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18/12/2017
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Notícias(Outubro/2010)

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Dilma eleita com 56% dos votos
Dilma Roussef foi eleita Presidente da República Federativa do Brasil com 56% dos votos, derrotando o candidato de direita, José Serra que ficou com 43,5% dos votos.

Dilma teve quase 56 milh!ões de votos, cerca de 4 milhões de votos a mais que Lula obteve em sua primeira eleiçào em 2002.

Depois de eleger um operário metalúrgico o Brasil confia seu destino a uma mulher.

Os desafios são muitos. As oportunidades maiores ainda.

Agora é pé-no-chão, seriedade e muito Trabalho para o Brasil seguir mudando.

Parabéns a todo o povo brasileiro pela sua sabedoria.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 23:36 31/10/2010, de Curitiba, PR


Por que votamos Dilma
Partido alto bolinha de papel
Enviada por Jansen M.C., às 19:05 29/10/2010, de São Paulo, SP


Por que eles votam no Serra 4
Enviada por Sérgio Bertoni, às 18:57 29/10/2010, de Curitiba, PR


Por que eles votam no Serra 3
Enviada por Fábio Godoy, às 18:55 29/10/2010, de Taubaté, SP


Por que eles votam no Serra 2
Enviada por Sérgio Bertoni, às 18:52 29/10/2010, de Curitiba, PR


Por que eles votam no Serra 1
Enviada por Sérgio Bertoni, às 18:49 29/10/2010, de Curitiba, PR


Por que o Paraná vota no Serra!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 18:47 29/10/2010, de Curitiba, PR


Copie, Baixe, Espalhe, Arrepie-se: Jingle Dilma Lá!
Enviada por CloacaNews, às 00:53 28/10/2010, de Twitter


Lideranças populares de Ilhéus se reúnem em defesa de assentados
Como este site já noticiou, policiais militares lotados em Ilhéus são acusados de invasão ao assentamento Dom Helder Câmara, no Banco do Pedro, e de terem torturado a líder comunitária, Bernadete Santos no último sábado (23).

Entidades que defendem os direitos humanos e as Liberdades se reunirão hoje (26), à tarde, na sede do PT em Ilhéus, para discutir as medidas judiciais cabíveis e mover uma ação de repúdio contra a ação de alguns policiais militares que desonram a corporação e o Estado brasileiro.

Os policiais acusados são Julio Guedes de Souza, soldado Jesus e o aspirante a oficial Adjailson.

Com informações do www.blogdogusmao.com.br
Enviada por Sérgio Bertoni, às 15:14 26/10/2010, de Ilhéus, BA


Emocionantes imagens de fretamento da campanha demotucana no RJ
Serra do Bem, do bem mentiroso, bem enganador...

Fontes: cloacanews
Enviada por TIE-Brasil, às 12:11 26/10/2010, de Ilhéus, BA


Carta Aberta a Fernando Henrique Cardoso
Meu caro Fernando

Vejo-me na obrigação de responder a carta aberta que você dirigiu ao Lula, em nome de uma velha polêmica que você e o José Serra iniciaram em 1978 contra o Rui Mauro Marini, eu, André Gunder Frank e Vânia Bambirra, rompendo com um esforço teórico comum que iniciamos no Chile na segunda metade dos nos 1960.

A discussão agora não é entre os cientistas sociais e sim a partir de uma experiência política que reflete, contudo, este debate teórico. Esta carta assinada por você como ex-presidente é uma defesa muito frágil teórica e politicamente de sua gestão. Quem a lê não pode compreender porque você saiu do governo com 23% de aprovação enquanto Lula deixa o seu governo com 96% de aprovação. Já discutimos em várias oportunidades os mitos que se criaram em torno dos chamados êxitos do seu governo. Já no seu governo vários estudiosos discutimos, já no começo do seu governo, o inevitável caminho de seu fracasso junto à maioria da população. Pois as premissas teóricas em que baseava sua ação política eram profundamente equivocadas e contraditórias com os interesses da maioria da população. (Se os leitores têm interesse de conhecer o debate sobre estas bases teóricas lhe recomendo meu livro já esgotado: Teoria da Dependência: Balanço e Perspectivas, Editora Civilização Brasileira, Rio, 2000).

Contudo nesta oportunidade me cabe concentrar-me nos mitos criados em torno do seu governo, os quais você repete exaustivamente nesta carta aberta.

O primeiro mito é de que seu governo foi um êxito econômico a partir do fortalecimento do real e que o governo Lula estaria apoiado neste êxito alcançando assim resultados positivos que não quer compartir com você... Em primeiro lugar vamos desmitificar a afirmação de que foi o plano real que acabou com a inflação. Os dados mostram que até 1993 a economia mundial vivia uma hiperinflação na qual todas as economias apresentavam inflações superiores a 10%. A partir de 1994, TODAS AS ECONOMIAS DO MUNDO APRESENTARAM UMA QUEDA DA INFLAÇÃO PARA MENOS DE 10%. Claro que em cada pais apareceram os “gênios” locais que se apresentaram como os autores desta queda. Mas isto é falso: tratava-se de um movimento planetário.

No caso brasileiro, a nossa inflação girou, durante todo seu governo, próxima dos 10% mais altos. TIVEMOS NO SEU GOVERNO UMA DAS MAIS ALTAS INFLAÇÕES DO MUNDO. E aqui chegamos no outro mito incrível. Segundo você e seus seguidores (e até setores de oposição ao seu governo que acreditam neste mito) sua política econômica assegurou a transformação do real numa moeda forte. Ora Fernando, sejamos cordatos: chamar uma moeda que começou em 1994 valendo 0,85 centavos por dólar e mantendo um valor falso até 1998, quando o próprio FMI exigia uma desvalorização de pelo menos uns 40% e o seu ministro da economia recusou-se a realizá-la “pelo menos até as eleições”, indicando assim a época em que esta desvalorização viria e quando os capitais estrangeiros deveriam sair do país antes de sua desvalorização, O fato é que quando você flexibilizou o cambio o real se desvalorizou chegando até a 4,00 reais por dólar. E não venha por a culpa da “ameaça petista” pois esta desvalorização ocorreu muito antes da “ameaça Lula”. ORA, UMA MOEDA QUE SE DESVALORIZA 4 VEZES EM 8 ANOS PODE SER CONSIDERADA UMA MOEDA FORTE? Em que manual de economia? Que economista respeitável sustenta esta tese?

Conclusões: O plano real não derrubou a inflação e sim uma deflação mundial que fez cair as inflações no mundo inteiro. A inflação brasileira continuou sendo uma das maiores do mundo durante o seu governo. O real foi uma moeda drasticamente debilitada. Isto é evidente: quando nossa inflação esteve acima da inflação mundial por vários anos, nossa moeda tinha que ser altamente desvalorizada. De maneira suicida ela foi mantida artificialmente com um alto valor que levou à crise brutal de 1999.

Segundo mito; Segundo você, o seu governo foi um exemplo de rigor fiscal. Meu Deus: um governo que elevou a dívida pública do Brasil de uns 60 bilhões de reais em 1994 para mais de 850 bilhões de dólares quando entregou o governo ao Lula, oito anos depois, é um exemplo de rigor fiscal? Gostaria de saber que economista poderia sustentar esta tese. Isto é um dos casos mais sérios de irresponsabilidade fiscal em toda a história da humanidade.

E não adianta atribuir este endividamento colossal aos chamados “esqueletos” das dívidas dos estados, como o fez seu ministro de economia burlando a boa fé daqueles que preferiam não enfrentar a triste realidade de seu governo. UM GOVERNO QUE CHEGOU A PAGAR 50% AO ANO DE JUROS POR SEUS TÍTULOS, PARA EM SEGUIDA DEPOSITAR OS INVESTIMENTOS VINDOS DO EXTERIOR EM MOEDA FORTE A JUROS NORMAIS DE 3 A 4%, NÃO PODE FUGIR DO FATO DE QUE CRIOU UMA DÍVIDA COLOSSAL SÓ PARA ATRAIR CAPITAIS DO EXTERIOR PARA COBRIR OS DÉFICITS COMERCIAIS COLOSSAIS GERADOS POR UMA MOEDA SOBREVALORIZADA QUE IMPEDIA A EXPORTAÇÃO, AGRAVADA AINDA MAIS PELOS JUROS ABSURDOS QUE PAGAVA PARA COBRIR O DÉFICIT QUE GERAVA. Este nível de irresponsabilidade cambial se transforma em irresponsabilidade fiscal que o povo brasileiro pagou sob a forma de uma queda da renda de cada brasileiro pobre. Nem falar da brutal concentração de renda que esta política agravou dráticamente neste pais da maior concentração de renda no mundo. VERGONHA FERNANDO. MUITA VERGONHA. Baixa a cabeça e entenda porque nem seus companheiros de partido querem se identifica com o seu governo...te obrigando a sair sozinho nesta tarefa insana.

Terceiro mito - Segundo você, o Brasil tinha dificuldade de pagar sua dívida externa por causa da ameaça de um caos econômico que se esperava do governo Lula. Fernando, não brinca com a compreensão das pessoas. Em 1999 o Brasil tinha chegado à drástica situação de ter perdido TODAS AS SUAS DIVISAS. Você teve que pedir ajuda ao seu amigo Clinton que colocou à sua disposição ns 20 bilhões de dólares do tesouro dos Estados Unidos e mais uns 25 BILHÕES DE DÓLARES DO FMI, Banco Mundial e BID. Tudo isto sem nenhuma garantia.

Esperava-se aumentar as exportações do pais para gerar divisas para pagar esta dívida. O fracasso do setor exportador brasileiro mesmo com a espetacular desvalorização do real não permitiu juntar nenhum recurso em dólar para pagar a dívida. Não tem nada a ver com a ameaça de Lula. A ameaça de Lula existiu exatamente em conseqüência deste fracasso colossal de sua política macro-econômica. Sua política externa submissa aos interesses norte-americanos, apesar de algumas declarações críticas, ligava nossas exportações a uma economia decadente e um mercado já copado. A recusa dos seus neoliberais de promover uma política industrial na qual o Estado apoiava e orientava nossas exportações. A loucura do endividamento interno colossal. A impossibilidade de realizar inversões públicas apesar dos enormes recursos obtidos com a venda de uns 100 bilhões de dólares de empresas brasileiras. Os juros mais altos do mundo que inviabilizava e ainda inviabiliza a competitividade de qualquer empresa. Enfim, UM FRACASSO ECONOMICO ROTUNDO que se traduzia nos mais altos índices de risco do mundo, mesmo tratando-se de avaliadoras amigas. Uma dívida sem dinheiro para pagar... Fernando, o Lula não era ameaça de caos. Você era o caos. E o povo brasileiro correu tranquilamente o risco de eleger um torneiro mecânico e um partido de agitadores, segundo a avaliação de vocês, do que continuar a aventura econômica que você e seu partido criou para este pais.

Gostaria de destacar a qualidade do seu governo em algum campo mas não posso faze-lo nem no campo cultural para o qual foi chamado o nosso querido Francisco Weffort (neste então secretário geral do PT) e não criou um só museu, uma só campanha significativa. Que vergonha foi a comemoração dos 500 anos da “descoberta do Brasil”. E no plano educacional onde você não criou uma só universidade e entou em choque com a maioria dos professores universitários sucateados em seus salários e em seu prestígio profissional. Não Fernando, não posso reconhecer nada que não pudesse ser feito por um medíocre presidente.

Lamento muito o destino do Serra. Se ele não ganhar esta eleição vai ficar sem mandato, mas esta é a política. Vocês vão ter que revisar profundamente esta tentativa de encerrar a Era Vargas com a qual se identifica tão fortemente nosso povo. E terão que pensar que o capitalismo dependente que São Paulo construiu não é o que o povo brasileiro quer. E por mais que vocês tenham alcançado o domínio da imprensa brasileira, devido suas alianças internacionais e nacionais, está claro que isto não poderia assegurar ao PSDB um governo querido pelo nosso povo. Vocês vão ficar na nossa história com um episódio de reação contra o vedadeiro progresso que Dilma nos promete aprofundar. Ela nos disse que a luta contra a desigualdade é o verdadeiro fundamento de uma política progressista. E dessa política vocês estão fora.

Apesar de tudo isto, me dá pena colocar em choque tão radical uma velha amizade. Apesar deste caminho tão equivocado, eu ainda gosto de vocês ( e tenho a melhor recordação de Ruth) mas quero vocês longe do poder no Brasil. Como a grande maioria do povo brasileiro. Poderemos bater um papo inocente em algum congresso internacional se é que vocês algum dia voltarão a freqüentar este mundo dos intelectuais afastados das lides do poder.

Com a melhor disposição possível mas com amor à verdade, me despeço

Theotonio Dos Santos

thdossantos@terra.com.br, /theotoniodossantos.blogspot.com/

Theotonio Dos Santos é Professor Emérito da Universidade Federal Fluminense, Presidente da Cátedra da UNESCO e da Universidade das Nações Unidas sobre economia global e desenvolvimentos sustentável. Professor visitante nacional sênior da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Enviada por Ubirajara de Freitas, às 09:35 26/10/2010, de Belo Horizonte, MG


O maiô de Dona Marisa, ou: quem são os verdadeiros jecas do Brasil?
Por Rodrigo Nunes (*)

Tendo recebido uma bolsa de estudos no exterior, passei quase todo o governo Lula distante do Brasil.

Antes de meu retorno, no ano passado, minha única vinda ao Brasil desde 2003 fora por um mês, em janeiro de 2005. Num dos poucos momentos que tive na frente da televisão, acabei assistindo um programa (bastante conhecido) onde se discutiam os destaques do ano anterior.

Muita coisa aconteceu em 2004, no Brasil e no exterior, mas uma das apresentadoras do programa optou por destacar “o maiôzinho da Dona Marisa”. Com tantos estilistas brasileiros de renome internacional, se perguntava, como pode a esposa do presidente usar uma coisinha tão jeca? Não foi nem a irrelevância da escolha, nem o comentário, mas o tom que mais me chamou a atenção: o desdém que não fazia o menor esforço em disfarçar-se, a condescendência de quem se sabe tão mais e melhor que o outro, que o afirma abertamente.

Veio-me imediatamente uma piada corrente durante as eleições de 1989, quando pela primeira vez Lula ameaçara chegar ao poder. Ele e Dona Marisa passam pela frente do Palácio Alvorada, e Lula diz a ela, “É aqui que vamos morar”; ao que Dona Marisa responde, “Ai, Lula, não! Essas janelas vão dar muito trabalho para limpar”.

A piada explica tudo: no Brasil, uma camada da população tem sua superioridade sobre a outra tão garantida, que não vê necessidade de dissimular essa distância, mesmo em público.

Ser ou não primeira-dama, aqui, é secundário; pode-se rir na TV da “jequice” de Dona Marisa do mesmo modo em que se faz troça do perfume que põe a empregada quando termina o trabalho, e pelo mesmo motivo – porque a patroa pode, e a subalterna, não.

Um mau momento de má televisão teve, para mim, a força de várias revelações.

Em primeiro lugar, sobre o país em que eu então vivia, a Inglaterra.

Um comentário desses, lá, receberia condenação pública. Alguém certamente acionaria o Ofcom, órgão que fiscaliza a imprensa, para exigir providências. Se fosse na BBC, rede pública de TV e rádio, talvez o autor fosse demitido. Não por atentar contra a esposa de uma autoridade, ou essa bizarra “liturgia do cargo” que a cada tanto se invoca no Brasil, mas por ser uma manifestação pública de preconceito.

O quê tem a ensinar o livre exercício desse preconceito sobre o Brasil? O quê tem a ver com a grita (“Stalinismo! Chavismo! Retrocesso!”) cada vez que se fala em fiscalização da mídia, coisa corriqueira naqueles países (Reino Unido, Suécia, Portugal, EUA...) em que nossa elite não cansa de querer espelhar-se; e que, até hoje, pouquíssimas sejam as instituições brasileiras públicas que se comparem, em qualidade de serviço, a uma BBC?

Nos anos 70, Edmar Bacha popularizou o termo “Belíndia” como descrição do país: um pouco de Bélgica e muito de Índia, o Brasil era muito rico para poucos e muito pobre para muitos.

A auto-imagem que mantém os habitantes de nossa “Bélgica” consiste em ver os dois lados da moeda sem sua conexão necessária. Para esses, o verdadeiro Brasil é o deles – branco - remediado, educado. A “Índia” sem lei do lado de fora dos muros não somente existe por si só, sem nenhuma relação causal com a riqueza do lado de dentro, como é aquilo que atrasa o país; não fosse a plebe, já seríamos Bélgica, ou seja, já não seríamos principalmente Índia.

A pobreza dos pobres não resulta da má distribuição da riqueza que se gera, pelo contrário: os pobres são culpados de sua própria pobreza. Mais do que isso, o potencial subaproveitado do país nada tem a ver com o a maioria a população ser sistematicamente excluída na educação, nos direitos, na renda; pelo contrário, “é por conta desse povinho que o país não vai para frente”.

Essa é a cara de uma elite pós-colonial: crê-se um ser estranho na geléia geral da colônia, padecendo num purgatório de nativos indolentes e enfermidades tropicais.

Comporta-se todo o tempo como se ainda tivesse a caravela estacionada ali na costa, pronta para zarpar de volta à metrópole. Mas sofre mais ainda porque, não muito no fundo, sabe que não pode voltar, e que chegando lá será apenas mais um subdesenvolvido, um imigrante, um “moreninho”, um jeca.

Parte de sua truculência vem de saber que jamais será aquilo que quer ver no espelho, e que aquilo que menos quer ser é o que realmente é; de precisar provar para si que é diferente de quem exclui e discrimina, já que nunca será igual a quem gostaria de ser.

No fim das contas, ela sabe que sua verdadeira cara não é nem a das socialites da Zona Sul, nem dos intelectuais de Higienópolis, mas a do grileiro da fronteira agrícola, do “coroné” do agreste. E que, no fim das contas, o que a mantém no topo não são os rapapés de seus salões, mas o bangue-bangue de seus jagunços.

Da modernidade do primeiro mundo a que gostariam de aceder, só o que lhes interessa são os sinais externos de consumo e distinção social, não o histórico de direitos sociais, democratização das instituições, criação de equipamentos públicos e reconhecimento de minorias e setores desfavorecidos. Seu modelo sempre foi menos a Bélgica, a Escandinávia, a Alemanha ou o Reino Unido, e mais o excesso kitsch de uma Miami, a opulência caipira de uma Dallas.

A falta de uma instituição como a BBC (ou boas escolas públicas) tem tudo a ver com essa maneira de desejar o desenvolvimento apenas o suficiente para manter as bases dos privilégios existentes.

É a mesma dinâmica que vê crescer, paralelamente, o crime organizado e a indústria dos condomínios fechados e da segurança privada: as camadas superiores da sociedade brasileira trocam direitos – inclusive o direito de desfrutar da cidade e de seus bens sem medo – por consumo.

Da porta para dentro, luxo; da porta para fora, faroeste. Cada vez que um debate sobre democratização ou fiscalização da mídia é silenciado por acusações de autoritarismo, o que temos é a jagunçada defendendo os latifúndios comunicativos que algumas poucas famílias grilaram há um bom tempo.

É de fazer rir a fingida consternação de alguns grupos e interesses com os riscos que hoje sofreriam as “instituições republicanas”, quando a história das instituições brasileiras no geral demonstra que elas sempre interessaram tão-somente na medida em que permitiam liberdade de ação para uns e limites para outros.

Aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei.

A fragilidade institucional sempre foi não apenas instrumento de reprodução da desigualdade, como ainda é o que permite a manifestação explícita do preconceito. Modernidade à Daslu: o luxo “de primeiro mundo” sustentado pela sonegação de impostos; a finesse que se assenta na barbárie de um estado de natureza.

Haverá sido a distância e a experiência de conhecer o quê foi a modernidade pela via da criação de direitos, que fez nosso preconceito social saltar-me aos olhos; mas também tenho a impressão que as coisas tenham, nestes anos, se tornado ainda mais escancaradas.

A polarização seria, sem dúvida, uma consequência do governo Lula.

Nem tanto do próprio presidente, de tendência (talvez demasiado) conciliadora, mas da dificuldade de aceitação, por parte de quem faz e consome a grande mídia de massa brasileira, do que aconteceu no país nos últimos anos.

O crescimento econômico experimentado nos últimos anos foi a perfeita demonstração da falácia que culpava os pobres por sua própria pobreza, e a do país: ele não teria sido possível se a pobreza não tivesse caído 43% (20 milhões de pessoas), se 31,9 milhões (mais de meia França) não tivessem ascendido às classes ABC, ativando um mercado interno potentíssimo que permaneceria em potencial enquanto essas pessoas estivessem excluídas do consumo mais básico.

Graças ao ciclo virtuoso que se formou foi possível, por exemplo, aumentar o orçamento da educação em 125%, expandir 42 universidades federais, criar 15 novas, construir mais escolas técnicas (240) que em todo o século anterior (140).

Mais importante que qualquer número: políticas como o Bolsa Família e o ProUni abrem a perspectiva de ciclos virtuosos de criação de direitos.

Tais ciclos, como demonstra o retrocesso brutal que a Europa atravessa, não apenas podem ser interrompidos, como não se mantém sem a mobilização social que garanta sua expansão. Mas o fato de que hoje milhões de pessoas se percebam como detentoras de direitos a exigir do Estado, ao invés de clientes a trocar seus votos por favores de um “painho” na época da eleição, não apenas é um salto qualitativo para a democracia brasileira, como cria justamente as condições para novos saltos da organização popular.

Construir direitos e instituições, no lugar do clientelismo e do casuísmo da república dos bacharéis: se essa tendência se consolida, terá sido a maior herança desses últimos oito anos. É pouco ainda, mas já é muito.

O que para alguns é difícil de engolir é que, quando o Brasil finalmente deu um passo para deixar de ser Belíndia, não foi por obra da “Bélgica”, mas da “Índia”.

Para quem se projetava no sangue azul de Odete Roitman, custa aceitar que a cara do Brasil hoje é de Raquel Acioli, a ex-marmiteira que batalhou para subir na vida da novela Vale Tudo.

Os episódios mais lamentáveis dessa eleição – os emails e mensagens apócrifos, o uso do telemarketing na propagação de boatos (criação de Karl Rove nos EUA, depois seguida por John Howard na Austrália), a mobilização de um discurso conservador e obscurantista que culminou com fazer do aborto uma questão eleitoral pela primeira vez na história do país – são, mais uma vez, os punhos de renda rasgando a fantasia e abraçando o mais desbragado faroeste.

Partido e candidato que um dia representaram uma vertente modernizante das classes média e alta de São Paulo, de quadros intelectuais e tecnocratas bem-formados, dissolveram-se na geléia geral em que quatrocentão e “painho”, uspeano e grileiro, socialite e “coroné” existem, desde sempre, em continuidade e solidariedade uns com os outros.

As promessas desesperadas de ampliação do Bolsa Família vindas de quem até pouco tempo o desdenhava como “Bolsa Vagabundo”, ou a cortina de fumaça que se constrói ao redor do debate do pré-sal, indicam que, atualmente, é impossível eleger-se no Brasil negando certos direitos recém-descobertos por vastas parcelas da população. A elite, mais do que nunca, precisa esconder seu verdadeiro programa.

Resta-lhe, então, partir para um jogo que começou nos EUA nos anos 80, e cuja eficiência na Europa cresceu muito na última década: tirar a política do debate político e substituí-la pelos cochichos igrejeiros, pelo apelo a um passado mistificado e a um moralismo espetacular – que instrumentaliza os medos causados por um tecido social cada vez mais esgarçado e propõe falsas soluções simples e regressivas, ao invés de confrontar-se verdadeiramente com a complexidade crescente dos problemas.

É um “fim da política” que cobre a política que realmente lhe está por trás.

Assim, por exemplo, o governo inglês anuncia, na mesma semana, o perdão de uma dívida de 6 bilhões de libras da empresa Vodafone e um programa de cortes de serviços sociais maior que qualquer coisa jamais proposta por Margaret Thatcher. Ou, depois do mercado financeiro ter usado a crise grega para dobrar a União Européia com a ameaça de um ataque ao euro, volta-se a culpar os imigrantes pela sobrecarga de serviços sociais de orçamentos cada vez mais reduzidos – culminando com o recente apelo de Angela Merkel por “uma Europa de valores cristãos”.

Talvez seja apenas no momento em que a Europa regride que a elite brasileira poderá, enfim, realizar seu sonho: juntar-se a seus “iguais” de ultramar na vanguarda de um retrocesso que mobiliza o medo e o reacionarismo mais rasteiro contra direitos e instituições historicamente conquistados.

Afinal, a “lavagem de votos” da extrema-direita, pela qual o centro dá uma cara “respeitável” ao conservadorismo “selvagem”, tornou-se o maior negócio político de nossos tempos. (Quem sabe mesmo, agora, a extrema-direita comece a prescindir de intermediários: ver o PVV de Geert Wilders na Holanda.)

Rasgada a fantasia, fica tudo claro. Quem quer Estado apenas na medida em que este garante privilégios; quem tira os sapatos no aeroporto de Miami e entra na justiça para que o porteiro o chame de “doutor”; quem troca direitos por capacidade de consumo; quem sonega impostos e abomina as gambiarras e “gatos” das favelas; quem se queixa da falta de autoridade e do “jeitinho”, mas suborna o policial e espera que as legislações ambientais ou trabalhistas não se apliquem aos seus negócios; quem ainda se comporta como se estivesse com a caravela ancorada, sem nenhum interesse no país a não ser o lucro rápido para partir de novo, e então se queixa de um pais que não “vai para frente” – esses são os verdadeiros jecas do Brasil.

A boa noticia é que, pelo menos por hora, eles estão perdendo.

Rodrigo Nunes é doutor em filosofia pelo Goldsmiths College, Universidade de Londres, pesquisador associado do PPG em Filosofia da PUCRS (com bolsa PNPD – CAPES), e editor da revista Turbulence (www.turbulence.org.uk ).

http://redecastorphoto.blogspot.com/2010/10/o-maio-de-dona-marisa-ou-quem-sao-os.html
Enviada por Castor Filho, às 09:22 26/10/2010, de Internet


Nicolelis: 'Crime contra a liberdade de expressão'
Um dos cientistas mais importantes do mundo diz que não lê mais Estadão nem a Folha e os chama de “democratas de meia tigela”

Por Cida de Oliveira

São Paulo – “Um absurdo. Um crime contra a liberdade de expressão. É inconstitucional.” Esta é a opinião de Miguel Nicolelis sobre a censura à Revista do Brasil. Um dos cientistas mais importantes do mundo na atualidade, o neurocientista brasileiro, professor e diretor de um centro de pesquisas na universidade americana de Duke, na Carolina do Norte, se diz indignado com a liberdade de expressão que não vale para todos e não poupa críticas à conduta ética dos “grandes” jornais na abordagem jornalística.

“Como podem esses democratas de meia tigela, que reclamam estar sob censura, demitir uma articulista (a psicanalista Maria Rita Khel) por expressar a própria opinião num artigo assinado?”, questiona, emendando: “Embora eu tenha sido alfabetizado lendo a Folha (de S.Paulo), não a leio mais e praticamente não falo com gente de lá”, afirma.

Nicolelis declarou publicamente seu apoio à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República e esteve no lançamento de seu programa para a ciência. Segundo ele, a continuidade da política do presidente Lula para o setor é de extrema importância para o desenvolvimento do país.

“A ciência no Brasil deu importantes passos no governo Lula. O mais importante deles é passar a fazer parte do plano da política nacional, o que envolve ações como a criação de institutos nacionais de ciência e tecnologia”, destaca. Pela primeira vez, segundo o neurocientista, estão sendo criados centros científicos cuja filosofia está baseada no conceito de ciência como agente de inclusão e transformação social.
Enviada por TIE-Brasil, às 23:18 25/10/2010, de Ilhéus, BA


Sindicalista é assassinato em empresa de ônibus
Diretor do Sindicato dos Motoristas – SP foi vítima de atentado em porta de garagem de ônibus

O diretor de base do Sindmotoristas-SP, Sérgio Augusto Ramos, 48 anos foi alvejado por disparos de arma de fogo no portão da garagem da Viação VIP – M’ Boi Mirim localizada na estrada de mesmo nome, 10.100 por volta das 5h40 desta segunda-feira (25/10), e apesar de ser socorrido no Posto de Saúde do Jardim Jacira e removido para o Hospital Geral de Itapecerica da Serra, veio a falecer 7h10.

De acordo com a testemunha Willian da Silva Oliveira, que acompanhava a vítima na hora do ocorrido, os disparos foram deferidos por um garupa de uma moto que já desceu atirando em Sérgio que tentou se refugiar no interior da empresa, mas infelizmente foi atingido por seis disparos.

A diretoria da entidade, e o presidente Jorginho lamenta esta fatalidade e se coloca a disposição das autoridades para ajudar na elucidação de mais este assassinado, que segundo o próprio Willian e a esposa de Sérgio, Maria Cândida de Oliveira, ele vinha sofrendo nos últimos meses algumas ameaças que foram registradas nos Boletins de Ocorrências no 47 DP – Capão Redondo, n. 2504 e 2712/2010, além de ter gravado um vídeo no qual dizia temer por sua vida e de seus familiares.

O ministério Público do Estado de São Paulo (GAECO) investiga as denúncias, mais até o momento não ouviu o presidente do sindicato, Isao Hosogi (Jorginho) apontado por Maria Cândida como suposto mandante dos autores das ameaças feitas por telefone. Para acompanhar o caso foi contratado o Escritório de Advocacia do Dr. Alexandre Crepaldi, que em 2003 fez a defesa dos diretores que foram presos, injustamente por falsas denúncias referentes à corrupção.

O corpo do ex-diretor de base do Sindmotoristas-SP, Sérgio Augusto Ramos, 48 anos será velado hoje (25/10) no Cemitério Memorial Parque das Cerejeiras, localizado na Estrada do M'Boi Mirim (altura do no 9.003), a partir das 23h50, e o sepultamento ocorrerá às 10h00 (26/10)

Fonte: http://www.sindmotoristas.org.br/
Enviada por TIE-Brasil, às 22:54 25/10/2010, de Ilhéus, BA


Mudança de comando na Globo
Por Laerte Braga

Os estragos causados pelo episódio da bolinha de papel atirada contra o candidato José FHC Serra são de grande monta na REDE GLOBO. A reação indignada de alguns jornalistas, em São Paulo principalmente, a preocupação com o bombardeio e desafios de outras redes em torno do noticiário do JORNAL NACIONAL sobre o episódio, tudo isso e muitos fatos outros, estão levando a direção geral do grupo a avaliar se promovem Ali Kamel para cima e afastam o todo poderoso do departamento de jornalismo, ou se simplesmente entram num acordo e Kamel vai cantar noutra freguesia.

A bolinha de papel não se desmanchou na água e acabou sendo a gota que faz transbordar.

A decisão será tomada após as eleições. Carlos Augusto Montenegro, diretor presidente do IBOPE, aumentou as preocupações do comando do grupo ao levar a informação que a bolinha de papel terá custado alguns pontos preciosos a José FHC Serra nas intenções de votos e Dilma teria hoje algo em torno de 16% de vantagem sobre o tucano.

O temor da GLOBO não está no fato do JORNAL NACIONAL ter apresentado um parecer forjado em torno do incidente envolvendo José FHC Serra. A mentira é intrínseca ao grupo. Mas no risco de crescimento das redes concorrentes. A RECORD, a mais próxima nos números de audiência e no que isso pode representar a curto, médio ou longo prazo para o “esquema”.

O império de Roberto Marinho, pela primeira vez, parece estar sentindo o golpe, se vendo nas cordas e apostando fichas numa improvável eleição de José FHC Serra, mesmo assim, a um preço alto demais.

Para alguns setores do comando do grupo a empresa não é como VEJA. Tem preocupações com o parecer ser e não pode entrar numa zona de turbulência sem perspectiva de uma saída tranqüila. Ou pelo menos tenta fazer crer que é diferenciada. Banditismo de estilo mais nobre. Sangue azul.

A sorte de Ali Kamel está ligada à eleição de José FHC Serra e a própria GLOBO sabe que, a essa altura do campeonato, essa chance é mínima. Nem coelho da cartola, nem uma legião de coelhos.

E há quem entenda que o diretor de jornalismo comprometeu a credibilidade da rede e é preciso recuperá-la o mais rápido possível. O nível a que a grande mídia, GLOBO à frente, levou a campanha, o mais baixo da história das campanhas presidenciais no Brasil, pode afetar para além do JORNAL NACIONAL, do departamento de jornalismo, todo grupo.

Um episódio mais ou menos semelhante aconteceu em 1982 quando Armando Nogueira deixou o departamento de jornalismo da rede por conta do escândalo da PROCONSULT. Àquela época o fato revestiu-se de tal gravidade que algo inimaginável aconteceu. Brizola foi aos estúdios da GLOBO numa tentativa da empresa de atenuar os prejuízos causados com outra tentativa, a de fraude na totalização dos votos para o governo do estado do Rio.

Foi o primeiro momento na história de impunidade da GLOBO que a turma se viu acuada.

Kamel não age sozinho e nem monta todo esse sórdido esquema de mentira à revelia dos donos do império. Faz o que faz com aprovação dos senhores do “negócio”. A diferença é que os senhores do “negócio” se preservam nos castelos do baronato Marinho e têm, sempre, um bode expiatório à mão.

Sem falar nos interesses que acoplam a GLOBO a um todo que ultrapassa o setor de comunicações. Os braços são longos a toda a atividade econômica no País em se tratando de interesses escusos.

Ou seja, há necessidade de prestar conta aos que pagam e ditam os caminhos do grupo.

Nesta campanha eleitoral os interesses bilionários em jogo e a aposta de todas as fichas na campanha de José FHC Serra parecem ter deixado cegos os moradores do castelo e do PROJAC, uma espécie de centro de mentiras, boatos y otras cositas más.

A turbulência chegou ao auge no laudo falso do perito Ricardo Molina, prontamente desmentido pelas redes concorrentes e por um fenômeno que a GLOBO ainda não absorveu inteiramente. A blogsfera. Ou seja, o conjunto de blogs independentes de grandes e anônimos jornalistas ou não, a derrubar em cima de cada mentira, a versão global.

Hoje o número de internautas no País é significativo, a repercussão dos comentários em blogs, sites, portais, redes de comunicação acaba por criar uma força quase tão poderosa quanto a GLOBO.

Quase tão poderosa? É a avaliação de alguns especialistas pelo simples fato que, nesta eleição a candidata do PT vence por larga margem entre os eleitores de renda mais baixa (políticas sociais de Lula) e o prejuízo à GLOBO acontece nas chamadas classes médias, divididas entre os dois candidatos e ponderável parcela escapando do fascínio do plim plim.

O poder aquisitivo dos brasileiros aumentou nesses últimos oito anos, há um orgulho nacional com o papel do Brasil no mundo e o que esse novo perfil provoca no mundo da comunicação não foi ainda tratado corretamente pela GLOBO, a mídia privada como um todo, não foi absorvido o que quer dizer que nessa nova realidade ainda tateiam apesar de todos os esforços para diminuir o impacto da transformação.

Foi visível na campanha de Obama, é visível na campanha de Dilma.

Tornou-se mais difícil mentir, enganar, características do grupo e da mídia privada.

O que não quer dizer que até domingo, 31 de outubro, dia da votação, todo o grupo não vá se empenhar na campanha de José FHC Serra e na onda de mentiras e boatos que possam prejudicar Dilma Rousseff.

Nem tem como. Equivaleria a um pouso de barriga e os riscos de um incêndio são altos demais numa eventual mudança de posição (fora de propósito), ou correção de rota para uma área neutra.

A gênese da GLOBO é a mentira e o DNA preserva suas principais características até o último suspiro.

O que assusta os donos do “negócio” para além da derrota eleitoral? Um monte de fatores.

Surge uma discussão no Brasil impensável há meses atrás, falo de proporções. Até que ponto é possível a uma empresa/famílias manter o monopólio das comunicações e associada a empresas outras (menores), mas fechando o cerco em torno de quem ainda lê jornal impresso, revistas e que tais?

O que é de fato liberdade de expressão? A mentira? O engajamento em interesses de grupos econômicos nacionais e estrangeiros (associados)?

A tentativa de manipulação de fatos, dados, a sociedade do espetáculo, alienada e conduzida como gado a um matadouro que representa inércia, passividade, medo?

Como vai ficar a televisão e como vai ficar o rádio num futuro próximo diante da internet?

Kamel vai ser a bola da vez como outros.

É prática comum nas máfias. Num determinado momento de um determinado “negócio” que deu errado, a saída é aposentar alguém, garantir-lhe um futuro “risonho” e tentar a volta por cima.

Todo esse processo respinga em Wiliam Bonner (“nada que possa prejudicar nossos amigos americanos”). Sobrevive.

A decisão, consumada a derrota de José FHC Serra, é recuar, mas não tão devagar, nem tão depressa. Não pode parecer fuga, muito menos provocação.

Que seja só um reajuste de comando para tempos novos. Tempos de dividir a exclusividade das transmissões de jogos de futebol e no bye bye Olimpíadas.

E agora, recuperar a credibilidade mínima, abalada pela insensata e irresponsável, de qualquer ângulo que se veja, adesão ao jornalismo marrom que permeia essa campanha eleitoral. Registre-se que jornalismo marrom é característica da GLOBO, surgida nos primórdios do golpe de 1964, na preparação da ditadura militar.

Não sei se chega a ser um nocaute, mas a GLOBO está nas cordas e um tanto tonta.

Quem sabe as mesmas náuseas que “abalaram” José FHC Serra após a bolinha de papel?

Vão fazer uma tomografia e buscar os tratamentos e medicamentos adequados para sobreviver.

http://redecastorphoto.blogspot.com/2010/10/mudanca-de-comando-na-globo.html
Enviada por TIE-Brasil, às 18:41 25/10/2010, de Ilhéus, BA


Uma bolinha não dói!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:28 24/10/2010, de Ilhéus, BA


PM baiana ataca assentamento em Ilhéus
Lideranças do assentamento de pequenos produtores de Cacau "Dom Helder Camara", denunciam que o assentamento foi invadido na noite de sábado (23/10) pela polícia militar de Ilhéus.

A sede do assentamento foi ocupada por policiais armados, que barbarizaram homens, mulheres e crianças. Os assentados encontram-se em estado de choque e desespero.

Pegaram a líder espiritual do acampamento, a algemaram e a arrastaram por uns 500 metros até um formigueiro onde ela foi atacada pelas formigas. Tortura primitiva. Os policiais justificaram sua ação com argumentos religiosos, ou seja, a necessidade de tirar o demônio incorporado na companheira e que teriam ido ao acampamento para libertá-los de Oxossi, que ali estaria. Os membros do assentamento são todos negros e pobres, seguidores do Candomblé.

Essa é a tolerância do fundamentalismo religioso da elite branca incorporado ideologicamente por policiais negros. Eles não aceitam outras religiões, principalmente as dos pobres, negros, índios. Lembre-se da canção "Haiti" de Caetano e Gil...

Fato é que o ataque ao assentamento começou com a prisão de dois jovens na cidade de Ilhéus. Os policiais teriam prometido aos jovens que se eles dissesem que no asssentamento havia drogas, seriam libertados.

É a criminalização dos movimentos sociais em sua forma mais banal e brutal.

No meio de toda a confusão, o comandante da operação gritava para o líder do assentamento: "Chame Lula agora!".

Levaram a líder comunitária e espiritual para a delegacia onde ela foi encarcerada em um cela com homens, correndo o risco de ser violentada. Por sorte, os presos parecem ter mais dignidade que certos policiais e nada fizeram com a companheira. No distrito diziam para a agredida: "Chame Wagner!", em clara evidência de desrespeito às autoridades civis legal e democraticamente estabelecidas.

Neste momento os companheiros do Sindicacau (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Moageiras de Cacau) estão acompanhando os assentados agredidos levando-os para fazer exame de corpo delito, registrar boletim de ocorrência na polícia civil e fazer denúncia junto ao Ministério Público.

O episódio de Ilhéus reúne em um só ataque todos os elementos da campanha dos nazi-fascistas: religião, drogas, violência, preconceito, luta de classes e intolerância. Não é por acaso que a única atacada fisicamente seja uma MULHER, NEGRA e Líder religiosa do Candomblé.

Voltamos ao tempo da escravidão!!!

Por favor, divulguem a notícia, através de todos os meios que vocês tenham a sua disposição, a história dos assentados em Ilhéus. Espalhem isso para todo mundo. É uma prova real da apelação da direitona fascista e de que há muita coisa em jogo nestas eleições presidenciais.

Imaginem quantos outros assentamentos estão sendo invadidos neste momento e que não tem como divulgar os ataques que estão soffrendo.

As lutas na Av.Paulista ou em Copacabana são extremamente importantes, mas não podemos nos esquecer de nossos irmãos que lutam pelos rincões do país e não contam com nenhum tipo de cobertura jornalística ou noticiosa.

Divulgar o ocorrido é defender a Liberdade de Expressão e todas demais LIBERDADES que estão sofrendo ataques dos reacionários e ditadores.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:59 24/10/2010, de Ilhéus, BA


Abramovay desmente revista VEJA
Da Rede Brasil Atual:

O secretário nacional de Justiça, órgão ligado ao Ministério da Justiça, Pedro Abramovay, desmentiu as informações publicadas em Veja.

“Nego peremptoriamente ter recebido, de qualquer autoridade da República, em qualquer circunstância, pedido para confeccionar, elaborar ou auxiliar na confecção de supostos dossiês partidários. Não participei de supostos grupos de inteligência em nenhuma campanha eleitoral. Nunca, em minha vida, tive que me esconder”, diz a nota.

Ele também diz que a revista se recusou a oferecer o conteúdo da suposta conversa. “Dediquei os últimos oito de meus 30 anos a contribuir para a construção de um Brasil mais livre, justo e solidário, e tenho muito orgulho de tudo o que faço e de tudo o que fiz. Trabalhei no Ministério da Justiça como assessor especial, secretário de Assuntos Legislativos e secretário nacional de Justiça, conseguindo de meus pares respeito decorrente de meu trabalho.”

Leia mais em http://migre.me/1Jd9r
Enviada por Sérgio Bertoni, às 19:14 23/10/2010, de Ilhéus, BA


Atingido por chuva de papel picado serra é hospitalizado
Por Laerte Braga

O ex-governador São Paulo José FHC Serra foi hospitalizado hoje e vai ser submetido a uma tomografia detalhada depois de ter sido atingido por uma chuva de papel picado.

O jornal FOLHA DE SÃO PAULO afirmou que a Polícia paulista encontrou 500 folhas de papel A4 e um comitê da candidata Dilma Roussef. O candidato tucano José FHC Serra está exigindo que qualquer cidadão que seja pego portando papel seja indiciado por porte ilegal de armas.

O primeiro boletim médico liberado pelo ex-secretário de Saúde de César Maia indica que José FHC Serra não tem nada na cabeça. Já o rolo de fita crepe nega qualquer envolvimento na fraude da REDE GLOBO e diz não conhecer a bolinha de papel.

O militante que atirou a bolinha de papel no candidato foi condenado a uma semana sem recreio e a CHAMEX está sendo intimada pela Polícia Federal sob a acusação de dar suporte para ataques terroristas.

O PT, por sua vez, de olho no apoio de Marina da Silva, disse em nota oficial que doravante só serão usadas bolas de papel reciclado.

Segundo a nota, as bolas de papel estão sendo vendidas a cinqüenta centavos. O preço de uma tomografia é de setecentos reais e ver a verdade vencendo mentira não tem preço.

O candidato José FHC Serra foi o primeiro ser humano a ser avisado por telefone que está “sentindo-se mal”, a revelação é de VEJA, porta-voz da verdade absoluta. A FOLHA DE SÃO PAULO garante (tem até infográfico) que o papel que deu origem à bola de papel foi comprado com cartão de crédito da ex-chefe do Gabinete Civil Erenice das Quantas.

A FOLHA garante ainda que o candidato José FHC Serra vai processar o papel higiênico. É que foi ao banheiro e em seguida percebeu crime de “violento atentado ao pudor”.

Informações conseguidas junto às autoridades policiais dão conta que na bolinha de papel que atingiu o candidato José FHC Serra estava escrito “não se abandona um líder ferido na estrada”. A assinatura era de Paulo Preto, engenheiro e assessor de José FHC Serra no governo de São Paulo.

O caso ganhou proporções internacionais e o governo dos EUA convocou o Conselho de Segurança das Nações Unidas para aprovar sanções contra o Irã. O país está desenvolvendo projetos de enriquecimento de celulose.

Na área do Judiciário o TSE – TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL – braço da campanha de José FHC, Serra absolveu o rolo de fita adesiva e aceitou a denúncia contra a bola de papel. Essa, por sua vez, nega qualquer vínculo partidário.

Em estado de perplexidade e ao mesmo tempo irado, o candidato José FHC Serra prometeu um tomógrafo para cada escola pública do País. O temor é que as crianças ao perceberem que bolinhas de papel garantem 24 horas de repouso, deixem as escolas vazias.

Por outro lado, as investigações se concentram num veio importante. José FHC Serra teria sido atingido por um pacote de papel A4 contendo o dossiê Aécio Neves.

A ANAC – AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL – determinou que em todos os aeroportos do Brasil sejam presas as pessoas que tentam embarcar com papel ou bolinhas de papel. José FHC Serra vai acusar o governo de Lula de estar desenvolvendo projetos secretos de enriquecimento de celulose. A dúvida é que de que organização terrorista partiu a bola que atingiu José FHC Serra. Segundo as autoridades as investigações preliminares permitiram descobrir que como foi bola a AL QAEDA não tem nada a ver com o atentado. Se fosse aviãozinho de papel estaria comprovada a participação da organização de Osama bin Laden.

Por outro lado ficou certo que José FHC Serra é lerdo e leso. Bush escapou da sapatada e Serra não conseguiu evitar a bolinha de papel.

O exame de balística do projétil determinou que bolinha/bala saiu de um chumaço de MAXPRINT, calibre A4, o que levou a ONU a interditar as fábricas da CHAMEX e da TILIBRA.

Segundo um porta-voz do Pentágono ainda bem que o ataque às torres gêmeas foi com aviões de verdade e não de papel, do contrário o estrago teria sido maior e sabe-se lá o que teria acontecido com o povo norte-americano.

O bispo de Guarulhos D. Luís Gonzaga Bergonzini mostrou-se horrorizado com o ataque e recomendou a padre José Augusto a dizer aos fiéis que o mundo está perdido. “Hoje bolinha de papel, amanhã confete e serpentina, onde vamos parar?”

Cientistas de todo o mundo afirmaram em nota oficial que as academias de ciências e universidades de todo o planeta perceberam agora o que causou a extinção dos dinossauros. Uma super bola de papel que veio do espaço.

Um militante do PT, vizinho do primo da cunhada da filha da Dilma foi preso nas últimas horas e apontado como principal suspeito do atentado contra José FHC Serra.

Obama já disse que não vai tolerar programas de enriquecimento de celulose em qualquer país, exceto os EUA. Ermírio de Moraes entrou em desespero com a medida do presidente dos EUA, teme o risco de ir a falência.

A REDE GLOBO de televisão destacou vários de seus jornalistas para apurar a fabricação clandestina de bolas de papel. Quer que a Polícia suba os morros e detenha quem esteja portando papel. O jogo do bicho, tradicional instituição brasileira está sob ameaça de extinção.

Onde anotar os palpites?

O governador eleito do Paraná, Beto Richa, em estrita observância à liberdade de expressão, proibiu a divulgação de pesquisas de intenção de votos que mostrem José FHC Serra em queda, atribuindo os números ao papelório dos principais institutos de pesquisas no Brasil.

Segundo o governador eleito, tucano, é para preservar a moral e os bons costumes.

Um novo boletim médico sobre o estado de saúde de José FHC Serra, atingido por uma chuva de papel picado, deve ser emitido antes das 22 horas.

Observação – esse artigo foi escrito em cima de dados passados por uma guerreira histórica da luta popular no Brasil.

http://redecastorphoto.blogspot.com/2010/10/atingido-por-chuva-de-papel-picado.html
Enviada por Castor Filho, às 18:47 23/10/2010, de Internet


Sindicato precisa ter Comunicação qualificada, defende Giannotti em Santa Maria
Coordenador do Núcleo Piratininga finalizou curso de "Comunicação Sindical"

Por Fritz R. Nunes

Na manhã desta quinta, 21, o escritor e coordenador do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), do Rio de Janeiro, Vito Gianotti, falou sobre a “nossa mídia”, ou seja, a mídia sindical. Ele finalizou o curso de “Comunicação Sindical”, ministrado nas manhãs de quarta e quinta, no auditório da SEDUFSM - Seção dos Docentes da Universidade Federal de Santa Maria, do qual participaram estudantes de Comunicação, assessores de imprensa de sindicatos e dirigentes sindicais.

Gianotti bateu na tecla de que se um sindicato quer disputar a hegemonia, ou seja, a versão dos fatos com a mídia comercial, precisa investir e qualificar o setor. A comunicação é como um mosaico formado por várias peças, que vai muito além do jornal impresso, ressaltou o coordenador do NPC.

Vito Giannotti insiste que a comunicação com o trabalhador precisa ser feita diariamente. Se o jornal sai apenas de mês em mês, o sindicato precisa buscar outras formas de chegar com mais rapidez ao filiado, como por exemplo, editando um boletim impresso, um boletim eletrônico ou mesmo um panfleto.

Por que esse contato tem que ser constante?

Porque a disputa ideológica com a grande mídia acontece diariamente, responde ele. Além do jornal e do site, o escritor destaca que para determinados assuntos, que precisar ser aprofundados, existem outras ferramentas, como por exemplo, a revista ou uma cartilha.

Com a experiência de quem atuou muitos anos no Sindicato dos Metalúrgicos, tendo sido um dos fundadores da CUT, Giannotti considera que, em relação ao jornal, que é o produto mais comum das entidades sindicais, é preciso usá-lo como ferramenta de mobilização. “Sozinho o jornal não chega à base, é preciso ter uma boa estrutura de distribuição”, diz ele. Se não houver isso, o que acontece é que há gastos, mas o jornal não chega ao destinatário, que é o filiado.

A linguagem é fundamental na comunicação do meio sindical.

Vito Giannotti comenta que num país de baixa escolaridade, mas especialmente de baixa leitura, é preciso usar uma linguagem que seja acessível a todos. Ele cita que, conforme dados do MEC de 2008, 71% da população não terminaram o 2º grau. Em relação ao público leitor, os números indicam que o Brasil é o 101º lugar na leitura de jornais. Isso se reflete na tiragem dos impressos: só 12 jornais do país têm tiragem de mais de 100 mil exemplares, muito distante, por exemplo, de países como o Japão, em que somente um jornal – Iomyuri Shimbum- tem uma tiragem diária de 14.570 milhões.

Pragas do apocalipse

Assim como os meios de comunicação trazem linguagens, às vezes pouco compreendidas, como por exemplo, o economês, o coordenador do NPC lembra que o movimento sindical precisa combater “as pragas do apocalipse”. Para ele, essas pragas são termos de uso exclusivo de quem atua no meio sindical ou no meio político. Ele qualifica o uso desses termos como o “sindicalês”, o “politiquês”, além do “juridiquês”. Vito Giannotti enfatiza que é preciso traduzir certos termos, falando uma linguagem de “pessoas normais”, para ser compreendido.

O coordenador do NPC enfatiza que os jornais sindicais precisam ter um bom conteúdo para leitura, mas não devem descuidar do aspecto visual. Segundo Vito Giannotti, “sem um ótimo projeto editorial-gráfico não já jornal, somente uma coisa”. Argumenta ainda que é preciso contratar especialistas nesse tema, pois “não dá para ser amador”. A intenção pode ser boa, mas com tanta competição em relação aos jornais da mídia comercial-hegemônica, se o sindicato não se aperfeiçoar nessa área, terá um produto feito por amadores e que ao fim e ao cabo não será lido.

Outra bandeira levantada por Giannotti é a de “destijolar” os textos dos veículos de comunicação dos sindicatos. Segundo ele, é preciso resumir, enxugar, sem tirar o sentido do que está escrito. Aconselha o uso de títulos sintéticos, com textos intercalados de entretítulos e janelas e ainda a formulação de uma espécie de resumo explicativo (olho) para iniciar a matéria jornalística. O escritor defende que se abuse do uso de ilustrações e fotos, pois atraem a leitura.

O escritor e coordenador do NPC esteve em Santa Maria pela segunda vez. A primeira, também a convite da SEDUFSM, foi em novembro de 2005. Vito Giannotti ministrou o curso de “Comunicação Sindical” para 50 inscritos, entre estudantes, jornalistas, dirigentes sindicais e professores. Participaram do evento, representantes do Sindicato dos Professores Municipais, dos Bancários, da Alimentação, dos Correios, dos Telefônicos, dos Gráficos, dos Vigilantes, de diretores de entidades como ASSUFSM e Sindiágua, entre outros.

Giannotti também participou de palestra na quarta, 20, à noite, na 35ª Semana Acadêmica do Curso de Comunicação Social da UFSM.
Enviada por Valdemir Correa, às 12:49 22/10/2010, de Santa Maria, RS


Dilma nelles!
Por que o pré-sal é do Povo Brasileiro.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 08:27 21/10/2010, de Curitiba, PR


SBT desmente farsa Globotucana
Reportagem do SBT, ao fazer jornalismo factual, desmente peça propagandística montada pelos estrategistas do demotucanato, amplamente repercutida pela G.A.F.E. (Globo, Abril, Folha, Estadão) e por demais orgãos do PiG (Partido da imprensa Golpista).

Diferentemente da montagem feita pela Globo e GloboNews, na reportagem do SBT as imagens são claras e mostram que tudo não passou de uma farsa, uma encenação de atores de quinta categoria.

O tucano seguiu andando normalmente depois deter sido atingido pela bolinha de papel.

No twitter o pessoal está tirando o maior sarro dessa farsa tucana. Um tuiteiro postou que a bolinha de papel foi atirada por um assessor tucano e que serra teria passado mal quando a abriu, pois tratava-se do resultado da pesquisa do Ibope.

O que teria nocauteado o tucano seria o resultado da pesquisa!

Enviada por Midiacrucis, às 07:40 21/10/2010, de Internet


Serra e PiG mentem descaradamente
As imagens da Globo News, o canal pago de notícias das organizações Globo deixam claro que Serra mente sobre agressão.

O tucanos afirmaram que havia sido arremessado um rolinho de fita crepe que depois virou adesivo e mais tarde bolinha de papel. Mas nem mesmo isso aparece nas imagens da aliadíssima dos tucanos REde Globo.

Poderia ter sido um pombinha do mal, filiada ao PT, a lhe sujar a careca? Mas nem as pombas perdem seu tempo com ele.

Que feio!

Enviada por Sergio Bertoni, às 22:45 20/10/2010, de Curitiba, PR


Violência tucana: eleitor de Serra assassina eleitor de Dilma no Acre
Saiu em oestado do acre:

16 dias para o Brasil saber quem será o próximo presidente e no Acre a disputa chegou no seu nível mais selvagem.

Na quinta, 14, Valdeci Ferreira Miranda, conhecido por Uru, matou com um tiro de espingarda, calibre 16, a Cláudio Pereira Martins, 28, num ramal denominado Puerto Alonso, na cidade de Porto Acre, berço da Revolução Acreana contra os bolivianos.

Segundo o Boletim de Ocorrência registrado na delegacia do município e testemunhos de pessoas que estavam no local do crime, a vítima teria colado um adesivo da candidata do PT, Dilma Rousseff, às costas de Valdeci, que foi em casa, pegou sua arma e retornou para o bar onde estava junto com outros para matar Cláudio com um tiro à queima-roupa. No B.O está escrito que Uru foi tomado ‘por uma ira’ incontrolável.

Tucano é sempre tomado por ira e apela para baixaria sempre, sempre, sempre.

Tucano é ave de rapina.

O fascismo não muda, só troca as marionetes.
Enviada por André Ferreira, às 20:57 20/10/2010, de Twitter


Preparem-se porque a Globo vai apelar
É, meus caros, a Rede Globo vai meter o pé na jaca, chutar o pau da barrca com essa decisão do Cade que determina fim da preferência da emissora nos direitos de TV do Brasileirão.

A Vênus platinada não vai aceitar isso na boa e vai apelar, aumentando a carga de ataques a Dilma, ao PT, ao Estado e ao Povo Brasileiro.

Agora, Globo e Clube dos 13 ficam sob a vigilância do Cade.

Isso vai levar mais lama conservadora e reacionária à corrida presidencial. Aguardem e tomem seus engovs...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 19:22 20/10/2010, de Curitiba, PR


Os segredos internacionais por trás da “Revolução do Ódio” no Brasil
Por Mauro Carrara

O PSDB, o partido neoliberal de José Chirico Serra e Fernando Henrique Cardoso, montou ainda em outubro de 2009 um eficiente sistema capaz de disparar diariamente mais de 152 milhões de e-mails para brasileiros de todas as regiões.

Esse sistema é preferencialmente utilizado para disseminar peças de calúnia e difamação contra Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva e qualquer figura pública que ouse tomar partido do projeto da esquerda no Brasil. Funcionando também nas redes sociais, essa é uma das principais frentes da "Revolução do Ódio" em curso no país.

Até o primeiro turno da eleição presidencial, havia mais de 650 militantes, quase todos bem remunerados, para difundir material venenoso contra o governo federal. Neste segundo turno, essa super tropa de terrorismo virtual, recrutada por Eduardo Graeff, conta com mais de 1.000 militantes.

Esse, no entanto, é apenas um braço do movimento de golpismo midiático financiado por entidades ultra-conservadoras, sobretudo norte-americanas, empenhadas em desestabilizar movimentos de esquerda pelo mundo e assumir o controle das fontes de riqueza nos países emergentes.

Leia a íntegra do artigo clicando em O enigma das “revoluções coloridas”
Enviada por Castor Filho, às 19:13 20/10/2010, de São Paulo, SP


Delfi Cacau tenta criminalizar o movimento dos trabalhadores
O presidente do Sindicacau depôs na Polícia Federal, em Ilhéus no dia 14 de Outubro, sobre uma queixa prestada pela Delfi Cacau Brasil, ex-Nestlé.

Na denúncia a empresa alegou que no mês de Junho de 2008 um dos seus funcionários foi impedido de ter acesso à fábrica, o que teria trazido prejuízo à empresa, pois o mesmo portava uma quantia em dinheiro destinada ao pagamento de fornecedores.

Em seu depoimento o presidente do Sindicato disse que naquela data aconteceu uma assembleia na porta da empresa às 06:30h da manhã para informar os Trabalhadores sobre o andamento das negociações salarias. Em nenhum momento aconteceu o fato descrito pela empresa já que nenhum trabalhador foi impedido de ter acesso à fábrica.

Lembrando-se que a Polícia Federal já teria ouvido os seguintes dirigentes do Sindicacau: Jurady Viana de Moraes, Rolemberg Santos Oliveira e José Francisco de Oliveira Santos os mesmos se encontravam presentes na Assembleia.

Para o presidente do Sindicacau. Luís Fernandes Ferreira Andrade a multinacional Delfi Cacau Brasil pertencente ao grupo Petra Foods com sede em Singapura, ao denunciar a entidade na Polícia Federal em Ilhéus, tenta criminalizar e intimidar a ação Sindical promovida pelo Sindicacau.
Enviada por Sindicacau, às 17:03 20/10/2010, de Ilhéus, BA


PT denuncia e-mail falso e abre processo contra difamadores
Clique aqui para ver o e-mail falso
NOTA DE ESCLARECIMENTO

O presidente do PT do estado de São Paulo, Edinho Silva, em nome do Diretório Estadual PT-SP, vem a público comunicar que a assessoria jurídica do Partido está representando na Justiça Eleitoral e no Ministério Público, além de registrar Boletim de Ocorrência, contra e-mail que circula na rede usando o nome do partido para atacar a Igreja Católica, pessoas e práticas religiosas. A mensagem é assinada por um blog falso, que se identifica como vinculado ao PT.

A Assessoria Jurídica da Campanha Dilma Presidente foi acionada para também tomar as medidas judiciais cabíveis.

A origem de tais mensagens é desconhecida e desautorizada pela direção do Partido. O PT-SP salienta que, além de não endossar esse tipo de conteúdo, repudia a propagação de quaisquer ataques pessoais ou direcionados a instituições religiosas, crenças ou práticas religiosas individuais.

Esse é mais um dos episódios da campanha disseminada no submundo do atual processo eleitoral que tem por objetivo atacar o PT e a imagem da candidata Dilma. Para nós, esse fato tem vínculo direto com todos os demais com intuito de propagar mentiras, calúnias e disseminar o ódio no atual processo eleitoral.

No que se refere aos materiais divulgados por setores da Igreja Católica, o PT considera o episódio superado com a manifestação da Regional Sul 1 da CNBB no último sábado em Itaici/SP. O Partido dos Trabalhadores tem muitos dos seus filiados assumidos como católicos e tem atuação cotidiana na vida da Igreja. O PT, que sempre teve relação harmoniosa e respeitosa com todas as religiões, continuará pautando a sua atuação pela convivência democrática e respeitando a diversidade cultural e étnica do povo brasileiro.

O PT continuará denunciando e exigindo providências legais contra aqueles que escolheram as trevas em vez da luz da democracia; que escolheram a mentira e os ataques pessoais em vez do debate de projetos e de propostas para o Brasil. Nós continuamos com a nossa convicção de que tais práticas não devem prosperar porque elas alimentam uma cultura de disputa política contraditória com a tradição pacífica e ética do povo brasileiro.

Edinho Silva
Presidente do PT-SP

Veja no destaque a carta e o blog falsos atribuídos ao PT e que circulam na internet
Enviada por Jansen M.C., às 16:00 20/10/2010, de São Paulo, SP


Globo e FHC vendem o Brasil em foz do Iguaçu
Por Laerte Braga

O Hotel das Cataratas em Foz do Iguaçu está abrigando um dos mais sórdidos negócios de toda a história recente do Brasil. Fernando Henrique Cardoso e cento e cinqüenta empresários estrangeiros estão acertando os ponteiros para a venda do País caso José FHC Serra seja eleito presidente da República.

O encontro é patrocinado pela GLOBO através de Raphael Eckmamm, da GLOBOSAT e está cercado de toda a segurança possível para evitar vazamentos. Em troca da venda da PETROBRAS, do BANCO DO BRASIL e de ITAIPU, o ex-presidente está pedindo um volume maior de contribuição dos empresários, pressão sobre seus parceiros brasileiros e garantindo que a mídia privada deve provocar falsos escândalos contra Dilma e Lula até o dia das eleições para intimidar e coagir o eleitorado brasileiro.

O encontro é desdobramento da ação do governo dos EUA temeroso que a eleição de Dilma Roussef mantenha a política externa independente do governo Lula e as opções feitas pelo Brasil nos últimos oito anos, em desacordo com as políticas de dominação que os EUA impõem a países latino-americanos como a Colômbia.

A forma de vender é simples. FHC negocia por baixo dos panos, longe dos olhos da mídia privada e José FHC Serra tenta passar a imagem de político sério, preocupado com os destinos do País num discurso recheado de denúncias vazias e inconseqüentes.

Em

http://www.tiwy.com/news.phtml?id=171 e

http://www.strategic-culture.org

é possível encontrar o nível de intervenção norte-americana no processo eleitoral brasileiro em cumplicidade com a mídia privada. O principal agente norte-americano no Brasil é o próprio ex-presidente Fernando Henrique.

Falando a diplomatas e agentes de inteligência na Embaixada dos EUA no Brasil, em março de 2010, a secretária de Estado Hilary Clinton enfatizou:

“Na administração Obama estamos tentando aprofundar e alargar as nossas relações com um certo número de países estratégicos e o Brasil está no topo da lista. Este é um país que realmente importa”.

Hilary Clinton quer o Brasil de mãos dadas com Washington para evitar uma possível integração de países latino-americanos sem a dependência costumeira em relação aos EUA, bem como o crescimento da economia chinesa.

O governo de Obama designou o ex-chefe do Departamento de Estado de Assuntos do Hemisfério Ocidental Thomas A. Shannon como embaixador no Brasil com a missão de tentar domar Lula e sua política independente, assegurar o controle dos grandes empresários brasileiros (principalmente os ligados ao esquema da FIESP).

Às vésperas das eleições o embaixador tentou de todas as formas convencer o presidente Lula a alinhar o Brasil com os EUA e ofereceu vantagens como colaboração na produção de combustíveis renováveis e consentiram que aqui se estabelecesse uma divisão da BOEING, além de uma série de acordos com indústrias de defesa brasileira, incluindo a comissão de duzentos aviões tucanos para a força aérea dos EUA.

Lula não aceitou.

A equipe do embaixador dos EUA no Brasil está tentando cumprir a missão de ajudar “novas forças” e que sejam dóceis aos interesses de seu país. FHC é o encarregado de aliciar empresários brasileiros e conduzir empresários estrangeiros oferecendo em troca a PETROBRAS, o BANCO DO BRASIL e ITAIPU e todo um processo de subordinação aos EUA.

O encontro em Foz do Iguaçu é parte desse projeto.

Uma das “missões” do grupo, que envolve brasileiros aliciados pelo ex-presidente, é impedir que Marina da Silva declare voto a Dilma e ao mesmo tempo atrair simpatizantes do Partido Verde para a candidatura José FHC Serra.

ONGs norte-americanas financiaram a campanha da candidata verde/marrom.

A CIA – AGÊNCIA CENTRAL DE INTELIGÊNCIA – emprega ex-policiais brasileiros demitidos de seus cargos por várias razões para o trabalho de campo e de vigilância, roubo de dados de computador e chantagem. Tem sido a tônica da campanha do candidato tucano.

Na embaixada dos EUA no Brasil estão perto de quarenta agentes da CIA, DEA e FBI, coordenando e orientando o trabalho dos aliciados e subordinados diretamente ao embaixador e ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

A ordem é manter José FHC Serra fora desse foco enquanto FHC faz os “negócios”.

Os planos incluem a abertura de dez novos consulados norte-americanos no Brasil, principalmente em cidades como Manaus, já que a Amazônia é um dos alvos preferidos e estratégicos dos EUA.

Na contramão da política de Obama de reduzir o tamanho das representações diplomáticas no resto do mundo, o Brasil é exceção. A expectativa dos EUA é que com José FHC Serra no governo, nos próximos 15/20 anos o Brasil passe a ser um pólo geopolítico para os EUA na América Latina.

Todo esse aparato está fortemente infiltrado em ministérios, serviços de inteligência do Brasil, dentro da própria campanha da candidata Dilma Roussef, em setores da Igreja Católica de ultra-direita, como o bispo Luís Gonzaga Bergonzini e seitas neopentecostais.

No Judiciário a presença desses grupos é forte e neste momento atuam com força total tentando influir decisões da Justiça Eleitoral. A rigor, a campanha no Brasil está cercada de decisões e tentativas de impedir um debate real sobre os interesses norte-americanos.

O encontro de Foz de Iguaçu é uma espécie de arremate do processo. É onde as jóias da coroa brasileira – PETROBRAS, BANCO DO BRASIL e ITAIPU – estão sendo oferecidas como garantia de submissão total num eventual governo José FHC Serra.

O papel da mídia é distorcer pesquisas, evitar notícias contra José FHC Serra e intensificar as denúncias contra Dilma Roussef. O raciocínio é simples. Qualquer denúncia contra Dilma, neste momento, surtirá efeito. Não haverá tempo hábil para desmentidos. O papel da mídia é encurralar Dilma e o presidente Lula e evitar que possam reagir a esse massacre.

FHC é o avalista de José FHC Serra junto aos investidores e ao governo dos EUA.

No que diz respeito à mídia privada, o laranja real dos EUA é o grupo GLOBO (jornal O GLOBO, revista ÉPOCA e principalmente REDE GLOBO). Todo o esquema de notícias falsas e denúncias forjadas corre pelos corredores da GLOBO. O resto vem a reboque em função do esquema.

FHC é o principal coordenador do golpe e do processo de recolonização do Brasil. O operador das vendas em troca de apoio maciço a eleição de José FHC Serra e lógico, gordas propinas.

Em Foz do Iguaçu, uma das afirmações peremptórias do ex-presidente Fernando Henrique é que “não podemos perder as eleições sob pena de perdermos a possibilidade de concretizar todo esse projeto”.

Sobre o encontro o deputado Brizola Neto publicou em seu blog que o Hotel das Cataratas confirmou o evento. Não há como negar, centenas de hóspedes viram o agente norte-americano Fernando Henrique Cardoso circulando por suas dependências.

É crime de traição. Há uma clara tentativa de golpe branco no Brasil e contra o Brasil e os brasileiros.

Vai abaixo a qualificação e informações sobre os três nomes que citei no artigo de domingo em que desafio tucanos a negar uma só palavra dessas denúncias.

Alice W. Handy – Fundadora e Presidenta, Alice é a diretora de investimentos responsável pela estratégia de investimento de carteira e da política e trabalho com a equipa de gestão sobre as decisões de investimento. Antes de ocupar este cargo, Alice passou 29 anos gerenciando a negociação para a Universidade da Virgínia. Ela começou como primeira Oficial de Investimentos, mais tarde tornou-se Tesoureira e, finalmente, a presidenta da Universidade de Virginia Investment Management Company. Alice começou sua carreira como uma carteira de obrigações Gerente e Vice-Presidente da Carteira de Obrigações e Assistente na Companhia de Seguros de Viagem. Ela também atuou como Tesoureira de Estado da Virgínia de outubro de 1988 a janeiro de 1990. Alice atualmente atua no Conselho Consultivo do Comitê de Investimentos da Fundação Rockefeller e Conselho de Administração da Companhia de Seguros Vida Shenandoah, e Bessemer de Valores Mobiliários .Alice também é presidenta do Conselho de Thomas Jefferson Foundation.

Endereço:

126j Garrett Street

Charlottesville, VA 22902-5613 – USA

Anjum Hussain, CFA, CAIA

Diretor de Gestão de Risco

tel.: 0021 1 216-368-5281

Anjum se juntou ao Escritório de Investimentos em 2006. Ele supervisiona as funções que são essenciais para a gestão de risco que se relacionam com, investimentos, operações, sistemas de tecnologia, gerenciamento de dados e relatórios. Ele é responsável pela alocação de ativos / processo orçamentário de risco (construção e implementação de vários modelos quantitativos). Ele também está ativamente envolvida em revisões, gerente de monitoramento de desempenho e estilo, determinando o ajuste no contexto do portfólio global, e em decisões de contratação / denunciar os gestores. Além disso, ele é responsável pela identificação, pesquisa e execução de cobertura e estratégias de gestão de risco, bem como estratégias de sobreposição alfa, utilizando derivados e / ou produtos estruturados. Ele também é ativo no desenvolvimento para facilitar a gestão de riscos e medição, testes de esforço e de relatórios de dotação.

Ele tem experiência anterior como analista de investimentos com Oberlin College, consultor financeiro da Smith Barney, gerente de portfolio / Patrimônio, Analista de Pesquisa com Victory Capital Management (Key Bank), Diretor de Tecnologia e Operações com Victory Capital Management (Key Bank) e vários outros papéis de tecnologia relacionada com as divisões de Key Bank Trust e os seus antecessores Sociedade e Ameritrust.

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Keith Johnson é o tradutor do grupo de empresários estrangeiros.

Raphael Eckmann juntou-se à Tarpon em 2007. Atualmente, trabalha na área de Desenvolvimento de Negócios, sendo responsável pelo relacionamento com as regiões da Ásia, Oriente Médio e EUA. Anteriormente, foi Diretor Comercial de uma das empresas do Grupo VR. Raphael também foi Gerente Comercial da Globosat Canais, da Câmara Americana de Comércio e Analista Sênior de Portfólio de Real Estate da Binswanger Inc.Raphael formou-se em Engenharia Civil pela Universidade Mackenzie, em São Paulo, e fez MBA na Universidade de Pittsburgh.
Enviada por Midiacrucis, às 08:28 19/10/2010, de Internet


A tentativa de suicídio na Renault do PR e a responsabilidade social
Quando tudo parece estar perdido...
Quando pensamos não haver saída...
A famosa luz no final do túnel ..lá está a brilhar...

Foi com este sentimento que recebemos hoje, 18/10/2010, uma ligação da promotoria do Ministério Público do Trabalho.

Segundo a assistente da promotoria, o motivo de sua ligação era a "TENTATIVA DE SUICÍDIO DE UM TRABALHADOR NA RENAULT".

A promotoria está nos intimando a comparecer no dia 26/10/2010 para prestarmos esclarecimentos dos fatos.

Como já havia comentado, o gerente de produção que humilhou o trabalhador a tal ponto que ele tentou tirar a própria vida, está trabalhando normalmente. O trabalhador internado em clínica para tratamento.

Em reunião com o Sindicato do Metalúrgicos da Grande Curitiba, a Renault se comprometeu que o gerente iria pedir desculpas para os trabalhadores e encerrou o caso.

É assim que as coisas terminam?

Agora começo a pensar que não. Se ninguém se preocupou em apurar as várias denúncias com mais rigor, quem sabe o Ministério Público do Trabalho o faça.

A Renault tem redução do horário de refeição, por lei não poderia exigir que os trabalhadores façam horas extras. Mas isso na Renault, socialmente correta, é comum. Descumprir e desrespeitar as leis, é pratica constante.

Mas agora o Ministério Público do trabalho quer saber o que acontece na Renault. E nós, enquanto cidadãos, vamos atender ao chamado da Justiça e contar as verdades que ninguém nunca se preocupou em ouvir.
Enviada por Robson Jamaica, às 21:43 18/10/2010, de Curitiba, PR


Gil, Agora é Dilma!
Quem participou do governo Lula pode dizer melhor...

Gilberto Gil agora é Dilma.

Enviada por Ubirajara Freitas, às 21:35 18/10/2010, de Belo Horizonte, MG


Presidente do PV do Paraná declara voto em Dilma Rousseff
"Cada um vota de acordo com suas convicções ideológicas e não com orientações partidárias", disse Melo Viana

Do Último Segundo, iG

Ao declarar seu voto para Dilma Rousseff (PT), o presidente do Partido Verde do Paraná, Melo Viana, disse na noite de ontem, dia 17, que a legenda tem "uma história de luta de 24 anos e sempre numa posição de esquerda”, e que o diretório paranaense nunca se aliou ao PFL ou ao PSDB. “Entre o projeto do governo atual e o projeto neoliberal anterior, ficamos com o atual. Se alguém me apontar um brasileiro que esteja vivendo em piores condições do que há 8 anos, talvez eu mude de opinião”, acrescentou.[...]

Entre as razões para apoiar o atual governo, Viana fez comparações entre os governo de Lula e Fernadno Henrique Cardoso, como os 23 milhões de brasileiros que saíram da pobreza na administração mais recente, contra 2 milhões do governo de FHC. O presidente do PV citou ainda que no governo Lula foi paga a dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI), contraída, principalmente, pelo governo de FHC.

Leia a íntegra do artigo clicando aqui
Enviada por Midiacrucis, às 21:32 18/10/2010, de Curitiba, PR


Fogo amigo: FHC detona uso de temas como aborto e drogas na campanha eleitoral
As coisas não são um mar de flores no ninho tucano. O fogo amigo de FHC começa a queimá-lo.

Depois de Serra ter trazido para a campanha presidencial o submundo da política e da religiosidade brasileira, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta segunda-feira (18) que questões como aborto e drogas não devem ser eleitorais.

"Acho que os políticos não devem confundir a questão do Estado com a questão confessional"

"O Serra tem uns demônios dentro dele que, às vezes, nem ele mesmo controla" disse ainda FHC a Revista ISTOÉ, Nº 2136, pág.32.

Falta agora, FHC chamar seu pupilo e amigo de lado e explicar que isso não se faz, viu menino, mal criado. Amém!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 19:19 18/10/2010, de Curitiba, PR


PSDB atenta contra a liberdade de expressão
Ao mesmo tempo que o PSDB imprime em gráfica do coordenador de infra estrutura da campanha de José Serra (PSDB), Sérgio Kobayashi panfletos apócrifos atribuídos à CNBB contra a candidata Dilma Rousseff a sua coligação “O Brasil pode mais” alegando na Justiça que a Revista Do Brasil faz campanha pró-Dilma pediu e conseguiu censurar a Revista do Brasil número 52.

Já imaginou se a coligação da candidata Dilma fosse censurar a Veja que faz campanha sistemática contra o PT? Quem é o censurador?

A edição de outubro censurada pelos tucanos traz reportagens sobre o momento do país e o cenário eleitoral.

Além de mandar parar a distribuição, o PSDB e José Serra querem que o conteúdo da revista seja retirada do site. Os tucanos pediram também a apreensão da publicação – tudo “em segredo de Justiça”, para esconder a tentativa de censura da opinião pública. Essa demanda não concedida pelo TSE.

Leia a edição que Serra que censurar antes que saia do ar: http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/52/

Divulgue entre os seus amigos:http://www.scribd.com/doc/39603734/RdB-52-censurada

Leia a Rede Brasil Atual, apóie a imprensa livre de políticos fundamentalistas e censuradores no Brasil: http://www.redebrasilatual.com.br

Fonte: Blog Maria Frô

Notas desta Redação: Nós aqui do Paraná e neste site, em particular, estamos alertando há várias semanas sobre A PROBABILIDADE da extensão (a outros estados) da censura aplicada na Paraná à blogueiros, tuiteiros, sites, revistas, jornais e pesquisas.
Acima está a comprovação do que falávamos.
Se os tucanos já censuram enquanto são candidatos, imagine só como censurariam se eleitos???
Enviada por Midiacrucis, às 18:06 18/10/2010, de Internet


Similitudes
Qualquer semelhança entre a agressão da mídia aos programas de Lula e as reações ao New Deal, nos anos 30, não é só coincidência

Por Delfim Netto

Em abril de 2008, escrevi um comentário comparando o PAC e o Fome Zero do governo Lula aos programas de obras públicas e de combate ao desemprego abrigados sob o guarda-chuva do New Deal de F.D. Roosevelt, o presidente que conseguiu tirar a economia americana da Grande Depressão produzida a partir da quebra da Bolsa de Nova York, em outubro de 1929. Três quartos de século separam essas experiências: na primeira metade da década 1930-1940, os Estados Unidos e o mundo mergulharam numa crise sem precedentes.

Quando Roosevelt tomou posse, em 1933, para seu primeiro mandato, o PIB americano tinha sido reduzido a praticamente a metade (56,4 bilhões de dólares) do que era em 1929 (103 bilhões de dólares).

Apesar da tragédia do desemprego, que chegava a 30% da força de trabalho, os EUA eram uma nação próspera. Havia muita riqueza e uma boa parte da sociedade afluente aceitava o desemprego como contingência natural numa economia de mercado. A melhor coisa que os governos deviam fazer era ficar fora disso.

Roosevelt surpreendeu, já no discurso de posse, anunciando o fim da era da indiferença: “Temos 15 milhões de sujeitos passando fome e nós vamos dar de comer a eles. O governo entende que é sua obrigação providenciar trabalho para que eles mesmos voltem a sustentar suas famílias”.

Para escândalo de muitos, seu governo colocou em marcha dois enormes programas, nunca antes tentados naquele país, de amparo ao trabalho e combate à miséria, com investimentos públicos em obras, cuja principal prioridade era a absorção de mão de obra (uma espécie de PAC). O empreendimento-símbolo foi a criação da TVA (Tennessee Valley Authority), que construiu barragens para a produção de energia e gerenciou os projetos de irrigação para a produção de alimentos.

Esses programas sofreram pesado bombardeio da oposição conservadora, que, a título de defender a livre iniciativa, esconjurava a ingerência estatal no setor privado, porque interferia na oferta e procura de mão de obra, desvirtuando o funcionamento do mercado de trabalho… Um dado interessante é que os ataques da mídia republicana evitavam agredir o presidente (e seus altos níveis de popularidade), concentrando toda a fúria na figura de Harry Hopkins, principal mentor dos programas de amparo ao trabalhador e gerente das obras públicas, qualificado de “perigoso socialista”. Qualquer semelhança com agressões midiáticas recentes aos programas Fome Zero, Luz para Todos e ao PAC não é simples coincidência…

Hoje, ninguém duvida que o New Deal foi decisivo para a reconstrução da confiança dos americanos nos fundamentos do regime de economia de mercado. Suas ações ajudaram a salvar o capitalismo, na medida em que os milhões de trabalhadores que recuperaram os empregos voltaram “a acreditar na vontade e na capacidade do governo de intervir na economia para proporcionar uma igualdade mais substancial de oportunidades” (FDR numa de suas falas no rádio, Conversa ao Pé do Fogo.)

O fato é que o PIB americano cresceu durante o primeiro e segundo mandatos e, em 1940, havia recuperado o nível que perdera desde o início da grande crise, medindo 101,4 bilhões de dólares. Roosevelt completou um terceiro período presidencial e ainda foi eleito (no fim da Segunda Guerra Mundial), para um quarto mandato, mas faleceu antes de exercê-lo.

Quando Lula assumiu o primeiro mandato, em 2003, a economia brasileira não estava na situação desesperadora da americana de 1933, mas contabilizava algo como 12% de desemprego da população economicamente ativa e vinha de um período de quase 20 anos de medíocre crescimento, com a renda per capita praticamente estagnada. Seu governo pôs em prática os programas de combate à fome que prometera no prólogo de sua Carta aos Brasileiros e posteriormente o PAC, que soma o investimento público e obras privadas, com foco na recuperação da desgastada infraestrutura de transportes, da matriz energética e na indústria da habitação. Setores de grande demanda de mão de obra e de promoção do desenvolvimento.

Oito anos depois (e 15 milhões de empregos a mais), os resultados são visíveis: queda acentuada das taxas do desemprego (para menos de 7% da população economicamente ativa), crescimento da renda e dos níveis de consumo da população, recuperação da autoestima do trabalhador e uma sociedade que adquiriu condições de oferecer uma substancial melhora na distribuição de oportunidades. Isso, tendo atravessado a segunda pior crise da economia mundial dos últimos 80 anos, com o PIB crescendo em 2010 acima de 7%.

Delfim Netto é economista, formado pela USP e professor de Economia, foi ministro de Estado e deputado federal.
Enviada por TIE-Brasil, às 17:31 18/10/2010, de Curitiba, PR


Integralismo odeia todo mundo
A campanha eleitoral entrou em um mar de lamas pelas mãos de José Serra, de parte dos evangélicos e dos conservadores da Igreja Católica, que trouxeram de volta à cena política nacional a mais execrável organização de extrema direita que o Brasil já viu: AIB Ação Integralista Brasileira, fundada por Plínio Salgado.

De tão execrável, a AIB é a única organização política brasileira que se encontra na ilegalidade desde 1938, quando tentou dar um golpe de estado em Getúlio Vargas.

Os integralistas se diziam nacionalistas, mas na verdade sempre foram nazi-fascistas inspirados no fascista Benito Mussolini e no nazista Adolf Hitler, ditadores da Itália e Alemanha, respectivamente, que levaram o mundo à segunda Guerra Mundial.

Os nazi-fascistas brasileiros são autores do documento falso conhecido como Plano Cohen. Escrito pelo capitão integralista Olímpio Mourão Filho - na época membro do Serviço Secreto, a pedido de Plínio Salgado, o documento foi atribuído ao PCB, acusando-o de querer fazer uma revolução comunista no Brasil. O plano foi utilizado por Getúlio Vargas com o objetivo de aterrorizar a população e justificar o golpe de Estado que o permitiu a instalação da Ditadura do Estado Novo.

O mesmo Olímpio Mourão, já general, foi quem colocou as tropas lotadas em Juiz de Fora nas ruas na madrugada de 01 de abril de 1964, dando início ao Golpe Militar que derrubou o presidente burguês e democraticamente eleito João Goulart, o Jango.

Jango, diga-se de passagem, era um grande latifundiário no Brasil e no Uruguai e só queria fazer algumas reformas sociais democráticas, a fim de deixar a vida do povão um pouco menos pior que era. Isso levou os fascistas brasileiros ao desespero.

Eles iniciaram um forte campanha de difamação contra Jango, levantando falsos testemunhos e publicando mentiras deliberadamente. Tal qual fazem atualmente, eles aterrorizaram o povo dizendo que Jango implantaria um ditadura e que eles eram os guardiães das Liberdades. E foi em nome das Liberdades que eles deram o Golpe de 1964 e as suprimiram imediatamente.

A imprensa brasileira teve orgasmos múltiplos na semana que se seguiu ao Golpe Militar. Bateram palmas. Elogiaram as medidas dos fascistas. Brindaram e cantaram loas ao capitalismo.

Logo depois viriam também a ser vítimas da Ditadura. Jornalistas, filhinhos de papai, estudantes, operários começaram a ser presos, torturados e mortos. Centenas de brasileiros de todas as classes sociais estão desaparecidas até hoje, sem que suas famílias tenham o direito sagrado de encomendar sua almas.

Os integralistas são contra o Capitalismo Liberal assim como contra o Comunismo

Por programa partidário, o Integralismo brasileiro ideologicamente não aceita o capitalismo, porém defende a propriedade privada, o resgate da cultura nacional, o moralismo. Valoriza o nacionalismo, os valores morais, a prática cristã, o princípio da autoridade (e portanto a estrutura hierárquica da sociedade), o combate ao comunismo e ao liberalismo econômico, ou seja, eles atacam e perseguem a todos que defendam ideias similares às desses regimes de organização social e econômica.

Os integralistas defendem ainda a teocracia e, na falta dela, a monarquia.

Serra e sua claque enganam-se ao achar que poderão flertar e até mesmo dormir na mesma cama dos integralistas e saírem ilesos. Os integralistas os usam para chegar ao poder e uma vez lá, passarão a perseguir a todos os REPUBLICANOS e DEMOCRATAS de distintas matizes, cores, credos, partidos, etc.

Isso já ocorreu várias vezes na triste história de nosso sofrido Brasil que não merece voltar ao obscurantismo da inquisição medieval.

O fascismo não aceita concorrência, nem lambe-botas. Manda sozinho, na base da repressão, da porrada mesmo!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:17 18/10/2010, de Curitiba, PR


TSE proibe CUT de distribuir material impresso
Saiu na Folha.com - Poder:

O TSE determinou que a CUT não distribua mais a edição do "Jornal da CUT" de 28, setembro e que suspenda a divulgação da publicação no seu site. Determinou, ainda, que a CUT suspenda a divulgação em seu site da "Revista do Brasil", também de outubro, as chamadas e textos das mensagens e que a Editora Gráfica Atitude Ltda. não distribua a "Revista do Brasil" e suspenda a divulgação da publicação na internet.

A liminar fo indeferida em parte porque, tendo em vista a data de publicação do jornal e da revista, além do fato de que inclusive já se encontram disponibilizados na internet, seria desnecessária a busca e apreensão requerida.

Também foi indeferido o pedido de suspensão do "Blog do Artur Henrique", por se tratar de blog de pessoa natural e, portanto, autorizado pela lei.

Leia mais clicando aqui
Enviada por Fábio Godoy, às 16:26 18/10/2010, de Taubaté, SP


Saiu no Estadão: Bispo continua a distribuir material ilegal
Bispo afirma que é legítimo distribuir texto

O Estado de S. Paulo - 18/10/2010

O bispo de Lorena, d. Benedito Beni dos Santos, defendeu a distribuição do folheto apreendido pela Polícia Federal na gráfica do Cambuci. Em declaração gravada e distribuída a um grupo de assessores, ele afirma que o material reflete a opinião da Igreja. "O documento é legítimo e não se enquadra nos casos que a CNBB tem falado de textos não autorizados. Não é falso, contém fatos e é a expressão legítima da cidadania democrática", diz o religioso.

D. Beni é um dos signatários do texto impresso no folheto e ocupa a vice-presidência da Regional Sul 1, subdivisão da CNBB cujo presidente é d. Nelson Westrupp. bispo de Santo André. Segundo d. Nelson, a impressão dos panfletos apreendidos pela PF não foi autorizada pela Regional Sul 1.

Na gravação entregue a assessores, d. Beni afirma que vai continuar a distribuir o documento "Apelo a todos os brasileiros e brasileiras" na paróquia do Lorena. Até agora já foram entregues cerca de 10 mil cópias do documento em 31 paróquias da cidade. "Nós, bispos, discutimos o assunto e fizemos uma lista de dez mandamentos para votar bem. O terceiro diz respeito ao aborto e recomenda o voto aos candidatos que respeitam a vida humana", afirma.

Até o fim. "Não se trata de interesse partidário ou ideológico, mas de defesa da vida", argumenta o bispo. "Sua divulgação (do folheto) é legítima e as pessoas que o estão divulgando fazem o que nós, bispos, lhes pedimos." De acordo com ele, o texto continuará a ser distribuído nas missas e paróquias até o fim do segundo turno das eleições: "O material deve ser amplamente divulgado em todas as paróquias."

O bispo ressalta que o texto reproduzido no folheto relata atitudes do PT em relação ao aborto com base em documentos do próprio partido. "São fatos amplamente documentados. O PT apoiou amplamente o Plano Nacional de Direitos Humanos, que prevê a descriminalização do aborto."

Notas desta redação: Não se trata de legitimidade, mas sim de legalidade. É ilegal tanto pelas leis dos homens como pelas leis de Deus, mentir, caluniar e levantar falso testemunho.

Além disso um Bispo deveria conhecer as sagradas escrituras:
ÊXODO 20:16
Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

PROVÉRBIOS 25:18
Martelo, espada e flecha aguda é o homem que profere falso testemunho contra o seu próximo.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 15:51 18/10/2010, de Curitiba, PR


Agenda de atividades 18 de outubro
A agenda coletiva de hoje:
SEGUNDA-FEIRA (18 de Outubro)

13h30 – 18h
*BARRAQUINHA NO TERMINAL DO PINHEIRINHO
*BARRAQUINHA NA RUA IZAAC FERREIRA DA CRUZ (concentração em frente a Pernambucanas)
ZONAIS DO PINHEIRINHO, BOQUEIRÃO BAIRRO NOVO
(contato – Bernardete – 9699-2672; Castilho – 8477-1965;
Zezinho-8835-8977)

9h - 11h30
PANFLETAGEM E BANDEIRAÇO
Nos pontos de ônibus em frente ao restaurante popular da Rui Barbosa
MINHA KOMBI MINHA VIDA - Contato Haide – 9146-1890

11h30 – 14h
PANFLETAGEM E BANDEIRAÇO
em frente ao restaurante popular da Rui Barbosa
MINHA KOMBI MINHA VIDA - Contato Haide – 9146-1890

15h30- 19h
BANDEIRAÇO NOS SINALEIROS (rua Derosso, com Valdemar Loureiro e Derosso com Izaac Ferreira da cruz)
Boqueirão contato Dione.
Enviada por Marilena Silva, às 15:42 18/10/2010, de Curitiba, PR


FHC está acertando a venda do Brasil em Foz de Iguaçu
Por Laerte Braga

(DESAFIO QUALQUER TUCANO OU ALIADO A DESMENTIR OS FATOS ABAIXO. A VENDA DO BRASIL PELAS COSTAS DO POVO BRASILEIRO – SÃO CORRUPTOS E TRAIDORES)

Neste momento que escrevo, domingo, 21h31m, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está falando, em inglês, para 150 investidores estrangeiros no Hotel das Cataratas, em Foz do Iguaçu. O evento é fechado, a fala de FHC está se dando em um jantar e o assunto é a privatização da PETROBRAS, de ITAIPU e do BANCO DO BRASIL, além de outras “oportunidades” de negócios no Brasil. FHC está assumindo com os empresários o compromisso de venda dessas empresas em nome de José FHC Serra.

A idéia inicial dos organizadores de realizar o evento no Hotel Internacional foi afastada para evitar presença de jornalistas.

Cada um dos investidores recebeu uma pasta com dados sobre o Brasil, artigos de jornais nacionais e internacionais e descrição detalhada do que José FHC Serra vai vender se for eleito. E além disso os investidores estão sendo concitados a contribuir para a campanha de José FHC Serra, além de instados a pressionar seus parceiros brasileiros e a mídia privada a aumentar o tom da campanha contra Dilma Roussef.

Segundo FHC disse a esses empresários logo após ser apresentado pelo organizador do evento, “se deixarmos passar a oportunidade agora jamais conseguiremos vender essas empresas”.

Para o ex-presidente é fundamental a participação desses grupos na reta final de campanha. A avaliação de FHC é que a campanha de Dilma sofreu um golpe com a introdução do tema religioso (o que foi deliberado pelos tucanos para desviar a atenção das pessoas dos reais objetivos do candidato José FHC Serra).

É preciso, na concepção do ex-presidente arrematar o processo derrotando a candidata e impedindo-a de respirar nessa reta final.

O acordo com empresários internacionais em Foz do Iguaçu envolve a instalação de uma base militar norte-americana na região, desejo antigo dos governos dos Estados Unidos.

O corretor da venda do Brasil, FHC, com toda certeza, está acertando também a comissão (propina) a ser paga caso o negócio venha a se concretizar, ou seja, a eleição de José FHC Serra.

Para o ex-presidente também não há grandes problemas com a mídia privada “sob nosso controle”, mas é preciso evitar a divulgação de notícias mesmo que sejam pequenas ou de pequenos fatos e que possam prejudicar o projeto de venda do Brasil.

Esse tipo de evento, essa fala de FHC é característica da fala de agente estrangeiro e mostra a desfaçatez tucana em relação ao Brasil e aos brasileiros.

No mesmo momento em que o corrupto e venal José FHC Serra debate com Dilma Roussef na REDE TEVÊ e fala sobre trololós petistas, FHC, seu mentor e principal corretor de vendas de empresas públicas brasileiras, negocia traiçoeiramente a entrega de patrimônio público a esses investidores.

É a opção que os brasileiros temos diante de nós.

Ou caímos de quatro e abrimos mão de nossa soberania ou resistimos e rejeitamos a quadrilha tucana.

Desafio qualquer tucano, qualquer DEM, qualquer pilantra tipo Roberto Freire, quem quer que seja, a desmentir esse fato. O evento em FOZ DO IGUAÇU e sua natureza, a venda do BRASIL!

Procurados por blogueiros, funcionários do Hotel confirmaram por telefone a realização da reunião e que FHC estava hospedado lá e que havia pedido para não ser incomodado
Enviada por Midiacrucis, às 15:38 18/10/2010, de Interenet


Ganhou-se uma batalha, mas ainda não ganhamos a guerra!
No último final de semana a militância do PT, da CUT e dos Movimentos Sociais descobriram uma gráfica em São Paulo onde se produziam 2.100.000 panfletos ilegais (*) difamando Dilma e Lula.

Uma verdadeira operação de guerra foi montada com dezenas de militantes e defensores da DEMOCRACIA e das LIBERDADES mantendo-se em vigília durante todo o final de sábado e na madrugada para domingo, impedindo a saída do material ilegal até chegada da Polícia Federal ao local para cumprir o mandato de busca e apreensão que o PT havia conseguido junto a Justiça Eleitoral no final de sábado.

Enquanto se mantinha a vigília na gráfica, militantes da DEMOCRACIA e das LIBERDADES de outros estados passaram toda a noite pesquisando na internet os dados jurídicos e registros civis da gráfica, da igreja católica para tentar descobrir quem realmente havia encomendado a falsificação.

Se descobriu, através da pesquisa de propriedade de domínios na internet (who.is) que a organização (theotokianos.org.br) da pessoa que enviou o e-mail à gráfica solicitando o trabalho tem ligações com uma tal de FIB - Federação Integralista Brasileira, que seria sucessora da AIB - Ação Integralista Brasileira, partido político de orientação fascista que atuou nos anos 1930 e está na ILEGALIDADE desde 1938 quando tentou dar um golpe de Estado em Getúlio Vargas.

Segundo as pesquisas dos militantes na blogosfera, uma das donas da gráfica é funcionária da Assembleia Legislativa de São Paulo e filiado ao PSDB, do candidato tucano José Serra. A gráfica seria a décima maior financiadora da candidatura de um deputado tucano derrotado em 03 de outubro p.p.

Os levantamentos feito na blogosfera indicam uma relação entre tucanos, movimentos fascistas ilegais e membros da ala conservadora da Igreja Católica, ou seja, com aqueles que sempre defenderam e estiveram por trás dos golpes militares e das ditaduras vividas neste país.

Ao que parece a ultra-direita saiu das tumbas e ressuscitou os cadáveres de Mussolini, Franco, Salazar, Hitler, Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel, Figueiredo, entre outros ditadores que tantos danos fizeram ao Brasil e ao Mundo.

A ultra-direita, quando sai das tumbas com seus esqueletos fétidos, o faz para impor ao Brasil e a América Latina obscurantismo fascista, ditatorial e falso moralista.

Esperamos que o ocorrido no último final de semana faça com que a esquerda entenda o que está em jogo e que determinados grupos deixem de lado a reacionária posição em defesa do voto nulo.

Diante das condições atuais, não há outra solução, a não ser a unidade de toda a militância em torno de Dilma. Não queremos e não podemos voltar aos anos 1930.

Com suas alianças com a extrema-direita golpista, Serra nos leva de volta não ao pré-1964, mas sim aos anos 1930, quando onde nazismo e fascismo floresceram, conquistaram o poder e provocaram a mais sanguinária guerra da história da Humanidade, a Segunda Guerra Mundial.

No último final de semana, o defensores da DEMOCRACIA e das LIBERDADES, ganharam uma batalha, mas ainda não ganharam a guerra contra o Obscurantismo, a ditadura e a inquisição medieval, muito bem representados pelos falsificadores de panfletos e produtores de publicações difamatória. Até o dia 31 de outubro muitas outras batalhas virão.

Dilma é paz, Serra é Guerra.

Dilma é o caminho, Serra - o pedágio.

Dilma é a Luz (para todos), Serra - o apagão.

Dilma é a Vida, Serra o aborto.

Dilma é a Verdade, Serra a mentira.

(*) Graças aos militantes e sua vigília, à determinação e rapidez do departamento jurídico do PT e da Campanha Dilma e ação republicana da Justiça Eleitoral e da Polícia Federal, o material ilegal foi todo apreendido no domingo, 17 de outubro, e sua distribuição está proibida.
Quem tentar distribuir material calunioso e difamatório como o apreendido na gráfica paulista está cometendo crime eleitoral e deve ser denunciado rapidamente às autoridades competentes, assim como à campanha de Dilma.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:25 18/10/2010, de Curitiba, PR


PT quer saber autoria de panfletos anti-Dilma
Material atribuído a bispo de Guarulhos gera reunião de emergência da CNBB, que aponta que desaprova o uso de seu nome para a difusão de folhetos contra candidatos.

O PT quer uma apuração rigorosa sobre a responsabilidade pelos panfletos que estavam sendo impressos em uma gráfica da zona sul de São Paulo neste sábado (16). A unidade, localizada no bairro de Cambuci, preparava a impressão de mais de dois milhões de manifestos contra a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff.

O autor do material usou o nome da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para assinar o texto, que aponta intenção da petista e do presidente Lula de legalizar o aborto por meio do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH). A carta, intitulada “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, é a mesma que circulou no último dia 12 por igrejas do interior paulista e de Minas Gerais e seria distribuída em missas neste domingo.

20 milhões de panfletos

O pai do dono da gráfica, Paulo Ogawa, informou que o serviço foi encomendado por uma pessoa que se apresentou como colaboradora do bispo de Guarulhos, dom Luiz Gonzaga Bergonzini, o mesmo que gravou vídeo pedindo que não se vote em Dilma. De acordo com Ogawa, a intenção do rapaz, que se apresentou como Telmo, era imprimir mais de vinte milhões de panfletos. Mas, como a gráfica dele não comportava a encomenda, ficou acordada a impressão de 2,2 milhões de unidades.

Por isso, o PT acredita que outras gráficas estejam trabalhando na confecção do material difamatório e pede a investigação dos fatos. A equipe jurídica do partido registrou boletim de ocorrência e solicitou que não seja autorizada a circulação dos panfletos. Militantes do partido organizaram vigília em frente à gráfica para assegurar que o material não seja transportado.

Já a campanha de Dilma entrou com duas representações junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A primeira argumenta que se trata de uma propaganda eleitoral que oculta tal intenção. A segunda pondera que recursos financeiros provenientes de entidades religiosas não podem ser usados na confecção de material político.

O deputado estadual Adriano Diogo, que descobriu a operação, lembra que a CNBB não dá autorização para que sua logomarca seja colocada em manifestos partidários e pede que seja apurada a autoria do panfleto. “Esse documento é falso. Falsificou o timbre da CNBB, falsificou o texto, que não é da CNBB. O documento é frio, não tem nada que ver com a CNBB. As assinaturas dos bispos são frias. É falsidade ideológica.”

O caso veio à tona no fim de semana em que os bispos da Regional Sul 1 da Conferência estão reunidos em Itaici, no interior paulista. O flagrante provocou a convocação de uma reunião extraordinária entre os líderes religiosos. Dom Pedro Luiz Stringhini, que comanda atualmente a Diocese de Franca, no interior paulista, manifestou por telefone que a posição da Igreja Católica é de que não se deve usar a palavra para pedir votos em quem quer que seja. "Isso que é importante ressaltar. A posição da CNBB é sempre de apontar critérios, e não pessoas. E defender o voto livre. O católico vota em quem ele quiser."

Ele lamenta que algumas dioceses, como a de Guarulhos, estejam desrespeitando essa medida. "É lamentável que esse documento tenha existido e mais lamentável ainda que tenha sido reproduzido e divulgado", conclui.

Foi este o tom da nota emitida pela CNBB após a reunião extraordinária em Itaici. Os bispos da Regional Sul 1 reafirmaram que não indicam nem vetam o nome de qualquer candidato. A entidade "desaprova a instrumentalização de suas Declarações e Notas e enfatiza que não patrocina a impressão e a difusão de folhetos a favor ou contra candidatos." O comunicado recomenda ainda a análise "serena e objetiva" das propostas de cada partido para permitir que "as eleições consolidem o processo democrático."

Diogo, do PT, lamenta que o nome da maior entidade da Igreja Católica brasileira seja utilizado de maneira anônima para promover mentiras. “Nenhuma igrejinha pode rodar uma tiragem dessa. Há alguém muito poderoso, com muita bala na agulha, mandando rodar o material. Ninguém pode afirmar que tem algum partido político por trás disso. Mas o teor é totalmente partidário. Não é um documento eclesial”, pondera.

Campanha

O flagrante ocorre após enorme polêmica levantada em torno da questão do aborto. A coordenação da campanha de Dilma atribui à disseminação de boatos a perda de votos na reta final do primeiro turno. Líderes religiosos de diferentes correntes passaram a atacar a candidata como uma pessoa que tem posição pró-aborto. Monica Serra, esposa do adversário da ex-ministra, chegou a afirmar que Dilma gostaria de “matar criancinhas”.

A base aliada, com isso, escalou seus líderes para desmontarem a campanha de boataria, que envolve ainda mentiras sobre satanismo, regime militar e até mesmo a “proibição” de que Dilma entre nos Estados Unidos. Na sexta-feira (15), a candidata do PT divulgou, a pedido de líderes religiosos, uma mensagem em que se coloca a favor da vida e se compromete a não promover qualquer mudança na legislação sobre aborto.

“Isso é a campanha do obscurantismo. Não tem nada a ver com política. É a campanha dos porões, do subterrâneo. Eles estão desesperados. Querer usar a fé, falsificar assinatura de bispo, isso é coisa criminosa, é um delírio”, lamenta o deputado Adriano Diogo.

Fonte: Rede Brasil Atual
Enviada por Sindicacau, às 10:51 18/10/2010, de Ilhéus, BA


Marina,... você se pintou?
Marina, morena Marina, você se pintou diz a canção de Caymmi. Mas é provável, Marina, que pintaram você. Era a candidata ideal: mulher, militante, ecológica e socialmente comprometida com o grito da Terra e o grito dos pobres, como diz Leonardo. Dizem que escolheu o partido errado. Pode ser. Mas, por outro lado, o que é certo neste confuso tempo de partidos gelatinosos, de alianças surreais e de pragmatismo hiperbólico? Quem pode atirar a primeira pedra no que diz respeito a escolhas partidárias?

Mas ainda assim, Marina, sua candidatura estava fadada a não decolar. Não pela causa que defende, não pela grandeza de sua figura. Mas pelo fato de que as verdadeiras causas que afetam a população do Brasil não interessam aos financiadores de campanha, às elites e aos seus meios de comunicação. A batalha não era para ser sua. Era de Dilma contra Serra. Do governo Lula contra o governo do PSDB/DEM. Assim decidiram as famiglias que controlam a informação no país. E elas não só decidiram quem iria duelar, mas também quiseram definir o vencedor. O Estadão dixit: Serra deve ser eleito.

Mas a estratégia de reconduzir ao poder a velha aliança PSDB/DEM estava fazendo água. O povo insistia em confirmar não a sua preferência por Dilma, mas seu apreço pelo Lula. O que, é claro, se revertia em intenção de voto em sua candidata. Mas os filhos das trevas são mais espertos do que os filhos da luz. Sacaram da manga um ás escondido. Usar a Marina como trampolim para levar o tucano para o segundo turno e ganhar tempo para a guerra suja.

Marina, você, cujo coração é vermelho e verde, foi pintada de azul. Azul tucano. Deram-lhe o espaço que sua causa nunca teve, que sua luta junto aos seringueiros e contra as elites rurais jamais alcançaria nos grandes meios de comunicação. A Globo nunca esteve ao seu lado. A Veja, a FSP, o Estadão jamais se preocuparam com a ecologia profunda. Eles sempre foram, e ainda são, seus e nossos inimigos viscerais.

Mas a estratégia deu certo. Serra foi para o segundo turno, e a mídia não cansa de propagar a vitória da Marina. Não aceite esse presente de grego. Hão de descartá-la assim que você falar qual é exatamente a sua luta e contra quem ela se dirige. Marina, você faça tudo, mas faça o favor: não deixe que a pintem de azul tucano. Sua história não permite isso. E não deixe que seus eleitores se iludam acreditando que você está mais perto de Serra do que de Dilma. Que não pensem que sua luta pode torná-la neutra ou que pensem que para você tanto faz. Que os percalços e dificuldades que você teve no Governo Lula não a façam esquecer os 8 anos de FHC e os 500 anos de domínio absoluto da Casagrande no país cuja maioria vive na senzala. Não deixe que pintem esse rosto que o povo gosta, que gosta e é só dele.

Dilma, admitamos, não é a candidata de nossos sonhos. Mas Serra o é de nossos mais terríveis pesadelos. Ajude-nos a enfrentá-lo. Você não precisa dos paparicos da elite brasileira e de seus meios de comunicação. Marina, você já é bonita com o que Deus lhe deu.

Maurício Abdalla
Professor de Filosofia da UFES
Enviada por Claudinei Feitoza, às 10:44 18/10/2010, de São Carlos, SP


Os jornalistas e a volta da Santa Inquisição
Reproduzo artigo de Leonardo Sakamoto, publicado em seu blog:

No dia 10 de maio de 1933, montanhas de livros foram criadas nas praças de diversas cidades da Alemanha. O regime nazista queria fazer uma limpeza da literatura e de todos os escritos que desviassem dos padrões impostos. Centenas de milhares queimaram até as cinzas.

Einstein, Mann, Freud, entre outros, foram perseguidos por ousarem pensar diferente da maioria. A Alemanha “purificou pelo fogo” as idéias imundas deles, da mesma forma que, durante a Contra-Reforma, a Santa Inquisição purificou com fogo a carne, o sangue e os ossos daqueles que ousaram não concordar com suas idéias. A opinião pública e parte dos intelectuais alemães se acovardaram ou acharam pertinente o fogaréu nazista, levado a cabo por estudantes que apoiavam o regime. Deu no que deu.

Hoje, colegas da imprensa me contam histórias de membros de igrejas e templos do interior pedindo a seus fiéis que destruam livros que tratem de direitos humanos – agindo, provavelmente, sem o aval das cúpulas de suas denominações. Que se livrem de tudo o que não tenha a ver com a visão violenta e, portanto, errada que eles têm do amor. Demorou, mas veio. O pessoal que sente saudades da Idade Média saiu do armário.

Será que, no afã de contestar propostas presentes no III Programa Nacional de Direitos Humanos, parte da imprensa conseguiu finalmente cristalizar a imagem idiota que “direitos humanos” é coisa de defender bandido, matar crianças e proibir as pessoas de terem fé?

Direitos humanos diz respeito exatamente ao contrário. Considerando que todas as pessoas nasçam iguais e livres, por todas compartilharem da raça humana, elas merecem ser tratadas com dignidade e respeito.

Se pegarem todos os Programas Nacionais dos Direitos Humanos, de FHC a Lula, verão que eles tratam de liberdade religiosa e de associação, do direito à saude, à educação, à cultura, a ter uma identidade, a andar livremente, de falar e defender posições sem ser agredido, de não ter medo de passar fome ou de viver na miséria, de poder participar do processo político, de eleger e ser eleito, do direito a não ser expulso de sua casa, do direito à segurança, à integridade do seu corpo, a um julgamento justo, de não ser tratado como animal. De encontrar no outro um semelhante e tratá-lo como tal.

Não importa em quem você vote, não importa quem você queira no poder. Mas não deixe os mesmos ventos que sopraram em 1933 se espalharem pelo Brasil do início do século 21. Estratégias eleitorais acordaram um monstro - algumas pessoas das próprias campanhas já perceberam a besteira que fizeram, mas a espiral negativa agora gira por si e só uma ação combinada dos dois lados faria ela parar.

Esse monstro, a Intolerância, continua sendo alimentado a cada dia, pelo ódio, pelo irracional. Argumentos já não fazem efeito. O problema é que ele não vai parar no dia 31 de outubro, e quando tiver devorado o pouco de dignidade que conseguimos garantir às minorias, virá atrás das míseras liberdades individuais de todos, que não corresponderem à fé professada por alguns. Nós, como jornalistas, temos um dever de evitar alimentá-lo, sob o risco de sermos, ao final, cúmplices de tudo isso.

Estamos vivendo algo que não tem cara de eleições e sim de Contra-Reforma, agora com a participação de setores Protestantes e de grupos Católicos que foram perseguidos e torturados séculos atrás. Quem diria.
Enviada por Midiacrucis, às 10:29 17/10/2010, de Curitiba, PR


Segundo deputado saiu decisão liminar contra gráfica
Segundo informação do Deputado Pedro Simão publicada no twitter, saiu liminar do TRE determinando busca e apreensão de panfletos contra Dilma e PT em gráfica no Cambuci. Polícia Federal só pode ir de dia.

Cerca de 30 militantes cercam a gráfica e impedem saída de material.

Reforços são necessários. Vigília é estratégica.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 23:30 16/10/2010, de Curitiba, PR


Video reportagem direto da gráfica que imprimia material ilegal
Vídeo da TV PT revela o esquema de difamação de Dilma promovido por bispo conservador de Guarulhos.

A gráfica imprimia 2 milhões e 100 mil exemplares de um panfleto difamando Dilma e Lula. Segundo entrevistado se falou de até 5o milhões de exemplares. A ele foi pedido 20 milhões, mas ele não pode atender por questões técnicas.

Além de tudo os panfletos estão sendo rodados em papel jornal exclusivo da imprensa escrita por contar com isenção fiscal. Os caras além de usarema agrana dos fiéis na ilegalidade, metem a mão no bolso do contribuiente, do brasileiro que honestamente paga seus impostos, enquanto eles abusam de isenções fiscais.

Enviada por Sérgio Bertoni, às 23:26 16/10/2010, de Curitiba, PR


Chile: Mineiros não são heróis mas vítimas
O alto perfil mediático do resgate fez esquecer que em 2009 foram registados mais de 191 mil acidentes de trabalho em todo o país, com 443 mortes

“Este país precisa entender que são necessárias mudanças”, disse na madrugada de ontem Mario Sepúlveda, o segundo mineiro chileno resgatado de um grupo de 33 que passou mais de dois meses preso a quase 700 metros de profundidade após o desmoronamento em uma mina da região de Atacama, norte do Chile.

Mas, quais mudanças?

Quais lições o acidente deixará para este país que é o principal produtor de cobre do mundo?

O alto perfil mediático do resgate, iniciado no final da noite do dia 12, fez esquecer que em 2009 foram registados mais de 191 mil acidentes de trabalho em todo o país, com 443 mortes. E no primeiro trimestre deste ano foram 155 mortos. “Os mineiros não são heróis”, como todos os chamam por suportarem mais de dois meses sob a terra, na verdade são “vítimas”, disse à IPS o sindicalista Néstor Jorquera, presidente da Confederação Mineira do Chile (Confemin), à qual estão filiados os trabalhadores da mina San José em Copiapó, Atacama.

“Depois do resgate de nossos companheiros, iremos com tudo para que os culpados respondam devidamente”, alertou o dirigente da Confemin, que reúne 18 mil trabalhadores da pequena, média e grande mineração deste país de 17 milhões de habitantes. Numa espectacular e inédita operação, acompanhada por centenas de jornalistas nacionais e estrangeiros e transmitido ao vivo pelas televisões de todo o mundo, na noite do dia 13, foi realizado o resgate dos mineiros – presos na mina desde 5 de Agosto –, com as presenças do presidente Sebastián Piñera e de vários ministros.

Para os críticos, o “Acampamento da Esperança”, levantado pelos familiares dos trabalhadores nas proximidades da mina, transformou-se no cenário de um reality show, que desumanizou o drama da insegurança desta indústria, colocando em primeiro plano os detalhes técnicos do resgate e as histórias íntimas dos mineiros acima do precário contexto do trabalho que propiciou o desabamento. Já são anunciados programas de televisão que seguirão durante meses os trabalhadores da empresa de mineração chilena San Esteban, além de livros e filmes.

Também surgiram críticas ao governo de aproveitamento político do caso, considerando a contínua presença do presidente na mina e a recorrente evocação de fortaleza dos mineiros nos seus discursos, como símbolos “do espírito chileno de luta contra a adversidade”. Perante o mundo, “o Chile apareceu muito bem pelos esforços de resgate e pela responsabilidade assumida pelo Estado”, mas o acidente “causou um tremendo dano à imagem nacional porque todos se perguntam o motivo de ter acontecido”, disse à IPS a académica Kirsten Sehnbruch, do Instituto de Assuntos Públicos da Universidade do Chile.

Há uma mescla de negligências públicas e privadas, destacou Kirsten, acrescentando que “em qualquer país desenvolvido os donos da mina estariam presos”. Os dois chilenos proprietários da mina, situada numa zona desértica 800 quilómetros ao norte da capital chilena, estão a enfrentar acusações criminais por lesões corporais graves, relacionadas com um acidente anterior em que um mineiro perdeu uma perna, e estão sob ordem judicial para não deixar o país. “A alegria diante do resgate quase épico, produto da fortaleza e sabedoria dos mineiros de Atacama, obriga-nos a não esquecermos que situações como esta são absolutamente evitáveis”, disse à IPS María Ester Feres, directora do Centro de Estudos e Assessoria em Trabalho, Relações Trabalhistas e Diálogo Social da Universidade Central do Chile.

Basta recordar, segundo María Ester, que “só no ano passado, segundo dados parciais (das empresas filiadas a seguradoras), foram contabilizados mais de 191 mil acidentes de trabalho” no país. “Estamos a fazer uma revisão completa das normas de segurança”, não só da indústria mineira, como também de outros sectores, disse Piñera após a saída do primeiro trabalhador resgatado, Florencio ávalos.

Segundo María Ester, o Chile não conta “com uma política de Estado nem com uma estrutura nacional, articulada, coerente e eficiente” em matéria de “segurança e saúde no trabalho”. E acrescentou que, “conhecendo o que ocorre na agro-indústria, na salmonicultura, no sector portuário, na construção, entre outros sectores, constata-se que o trabalho decente não constitui um objectivo estratégico do modelo de crescimento económico”. Trata-se de extensas jornadas, descanso insuficiente, baixa remuneração, informalidade e rotatividade no emprego.

O presidente Piñera criou em Agosto uma comissão sobre segurança no trabalho, integrada por técnicos, que deve apresentar suas recomendações no dia 22 de Novembro. Também anunciou a criação de uma superintendência de mineração, a reestruturação do Serviço Nacional de Geologia e Mineração, mais financiamento para fiscalização e a formação de outro comité assessor, também com especialistas, para rever o Regulamento de Segurança da Mineração.

Para Néstor, é preciso ratificar o Convénio 176 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre segurança e saúde nas minas, adoptado em 1995 e que entrou em vigor em 1998. “Contudo, não interessa ao governo por acreditar que isto não soluciona o problema”, acusou. Segundo María Ester, “as acções do governo não se voltam para a direcção correcta, já que formou uma comissão focada apenas na segurança do trabalho, sem ter entre os seus objectivos a análise do conjunto das condições de trabalho”. Tampouco incluiu o sindicalismo e outros actores importantes, ressaltou.

María Ester também criticou o facto de o sector empresarial ter “procurado centrar o problema somente nas pequenas empresas”. Os sindicatos dos mineiros questionam o governo por cortar o fio pelo lado mais fino, fechando pequenos e inseguros pirquenes (explorações quase informais) em Atacama, sem dar apoio para melhorar o trabalho. Apesar de a Confemin entregar uma petição ao governo junto com a Centra Unitária de Trabalhadores, e de outros sindicatos também estarem a organizar-se, Néstor está pessimista porque há problemas de fundo, como a estendida subcontratação.

Esta modalidade e a multiplicidade de razões sociais numa mesma empresa “externam os custos e os riscos do trabalho, além de atomizar e dificultar a sindicalização e a participação organizada dos trabalhadores na determinação e no controle das condições de trabalho”, disse María Ester. A lamentável “irresponsabilidade empresarial abriu uma grande oportunidade para que os trabalhadores denunciem e mostrem tudo o que se esconde neste país”, graças ao fato de os olhos do mundo estarem voltados para o Chile, concluiu Néstor.
Enviada por Vera Armstrong, às 23:24 15/10/2010, de Curitiba, PR


Em estado de greve, metalúrgicos de Juiz de Fora rejeitam 7% e 7,5%
Os metalúrgicos de Juiz de Fora rejeitaram ontem, dia 14, a proposta apresentada pelo sindicato patronal que estabelece reajuste salarial de 7% para pequenas e médias empresas e 7,5% para grandes empresas.

O índice causou indignação diante do cenário de recuperação econômica e retomada do emprego na cidade e no estado. Com o lema "A crise passou, a produção aumentou. E o salário?", a categoria reivindica reajuste de 11% e pisos de R$ 800 e R$ 1.500.

Há duas semanas, os metalúrgicos declararam estado de greve diante do reajuste de 5% oferecido pelo patronal, índice que mal cobre a inflação do período.

Na próxima terça, haverá nova rodada de negociação. A categoria permanece mobilizada e pronta para começar as paralisações.

Mercedes

Na manhã de hoje, dia 15, os trabalhadores deixaram o prédio da Montagem Bruta em passeata, aliados aos trabalhadores da Pintura, e se uniram aos companheiros da Montagem Final em assembleia. Sem acordo, o movimento de paralisação deve se intensificar por tempo indeterminado.
Enviada por Henrique Almeida, às 16:55 15/10/2010, de Juiz de Fora, MG


Ato em defesa da Liberdade de Expressão e Direito á Comunicação
Clique aqui para ampliar
Car@s companheir@s e amig@s,

A recém fundada Associação dos Blogueiros Progressistas do Paraná, ABPP (*), em parceria com Sindicatos e organizações da Sociedade Civil paranaense, promoverá no Sindicato dos Jornalistas, o Ato em Defesa da Liberdade de Expressão marcando o lançamento do Movimento pelo Direito à Comunicação.

O Ato será no próximo dia 21 de outubro, a partir das 18:00h, em Curitiba.

Como vocês devem saber a Liberdade de Expressão no Paraná vem sendo cerceada pelos tucanos e seus aliados no judiciário.

Blogs, Tuites, Revistas, Jornais e Pesquisas são sistematicamente censurados a pedido do governardor eleito Beto Richa.

A base de toda essa censura é uma espécie de “interdito proibitório” inventado pelos advogados tucanos e seus aliados no judiciário durante a campanha eleitoral e se chama “abalo emocional”.

Beto Richa alega que notícias publicadas por blogueiros, tuiteiros e jornalistas independentes deixam a ele e a sua família “abalados emocionalmente” e por isso solicita a censura que é imediatamente aceita pelo judiciário local, cuja imparcialidade é bastante questionada.

O blogueiro e jornalista Esmael de Morais está sendo perseguido sistematicamente pela equipe tucana que já formulou quatro pedidos de prisão do mesmo, até o momento negados pela justiça. O valor total das multas impostas a Esmael já ultrapassa a casa dos 800 mil reais. Seu blog foi censurado várias vezes durante a campanha e está fora do ar desde o dia 04 de outubro, quando os tucanos conseguiram uma liminar na justiça para bloquear o Blog do Esmael nos servidores da Locaweb, localizados fora do Paraná.

Além de Esmael, tuiteiros também são perseguidos implacavelmente. O caso mais famoso é o do publicitário Maurício Betti (**), que tinha 188 seguidores até 1º de outubro e cujo tuite embargado falava sobre um suposto vazamento de uma pesquisa censurada do Datafolha. Sob pena de multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento, Maurício teve que retirar a mensagem do microblog e publicar em seu lugar mensagem oficial que excedia os 140 caracteres típicos do microblog.

O candidato à presidência da república pela aliança demotucana, José Serra, acusou nesta data o Valor Econômico de produzir manchetes para a campanha de Dilma Roussef, tão somente porque o jornal dirigido ao empresariado publicou alguns dados sobre o desempenho econômico e social do país no governo Lula.

Porém, não queremos promover apenas um ato em favor de um blogueiro, de um tuiteiro, ou contra um tucano.

Queremos debater o avanço dessa direita fundamentalista e fascista, da qual o Paraná é a ponta do iceberg. Beto Richa seria tão somente uma mera avezinha a fazer suas necessidades fisiológicas neste iceberg.

Queremos DEFENDER A LIBERDADE DE EXPRESSÃO, O DIREITO À COMUNICAÇÃO E O ARTIGO 220 DE NOSSA CONSTITUIÇÃO FEDERAL QUE PROIBE TODO E QUALQUER TIPO DE CENSURA.

Vemos como a mentira, a espetacularização da notícia e a censura patronal vem se espalhando pelas redações no Brasil e no Mundo.

Cidadãos e jornalistas de bem são ofendidos, perseguidos, censurados, demitidos, etc, caso não rezem pela cartilha dos Marinhos, Civitas, Frias, Mesquitas e Murdocks da vida. Demotucanos atacam deliberadamente a Liberdade na Internet e querem nos impor o seu AI-5 Digital. Todos eles contam com o apoio e a cumplicidade de boa parte dos magistrados do Brasil que, sabemos, são classistas e elitistas.

Eles tentam calar o povo de todas as maneiras.

É contra isso, mas principalmente a FAVOR da Liberdade de Expressão e pelo Direito à Comunicação que promoveremos o Ato no dia 21 de outubro.

Por tudo isso gostaríamos muito de contar com sua valiosa presença e de sua entidade neste evento.

Certos de podermos contar com sua participação, despedimo-nos fraternalmente,

Associação dos Blogueiros Progressistas do Paraná

(*) A ABPP também participa do processo de organização do I Encontro Estadual dos Blogueiros Progressistas no Paraná, que ocorrerá entre os dias 26 e 28 de novembro próximo em Curitiba.

Nosso blog oficial pode ser acessado através dos seguintes endereços:
http://paranablogs.net/

http://paranablogs.wordpress.com/

Por favor, veja também os seguintes posts:
Fundada a Associação dos Blogueiros Progressistas do Paraná-ABPP

“Abalados emocionalmente”, eles censuram e perseguem

(**) Tuiteiro censurado
http://blogladob.com.br/geral/beto-richa-censurou-post-de-twitter/
Enviada por Paraná Blogs, às 14:18 15/10/2010, de Curitiba, PR


Ministro Flávio Bierrenbach: "Serra entrou pobre e saiu rico do governo Montoro".
Ministro do Supremo Tribunal Militar, Flávio Bierrenbach, afima: "Serra entrou pobre e saiu rico do governo Montoro". O processo não interessa à Folha?

A Folha de S. Paulo está conduzindo, como todos sabem, uma intensa ação judicial para obter acsso à íntegra do processo de Dilma Roussef movido pela ditadura, com material obtido sob tortura e num regime de exceção.

A Folha defendeu, em editorial, o seu interesse com estas palavras:

“É da essência republicana que a biografia de um candidato se exponha ao exame até mesmo impiedoso da opinião pública. Trata-se, afinal, de alguém que pretende assumir o comando do país.”

Seguindo o mesmo raciocínio, a sociedade tem, então, o direito de exigir que a Folha procure e exponha, para “o exame impiedoso da opinião pública” os autos do processo movido na Justiça Eleitoral de São Paulo, em 1988, onde o candidato José Serra, - “alguém que pretende assumir o comando do país” – busca reparação ao fato de ter sido acusado pelo seu então colega de partido, Flávio Bierrenbach de ter entrado pobre e saído rico do governo Montoro, onde foi secretário de Estado.

A acusação foi feita na televisão e Serra iniciou um processo por calúnia, injúria e difamação contra Bierrenbach. Este, então, solicitou ao juiz da 2a Zona Eleitoral, então o Dr.Wálter Maierovitch, o que se chama exceção da verdade, ou seja, o direito de provar que não é calunioso ou difamante o que havia sido afirmado. O juiz atendeu e, então, Serra tentou reduzir o processo ao de injúria, que juridicamente não comporta a comprovação de ser verdadeiro o que se afirmou.

O processo passou a arrastar-se e, finalmente, prescreveu. Mas está lá, no TRE de São Paulo, com a prova que se exige em processos relativos ao horário eleitoral, que é a fita do que foi veiculado.

A matéria, da revista Carta Capital, em 2002, está reproduzida em diversos blogs e pode ser lida aqui (é a segunda matéria da página).

Flávio Bierrenbach não é um “consultor” condenado por estelionato. É ministro aposentado do Superior tribunal Militar, o mesmo ao qual a Folha exige os dados de Dilma Rousseff. E não chegou lá nomeado por Lula, mas por Fernando Henrique Cardoso, em 1999. É alguém, portanto, digno da credibilidade e de isenção política em relação ao atual Governo.

Aliás, a Folha tem pleno conhecimento do processo e das acusações de Bierrenbach.

Publicou, em 2002, uma matéria onde dizia que o depoimento de Bierrenbach ia ser levado ao ar pela campanha de Ciro Gomes e até transcreveu parte do que ele dizia:

“Com esse objetivo, deve ir ao ar ainda hoje no horário eleitoral gratuito um depoimento em que o ex-deputado Flávio Bierrenbach acusa o tucano. “Entrou pobre na Secretaria de Planejamento do governo Montoro. Saiu rico”, diz ele.”

Portanto, a Folha de S. Paulo, se não quiser que seu editorial defendendo que a “essência republicana” seja ter conhecimento de tudo o que se disse – até pelos torturadores e receptadores, como foi o caso do sr. Rubnei Quicoli – sobre “ alguém que pretende assumir o comando do país.” está na obrigação de publicar o que o Ministro Bierrenbach disse sobre José Serra. Até porque foi dito num processo judicial em pleno regime de liberdades, e não papéis manchados de sangue do período da tortura e da bestialidade.

Ou, então, deve confessar a seus leitores que pratica o padrão Rubens Ricúpero de jornalismo: o que é bom (para Serra) a gente mostra; o que é ruim a gente esconde.

Leia aqui o que Serra fez para abafar a denúncia de bierrenbach

Bierrenbach só queria a verdade, nada mais do que a verdade O site O Terror do Nordeste reproduziu reportagem da Carta Capital:

O que Serra fez para abafar denúncia de Bierrenbach

Flavio Bierrenbach: Serra usa o poder de forma cruel, corrupta e prepotente

ACUSAÇÕES NA GELADEIRA

Os caminhos que transformaram em ódio a antiga amizade de José Serra e Flavio Bierrenbach, numa trama que envolve honra e denúncias de corrupção.

Eles foram amigos desde os tempos da universidade. José Serra na Politécnica, em São Paulo, Flavio Flores da Cunha Bierrenbach, na Faculdade de Direito, também em São Paulo. Quando Serra estava em Princeton, na porção norte-americana do seu exílio, Bierrenbach o visitou. Jantaram juntos, na casa de Serra. Quando o hoje pré-candidato do PSDB à sucessão presidencial desembarcou de volta do exílio, a mão do primeiro amigo que apertou no aeroporto de Viracopos, Campinas, foi a de Flavio Bierrenbach. Outros tempos. Desde 1988, ambos não se falam, não se cumprimentam. E um processo, já prescrito, movido por Serra e contestado por Bierrenbach é uma sombra.

Os amigos começaram a se tornar ex-amigos no governo Montoro (1983 a 1987). Serra, o secretário de Planejamento. Bierrenbach, deputado federal pelo mesmo PMDB.

Do que se conhece da porção social, digamos assim, da briga, tratou-se de um excesso de apetite de Serra na ocupação de espaços. A porção política e judicial é bem mais contundente.

As acusações eram pesadas. Ofensivas à dignidade, reputação e ao decoro de qualquer mortal. Bierrenbach as fez num programa eleitoral gratuito, nos dias 28 e 29 de outubro daquele ano. Disse, com todas as letras:

- José Serra entrou pobre na Secretaria de Planejamento do Governo Montoro e saiu rico… Ele usa o poder de forma cruel, corrupta e prepotente.

Disse ainda Bierrenbach:

- Poucos o conhecem. Engana muita gente. Chama-se José Serra. Fez uma campanha para deputado federal miliardária. Prejudicou a muitos dos seus companheiros.

Na mais branda das imputações feitas a Serra comparou-o a Paulo Maluf:

- Esses homens têm algo em comum. Uma ambição sem limites. Uma sede de poder sem nenhum freio. E pelo poder eles são capazes de tudo.

Procurador do Estado por concurso público, Bierrenbach integrara o seleto grupo de autênticos do MDB, com passagens, antes da Câmara, pela Assembléia de São Paulo.

Bierrenbach não se dedica mais à política partidária. Há dois anos tornou-se membro do Poder Judiciário. Nomeado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, é ministro do Superior Tribunal Militar (STM).

As acusações de Bierrenbach em 1988 foram transmitidas pela televisão. Em horário nobre. Serra disputava a prefeitura de São Paulo. Bierrenbach falou no programa de propaganda do PFL, cujo candidato era João Leiva.

Em razão da contundência de Bierrenbach e como era da democrática regra eleitoral, Serra conseguiu o direito de resposta, com igual tempo e horário na mídia.

Serra foi além. Procurou os tribunais. Alegou ofensa à sua honra. Pelo seu advogado, Mário Covas Neto, pediu a abertura de um processo penal contra Bierrenbach, cuja iniciativa era privativa do Ministério Público.

Sustentou Serra haver sido caluniado, difamado e injuriado por Bierrenbach. Colocou-se como vítima de três crimes eleitorais contra a honra: calúnia, difamação e injúria.

Mostrando intenção de ver o seu ofensor processado pelo Ministério Público da Justiça Eleitoral, conseguiu Serra, junto ao juiz da 2ª Zona Eleitoral de São Paulo, sua aceitação como assistente da acusação. Uma função de auxiliar do Ministério Público.

O entendimento de Serra começou a mudar em face da reação de Bierrenbach. No processo instaurado por calúnia, injúria e difamação, o então réu Bierrenbach pediu espaço para comprovar a verdade das acusações feitas.

Frisou Bierrenbach que eram verdadeiras as afirmações e, por conseqüência, não ofendera a honra de Serra. Apresentou uma peça de defesa que, no mundo jurídico, chama-se exceção da verdade. (Pede-se a oportunidade para provar a veracidade das acusações.)

A exceção da verdade foi aceita pelo então juiz da 2ª Zona Eleitoral, Wálter Fanganiello Maierovitch, que permitiu a produção de provas pleiteadas por Bierrenbach.

Pretendia o hoje ministro do STM uma investigação financeira, com levantamentos nos gastos, fontes de receita e movimentações financeiras de Serra.

Serra alterou sua tese jurídica. Ressaltou que a acusação do Ministério Público deveria ser mudada. Retificada, pois apenas tinha sido injuriado, não caluniado e difamado.

Outra conseqüência jurídica entrou em jogo. Segundo a lei, não cabe a exceção da verdade na hipótese de injúria. A exceção da verdade só pode ser aceita nos casos de acusações por calúnia e difamação.

Pela ação da defesa de Serra, o opositor Bierrenbach não mais poderia tentar comprovar o que via como verdade em suas afirmações nem realizar uma devassa financeira.

O processo da 2ª Zona Eleitoral mostra que o então juiz Maierovitch manteve sua posição de acolhimento da exceção e destacou que a decisão final caberia ao Supremo Tribunal Federal, pelo foro privilegiado de Serra, que era deputado federal.

Teve início, então, uma nova fase da batalha judiciária, com Serra contratando advogados renomados, como Marcio Thomaz Bastos e Arnaldo Malheiros. Da parte de Bierrenbach, também um advogado de peso e renome, José Roberto Leal.

A defesa de Serra buscou uma liminar em mandado de segurança, junto ao TRE. Para transformar em injúrias os anteriores enquadramentos legais – calúnia e difamação – sob a alegação de erros do juiz e da promotora.

A liminar foi concedida pelo presidente do Tribunal Eleitoral, desembargador Carlos Ortiz, em 18 de maio de 1993. Perduraria até o julgamento do mérito do mandado de segurança e, na prática, interrompeu o andamento da exceção da verdade. O caso Serra-Bierrenbach ficou sem solução. Os alegados crimes prescreveram.

Tempo demais se passou para o TRE apreciar a controvérsia. Aliás, foi impedido de apreciar o tema principal em razão da prescrição.

Procurados por CartaCapital, os funcionários da Justiça Eleitoral não comentaram o atraso. Sugeriram que se pedisse certidão a respeito do tempo que o processo ficou na posse do juiz Francisco Prado de Oliveira Ribeiro, que é o atual secretário de Estado da Habitação do governo de São Paulo. Integra o governo Covas desde julho de 1998.

Prado não era juiz de carreira. Representava, perante o Tribunal, a classe dos advogados-juristas, chegou a ser reconduzido ao cargo para um segundo mandato.

Alguns bombeiros entraram em ação à época. Entre eles, políticos, Almino Afonso. Serra, quando da indicação de Bierrenbach para o STM, não tentou torpedeá-la. Os ex-ministros e amigos de ambos, José Carlos Dias e José Gregori, atuaram nos bastidores.

Serra, 60 anos, Bierrenbach, 62, têm muitos amigos em comum. De quando em quando, em jantares, reuniões, festas nas casas desses amigos, um se depara com o outro. É um momento de constrangimento, relatam próximos dos dois.

Eles não se falam, sequer se cumprimentam. Muito menos tocam, com ninguém, na pá de cal da amizade. Serra, um dia, em meio à tempestade, escreveu uma carta para Bierrenbach. Este escreveu outra carta para Serra. Ambas as cartas, duríssimas. Esse foi o último gesto de ligação entre os ex-amigos.

Bierrenbach, procurado por CartaCapital, apenas confirmou a existência do processo hoje prescrito. E só disse uma frase para publicação:

- A única possibilidade de conversa civilizada que eu tenho com José Serra é o silêncio.

Fonte: CartaCapital
Enviada por Fábio Godoy, às 13:47 14/10/2010, de Taubaté, SP


“Se nos calarmos, até as pedras gritarão”
Por Alipio Freire

Ainda que possa parecer para muitos de vocês que estou "chovendo no molhado", sinto-me no dever de repetir:

Vivemos hoje, no Brasil, encruzilhada das mais sérias desde o golpe de 64.

Não interessa muito, a esta altura, as nossas opiniões pessoais sobre os limites das políticas do Partido dos Trabalhadores; da sua política de alianças; do Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva; etc. Interessa menos ainda as nossas simpatias pessoais ou opiniões pontuais sobre a candidata Dilma Rousseff (minha candidata desde o primeiro turno).

O que escolhemos nesta eleição é simplesmente o seguinte: ou vamos com a candidata Dilma, e os seus limites, ou escolhemos o candidato da “santa” aliança Demo-Tucana, o senhor José Serra, com sua absoluta falta de limites políticos, éticos e morais.

Não adianta mais discutirmos as falcatruas com as verbas públicas levadas a cabo pelo dois blocos que hoje polarizam a disputa; tolice descobrir ou avaliar quem roubou mais, se os Sarneys ou os Henrique Cardosos; se este ou aquele dirigente petista, ou o ministro Sérgio Motta para a compra do Congresso visando o segundo mandato para o Príncipe dos Sociólogos; se os filhos deste ou daquele presidente, ou daquele governador cuja descendência praticamente monopolizou os pedágios de São Paulo privatizados pelo pai, etc. etc. etc.

Obviamente todas essas coisas estão erradas e, se nos afligem não importando qual dos lados as tenha praticado, para o bloco Demo-Tucanos, não há qualquer reação de repúdio ou censura aos seus membros que assim sempre agiram, agem e agirão: não enrubescem. Pelo contrário, providenciam apenas os Gilmar Mendes para colocar na presidência do STF. Na verdade, o Demo saqueia o país, desde antes de sermos Brasil, quando este território atendia apenas e genericamente por Pindorama, e aqui desembarcaram em 1500. Nos ancestrais do Demo está a responsabilidade de todas as mazelas que vimos herdando há tantas gerações. No Demo está a matriz da corrupção, do Estado autoritário, da escravidão, da tortura, da repressão e de todas as misérias que assolam o país e que conhecemos sobejamente.

Mas não é isto o que fundamentalmente está em jogo neste momento.

Também não está em jogo o programa econômico (macro) das duas candidaturas – na atual conjuntura internacional, e com as estratégias definidas por vários dos partidos de esquerda, essas políticas econômicas dificilmente poderiam ser outras que não as que estão na praça. No entanto, entre uma perspectiva de crescer com distribuição de renda ou com concentração de rendas, sem sombra de dúvidas, a primeira alternativa (representada pela candidatura Dilma Rousseff) é a que mais convém ao nosso povo. Chamo a atenção de alguns camaradas mais radicalizados para o seguinte: não haverá Armagedon ou Apocalipse Socialista. O povo não morrerá de fome hoje, para ressuscitar em pleno Esplendor da Aurora Socialista, quando os rios jorrarão leite e mel. Não haverá qualquer profeta Daniel do Velho Testamento, ou o São João, do Novo Testamento, capaz de prover milagre de tamanha envergadura. Isto não existe, senão nas pobres cabeças de alguns, acostumados a fazer três refeições por dia, e a não passar frio nem calor, resguardados por um conforto que deveria ser igual para todos.

Mas, muito mais que isto, o que está em jogo nesta eleição é ainda mais grave que esta escolha de programa de crescimento.

Trata-se, na verdade, de escolhermos entre uma candidata que quer e fará o possível para nos preservar do fascismo que se expande em todo o Mundo (sobretudo nos países centrais do capitalismo), ou um candidato cuja campanha e cujas declarações e estratégias apontam para um alinhamento exatamente com o fascismo.

E não se trata de figura de retórica, discurso de palanque, o que aqui escrevo.

Enquanto na Europa e nos Estados Unidos cresce a xenofobia, o ódio contra os trabalhadores imigrantes; enquanto na Itália o Congresso aprova uma lei que permite e estimula a criação de "rondas de cidadãos" (leia-se, formação de milícias paramilitares); enquanto na Suécia, a ultradireita conquista cadeiras no Parlamento; enquanto na Holanda, a ultradireita cresce no Parlamento - podendo vir a se tornar maioria; enquanto o Governo de Washington – mascarado pela melanina do seu presidente - barra o acordo Brasil-Turquia-Irã, que poderia abrir um importante canal de negociações pacíficas para aquela região que vive hoje a ameaça de invasão pelos EUA e seus aliados, tipo as que foram levadas a cabo no Iraque e no Afeganistão – ocupados até hoje, a ferro e fogo, pela democracia estadunidense; etc. etc. etc.

O senhor candidato da aliança Demo-Tucana segue a mesma linha em sua campanha.

Sim, meus camaradas e amigos: a linha de campanha do senhor José Serra é uma linha fascista. E não é necessária muita análise ou qualquer metafísica para concluirmos isto:

Quando o senhor José Serra ataca sua adversária por ter lutado bravamente na resistência contra a ditadura, o senhor José Serra não apenas tenta criminalizar a candidata Dilma Rousseff e todos os seus companheiros de lutas dos anos 1960-1970, quando os liberais – longe de se oporem à ditadura (o que só farão a partir da metade da década de 1970), serviam de sustentação àquele regime. Significa criminalizar todos os que lutam hoje por seus direitos, todos os movimentos e organizações dos trabalhadores e do povo – como, aliás, têm agido as PMs nos Estados governados pela “santa” aliança que sustenta a candidatura do senhor José Serra.

Isto é fascismo.

Quando o senhor José Serra coloca a questão do aborto e sua estigmatização, como divisor de águas entre ele e a candidata Dilma Rousseff – estamos exatamente no terreno da intolerância fascista.

Quando o senhor José Serra tenta transformar a disputa política numa guerra religiosa - estamos no terreno privilegiado do fascismo. Aliás, a este respeito, certo filósofo alemão de origem judaica, já nos advertia no século 19 sobre as guerras religiosas enquanto o mais baixo degrau da política, e suas conseqüências para a maioria do povo. Fomentar a intolerância religiosa (ou qualquer outro tipo de intolerância) é fascismo.

Quando o senhor José Serra participa de regabofes no Clube Militar e estimula os encontros entre esses que deveriam ser os guardiões da legalidade e da nossa Constituição, e os lambe-botas da grande mídia comercial que pregam, sem pejo e desabridamente, o golpe contra as nossas instituições, estamos cara a cara com o fascismo.

Quando o senhor José Serra se dirige ao Clube do Pijama, que reúne a nata do que há de pior e mais reacionário dos oficiais da Reserva (e que garantiu a ferro e fogo, à base de seqüestros de opositores, aprisionamentos em cárceres clandestinos, torturas, assassinatos e ocultação de cadáveres, os 25 anos de ditadura), ressuscitando fantasmas tipo "República Sindical" e outros jargões que serviram de mote para o golpe de 1964, o senhor José Serra se comporta como um fascista.

Quando o senhor José Serra se articula com a grande mídia comercial para divulgar todo tipo de mentiras e aleivosias contra a candidata Dilma Rousseff e seus apoiadores, sem a menor vergonha de falsificar e publicar uma suposta ficha dos órgãos de repressão da ditadura sobre candidata Dilma Rousseff, o senhor Serra age como um fascista.

Quando o senhor José Serra conquista como apoiadores e se reúne com organizações paramilitares – verdadeiras societas sceleris – como a Tradição Família e Propriedade – TFP, e o Comando de Caça aos Comunistas – CCC, o senhor José Serra está se articulando com fascistas.

E somente fascistas se articulam com fascistas.

Quando o senhor José Serra, em atos aparentemente menores (e apenas demagógicos), como na sua lei antifumo, ou na criação da "nota paulista", e não equipa o Estado da quantidade adequada de funcionários para o controle dessas questões, transferindo esse controle para os cidadãos, estamos frente ao pior dos fascismos: a tentativa de transformar os cidadãos e cidadãs num grande exército de dedos duros e alcagüetes, um verdadeiro embrião das "rondas de cidadãos" do senhor Berlusconi.

Muito mais poderíamos apontar como atos que fazem do senhor José Serra um fascista. A lista, no entanto, seria grande demais (uma verdadeira lista telefônica).

Neste momento, o mais importante é que tenhamos todos muito claro, o que significam as duas candidaturas, onde se diferenciam fundamentalmente, e as conseqüências que enfrentaremos com a eleição de uma ou do outro dos candidatos.

A unidade, neste segundo turno, em torno da candidatura de Dilma Rousseff – do meu ponto de vista – tem um claro caráter de frente antifascista.

Sem sombra de dúvida, a unidade em torno do entendimento acima exposto sobre o significado das duas candidaturas e, em conseqüência, a escolha da candidata Dilma Rousseff constituem um ponto de partida fundamental.

Apesar disto, não é suficiente, não basta.

É necessário um passo a mais.

É necessário que nos organizemos e passemos à ação, de forma articulada com o geral da campanha. É necessário, portanto, que procuremos os comitês de campanha dos partidos aos quais sejamos filiados, ou os comitês suprapartidários que apóiam a nossa candidata.

Neste momento, circulam dezenas de manifestos de setores sociais, profissionais, religiosos, etc., com milhares de assinaturas em apoio à candidata Dilma Rousseff. É óbvia a importância de fazermos com que circulem em nossas listas via internet. No entanto, se nos detivermos apenas nisto, corremos o risco de conversarmos sempre e apenas entre nós. E é fundamental que consigamos sair do nosso círculo. Creio que uma boa maneira de faze-lo, de sairmos da tentação do espelho, seria – e que proponho – que reproduzíssemos grandes quantidades desses manifestos e, em grupos, fôssemos distribuí-los, nos locais de concentração dos sujeitos aos quais se dirigem esses manifestos e abaixo-assinados.

Por exemplo: no pé desta mensagem, repasso para todos um documento assinado por religiosos e leigos católicos e evangélicos. Pois bem, podemos reproduzi-lo e panfletarmos organizadamente nas saídas das igrejas e templos, conversando com as pessoas, explicando, convencendo aqueles que ainda tenham dúvidas, etc. Com o manifesto dos juristas, como um segundo exemplo, faríamos panfletagens nas portas de fóruns e tribunais nos horários de entrada e saída do pessoal, e assim por diante.

Temos de vencer o poder da grande mídia.

Para isto, vamos todos para as ruas, praças e avenidas – espaços privilegiados da nossa luta, pois é neles que podemos ser mais forte.

E nos encontraremos pelas ruas e praças do Brasil.

Fonte: http://redecastorphoto.blogspot.com/2010/10/se-nos-calarmos-ate-as-pedras-gritarao.html
Enviada por Castor Filho, às 11:27 14/10/2010, de Internet


Mineiros chilenos, vítimas da flexibilização trabalhista
É vergonhosa a espetacularização do sofrimento dos mineiros chilenos feita por parte da imprensa e da direita fascista mundial

Por Emir Sader, em CartaMaior

O presidente chileno Sebastien Piñera quer se fazer de herói do resgate dos mineiros, presos há mais de dois meses numa mina, mas ele é duplamente algoz dos trabalhadores daquele país. Em primeiro lugar, porque seu governo não controla as condições de exploração da força de trabalho, nem sequer do segmento mais importante da economia chilena. As condições subumanas de trabalho dos sofridos trabalhadores mineiros, principais produtores das riquezas fundamentais do país, não encontram nenhum controle dos órgãos do governo, além de que, com a quebra da empresa que os superexplora, nem sequer seus direitos básicos estão garantidos.

Mas de uma outra forma também Piñera é responsável pelas condições de trabalho dos trabalhadores chilenos. Ele é irmão de José Piñera – cujo grupo econômico é proprietário da LAN Chile, que acaba de comprar a TAM – tristemente famoso por ter introduzido a chamada lei de “flexibilização laboral”, com a conhecida cantilena de que, diminuindo os custos de contratação da mão de obra - às custas dos direitos dos trabalhadores – se expandiria o mercado de trabalho e diminuiria o desemprego.

Utilizou a enganosa expressão “flexibilização”, para expropriar direitos trabalhistas, a começar pelo contrato com carteira de trabalho, o emprego formal. A maioria dos trabalhadores foram jogados na informalidade. Submetidos a condições ilimitadas de exploração.

Usam duas palavras enganadoras: flexibilidade e informalidade, que seduzem (as preferimos à inflexibilidade e à formalidade), mas neste caso seu verdadeiro conteúdo é: precariedade das condições de trabalho. É trabalhar sem contrato, sem possibilidade de apelar à Justiça, de associar-se, de ter uma identidade social.

Essa política, nascida na ditadura do Pinochet, foi se associando a todos os governos neoliberais na América Latina, fazendo com que a maioria dos trabalhadores do continente passasse a ser estarem submetidos à precariedade laboral, a não ter contrato de trabalho.

O governo tucano de FHC-Serra adotou essa política, com os mesmos mecanismos e argumentos do José Piñera e da ditadura pinochetista, causando níveis de exploração da força de trabalho (extração da mais valia), de desemprego aberto e camuflado, de precariedade, jamais vistos no Brasil.

Esses mineiros chilenos foram, eles também vítimas dessas condições de trabalho, a mesma a que passaram a ser submetidos a maioria dos trabalhadores latinoamericanos.

O governo Lula recuperou, regularmente, os contratos de trabalho formal, que aumentaram sempre, ao longo dos dois mandatos presidenciais, depois ter recebido uma herança também socialmente maldita do governo FHC-Serra. Essa uma diferença essencial entre os dois governos: desamparo dos trabalhadores diante da exploração ou afirmação dos seus direitos formais de trabalho.

Fonte: Blog do Emir
Enviada por Sindicacau, às 11:20 14/10/2010, de Ilhéus, BA


Juiz e ex-Ministro de FHC chama serra pro pau!
O Walter Maierovitch, juiz aposentado, que se declara apartidário e já foi ministro de FHC, foi bem contundente no texto abaixo!

Serra fez plantão na porta da Justiça. Medo de se provar que era ladrão

É uma história conhecida, antiga, mas os termos em que foi escrita essa mensagem colocou o tucano numa categoria que nem os oponentes políticos se atreveram até agora.

Maierovitch é um ex-juiz experiente e não faria isso sem respaldo: testemunhas e provas documentais.

Ele tem história para contar e chamou o Serra para o pau.

Se tivéssemos uma imprensa livre, esse seria um ingrediente para incendiar a campanha... mas, podem ter certeza, essas coisas vão passar batidas, da mesma forma que o livro do jornalista do Estado de Minas é tratado com sigilo.
Enviada por Almir Américo, às 11:13 14/10/2010, de Moscou, Rússia


Saiu no Valor Econômico:
TSE suspende inserção de Serra por falta de clareza em pesquisa
Divulgue, espalhe, envie para teus amigos e familiares este artigo publicado pelo Valor Econômico de 13/10/2010

SÃO PAULO - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu a veiculação de uma inserção de rádio e de televisão da coligação que apoia a candidatura de José Serra (PSDB) à Presidência da República.

O pedido de suspensão foi proposto pelos aliados da candidatura de Dilma Rousseff (PT), que questionam a propaganda do adversário veiculada ontem. Para a coligação que apoia a petista, a inserção dos tucanos teria divulgado resultado de pesquisa de intenção de voto sem deixar claro o período de sua realização e a margem de erro.

No caso da propaganda na TV, as legendas não estariam legíveis, sendo mais parecidas com "um borrão". Já no rádio, a coligação de Dilma afirmou que não havia qualquer menção aos dados da realização da pesquisa, tendo em vista que foi reproduzida a narrativa da propaganda em vídeo.

Na sua decisão, o ministro Joelson Dias constatou, em juízo preliminar, que realmente a inserção de rádio não faz qualquer menção à identificação da pesquisa e que na propaganda da TV, apesar de aparecerem as informações sobre a fonte da pesquisa, registro no TSE e margem de erro, os dados são de difícil leitura e compreensão, o que viola a legislação eleitoral.

O ministro Dias acatou o pedido da coligação de Dilma e suspendeu a veiculação da inserção até que sejam informados, com clareza, os dados exigidos pela legislação.
Enviada por Sindicacau, às 11:03 14/10/2010, de Ilhéus, BA


El Brasil de los tucanos!

Os países ideais dos tucanos, a Argentina de Menen e a Rússia de Putin, levaram seus povos a miséria absoluta. Da noite para o dia argentinos e russos estavam mais pobres que os miseráveis brasileiros.

Em 8 anos de Lula o Brasil é 8ª Economia do Mundo e se prepara para ser a 5ª.

O Brasil ideal para o BRASILEIROS é o Brasil de Lula e Dilma.

Não queremos que nossos irmãos voltem à miséria.
Enviada por Jansen M.C., às 19:11 12/10/2010, de São Paulo, SP


Blogueiros progressistas se reúnem 13/10 para organizar encontro estadual
Blogueiros Progressistas no Paraná, a próxima reunião de preparação do Encontro Estadual dos Blogueiros Progressistas no PR, será no dia 13/10, a partir das 19:00h na sede do Sindjus-PR, sito à R. David Geronasso, 227 – Curitiba – PR, 82540-150.

Venha debater conosco o conteúdo de nosso encontro estadual.

Temas como Conteúdos locais, a luta pela Liberdade de Expressão no Paraná, pelo Direito à Informação de qualidade, à Cidadania na Internet, entre outros, estarão em debate.

Compareça!

Veja aqui como chegar: http://migre.me/1pwC3
Enviada por Sérgio Bertoni, às 15:28 12/10/2010, de Curitiba, PR


Quem votou contra o mínimo real não vai aumentá-lo nunca.
Por Antonio Augusto

Na Constituinte, vejam como Serra, inimigo dos trabalhadores, votou:

Serra negou seu voto pela garantia do salário mínimo real

Pra que salário mínimo real, não é mesmo?, ideal para nossa direita seria arrochar ainda mais os baixos salários dos trabalhadores brasileiros, até mesmo o salário mínimo;

Serra negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário

Para a direita brasileira, férias já são quase um... abuso, imagine-se ainda pagar 1/3 do salário por elas;

Serra negou seu voto para garantir 30 dias de aviso prévio

Afinal, FHC se vangloriava que “a era Vargas acabou”, ele achava o máximo o mínimo de carteiras de trabalho assinadas, contava vantagem de ter diminuído drasticamente o número de carteiras de trabalho assinadas nos seus governos (1994-2002), isto é, apresentava como “modernidade” direitos trabalhistas atirados ao lixo.

Serra negou seu voto pelo aviso prévio proporcional

Bom mesmo para Serra seria logo acabar com o aviso prévio;

Serra votou contra mais garantias ao trabalhador de estabilidade no emprego

Pra que estabilidade no emprego? Bom mesmo para os tucanos, e seus aliados preferenciais (o DEM e a mídia conservadora), é seguir as receitas do FMI, todo o dinheiro do país para banqueiros, nada de investimento em produção, país parado, desenvolvimento zero, daí seu ódio ao PAC e sua tentativa de paralisá-lo. Se o emprego para Serra e sua turma já é um luxo, estabilidade no emprego para eles só pode ser supérflua.

Serra votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas

Para a direita representada por Serra, aí já se trata de muito abuso, o que para eles a negrada, isto é, o povo brasileiro, precisa, é trabalhar mais e ganhar menos; afinal, para eles, salário não passa de “privilégio”;

Serra negou seu voto pelo direito de greve

Ei, o que é isso, direito de greve?!, na Constituição? Para a direita, bom mesmo era como a ditadura tratava as greves, a polícia política se encarregava dos grevistas (os DOPS e DEOPS de triste memória), grevistas eram “vagabundos e subversivos” na visão policial e patronal;

Então Serra desde muito tempo já é contra esse elementar direito democrático, o direito de greve, isso talvez explique a forma ditatorial e repressiva como tratou grevistas em São Paulo;

Serra negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical

Pra que sindicato, sindicato pra quê?, é o mantra da direita brasileira; sindicato bom pra ela é sindicato inexistente;

Serra votou contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias

Aí também é demais, né não?, operários se reunindo no local de trabalho, é demais; para a direita trabalhador tem só que trabalhar, não discutir nada e sempre agradecer ao patrão.

Esse é Serra, o candidato que cinicamente se apresenta como “do bem”: ué, não tem gente que defende a escravidão até hoje? E diz com a maior sem-cerimônia que foi “o melhor deputado da Constituinte”. Melhor pra quem, cara pálida? Não para os trabalhadores, de quem foi inimigo. Numa escala de zero a dez, o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), entidade fidedigna e conceituada, atribuiu nota 3,75 a Serra.

Tire suas conclusões e vote com consciência em 31 de outubro.

Antônio Augusto é jornalista
Enviada por Marcela Bomfim, às 23:07 11/10/2010, de Curitiba, PR


Fundada a Associação dos Blogueiros Progressistas do Paraná-ABPP
Lideranças e ativistas populares, preocupados com o recrudescimento da repressão contra blogs e outros meios alternativos paranaenses que navegam contra a corrente conservadora no estado, criaram a Associação dos Blogueiros Progressistas do Paraná-ABPP.

O ato aconteceu em Curitiba, por aclamação, durante assembléia realizada na sede do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Paraná - Sindijus, na noite da última sexta(8).

O surgimento da Associação é uma consequência direta da participação de blogueiros paranaenses no Primeiro Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, que aconteceu entre os dias 20 e 22 de agosto p.p., em São Paulo (SP). Naquela oportunidade, criou-se o comitê para organizar o I Encontro Estadual de Blogueiros Progressistas no Paraná (I EEBP-PR).

Este evento está marcado para os dias 26, 27 e 28 de novembro de 2010, em Curitiba, e terá como tema: “A cidadania ativa na Internet: o caráter revolucionário dos blogs. O desafio do Paraná”. O encontro estadual terá como objetivos disseminar o fenômeno dos blogs no Paraná e ampliar o número de agentes ativos na blogosfera como forma de aprofundar o conteúdo de cidadania da internet.

Além do I EEBP-PR, ficou definido que sindicatos e partidos políticos progressistas serão convidados para fazer parte do “Movimento Paranaense pelo Direito à Comunicação” - organizado pela recém-criada Associação, como resposta à perseguição à mídia livre e independente e aos blogueiros progressistas, em especial, ao jornalista Esmael Morais, que foi eleito diretor da entidade.

Na mesma direção, a diretoria provisória resolveu realizar um “Ato em Defesa da Liberdade de Expressão e da Mídia Alternativa”, em respeito ao artigo 220 da Constituição Federal, a ser realizado no próximo dia 21, às 19h, na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor), na capital paranaense.

A diretoria provisória da Associação dos Blogueiros Progressistas do Paraná é a responsável por realizar as primeiras eleições da entidade e está assim definida:

Presidente: Sérgio Luís Bertoni
(www.tie-brasil.org)
Vice-Presidente: Mário Candido de Oliveira
(www.porumparanamelhor.com/mariocandido)
Secretário Geral: Ivo Augusto de Abreu Pugnaloni
(www.porumparanamelhor.com/mariocandido)
Tesoureira: Nelba Maria Nycz de Lima
(http://midiacrucis.wordpress.com)
Diretor de TI: Walter Koscianski
(www.engajarte-blog.blogspot.com)
Diretor de Comunicação: Edson Osvaldo Melo
(http://blogdoedsonmelo.blogspot.com)
Diretor Jurídico: a definir
Diretor de Mobilização: Esmael de Morais
(www.esmaelmorais.com.br)
Conselho Fiscal:
Paulo Afonso Nietsche
(www.naluta.net),
Robson Jamaica
(http://protesto-jamaica.zip.net/)

O blog oficial da ABPP é o www.paranablogs.wordpress.com
Enviada por Paraná Blogs, às 12:19 10/10/2010, de Curitiba, PR


Eles nos odeiam. Eles odeiam o povo! Acorda Brasil!
Este rápido vídeo mostra todo o ódio que os ricaços e seus papagaios de aluguel tem em relação ao povo Brasileiro.

Veja como eles desrespeitam o país, a constituição e as instituições nacionais ao ofender publicamente o Presidente da República só porque ele vem de uma família pobre, é nordestino e Trabalhador como a maioria do nosso povo, como a maioria de nós.

Se o cidadão aí estivesse no Paraná falando do Beto Richa já estaria empastelado, censurado, amordaçado e sofrendo ameaças de prisão. Mas como está baixando o cacete no Lula, ninguém o impede de fazê-lo. Ao contrário, acham engraçado.

E você ainda dá trela para essa gente? Você ainda assiste aos programas de TV dessa gente?

E o PT? Por que não processa esse caluniador e mentiroso metido a comediante? Por que não processa a emissora que leva isso ao ar? Por que o PT deixa que estes hipócritas falem tanta merda de Lula? De que o PT tem medo?

Enviada por TIE-Brasil, às 09:42 09/10/2010, de Curitiba,PR


Serra corteja PV que é a favor do aborto, da maconha e do casamento gay
Queridos irmãos e companheiros,

Quanta hipocrisia há nessa campanha eleitoral. Os ricos que sempre ganharam muito, mas querem tudo só para eles, lançam mão de mentiras e acusações, tais como falsos pregadores, só porque o povão ganhou um pouco a mais nos últimos 8 anos, nos 8 anos de Governo Lula e de Dilma Roussef.

Os conservadores demotucanos, partidários e religiosos, pessoas a serviço do vil metal dos ricos, aqueles que só defendem os interesse do dinheiro, da grana, chegaram até usar o nome de Deus em vão para fazer baixaria eleitoral, tudo para esconder seus verdadeiros objetivos e confundir a cabeça das pessoas de boa fé.

Não é que o PV que serra agora corteja tal qual um jovenzinho apaixonado é a favor do aborto, da maconha e do casamento gay, que os demotucanos e seus aliados religiosos tanto condenam?

Quanta hipocrisia, quanto falso-moralismo!

Não acredita?

Então, consulte o programa partidário do PV registrado no Tribunal Superior Eleitoral.

Para facilitar tua vida, o blog conversaafiada já fez um resumão e preparou uma relação de endereços na internet para que possas consultar rapidamente.

Confira aqui. Vale a pena!

Não deixes que te enganem! Que te usem!
Enviada por TIE-Brasil, às 09:28 09/10/2010, de Curitiba,PR


"Abalados emocionalmente", eles censuram e perseguem
Primeiro eles disseram estar abalados emocionalmente,
e eu não acreditei,
porque eles tinham nervos de aço.

Então, processaram e censuraram o Blogueiro,
e eu não disse nada,
porque eu não era Blogueiro.

Então, censuram as pesquisas no Paraná,
e eu não disse nada,
porque eu não era Paranaense.

Então, censuram a revista e seu site,
e eu não disse nada,
porque não editava revistas, nem sites.

Então, censuraram o servidor
e eu não disse nada,
porque não era servidor.

Então, pediram a prisão daqueles que os criticavam
e eu não fiz nada,
porque não criticava ninguém.

Então vieram buscar-me,
e nessa altura,
já não havia ninguém para falar por mim.

Baseado no poema atribuído ao pastor luterano alemão Martin Niemoller, perseguido, preso e condenado pelo regime nazista alemão.

Há de se preparar, pois o nazi-fascismo neoliberal, "abalado emocionalmente" e capaz de praticar toda espécie de barbárie, ainda virá atrás dos sindicalistas, dos social-democratas, dos comunistas, dos judeus, dos islâmicos, dos católicos, dos evangélicos...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 07:44 09/10/2010, de Curitiba, PR


Indignação com a postura da direção da Renault do Brasil
No dia de ontem, 07/10/2010, a Renault do Brasil chamou ao Sindicato dos Metalúrgicos e a Delegação interna para responder a carta que foi enviada cobrando providência com relação a pressão do gerente de montagem da fábrica de veículos utilitários, que resultou na tentativa de suicídio de um trabalhador.

Segundo a direção da Renault o supervisor vai fazer um pedido de desculpas aos trabalhadores.

Parece brincadeira, por uma atitude de total desumanidade um gerente massacra o trabalhador ao ponto de que tente dar cabo da própria vida e a punição "rigorosa" por parte da direção é que o gerente faça um pedido de desculpas.

Quanta injustiça.

E o companheiro Robson Jamaica, que já esta acampado mais de 4 meses. Jamaica teve seu contrato de trabalho suspenso para apuração de falta grave. E qual a falta grave que o companheiro Jamaica cometeu? Exigir que a direção da Renault do Brasil respeitasse e cumprisse com a legislação.

Por sua cobrança constante em busca de um ambiente de trabalho saudável, por lutar para que os trabalhadores fossem tratados com respeito e dignidade, Robson Jamaica é punido com a suspensão do seu contrato de trabalho e querem lhe dar uma justa causa.

Será que se o companheiro Jamaica tivesse pressionado um trabalhador até que este tentasse um suicídio, seria punido também somente com um pedido de desculpas.

Creio que não.

Na Renault pelo que podemos ver, vale a máxima:

"AOS AMIGOS DO REI, AS BENÉCIES DA LEI
AOS INIMIGOS DO REI OS RIGORES DA LEI"
JUSTIÇA PARA QUEM???
Enviada por Robson Jamaica, às 18:49 08/10/2010, de Curitiba, PR


Tucanos perseguem e censuram no Paraná
Reproduzimos artigo enviado pelo blogueiro Esmael Morais:

O que vou contar nas próximas linhas pode deixar-lhe arrepiado de indignação, mas é fato, está ocorrendo no Paraná e ameaça atingir todo o país como se fosse um rastilho. A experiência vivida pelo estado sulista no último mês e meio é um alerta do perigo que corre a democracia brasileira.

Pela décima vez, desde o final de agosto deste ano, o meu blog (www.esmaelmorais.com.br) está censurado pela Justiça a pedido do governador eleito Beto Richa (PSDB) sob a alegação de que a minha opinião, os meus posts, as minhas críticas políticas, o deixam “emocionalmente abalado”.

O tucano pede na 17ª Vara Civil de Curitiba indenização para ele, o filho Marcello e a esposa Fernanda pelos mesmos supostos abalos psiquiátricos. Os três são personalidades públicas, portanto, sujeitos a críticas diferenciadas das dos cidadãos comuns.

Os meus advogados, Manoel Valdemar Barbosa Filho e Carlos Raimundo Azevedo Ferreira, solicitaram via judicial que o governador eleito passe por uma junta psiquiátrica para provar que realmente ficou “emocionalmente abalado” pelo blog. Terá que indicar o nome do remédio que toma para aplacar o dano, o nome do médico que o acompanha, etc.

Em outra frente, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), durante as eleições, Beto Richa abriu uma verdadeira guerra jurídica contra os institutos de pesquisas (censurou dez), blogs, revistas, jornais, sites e jornalistas como estratégia para vencer a disputa do último domingo (3).

O objetivo tucano, sempre com a complacência de setores da Justiça, foi (e ainda é) calar vozes destoantes, perseguir oponentes, constranger economicamente quem ousa opinar diferente por meio de pesadas multas, enfim, atacar a liberdade de expressão e os direitos constitucionais. (Este blogueiro que tecla estas mal traçadas linhas, por exemplo, segundo informações, já deve cerca de R$ 800 mil em multas porque não compartilha das mesmas opiniões do PSDB).

O diabo é que Beto Richa venceu as eleições, mas não desceu do palanque. Cerca de 48 horas após aclamado nas urnas, o tucano abriu uma impiedosa perseguição ao meu blog. Conseguiu uma liminar que obrigou o provedor de hospedagem da minha página a desativar o domínio “esmaelmorais.com.br”. Continuo censurado, agora pela décima vez.

Muitos atribuem à censura a vitória do tucano paranaense. Sem ela – e se as pesquisas tivessem mostrado a queda do candidato do PSDB – muito provavelmente o resultado eleitoral no Paraná seria bem outro. A equipe jurídica-censora de Beto Richa se gaba pelo feito na capital paranaense e poderá exportar o modelo para José Serra na campanha de segundo turno.

Na estratégica jurídica-censora tucana, no Paraná, coube o jogo baixo, a safadeza, além do próprio cerceamento da liberdade de expressão. Na véspera das eleições, na sexta e no sábado, o PSDB chegou a pedir minha prisão porque eu continuava a opinar na minha página pessoal. O juiz negou o pedido de enclausuramento, mas retirou-me do ar.

Há ilegalidades nesta censura, pois existia um recurso protocolado pela minha defesa com efeito suspensivo, o que legalmente permitia-me ficar no ar normalmente, mas a corja fascistoide omitiu essa informação para induzir o juiz ao erro. A alegação de desobediência fora uma artimanha tucana para eliminar alguém que pensa diferente.

O método fascista do tucanato paranaense, que pode servir de modelo para o PSDB no país, caso vencem as eleições de 31 de outubro, deixaria envergonhados os agentes do antigo DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna). A turma que atendia à ditadura militar seria considerada trombadinhas, diante da truculência da gangue comandada pelo senhor Carlos Alberto Richa, vulgo Beto Richa.

Faço esta denúncia pública porque a democracia brasileira corre risco com o “modus operandi” dos tucanos. Eu vivi isso. Os institutos de pesquisa Datafolha, Ibope e Vox Populi também. Revistas nacionais como IstoÉ, sites, blogs, jornais e jornalistas igualmente sofrem censuram e não puderam informar ao país o que acontecia no Paraná durante as eleições. Ficamos no escuro por um período, voltamos às trevas e o pior: a perseguição dos fascistas tucanos continua, mesmo depois das eleições.

Será este o modelo de democracia tucana que o país precisa?
Enviada por TIE-Brasil, às 22:21 07/10/2010, de Internet


O pecado do falso testemunho

Este vídeo está no Youtube e foi também publicado no blog Conversa Afiada.
Enviada por Fábio de Godoy, às 11:08 07/10/2010, de Taubaté, SP


Nota da Comissão Brasileira Justiça e Paz:
O momento político e a religião
Nota da Comissão de Justiça e Paz da CNBB sobre a campanha de baixarias contra a Dilma

Nota da Comissão Brasileira Justiça e Paz

O MOMENTO POLÍTICO E A RELIGIÃO

“Amor e Verdade se encontrarão. Justiça e Paz se abraçarão” (Salmo 85)

A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) está preocupada com o momento político na sua relação com a religião. Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente. Desconsideram a manifestação da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de 16 de setembro, “Na proximidade das eleições”, quando reiterou a posição da 48ª Assembléia Geral da entidade, realizada neste ano em Brasília. Esses grupos continuaram, inclusive, usando o nome da CNBB, induzindo erroneamente os fiéis a acreditarem que ela tivesse imposto veto a candidatos nestas eleições.

Continua sendo instrumentalizada eleitoralmente a nota da presidência do Regional Sul 1 da CNBB, fato que consideramos lamentável, porque tem levado muitos católicos a se afastarem de nossas comunidades e paróquias.

Constrangem nossa conciência cidadã, como cristãos, atos, gestos e discursos que ferem a maturidade da democracia, desrespeitam o direito de livre decisão, confundindo os cristãos e comprometendo a comunhão eclesial.

Os eleitores têm o direito de optar pela candidatura à Presidência da República que sua consciência lhe indicar, como livre escolha, tendo como referencial valores éticos e os princípios da Doutrina Social da Igreja, como promoção e defesa da dignidade da pessoa humana, com a inclusão social de todos os cidadãos e cidadãs, principalmente dos empobrecidos.

Nesse sentido, a CBJP, em parceria com outras entidades, realizou debate, transmitido por emissoras de inspiração cristã, entre as candidaturas à Presidência da Republica no intento de refletir os desafios postos ao Brasil na perspectiva de favorecer o voto consciente e livre. Igualmente, co-patrocinou um subsídio para formação da cidadania, sob o título: “Eleições 2010: chão e horizonte”.

A Comissão Brasileira Justiça e Paz, nesse tempo de inquietudes, reafirma os valores e princípios que norteiam seus passos e a herança de pessoas como Dom Helder Câmara, Dom Luciano Mendes, Margarida Alves, Madre Cristina, Tristão de Athayde, Ir. Dorothy, entre tantos outros. Estes, motivados pela fé, defenderam a liberdade, quando vigorava o arbítrio; a defesa e o anúncio da liberdade de expressão, em tempos de censura; a anistia, ampla, geral e irrestrita, quando havia exílios; a defesa da dignidade da pessoa humana, quando se trucidavam e aviltavam pessoas.

Compartilhamos a alegria da luz, em meio a sombras, com os frutos da Lei da Ficha Limpa como aprimoraramento da democracia. Esta Lei de Iniciativa Popular uniu a sociedade e sintonizou toda a igreja com os reclamos de uma política a serviço do bem comum e o zelo pela justiça e paz.

Brasília, 06 de Outubro de 2010

Comissão Brasileira Justiça e Paz, Organismo da CNBB
Enviada por Ivo Pugnaloni, às 08:26 07/10/2010, de Curitiba, PR


Marina, religião, descolados de esquerda e o favor à direita!
A contribuição de Marina na campanha foi exatamente essa, a de catalisar esse tipo de sentimento anti-político e ser a laranja que levou a campanha para os domínios da irracionalidade religiosa. De vez em quando, na Turquia, o estado mulçumano laico é ameaçado por algum aventureiro extremista.

De todas as desgraças que a política brasileira havia tido até agora, ainda não tínhamos tido esse componente de radicalidade religiosa como fator de seleção de candidatos.

A tradição laicista do estado brasileiro agora é desafiada por requisitos de fé religiosa para a política, parabéns Marina!

Ela conseguiu entregar exatamente o que a direita desesperada precisava: um pretexto para prorrogar a derrota que os trabalhistas preparavam para os neoliberais tucanos midiáticos.

Nem o Garotinho tinha se prestado a esse papel de deixar instrumentalizar sua religião dessa forma. Agora vamos todos assistir um embate religioso no segundo turno, era só o que nos faltava!!!!

O que eu mais lamento é ver gente inteligente e que já foi de esquerda ter embarcado nessa palhaçada verde, como se a questão social no país estivesse já resolvida, como se vivêssemos na Alemanha, em que entre CDU, SPD, voto nos Verdes, sabendo que de qualquer jeito meu futuro está $alvo na rica Alemanha.

Tem muita gente de esquerda esnobando resultados sociais que nunca houveram no país antes. Acham que tanto faz se os trilhões do pré-sal caírem na mão da Shell ou da Petrobrás, se o regime é de partilha ou de concessão, se a destinação será social ou não.

Tem gente de esquerda cantando no coral neoliberal, vestidos de verde. E estão se achando europeus, tão se achando de vanguarda!

Isso é de chorar!
Enviada por Almir Américo, às 18:57 04/10/2010, de Moscou, Rússia


Regional Sul 1 da CNBB trabalhou contra voto ao PT
"Estamos constrangidos, pois a nossa instituição [a Igreja] foi instrumentalizada politicamente com a conivência de alguns bispos", diz Dom Demétrio Valentini.

Por Maria Inês Nassif

Incrustado na Zona Sudeste da cidade de São Paulo, o Parque São Lucas esconde a única igreja do Brasil da Congregação do Oratório São Filipe Neri. Fundada pelo padre Aldo Giuseppe Maschi em meados do século passado, a igreja até hoje realiza missas em latim, abolidas mundialmente pelo Concílio Vaticano II, em 1963. Na sexta-feira, o jovem padre Paulo Sampaio Sandes rezou a missa da tarde, de costas para os fieis, com a concessão ao português de três Aves Marias e uma Salve Rainha. O coro, de cinco beatas, também preferiu o latim.

O padre Paulo faz parte de uma congregação tradicional, é contra o aborto, a união civil de homossexuais e a adoção de crianças por casais de homossexuais. Entendeu a recomendação da Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) como uma ordem: expor, na homilia, no dia da eleição, o suposto veto da Igreja Católica à candidata Dilma Rousseff (PT), estendido a todos os candidatos do Partido dos Trabalhadores, e distribuir, na saída da missa, a carta onde explicitamente a regional descarta o voto católico nos candidatos que defendem o aborto, em especial, e nomeadamente, nos petistas. "No dia das eleições eu vou distribuir a carta lá fora, mas a carta é muito explícita em relação aos candidatos, não vou falar o nome deles na homilia", disse o padre, depois da missa, confessando constrangimento com a determinação da Regional. "O próprio Dom Odilo Scherer diz que não devemos falar de nomes de candidatos".

A recomendação da Regional Sul 1, que abrange as dioceses do Estado de São Paulo, foi uma "trama", segundo o bispo de Jales, Demétrio Valentini, da Regional Sul I da CNBB, urdida de forma a induzir os fiéis paulistas a acreditarem que a CNBB nacional impôs um veto aos candidatos do PT nessas eleições. "Estamos constrangidos, pois a nossa instituição [a Igreja] foi instrumentalizada politicamente com a conivência de alguns bispos".

A regional, que abrange as dioceses do Estado de São Paulo, recomendou às paróquias que distribuíssem o "Apelo aos Brasileiros", uma longa carta em que acusa o PT de, mancomunado com o "imperialismo demográfico" representado por fundações norte-americanas que financiam programas de controle familiar, apoiar o aborto, e pediu aos padres que "alertassem" os fiéis para não votarem na candidata a presidente Dilma Rousseff, nem em qualquer outro petista. "A Presidência e a Comissão Representativa dos bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em sua reunião ordinária, acolhem e recomendam a ampla difusão do apelo a todos os brasileiros e brasileiras elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1", dizem o site da regional e o site da diocese de Guarulhos.

O presidente da Sul 1 da CNBB, Dom Nelson Westrupp, não respondeu a questões que foram enviadas pelo Valor por e-mail por orientação da sua assistente, Irmã Maurinea. O bispo de Guarulhos, Dom Luis Gonzaga, um dos articuladores do movimento antipetista na Igreja, em julho, no artigo "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus", recomendou "aos verdadeiros cristãos católicos" não votarem em candidatos que apoiam o aborto e, em especial, recusarem o apoio a Dilma e ao PT.

Do ponto de vista da hierarquia católica, a recomendação e o documento dos dirigentes da Regional Sul da CNBB não têm validade. No dia 16, a Conferência deixou claro isso, numa nota oficial: "Falam em nome da CNBB somente a Assembleia Geral, o Conselho Permanente e a Presidência. O único pronunciamento oficial da CNBB sobre as eleições/2010 é a Declaração sobre o Momento Político Nacional, aprovada pela 48ª Assembleia Geral da CNBB, deste ano, cujo conteúdo permanece como orientação neste momento de expressão do exercício da cidadania em nosso País", diz. O cardeal-arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, em 20 de agosto, enviou um comunicado a todos os padres de dioceses esclarecendo que os representantes da Igreja não devem se envolver publicamente na campanha partidária, nem "fazer uso instrumental da celebração litúrgica para expressão de convicções político-partidárias". Sugere que orientem os fiéis a votarem em candidatos afinados com os princípios cristãos, "sobretudo no que diz respeito à dignidade da pessoa e da vida, desde a sua concepção até à sua morte natural", mas alerta para que não indiquem nomes.

Dom Demétrio Valentini, bispo de Jales, foi o bispo que reagiu de forma mais direta e clara ao que chama de "trama" da Regional Sul 1 da CNBB. À sua diocese, tem encaminhado sucessivos artigos contra o documento da regional. "Não é bom para a democracia que alguns decidam pelos outros (...) Mas é pior ainda para a religião, seja qual for, pressionar os seus adeptos para que votem em determinados candidatos, ou proibir que votem em determinados outros em nome de convicções religiosas (...) Portanto, seja quem for, bispo, padre, pastor, ninguém se arrogue o direito de decidir pela consciência do outro, intrometendo-se onde não lhe cabe estar", no artigo "Pela liberdade de consciência", divulgado no dia 19.

A CNBB nacional acabou encerrando sua participação no episódio com a nota em que desautoriza qualquer decisão contrária à da Assembleia Geral, que não vetou candidatos ou partidos. A direção da Conferência está em Roma. Em São Paulo, remanescentes da Igreja progressista estão pasmos. "Nunca houve uma campanha eleitoral com tanta manipulação da religião", lamenta um deles, lembrando que isso aconteceu também, e fortemente, com a Igreja Evangélica.

Fonte: http://www.cnq.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=19728
Enviada por Almir Américo, às 18:50 04/10/2010, de Moscou, Rússia


Dilma tem que conquistar o “voto religioso”
Por Paulo Henrique Amorim

Os colonistas (*) da Globo se excitaram demais com a vitória que significou levar a eleição para o segundo turno.

Devagar com o andor.

O PiG (**) e seus colonistas (*) não levaram a eleição para o segundo turno.

Não foi a Lunus 2010 e a ação conjunta de denúncias, que começaram com a quebra de sigilo do Eduardo Jorge e terminaram com a Erenice.

A Dilma parou de subir e a Marina começou a subir com a questão religiosa.

O aborto.

O ateismo.

A luta política clandestina.

A Bláblárina Silva capitalizou tudo isso, e enrolou numa bandeira “verde”, capitalista.

A Traíra in natura – embora tenha perdido a eleição no Acre.

Ela não ganhou voto porque seja verde, cripto-capitalista ou porque seja da Natura.

E, sim, porque encarnou a “religiosidade”, a evangélica pura, imaculada.

Aquela que não acredita em Darwin.

Esse é o desafio da Dilma.

O Serra não herda isso automaticamente.

O Serra é tão religioso quanto democrata.

Não é Fernando Henrique quem diz que o Serra tem um “demoniozinho” dentro do peito?

O Ricardo Guedes, da Sensus, me disse neste domingo à tarde que só um fator tirava a vitória da Dilma no primeiro turno.

A “questão religiosa”.

Esse é um voto silencioso, subterrâneo, confessional, que pesquisa de opinião pública não capta.

Fica todo mundo preocupado com a economia, com a reação política à economia e se esquece da “questão religiosa”, quando ela se associa à discussão de valores morais.

Quem melhor pode explicar como isso funciona, hoje, no Brasil, é a deputada federal eleita pelo Rio, Jandira Feghali.

Ela estava praticamente eleita Senadora e, na véspera da eleição, as igrejas do Rio foram invadidas de panfletos que a acusavam de defender o aborto.

Guedes lembrou o que aconteceu na primeira eleição do Bush.

Esqueça a Florida, diz o Guedes, onde houve fraude.

Em muitos outros pontos do país, sem que os institutos de opinião captassem, o eleitor foi para o Bush com medo do casamento gay.

Ao lado de tudo isso, deve haver, também, uma inclinação mais acentuada do voto feminino, da mulher religiosa, que zela e inspira a família.

A Dilma vai ter que levar os líderes religiosos para o palanque.

Explicar de novo o que pensa do aborto.

O Lula tem que relembrar que sempre foi católico devotado.

Falar da D Lindu.

Levar o José de Alencar para o programa eleitoral.

A Bláblárina e seus 19% aplicaram à política brasileira dose cavalar de um fenômeno insólito: a religião.

O bolso não foi a parte mais sensível do corpo do eleitor, no primeiro turno.

Como previu o Conversa Afiada, pode ser pela sacristia que o eleitor de Classe C, que o Lula fortaleceu, comece a votar no Berlusconi.

De novo, por não existir uma Ley de Medios, e, por isso, como não há debate sobre políticas públicas, foi possível enfiar a questão do aborto por debaixo da porta da campanha.

Não vai ser o Serra que vai conquistar esse voto.

Ele vai levar o voto neoliberal da Marina.

Do neoliberal que, no primeiro turno, votou na Marina, porque teve vergonha de votar no Serra.

O “voto religioso” deve ser da Dilma.

De novo, o Lula vai explicar isso a quem votou – por equívoco – na Marina.

Ele faz isso melhor do que ninguém.

Em tempo: a leitura matinal do PiG (**) me obriga a enfatizar que o PiG (**) não levou a eleição para o segundo turno. Os 19% da Bláblárina não leem o PiG (**), não assistem à GloboNews nem distinguem a urubóloga de uma assombração. Deve ser um eleitor (especialmente eleitora) despolitizado, que, sinceramente, acreditava que a senhora do jatinho de US$ 50 milhões chegaria à Presidência. O PiG (**) pode espinafrar a Dilma, celebrar Onan e pensar que ressuscitou: mas, a eleição é outra. – PHA

(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
Enviada por Almir Américo, às 18:39 04/10/2010, de Moscou, Rússia


Direita, a grande derrotada!
As eleições deste domingo renovaram dois terços das cadeiras; PMDB é o maior partido e o DEM, o maior derrotado das urnas

Por André Vieira e Gustavo Poloni, iG São Paulo

A coligação da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, terá 49 cadeiras no Senado, o suficiente para obtenção da maioria na casa legislativa. A união dos partidos que apoia o tucano José Serra terá 19 integrantes. Os eleitores renovaram neste domingo dois terços do Senado – 54 das 81 cadeiras.

Por mais uma legislatura, o PMDB será o maior partido no Senado Federal. A partir de 2011, os peemedebistas aumentarão sua bancada de 17 para 19 senadores. O PT também obteve um grande avanço, conseguindo mais seis cadeiras. Com isso, o partido de Dilma terá 14 senadores.

O grande derrotado foi o DEM. Os democratas viram o número de cadeiras cair mais da metade, reduzindo sua bancada de 13 senadores para seis assentos. Os tucanos também perderam. O PSDB terá cinco cadeiras a menos num total de 11.

O Senado continuará bastante fragmentado. Ao todo, 15 partidos terão representação na Casa, número igual à atual composição. O PV, da candidata Marina Silva à Presidência, não terá cadeira no Senado. O partido tinha apenas uma cadeira que pertencia à própria candidata. O PMN e o PPS passam a ocupar uma vaga cada no Senado.

Políticos derrotados

Na disputa ao Senado, políticos históricos perderam seu espaço. Marco Maciel (DEM), ex-vice-presidente da República, perdeu sua primeira eleição em 44 anos de vida política. Ficou em terceiro lugar na corrida ao Senado por Pernambuco. O senador tucano Tasso Jereissati foi outro que tentou a reeleição no Ceará, mas acabou em terceiro lugar.

O senador petista Aloizio Mercadante abriu mão da reeleição ao Senado para concorrer o governo paulista. Derrotado no primeiro turno por Geraldo Alckmin (PSDB), Mercadante não terá cargo eletivo em 2011. O senador Romeu Tuma (PTB) também não foi reeleito.
Enviada por Sindicacau, às 12:47 04/10/2010, de Ilhéus, BA


É hora de mobilização imediata. Agora é Dilma
Infelizmente, temos um dia chuvoso, frio, feio.

Já dissemos anteriomente que os céus choram pelo o ocorrido no Brasil em 03 de Outubro.

Muitas pessoas de esquerda e de direita fazem uma avaliação que é muito preocupante. O papel da Igreja Católica conservadora e das igrejas Evangélicas nesta eleição. Os neopentecostais estiveram com Dilma, mas não todos, por uma disputa entre as empresas, perdão, Igrejas concorrentes.

Seja como for e apesar de ambos votarem em nome de Deus, os representantes da Teologia da Prosperidade votaram a favor da continuidade. Já o pessoal da Teologia Tradicional, da Idade Média, votou pela Inquisição, pela censura.

Em um e-mail escrito na noite de 03.10.2010, afirmava: "Alguns estão a avaliar que o golpe veio de igrejas, tanto católicas quanto evangélicas, que orientaram seus fiéis a não votar em Dilma porque ela seria a favor do aborto e do casamento homossexual. Tenho dificuldades em avaliar isso, mas para mim, muita coisa tem muito a ver com a falta de trabalho de base, de estar debatendo diretamente com as pessoas".

Neste momento sou obrigado a corrigir a informação. Dados diversos e comentários que nos chegam é que o povo ligado ao movimento Canção Nova, vinculado ao conservadorismo católico de Ratzinger, trabalhou arduamente contra a Dilma. Marcelo Crivela, um dos senadores eleitos no Rio de Janeiro, que é evangélico e apoia Dilma, disse com todas as letras que o movimento das igrejas evangélicas do qual ele faz parte, trabalhou contra a Dilma nos últimos dias da campanha.

Informações que nos chegam do Rio de Janeiro dão conta de que DVDs foram distribuídos nas favelas a todos os fiéis com Dilma SATANÁS e discursos de padres sobre aborto e homossexuais.

Enquanto isso, nós nos preocupávamos muito com o poder da imprensa, escrita e eletrônica,com as "balas de prata". Nos esquecemos da Comunicação no sentido amplo desta palavra, deste conceito, e sobrevalorizamos o poder da internet.

É verdade que a direita e sua imprensa saem derrotadas deste pleito. Mas a derrota lhes deixou com um gostinho de vitória na boca, pois a igrejas fizeram o Trabalho de base que nós deixamos de fazer ou não fizemos tão bem, quanto imaginávamos.

Muitos de nós acreditaram que só a luta cibernética bastava, mas ainda não chegamos a esse nível de sofisticação eleitoral.

Então, as igrejas fizeram o Trabalho de Base que deixamos de fazer e as trevas da Inquisição pairaram sobre o Brasil em 03 de outubro.

Poderia-se creditar a não liquidação da fatura por Dilma no 1º turno aos "erros" do governo Lula, ao que foi deixado de fazer, ou que não se fez ou se fez pela metade. Mas sinceramente, não penso que isso tenha sido o componente determinante.

Há um divórcio entre o povo e assim chamada esquerda, assim como há um divórcio entre o povo e a direita extrema. Os resultados da eleição mostram isso. Aqueles que diziam que Dilma e serra eram iguais e se colocavam como alternativas populares à direita e à esquerda dançaram. Os mais radicais não alcançaram nem 1% dos votos!!!.

Já o resultado do PV mostra uma coisa. Acabou sendo a alternativa dos evangélicos à "satânica" Dilma e ao católico serra. Marina Silva é evangélica. Foi também a alternativa para os pseudo-esquerdistas de classe média, ou esquerdistas invertebrados como escreveu um amigo que está na Rússia, ou seja, essa gente que sempre se coloca como moderna, descolada, crítica, alternativa, esperta, diferente, "livre". Marina, mulher, cristã, de origem humilde, da floresta profunda, da Amazônia lendária que habita nosso imaginário urbano, seria uma versão "ecológica" e "sustentável" de Lula, não lhes pesando a consciência, se é que a tem.

Na minha opinião, a votação nacional no PV é a declaração de voto envergonhado à direita. Ou seja, o cidadão não consegue sair do armário e assumir seu conservadorismo e não tem coragem de votar em serra, então usa o PV para manifestá-lo. O PV foi na verdade linha auxiliar da direita demotucana. Muitos candidatos verdes apoiaram Serra e não Marina, pois muitos deles deixaram o PSBD não faz muito tempo.

Também não podemos desconsiderar que as últimas pesquisas de opinião mostravam Dilma com 47% dos votos, Serra com 32% e Marina com 12-13% e mais 10% dos indecisos. Grande parte dos votos dos indecisos migraram para Marina. Então, é claro agora que se não houvesse Marinha na disputa, os votos dos indecisos seriam divididos entre a serra e Dilma. E mesmo que serra fosse o grande beneficiado, conseguindo mais votos dos indecisos, não conseguiria vencer no primeiro turno, pois Dilma ficaria com a maioria dos votos que foram dados a Marina.

Há muito que avaliar, mas é preciso desenvolver rapidamente uma estratégia para o segundo turno, onde se enfrentarão de um lado, a "sacro-santo" aliança das igrejas conservadoras, da velha mídia, do agronegócio e do golpe de estado, da ditadura militar, das mortes e dos atentados a bomba, liderada por serra, que mesmo saindo derrotada no primeiro turno vai cantar vitória, e de outro, a aliança Democrático-popular, da qualidade de vida, dos avanços sociais, do emprego com carteira assinada, do crescimento do Brasil, da igualdade, da Justiça, da Soberania e do respeito, liderada por Dilma, por Lula e por toda a sociedade civil progressista e moderna do Brasil.

É a minoria retrógrada e preconceituosa contra a maioria do povo brasileiro. É o passado precário contra o presente e o futuro promissor.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:35 04/10/2010, de Curitiba, PR


A natureza é mais sábia que os humanos
Se fosse um poeta diria que os céus choram os erros humanos.

É que este 04 de outubro de 2010 amanheceu cinza, debaixo de chuvas torrenciais e com um frio danado. Dia triste, feio mesmo, assim como o resultado das eleições em alguns estados.

Natural e literalmente um balde de água fria.

Deus com certeza não está nada contente com o resultado de nossas mundanas decisões eleitorais e nos manda o recado:
Não voltem ao passado. Votem no futuro.

A natureza é mais sábia que os humanos e chora por nossos erros.

Para presidente, iremos corrigi-los em 3 semanas.

Mas para governador, em muitos estados, iremos penar por um bom tempo.

Deixemos que a natureza chore por nós e recomecemos a caminhada rumo ao futuro, à Liberdade, explicando para os temerosos religiosos que sem Liberdade, sem Democracia, sem Justiça não há respeito ao direito à crença e às manifestações religiosas.

É o futuro contra o passado

Decidiremos aqui no presente para onde queremos ir:

- Democracia ou ditadura?

- Liberdade de Expressão ou censura?

- Riqueza ou pobreza?

- Soberania Nacional ou submissão internacional?

- Desenvolvimento ou atraso?

- Emprego ou desemprego?

- Carteira assinada ou precarização?

- Liberdade de Escolha ou pensamento único?

- Mobilidade ou imobilidade social?

- Trabalhar para viver ou viver para trabalhar?

- Conservação Ambiental ou desmatamento?

- Dilma ou serra?

O futuro se faz agora. E agora é Dilma. Lula é Dilma. Nós somos Dilma.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:17 04/10/2010, de Curitiba, PR


Se temos mais um passo a dar, que ele nos leve mais longe
Reproduzimos abaixo artigo de Brizola Neto, publicado no blog tijolaço.com.
Por conta da legislação eleitoral e seu coeficiente partidário, o combativo deputado pedetista, com 55.654 votos nas urnas, não foi eleito, enquanto outros 12 que tiveram 52.000 ou menos votos, estão eleitos...

Não faz bem a nossa luta nos auto-iludirmos ou, como se diz popularmente, “tapar o sol com a peneira”. O resultado das urnas ficou muito aquém do que todos esperávamos. Como e por que isso aconteceu, em parte, sabemos.

A ofensiva da mídia, nos últimos 20 dias, explorando ou fabricando “escândalos” sobre “escândalos”, a utilização indecorosa da fé e da religiosidade da população espalhando inverdades e desumanidades sobre Dilma Rousseff em milhares de púlpitos e, finalmente, a utilização das pesquisas e da propaganda para, a partir da insegurança gerada pelos fatores que mencionei, inflarem a candidatura Marina Silva.

De outro lado, o peso do poder econômico na reta final de campanha também contribuiu para nos tirar, a todos, aquela fatia dos indecisos, que escolhe o candidato à última hora. Eu próprio penei com essa dificuldade e tenho uma perspectiva muito delicada em relação à minha reeleição, que neste momento não é provável, embora isso não me tire a vontade de agradecer sinceramente a cada um que me honrou com a confiança do seu voto.

Abre-se, diante de nós, um momento de reflexão. Não é hora de recriminações e, menos ainda, de empurrarmos as culpas uns sobre os outros, se a nossa causa é grandiosa, grande também deve ser a nossa capacidade de superação e de compreender que o nosso desafio, no segundo turno, é tornar claro aquilo que já era claro para nós.

É preciso que todo brasileiro entenda que estamos diante da decisão entre fazer o Brasil seguir mudando ou retrocedermos ao Brasil do atraso, da estagnação, da fome, da crescente marginalização de milhões de pessoas. Ao Brasil submisso, ao Brasil humilhado, ao Brasil ajoelhado diante de interesses poderosos daqui e de fora.

Em 2006, quando Lula terminou o primeiro turno com 48,6 % dos votos válidos foi o segundo turno que conseguiu esclarecer o povo brasileiro de que aquela eleição se tratava de uma decisão entre adotar uma política nacionalista ou regressarmos ao período vergonhoso de privatização e de alienação de nossas riquezas que representou o governo tucano de FHC. Pois, agora, trata-se do mesmo desafio, só que ainda mais ampliado.

O destino, com o pré-sal, nos fez um país ainda mais rico, justamente na mesma época em que descobrimos que riqueza é algo que jamais pode andar separada da justiça social.

Eles retardaram a nossa marcha. Obrigaram-nos a mais um passo. Pois, que seja. Reunamos forças para que este passo a mais seja capaz de nos levar ainda mais longe.

PS: Peço a todos que compreendam minha necessidade de, por algumas horas, recolher-me para meditar e me preparar para os embates que virão. Somos todos humanos.
Enviada por TIE-Brasil, às 08:45 04/10/2010, de Curitiba, PR


Primeiro turno: o poder pedagógico do erro
Por Mauro Carrara

Em Abril, vários canais da chamada blogosfera publicaram texto de minha autoria denominado "E Dilma vai virando outra Marta".

Naquela ocasião, tratei da fábrica de "hoaxes" graeffista. Contei que a dona da quitanda, aqui perto de casa, já havia recebido e-mail que apontava Dilma Rousseff como "assaltante de bancos" e "prostituta de guerrilheiros".

Na época, a oposição já trabalhava para colar tudo que há de ruim à imagem da candidata petista.

Repetia-se o rito difamatório que havia arranhado gravemente a reputação de Marta Suplicy, e que lhe tirara a oportunidade de recuperar a prefeitura paulistana.

Em abril, percebia-se um padrão de erro nas ações estratégicas de comunicação do PT e de seus aliados.

Citei a ausência de canais de informação multitemáticos de esquerda, o alcance limitado e a dinâmica circular da "blogosfera lulista", o receio petista da mídia centralizadora e a ausência de uma ação estratégica de combate aos canais virtuais de difusão de calúnias.

Quando a campanha engatou, Dilma foi catapultada ao primeiro lugar por conta da popularidade de Lula e dos feitos espetaculares de seu governo.

A candidata parecia caminhar para uma vitória fácil no primeiro turno. E logo os comunicadores vermelhos calçaram sapatos femininos de salto agulha, altíssimos e envernizados.

Chegou, então, o Setembro de Fogo, e a artilharia oposicionista passou a assestar outros canhões contra a candidata.

Durante quatro semanas, milhões e milhões de e-mails foram enviados para os brasileiros conectados à Internet.

Outras peças caluniosas acabaram incorporadas ao Youtube, a blogs, listas de discussão e tópicos de comunidades de relacionamento.

Dilma foi pintada como "assaltante de bancos", "terrorista", "assassina", "incompetente", "autoritária" e "inimiga da fé".

Semanas atrás, tentei, sem sucesso, disseminar um artigo com informações detalhadas sobre a campanha difamatória promovida por padres, pastores e obreiros de linha conservadora.

Naquela data, a frase "nem Cristo me tira essa vitória", atribuída falsamente a Dilma, aparecia em nada menos que 120 mil documentos localizados pelo Google.

Até mesmo sessões de "cinema político-religioso" foram realizadas para instigar nos fiéis o ódio pela candidata governista.

Esse trabalho de envenenamento de corações e mentes foi intensificado após o Caso Erenice, exposto com estardalhaço pela mídia monopolista.

Esperava-se, portanto, que o tempo de propaganda na TV e no Rádio fosse utilizado, pelo menos em parte, para esclarecer os eleitores sobre essas questões.

O que se indagava na ruas era: "será verdade?"

Os comunicadores do PT, no entanto, preferiram apostar no silêncio, crentes em uma inevitável vitória na primeira rodada.

Por soberba ou por conta de avaliações técnicas equivocadas do jogo eleitoral, esses profissionais desperdiçaram os últimos programas do horário gratuito.

Na TV e no rádio, pareceram pasteurizados, indistintos, produzidos em outro planeta, descolados da realidade da eleição.

Ao perceber (tardiamente) o estrago promovido nas igrejas, o PT promoveu às pressas um encontro entre Dilma e líderes religiosos progressistas.

No entanto, deu mínima visibilidade ao evento (fiando-se talvez no poder difusor da mídia monopolista) e não foi capaz de esclarecer e acalmar os fiéis.

No 3 de Outubro, muitos foram às urnas convencidos de que Dilma era o próprio "anticristo", sedenta por perseguir sacerdotes, proibir símbolos religiosos e impor restrições aos programas evangélicos.

No comando da campanha, confunde-se com frequência a chamada "agenda positiva" com "autismo". Em muitos momentos, as inquietações do eleitor foram solenemente ignoradas.

Alertado por amigos, naveguei pela comunidade "Apoiamos Lula, agora é Dilma" (120 mil membros), na rede de relacionamentos Orkut.

Ali, um certo moderador X3 criou, em 22 de Setembro, um tópico no mínimo curioso. Ao título "Atenção Militantes! É guerra!" agregou a ordem "mas é guerra de silêncio".

Assegurando ter recebido "orientações", instruiu os membros a não responder a ataques nas outras comunidades orkutianas. "Pratique solenemente o menosprezo", ensinou X3.

Já se sabe qual foi o resultado dessa estratégia. Dilma perdeu inúmeros votos entre os cristãos, sobretudo os evangélicos, e teve sua imagem gravemente corroída entre milhões de jovens que atuam nas redes sociais.

O primeiro turno terminou assim, de forma rápida, bruta e dolorosa. E só tem algum valor se constituir um exemplo pedagógico.

Agora, cabe comparar, sim, um governo contra o outro. E beliscar quem não se lembra dos anos finais da gestão FHC, marcados por apagão, desemprego, centralização econômica e desesperança.

Urge igualmente ao PT e seus aliados combater vigorosamente os boateiros profissionais e amadores.

Diante de ataques dessa natureza, é preciso oferecer imediatamente a outra versão dos fatos.

Um partido de massas não pode ser furtar à tarefa de esclarecer, sempre com a redundância e o didatismo exigidos na lida com as multidões.

E esta ação deve mobilizar a candidata, os responsáveis pela propaganda oficial e aqueles ainda concebidos como "militantes".

Começa agora. Não começou? Já é tempo perdido.

Fonte: redecastorphoto
Enviada por Castor Filho, às 07:33 04/10/2010, de Internet


13 razões para votar em Dilma Rousseff
1. Dilma é a continuação do governo Lula. Esta é a mãe de todas as razões. O governo Lula é aprovado por mais de 80% dos brasileiros e acumula, em todas áreas, uma coleção de números de fazer inveja a qualquer outro governo da nossa história republicana. A pobreza caiu pela metade. Mais de 30 milhões de brasileiros se juntaram à classe média. O salário mínimo subiu 74% sobre a inflação. Mais de 14 milhões de empregos foram criados. Dilma Rousseff foi parte deste governo desde o primeiro minuto e é a legítima herdeira desse legado (pdf).

2. Dilma continua a política de fortalecimento do patrimônio público. Uma das razões pelas quais o PSDB foge da figura de Fernando Henrique Cardoso como o diabo foge da cruz é a categórica opção, feita pela esmagadora maioria da sociedade brasileira, contra o privatismo, a desregulamentação e a venda do patrimônio público na bacia das almas. Somos um país de centro-esquerda, neste sentido. Nada foi privatizado no governo Lula e empresas como a Petrobras deram um salto gigantesco, de combalida candidata a ser "desmontada osso por osso" à condição de quarta maior empresa do mundo, responsável pela maior capitalização da história da humanidade. É Dilma, não nenhum outro candidato, quem representa a continuação desse fortalecimento.

3. Com Dilma sabemos que nossos irmãos mais pobres continuarão a ter acesso ao Bolsa-Família. Mais de 12,6 milhões de famílias foram beneficiadas pelo maior programa de transferência de renda do mundo. Não somente nós, de esquerda e centro-esquerda, mas também economistas liberais e instituições como o Banco Mundial concordam que o Bolsa-Família é parte essencial da redução da desigualdade. O principal candidato da oposição, José Serra, não conseguiu unificar sequer sua campanha ao redor de uma posição sobre esse tema. Chegou-se, inclusive, à bizarra situação de que enquanto o candidato prometia dobrar o BF, seus correligionários e sua própria esposa davam declarações que associavam o programa à "vagabundagem". Com Dilma não tem erro: continuaremos a reduzir a desigualdade no Brasil.

4. Dilma representa uma política externa altiva, soberana e baseada no diálogo. A política externa é um dos grandes êxitos do governo Lula. Passamos de uma situação subordinada, em que discutíamos a entrada numa órbita estritamente controlada pelos EUA, que trouxe consequências tão desastrosas para os nossos irmãos do México, à condição de país internacionalmente respeitado, ouvido nos fóruns mundiais e líder incontestável da América Latina. A campanha do principal candidato da oposição foi marcada por desastrosas declarações, cheias de insultos aos nossos vizinhos. Traduzidas em política externa, seria uma fórmula certa para que o Brasil perdesse o lugar que conquistou no mundo. A opção pelo diálogo, pelo respeito às instâncias multilaterais e pela autodeterminação dos povos foi um sucesso no governo Lula e está em sintonia com as melhores tradições do Itamaraty. É Dilma quem representa essa opção.

5. Dilma provou ser uma verdadeira democrata. Nenhuma candidata à Presidência no período pós-ditatorial "nem mesmo Lula" sofreu bombardeio midiático comparável ao que foi lançado sobre Dilma Rousseff nesta campanha. Acusações falsas sobre seu passado; grosseiras infâmias sexistas; falsas notícias; manipulação de declarações suas; mentiras sobre suas contas; fichas policiais adulteradas: tudo foi lançado contra ela. Em nenhum momento Dilma moveu um dedo para calar ou censurar qualquer jornalista. Por outro lado, José Serra, tratado de forma infinitamente mais dócil pela imprensa brasileira, demonstrou amplamente que não é confiável no quesito democracia. Exigiu cabeças de jornalistas nas redações; confiscou fitas de vídeo; deu-nos uma patética coleção de pitis. Mostrou que não convive bem com a crítica. É com Dilma, não com Serra, que garantiremos a continuação da nossa condição de um dos países com mais ampla liberdade de expressão do mundo.

6. Dilma dá show de conhecimento numa das áreas mais importantes da atualidade, a energia. Em 2003, quando Dilma assumiu o Ministério das Minas e Energia, o Brasil vivia uma situação periclitante. Acabávamos de viver um vergonhoso racionamento. Dilma arrumou a casa, garantiu a segurança no abastecimento e a estabilidade tarifária. Participou diretamente da implantação do Luz para Todos, cuja meta original era 2 milhões de ligações, mas que em abril de 2010 já havia realizado 2,34 milhões de ligações, beneficiando 11,5 milhões de pessoas. Nossa produção de petróleo passou a 2 milhões de barris por dia. O pré-sal, descoberta possibilitada pelo trabalho de Dilma, dobrou nossas reservas de petróleo. Além de tudo isso, Dilma já provou ser conhecedora profunda das fontes limpas e renováveis de energia. Faça uma enquete entre os engenheiros da Petrobras. As intenções de voto em Dilma, entre eles, deve andar em torno dos 90%. Eles sabem o que fazem.

7. Dilma é a mais equipada para expandir e melhorar a educação no Brasil. Neste quesito, a comparação entre o histórico petista e o histórico tucano é uma surra de proporções inomináveis. Enquanto em São Paulo, alunos e professores sofrem com a falta de investimento e, acima de tudo, com a falta de respeito, emblematizada nas frequentes pancadarias policiais a que são submetidos, o Brasil criou, durante o governo Lula, 16 novas universidades, mais de 100 novos campi, mais de 200 novas escolas técnicas, mais de 700.000 novas vagas para pobres, a maioria negros e mulatos, através do ProUni. Os professores da rede federal saíram da situação de arrocho salarial em que viviam e agora tem um plano de carreira digno (que ainda pode e deve melhorar, sem dúvida, mas que representou um salto gigantesco em relação ao governo FHC). Se você é aluno, professor ou funcionário do ensino, ou tem filhos na escola, basta olhar para o histórico dos dois principais candidatos e você não terá dúvidas sobre em quem votar.

8. Dilma não criminalizará os movimentos sociais. O histórico tucano na relação com os movimentos sociais é péssimo. Professores espancados no Rio Grande do Sul e em São Paulo; o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra tratados como criminosos durante o governo de Fernando Henrique Cardoso; o funcionalismo público submetido a arrocho salarial e a uma total recusa ao diálogo em Minas Gerais. Sem misturar movimento social com governo, sem transigir na aplicação da lei, quando de aplicar a lei se tratava, Lula e Dilma estabeleceram com as manifestações políticas da sociedade brasileira uma relação de respeito e diálogo. É assim que deve ser. As declarações de José Serra sobre, por exemplo, o MST, são profundamente preocupantes. É com paz e negociação que se resolvem os embates entre movimentos sociais e governo, não com porrada. Dilma é a garantia de que essa política continuará sendo seguida.

9. Dilma representa um novo reencontro do Brasil com seu passado. Notável na sua capacidade de falar sobre um passado traumático, admirável na tranquilidade com que se refere às torturas a que foi submetida, Dilma teve o dom de não transformar o rancor e o ressentimento em arma política. O Brasil está anos-luz atrás dos seus vizinhos do Cone Sul naquele processo para o qual os alemães cunharam essa belíssima palavra, Vergangenheitsbewältigung, que poderíamos traduzir como o dom de acertar as contas com o passado. É Dilma quem nos pode guiar na revisão desse pretérito ainda tão recente e tão pouco saldado. Sem rancor, sem revanche, sem ódio, mas sem transigir na aplicação da lei.

10. Dilma tem com quem governar, tem equipe. Este blog respeita o voto verde e respeita Marina Silva. Mas a afirmativa, tantas vezes feita por Marina nesta campanha, de que governaria com "os melhores do PT e do PSDB", como se não existisse um pequeno detalhe chamado política, só se explica pela ingenuidade ou pela manipulação da ingenuidade. Um político governa com a equipe política que conseguiu montar, e é a equipe de Dilma quem botou Brasília para funcionar de acordo com os interesses dos mais pobres durante os últimos oito anos. Com todos os seus problemas, é o PT, não o PV, quem tem quadros experimentados o suficiente para a gestão de um país complexo como o Brasil. Isso não é por acaso. Mais de 50% dos brasileiros que têm alguma opção partidária preferem o PT. Por volta de 30% da população escolhe o PT como o partido de sua preferência. PMDB e PSDB seguem de longe, muito longe, com 6%.

11. Dilma é mais internet para todo mundo. O principal candidato da oposição, José Serra, pertence a uma força política que já demonstrou não ter compromissos com a expansão da internet para as camadas mais pobres da população. Expressão privilegiada dos grandes conglomerados midiáticos do país, o tucanato é responsável por desastres como o AI-5 Digital, uma coleção de inomináveis asneiras destinadas a cercear, censurar e controlar a liberdade da internet. Sob o governo Lula, o acesso à rede mundial de computadores aumentou muito e é Dilma, não qualquer outro candidato, quem tem histórico e compromisso com a implementação do Plano Nacional de Banda Larga, uma verdadeira de carta de alforria informativa no país. Quanto mais gente tiver acesso à internet, mais democrática e bem informada será a nossa sociedade. Os pobres sabem disso e estão com ela, em sua esmagadora maioria.

12. Dilma tem uma bela, impecável história de vida. Representante da geração que correu risco de morte para lutar contra a ditadura com os recursos que tinha, Dilma jamais renegou seu passado. Com serenidade, ela sempre explica que o contexto mudou, que o mundo é outro, e que agora ela luta com outros instrumentos, dentro da normalidade democrática. Mas ela nunca fez as penitências meio patéticas, as autocríticas confortáveis a que nos acostumamos ao ouvir, por exemplo, Fernando Gabeira. Representante também da geração que acompanhou Leonel Brizola na recomposição do legado varguista na pós-ditadura, ela jamais renegou a herança do trabalhismo. Dilma Rousseff é a ponte entre o que de libertário e popular havia no trabalhismo brasileiro e o que de novo e transformador trouxe o Partido dos Trabalhadores. Sua presença já na administração Olívio Dutra em Porto Alegre mostrou que ela estava consciente de que essa ponte era possível. Muitos petistas?este atleticano blogueiro incluído?adotaram, especialmente nos anos 80, posturas sectárias e intolerantes ante o trabalhismo, incapazes que fomos de ver qualquer característica positiva no movimento que conferiu cidadania à classe trabalhadora pela primeira vez. Dilma é a possibilidade de aprofundamento desse diálogo entre o lulismo e tradição trabalhista que ele transforma. Essa bela história de vida está bem narrada em seu primeiro programa de TV:

http://www.youtube.com/watch?v=udsYH8xgobg&feature=player_embedded

13. Dilma representará uma vitória inesquecível para as mulheres brasileiras. Ainda somos um país muito machista. A violência doméstica é uma realidade cotidiana para milhares, talvez milhões de mulheres, especiamente as mais pobres. As mulheres ainda recebem bem menos que os homens pelo mesmo trabalho. A maioria da população feminina ainda acumula uma dupla jornada de trabalho. Não só por ser mulher, mas também por pertencer a um projeto político que já demonstrou ser aliado das mulheres na luta, Dilma pode contribuir a mitigar essa situação e nos fazer avançar nessa área tão urgente. Não é desimportante, claro, o fato de que ela é mulher: da mesma forma como a vitória de Lula, por si só, representou imenso ganho para a autoestima dos trabalhadores, que agora sabiam que podiam chegar lá, da mesma forma como a vitória de Obama trouxe enorme esperança para muitos negros jovens, que agora tinham a prova de que alcançar o topo era possível, a vitória de Dilma representará um enorme salto para a autoestima, as possibilidades, as aspirações de milhões de mulheres e, especialmente, de crianças e adolescentes do sexo feminino.

É por tudo isso, e muito mais, que eu voto Dilma Rousseff.

extraído do Biscoito Fino e a Massa

http://redecastorphoto.blogspot.com/2010/10/13-razoes-para-votar-em-dilma-rousseff.html
Enviada por Castor Filho, às 21:32 02/10/2010, de Internet


Companheiro é morto com tiro no peito na porta da Sony em Manaus
Clique aqui para ampliar a foto
Segurança atirou porque trabalhador distribuia panfletos em frente à fábrica

O Sindicato de Manaus fez um ato em frente à fábrica para que nenhum dos operários pisasse na empresa.

O companheiro José Augusto Lima da Cruz, 48, foi morto pelo segurança na fábrica da Sony, em Manaus (AM), com um tiro no peito. A morte aconteceu na porta da indústria enquanto o trabalhador distribuía panfletos do candidato a deputado estadual do PT, Wagner Santana.

De acordo com a suplente do conselho fiscal do sindicato e membro da direção executiva da CNM/CUT, Emília Valente, a discussão ocorreu porque o segurança pediu para que os trabalhadores saíssem da porta da fábrica e sacou a arma. Lima teria dito que ele não deveria estar armado e que não havia necessidade de mostrar a arma porque só tinha trabalhador ali.

Em seguida, a Sony ordenou para que todos os trabalhadores aglomerados na porta voltassem a trabalhar. "Eles falaram como se nada tivesse acontecido, como se não tivesse um companheiro trabalhador morto injustamente ali no chão", disse Emília.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Manaus fez um ato em frente à fábrica para que nenhum dos 1.200 operários pisasse na empresa. "Quem está morto era um trabalhador. Hoje a Sony não tem expediente", disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Manaus, Valdemir Santana.

Os dirigentes do sindicato se reuniram com a direção da Sony ainda pela manhã, pois a empresa não quer se responsabilizar pelo ocorrido.

O secretário geral da CNM/CUT, João Cayres, lamenta em nome dos sindicatos e trabalhadores "uma atitude cruel dessas, de intolerância. Quero deixar minhas condolências aos familiares e amigos e ao STIM Manaus". O segurança está foragido.

Fonte: Yuri Nunes - Imprensa CNM/CUT
Enviada por CNM-CUT, às 16:33 01/10/2010, de São Paulo, SP


Vídeo de 25 segundos explica porque vai dar coroa!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 07:52 01/10/2010, de Curitiba, PR


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