de Livre Comércio da América Central - CAFTA (em inglês) já que a maioria dos países centro-americanos não aceitam tal nível de ingerência gringa.

Infelizmente os gringos conseguiram o acordo com os governos de El Salvador e Nicarágua, países que nos anos 80 passaram por processos revolucionários contra a dominação norte-americana e hoje encontram-se dominados por governos reacionários apoiados pelos "Contras"* e pela grana dos EUA...

* Contras: Contra-revolucionários ou exércitos mercenários e agrupações paramilitares financiadas pelo governo norte-americano destinados inicialmente a derrotar o governo sandinista da Nicarágua.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:18 21/02/2006, de Curitiba, PR


TIE divulga calendário de atividades no BR e AL
TIE-Brasil publicou neste sítio seu calendário de atividades para 2006.

Ali você encontrará as principais atividades programadas, acompanhará o desenvolvimento do Trabalho e lançamento de publicações previstas para 2006.

Em 2006 TIE completa 20 anos de atividades em parceria com o movimento sindical brasileiro e suas organizações de base. Uma série de atividades comemorativas ocorrerão paralelamente aos eventos já programados.

Clique aqui para ver o calendário de atividades de TIE no Brasil e na América Latina em 2006.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:59 20/02/2006, de Curitiba, PR


Embaixador Venezuelano arrepia com a Veja
Reproduzimos na íntegra a carta enviada pelo sr. Julio García Montoya, Embaixador da Venezuela no Brasil, à revista Veja

CARTA DA EMBAIXADA DA VENEZUELA À REVISTA VEJA

EMBAJADA DE LA REPÚBLICA BOLIVARIANA DE VENEZUELA EN LA REPÚBLICA FEDERATIVA DEL BRASIL

Brasília, 06 de fevereiro de 2006.

Sr. Roberto Civita
Editor

Revista VEJA

Senhor Civita, permita-me iniciar esta carta com o reconhecimento à tenacidade com que seus colunistas se dedicam à tarefa de impor a verdade da mídia. Nisto, tenho certeza, seriam a inveja do mesmo Joseph Goebbels. Não obstante, permita-me também lhe aconselhar que diminua o esforço para o bem da saúde mental de seus escreventes, uma vez que o mundo que lê VEJA está convencido de sua ária pureza jornalística, de que vocês, dentro do mais tradicional esquema de jornalismo conservador ?tanto na técnica como no conteúdo- se sentem donos da verdade. Já sabemos, senhor Civita, que dentro de VEJA transita o dogma e a fortaleza própria do invulnerável, que qualquer coisa que esteja fora de sua linha ou do seu âmbito ideológico é errada, que vocês estão convencidos -e são capazes de morrer por isso- de que nada diferente do que escrevem pode existir fora de suas linhas.

É óbvio, senhor Civita, que VEJA é mais que uma simples revista. VEJA é um templo sem sacerdotes, ali só há deuses, pois somente os deuses geram verdades inquestionáveis. Esta condição divina é notória, por exemplo, nas fotografias que acompanham as colunas. Veja o senhor, repare bem, na postura esnobe de Tales Alvarenga, ou no olhar onipotente de Diogo Mainardi. ¡Coitado de quem entrar no âmbito de sua ira! ¡Será condenado para sempre ao inferno!

¿Ou não é verdade que somente eles conhecem aquilo que adoece o mundo e são capazes de condená-lo?

É, senhor Civita, também sabemos. Sabemos que a VEJA condena sem julgar, porque a verdade da mídia não requer trâmites desta índole, nem está aí para isso, ¿não é? Digo, para julgar, porque o jornalismo ?segundo ensina a filosofia da comunicação e todos os códigos da ética- não está projetado para ser juiz, senão para se dedicar à tarefa de mostrar os diversos ângulos da realidade que é apresentada ao mundo e deixar que sejam outros os que julguem.

Mesmo assim, devo confessar-lhe que também não acredito muito nisto e que estou mais próximo de admirar um jornalismo menos frio y objetivo, a um jornalismo que não transforme os fatos humanos em simples coisas de tipografia, tinta e papel. Devo confessar-lhe que, igualmente a no meu país, prefiro um jornalismo mais combativo, distante dessa ficção que denominam ?objetividade jornalística? e próximo àquela pro atividade ética que já indicava John Dos Passos na sua novela Paralelo 42 ?que acredito que o senhor tenha lido alguma vez-: ?o anelo de todo jornalista era desentranhar o significado exato de toda mudança operada na realidade?.

Vê, senhor Civita, Dos Passos escreve ?o significado exato?, nós nos perguntamos de imediato ¿de que se trata isso? E ficaríamos órfãos de entendimento a respeito se não tivéssemos a capacidade de relacioná-lo com essa maravilhosa palavra que é ?desentranhar?, que significa, dentre outras cosas, averiguar, penetrar o mais difícil e escondido de uma matéria.

Cobra uma melhor e mais digna dimensão profissional e ética com isto a tarefa jornalística, ¿não é assim, senhor Civita? Veja, o jornalista é uma pessoa que se submerge na realidade dos fatos, esquadrinha as suas entranhas, examina os detalhes, se desliza com sigilo entre as aristas, observa atento seus diversos ângulos e os traz todos até a superfície, para dar a oportunidade de que qualquer um que passe perto de suas bordas possa senti-las e armá-las como uma realidade mais ou menos objetiva, mas principalmente humana.

E eis aqui um dos significados da palavra ?desentranhar? de que mais gosto, aquele que a apresenta como um ato voluntário de desapropriação. Nada mais humano do que desapropriar-se de tudo que se tem e se conhece para entregar ao outro com a vontade ética, social e humana que possa ajudá-lo a compreender.

Lástima, senhor Civita, mas não vejo isto no olhar dos seus colunistas, pelo menos nesse que mostram as fotografias que acompanham suas colunas.

O que é bem certo é que VEJA também não crê nem pratica o contra-sentido da objetividade jornalística. O terrível é que também não responde a isto com sentido ético, porque para VEJA o mundo adoece de um mal universal: tudo o que é sensivelmente humano fede.

É por isso que entendemos esse afã por listar nomes que, repito, desde sua ária pureza jornalística, são indesejáveis, imprescindíveis, tolos, tiranos e vagabundos que devem ser exterminados para o bem do mundo que VEJA representa, um mundo uníssono, que avança na direção de um cenário globalizado de conseqüências únicas, perfeitas e sem objeção, onde uma nova religião começa a concretizar-se com rezas e acordos de compra e venda. É por isso que para vocês nosso presidente Hugo Chávez leva uma lista longa de qualificativos indesejáveis, como tirano, ditador, assassino, populista, palhaço, louco, etc, e Bush, George W. Bush, o mesmo da guerra no Iraque, é apenas um homem preocupado pela harmonia e a paz do mundo.

Pois bem, senhor Civita, nesta nova carta que agora lhe envio ?e que sei que não será publicada na VEJA-, além de expressar-lhe os sentimentos acima descritos quero também aproveitar para fechar com duas coisas importantes.

A primeira é a formulação de uma queixa oficial contra sua empregada Daniela Pinheiro, quem entre a grande quantidade de mentiras que escreve no seu artigo ?Com dinheiro do povo?, edição N° 1941 de 01 de fevereiro de 2006, assegura que ?o embaixador da Venezuela admitiu na semana passada que é possível que Chávez assista ao desfile da Marquês de Sapucaí?, quando na realidade o que foi dito foi que era pouco provável que o presidente assistisse ?mas é claro, tudo vale quando se trata de jornalistas que nã0 se apegam à objetividade, mas sim à interpretação jornalística pouco desapropriada de interesses? serão ¿econômicos ou ideológicos? -¿pode o senhor sanar esta dúvida, senhor Civita?

A segunda é uma simples recomendação, e a inicio com uma pergunta: ¿ouviu o senhor alguma vez Alfredo Bryce Echenique quando se refere à posição humana do homem diante da vida e da realidade? Repare, ele disse a respeito, que ?na vida, a única objetividade possível é a subjetividade bem intencionada?. Nós cremos o mesmo do jornalismo, cremos que este é o sentido exato que deve praticar-se nesta profissão frente a esse contra-sentido da objetividade a secas. ¿Por quê? Simples. Porque o jornalismo não é um templo de deuses, mas uma praça de vizinhança.

Julio García Montoya
Embaixador
Enviada por Ubirajara Freitas, às 17:55 09/02/2006, de Belo Horizonte, MG


Maciel: de carro no cacau!!!
O presidente da Ford para a América do Sul, Maciel Neto, foi indicado para o conselho de administração da ADM uma das maiores transnacionais no processamento de grãos e produtos agrícolas, tornando-se o décimo membro deste conselho.

Dentre outros produtos a ADM tem forte atuação no setor de moagem e processamento do cacau.

Será que a nova geração de carros compactos da Ford, que substiutirá o Ka, se chamará KaKau e será tão docinho como um chocolate???
Enviada por Sérgio Bertoni, às 14:55 08/02/2006, de Curitiba, PR


Cobra ataca Trabalhadores
Deputada do PSDB defende fechamento da CUT

A deputada federal Zulaiê Cobra (PSDB/SP) passou uma vez mais dos limites ao acusar os trabalhadores de "mentirosos, falsos, covardes, bandidos e assassinos".

A frase da deputada foi proferida contra a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maior central do país, que representa mais de 22 milhões de trabalhadores em todo o Brasil.

A declaração, publicada no Jornal Debate, em 29 de janeiro, fere a democracia, prega a falta de diálogo e ignora a importância da presença dos trabalhadores na construção de uma sociedade mais justa.

Com um olhar mais atento, a infeliz declaração da deputada pode ser definida como fascista. Nos dicionários "fascismo" é explicado como o "sistema político imperialista, antiliberal e antidemocrático", sistema que a deputada parece querer empregar na política brasileira.

"Essa deputada segue muito bem a cartilha tucana, que prega a desmobilização dos trabalhadores e retirada de direitos fundamentais assegurados com anos de luta pela CUT", diz o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.

Vale lembrar que no governo FHC, o PSDB tentou flexibilizar o artigo 618 da CLT, que poderia colocar milhões de trabalhadores nas filas do abandono e da miséria. Esse governo também acabou com a política salarial, com a produtividade, privatizou e desmontou bancos estaduais, como o Banespa, além de tentar o mesmo processo com o Banco do Brasil e Caixa Federal.

"A infeliz declaração da deputada, feita em uma reunião regional do PSDB paulista, deve servir de combustível para fortalecer ainda mais a luta dos trabalhadores. Se a CUT incomoda tanto, se é tão ruim para eles, com certeza é muito boa para os trabalhadores ", completa Marcolino.

Deputada nota zero

De acordo com a publicação do Diap, sobre a participação dos deputados, Zulaiê Cobra recebeu nota 0 em sua passagem pela Câmara entre 1994 e 1998.

Em seu segundo mandato (1999 a 2002) ela votou sim em questões como a medida provisória que puniu o servidor com a extinção de direitos. Veja o que ela apoiou:
Flexibilização da CLT - altera o artigo 618 da CLT, estabelecendo a prevalência de convenção ou acordo coletivo de trabalho sobre a legislação infraconstitucional.

Fator Previdenciário - dispõe sobre a contribuição previdenciária do contribuinte individual, o cálculo do benefício, altera dispositivos das Leis 8.212 e 8.213, ambas de 24/07/91.

Fim do RJU - institui regime de contratação pela CLT no serviço público, sem direito à negociação, estabilidade ou aposentadoria integral.

Conciliação na empresa - restringe o acesso do trabalhador à Justiça do Trabalho, forçando a conciliação na empresa. - Ausente

Privatização da previdência do servidor - institui previdência complementar para o servidor público, com quebra da paridade e da integralidade, além da oferta exclusivamente de benefício de contribuição definida.

Redução do prazo prescricional - diminui o prazo para reclamação dos direitos dos trabalhadores rurais.

Responsabilidade fiscal - privilegia pagamento de juros em detrimento às despesas com pessoal, custeio, investimento em infra-estrutura e principalmente nas áreas sociais.

Combate ao nepotismo proíbe o empreguismo de parentes no serviço público. Isenta o empregado das custas por arquivamento de ação suprime a punição ao trabalhador, em razão do arquivamento de ação trabalhista, no termos da lei do rito sumaríssimo. - Ausente

Critérios justos de avaliação do servidor - garante ampla defesa e institui critérios justos para dispensa de servidor estável por insuficiência de desempenho. - Ausente

Escrito por Danilo Di Giorgi
Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região
Enviada por Almir Américo, às 14:44 08/02/2006, de São Paulo, SP


PC Popular vende muito e anima lojistas
O programa do Governo Federal "Computador para Todos" (PC Conectado) que visa aumentar a inclusão digital no país através da redução de preços dos computadores e financiamento oficial a juros baixos através do estatal BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Sócial e Econômico) está dando resultados positivos.

Uma das maiores redes varejistas do país teve de suspender as vendas por falta de equipamentos. Simplesmente as vendas diárias triplicaram! Eles planejavam vender 50 mil computadores populares em um ano e venderam 35 mil unidades em apenas 40 dias. E deverá vender muito mais, pois a rede lançou propaganda em horário nobre na TV.

Um dado importante é que cerca de 85% destas vendas foram feitas para pessoas das categorias menos favorecidas da população, já que um "Computador para Todos" de R$ 1400,00 pode ser financiado em até 24 parcelas de R$ 69,90.

Várias redes de lojas tem procurado o BNDES para poder oferecer esta linha de crédito diretamente ao consumidor. Três deles, incluindo uma rede de supermercados, já vendem os computadores populares em suas filiais.

Para ter todas as isenções e ser certificado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, um computador popular deve ter um processor de no mínimo 1,6 GHz, Placa de rede, Modem, Sistema Operacional Linux e 27 aplicativos de Software Livres, entre outras coisas.
Enviada por Sergio Bertoni, às 10:39 07/02/2006, de Curitiba, PR


Cuidado com as manchetes!!!
Que a imprensa se move nem sempre por motivos jornalísticos todos nós sabemos, mas espera-se que se valham menos de mentiras...

O Valor Economico publicou hoje, 06.02.2006, manchete de que o Banco do Brasil e a Cobra teriam "desistido" do Software Livre verde-amarelo, induzindo ao leitor apressado à conclusão de que o maior banco do país e sua subsidiária no setor de computação e informática (ambos pertencentes ao estado brasileiro) teriam desistido não só do Software Livre, mas também dos programas de computadores nacionais.

O texto do artigo, porém, desmente a manchete de primeira página. O BB e a Cobra desistiram do Freedows, uma distribuição de software "livre" que se comporta como software proprietário, exatamente porque a empresa Free Software parceira deles no Freedows Consortium não quis abrir o código-fonte do Freedows, tornado-o realmente livre.

Os ataques ao Software Livre são constantes e todos sabemos os motivos: bilhões de dólares em royalties e licenças. O que esperamos é que, pelo menos, haja uma certa qualidade no debate e não se apele para fantasias e mentiras.

A notícia, porém, pode ser encarada de forma positiva. A decisão do BB abre espaço para que outras distribuições Linux mereçam a atenção do banco e da Cobra. Quem sabe eles escutem a voz que vem das ruas e adotem a mais popular versão brasileira do Linux, Kurumin, assim como vêm fazendo as empresas que montam PCs facilmente encontrados nos supermercados brasileiros a preços bastantes competitivos (menos de R$1.000,00).

Não há dúvidas que o Linux é melhor, pois:
a) evita a pirataria, ou seja, a transferência de bilhões de dólares de povos e países pobres para as contas bancárias de Bill Gates;
b) garante 4 liberdades básicas em Software: estudar o código-fonte do sistema, copiar, modificar e distribuir livremente quantas cópias dos sistema você quiser.

É claro que a Microsoft fará de tudo para provar o contrário.

As gerações atuais não tiveram opção de escolha e por isso, tenham medo da mudança. Mas as próximas já saberão o que é Linux e temos certeza que elas optarão pelo melhor e mais barato.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:21 06/02/2006, de Curitiba, PR


Nova Campanha "O Biocombustível é nosso"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou na sexta, 03.02.2006, a palavra de ordem de uma nova campanha nacional:

"O Biocombustível é Nosso!"

Assim como Vargas com "O petróleo é nosso", que lançou há mais de meio-século a campanha de nacionalização do petróleo e de criação da Petrobrás, Lula agora lança campanha que fala do potencial brasileiro para a produção de biocombustíveis.

Durante solenidade de assinatura dos primeiros contratos de compra de biodiesel, Lula disse que hoje o Brasil se apresenta ao mundo como uma nação que não fica "chorando o preço do petróleo", mas que foi buscar a sua auto-suficiência.

"Nós não teremos medo, porque o dia que alguém disser: não tem mais petróleo, nós estaremos dizendo: pois bem, nós temos alternativa, pode começar a comprar que é nosso. É tão nosso quanto foi o petróleo brasileiro com a famosa campanha 'O Petróleo é Nosso'. Nós hoje poderíamos dizer: o biocombustível é nosso", afirmou o presidente.

Esse novo combustível, comemorado pelo presidente, foi patenteado na década de 80 pelo pesquisador da Universidade do Ceará, Expedito Parente, citado em vários discursos durante a solenidade no Planalto. Entretanto, a sua aplicação no mercado brasileiro só foi viabilizada por meio de Lei de iniciativa do Governo LULA que obriga a misturar biodiesel ao diesel convencional na proporção de 2% a partir de 2008 e de 5% a partir de 2013.

O presidente ressaltou que essas tecnologias podem levar o Brasil a uma situação mais confortável diante do petróleo, mas dependem de mais investimentos em pesquisa.

Está na hora do país acreditar em si e levantar esta bandeira com a mesma garra que nossos companheiros fizeram em meados do século XX em defesa da criação da Petrobrás.

Que seja criada a BioComBrás - BioCombustíveis Brasileiros!!!
Enviada por Sergio Bertoni, às 18:29 03/02/2006, de Curitiba, PR


Monopolista em software quer álcool brasileiro
O discurso de Bush no congresso americano e os editoriais dos jornalões gringos elogiando o Brasil por ter um combustível alternativo foi a senha

Dias depois de Bush discursar no senado de seu país e jornalões norte-americanos elogiarem o álcool brasileiro como exemplo de combustível alternativo pipocam na imprensa notícias sobre o interesse de empresas gringas no mercado brasileiro.

O discurso foi a senha: "Entremos neste mercado e o dominemos, pois caso contrário os subdesenvolvidos latino-americanos tomam conta do pedaço".

Coincidentemente na segunda-feira os empresários Sergey Brin e Larry Page, fundadores do sítio de buscas de página na Internet, o "Google", estiveram no Brasil em visita-relâmpago e deverão voltar em maio para acompanhar de perto a moagem de cana da safra 2006/07. O compromisso foi acertado com Rubens Ometto de Silveira Mello, presidente do grupo Cosan, maior companhia de açúcar do Brasil. Este grupo é dono da a usina Da Barra que Brin e Page visitaram.

Os empresários gringos estão "interessados" em energia renovável e prometeram voltar no início da próxima safra para acompanhar o processo de moagem da cana.

De Microsoft para Pacific Ethanol

Os fundadores do Google não são os únicos empresários da chamada "nova economia" interessados no álcool brasileiro.

Percebendo que o mercado de softwares passa por mudanças fortíssimas e que os softwares proprietários perdem espaço a cada dia que passa para o Software Livre, Bill Gates, dono da monopolista Microsoft, se prepara para monopolizar outros mercados, como o de álcool combustível.

Desde 2005 Gates é o maior acionista da Pacific Ethanol, empresa fundada em 2003 com sede na Califórnia (EUA). Depois da chegada de Gates, a companhia iniciou uma estratégia agressiva para se tornar líder na produção do combustível na Costa Oeste dos Estados Unidos e pretende expandir seus negócios, no médio e longo prazo, no mercado internacional.

A Pacific Ethanol acompanha o mercado brasileiro e reconhece que o país tem um dos mais baixos custos de produção e é um mais competitivos do mundo.

No ano passado, três executivos da companhia americana estiveram em São Paulo para participar da Feisucro, uma das maiores feiras de tecnologia sucroalcooleira do país, que ocorreu entre os dias 7 e 10 de novembro na capital paulista.

A entrada do bilionário Bill Gates no mercado de etanol ganhou destaque nas principais publicações americanas e internacionais. Antes da entrada de Gates no negócio, a empresa tinha pouco ou quase nenhum destaque na mídia.

Estas poderiam até ser notícias boas para o Brasil, que há 30 anos resiste a pressões diversas e insiste em desenvolver combustíveis alternativos.

Infelizmente não é, pois o que os gringos pretendem é manter o atual sistema de dominação, sibstituindo o petróleo pelo álcool (etanol).

Como o Brasil não detém patentes dos motores movidos à álcool (em mãos de multinacionais da indústria auto) nem dos processos de produção de álcool (que são de domínio público) a única forma de nos mantermos neste mercado é plantar mais e mais cana-de-açucar para produzir mais e mais álcool destinado à exportação.

É exatamente isso o que indica os movimentos do governo norte-americano e dos empresários daquele país.

Sem dúvida o álcool é uma das melhores alternativas em termos de energia renovável. Porém, sem mudanças no atual esquema de dominação, controle da tecnologia e modelos de transportes público e privado, a troca de gasolina por álcool significa pouco.

Se por um lado, a adoção de álcool como combustível, possa significar ganhos como redução da poluição atmosférica, por outro não podemos esquecer quão poluente é a produção de álcool se não fiscalizada com o devido rigor, coisa que ainda não acontece como deveria. Pode significar uma troca de focos de guerra e invasões, onde o Oriente Médio perderia espaço e a América Latina ganharia mais atenção dos poderes gringos.

Não podemos destruir nossas matas e parar de plantar alimentos para produzir cana e álcool para abastecer os beberrões e enormes carros particulares dos obsesos norte-americanos.

Este é um debate que precisa ser feito. Não adianta o Bush dizer que os gringos "são viciados em petróleo" se eles tambem não deixarem de ser viciados nos tais SUV (esportivos utilitários), enormes sedãs e limusines que fazem 4-5 Km/l de gasolina. Estes veículos a álcool fariam no máximo 3 km/l. Imagine só quanto álcool seria necessário para abastecê-los, já que hoje eles consomem 1/3 de todo o petróleo mundial???

A mudança da matriz energética do petróleo para álcool só será benéfica ao mundo se for acompanhada de um novo tipo de negócios na área energética, de transportes, agrícola e etc.

Os recentes movimentos dos norte-americanos demonstram que eles simplesmente visam a manutenção dos atuais monopólios e oligopólios de energia voltados apenas a atender as necessidades de um país que não sabe administrar os recursos que tem, sejam eles energéticos ou financeiros, gastando sempre muito mais do que possui ou do que é capaz de produzir.

Então fica colocada a questão:
Como o Brasil, Cuba e outros países da América Latina e África, produtores ou potenciais produtores de cana-de açucar e álcool, devem participar neste debate buscando mudar o atual sistema de dominação econômica e de controle de patentes e tecnologias para que os ganhos de uma nova matriz energética sejam econômicos, sociais e ecológicos e favoreçam a maioria da população mundial?

Está na hora de pensarmos grande e estretégicamente.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:00 02/02/2006, de Curitiba, PR


Brasil está condenado
Segunda a agência de gestão de riscos espanhola AON, o Brasil é o país "com a melhora mais significativa com relação aos resultados obtidos em 2005".

"O Brasil é um país condenado a crescer. Devido a suas altas taxas de natalidade, o crescimento da economia deve se manter em 6% ou 7%, com um nível alto de inflação", diz Javier Valero, conselheiro da AON, de acordo com o jornal.

Os analistas da gestora de riscos afirmam que "o sucesso do Brasil se baseia em sua capacidade de cumprir os compromissos internacionais".

"Todos esses fatores fizeram com que o país presidido por Lula da Silva garanta sua credibilidade internacional e se descole dos vizinhos, cujas classificações de risco cresceram nos últimos anos", avaliam os esapnhóis.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 08:39 01/02/2006, de Curitiba, PR


Álcool no gringos
O The New York Times em seu editorial desta terça-feira cita o Brasil como exemplo a ser seguido pelos Estados Unidos na questão de independência de energia.

"Quando a questão são carros, muito da pesquisa já foi feita ? o Brasil obteve independência energética ao descobrir como levar seus cidadãos de casa para o trabalho em carros sem usar gasolina"
Enviada por Sérgio Bertoni, às 08:36 01/02/2006, de Curitiba, PR


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