TIE-Brasil
18/12/2017
Cadastre-se | Esqueci a senha!
Nome: Senha:

Notícias(Novembro/2005)

(clique para ver todas)

É preciso marcar uns golzinhos, Palloci
Franklin Martins, no Jornal Hoje:

"A equipe econômica está enfraquecida. É muito bonito ver o Ronaldinho Gaúcho fazendo embaixadas, mas o que interessa mesmo para o Barcelona é resultado. E mais ou menos isso que Lula exigirá de Palloci".
Enviada por Sérgio Bertoni, às 15:00 30/11/2005, de Curitiba, PR


Superávit primário maior, PIB menor
Os recentes números publicados sobre o desempenho da economia são gritantes e esclarecedores.

O governo conseguiu em 9 meses de 2005 cumprir e ultrpassar a taxa anual de superávit primário de 4,25%. Já o PIB recuou 1,2% no terceiro trimestre do ano.

O recado é claro. O Doutor Palloci errou na dose do medicamento. É preciso fazer com que a economia volte a funcionar para continuar com a vitoriosa política de distribuição de renda.

O governo só não injetará dinheiro na economia e não baixará juros se não quiser. Espaço há e de sobra. É possível estimular a economia sem gastança desordenada como fizeram outros governos.

Os números sobre a diminuição da miséria no país comprovam que é possível melhorar a situação da pessoas gastando pouco. Aliás, demonstram que é muito barato acabar com a miséria neste país, desde que se aplique os recursos com responsabilidade e bem focado.

Está na hora de aplicar os recursos que sobram no país para desenvovler setores estratégicos, fortalecer a política industrial (esboçada no começo deste governo) e fortalecer os programas sociais que possibilitem transformar todos os brasileiros em cidadãos autônomos e livres, capazes de decidir sobre seu futuro.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:54 30/11/2005, de Curitiba, PR


Melhor distribuição de renda
Os dados publicados recentemente podem ser considerados tímidos diante de todas ambições e desejos da esquerda e da maioria da população brasileira. Mas podem ser encarados de forma otimista se lembrarmos que desde o dia em que Cabral colocou os pés na "Ilha de Vera Cruz", em 22 de abril de 1500, a riqueza neste país só fez concentrar-se na mãos de poucos.

A distribuição de renda em 2004 foi a maior dos últimos 23 anos. A redução da pobreza nos dois primeiros anos do governo Lula se deu num ritmo 50% maior do que nos dois mandatos de FHC. Em 2001 e 2002 a concentração de renda chegou a crescer no país.

Mais uma comparação, para o desabor dos tucanos e de todos aqueles que desde sempre dominaram o país e felicidade geral da nação, é que segundo o índice criado pelo demógrafo italiano Corrado Gini (1884-1965), a redução da pobreza no segundo mandato de FHC foi de apenas 0,3%, enquanto que no primeiro mandato, na euforia do Plano Real, esta redução foi de 0,8%. Já no governo Lula, em apenas dois anos, a redução da pobreza segundo o índice Gini é de 1,4%, quase o dobro que no primeiro mandato de FHC e quádruplo do segundo...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:00 30/11/2005, de Curitiba, PR


Aumenta o número de internautas no Brasil
O número de lares brasileiros com acesso a internet, segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar) do IBGE, creceu 11% entre 2003 e 2004.

O índice de domicílios com computadores chegou a 16,6% em 2004 e deverá ter expressivo aumento em 2005. Só no primeiro semestre deste ano, portanto, antes da aprovação do Projeto PC Conectado que reduziu o preço dos computadores ao consumidor final, as vendas aumentaram 44%.

Calcula-se que em 2005 5,2 milhões de computadores serão comercializados no país , sendo 65% delas adquiridas no chamado mercado cinza (computadores montados em lojas ou em pequenas empresas, sob encomenda). Em 2004 esta cifra chegou a 74%!!!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:37 30/11/2005, de Curitiba, PR


Número de celulares praticamente dobra em 2 anos
Em dezembro de 2003 46,4 milhões de brasileiros possuiam telefones celulares.

Atualmente são mais de 81 milhões e as empresas de telefonia celular calculam que pelos menos 7 milhões de brasileiros adquirirão telefone celular até o final de dezembro, quando estima-se que o número de usuários chegue a 88 milhões, praticamente a metade da população brasileira e quase o dobro do registrado há 2 anos.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:17 30/11/2005, de Curitiba, PR


Três razões concretas e uma reflexão explicam
Saiu na Gazeta Mercantil

Em 2003, 1,5% das famílias não tinha renda alguma. A taxa caiu para 1,1% em 2004.

Três razões concretas e uma reflexão explicam a redução da desigualdade social:

- o aumento expressivo da escolaridade

- do emprego

- o acerto do governo em programa sociais

"O governo brasileiro tem uma certa especialidade em passar recursos para o não-pobre e agora ele acertou o foco" diz Néri (Mercelo Néri da FGV) citando o Programa Bolsa Família.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:09 30/11/2005, de Curitiba, PR


2,6 milhões de miseráveis menos em 1 ano!!!
Companheiros, muito podemos debater sobre os rumos do governo Lula e a condução da política econômica, mas cá entre nós, esse dado é realmente vigoroso! Em um ano conseguir dar mais dignidade para um contingente populacional de 2,6 milhões, que é quase a população de alguns de nossos países vizinhos... Enfim, é um bom começo.

A miséria caiu 8% em 2004 no Brasil, com uma redução de 2,6 milhões no número de miseráveis. O cálculo, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), foi divulgado ontem pelo pesquisador Marcelo Neri, chefe do Centro de Políticas Sociais (CPS) da Fundação Getúlio Vargas, no Rio.

Desde 1993, quando estava em 36,6% da população, a queda na proporção dos miseráveis foi de 31%. De 2003 para 2004, a queda foi de 27,3% para 25,1%. Em 1999, o porcentual estava em 29,3%. Ou seja, o governo Lula conseguiu em um ano mais do que FHC em 4 anos de mandato.

O número de miseráveis em 2004, pelo critério do CPS era de 44,8 milhões.

Segundo Neri, a queda da miséria foi muito maior do aquela que ocorreria simplesmente com o aumento da renda entre 2003 e 2004 (que ocorreu quando se toma como indicador básico os rendimentos per capita dos domicílios, incluindo aqueles que têm renda zero). Uma fatia de dois terços da redução da miséria em 2004 deveu-se a um fenômeno que não ocorria de forma consistente no Brasil desde os anos 60: a melhora da distribuição de renda.
Enviada por Almir Américo, às 00:22 30/11/2005, de São Paulo, SP


Metalúrgicos param pista local da via Anchieta
Sete mil trabalhadores da Volkswagen fizeram hoje, dia 29 , um protesto pelo fato da empresa não estar cumprindo sentença judicial do Tribunal Regional do Trabalho. O grupo saiu às 8 horas da manhã da fábrica (km 23 da Anchieta) e chegou às 9h30 horas na Praça da Matriz, centro de São Bernardo do Campo. Enquanto os trabalhadores caminhavam pelo percurso de 4 quilômetros, o trânsito foi interrompido na pista local da Rodovia Anchieta (sentido São Paulo), na rua Frei Gaspar e na Marechal Deodoro ( local de concentração de lojas). Depois do protesto, os trabalhadores voltaram para a fábrica às 11 horas.

O TRT julgou, há 3 semanas, dissídio coletivo (sobre a greve de 29 de setembro a 24 de outubro). Para o Tribunal, a segunda maior greve da categoria na Volks não foi abusiva. A sentença determinou o pagamento de uma PLR (participação nos lucros e resultados) de R$4.750,00 e obrigou a empresa a pagar o salário integral dos trabalhadores que estão dispensados de compensar os dias parados. Mas a empresa não pagou o que deve em um claro desrespeito à justiça. Os metalúrgicos recebem o salário em duas parcelas. O desconto no salário foi feito nos dias 5 e 20 de novembro. O TRT tipificou o gesto da Volks como ato de desobediência.

No dia 24 (última quinta-feira), o Ministério Público tentou negociar um acordo. Mas Volkswagen não aceitou nenhuma proposta feita pela procuradora regional do trabalho Oksana Maria Diziura Boldo. O Sindicato espera a empresa entrar com recurso no Tribunal Superior do Trabalho para partir para uma ação de execução.

Muitos trabalhadores enfrentam sérios problemas. Há casos de funcionários que tiveram telefone e luz cortados. Sem contar os casos de não pagamento da pensão alimentícia em função da falta de salário (nos colocamos à disposição para fornecer o contato de personagens que exemplificam estes casos). A falta de pagamento de salário representa um déficit de 37 milhões de reais na economia do ABC.

A empresa pagou dois mil reais de PLR (1a. parcela) em abril. Os R$2.750 restantes também não foram pagos aos trabalhadores.
Enviada por Valter Sanches, às 22:54 29/11/2005, de São Paulo, SP


FHC deixou rombo de US$ 1,1 bilhão em telefonia
Saiu no blog do Josias

Negócios de telefonia celular efetuados durante governo de FHC deixaram dívida de R$ 1,1 bilhão

Quatro empresas de telefonia celular foram condenadas a recolher aos cofres públicos R$ 1,1 bilhão por conta de negócios irregulares feitos durante o governo FHC. A irregularidade foi detectada pelo TCU em 1997. Vem sendo confirmada em sucessivos julgamentos. Mas não há sinal de liquidação da dívida.

A encrenca envolve quatro empresas: BCP, Americel, BSE e Maxitel. As três primeiras são controladas pela Claro. A última pertence à TIM. As empresas não reconhecem a dívida.

Aconteceu assim:

1. em 1997, o Ministério das Comunicações, gerido por Sérgio Motta, promoveu licitações para escolher as companhias que explorariam o serviço da banda B de telefonia celular;

2. o edital previa que os vencedoras pagariam 40% de entrada e 60% em três parcelas anuais. Fixou-se como índice de correção o IGP-DI, mais 1% de juros;

3. ao elaborar os contratos, porém, o governo incluiu uma cláusula permitindo às empresas pagar tudo de uma vez, um ano após a assinatura do contrato. Sem correção;

4. em decisão de 1997, o TCU entendeu que as regras do edital não poderiam ter sido alteradas. Concluiu que houve benefício indevido às empresas, em prejuízo ao erário;

5. a essa altura, só um contrato havia sido assinado, o da Americel. Não havia ainda prejuízos ao erário. O TCU determinou que o contrato fosse alterado, incluindo a cobrança das correções. Ordenou regra fosse observada também nos contratos futuros;

6. o governo, porém, recorreu da decisão. O recurso foi negado em novo julgamento do TCU, de 1999. Àquela altura, além do contrato com a Americel, outros três já haviam sido firmados com a BCP, BSE e Maxitel. Todos sem correção;

7. de novo, o TCU ordenou a cobrança, agora à Anatel, que herdara da pasta das Comunicações a gestão dos negócios de telefonia. A agência cumpriu a ordem, mas só nas concessões acertadas depois de 1999. Os contratos anteriores, já quitados, ficaram como antes;

8. em novo julgamento, realizado em 2002, o tribunal ratificou a ordem. Houve novo recurso. E, de novo, o TCU manteve, em acórdão de 2004 (disponível em papel), as determinações anteriores;

9. os débitos, que somavam na origem do problema R$ 377, hoje alçam a R$ 1,1 bilhão. Não há, por ora, nenhum vestígio de pagamento. Em agosto passado, o TCU reiterou a determinação para que o governo efetue a cobrança.

Escrito por Josias de Souza
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:45 29/11/2005, de Curitiba, PR


Governo Lula é o que mais reduz miséria
Saiu na Gazeta Mercantil On-line:

Governo Lula é o que mais reduz miséria com distribuição

Nunca o Brasil reduziu a pobreza com distribuição de renda como no governo Lula. De 2003 para 2004, a fatia de pobres recuou de 27,6% para 25,08% da população.

O recuo de 8% na pobreza no ano passado aconteceu porque, segundo a FGV, o "bolo cresceu" 4,5% e foi dividido. Em 2003, a economia ficou parada e a pobreza acabou crescendo 3,95%, mas o resultado poderia ter sido pior não fosse a expressiva distribuição de renda.

No primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, a queda da miséria foi imbatível, impulsionada pelo Plano Real e não pela divisão do bolo. "O grande ganho da estabilização chama-se estabilidade econômica e não igualdade. Foi o bolo que cresceu", analisa Marcelo Cortes Néri, chefe do Centro de Estudos Sociais da FGV. A pobreza caiu 4,5% ao ano de 1993 a 1998, colhendo os frutos do controle da inflação. Na segunda gestão do tucano, a queda média é de 1,8% a cada ano.

No governo Lula, mesmo com a estagnação da economia na estréia petista, a média da redução dos pobres é de 2,2%.

No início da década de 90, a miséria atingia 35,87% dos brasileiros, com toda a parcela ganhando abaixo de R$ 115 por mês - a linha de pobreza da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:37 29/11/2005, de Curitiba, PR


Autopeças mantém investimentos
O setor de autopeças deverá manter seus investimentos no país em 2006, mesmo com a queda das exportações devido a supervalorização do Real perante as moedas estrangeiras, principalmente em relação o dólar norte-americano.

Possíveis perdas no mercado externo serão compensadas com vendas ao mercado interno.

Segundo Besaliel Botelho, da Bosch, 2006 "Será uma ano de eleições e copa do mundo o que manterá o setor aquecido", confirmando que Democracia e Futebol são essenciais a este país. ;-)
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:21 29/11/2005, de Curitiba, PR


Tal mãe tal filha: Delphi mantém investimentos
Como diz o velho ditado popular "Filho de Peixe, Peixinho é" a Delphi, antiga divisão de autopeças da GM, a exemplo de sua "mãe" passa por grave crise nos EUA, mas contratará masi Trabalhadores no Brasil.

A Delphi confirmou o investimento de US$ 30 milhões no Brasil em 2006, a construção de uma nova fábrica na região Sul ou Sudestes e a contratação de 220 Trabalhadores para sua unidade de Itabirito, MG.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:11 29/11/2005, de Curitiba, PR


GM transferirá serviços para o Brasil
O chefão da GM no Brasil deu a entender recentemente que a transnacional norte-americana irá transferir serviços de engenharia dos EUA para o Brasil.

"As dificuldades que a GM enfrenta atualmente nos EUA podem abrir mais oportunidades para a engenharia da montadora no Brasil", disse Ray Young durante o Congresso e Exposição Internacionais de Tecnologia da Mobilidade promovido pela SAE Brasil.

Economizar no Norte com Baixos Custos no Sul

A perspectiva da GM é que a "exportação" de serviços de engenharia passe dos atuais US$ 200 milhões para US$ 400 milhões em 2007.

Na cidade de São Caetano do Sul, SP, fica um dos 5 centros de desenvolvimento que a transnacional mantém no mundo. Os outros são na Alemanha, Austrália, Coréia e EUA.

A GM planeja contratar engenheiros e ampliar até 1000 o número destes profissionais.

O custo de desenvolvimento de um veículo no Brasil é três vezes menor que nos EUA...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 08:57 29/11/2005, de Curitiba, PR


Crackers contra as calúnias
Saiu no blog do Noblat:

Invasão em ninho tucano: o site do Instituto Teotônio Vilela (http://www.itv.org.br/), comandado pelo PSDB, está fora do ar. O sistema de dados do site foi invadido nesta segunda-feira.

O internauta que clicasse em algum artigo contrário ao PT, não lia o texto. Era direcionado a uma página do próprio PT. Os tucanos ficaram uma fera e tiraram o site do ar. Estão agora tentando espantar os invasores.
Enviada por Almir Américo, às 23:12 28/11/2005, de São Paulo


Trabalhadores na Cargill reprovam proposta
Proposta patronal é REPROVADA e é declarado estado de greve, principalmente na Seara (Cargill)

Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação reuniram-se na manhã de sábado (dia 26 de novembro) na Sede do Sindicato para discutir a proposta Patronal que era apenas repor o INPC, 5.42%, além de aumentar o horário de intervalo intervalo antes e após a jornada de trabalho de 5 minutos para 15 minutos. Esta proposta os Trabalhadores reprovaram por unanimidade.

Os Trabalhadores elaboraram uma contraproposta e recuaram na proposta inicial 8,42% para 7,50%. Porém somente a Assembléia terá poderes para aprovar a contraproposta do Sindicato Patronal e os Trabalhadores aprovaram estado de Greve e definiram 10 dias a partir de hoje (28/11) para o Patronal tomar uma decisão favorável aosTrabalhadores. Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Jaraguá do Sul e Região, Sérgio Eccel ?os Trabalhadores não tem mais condições de sustentar uma família com um salário tão baixo como é pago pelo setor da Alimentação? para o presidente ainda tem questões agravantes que influenciam para o descontentamento dos trabalhadores que nos ?últimos anos o Patronal da Alimentação não deu nada de aumento real para os Trabalhadores, enquanto o setor do Arroz que tem data-base no mesmo mês vem repassando além do INPC vem repassando aumento nos salários.?

O problema maior é o caso da Seara (Cargill) na qual os Trabalhadores exigem um salário melhor e ameaçam entrar em greve se a Empresa não repassar aumento real de salário a todos os funcionários. A presença maciça dos Trabalhadores na Assembléia reflete a situação que os mesmos estão enfrentando no dia-a-dia dentro da empresa. Os Trabalhadores denunciaram as ameaças feitas pelos patrões que os lembram que ?entrar em greve é ruim para nós por que não temos nem faculdade? desabafa o trabalhador.

Trabalhadores acusam a empresa de usá-los para atender seus interessses

O desabafo de uma Trabalhadora que trabalha há 5 anos na Empresa e tem um salário de R$ 552,00 é mais um alerta da situação da Empresa. ?Trabalho a 5 anos na empresa e nunca fomos reunidos para negociar salários e agora nos reúnem no pátio e divulgam que estamos insatisfeitos com a greve (se referindo a greve dos Fiscais do S.I.F) sendo que não sabíamos de nada?, declara a trabalhadora e conclui ?a Empresa nos usou?. Os trabalhadores da Seara (Cargill) de Jaraguá do Sul enfrentam alguns problemas semelhantes de todo o País. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentação lembra que ?em Mato Grosso estão discutindo o horário de trabalho implantado pela empresa? o mesmo problema que acontece em Jaraguá do Sul.
Enviada por Nilson Antonio, às 10:37 28/11/2005, de Jaraguá do Sul


Ford quer demitir 4 mil na América do Norte
A Transnacional norte-americana Ford Motors Company, planeja demirtir 4000 Trabalhadores na América do Norte para reduzir a folha de pagamentos e fazer outras ações estruturais como redução do número de fábricas na região.

Mark Fields, executivo encarregado pelas operações da companhia na região da Américas, enviou um e-mail aos Trabalhadores informando que a empresa planeja reduzir sua folha de pagamentos norte-americana em 10%, ou em 4 mil funcionários, com a mior parte das demissões ocorrendo no primeiro trimestre de 2006.

A Ford tem tido dificuldades nos EUAs mesmo quando a mior parte de suas operações ao redor do mundo mostra bom desempenho, incluindo o resurrgimento no Brasil, Europa e Ásia. A Ford perdeu nos EUA US$ 1,2 bilhão no último trimestre.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:37 28/11/2005, de Curitiba, PR


Mais uma para calar os bossais feudais
Depois da divulgação dos dados da PNAD do IBGE, agora é a vez da FGV confirmar que as coisas estão mudando no país. Devagar...,diriam alguns com razão, mas não podemos nunca nos esquecer que os outros dominaram o país por mais de 500 anos é só fizeram a miséria aumentar!!!

Segundo a FGV a taxa de miséria no Brasil atingiu em 2004 o nível mais baixo desde 1992. Isso é demonstrado pela pesquisa "Miséria em Queda - Mensuração, Monitoramento e Metas", feito pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) com base nos dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio).

A PNAD demonstra que a renda domiciliar per capita de todas as fontes (trabalho, aluguéis, programas sociais e outros componentes que integram o rendimento de uma família) teve aumento real (já descontado o crescimento populacional) de 2,8% em 2004.

Para o economista Marcelo Néri, coordenador do Centro de Políticas Sociais da FGV, "houve uma queda espetacular no índice de pobreza em 2004, movida pelo aumento da ocupação, redução da desigualdade de renda do trabalho e pelo aumento de transferências focalizadas do estado". Isso confirma avanços nos indicadores sociais do país, para desespero daqueles que apostam no quanto pior melhor.

O resultado da pesquisa da FGV será divulgado oficialmente nesta segunda-feira, 28.11.2005.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 16:04 27/11/2005, de Curitiba, PR


Software Livre: servidores Linux crescem mais
As vendas mundiais de servidores aumentaram 8,1% no terceiro trimestre de 2005, acima das previsões de especialistas no setor que apontavam crescimento de 5 a 6%.

A procura maior é por servidores de baixo custo acirrando a disputa entre máquinas equipadas com o servidor proprietário Windows da Microsoft e o servidor Livre de Código-Fonte Aberto LINUX.

As vendas de máquinas equipadas com servidores LINUX crescem há 13 trimestres e no último trimestre tiveram alta de 34%, ao mesmo tempo em que as com Windows cresceram 18% e com UNIX recuaram 1%.

Isto demonstra tendência favorável ao Software Livre que consegue reunir Qualidade, Robustez, Flexibilidade, Confiabilidade, Segurança e Baixos Custos, ou seja, exatamente o contrário do que é oferecido pelo sistema proprietário que entorpece a cabeça da maioria dos usuários.

Seja Livre, use Linux!!!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 15:00 27/11/2005, de Curitiba, PR


Tucanos tentam golpe para urubuzar a Varig
Os chamados "notáveis" tucanos que em apenas 7 meses conseguiram que a Varig tivesse um prejuízo de R$ 778 milhões tentaram no "tapetão" (com ajuda da Justiça) voltar ao comando da empresa, agora na condição de gestores judiciais. Este guarda-chuva lhes daria poderes suficientes para validar todos os atos que tinham cometido na empresa.

A armação dos tucanos "notáveis" era tamanha que muitos periódicos panfletários do tucanato já anunciavam como certa a volta deles ao poder na empresa de aviação, mesmo sem saber o resultado da decisão judicial.

Felizmente, os juízes se perguntaram como um grupo que só fez agravar a situação da empresa poderia ter idoneidade para voltar a administrar a empresa. Prevaleceu a tese de que seria inaceitável ter os "notáveis" tucanos agora sob o guarda-chuva legal de gestores judiciais.

Desta forma os juízes demonstraram sua responsabilidade para com a empresa e com o país e ao mesmo tempo desmascararam a tentativa de golpe aplicada pelos tucanos para urubuzar a Varig e levá-la a falência.

Aliás os caras são bons nisso. Esta é toda a competência tucana. O recado está dado.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 18:06 26/11/2005, de Curitiba, PR


Carrefour demitirá 1700 na França
A segunda maior rede varejista do mundo e a maior na Europa, Carrefour, anunciou que irá demitir 20% de sua força de Trabalho na França, ou seja, 1700 Trabalhadores perderão seus empregos nos próximos 2 anos.

Será que os brancos franceses que estão tomando esta decisão já se esqueceram de que os protestos que vem acontecendo no país são exatamente por causa do desemprego que assola o país?

Ou será que é bem mais fácil culpar negros e árabes pelas burrices, sandices e vigarices da civilização branca, rascista e capitalista???
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:53 26/11/2005, de Curitiba, PR


Empresa sueco-suiça compra chilena CMS Tecnologia
A ABB, empresa de capital sueco-suiço, adquiriu pot US$ 7 milhões e empresa de manutenção industrial CMS Tecnologia que pertencia à mineradora chilena Codelco - Companhia Nacional de Cobre do Chile.

Com a aquisição a ABB espera um aumento de 40% em suas receitas na América do Sul. Em 2004 a empresa faturou US$ 650 milhões no continente.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:31 26/11/2005, de Curitiba, PR


Paraná fecha acordos com Venezuela
Após 5 dias em missão à Venezuela o governador do Paraná, Roberto Requião, anunciou acordos no valor de US$ 115 milhões. São 27 acordos de cooperação técnica para a oferta de políticas públicas (saneamento, habitação, agronegócio, educação, cooperativismo, tecnologia e meio-ambiente) do Paraná para a Venezuela.

Em 2004 o volume de negócios entre este estado brasileiro e nosso vizinho sulamericano foi de US$ 121 milhões.

O presidente venezuelano, Hugo Chavez, aceitou o convite de Requião para visitar o Paraná no primeiro trimestre de 2006 e ressaltou que a Venezuela faz negócios com o Paraná, pois não quer soja trangênica em seu país.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:20 26/11/2005, de Curitiba, PR


Direita reclama do superávit fiscal: que evolução!
O governo Lula conseguiu aquilo que a direita sempre pregou e nunca fez. Aliás, foi muito além: em 2005 conseguiu o superávit fiscal anual em 9 meses.

E não é que os jornalecos da direita agora estão reclamando do superávit fiscal???

Pois é, será que os caras evoluíram e aprenderam com a esquerda de que o tal do superávit fiscal, como proposto por eles e aplicado a rigor por Palocci, estrangula a economia e detona os investimentos em infra estrutura, educação e saúde?

Não! Não se deixem enganar. Não é nada disso. Eles só criticam porque querem a desestabilização da economia para poder justificar sua volta ao governo. Não creiam que, uma vez de volta ao governo, eles farão algo em favor do povão e do desenvolvimento do país.

Estes direitistas que hoje reivindicam uma política fiscal mais frouxa são os mesmos que nunca gostaram de pagar impostos e que, quando no governo, só fizeram aumentar impostos, diminuir o tamanho do estado, gastar mal o dinheiro público. Eles s o fizeram o país andar para trás, como caranguejo.

Realmente a política de superávit fiscal deve ser revista urgentemente. Não para favorecer o palanque da direita, mas para realizar as muda.

Fique espert@! Não se deixe enganar pelo discursinho fácil daqueles que gostariam de ver o Brasil sem povo.
Enviada por Sergio Bertoni, às 16:57 26/11/2005, de Curitiba, PR


No coments: Serra retoma CEU de Marta Suplicy
O tucano José Serra (PSDB), atual prefeito de SP, decidiu retomar a partir do próximo ano a construção dos CEUs (Centro Educacional Unificado), que ficaram marcados como uma das principais bandeiras de governo da ex-prefeita Marta Suplicy (PT).

Após tomar posse e suspender no início do ano as obras de seis CEUs indicados como prioridade na área da educação pela então candidata à reeleição Marta em 2004, Serra anunciou ontem cinco novas unidades na periferia de São Paulo, com entrega das salas de aula em agosto do próximo ano, e do complexo esportivo e cultural, para outubro.
Enviada por Sergio Bertoni, às 16:40 26/11/2005, de Curitiba, PR


Alimentação de Jaraguá em Campanha Salarial
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação está realizando neste sábado, as 08:30 em primeira convocação e as 9:30 em segunda e última convocação, em sua sede (R: José Emmmendoerfer, 240 - Bairro Nova Brasilia) a Assembléia de aprovação ou não da proposta do Sindicato Patronal aos Trabalhadores da Categoria da Alimentação.

A última proposta feita pelo Sindicato Patronal foi de repor o INPC que nos últimos meses chegou a 5,42%. A proposta elaborada pelos trabalhadores na Assembléia do dia 20 de agosto foi de alem do INPC mais 3% de aumento real além de algumas cláusulas sociais. "Quem irá decidir se aceitamos a Proposta oferecida pelos Patrões são os Trabalhadores" comenta o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Alimentação Sérgio Eccel lembrando que a Assembléia de aprovação de Pauta ficou defenida que apenas a Assembléia teria o poder de decidir sobre a proposta final. Segundo o mesmo, " as Convenções de Trabalho fechadas em nossa região estão com aumento real.

Não é justo que os trabalhadores da alimentação que tem um salário tão baixo, e que fogem da realidade da região, fiquem com apenas o INPC sem nenhum aumento", conclui. A expectativa do Sindicato dos trabalhadores é que tenha um grande número de trabalhadores mobilizados devidas as inúmeras ligações recebidas pelo Sindicato demostrando um descontentamento perante a proposta Patronal.
Enviada por Nilson Antonio, às 16:37 25/11/2005, de Jaraguá do Sul


Indicadores para calar a boca de bossais feudais
Menos concentrada, renda do trabalhador pára de cair após 7 anos

Fonte: Reuters

O rendimento médio dos trabalhadores brasileiros ficou estável em 2004, interrompendo um movimento de queda visto desde 1997, apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na nova edição da Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios (PNAD).

Foi detectada também uma melhora na distribuição de renda, com os trabalhadores pior remunerados apresentando aumento em seus ganhos, e os mais ricos, perda - em ambos os casos, porém, os números são discretos.

A renda média do trabalhador permaneceu em R$ 733, mantendo assim a perda real de 18,8% acumulada desde 1996 - ano em que a remuneração alcançou o ponto máximo registrado desde o início da década de 1990.

"A política de redução das taxas de juros, que começou a ser aplicada no terceiro trimestre de 2003, contribuiu para impulsionar a atividade econômica em 2004", apontou o IBGE na pesquisa, divulgada nesta sexta-feira. "O efeito nas remunerações foi de estabilidade em relação às do ano anterior, sustando a trajetória descendente iniciada em 1997."

Do total de pessoas ocupadas no país, 27,6% ganhavam até um salário mínimo. Na outra ponta, as pessoas com rendimento médio superior a 20 salários mínimos somavam 0,9% da população ocupada.

Desconcentração de renda

Um indicador usado para avaliar a distribuição dos rendimentos de trabalho mostrou que o grau de concentração de renda ficou mais elevado nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. Mas, no geral, houve desconcentração nos rendimentos - com ganhos reais maiores nas faixas salariais mais baixas.

A pesquisa também apurou que os 50% com as menores remunerações de trabalho tiveram ganho real de 3,2% de 2003 para 2004, enquanto os 50% com os maiores rendimentos apresentaram perda real "ainda que insignificante, de 0,6%".

A Pnad mostrou ainda que o rendimento das mulheres representava 69,5% do valor auferido pelos homens.

Entre os empregados, a renda média mensal das mulheres era de 89,2% da renda dos homens. Já entre os empregadores, essa diferença era ainda maior, com o rendimento feminino respondendo por 72,5% do masculino.

Na comparação entre trabalhadores domésticos, os ganhos das mulheres representavam 70,9% dos homens, e entre os trabalhadores por conta própria, 65,1%.

População ocupada aumenta

A população ocupada cresceu 3,3% de 2003 para 2004 - mais do que o dobro do aumento visto entre 2002 e 2003. "Esse crescimento foi inferior somente ao de 2001 para 2002 (de 3,8%), que foi o mais alto incremento anual desde o princípio da década de 1990", mostrou a PNAD.

Em números absolutos, a expansão da população ocupada foi de 2,7 milhões de pessoas de 2003 para 2004.
Enviada por Almir Américo, às 11:58 25/11/2005, de São Paulo, SP


Desabafo
Companheir@s,

Várias pessoas de todo o Brasil nos enviaram o texto que publicamos abaixo.

Realmente é muito cinismo o que vem acontecendo no país nos últimos 5 meses e a esquerda se mostra desprerada para o debate ideológico que se trava.

DESABAFO

Por Helena Sthephanowitz

Artur Virgílio é uma abominação. Um idiota, criado no seio de uma ridícula família burguesa, que se acha aristocrata só porque tem a falta de imaginação de repetir o mesmo nome há quatro gerações. É um cafajeste metido a refinado, que grita com mulher em público e acha aceitável ameaçar dar uma surra no Presidente da República.

ACM Neto também é um boçalzinho, que nunca precisou trabalhar duro na vida, se elegeu deputado às custas do avô coronel. E que a vô, hein? Fraudador de painel de votação do Congresso que, quando se viu prestes a perder o mandato, não honrou as calças que vestia e renunciou. Não vale um traque de José Dirceu. Pois é o netinho deste sujeito asqueroso quem se acha no direito de ameaçar publicamente o Presidente da República do Brasil, eleito com a maior votação da história. Queria ver ser macho pra ameaçar um dos generais ditadores que seu vovô tanto apoiava. Bravateiro, inconseqüente, arrogante, sem um pingo de compostura e decoro para exercer o cargo que exerce.

A louca da Heloísa Helena, que acha que ser de esquerda é fazer esse triste papel de lavadora das privadas da direita, o qual vem exercendo há tempos, também achou bonito ameaçar de pancada o mandatário maior da nação. É claro que não foi levada a sério, pois além de mal poder com um gato morto pelo rabo, sempre teve fama de histérica e mal-amada, que faz da agressividade verbal exibicionista uma espécie de sexualidade alternativa. É uma piada ambulante, até naquele Congresso de bufões.

O Brasil tem hoje a pior bancada na Câmara Federal de todos os tempos.Com raras e honrosas exceções, que só confirmam a regra.

E também, salvo as raras e honrosas exceções confirmadoras, o Brasil tem hoje a pior imprensa que já teve desde que vendidos e golpistas como Carlos Lacerda e David Nasser bateram as botas. A começar pelas "estrelas" dos noticiários e programas de entrevistas.

Arnaldo Jabor é um cineasta fracassado, que cometeu três filmecos pornográficos, metidos a cult. Desistiu, felizmente, e quando pensávamos estar livres de sua falta de talento, eis que o monstro ressurge e resolve torrar nossa paciência de outro jeito: fingindo que está com encosto do Paulo Francis. Paulo Francis era um direitista doente. Mas, pelo menos era ele mesmo. Uma bosta de ele mesmo, vale lembrar. Agora, imagine um pastiche desta bosta? Acertou, é Arnaldo Jabor.

Jô Soares é o filho único de um casal de grã-finos, criado no Copacabana Palace, e que nunca conseguiu superar a idade mental de doze anos. Tanto que não consegue fechar a boca e comer do jeito que um homem de sessenta anos deveria. Com barbas brancas na cara, continua se comportando como o garoto gordo que faz o papel de bobo da classe. Acha que é engraçado, quando está sendo apenas ridículo. Acha que é mais inteligente que todo mundo, quando só é arrogante. Assistiu um programinha mambembe de um entrevistador estadunidense, imitou em tudo, até no cenário, e com isso se sente no direito de humilhar seus entrevistados, seus músicos, sua equipe técnica e até sua platéia. Ou claque, melhor dizendo.

Agora, decidiu que seu papel de deformador de opinião é fazer campanha declarada contra um governo que foi democraticamente eleito. Nas quartas-feiras, reúne no seu picadeiro um grupelho de peruas, todas na menopausa e se achando o máximo por serem debochadamente chamadas de "meninas". Cristiane Lobo ri com cara de idiota e concorda com tudo que o Gordo diz. Talvez com medo de perder o empreguinho global e ter de cobrir defunto de periferia na Record. A pobre professora da USP , que deve estar por lá atrás de um mensalinho pra engordar seus honorários, tenta falar, mas, é sempre atropelada por Lúcia Hipólito. Aí sorri amarelo e deixa pra lá, com aquela cara de "tia" que entende a ignorância das criancinhas. Ana Paula, aquela mistura de loura do Tchan com foca de jornal de bairro, é tão competente que só conseguiu emprego mesmo no falido JB. Diz um monte de besteiras, sacode as bijuterias e faz caras e bocas pra câmera, talvez sonhando com um convite tardio para posar na Playboy.

E tem a Lúcia Hipólito, a pior figura que já apareceu na telinha nos últimos tempos. É feia, é brega, é antipática, é arrogante, é mal educada, interrompe a fala das outras e ainda se acha a última coca-cola gelada do sertão. Parece a bruxa malvada das antigas histórias da Disney. É o estereótipo da perua de família rica que quer se afirmar como "intelectual" pra esnobar as amigas no chá das cinco. Apresenta-se como "cientista política". Como assim, "cientista"? Alguém já leu algum artigo científico desta senhora? Já discutiu seus livros em algum congresso? Já viu o currículo Lattes dela? Ela realiza suas pesquisas científicas em qual instituição?

O que se sabe é que exerce função de jornalista e pelo que se intitula, sem ter a devida formação na área. Mas, acha que pode ditar regras sobre tudo. Solta batatas imperdoáveis até na boca de um estudante de primeiro período de sociologia. Como a da última quarta-feira, dia dois de novembro, quando disse que não poderíamos ter escolhido Lula para "gerenciar" o Brasil, "pois ele nunca gerenciou nem mesmo um carrinho de pipocas". Claro que todo mundo que estudou "ciências políticas" sabe o quanto é importante a experiência gerencial de carrinhos de pipocas na carreira de um presidente da república, não é mesmo?

Alguém precisa avisar à "cientista" que o cargo de Presidente da República é representativo e não gerencial. E que o Estado não é uma empresa. Tem relações sociais, econômicas e humanas bem mais complexas que uma padaria ou uma fábrica de automóveis. Não pressupõe a hierarquia existente em uma empresa. Não visa o lucro e não tem dono. Se a gente fosse escolher Presidente, como se escolhe gerente, era melhor fazer concurso público em vez de eleição.

A única das "meninas" que dizia coisa com coisa, a veterana jornalista Teresa Cruivinel, foi posta pra fora do programa, ou saiu de lá correndo para não pagar mais mico naquele festim idiota, que mais parece um fim de tarde na Daslu.

E o que temos na mídia impressa?

A revista VEJA. A revista VEJA merece um capítulo à parte, pois já deixou de ser uma publicação jornalística, pra embarcar no gênero ficcional com narrativa de literatura fantástica. Traz em suas páginas seres que só poderiam existir mesmo na ficção fantástica, como o Diogo Mainard. Eu até acredito em fadas, saci, duendes e fantasmas. Mas, não acredito que alguém como o Diogo Mainard possa existir de verdade.

O pior é que, ao embarcar na literatura de ficção fantástica, a VEJA devia ter, pelo menos, treinado seus repórteres, distribuindo um exemplar de "Os Cavalinhos de Platiplanto", clássico do gênero, escrito por J.J.Veiga. A boa referência literária faria com que as criaturas, pelo menos, conseguissem imaginar uma historieta melhor do que esta de Fidel mandando ao Brasil dinheiro para financiar a campanha de Lula. E ainda escondido em caixas de uísque. Por que não caixas de charutos, que seria mais verossímil?

Ou será que Fidel invadiu o Paraguai desde 2002 e a gente ainda não sabe?

As outras publicações chafurdam num mar de jabaculês, sensacionalismo e ignorância. Nem escrever corretamente em português conseguem mais. Mas, é essa imprensa sem preparo e totalmente comprometida com as forças conservadoras que forma a opinião da classe média brasileira.

A classe média brasileira que é tonta, idiota e tem péssima formação educacional. Quem chega a fazer faculdade, nunca mais lê um livro, depois que se forma. Quando lê, é auto-ajuda, escrita pelo Lair Ribeiro. Mesmo assim, essa turma acha que é bem informada às custas de VEJAS, ÉPOCAS, FOLHAS, GLOBOS e se sente elite, adotando as idéias e comportamentos da gentalha da mídia, que forma sua opinião.

Já a elite de verdade é hipócrita, canalha, egoísta e cruel. Tem ódio de Lula, por ser mestiço, nordestino e pobre. Acha um insulto ser governada por ele e se pudesse já o teria tirado do poder na ponta da baioneta, como fez com João Goulart, que nem pobre, nem nordestino era, apenas um moderado socialista. É uma elite pobre de cultura e formação, composta por quatrocentões decadentes, descendentes de degredados, que se julgam nobres e por emergentes ridículos, que se sentem quatrocentões.

Uma elite ignara, que compra livros como de fo ssem azulejos, para decorar paredes. E é uma elite burra, que nunca leu Gilberto Freyre nem Adam Smith e não aprendeu que, até para poder continuar a habitar a casa grande, precisa deixar a senzala comer um pouco melhor.

Não, Poeta Cazuza, eu não vou "pedir piedade para esta gente careta e covarde!" "Pelo menos esta noite, não." Estou mais é querendo que todos eles vão pro diabo que os carregue. Estou de saco cheio de tanta baixaria, mediocridade, autoritarismo, maucaratismo e violência real e simbólica.

Estou de saco cheio de ver esses cretinos mentindo, enganando e manipulando pra não deixar que o sonho do povo se realize. Estou de saco cheio de ver a desfaçatez com que tentam convencer o povo de que ele sempre toma a decisão errada e que, por isso, é melhor não decidir mais e entregar o país pra que eles, os iluminados, governem.

Estou de saco cheio de ver esse mesmo filme se repetindo nos últimos quarenta anos, desde que me entendo por gente: a elite canalha governando, mesmo que à força. A classe média pusilânime aplaudindo, e se sentindo representada, como se tivesse algum poder. E o povo, sofrido e conformado, "levando pedras como penitente" e sonhando com um Messias, que o virá salvar.

Estou de saco cheio de ver o país dar um passo adiante e dez para trás, por que o progresso democrático contraria os interesses de meia dúzia de poderosos, cuja ganância é maior que o tempo que eles terão de vida para aproveitar o produto de sua perversidade.

Estou de saco cheio de ver o único Governo em muitos anos que nos livrou do FMI, voltou a financiar moradias, criou um programa de segurança alimentar para atender os famintos, assumiu a liderança da América Latina e impôs respeito no mundo todo, ser execrado diariamente nos jornais, como se tivesse inventado a corrupção, a violência e todos os problemas que o país arrasta há quinhentos anos.

Estou de saco cheio de saber que isso é preconceito, sim. É ódio de classe, sim. É desejo de manter privilégios inaceitáveis, sim. Pois quando o sociólogo da Sorbone quebrou o país três vezes, liquidou o patrimônio do país a preço de banana, sucateou o parque industrial do país com uma política monetária absurda, multiplicou a dívida externa e comprou votos pela bagatela de duzentos mil para se reeleger, nunca mereceu da mídia o linchamento diário que vêm recebendo o Governo Lula e o PT. Nunca foi desrespeitado em plenário pela oposição da forma como o presidente Lula tem sido desrespeitado. Nunca foi ameaçado de pancada por um canalha, uma histérica e um herdeirozinho de quinta categoria.

Estou de saco cheio de ver tanta injustiça, tanta mentira tanta cara-de-pau, tanta irresponsabilidade com o futuro do país, no esforço de criar uma crise que eles sabem que é hipócrita, falsa e eleitoreira, pois trata como novidade práticas seculares.

E tudo isso em um momento que poderíamos estar aproveitando para crescer, promover o bem-estar do povo, afirmar nossa grandeza como nação pacífica e progressista diante do mundo. Eles não se importam em jogar na lata do lixo da história o futuro das nossas crianças, desde que´possam trazer de volt a ao poder o partido da compra de votos, da privataria, da dengue, da quebradeira e do apagão. Eles não pensam que, se interrompermos projetos sociais que hoje assistem a mais de trinta milhões de brasileiros, estaremos fomentando ainda mais os bolsões de miséria, donde sairão os bandidos que matarão, seqüestrarão e roubarão a paz de seus filhos e netos. Essa gente dorme, meu Deus? Essa gente coloca a cabeça no travesseiro à noite e sonha com os anjos, sem ouvir a voz do Ministro Gil cantando insistentemente em seus ouvidos "gente estúpida, gente hipócrita" ?

Se você está acostumado a ler meus textos, deve estar espantado e até indignado com a virulência e agressividade deste aqui. Deve estar também de saco cheio de me ver aqui a xingar e blasfemar por tantas linhas. Pois saiba que é exatamente assim que estou me sentindo, depois de passar seis meses sendo submetida a um bombardeio diário de baixarias e canalhices golpistas daqueles que querem única e exclusivamente o poder.

Esse texto é um desabafo, uma vingança, um grito transbordante de quem está de saco cheio de agir corretamente, de respeitar os outros, de seguir as leis, a Ética, os bons modos, o politicamente correto e, olhando em volta, ver o triunfo dos canalhas sobre o homem de bem, do medo sobre a esperança, da covardia sobre a vontade de mudar pra melhor.

É um gesto de legítima defesa, destes que a campanha do "NÃO" tanto nos convenceu ser um direito.

O texto está ofensivo, grosseiro, chocante?

Que bom! Era isso mesmo que eu queria. Que toda a bile que derramei aqui possa chegar até essa gente nefasta e provocar neles raiva, amargor, ódio, ressentimento. Palavras não matam, mas, ferem. Ficam ecoando na cabeça e infernizando a alma por muito tempo. Tomara que todos eles leiam. E tenham um mau dia. Uma péssima semana. E um mês pior ainda.
Enviada por Vários, às 11:51 25/11/2005, de de todo o Brasil


Rússia quer controlar ONGs estrangeiras no país
Nova lei obriga organizações como a Fundação Ford, o Greenpeace e a Anistia Internacional a fecharem os seus escritórios caso não se submetam ao Ministério da Justiça

Por Steven Lee Myers*

Moscou, quarta-feira (23/11) - A Rússia deu um passo para impor um maior controle governamental sobre sociedades beneficentes e outras organizações privadas não governamentais, incluindo algumas das mais proeminentes do mundo, naquilo que os críticos descrevem como sendo a mais recente medida tomada pelo Kremlin no sentido de asfixiar a sociedade civil e a democracia.

A Casa Baixa do Parlamento aprovou preliminarmente a lei que, caso sancionada, exigirá que dezenas de milhares de organizações não governamentais russas se registrem junto ao Ministério da Justiça. A lei também imporá restrições à capacidade de essas instituições aceitarem doações ou contratarem estrangeiros, e proibirá as organizações internacionais de abrirem filiais na Rússia.

O projeto de lei poderá ainda passar por revisões significativas, mas, na forma como está atualmente redigido, ele obrigaria organizações como a Fundação Ford, o Greenpeace e a Anistia Internacional a fecharem os seus escritórios aqui e a se registrarem novamente como entidades russas. Mas a proposta não parece especificar como isso aconteceria, e inclui certas restrições que geram dúvidas quanto à possibilidade de essas instituições tornarem a se registrar na Rússia.

Embora alguns dos indivíduos que apóiam o projeto de lei aleguem que ele seja uma tentativa de trazer ordem para o processo de registro de 450 mil grupos privados, outros dizem que o seu objetivo é impedir as medidas estrangeiras no sentido de apoiar os movimentos políticos oposicionistas, como aquele que conquistou o poder após a "Revolução Laranja" na Ucrânia, no outono passado. O projeto de lei foi submetido ao parlamento após as ásperas observações feitas por Putin e Nikolai Patrushev, diretor do Serviço de Segurança Federal, que afirmaram que as organizações internacionais freqüentemente prejudicam os interesses russos. A Rússia já se mobilizou para banir alguns grupos que o governo acusa de extremistas, como a Sociedade de Amizade Russo-Tchetchena.

"Vamos resolver nós mesmos os problemas políticos internos da Rússia", disse neste verão o presidente Vladimir V. Putin, criticando as organizações não governamentais envolvidas com aquilo que ele rotula de "atividades políticas".

Há muito tempo Putin enfrenta críticas por aumentar a sua autoridade política, apesar de ter prometido fidelidade à democracia, e o projeto de lei só fez com que essas críticas aumentassem.

"Este é o último setor da sociedade civil que não caiu sob o controle governamental", acusou Alexander B. Petrov, vice-diretor em Moscou do grupo internacional Human Rights Watch, em uma entrevista coletiva à imprensa na última terça-feira, esperando persuadir o Parlamento a rejeitar, ou pelo menos emendar, o projeto de lei.

Os críticos da lei dizem que as restrições russas irão além daquelas impostas às organizações não governamentais na maior parte do mundo desenvolvido, incluindo nos outros países membros do Grupo dos Oito (G-8), do qual a Rússia faz parte.

Uma análise jurídica por parte dos grupos não governamentais indica que a lei colocaria a Rússia no nível de países como o Turcomenistão, e menciona que até mesmo o Cazaquistão tentou impor tais restrições, que acabaram sendo vetadas.

Thomas H. Casey, porta-voz do Departamento de Estado, disse: "Deixamos que o governo russo tomasse conhecimento das nossas preocupações quanto a este assunto, e estamos mantendo um contato próximo com as autoridades russas. Este é apenas o primeiro passo em um processo composto por uma série de etapas, antes que qualquer proposta possa se transformar em lei".

No início deste ano, Patrushev acusou organizações ocidentais - incluindo o Peace Corps e a instituição médico-filantrópica britânica Merlin - de serem frentes para a prática de espionagem. "Usando a estória-cobertura da implementação de programas humanitários e educacionais nas regiões russas, eles fazem lobbies para os interesses de certos países e coletam informações sigilosas sobre uma ampla gama de assuntos", disse Patrushev a membros do Parlamento em maio, referindo-se às organizações privadas.

Tais observações geraram reprimendas públicas de uma dureza incomum por parte de Estados Unidos e Reino Unido, mas o projeto de lei que ele defendeu naquela época se transformou na base para aquilo que o Parlamento aprovou na quarta-feira, apesar de uma nova onda de críticas surgida assim que a proposta surgiu na agenda do legislativo. O projeto de lei foi aprovado por 370 votos a 18. Três membros se abstiveram de votar, e 56 não compareceram à votação.

O presidente Bush mencionou o assunto durante o seu encontro na sexta-feira passada com Putin, em Pusan, na Coréia do Sul. Stephen J. Hadley, o assessor de segurança nacional, acrescentou naquela ocasião que a secretária de Estado, Condoleezza Rice, também tocou no assunto quando esteve em Moscou. "Eu trouxe a questão à tona quando estive recentemente em Moscou. Hoje ela foi objeto de discussão. E, como eu disse, a legislação ainda está pendente, e acredito que ela continuará a ser um objeto de discussão para o governo russo", disse Hadley.

Ao ser pressionado pelos repórteres a fornecer detalhes, ele acrescentou: "Foi uma conversa confidencial entre os dois líderes, e há que questões que podem ser discutidas de forma mais produtiva fora dos círculos públicos".

Dois ex-membros do Congresso, John Edwards e Jack Kemp, que juntos estão fiscalizando, para o Conselho de Relações Exteriores, uma força-tarefa sobre a política dos Estados Unidos referente às questões russas, escreveram a Bush na semana passada, pedindo ao presidente que protestasse contra a medida "nos termos mais francos possíveis".

"Isso é algo que fará com que o pluralismo retroceda na Rússia, e reduzirá o contato entre as nossas sociedades", escreveram os ex-parlamentares.

Segundo o processo legislativo russo, qualquer projeto de lei deve passar por três "leituras", ou votações. Freqüentemente são introduzidas emendas aos projetos de lei, entre a primeira e a segunda votação, que está marcada para 9 de dezembro.

Sergei M. Mironov, presidente da Casa Alta do Parlamento, e que precisa aprovar o projeto para que ele se transforme em lei, disse que existem motivos para que se restrinja a influência estrangeira sobre as organizações e atividades políticas russas. Mas ele acrescentou que o texto preliminar do projeto de lei precisa passar por revisões. "É importante não jogar o bebê fora junto com a água do banho", disse ele em uma entrevista concedida no seu gabinete.

Steven Solnik, representante da Fundação Ford, disse em uma entrevista por telefone após a votação que continua nutrindo esperanças de que as restrições às organizações estrangeiras sejam abolidas do plano. Segundo ele, a fundação distribuiu cerca de US$ 10 milhões por ano em doações à Rússia. A maior parte dessa quantia foi destinada a organizações russas e a instituições governamentais em vários campos, incluindo a educação, o combate à Aids e as artes.

Mesmo que as restrições aos estrangeiros sejam expurgadas do plano, os principais componentes que afetam as organizações russas provavelmente permanecerão no texto da nova lei. Líderes de grupos russos dizem que a legislação os tornaria objetos de um constante escrutínio por parte das autoridades, que teriam novos poderes para exigir documentos a qualquer momento, a fim de que os ativistas provassem que não estão engajados em atividades políticas ou outras tarefas que não são especificamente permitidas pelos seus próprios estatutos.

"Creio que esse projeto de lei é, segundo a idéia deles, uma tentativa disfarçada de colocar em ordem o setor de organizações não governamentais. Só que este setor não precisa ser colocado em ordem, e sim ser desenvolvido", afirma Solnik. "Ele necessita de um ambiente cooperativo e de confiança mútua em relação ao governo, e não de uma nova lei que o submeta a um controle governamental intrusivo".

*Colaboraram C.J. Chivers, de Moscou, e Steven R. Weisman, de Washington.
Enviada por João Prestes / Almir Américo, às 11:31 24/11/2005, de Joinville, SC / São Paulo, SP


Friboi anuncia mega-frigorífico em São Borja
A empresa promete gerar mil novos empregos

Por Polibio Braga

Poderá ser nesta quinta-feira, em São Borja, o anúncio do investimento de US$ 60 milhões que o grupo Friboi fará no RS para gerar mil empregos diretos e dois mil indiretos, no novo frigorífico que instalará no Brasil. Na área, é o maior grupo da América Latina e o quarto maior do mundo. São Borja não está sozinha na parada, mas é a candidata mais forte.

Esta informação saiu em primeira mão, as 11h, ontem, no site www.polibiobraga.com.br, mas os detalhes só são conhecidos no momento em que você estiver lendo esta notícia.

Há vários dias a equipe desta página vem buscando as informações, mas o Governo do Estado não quis abrir o jogo. Ontem, o editor Políbio Braga foi conversar com o Prefeito de São Borja, Mário Weis. Weis é amigo do Presidente da Friboi, José Batista Júnior, com quem esteve há dois meses na Feira Mundial de Alimentos, de Colônia.

Em São Borja, o grupo goiano quer abater 1.200 cabeças por dia, expandindo-se em seguida para 2 mil. Eles já possuem frigoríficos no Acre, Rondônia, Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Minas e Rio. Suas vendas anuais vão a R$ 4,2 bilhões, metade com exportações para 100 Países. O grupo não foi afetado pela aftosa: as exportações foram redirecionadas para os Estados não afetados. Isto não será diferente em São Borja. As exportações sairão pela ponte internacional, irão até Antofagasta (1.800 kms de São Borja) e de lá serão reembarcadas para a Ásia e o Leste dos Estados Unidos.

Aliás, perto de São Borja, em Rosário, o Friboi é dono do antigo Swift, cuja marca detém para toda a América Latina. Outras marcas suas são Bordon e Anglo. Sabão Minuano já é dos goianos.

Poucos gaúchos sabem, mas o Friboi já é dono, no RS, dos sabões e detergentes Minuano. Em São Paulo, o grupo domina os sabonetes Albany. O grupo possui interesses diversificados também na área da indústria da alimentação.

É por isto que São Borja acha que depois do frigorífico, poderá atrair curtumes, fábricas de calçados e de alimentos enlatados, bem como indústrias químicas.

Como se sabe, do boi se aproveita tudo, inclusive o berro.
Enviada por Hugo Chimenes, às 22:41 23/11/2005, de São Borja, RS


Mandriva Conectiva e HP fecham acordo no Brasil
Acordo prevê a comercialização de computadores HP com sistema operacional Linux desenvolvido pela Mandriva Conectiva

A aliança entre a Mandriva Conectiva e HP é fruto de um acordo mundial, firmado na França e que começa a valer no Brasil a partir de agora.

A HP Brasil, que está voltando ao mercado de consumo brasileiro estimulada pelo programa do governo Federal "Computador para Todos", anunciou na semana passada sua linha de computadores pessoais. A decisão da empresa em oferecer ao usuário a opção de compra de uma máquina com sistema operacional de código fonte aberto, se deu porque o Linux é fácil de utilizar, possui alta estabilidade e, além disso, permitiu que o preço dos micros fossem bem mais baixos que o normal.

"Com o lançamento, a HP Brasil reitera seu comprometimento com os esforços do Governo Federal em prol da inclusão digital, colabora mais uma vez para a diminuição da informalidade do mercado de PCs e amplia seus investimentos no país", declarou Cristina Palmaka, vice-presidente do grupo de sistemas pessoais da HP Brasil.

Para tornar o uso do software ainda mais simples para os usuários domésticos, as equipes técnicas das duas empresas se envolveram em um projeto conjunto de localização da solução que durou cerca de quatro meses.

Os computadores já estão a venda tanto nas grandes redes de lojas tradicionais, como em lojas on-line, via internet.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 02:38 23/11/2005, de Curitiba, PR


Software Livre: Firefox é melhor que MSExplorer
Segundo testes promovidos pela revista PC World o Firefox, programa de código fonte aberto da Fundação Mozilla que permite visualizar páginas na internet, é o melhor entre todos os browsers disponíveis no mercado.

A revista confrontou a versão 1.0.7 do Firefox, com outros quatro browsers (Internet Explorer 6, Opera 8.5, Netscape 8 e Maxthon 1.5) a partir de três critérios:

a) facilidade de instalação;

b) navegação convencional;

c) oferta de recursos adicionais e downloads para personalização.

No primeiro critério o Firefox 1.0.7 recebeu a melhor nota junto com o IE e com o Opera. No segundo, liderou ao lado do Opera e do Maxthon. No terceiro foi o único a receber nota máxima.

Esta é mais uma prova de que o Software Livre é uma solução viável e necessária.

TIE-Brasil recomenda o Firefox há muito tempo. Nossa página na Internet é melhor visualizada com o Firefox.

O Firefox é um programa multiplataforma, ou seja, é possível instalá-lo em máquinas que rodam Linux, Windows ou Apple MAC OS-X. Para baixá-lo gratuitamente e instalá-lo em sua máquina clique no ícone com a raposinha do Mozilla Firefox e disfrute das maravilhas deste browser, além, é claro, de poder disfrutar melhor do design do sítio de TIE-Brasil.

Seja Livre. Use Linux! Use Software Livre!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:27 17/11/2005, de Curitiba, PR


Automóveis: Recordes em 2005
Em 2005 a indústria automobilística comemorará recordes históricos de produção e vendas. Este será o ano de melhor desempenho deste setor industrial em toda sua história no Brasil

Vendas

As vendas de veículos e comerciais leves atingiram 1,629 milhão de unidades, no acumulado até agosto, indicando um crescimento de 15% sobre igual período de 2004.
Produção

A produção nacional deverá ultrapassar a meta de 2,3 milhões de unidades, chegando a 2,4 milhões, superando em 8,59% a produção de 2004 que foi de 2,075 milhões de unidades, quando superou o recorde histórico de 1997 de 1,984 milhão.

Rentabilidade das concessionárias

Estudo elaborado pela Serasa, sobre o desempenho das concessionárias de veículos, das quatro principais marcas do mercado, Volkswagen, Ford, General Motors e Fiat, no período de 2000 até junho de 2005, com base nos demonstrativos contábeis de 1.017 empresas, mostrou comportamentos diferentes entre as bandeiras.

As concessionárias Ford e Fiat apresentaram evolução real nas vendas de 100,7% e 29,8% respectivamente, já descontada a inflação medida pelo IGP-DI, enquanto as concessionárias Volkswagem e General Motors tiveram desempenho inferior, apurando queda real 1,7% no faturamento do período. No ano de 2000, quando o mercado foi favorecido pela excelente dinâmica da economia brasileira, as empresas tiveram evolução real de vendas da ordem de 11,4% em relação a 1999, ano base do estudo.

Desempenho bi-combustível

Os automóveis e os comerciais leves com a tecnologia bi-combustíveis vêm sendo o grande destaque, saindo de uma participação de 11,8% em janeiro/04 para 61,7% em agosto/05.

A Ford começou nesse semestre a comercializar Comerciais Leves Bi-Combustível, iniciando em fevereiro com 6 unidades. Em junho, a Ford atinge 2.470 comerciais emplacados, sendo o vice-líder de mercado ficando atrás somente da Fiat. Vale destacar, que no mês de junho, houve um crescimento significativo nesse segmento.

Redução na venda de populares

Por outro lado, conforme dados da Fenabrave, foi verificado redução significativa na venda de veículos populares, passando de 63,9% das vendas em janeiro/04 para 53,9% em fevereiro/05, favorecendo a rentabilidade das concessionárias. Após o lançamento dos populares bi-combustíveis a participação subiu para 57,7% em agosto/05.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 22:51 16/11/2005, de Curitiba, PR


Ensina a teu filho
Por Frei Betto

Ensina a teu filho que o Brasil tem jeito e que ele deve crescer feliz por ser brasileiro. Há neste país juízes justos, ainda que esta verdade soe como cacófato. Juízes que, como meu pai, nunca empregaram familiares, embora tivessem filhos advogados, jamais fizeram da função um meio de angariar mordomias e, isentos, deram ganho de causa também a pobres, contrariando patrões gananciosos ou empresas que se viram obrigadas a aprender que, para certos homens, a honra é inegociável.

Ensina a teu filho que neste país há políticos íntegros, administradores competentes, autoridades honradas, que não se deixam corromper, não varrem as mazelas para debaixo do tapete, não temem desagradar amigos e desapontar poderosos, ousam pensar com a própria cabeça e preservar mais a honra que a vida.

Ensina a teu filho que não ter talento esportivo ou rosto e corpo de modelo, e sentir-se feio diante dos padrões vigentes de beleza, não é motivo para ele perder a auto-estima. A felicidade não se compra nem é um troféu que se ganha vencendo a concorrência. Tece-se de valores e virtudes, e desenha, em nossa existência, um sentido pelo qual vale a pena viver e morrer.

Ensina a teu filho que o Brasil possui dimensões continentais e as mais fertéis terras do planeta. Não se justifica, pois, tanta terra sem gente e tanta gente sem terra. Assim como a libertação dos escravos tardou mas chegou, a reforma agrária haverá de se implantar. Tomara que regada com muito pouco sangue.

Saiba o teu filho que os sem-terra que ocupam áreas ociosas, griladas ou devolutas são, hoje, chamados de "bandidos", como outrora a pecha caiu sobre Gandhi sentado nos trilhos das ferrovias inglesas e Luther King ocupando escolas vetadas aos negros.

Ensina a teu filho que pioneiros e profetas, de Jesus a Tiradentes, de Francisco de Assis a Nelson Mandela, são invariavelmente tratados, pela elite de seu tempo, como subversivos, malfeitores, visionários.

Ensina a teu filho que o Brasil é uma nação trabalhadora e criativa. Milhões de brasileiros levantam cedo todos os dias, comem aquém de suas necessidades e consomem a maior parcela de suas vidas no trabalho, em troca de um salário que não lhes assegura sequer o acesso à casa própria. No entanto, essa gente é incapaz de furtar um lápis do escritório, um tijolo da obra, uma ferramenta da fábrica. Sente-se honrada por não descer ao ralo que nivela bandidos de colarinho branco com os pés-de-chinelo. É gente feita daquela matéria-prima dos lixeiros de Vitória, que entregaram à polícia sacolas recheadas de dinheiro que assaltantes de banco haviam escondido numa caçamba.

Ensina a teu filho evitar a via preferencial dessa sociedade neoliberal que tenta nos incutir que ser consumidor é mais importante que ser cidadão, incensa quem esbanja fortuna e realça mais a estética que a ética. Convence-o de que a felicidade não resulta da soma de prazeres e a via espiritual é um tesouro guardado no fundo do coração - quem consegue abri-lo desfruta de alegrias inefáveis.

Saiba o teu filho que o Brasil é a terra de índios que não se curvaram ao jugo português e de Zumbi, de Angelim e Frei Caneca, de madre Joana Angélica e Anita Garibaldi, dom Helder Camara e Chico Mendes.

Ensina a teu filho que ele não precisa concordar com a desordem estabelecida e que será feliz ao unir-se àqueles que lutam por transformações sociais que tornem este país livre e justo. Então, ele transmitirá a teu neto o legado de tua sabedoria.

Ensina a teu filho a votar com consciência e jamais ter nojo de política, pois quem age assim é governado por quem não tem, e se a maioria o tiver será o fim da democracia. Que o teu voto e o dele sejam em prol da justiça social e dos direitos dos brasileiros imerecidamente tão pobres e excluídos, por razões políticas, dos dons da vida.

Ensina a teu filho que a uma pessoa bastam o pão, o vinho e um grande amor. Cultiva nele os desejos do espírito, a reverência pelos mais velhos, o cuidado da natureza, a proteção dos mais frágeis.

Saiba o teu filho escutar o silêncio, reverenciar as expressões de vida e deixar-se amar por Deus que o habita.

Frei Betto é escritor, autor de "Alfabetto - autobiografia escolar" (Ática), entre outros livros.
Enviada por Frederico D.E.Meyer, às 19:58 16/11/2005, de Nova Iorque, USA


Gerdau compra Sidenor e ganha controle da Villares
Companheir@s,

Saiu a notícia de que o grupo Gerdau está comprando o grupo Sidenor da Espanha, controlador da Aços Villares no Brasil.

É importante que os companheiros das unidades da Villares se engajem no processo de construção da Rede Sindical na Gerdau, especialmente na Jornada de Lutas de 21 a 25/11 (vide anexo) definida no encontro siderúrgico da FITIM.

Saudações,

Valter Sanches, Secretário de Organização CNM/CUT

Para ver a notícia na íntegra clique em SindLab ou em Gerdau
Enviada por Valter Sanches, às 19:38 16/11/2005, de São Paulo, SP


Campanha VEJA QUE MENTIRA
Foi lançada sábado, dia 8 de novembro de 2003, às 14 horas, no Mineirinho, em Belo Horizonte, durante a realização do Fórum Social Brasileiro, a Campanha VEJA QUE MENTIRA, que tem por objetivo conscientizar a sociedade brasileira sobre os danos causados pela mídia.

A revista VEJA, da Editora Abril, simboliza a expressão mais atrasada e reacionária do jornalismo praticado pela "grande" imprensa, que distorce a realidade, criminaliza os movimentos sociais e tenta desmoralizar quem defende a democracia e os interesses do povo brasileiro.

A campanha VEJA QUE MENTIRA defende o posicionamento crítico diante das mentiras e das distorções divulgadas pela revista VEJA; pede a denúncia da revista por sua falta de ética e falta de respeito com o leitor e com a cidadania; pede que se deixe de ler e de assinar a revista até que ela mude de postura e assuma compromisso com a democracia e com a liberdade de expressão, de organização e de manifestação.

Ajude a divulgar essa campanha. Adote uma posição crítica e politicam

Adote os lemas:

Eu não leio a VEJA!

Eu não assino a VEJA!

Chega de mentira, VEJA não!

VEJA que mentira. Aqui não!

A defesa de uma comunicação democrática, que expresse as várias posições existentes na sociedade brasileira, é fundamental para consolidar a democracia política, social e cultural no Brasil.

Participe. Essa luta é nossa. Abraços.

Hamilton Octavio de Souza. Jornalista, Professor da PUC-SP e Editor da Revista Sem Terra.

www.consciencia.net/midia/revistaveja.html
Enviada por Ubirajara Freitas, às 19:28 16/11/2005, de Belo Horizonte, MG


ABC reage a pedido de impeachment de Lula
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo, reagiu e saiu em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao tomar conhecimento que o jurista Miguel Realy Jr. pretende encabeçar movimento de pedido de impeachment do presidente da República.

"Como entender essa jogada do doutor Reale Jr.? Fica claro que se trata de uma ação orquestrada pelas elites brasileiras para tentar impedir, a todo custo, o presidente Lula ingressar em um segundo mandato", declarou o líder sindical. "É evidente que o tucanato e o PFL estão se articulando para tudo isso", acusou.

Como reação, Feijóo promete ampla mobilização nacional dos movimentos sociais em defesa de Lula. "A elite deste País não pensa no curto prazo e age com irresponsabilidade ao pensar em retirar Lula do governo ou atacar diretamente o PT. Quando o senador Jorge Bornhausen (presidente nacional do PFL) diz que quer ver essa gente do PT 30 anos fora do poder, ele está mexendo comigo, com os movimentos sociais deste País. Acham que será tranqüilo assim? Pois vamos deixar muito claro que esse governo tem base de sustentação no povo", declarou o presidente do sindicato onde Lula iniciou sua trajetória política.

O sindicalista admite o risco de a exacerbação da luta política entre governo e oposição incorrer num antagonismo de classes sociais, resultando em manifestações públicas e, em última instância, até mesmo em episódios de violência, a exemplo do que ocorre nas demais democracias sul-americanas, sobretudo nos episódios mais recentes de Venezuela, Argentina, Equador, Bolívia e Peru.

"Essa disputa vai dividir o País no meio e nós vamos para o pau. Quero lembrar que o Brasil não vive os mesmos problemas de outros países sul-americanos porque aqui existe CUT (Central Única dos Trabalhadores), MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) e PT, vozes dos movimentos sociais. Se alguém tentar podar essas vozes, está apostando no pior, na desgraça e será um preço alto que terão de pagar".

"Como percebem que, mesmo batendo em Lula, a população continua ao lado do presidente, tentam, neste momento, prejudicar Palocci para tentar desestabilizar a economia, numa aposta do quanto pior, melhor", opinou. "Podemos até ter divergências sobre a condução da política econômica, por entendermos que há exagero no superávit primário, juros, e valorização cambial. Mas, em nenhuma hipótese, vamos aceitar a iniciativa de PFL e PSDB, em conluio com a elite, de desgastar politicamente o governo Lula, o qual o ministro Palocci é um dos componentes", complementou.

A título de exemplo entre as tentativas de desgastar politicamente o ministro da Fazenda, Feijóo citou o depoimento prestado ontem pelo economista Vladimir Poleto, ex-assessor de Palocci, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos. Poleto negou à CPI que tivesse fornecido informações à revista Veja sobre uma suposta operação de remessa de até US$ 3 milhões de Cuba para a campanha de Lula, em 2002. No mesmo depoimento, após a reprodução da gravação da entrevista concedida à revista, na qual Poleto dá informações sobre a operação, os senadores da CPI passaram a acusar o economista de mentir.

"Esse caso é uma farsa. Por que ele (Poleto) não pode ter mentido para a revista? É tudo ataque da oposição, como tentativa de estender a crise, forjar o noticiário com denúncias vazias, que não se confirmam depois, com o objetivo claro de atingir o governo", observou.
Enviada por Valter Sanches, às 10:41 15/11/2005, de São Paulo, SP


Baixo Nível: Veja entrevistou um bêbado!!!
O desespero da direita é mais que notório. Para fabricar o caso CUBA os serviçais de Veja estupraram as regras da liberdade de imprensa: o repórter da Veja entrevistou 1 bêbado para escrever matéria

Um dos principais personagens do chamado 'Caso Cuba', Vladimir Poleto, disse a CPI do Bingos ter sido coagido pelo repórter autor da matéria e afirmou que estava embriagado quando concedeu a entrevista na qual confirma a transação - "Eu não tinha naquele momento capacidade de dar entrevista e não me lembro o que eu falei. Se há gravação é ilegal. Jamais transportei dinheiro em avião".

Segundo a "Folha de S Paulo", que ouviu a fita gravada pela Veja, publicou "Poleto diz, ao responder ao questionamento sobre o que ele sabia - 'A única coisa que eu sei é que eu peguei um avião de Brasília com destino a São Paulo com três caixas de bebida, só isso'..."

Coisas como esta precisam ser coibidas não pelos governos e censores de plantão, mas pela sociedade civil organizada.

É preciso dar um basta a farsa e boicotar todos estes orgãos de imprensa a serviço da mentira, da farsa e do cinismo da burguesia nacional.

Boicotem a Veja em nome da Democracia, da Verdade e da Liberdade de Imprensa neste país!!!
Enviada por Almir Américo / Sergio Bertoni, às 15:09 12/11/2005, de São Paulo, SP / Curitiba, PR


Como a imprensa age na cobertura da crise?
A resposta à esta e outras perguntas importantes sobre a mídia você vai conhecer no debate promovido pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC com a presença de Marina Amaral, repórter da Revista Caros Amigos, de Raimundo Pereira, editor da Revista Reportagem, e de Venício Lima, pesquisador-sênior do Núcleo de Mídia e Política da Universidade de Brasília.

O debate faz parte do 5o Congresso dos Metalúrgicos do ABC e vai acontecer no dia 16 de novembro às 18 horas.

Durante o evento será lançando o ABC de Luta, página na internet que guarda a memória dos Metalúrgicos do ABC e será apresentado o novo projeto do jornal da categoria Tribuna Metalúrgica.
Enviada por Valter Sanches, às 02:53 12/11/2005, de São Paulo, SP


DC faz banco maior acionista da Mitsubishi
A montadora DaimlerChrysler AG não tem mais nenhuma participação na japonesa Mitsubishi Motors Corp., pois vendeu sua participação de 12,42% nesta empresa para o Goldman Sachs Group Inc, tornando o banco de investimento americano o maior acionista da fabricante japonesa de automóveis, com participação de 13,45%.

O preço da transação não foi divulgado, mas em comunicado, a DaimlerChrysler disse que "o lucro da empresa em 2005 vai aumentar em cerca de 500 milhões de euros (US$ 587,32 milhões)".
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:48 11/11/2005, de Curitiba, PR


A revista Veja e LULA!!!
Recebemos o texto abaixo que não é propriamente uma notícia, mas demonstra de forma bem humorada o preconceito da imprensa nacional, principalmente o do folhetim mencionado no título.

O Papa veio ao Brasil visitar os fiéis, e resolveu ir até Manaus para conhecer o Rio Amazonas. Lula vai com ele junto com toda a comitiva, mais aquele monte de gente da imprensa.

Chegando lá, resolvem andar de barco no rio, mas num solavanco das águas (que por sinal estavam muito nervosas) o Papa cai dentro do rio e começa a se afogar.

Pânico!!!
Ninguém sabia o que fazer, pois as águas estavam agitadas demais para alguém pular lá dentro e salvar o sumo pontíficie, que se distanciava cada vez mais do barco.

Lula então pula no rio, mas ao invés de afundar ele começa a ANDAR SOBRE A AGUA!!!

Lula caminha sobre o rio até chegar junto ao Papa, estende a mão e o puxa com segurança para cima.

No fim de semana sai na capa da VEJA:

"LULA NÃO SABE NADAR!"
Enviada por Cláudia Schilling, às 22:34 10/11/2005, de São Paulo, SP


Protesto na FIAT em Betim, MG
Sindicalistas protestam em frente à unidade da Fiat Automóveis, em Betim

Sindicalistas de várias categorias (eletricitários, bancários, trabalhadores da educação e saúde, metalúrgicos, dentre outros) marcaram presença nesta quarta-feira (9/11) em ato de protesto promovido pela Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG) em frente à portaria nº 05 da Fiat Automóveis, em Betim/MG.

Conforme destacou a secretária-geral da CUT-MG, Andréia Diniz, a manifestação foi em defesa do movimento sindical mineiro e em repúdio à violência a que diversas categorias de trabalhadores ? a exemplo dos metalúrgicos, bancários e petroleiros ? vêm sofrendo em Minas durante suas campanhas salariais.

?Estamos indignados e não podemos aceitar que uma empresa que lucra tanto, graças ao esforço de seus funcionários como a Fiat, trate os seus trabalhadores com tamanho desrespeito. Não estamos nos tempos da ditadura e a repressão é uma prática abominável?, destacou o presidente da Central, José Antônio Lacerda (o Jota).

Os sindicalistas também lembraram durante o ato, as agressões praticadas no último dia 28/10 contra trabalhadores e lideranças sindicais na Empresa Indumill, bairro Olhos D?Água, na capital mineira, inclusive com a utilização de armas de fogo, que feriram três diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte e Contagem e outro do Sindicato dos Metalúrgicos de Santa Luzia.

?Como se não bastassem práticas como essas, tem sido comum a presença ostensiva da Polícia Militar nas portas de fábricas e empresas, como forma de inibir a mobilização dos trabalhadores; e dirigentes sindicais estão sendo perseguidos por seguranças particulares contratados para este fim?, afirmou Gilson Reis, da CUT Nacional, que também marcou presença no ato.

Enquanto os sindicalistas manifestavam, o delegado Regional da DRT-MG, Carlos Calazans e o presidente da CUT-MG, José Antônio Lacerda, foram recebidos por dirigentes da Fiat Automóveis. Segundo Calazans, ainda nesta semana deverá acontecer uma nova reunião com a direção da empresa. Em campanha salarial, os metalúrgicos de Minas querem a reposição real das perdas salariais do período (algo em torno de 13%) e os patrões oferecem apenas 5,5%.
Enviada por Ubirajara Freitas, às 22:01 10/11/2005, de Betim, MG


Ford e Fiat: produção conjunta na Polônia
A Ford e a Fiat fecharam o acordo que prevê a produção dos veículos de entrada das duas marcas na fábrica da Fiat em Tychy, sul da Polônia. Os modelos ali produzidos serão o novo Fiat 500 e o substituto do Ford Ka, que deverão chegar ao mercado em 2007 e 2008 com volume de 240 mil unidades anuais divididos de maneira igual.

A FIAT mantém acordos do tipo com a francesa PSA - Peugeot-Citröen e com a turca Tofas, desenvolveu um utilitário esportivo com a japonesa Suzuki e negocia um acordo com a indiana Tata Motors.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 19:48 10/11/2005, de Curitiba, PR


Mobilizing@Delphi Coalition
Os sindicatos de Trabalhadores que representam cerca de 5 milhões de horistas e aposentados na Delphi nos EUA criaram a "Mobilizing@Delphi Coalition" para impedir que os planos da direção da empresa de redução salarial e eliminação de benifícios não sejam implementados.

Os Trabalhadores querem tirar a empresa do "curso desatroso traçado pelos principais diretores da Delphi", informa o UAW - United Auto Workers.

"Nós rejeitamos essa noção arrogente e equivocada"

Em nota divulgada os sindicatos afirmam que o diretor geral da empresa Steve Miller tenta passar uma idéia de que o proposto por sua direção é a única saída.

A coalizão demonstrará aos acionistas e a sociedade que os planos da atual direção da empresa são prejudiciais não apenas aos Trabalhadores, mas também à própria Delphi.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 19:39 10/11/2005, de Curitiba, PR


Honda investirá no Brasil para aumentar a produção
A Honda investirá US$ 100 milhões na ampliação da produção de sua fábrica na cidade de Sumaré, região de Campinas, São Paulo.

Diferentemente do grupo PSA, a Honda não fala em aumentar o número de Trabalhadores contratados, mas simplesmente aumentar a produção de 240 para 400 unidades diárias.

O investimento, para a produção do novo Honda Civic a partir de 2006, será voltado à ampliação da área coberta, compra de equipamentos e implantação de novos processos produtivos que deverão aumentar a capacidade de produção da fábrica para 100 mil unidades anuais em 2008.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 19:12 10/11/2005, de Curitiba, PR


PSA Peugeot-Citroen contrata e aumenta a produção
Na próxima semana o o Grupo PSA Peugeot Citröen comemora o 5º aniversário da unidade de Porto Real. Na ocasião será feito um balanço sobre os resultados da fábrica no país.

A direção do Centro de Produção da PSA Peugeot Citroën no país divulgou que até 2008 vai implantar o terceiro turno de produção na unidade de Porto Real. A medida vai gerar cerca de 800 empregos diretos e a expectativa é que os trabalhadores comecem a ser admitidos no segundo semestre de 2007 para fase de treinamento.

Nos seis primeiros meses deste ano foram criados 422 empregos diretos na fábrica. Pelo balanço oficial da Pegeot Citroën, em dezembro de 2004 o número de trabalhadores era de 1.666, hoje é 2.088 funcionários. Com a implantação do terceiro turno o quadro de funcionários atinjirá 2,9 mil trabalhadores.

Ainda neste ano a fábrica vai produzir 90 mil veículos e 100 mil motores. Em 2004, o número não ultrapassou a marca de 67 mil carros de passeio e 49 mil motores. A previsão da direção é que em 2008 sejam fabricados 120 mil carros e 160 mil motores. Atualmente, a PSA tem 5,1% do mercado nacional.

Enviada por Valter Sanches, às 15:04 10/11/2005, de São Paulo, SP


PC Conectado nas lojas a partir de 11.11.2005
A parte do projeto de Inclusão Digital que diz respeito às vendas de computadores baratos começa a sair do papel.

O "PC Conectado" que acabou virando "Computador para Todos" depois de aprovada a MP 255 no Congresso Nacional, começa ser vendido nesta sexta 11 novembro de 2005.

Para ser considerado um "PC Conectado" e gozar de incentivos fiscais e financiamento através dos bancos estatais (BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica) o equipamento não pode custar mais que R$ 1.400,00 e deve ser produzido de acordo com as especificações do programa de inclusão digital do governo federal, instituído em 20 de setembro e que estabelece a configuração básica dos computadores:

- microprocessador de 1,5 Ghz, 40 Gigabytes (GB) de espaço em disco rígido, memória RAM de 128 MB, monitor de 15 polegadas Sistema Operacional e 27 aplicativos de Software Livre.

Três empresas já foram homologadas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e podem fornecer o "Computador para todos": Epcom Eletrônica, de São Paulo (SP), Login Informática, de Ilhéus (BA), e Positivo Informática, de Curitiba (PR).

Nordeste em primeiro lugar

A empresa bahiana já produziu 4500 unidades e começa a comercializá-las amanhã nas lojas da própria fábrica localizadas em Salvador (BA) e Aracaju (SE). Logo em seguida a rede varejista "Lojas Maia" passará a comercializar o equipamento em todo o Nordeste.

Com este esquema a Login Informática conseguiu reduzir o valor de seu PC Conectado para R$ 1.050,00 na configuração básica definida pelo programa.

Os clientes que encomendarem máquinas com configurações mais avançadas deverão esperar 24 horas para retirar o PC Conectado na loja de Salvador e em dois dias na unidade de Aracajú.

A Positivo Informática já possui 5 mil unidades de seu PC Conectado em estoque, na fábrica de Curitiba, e deverá colocar a venda na próxima semana dois modelos que atendem a configuração do programa do governo federal, com preços que variam de R$ 1.200,00 e R$ 1.400,00. As lojas parceiras da Positivo são as redes Ponto Frio, Colombo e Magazine Luiza.

Selo de identificação

O MCT acredita que a portaria sobre o selo de identificação do "PC Conectado", que aguarda a aprovação final da Subsecretaria de Comunicação Institucional da Presidência da República (Secom), seja publicada na próxima semana.

A partir da data de publicação no Diário Oficial, os fabricantes do PC Conectado terão 30 dias para se adaptarem ao selo.

No entanto, segundo o MCT, a definição não impede que as empresas homologadas distribuam as máquinas ao varejo, pois as linhas de financiamento do PC Conectado ao consumidor já estão liberadas pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal.

A expectativa do ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende é que sejam vendidos de imediato cerca de 500 mil computadores, e mais de dois milhões até o fim de 2006.

Conexão popular

Outro ponto a ser oficializado no programa Computador para Todos envolve o acesso discado à internet, por R$ 7,50 mensais para 30 horas de conexão.

O pacote negociado com as operadoras de telefonia está em fase final de aprovação no Ministério das Comunicações e será regulamentado por meio de um decreto presidencial, que pode ser sancionado em breve.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:03 10/11/2005, de Curitiba, PR


Fórum Social Mundial 2006
Inscrições de atividades terminam no dia 15 de novembro!

As inscrições de atividades autogestionadas (seminários, oficinas, painéis, atividades culturais entre outras) no FSM 2006 policêntrico ? que se realizará nas cidades de Bamako (Mali), Caracas (Venezuela) e Karachi (Paquistão), em janeiro de 2006 ? terminam no próximo dia 15 de novembro de 2005.

Até o dia 07 de novembro, mais de 2.000 organizações já haviam se registrado no site específico de inscrição de atividades para os três eventos policêntricos. Porém, apenas 700 atividades estavam cadastradas. Dentre estas, mais de 500 somente para o evento em Caracas. É importante que as organizações não deixem a inscrição de atividades autogestionadas para a última hora, pois o sistema costuma ficar lento e instável por causa do excesso de acessos.

Veja o passo a passo para fazer sua inscrição:

a) Primeiro cadastre-se como indivíduo no site

www.wsf2006.org/spanish/spanish.

b) Em seguida, registre a sua organização.

c) Depois preencha a ficha indicando a(s) atividade(s) que sua organização pretende realizar nos eventos FSM (opções Bamako, Caracas ou Karachi) ou para o processo (opção ?General?). Para isso, logo após inscrever uma organização, clique no menu à esquerda na tela em ?Añadir actividades?. Em seguida, preencha a ficha com as informações solicitadas.

d) Caso sua organização ainda não tenha todas as informações sobre a(s) atividade(s), poderá retornar à ficha posteriormente para atualiza-la. Para isso, deve clicar em ?Editar actividades?. Em seguida, verificar na tabela o título da atividade que quer modificar e clicar na palavra ?Editar? ao lado. Faça as modificações desejadas e, em seguida, clique no botão ?Enviar?, no final da ficha.

Mas atenção: as modificações devem ser feitas na língua em que você preencheu a ficha original. Ou seja: se você escolheu a interface em castelhano para o preenchimento de dados, sempre que for efetuar modificações em seus dados deve escolher a interface nessa mesma língua.

Para dúvidas de inscrição de atividades, escreva para o email

programa@forumsocialmundial.org.br

ou entre em contato com o escritório do FSM em São Paulo.

Atenção: ainda não estão abertas as inscrições de organizações e indivíduos para cada evento policêntrico!

As inscrições de delegados/as, indivíduos e voluntários/as ainda não estão abertas.

Essas inscrições deverão ser feitas em cada site dos fóruns policêntricos (veja endereços abaixo).

Atenção: o cadastramento de organizações e seus membros na ferramenta virtual www.wsf2006.org serve apenas para a inscrição e preparação das atividades, mas não é válido como inscrição de organização no FSM 2006 policêntrico.

Contatos de cada evento do FSM 2006 policêntrico:

Bamako (Mali)

espaceforum@afribone.net.ml www.fsmmali.org

Caracas (Venezuela)

fsmcaracas@forosocialamericas.org

fsa@forosocialamericas.org

www.forosocialmundial.org.ve

Karachi (Pakistan)

E-mail: mail@wsf2006karachi.org

www.wsf2006karachi.org

Escritório do FSM

Endereço: Rua General Jardim, 660, 8 andar, São Paulo - SP- Brasil, Cep: 01223-010 E-mail: fsminfo@forumsocialmundial.org.br Site: www.forumsocialmundial.org.br
Enviada por Valter Sanches, às 15:26 09/11/2005, de São Paulo, SP


Burguesia francesa apela para ignorância
A burguesia francesa volta a recorrer a métodos ditatoriais e autoritários para controlar a insatisfação social.

Depois de 44 anos o governo francês lança mão do toque de recolher e outras medidas autoritárias para tentar controlar as manifestações de jovens e imigrantes discriminados pelos brancos nativos, os aborígenes franceses.

Seria muito mais eficiente se os donos da "civilidade" e do "refinamento" branco lembrassem que há mais de 500 anos a Europa suga as riquezas do mundo inteiro, roubando e matando pessoas em todos os cantos do planeta atrás de ouro, prata, riquezas materiais e comida barata, concentrado-os no velho continente, possibilitando-lhes o mesmo bem-estar social que é negado à maioria da população mundial. Portanto, era mais que natural que as pessoas buscassem migrar para a Europa. Os europeus não podem reclamar!

Agora chegou a hora de pagar a conta. Os jovens franceses, filhos de imigrantes, mas tão franceses quanto os branquelas que ali nasceram, estão agora a cobrar sua fatia do bolo. Entre os manifestantes não há somente africanos e mulçumanos como a imprensa tenta vender. Há jovens brancos franceses, espanhóis, portugueses e de outras nacionalidades que são, como dizia a canção de Caetano, "ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres e pobres são como podres", tratados com desprezo e ódio pela elite racista e discriminadora.

Os jovens não se utilizam da violência porque assim o querem, mas porque de outra forma ninguém lhes deu atenção. Faz mais de 500 anos que povos africanos, asiáticos e indígenas, avisam que o modo devida dos brancos é na verdade um atraso, um retrocesso e, exatamente por isso, muitos foram assassinados e nações inteiras exterminadas.

Não adianta usar mais violência contra estes jovens.

A única solução é redistribuição de renda, criação de novos postos de Trabalho de qualidade, justiça e igualdade social.

Gostem ou não os senhores dos anéis terão de entregá-los caso não queiram perder os dedos. Se forem suficientemente inteligentes, coisa que duvidamos, brecarão todas as reformas liberalizantes e concentradoras de renda e cuidarão de elaborar reformas sociais internas e incentivá-las também em outros países para que as pessoas não precisem deixar seu pedaço de chão para enfrentar condições sub-humanas nas periferias do império.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:58 09/11/2005, de Curitiba, PR


Kirchner manda Fox ir cuidar do México
O presidente do México, Vicente Fox, aliado de primeira hora de Bush em defesa da ALCA, andou criticando seu colega argentino Néstor Kirchner por sua posição durante a reunião de Cúpula das Américas, realizada em Mar del Plata no final de semana passado.

"A impressão que temos é que o pensamento do coordenador do evento, neste caso o Presidente Kirchner, estava mais orientado a atender a opinião pública argentina que lograr o sucesso da reunião de cúpula no que diz respeito à integração latinoamericana" - disse Fox em defesa da ALCA.

O presidente argentino esperou quase 24 horas para dar a resposta, mas a deu sem meias palavras:

- O presidente Fox que se ocupe do México. Eu fui eleito pelos argentinos e cuidarei de defender aos argentinos como me corresponde.

Não houve acordo durante a Cúpula da Américas, pois EUA e seus aliados querem a liberalização total da economia, o que favorece apenas aos EUA. Já o Mercosul condiciona a implementação da ALCA a um comércio justo entre os países. Entre outras coisa isto implica que Estados Unidos eliminen os subsidios aos produtos agrícolas de seu país. E os gringos não aceitam isso.

De quebra o presidente argentino teceu alguns comentários sobre a imprensa:

- Diziam que o presidente uruguaio iria embora quando trabalha comigo no sentido de unificar a posição junto com Brasil e Paraguai. Quando discuto com meu amigo Lula o tema da industria automotriz dizem que a Argentina briga com o Brasil. Quando estamos de acordo dizem que a Argentina cede a liderança ao Brasil.

"Por que não saem da masturbação analítica", disparou o presidente argentino.
Enviada por Sergio Bertoni, às 10:36 09/11/2005, de Curitiba, PR


Brasil deixa negociações na Europa
Brasil propõe reduzir tarifas industrias, mas nem assim Europa quer negociar

Na mais clara demonstração de que as negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC) estão à beira do colapso total e da interrupção, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, abandonou ontem a diplomacia e abriu uma guerra contra o comportamento da União Européia (UE) na Rodada Doha.

"Se continuar assim, não faz mais sentido. Não há negociação. Isso é perda de tempo e eu tenho de tratar do Mercosul e de outras coisas", afirmou o chanceler.

Esta é mais uma demonstração clara que os Tratados de Livre Comércio só servem para abrir espaço para as empresas dos países ricos e fortalecer ainda mais seu poderio econômico e político em países subdesenvolvidos. E aqui não faz a menor diferença se negociamos uma ALCA com os EUA ou um acordo entre blocos econômicos como os europeus (UE-Mercosul) ou as diversas rodadas da OMC.

Eles querem ficar com o filé e se boberarmos não nos restarão nem os ossos...
Enviada por Sergio Bertoni, às 10:10 09/11/2005, de Curitiba, PR


Um novo PT
Por Paul Singer

"Hoje, o PT perdeu muito do seu charme original e de seu carisma inicial. (...) O PT, paladino da luta contra a corrupção, infelizmente não conseguiu evitar inteiramente que essa praga manchasse suas próprias fronteiras. O partido deixou que paulatinamente começasse a grassar no interior de alguns de seus organismos uma certa permissividade, um certo afrouxamento moral. Não foi capaz de impedir, no nascedouro, com rigor e presteza, práticas incorretas do ponto de vista da legalidade ou da legitimidade."

Essas linhas fazem parte de um artigo que Perseu Abramo, fundador e dirigente do PT, redigiu há dez anos sob o mesmo título: "Um novo PT". Mais para o fim do texto, ele afirma: "Ou [o PT] toma a iniciativa da autodissolução deliberada, antes que as circunstâncias da vida o fragmentem, dissolvam, esfacelem e liquefaçam sob mil formas vis. (...) Ou (a alternativa mais difícil) promove uma auto-reformulação profunda e radical, na forma e no conteúdo...".

Esses excertos mostram que, para um observador clarividente como Perseu Abramo, a transformação do PT, de partido pela transformação social em máquina eleitoral, já era perceptível há pelo menos dez anos.

Essa transformação se deu pelo avanço incessante da profissionalização do partido, que acabou por subordiná-lo ao imperativo do dinheiro como fonte suprema do poder político. Ela decorre do poder do voto na decisão das controvérsias políticas e da crescente despolitização de grande parte do eleitorado, que se deixa seduzir por campanhas que adaptam as artes do marketing comercial à conquista do voto.

O PT não foi o primeiro partido a virar mera máquina eleitoral. Na verdade, no Brasil, foi o último. Quase todos os outros partidos ou passaram antes por essa metamorfose ou já nasceram como meios de obtenção de mandatos para seus dirigentes. Observando os grandes partidos de esquerda na Europa, América do Norte e América Latina, as sinas do eleitoralismo, profissionalismo e corrupção parecem inevitáveis.

Para o PT, tudo isso constitui um grande desafio, pois, para a maioria dos petistas, o estado atual do partido é inaceitável: nos municípios médios e grandes, nos Estados mais importantes e no plano nacional, as instâncias são quase inteiramente ocupadas por profissionais da política; nelas, quase não há lugar para os militantes que vivem de outros tipos de trabalho, assim como também não há nas campanhas eleitorais, dominadas por marqueteiros e todo tipo de ativistas pagos. Os filiados só participam da vida partidária uma vez a cada quatro anos, quando se realizam eleições diretas para os cargos de direção.

Considerando que a representação política, entre nós, foi desenhada para ser exercida como profissão, a presença de certo número de profissionais é inevitável, mas ela tem de ser contrabalançada por um número no mínimo igual de amadores nas instâncias de decisão do partido. Se não for assim, sindicatos, movimentos sociais, ONGs ambientalistas, de direitos humanos etc. jamais poderão influir nos debates e conclaves em que o PT decide seus rumos políticos. Daí o afastamento do PT de sua base social, reduzida ao papel de manancial de votos para seus candidatos.

Os dirigentes profissionais não são necessariamente petistas menos autênticos, mas a vitória eleitoral é vital para suas carreiras, o que os diferencia dos petistas comuns, para os quais avanços sociais e a obtenção de novos direitos tendem a ser prioritários.

É necessário, pois, romper o círculo vicioso formado pela profissionalização da direção partidária, pelo predomínio do eleitoralismo e pela perene expansão do aparelho administrativo do partido, cujo custo sobrepuja as receitas partidárias -mesmo quando a conquista de postos em governos multiplica o número dos que contribuem para o fundo partidário.

Cria-se uma situação em que o partido precisa de muito mais dinheiro do que pode arrecadar de seus filiados, o que configura uma crise financeira crônica. O tesoureiro passa a ser mais importante do que o presidente, na medida em que consegue arranjar o dinheiro faltante e ninguém se interessa em saber de onde veio. O que enseja a permissividade e a frouxidão moral de que falava Perseu Abramo.

O desafio para a indispensável "auto-reformulação profunda e radical" é reunir a vontade política dos petistas e dar os primeiros passos do que promete ser uma longa jornada. Estes consistem em cortar os laços de dependência do partido em relação ao dinheiro, o que pode ser facilitado pela crise financeira em que o PT está mergulhado.

Cessando os fluxos de dinheiro não registrado nem explicado, as contas não fecham e o aparelho partidário começa a cambalear. O que impõe urgente corte de gastos e a substituição de parte do trabalho profissional pelo voluntário, exercido por militantes que conscientemente visam a refundação do partido.

O passo seguinte é tornar a administração financeira do partido austera e transparente.

O número e os salários dos profissionais, que serão mantidos pelo partido, terão de ser diminuídos, talvez sujeitos a um teto, igual ao ganho médio dos inscritos.

E a destinação dos fundos arrecadados deverá ser decidida pelos filiados diretamente, por meio dos mecanismos do orçamento participativo.

Paul Singer, 73, economista, professor titular da Faculdade de Economia e Administração da USP (Universidade de São Paulo) e pesquisador do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), é secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego. Foi secretário municipal do Planejamento de São Paulo (gestão Luiza Erundina). @ - paul.singer@mte.gov.br
Enviada por Sergio Bertoni, às 09:46 09/11/2005, de Curitiba, PR


Europa: Ford quer demitir 2600 com PDV
A Ford Motors Company planeja demitir cerca de 2600 Trabalhadores em suas unidades européias, principalmente na Alemanha (50% deste total) através de um Plano de Demissões Voluntárias, o famoso PDV.

A empresa já anunciou que se o PDV não atingir os objetivos esperados erá passar o facão mesmo.

A Ford não planeja fechar fábricas no velho continente, mas forçar os europeus a produzirem mais com um número menor de Trabalhadores.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:48 08/11/2005, de Curitiba, PR


Lideranças mineiras denunciam covardia da Indumill
Por Leonardo Severo

Um ato público em repúdio à covarde repressão realizada pela Indumill contra lideranças metalúrgicas reuniu na terça-feira (1º) autoridades e lideranças em frente à empresa, no Bairro de Olhos D? Água, em Belo Horizonte. Entre outros dirigentes e parlamentares, se fizeram presentes à manifestação o ex-ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, o delegado regional do Trabalho, Carlos Calazans; o deputado estadual Carlos Gomes (PT) e uma representação da Federação Italiana de Trabalhadores.

Na manhã de sexta-feira (28 de outubro), o dirigente sindical Valdinei Ferreira da Silva foi baleado na perna e golpeado na cabeça, enquanto outros dois diretores, José Alves Pereira e Bruno Lucas foram violentamente espancados e vários outros agredidos por jagunços e seguranças da Indumill.

TRUCULÊNCIA - Comportando-se como cão de guarda dos interesses da empresa contra os trabalhadores, o Batalhão de Choque da PM foi acionado pela Indumill para tentar impedir que os manifestantes usassem o carro de som do Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte e Contagem, sendo obrigada a recuar, frente à decisão dos trabalhadores e à intervenção de Nilmário Miranda e Carlos Calazans.

O repúdio à violência da Indumill contra os trabalhadores vem ganhando espaço na sociedade mineira, com o aumento da pressão também sobre a PM, que vinha tendo um comportamento não-condizente com as suas responsabilidades. Uma série de ações do Sindicato junto aos órgãos competentes vêm cobrando o fim da impunidade: queixas à polícia, processos criminais contra a empresa, aumento da fiscalização do Ministério do Trabalho, presença do Sindicato dos Vigilantes na averiguação de seguranças irregulares e o próprio acionamento da Polícia Federal, responsável pela emissão do Cadastro Nacional dos Vigilantes.

TOCAIA - ?Tudo indica que o ato ocorrido na Indumill foi premeditado, pois já na quinta-feira (27/10), quando um grupo de diretores deste sindicato esteve na portaria da Indumill, acompanhando a oficial de Justiça na reintegração do dirigente sindical Valdinei, um segurança da empresa - que segundo disseram é policial - ameaçou ?encher de bala? a um dos nossos diretores?, denuncia o boletim dos metalúrgicos.

?Outro fato que aumenta a suspeita de que o ataque perpetrado pelos seguranças da Indumill foi premeditado, está no fato que o representante da empresa não reintegrou Valdinei na hora que a oficial de justiça apresentou a liminar ordenando sua reintegração. Ao contrário, pediu para ele vir trabalhar recém no dia seguinte, bem cedo. Tudo indica que essa jogada foi montada com a intenção de armar uma emboscada ao nosso diretor. Sentindo o perigo sugerimos ao companheiro que ele fosse começar a trabalhar no dia seguinte, acompanhado de outros diretores. Se não fosse por isso e ele tivesse se apresentado á empresa sozinho, provavelmente estaria morto nesta hora?, alerta o Sindicato.

VERDADE - Contra a contundência dos fatos, as duas versões apresentadas pela empresa caíram no ridículo: a primeira era que o conflito foi entre dirigentes. A presença das mais expressivas lideranças sindicais de Minas Gerais, das mais variadas categorias e tendências, colocou por terra essa alegação. Na segunda, populares ao redor da fábrica teriam se indignado com os metalúrgicos e respondido às constantes dores de cabeça por conta do barulho do carro de som e de badernas. O detalhe é que a fábrica fica num local ermo, próximo a uma mata de eucaliptos.

AGRESSÃO - De posse da incongruência da versão da Indumill, das fotos dos agressores, das provas apresentadas e do clamor da sociedade mineira, a Polícia Militar, por meio do major Ramalho, comprometeu-se a identificar e se empenhar na captura dos criminosos.

O presidente nacional da CUT, João Antonio Felicio, enfatizou que, da mesma forma como a central se dedicou pela prisão dos policiais militares envolvidos na morte do sindicalista gaúcho Jair da Costa, "estará vigilante para que seja feita justiça, punindo os responsáveis por esta covarde agressão que atinge os metalúrgicos mineiros e toda a classe trabalhadora". "A punição de todos os elementos envolvidos, mandantes e executores, é imprescindível à construção do Brasil democrático que queremos", enfatizou Felicio.

MAIS INFORMAÇÕES ? Com Ubirajara Freitas (31) 9158 9465, Marcos Marçal (31) 8749.9636 ou no Sindicato dos Metalúrgicos de BH e Contagem (31) 3369.0510

Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais

Rua Curitiba, 786 - 2º andar - Edifício Atlântico - Centro - Minas Gerais - Cep: 30170-120 Fone: 31-2102-1900 - Fax: 31-2102-1902 E-mail: cutmg@terra.com.br
Enviada por Ubirajara Freitas, às 12:12 06/11/2005, de Belo Horizonte


E agora FHC? Onde está você????
Um dia teria de aparecer o resto da verdade...

Um esquema de desvio de dinheiro público para abastecimento de caixa dois de partidos políticos (semelhante ao denunciado pela CPI dos Correios, e que envolve o PT) teria ocorrido entre 1997 e 1998, ainda durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). É o que informa reportagem da edição desta semana da revista Carta Capital.

Contrato assinado em 1997 entre a Fundacentro (autarquia vinculada ao ministério do Trabalho) e a agência mineira de publicidade SMP&B, de Marcos Valério, estaria forrado de irregularidades, segundo ações que correm na Justiça.

É... cada vez mais vai ficando claro para que determinados "intelectuais" usam sua "inteligência". Se comprovada esta denúncia fica claro que alguém marcou toca ao entrar em um esquema montado pela outra turma.
Enviada por Hugo Chimenes, às 16:17 05/11/2005, de São Borja, RS


Mercosul endurece e EUA ficam com a ALCA na mão
Para quem acha que ALCA é um processo superado, a Cúpula das Américas mostra que os gringos ainda não desistiram e nem desisitirão da ALCA, nem que seja goela abaixo.

É preciso voltar às mobilizações, passeatas, seminários, debates, enfim, a toda e qualquer forma de ação contra a ALCA e em busca de ALTERNATIVAS que possibilitem uma real integração social política e cultural dos povos latinoa-americanos.

Cúpula das Américas pode emperrar por divergências entre EUA e o bloco sul-americano

MAR DEL PLATA (Argentina) - O Mercosul endureceu sua posição em relação à possível reativação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), o que travou a redação final da IV Cúpula das Américas, informaram ontem diferentes fontes diplomáticas. De acordo com as mesmas fontes, este é o último empecilho para a obtenção de um consenso sobre o conteúdo da declaração e o Plano de Ação que serão discutidos pelos 32 presidentes das Américas na cúpula que se iniciará hoje na cidade argentina de Mar del Plata.

Os porta-vozes disseram que há acordos em todos os tópicos da "Declaração de Mar del Plata", exceto no que se refere à abertura comercial e à integração econômica regional.

Durante uma reunião dos representantes do Mercosul - formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai - à margem da cúpula, na noite de quarta-feira, o bloco sul-americano endureceu sua posição e apresentou um novo texto sobre a questão da Alca.

As fontes diplomáticas garantiram que a mudança de atitude foi impulsionada pelo Brasil e pela Argentina, os países mais resistentes à Alca no bloco. Os dois países exigem a eliminação imediata dos subsídios à agricultura e das medidas que "distorcem o comércio", em referência às práticas econômicas dos Estados Unidos e à União Européia.

Assim, o Mercosul se aproxima da posição da Venezuela, cujos diplomatas defendem a exclusão de qualquer referência ao projeto de abertura do comércio promovido pelos EUA nos documentos que serão debatidos no encontro de Mar del Plata, a 400 quilômetros ao sul de Buenos Aires.

Conciliação

A Argentina, em sua condição de anfitriã da cúpula, tinha mantido até agora uma atitude mais conciliadora. De acordo com algumas fontes, as controvérsias chegaram a um ponto que são motivo de difíceis negociações entre os chanceleres e podem chegar à mesa de debate dos chefes de Estado. As fontes admitiram ainda que a busca por consenso impediu pronunciamentos mais concretos sobre determinados pontos dos documentos, especialmente os que se referem ao papel dos organismos multilaterais de crédito e aos fatores econômicos que contribuem para o fortalecimento da governabilidade democrática.

A pedido do Brasil e da Argentina, o Mercosul propôs que a declaração reconheça que não há condições para a implementação da Alca, projeto que deveria entrar em vigor este ano, com uma abertura gradual das tarifas alfandegárias.

Segundo as fontes, o Mercosul insistiu que, como está sendo colocado, a Alca não promove a eqüidade e o acesso efetivo aos mercados que os países em desenvolvimento da região necessitam. Além disso, o bloco reivindica que sejam levadas em consideração as sensibilidades e fraquezas "de todos" os países do continente, assim como seus diferentes níveis de desenvolvimento, explicaram.

Os EUA e um grupo de países com os quais Washington já tem acordos comerciais, entre eles o Chile e o México, defendem que seja convocada uma reunião ministerial até abril para buscar uma forma de reativar a Alca.

Bush vai à Cupula com missão de mostrar compromisso

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, tem, a partir de hoje, em Mar del Plata, a oportunidade de demonstrar, durante a IV Cúpula das Américas, seu compromisso com a América Latina. Mas Bush terá diante de si uma audiência, no mínimo, cética em Mar del Plata, onde o aguardam a ameaça de manifestações contra ele, da mesma forma que em Brasília e no Panamá, as outras paradas de sua viagem.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, expressou sua esperança de "enterrar" a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), que já foi uma das prioridades da Administração americana. A cúpula tem como lema a luta contra o desemprego, e a solução que Bush oferecerá é a abertura comercial que, segundo afirmou, garante muito mais a criação de postos de trabalho e de riqueza que alternativas como os empréstimos ou as doações a países pobres.

Mas o próprio Bush reconheceu que a Alca, o ambicioso projeto de uma zona sem fronteiras comerciais desde o Alasca até a Terra do Fogo, que devia ter entrado em vigor neste ano, está estagnada. A prioridade, segundo admitiu Bush esta semana, é agora a rodada de Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC), cujas novas sessões negociadoras acontecem em dezembro em Hong Kong.

"Doha beneficia todo o mundo", enquanto a Alca só corresponde ao continente americano, alegou o presidente americano, que em seus primeiros anos de Governo fez da Alca uma de suas prioridades. Mas mesmo dentro da rodada de Doha existem graves divergências em torno dos subsídios agrícolas, entre outros assuntos, e Bush quer sondar os líderes do continente americano, especialmente, segundo declarou, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva
Enviada por Antonio Carlos / Sindilab, às 11:03 04/11/2005, de São Paulo, SP


Centrais sindicais juntas por mínimo de R$ 400,00
Após reunião na manhã desta quinta-feira, dia 3, as principais centrais sindicais de trabalhadores fecharam acordo em torno das reivindicações que serão levadas a Brasília nos próximos dias 28 a 30 de novembro, durante a II Marcha Nacional do Salário Mínimo.

As centrais vão defender um reajuste de R$ 100, ou seja, um salário mínimo de R$ 400 já para 2006.

Trata-se de uma proposta única, pois está descartada a hipótese de as centrais defenderem também a alternativa de um mínimo de R$ 343,35 para 2006, desde que apresentado simultaneamente a um projeto de lei que estabeleça uma política permanente de valorização do salário. Esta hipótese ainda era discutida até ontem.

Para 2007, as centrais irão pressionar para que o Orçamento preveja um mínimo de R$ 525, valor que faria o governo cumprir a promessa de dobrar o poder de compra do salário.

Outra reivindicação comum é o reajuste das alíquotas do Imposto de Renda em 13%.

Outras bandeiras da II Marcha Nacional do Salário Mínimo são:

a.. redução da jornada de trabalho sem redução de salário

b.. mais e melhores empregos

c.. prioridade social no orçamento

d.. valorização do serviço público

e.. democracia e liberdade

f.. além de reivindicações específicas das diferentes categorias que participarão da Marcha.
Enviada por Valter Sanches, às 09:10 04/11/2005, de São Paulo, SP


Agenda de atos públicos: FORA BUSH!!!
A partir desta sexta-feira (4), a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), que congrega a CUT, OAB, ABI e várias outras entidades, estará organizando diversas atividades em nível nacional contra a presença no Brasil do presidente dos Estados Unidos George W. Bush.

Leia a seguir um resumo das principais atividades:

SEXTA-FEIRA, Dia 4 de novembro

Brasília. A concentração começa às 9h na Catedral da cidade, seguida de marcha até a Embaixada dos Estados Unidos onde a CMS e demais movimentos entregarão carta repudiando a presença de Bush no Brasil.

Às 17h, na plataforma superior da rodoviária acontece o show de forró "Rala-Bush" com a participação de Alceu Valença.

Salvador (BA) - Um grande boneco de George W. Bush será queimado na mobilização que começa às 9h na praça da Piedade, com tribuna livre para a população.

Campo Grande (MS) - A partir das 8h30 acontece uma panfletagem no cruzamento das avenidas Afonso Pena com 14 de julho repudiando a presença de Bush no Brasil. Junto com a panfletagem será feita uma coleta de assinaturas da campanha iniciada pelo Cebrapaz pela condenação de Bush por crimes contra a humanidade.

Rio de Janeiro (RJ) - Concentração a partir das 16h na Cinelândia divulgando panfleto contra a presença de Bush no Brasil e fazendo o lançamento da coleta de assinaturas do Cebrapaz pela condenação do presidente norte-americano.

Porto Alegre (RS) - Ato público na esquina Democrática, com caminhada até o Citibank da rua Sete de Setembro.

João Pessoa (SE) - Ato "FORA BUSH", com a concentração a partir das 14h no cruzamento do calçadão da João Pessoa com São Cristóvão. Haverá cruzes pretas com lema "Fora Bush".

SÁBADO DIA 5

São Paulo (SP) - Concentração a partir das 14h na avenida Paulista, em frente ao Bank of Boston (altura do número 800, da avenida).

Curitiba (PR) - A manifestação acontece a partir das 10h na Boca Maldita, com a presença da comunidade árabe.

Natal (RN) - Ato público a partir das 12h na Praça Kennedy.

Fortaleza (CE) - Ato das 8h30 às 15h na Praça do Ferreira. Os eixos serão a luta contra a ALCA e a militarização, simbolizando a ação criminosa e anti-humana por meio de cruzes exposta na praça. Também haverá coleta de assinaturas contra Bush.

Belém (PA) - Manifestação a partir das 8h30 na Praça da República.

SEGUNDA-FEIRA, DIA 7

Belo Horizonte (MG) - Manifestação a partir das 16h, com a presença de artistas locais. A concentração será na Praça Sete com coleta de assinaturas contra Bush.

TERÇA-FEIRA, DIA 8

Porto Velho (RO) - Durante a mobilização estadual contra a corrupção, organizada pelo Fórum "Transparência Rondônia", será apresentada carta aberta à população contra a presença de Bush no país.

Mais informações com o secretário nacional de Comunicação da CUT e membro da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), Antonio Carlos Spis (11) 9620.9901.
Enviada por Valter Sanches, às 08:46 04/11/2005, de São Paulo, SP


Veja? Não! Esconda... merecemos coisa melhor!!!
Escondendo Azeredo, Serra e o "alto tucanato" não sabem mais o que fazer para esconder o ex-presidente do PSDB pego tomando "água" no "Valerioduto".

O que a Veja quer esconder

Como a matriz intelectual da elite bufona transformou Fidel em pára-raios dos ACMs

Por Renato Rovai, da revista Fórum

A melhor maneira para esconder uma forte notícia é produzir outra que cause maior impacto. Não à toa que o panfleto semanal dos Civita traz na capa desta semana um Fidel de olhos arregalados substituindo Benjamin Franklin no verso de uma nota de cem dólares. Franklin é reconhecido pelo papel que desempenhou na independência norte-americana, principalmente por ter construído o tratado de paz assinado em 1783. Mas também foi o inventor do pára-raios. Como se sabe, o distinto invento serve para atrair as danosas descargas elétricas oriundas dos céus. A revista Veja bem sabia que nesta semana cairiam raios sobre líderes da oposição. Para neutralizá-los, nada mais fulminante do que atrair Fidel para o centro do esquema petista de captação de recursos ilegais.

Mas o que Veja quer esconder?

Em primeiro lugar, busca tirar de cena o caso do senador mineiro Eduardo Azeredo, revelado na semana passada (21/10) pela concorrente Isto É. A revista provou que Marcos Valério pagou o silêncio do ex-tesoureiro da campanha de Azeredo, Marcos Mourão, com um cheque de 700 mil. A denúncia da Isto É, que derrubou o senador da cadeira de presidente nacional do PSDB, ainda trazia revelações que ficaram sem explicações.

A ver: "Embora os caciques do PSDB argumentem que o dinheiro que abasteceu o caixa 2 de Azeredo não tinha origem em corrupção nem em verbas públicas, as provas indicam o contrário: boa parte dos recursos da campanha mineira teve origem em empresas estatais, como as Centrais Elétricas de Minas Gerais (Cemig).

Em 21 de outubro de 1998, por exemplo, saiu R$ 1,6 milhão dos cofres da Cemig como pagamento à SMP&B, uma das agências de Marcos Valério. O pretexto para o pagamento era a produção de uma campanha publicitária da estatal para convencer os mineiros a gastar menos energia. Segundo a investigação do MP, o dinheiro teve outro destino. No dia seguinte, R$ 1,2 milhão foi parar nas contas de políticos aliados de Azeredo."

Mas não era só aos amigos tucanos que a capa com Fidel na nota de cem dólares interessava. Desde o fim de semana passado comentava-se em Salvador que a revista Carta Capital desta semana (28/10) traria fortes revelações sobre o esquema da Bahiatursa, estatal de turismo local subordinada a Secretaria de Cultura e Turismo do governo do Estado. E trouxe. Mas a operação pára-raios de Veja parece ter dado resultado. O midiático poder ignorou a descarga elétrica que, se bem investigada, pode aniquilar com o esquema de ACM.

A denúncia publicada por Carta Capital tem origem em um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) assinado pelo conselheiro Pedro Lino. São 200 páginas que revelam como funciona um caixa 2 operado a partir de contratos do governo do Estado com a agência de publicidade Propeg e ONGs formadas por funcionários públicos do esquema carlista. O relatório de Pedro Lino fala de uma movimentação, entre janeiro de 2003 a abril de 2005, de R$ 101 milhões em uma conta bancária não registrada no sistema de controle do caixa oficial do Estado. Para se ter uma idéia da grandeza dos números é praticamente o dobro dos R$ 55 milhões movimentados pelo PT via Marcos Valério. Os 55 milhões que, segundo o deputado federal ACM Neto, um dos mais escandalosos acusadores, produziu o maior escândalo da história da República.

ACMinho sabia que a matéria seria capa de Carta Capital. Seu painho-avô também. E tudo indica que já tinham trabalhado para que a denúncia deixasse de circular em semanas anteriores. Carta Capital mostra que a revista Época trouxe destaque no índice para o caso por duas vezes. Na edição do dia 10/10, apontava que a denúncia contra o esquema carlista circularia na página 43. Nenhuma linha. Na edição de 17/10, a página anunciada era a 37. Outra vez, nada. O leitor que achar um caso como esse na história do jornalismo deve enviá-lo para redação da revista Fórum. Uma matéria por duas vezes anunciada em um índice e que ficou sem publicação. Com a Carta Capital, os carlistas sabiam que seria diferente. A matéria sairia. E dessa conclusão pode ter nascido a solução Fidel.

Se não fosse isso, Veja poderia apurar melhor o material coletado. A própria reportagem se justifica dizendo que há contradições nos números apresentados pelas duas testemunhas vivas e que a única pessoa que teria conhecimento total do caso está morta.

Mas não pense, leitor, que Veja faz isso tudo só porque não gosta da barba quase branca do presidente Lula.

Os laços entre os Civita e a família tucano-pefelê são sanguíneos e os interesses comerciais comuns. O atual vice-presidente de Finanças do grupo Abril foi presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo FHC. Emílio Carrazai ficou na CEF até 2002. De lá saiu para ajudar a Abril a enfrentar a campanha presidencial vindoura. Deixou a presidência de um banco público, para dirigir o caixa de uma revista de banca.

Há outros irmãos de sangue tucano-pefelê na turma dos Civita. Claudia Costin, secretária de Cultura do governo Alckmin até maio deste ano, é a vice-presidente da Fundação Victor Civita. Costin foi também ministra de Administração Federal e Reforma do Estado nos tempos FHC. Lembram-se da reforma de Estado na era FHC?

Em Veja nada é por acaso. A revista é a matriz intelectual da elite bufona. Seus petardos têm objetivo claro, criminalizar a esquerda. E defender seus interesses políticos e econômicos. Agora, Lula e o PT que se expliquem. É assim que funciona. A revista sabe que para ela é difícil comprovar a veracidade da história. Para os acusados é tão ou mais difícil desmenti-la. Imaginem Palloci reconstituindo um caso de recebimento de garrafas de uísque ou de rum. Sendo assim, a reportagem ficará sempre ali, a postos, para ser tratada como algo sem explicação. O jornalismo de Veja é isso, covarde. E a elite brasileira, nojenta. Pena que Lula e o hoje chantageado Palloci tenham sido tão dóceis com esses escroques.

Fortaleça a imprensa independente do Brasil e a Livre Expressão disseminando este artigo para sua rede de relacionamento. Imprima ou envie por e-mail.
Enviada por Valter Sanches, às 08:41 04/11/2005, de São Paulo, SP


Construir alternativas é o principal desafio
Construir alternativas: principal desafio da III Cumbre de los Pueblos

"Estamos aqui não só para resistir ou rechaçar as políticas neoliberais. Nosso desafio é construir alternativas". Com essa afirmação, Juan González, da Central de Trabalhadores Argentinos (CTA), sintetizou o principal objetivo da III Cumbre de los Pueblos, que acontece até dia 5 em Mar del Plata, Argentina, e conta com a presença de trabalhadores de vários países.

Alexandre Junqueira e Cristina Lemos estão na Argentina representando o Sintrajufe, Sindicatos dos TRabalhadores na Justiça Federal.

González sublinhou que essa construção de alternativas parte dos pontos defendidos pela Aliança Continental Internacional: contra a militarização, contra os tratados de livre comércio e a favor da autodeterminação dos povos, contra a pobreza e a favor de outra economia, com inserção e crescimento das comunidades. O sindicalista também assinalou a importância de repudiar a presença do presidente norte-americano, George W. Bush, que representa a vontade de perpetuar a dominação e a dependência dos povos latino-americanos.

Adolfo Pérez Esquivel, premio Nobel da Paz e um dos coordenadores da Cumbre, caracterizou o encontro como um espaço de construção de pensamento de liberdade e autodeterminação em contraposição ao pensamento único difundido pelos países dominantes. Para ele, o evento tem a responsabilidade de rechaçar o desaparecimento dos trabalhadores rurais e das pequenas indústrias nacionais e denunciar a militarização e o ingresso de tropas norte-americanas no Paraguai.

"Nossos povos não necessitam de mais exércitos, e muito menos o dos Estados Unidos. Precisamos é de recursos para a saúde, para combater a pobreza. Necessitamos de ações de vida, não de morte", disse Esquivel A Cumbre ocorre paralelamente à Cúpula das Américas, que reúne presidentes da região também em Mar del Plata.
Enviada por Hugo Chimenes, às 08:15 04/11/2005, de São Borja, RS


Ford Rússia: Primeira Greve!!!
Acabamos de receber informações dos companheiros da Ford Peterburg sobre a greve de 1 hora no turno da noite de 02.11.2005.

Os companheiros avaliam que o movimento foi altamente positivo. Eles resolveram fazer a greve de 1 hora justamente no elo mais fraco (o terceiro turno) de sua organização. A intenção era medir a capacidade de paralização na turma mais "peleguinha". Conseguiram um "termometro" para poder medir a "temperatura" da disponibilidade de organização dos Trabalhadores no interior da fabrica. Ou seja, se no turno menos organizado tiveram uma adesão de 75% dos Trabalhadores, eles não duvidam do sucesso da greve em todos os 3 turnos de trabalho.

Os companheiros na Ford Rússia encontram-se nesse momento altamente mobilizados e motivados a realizar a paralisação total nos próximos dias.

E imprescindivel mobilização dos companheiros de todos o países onde a Ford tem fábricas para que enviem mensagens de apoio e solidariedade à luta dos companheiros russos.

Pedimos a todos que enviem suas mensagens e diviulguem esta informação. Reivindicações básicas dos Trabalhadores na Ford Rússia:

- 30% de aumento salarial;

- implementação do décimo-terceiro salario;

- participação nos lucros e resultados da empresa.

Para quem já tem direitos garantidos isso pode até parecer pouco, mas é preciso ter em consideração a impoortância deste movimento na Rússia capitalista, pós-soviética. Durante anos depois do fim da URSS milhares de Trabalhadores se calaram diante dos abusos da transnacionais, pensando que se dariam bem ou com medo de serem rotulados de comunistas, atrasados, etc.

Os Trabalhadores na Ford, coletivo formado basicamente por jovens que cresceram já no período capitalista, levantam sua cabeça em defesa de seus direitos e dignidade. E isso é muito coisa em um país onde burocratas estatais e diretores de empresas privadas fecham acordos que desrespeitam a constituição e irrigam os cofres dos corruptos no exterior.

Pedimos que enviem mensagens de protesto contra a atitude da Ford e em apoio aos Trabalhadores.

Para a diretoria da Ford:

vlesik@ford.com

fax: 7 812 346 72 45

Com cópia para o Sindicatos aos cuidados de Aleksei Etmanov:

etman@yandex.ru

As mensagens podem ser enviadas em ingles, portugues ou russo.

Caso sejam em portugues, favor enviar cópia para TIE-Moscou:

tie@atom.ru

para que seja providenciada a tradução para o Russo.
Enviada por Gezilda Martins / Sérgio Bertoni, às 16:47 03/11/2005, de Moscou / Curitiba


Debates: Ética na Política e Reforma Sindical
No dia 4 de novembro, sexta-feira, às 18 horas: MARILENA CHAUÍ vai falar sobre ÉTICA NA POLÍTICA.

A filósofa de 63 anos dá aula na USP e é filiada ao PT desde os anos 80. Marilena Chauí foi secretária da Cultura na gestão Luíza Erundina (89-2002) na prefeitura de São Paulo.

No dia 5 de novembro, sábado, às 9 horas:ARTUR HENRIQUE DA SILVA SANTOS vai debater a REFORMA SINDICAL.

Artur é secretário-geral da CUT nacional e foi um dos responsáveis pela elaboração do projeto de reforma sindical que está no Congresso Nacional.

Marilena Chauí e Artur da Silva Santos participam do ciclo de debates do 5o. Congresso, cujo tema é "Metalúrgicos do ABC unindo região e nação". No dia 18 de novembro, o ministro Ciro Gomes vai participar do Congresso.

Depois de acompanhar os debates, os metalúrgicos votam propostas de ação que vão nortear os rumos do sindicato nos próximos três anos.

As palestras vão ocorrer na sede do Sindicato (rua João Basso, no. 231, centro de São Bernardo do Campo).
Enviada por Valter Sanches, às 12:18 03/11/2005, de São Paulo, SP


Acorda, esquerda!
Onde está a esquerda, para se opor à imensa ofensiva que a direita desatou no país há alguns meses? Onde está a esquerda para defender o MST, vítima da violência e da perseguição judicial, policial e de bandas particulares armadas?

A esquerda está gastando sua energia em lutas intestinas.

Por Emir Sader

Há esquerda no governo, há esquerda na oposição ao governo. Há esquerda nos movimentos sociais e nas universidades. Há esquerda nos sindicatos e no Congresso.

Mas, cadê a esquerda? Onde está a esquerda, para se opor à imensa ofensiva que a direita desatou no país há alguns meses? Onde está a esquerda para defender o MST, vítima da violência e da perseguição judicial, policial e de bandas particulares armadas?

Onde está a esquerda para se opor e gerar as formas de resistência à ofensiva direitista levada a cabo pela grande mídia privada, para formar mentes e corações das pessoas conforme seus interesses reacionários?

Onde está a esquerda para reagir às mentiras da grande mídia privada sobre Cuba e sobre a Venezuela? Onde está a esquerda para reagir à altura das ofensas que gente como o banqueiro racista Jorge Bornhausen se dá o direito de proferir?

Onde está a esquerda diante da passagem de George Bush ? o comandante da máquina de promover guerras e ocupações militares pelo mundo afora ? pelo Brasil? Vamos deixar passar impunemente Bush pelo Brasil?

Onde está a esquerda?

Não está nas ruas, não está mobilizando o povo para lugar pelos seus direitos, não está agitando, fazendo propaganda das idéias de democracia, de soberania, de justiça social.

A esquerda está gastando suas energias em lutas intestinas ? os debates são indispensáveis na esquerda, mas só deveriam participar os que, mais do que contra outras forças de esquerda, lutam contra os inimigos: a direita, o imperialismo, os monopólios, o capital especulativo. Ou está fechada nos gabinetes, nas reuniões internas, nos debates fechados.

Uma esquerda que não mobiliza, que não elabora, que não propõe, que não denuncia ? constantemente, incansavelmente ? não merece o nome de esquerda, porque não está à altura dos ideais da esquerda. Não está à altura dos ideais generosos que caracterizam a esquerda: solidariedade, humanismo, fraternidade.

Vemos dirigentes de esquerda só se pronunciarem sobre as CPIs, como se a situação política do país começasse e terminasse ali. Como se o mundo começasse e terminasse no Congresso.

De outros dirigentes, nos perguntamos onde estão. Saíram do PT, tem perfeitamente direito a fazê-lo, contanto que seja para construir alternativas e não para fazer disso um fim em si mesmo. Vemos dirigentes do PT envolvidos nos assuntos internos e nas acusações e nas respostas, desvinculando-se da consciência concreta do povo ? imersa nos seus enormes problemas cotidianos. Distanciados das novas gerações de jovens, distantes estes também da política e dos partidos, vítimas inertes dos grandes monopólios midiáticos e da sociedade de consumo ? a esquerda será vítima fácil da direita.

Onde estão os intelectuais de esquerda? Onde está o movimento estudantil? Onde está o movimento sindical? Onde estão os movimentos sociais? Onde estão os militantes de esquerda? Onde estão os partidos de esquerda? Onde estão os governos de esquerda? Onde estão os parlamentares de esquerda? Onde está a esquerda?

A crise atual não será superada sem a intervenção direta e maciça da esquerda. Com propostas de alternativas ao neoliberalismo. Com capacidade de mobilização popular. Com unificação das forças sociais e políticas antineoliberais. Com capacidade de geração e difusão das idéias da esquerda.

A ofensiva contra a esquerda começou contra o governo e contra o PT. Se estendeu aos movimentos sociais. A Cuba e à Venezuela. Só será poupado quem se retirar da cena ou só atacar a outras forças de esquerda. Porque o sujeito da ofensiva atual é a direita ? na mídia, no Parlamento, nas periferias das grandes cidades, no campo.

Além da vantagem moral da esquerda ? pela superioridade ética de suas propostas -, a esquerda, se quiser ver essas idéias se transformarem em realidade, tem que acionar permanentemente outra vantagem: a possibilidade de mobilizar à grande maioria da população, para quem as idéias da esquerda estão voltadas.

Consciência política, capacidade de mobilização popular e de formular e propor alternativas à crise ? são as chaves da esquerda. Usá-las para fazer triunfar suas idéias. Preparar uma solução de esquerda à crise, para impedir que o clima conservador atual domine 2006 e promova a volta da direita ao governo e a derrota da esquerda ? de todas as forças da esquerda.

Mas para isso é preciso gritar:

ACORDA, ESQUERDA!

Emir Sader, professor da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), é coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj e autor, entre outros, de ?A vingança da História".
Enviada por João Cayres, às 10:39 03/11/2005, de São Paulo, SP


Ford Brasil inaugura porto privativo na Bahia
Esta é um informação oficial distribuída pela Ford Motor Company. A publicamos aqui, pois deixa bem claro como se dão determinadas relações entre empresas privadas e o estado neste pobre país.

Com o primeiro embarque de 1.750 veículos para o México, a Ford Brasil inaugurou nesta segunda-feira, dia 31 de outubro, o Terminal Portuário Privativo Miguel de Oliveira, no Canal de Cotegipe, ligação entre a Baía de Todos os Santos e a Baía de Aratu, no município de Candeias, Bahia. O terminal terá um papel importante na logística de escoamento da produção do Complexo Industrial Ford Nordeste, localizado em Camaçari, a 35km, e servirá também para importação de veículos da Ford para todo o mercado brasileiro.

O novo porto tem estacionamento de 119 mil metros quadrados, com capacidade para 6.024 veículos, e receberá navios de grande porte, que farão o transporte da produção da fábrica para países como México e Argentina. O terminal foi construído pelo Governo da Bahia, através da Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial, e foi cedido à Ford Brasil através de contrato de concessão de uso como parte da política estadual de desenvolvimento da infra-estrutura e logística em apoio à atividade industrial.

Além de encurtar a distância e o tempo de transporte entre a fábrica e o embarque, atualmente feito pelo Porto de Salvador, o novo porto vai melhorar os processos logísticos e eliminar o trânsito de caminhões-cegonha em áreas urbanas. O trânsito de carretas será feito através do Canal de Tráfego, via-expressa que liga a zona portuária da Baía de Aratu ao Poló Industrial de Camaçari, em um percurso de 35km.

Com o novo terminal, não haverá mais a limitação de espaço encontrada no Porto de Salvador para embarque e desembarque de carros. O estacionamento de veículos chegava a ocupar a maior parte da área alfandegada do Porto de Salvador e dificultava a operação de exportação da montadora.

Importância

A Ford representa atualmente 15,11% das exportações de todo o Estado da Bahia, o que significou U$ 800 milhões de divisas somente nos últimos 12 meses. Da fábrica de Camaçari, onde são produzidos 912 veículos por dia, 40% vão para o mercado externo, principalmente para o México e demais países da América Central, para a Argentina, Chile e Venezuela, dentre outros mercados da América do Sul.

"A infra-estrutura é fundamental para a sustentabilidade da produção de veículos na Bahia", diz Antonio Maciel Neto, presidente da Ford América do Sul. Segundo ele, com obras como essa a Bahia garante competitividade para atração de investimentos geradores de renda e empregos, como foi a implantação do Complexo Industrial Ford Nordeste, responsável atualmente por 8.500 empregos diretos em Camaçari.

"As exportações são importantes para o sucesso da fábrica de Camaçari, garantindo um equilíbrio das vendas entre mercado interno e mercado externo", explicou Barry Engle, presidente da Ford Brasil. Para ele, o novo porto também ampliará a infra-estrutura de logística da Bahia uma vez que a maior parte da área utilizada pela Ford no Porto de Salvador poderá ser liberada para atração de novos negócios para o estado.

Como o novo porto não dispõe de um terminal de conteineres, a Ford continuará exportando pelo Porto de Salvador peças e CKD (veículos desmontados, que são enviado para montagem na fábrica de Valencia, na Venezuela).

O Terminal Portuário Privativo Miguel de Oliveira é equipado com um pier de 193 metros, que permite a atracação de navios de grande porte. O acesso ao terminal é feito através do Canal de Cotegipe, na Baía de Aratu, área protegida de mar, com calado de 22 a 25 metros.

A operação de embarque e desembarque de veículos da fábrica para o porto será feita através de 10 baias dotadas de rampas, que permitirão a operação de até 10 caminhões-cegonha simultaneamente. As 6.024 vagas de estacionamento são demarcadas com um moderno sistema de rádio-frequência, que permite a localização de qualquer veículo de forma precisa em segundos.

O novo porto foi construído já dentro das novas exigências de segurança internacionais. Câmeras de TV fixas e móveis, circuito interno de TV, guaritas de vigilância e controle rigoroso dos acessos de visitantes nas áreas alfandegadas fazem parte dos equipamentos de segurança adotados para atender às exigências do Código Internacional para Proteção de Navios (ISPS Code).

Quatros anos na Bahia

A inauguração do terminal portuário privativo coincide com a comemoração dos quatro anos de implantação do Complexo Industrial Ford Nordeste, em Camaçari, inaugurado em outubro de 2001, responsável pela geração de 8.500 empregos diretos. Desde o início das atividades da fábrica, a Ford já produziu nada menos do que 600 mil veículos no estado da Bahia, o que demonstra o sucesso do empreendimento.

Resultado de um investimento de U$ 1,9 bilhão, aplicados pela Ford e por empresas sistemistas, a fábrica de Camaçari é uma das mais modernas do mundo, com o estado-da-arte em tecnologia automotiva e desenvolvimento de produto. Funcionando em três turnos de trabalho, a fábrica opera atualmente com 100% de sua capacidade instalada, produzindo 912 carros por dia, ou um veículo a cada 80 segundos.

O complexo reúne sob o mesmo teto a Ford e outras 25 empresas que fornecem módulos e serviços para a montagem de veículos. Elas estão instaladas em um terreno de 4,7 milhões de m², com mais 5 milhões de m² no entorno da fábrica destinados exclusivamente para preservação ambiental.

Em Camaçari, são produzidos o Novo Fiesta Hatch, o Novo Fiesta Sedan e o EcoSport, carros que estão entre os 10 veículos mais vendidos do Brasil, em 2005, segundo o Renavan (Registro Nacional de Veículos Automotores). O primeiro a ser produzido foi o Novo Fiesta Hatch, que teve o seu lançamento em abril de 2002, seguido pelo EcoSport 4x2, em janeiro de 2003, EcoSport 4WD, em março de 2004, e o Novo Fiesta Sedan, em agosto de 2004.

Exportações em crescimento

Desde a inauguração em outubro de 2001, a fábrica de Camaçari vem mantendo um ritmo crescente nas exportações, que atingiram o nível atual de 40% da produção. Em 2002, ano do início das exportações, a Ford enviou 16.320 veículos de Camaçari para o mercado externo. Em 2003, o crescimento foi de 231%, com 54.145 unidades exportadas. Em 2004, foram 79.698 unidades, com aumento de 47% em relação ao ano anterior. Em 2005, apenas nos primeiros nove meses, foram 77.382 unidades, totalizando 227.545 unidades exportadas desde 2002 e um montante de U$ 1,7 bilhão em divisas.

Homenagem

O terminal portuário foi batizado com o nome de Miguel de Oliveira, ex-gerente de Assuntos Institucionais e Governamentais da Ford, morto em dezembro de 2004, que teve um papel importante na implantação do novo porto. Miguel de Oliveira trabalhou durante 25 anos na Ford Brasil e deixou um legado importante de relacionamentos para a empresa na área governamental em todo o Brasil.
Enviada por Valter Sanches, às 12:56 01/11/2005, de São Paulo, SP


Integra da Nota do Embaixador Cubano no Brasil
DECLARACIÓN DEL EMBAJADOR DE CUBA EN BRASIL

La revista Veja, en su edición de mañana domingo que ya circula por internet, publica un amplio e injurioso artículo sobre la supuesta ayuda de Cuba a la campaña electoral del Presidente Luis Inacio Lula da Silva en el año 2002.

El Gobierno de Cuba rechaza categóricamente estas calumnias, confirma que jamás ha interferido en los asuntos internos de esta hermana nación, y responsabiliza totalmente de esta maniobra propagandística a los agresivos planes del imperialismo contra Cuba y contra Lula.

Quienes orquestan esta campaña de mentiras contra Cuba y contra el gobierno brasileño buscan afectar las relaciones bilaterales entre nuestros dos países, caracterizadas por el diálogo fraternal, el respeto mutuo y la no injerencia en los asuntos internos de nuestras naciones.

Resulta evidente que los que hoy mienten descaradamente, pretenden obstaculizar los planes cada vez más amplios de cooperación entre nuestros dos países y, especialmente, persiguen afectar la implementación de la Operación Milagro en Brasil, la cual permitirá que decenas de miles de brasileños de escasos recursos sean operados y recuperen la visión.

Lo que Cuba ha ofrecido al Gobierno de Brasil de manera totalmente gratuita, y lo que realmente les molesta a los enemigos de ambos países, es que hemos propuesto de forma solidaria y desinteresada la posibilidad de operar diariamente de la vista a no menos de 100 pacientes brasileños, cuyo tratamiento, hospedaje y transportación aérea no tendría costo alguno para el Gobierno de Brasil ni para los pacientes. La propuesta de Cuba, además de becas de especialización en oftalmología a médicos brasileños recién graduados en la Escuela Latinoamericana de Ciencias Médicas, y el aporte de especialistas cubanos si fuera necesario, incluye también la decisión de donar un centro oftalmológico equipado con la más alta tecnología que se conoce en el mundo, que permitiría a Brasil realizar hasta 100 mil operaciones gratuitas anualmente.

Para el gobierno cubano está claro que estas aviesas acusaciones, en el contexto de una próxima visita del Presidente de Estados Unidos a Brasil, intentan desviar la atención de la cada vez más compleja realidad que enfrenta el señor George W. Bush, acosado por investigaciones de corrupción a importantes líderes de su propio partido y en su círculo más estrecho de colaboradores; agobiado por la insostenible y universalmente repudiada presencia militar norteamericana en Iraq, que ha costado ya la vida a más de 2000 soldados de ese país; perseguido por índices de popularidad cada vez más deprimidos; y asediado y contrariado incluso por los sectores más conservadores dentro del Partido Republicano, inconformes con los desaciertos de su gobierno.

Con estas burdas mentiras se intenta también desviar la atención al creciente rechazo de los pueblos del continente a las agresivas, hegemónicas e injerencistas políticas de la actual Administración estadounidense y al estrepitoso fracaso del ALCA como proyecto de dominación regional.

El Gobierno de Cuba reitera su rechazo a las mentiras publicadas por la revista Veja y confirma su respeto y amistad hacia el pueblo brasileño y hacia el gobierno que encabeza el Presidente Lula.

Brasilia, 29 de noviembre del 2005
Enviada por Frederico D.E. Meyer, às 12:32 01/11/2005, de New York, EUA


Violência contra a organização sindical em Minas
Parace estar virando mania! Nos estados governados pelo PSDB e seus aliados os movimentos sociais são tratados como caso de polícia. Esta é a modernidade tucana que faz o Brasil voltar ao início do século XX. Os tucanos querem que o movimento sindical volte para as páginas policiais, mas quem deveria estar lá são eles, tucanos e outros da mesma laia.

SELVAGERIA EM BELO HORIZONTE

Por Ubirajara Freitas

Desesperada frente ao vigor da Campanha Salarial dos Metalúrgicos de Minas Gerais, a direção da Indumill resolveu montar uma tocaia para diretores do Sindicato de Belo Horizonte e Contagem na manhã de sexta-feira (28), na vã tentativa de intimidar a categoria. O dirigente sindical Valdinei Ferreira da Silva foi baleado na perna e golpeado na cabeça, enquanto outros dois diretores, José Alves Pereira e Bruno Lucas foram violentamente espancados e vários outros agredidos.

A ação covarde de seguranças e jagunços da Indumill, localizada no bairro de Olhos D´Águam em BH. teve início quando os sindicalistas chegavam para garantir a reintegração judicial de Valdinei.

?Os guardas já saíram de dentro da empresa gritando que era para matar. Eles bateram e atiraram nos manifestantes?, afirma Heraldo Silva Pereira, coordenador Jurídico e Político da Federação Mineira dos Metalúrgicos.

BRUTALIDADE

O dirigente Júlio César Martins, do Sindicato dos Metalúrgicos de Santa Luzia, também foi espancado. Uma Kombi do Sindicato de BH foi totalmente destruída pelos agressores. Após terem chutado e derrubado Bruno, os seguranças da empresa o levantaram pelo pescoço e usaram sua cabeça para quebrar os vidros da kombi. José Alves também foi golpeado na cabeça, levando vários pontos.

Conforme denúncia encaminhada à Justiça, tão logo os sindicalistas chegaram ao local, foram recebidos a bala. ?Valdinei foi baleado na perna e levou doze pontos na cabeça. Outros dois diretores, José e Bruno, foram selvagemente espancados a coronhadas, golpes de cassetete e pontapés por um grupo de seguranças e bandidos contratados pela empresa. Os três companheiros foram internados no hospital João XXIII e estão em estado de observação. Valdinei está na sala de cirurgia?, relata o comunicado do Sindicato, lembrando que outros companheiros que tentaram defendê-los também foram agredidos.Os jagunços ainda fizeram ameaças contra o dirigente José Almir, que não se encontrava no local, dizendo que este seria o próximo.

PARANÓIA

De acordo com inúmeros relatos, o incidente poderia ter apresentado conseqüências ainda maiores e chegado inclusive a uma chacina, já que o grupo fortemente armado, sem qualquer aviso, disparou indiscriminadamente em direção aos sindicalistas.

Conforme denúncias, os dirigentes vêm sendo alvo constante de ameaças: ?permanentemente são seguidos por pistoleiros contratados pelas empresas com o objetivo de controlar os seus passos, principalmente em época de campanha salarial?. Os sindicalistas também acusam a multinacional Fiat de usar Policiais Militares para o serviço de segurança privada, o que é vetado pela legislação. Na semana passada, durante uma manifestação na Revil, um PM sacou a arma para um sindicalista.

TENSÃO

Em documento à imprensa, a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de BH e Contagem esclarece que ?tudo isso acontece dentro de um cenário de muita tensão na categoria, pois a campanha salarial dos metalúrgicos está em sua etapa mais decisiva e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) até o momento não apresentou nenhuma proposta digna para os trabalhadores. Inclusive, na tarde de quinta-feira (27), deu-se o impasse na reunião de conciliação realizada entre a Fiemg e a comissão que representa os trabalhadores na mesa de negociação?.

Os metalúrgicos lembram ainda que este lamentável episódio acontece dias depois que o sindicalista Jair Antonio da Costa, dirigente do Sindicato dos Sapateiros de Igrejinha no Rio Grande do Sul foi assassinado durante manifestação contra o desemprego. ?Infelizmente os sindicalistas não contam com nenhuma segurança na prática de suas atividades. Permanentemente, enfrentam a repressão de todo tipo nas portarias das fábricas e correm risco de morte?.

SOLIDARIEDADE

Dirigentes da CUT, a vereadora Letícia da Penha; a deputada estadual Jô Moraes; o delegado regional do Trabalho Carlos Calazans, entre outras lideranças, estiveram na porta da Indumill e manifestaram total apoio à luta dos sindicalistas.

A Polícia Federal foi acionada e averigua de quem é o carro que deu fuga aos seguranças da Indumill.

?Isso é uma agressão contra a liberdade sindical. Vamos exigir que o caso seja apurado e que os responsáveis sejam punidos de forma exemplar. Será cobrada uma ação do Governo Estadual, Ministério do Trabalho e da Justiça?, enfatizou Carlos Alberto Grana, presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT).

?Solidários aos companheiros, estamos acompanhando de perto o caso para garantir que os criminosos sejam exemplarmente punidos. A violência praticada por elementos a soldo do capital não é algo isolado, tem relação com a declaração do fascista Bornhausen, representante da direita que vem orientando seus seguidores a acabar com ?essa raça?. È o ódio de classe que está por trás de toda essa violência. Eles não aceitam um operário metalúrgico à frente da Presidência da República?, denunciou a secretária de Política Sindical da CUT, Rosane da Silva.

MAIS INFORMAÇÕES

Marcos Marçal (31) 8749.9636, Bira (31) 9158.9465, Geraldo Valgas (31) 8881.0503, Adilson Pereira (31) 8751.0506 e Heraldo Silva (31) 8751.0472 ou no Sindicato dos Metalúrgicos de BH e Contagem (31) 3369.0510
Enviada por Ubirajara Freitas, às 12:17 01/11/2005, de Belo Horizonte, MG


Por que a Veja mente, mente, desesperadamente?
Por Emir Sader

Veja é a pior revista do Brasil. Não é um título fácil de obter, porque ela tem duros competidores. Mas ela se esmera na arte da vulgaridade, da mentira, do sensacionalismo, no clima de "guerra fria" com que defende as cores do bushismo no Brasil.

Esse artigo foi escrito para a edição de novembro da revista Caros Amigos Veja é a pior revista do Brasil. Não é um título fácil de obter, porque ela tem duros competidores -Isto É, Época, Caras, Isto é Dinheiro, Quem?, etc., etc.

Mas Veja se esmera na arte da vulgaridade, da mentira, do sensacionalismo, no clima de "guerra fria", em que a revista defende as cores do bushismo no Brasil. A revista, propriedade privada da família Civita, merece o galardão. Todo país tem esse tipo de publicação extremista, que defende hoje prioritariamente os ideais dos novos conservadores estadunidenses. Herdam os ideais da guerra fria, se especializam em atacar a esquerda, reproduzem as mesmas matérias internacionais e as bobagens supostamente científicas sobre medicamentos, tratamentos de pele, de problemas psicológicos, de educação, para tentar passar por uma revista que atende a necessidades da família.

Seus colunistas são o melhor exemplo da vulgaridade e da falsa cultura na imprensa brasileira. Uma lista de propagandistas do bushismo, escolhidos seletivamente, reunindo a escritores fracassados, a ex-jornalistas aposentados, a autores de auto-ajuda, a profissionais mercantis da educação, misturando-se e mesclando esses temas em cada uma das colunas e nos editoriais do dono da revista. Uma equipe editorial de nomes desconhecidos cumpre a função de "cães de guarda" dos interesses dos ricos e poderosos - que, em troca, anunciam amplamente na revista - de plantão.

O MST, o PT, a CUT, os intelectuais críticos - são seus alvos prioritários no Brasil. Para isso tem que desqualificar o socialismo, Cuba, a Venezuela, assim como tudo o que desminta o Consenso de Washington, do qual é o Diário Oficial no Brasil.

Só podem fazer isso, mentindo. Mentindo sobre o trabalho do MST com os trabalhadores do campo, nas centenas de assentamentos que acolhem a centenas de milhares de pessoas, famílias que viveram secularmente marginalizadas no Brasil. Têm que esconder o funcionamento do sistema escolar nacional que o MST organizou, responsável, entre outras tantas façanhas, de ter feito mais pela alfabetização no Brasil do que todos os programas governamentais. A Veja não sabe o que é agricultura familiar, com sua mentalidade empresarial se soma ao agronegócio, aos transgênicos e à agricultura de exportação. Ao desconhecer tanta coisa, a Veja tem que mentir para esconder tudo isso dos leitores, passando uma imagem bushiana do MST.

Mentem sobre Cuba, porque escondem que nesse país se produziu a melhor saúde pública do mundo, que ali não há analfabetos - funcionais ou não -, que por lá todos tem acesso - além de saúde, educação, casa própria, a cultura, esporte, lazer. Que o IDH de Cuba é bastante superior ao brasileiro. A Veja tem que mentir sobre a Venezuela, país em que se promove a prioridade do social, com ¼ dos recursos obtidos com o petróleo irrigando os programas sociais. Que o governo de Hugo Chavez triunfou sobre a mídia privada golpista - as Vejas de lá -, pelo apoio popular que granjeou, quando a Veja, defasada - como sempre - já noticiava na sua capa a queda de Chavez. Depois o governo venezuelano derrotou a oposição em referendo previsto na Constituição daquele país, em que os eleitores, no meio do mandato, se pronunciam sobre a continuidade ou não do governo, em um sistema mais democrático que em qualquer outro lugar do mundo.

A Veja mente sobre os efeitos da globalização neoliberal, que concentrou renda como nunca na história da humanidade, que canaliza recursos do setor produtivo para o especulativo, que cassa os direitos básicos da grande maioria da população, que não retomou o crescimento econômico, como havia prometido.

A Veja mente quando anunciou a morte do PT, no mesmo momento em que mais de 300 mil membros do partido, demonstrando vigor inigualável em qualquer outro partido, foram às urnas escolher, por eleição direta, seus novos dirigentes, apesar da ruidosa e sistemática campanha da mídia bushista brasileira.

A Veja mente para tentar demonstrar que a política externa brasileira é um fracasso, quando ninguém, dentre os comentaristas internacionais, daqui ou de fato, acha isso. Ao contrário, a formação do Grupo dos 20 na última reunião da OMC, o bloqueio ao inicio de funcionamento da ALCA - lamentado pela revista bushista.

A Veja mente, mente, mente, desesperadamente, porque suas verdades são mentiras, porque representa o conservadorismo, a discriminação, a mentalidade mercantil, a repressão, a violência, a falsa cultura, a vulgaridade - enfim, o que de pior o capitalismo brasileiro já produziu. Choca-se com o humanismo, a democracia, a socialização, os interesses públicos. Por isso, para "fabricar consensos" - conforme a expressão de Chomsky, a Veja mente, mente, mente, desesperadamente.
Enviada por Valter Sanches, às 11:45 01/11/2005, de São Paulo, SP


>>
Próximos eventos

Clique aqui para ver mais notícias.