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18/12/2017
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Notícias(Outubro/2006)

(clique para ver todas)

Uruguai: Atentado contra Sindicato dos Metalúrgicos
Atentado contra sindicato no Uruguai:
Leia aqui a nota de solidariedade da CNM-CUT

Na última semana, a sede da UNTMRA (União dos Trabalhadores Metalúrgicos e Ramos Afins), no Uruguai, foi incendiada em um ato criminoso. É desta maneira covarde e terrorista que os criminosos acham que conseguem amedrontar aqueles que lutam pelos direitos dos trabalhadores.

A hipótose de acidente foi descartada pelos bombeiros. Haviam computadores, pinturas, materiais de campanha e uma motocicleta, mas nada foi levado. O que demonstra mais uma vez, a intenção apenas de atingir dolosamente a sede da UNTMRA.

A Confederação Nacional dos Metalúrgicos, por meio do Presidente Carlos Alberto Grana, enviou nota de solidariedade aos companheiros do Uruguai.

Confira a nota:

Estimados Companheiros da UNTMRA,

Foi com perplexidade que tomamos conhecimento do atentado contra a sede da União dos Trabalhadores Metalúrgicos e Afins, no Uruguai.

Nós repudiamos fortemente este violento ato de intolerância contra uma organização que tem história na defesa de nossos irmãos trabalhadores uruguaios.

Pedimos às autoridades do Uruguai que encontrem e punam severa e exemplarmente os autores deste atentado contra a liberdade de organização sindical.

Nos solidarizamos e nos colocamos à vossa disposição para lutar em defesa do Sindicato e de seus trabalhadores.

Em solidariedade,

Carlos Alberto Grana
Presidente da CNM - CUT
Enviada por SindLab, às 12:33 31/10/2006, de São Paulo, SP


México: Polícia Federal ataca Trabalhadores em Oaxaca
Contigentes da polícia federal mexicana ingressaram na convulsionada cidade de Oaxaca (450 km ao sul da capital Mexicana).

"As barricadas estão mantidas, mas a orientação é não confrontar de forma alguma a polícia", disse Florentino López, porta-voz da APPO - Assembléia Permanente dos Povos de Oaxaca, a organização de esquerda que lidera o protesto que pede a renúncia do governador do estado de Oaxaca, Ulises Ruiz.

A APPO ocupa as ruas, praças e repartições públicas de Oaxaca desde junho de 2006 exigindo a renúncia do governador.

O ataque da polícia já deixou várias pessoas feridas e mortos. Desde 22 de maio quando o conflito foi deflagrado devido a brutal repressão praticada pelo governo estadual contra a greve de 70 mil professores, já produziu 8 mortes fatais, muitos desaparecidos e prisões políticas, prinicpalmente de mulhers trabalhadoras.

O governo central mexicano, que acaba de promover uma das mais ridículas fraudes eleitorais no continente exige a retomada de Oaxaca e para isso mandou forças da polícia federal para reprimir os povos da cidade.

Companheir@s mexican@s pedem que demonstremos nossa solidariedade ao povos em luta, contra a repressão promovida pela turma de Vicente Fox.

Abaixo deixamos uma sugestão de texto em espanhol para que cartas de protesto sejam enviadas ao governo mexicano nos seguintes endereços eletrônicos:
vicente.fox.quesada@presidencia.gob.mx
radio@presidencia.gob.mx
gobernador@oaxaca.gob.mx
sriagral@oaxaca.gob.mx
sriagral2@oaxaca.gob.mx
quejas@cedhoax.org
correo@cedhoax.org
segob@rtn.net.mx
ofproc@pgr.gob.mx

Señor Presidente de México:
Vicente Fox Quesada

De nuestra consideracion:
Con fecha 28 de Octubre de 2006, en Brasil nos hemos impuesto de la forma y manera en que la ciudad de Oaxaca esta siendo atacada y su pueblo violentamente reprimido por su Gobierno.

Sabemos que esta represión hecha efectiva por la Policia Federal Preventiva fue decidida por todo su Gabinete, en consecuencia, a traves de este mensaje que estamos divulgando a nivel internacional, exigimos la suspension de toda esa brutal y cobarde represión desatada por su Gobierno en contra de los habitantes inermes de la ciudad de Oaxaca-México.

Asimismo exigimos el inmediato y pleno respeto de los mas elementales principios democraticos consagrados en la Declaracion Universal de los Derechos Humanos, que su pais ha firmado y que defiende
1.- El derecho a la Vida;
2.- El derecho de reunión;
3.- El derecho a la libre expresión;
4.- El derecho al trabajo;
5.- El derecho a un salario digno; y
6.- El derecho a la huelga

Con gran indignacion e impotencia hemos visto por television y otros medios la brutal represion ordenada por Ud. contra el pueblo de Oaxaca luego de la provocacion montada el viernes que dejo varios muertos.

Imaginamos la preocupacion y angustia que deben estar pasando los habitantes de Oaxaca que desde hace meses soportan todo tipo de amenazas y agresiones como respuesta a sus justos reclamos.

Assinatura ou nome da entidade que envia a carta
Enviada por Sérgio Bertoni, às 08:48 31/10/2006, de Curitiba, PR


61 x 39: entenda os números da goleada
Por Paulo Henrique Amorim

A goleada de Lula se explica da seguinte maneira:

1) Alckmin teve menos votos no segundo turno do que no primeiro: 40 milhões de votos x 37 milhões de votos. A única vez em que isso aconteceu na política brasileira - ter menos votos no segundo turno - foi com outro tucano, candidato a prefeito de Belo Horizonte, Amílcar Martins;

2) Lula diminuiu a diferença em São Paulo: Lula subiu dez pontos percentuais; Ou seja, a eleição de José Serra no primeiro turno e a entrada de Fernando Henrique na campanha beneficiaram Lula;

3) Alckmin deu o beijo da morte no Rio. No primeiro turno, Lula ganhou de 49% a 28%. No segundo, Lula subiu vinte pontos - passou para 69%. E Alckmin passou de 28% para 30%;

4) Minas. A eleição de Aécio no primeiro turno também beneficiou Lula. No primeiro turno, Lula ganhou de 50% a 40%. No segundo, de 65% a 34%;

5) No Ceará, o presidente do PSDB, Tasso Jereissati, aprofundou a derrota de Alckmin. No primeiro turno, Lula ganhou de 71% a 22%. No segundo, de 83% a 17%;

6) Na Bahia, a eleição de Jacques Wagner no primeiro turno beneficiou Lula. No primeiro turno, Lula ganhou de 66% a 26%. No segundo, de 78% a 21%;

7) No Rio Grande do Sul, Lula diminuiu a diferença pró-Alckmin. No primeiro, Alckmin ganhou de 55% a 33%. No segundo, foi de 55% a 44%. Ou seja, Alckmin não se mexeu, embora Yeda Crusius tenha sido eleita;

8) No centro oeste, Lula virou o jogo. No primeiro turno, Alckmin ganhou de 51% a 38%. No segundo, Lula ganhou de 52% a 47%;

9) No Amazonas, estado do líder do PSDB, Senador Arthur Virgilio, que prometeu dar uma "surra" no Presidente Lula, no primeiro turno Lula ganhou de 78% a 12%. No segundo foi de 86% a 13%. Enquanto isso, Virgilio teve 5,5% dos votos para governador;

10)A vitória de Lula sobre Alckmin - 61% a 39% - foi igual à vitória de Lula sobre Serra, no segundo turno de 2002: 61% a 39%.
Enviada por Almir Américo, às 07:48 31/10/2006, de Paris, França


A modernidade venceu a ignorância e o preconceito!!!
Engana-se ou quer enganar quem afirma que o Brasil saiu deste processo eleitoral dividido entre "modernos" e "atrasados", "inteligentes" e "ignorantes", "desenvolvidos" e "subdesenvolvidos", "ricos"e "pobres".

O resultado da eleição mostra que o povo brasileiro em sua maioria, em todas as suas classes sociais e formações acadêmicas, optou pela modernidade da justiça social, ainda que limitada, ao atraso das regras de livre mercado pregadas pelo néo-liberalismo.

Os tucanos até que torceram para que a divisão do país fosse comprovada neste segundo turno, mas os números mostram que Lula se recuperou bem em todas as regiões e em todas as classes socias e nos diferentes níveis de escolaridade.

Lula é um fenômeno eleitoral brasileiro que precisa ser estudado com mais imparcialidade e seriedade. É o único político brasileiro que consegue aumentar a quantidade de votos recebidos de eleição para eleição. Em 2002 Lula teve pouco mais de 53 milhões de votos no segundo turno. Agora teve mais de 58 milhões.

Além da sua própria capacidade de argumentação e de seu carisma, Lula contou com o apoio decisivo do próprio Alckmin que em sua insistência e falta de conteúdo, acabou jogando milhares de eleitores no colo de Lula, que venceu todos os debates ocorridos antes do segundo turno.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 00:10 30/10/2006, de Curitiba, PR


Alckmin perdeu votos até em SP
O candidato tucano perdeu votos até em São Paulo seu berço político.

No primeiro turno Alckmin teve 54,2% dos votos dos paulistas contra 36,77% de Lula.

No segundo turno, com apenas dois candidatos, Alckmin obteve 52,26% dos votos enquanto que Lula abocanhou 47,74%.

Enquanto o tucano recuou 2% em seu ninho o petista cresceu 11%, o que indica que abocanhou todos os votos de Crsitovam Buarque e Heloísa Helena e ainda roubou uns trocados do tucano.

Esta é uma vitória para ser comemorada e lembrada por muitos anos.

Agora nos resta estar preparados para toda a pauleira que virá nos próximos anos. O ódio e a ignorância da direita derrotada serão implacáveis contra o governo popular legitimamente eleito neste dia 29 de outubro.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 23:58 29/10/2006, de Curitiba, PR


Alckmin é o segundo tucano a receber menos votos no segundo turno
O tucano Geraldo Alckmin pode considerar sua carreira política encerrada. Ele conseguiu a proeza de conquistar neste segundo turno 37.542.734 votos, ou seja, 2.425.635 votos a menos que no primeiro turno quando obteve 39.968.369 votos.

Até este 29 de outubro foram 102 disputas de segundo turno e só em uma um candidato teve menos votos na fase final do que no primeiro turno. O colega de Alckmin neste triste recorde é o também tucano Almicar Martins que há exatos 10 anos perdeu a prefeitura de Belo Horizonte para o petista Célio de Castro. Amilcar obteve no primeiro turno de 1996 mais de 200 mil votos e fechou o segundo turno com menos de 170 mil. Agora Amilcar conta com a companhia de Alckmin.

Felizmente a razão venceu o preconceito e por primeira vez o eleitor brasileiro votou independentemente da vontade da mídia, que gostaria de ver o gerentinho Alckmin como presidente.

Isso tudo é prova de que o país está mudando. Adeus, pretensos formadores de opinião. O povão já não mais aceita o cabresto de falsos intelectuais.

Este recado serve tanto para para aqueles que se acham intelectuais, tanto à direita como à esquerda.

Valeu Brasil!!!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 23:47 29/10/2006, de Curitiba, PR


Pela primeira vez esquerda reeleje um governo na América Latina
Nem todo mundo ainda se deu conta do valor histórico da vitória de Lula neste segundo turno da eleições presidenciais brasileiras.

Ao se reeleger com 61% dos votos válidos, Lula não só aumenta a quantidade de votos recebidos por um governo de esquerda, como também se transforma no primeiro governo de esquerda no continente que consegue chegar ao seu final e ainda ser reeleito.

Infelizmente, na História da América Latina isso nunca aconteceu. Geralmente os governos de esquerda eleitos democraticamente foram tirados do poder por golpes militares sangrentos. Lula é o primeiro esquerdista latinoamericano a terminar seu governo e ser reeleito. Isso significa muito do ponto de vista histórico.

Tem muita gente por aí que se diz revolucionário, mas nunca conseguiu fazer com que seus governos chegassem ao fim de forma democrática e pacífica.

Esperamos que o siginificado destes resultados sejam compreendidos por aqueles que se consideram intelectuais e zeladores da teoria marxista.

Muitos irão acusar o governo Lula de não ser tão esquerdista assim e blá, blá, bla. Mas é bom lembrar que sempre existem condições objetivas que determinam a correlação de forças em determinada sociedade. Esquecer-se disso é jogar o marxismo no lixo e achar que é possível viver na utopia.

Fato é fato. O governo Lula é o primeiro governo latinoameticano de esquerda que chega ao seu final sem precisar usar a força bruta tão comum às tendências de direita.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 23:19 29/10/2006, de Curitiba, PR


Ganhamos!!!
O presidente Lula foi reeleito com mais de 58 milhões de votos, 61% dos votos válidos como previam todas as pesquisas de opinião pública.

Esta foi uma vitória de toda a esquerda brasileira que no momento decisivo se uniu contra a proposta néo-liberal.

A reeleição de Lula mostra que quando a esquerda está unida em torno de uma mesma proposta ela é imbatível.

Parabéns a tod@s companheir@s que na reta final foram para as ruas, para as portas de fábricas e lutaram pela reeleição de Lula.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 21:44 29/10/2006, de Curitiba, PR


Até o clima manifesta sua opinião!
Há exatos 28 dias, o astro Sol deixou grande parte do Brasil. As chuvas tomaram conta de cidades importantes e o cinza no céu dava aquele ar triste ao domingo em que ocorria a primeiro turno das eleições presidenciais.

Parece que os céus choravam o resultado do primeiro turno. Entrestecidos, os deuses jorraram suas lágrimas sobre o país.

E não é que neste dia 29 de outubro o Sol esquenta as terras brasileiras e enche os corações das pessoas de felicidade e esperança. Por coincidência ou não, as pesquisas de opinião pública unânimimente mostram a vantgem de Lula sobre o tucano com mais de 22%. Coincidência ou não os céus sorriem com a possibilidade de um verdadeiro homem do povo ser pela primeira vez reeleito presidente do Brasil.

O preconceito e a ignorância andaram de mãos dadas com a campanha da direita, mas esperamos poder comemorar a vitória sobre o atraso com muito prazer e alegria, próprios do povo brasileiros.

Mesmo sem saber o resultado da eleição deixamos aqui o nosso Parabéns a toda a esquerda brasileira que soube deixar de lado as picuinhas, ambições pessoais e se uniu em torno de Lula contra o atraso e o néo-liberalismo representado pelos tucanos.

Parabéns! Tudo isso só foi possível até aqui porque todos os cidadãos de bem e honrados foram para as ruas e portas de fábricas defender a candidatura Lula.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 14:38 29/10/2006, de Curitiba, PR


Indiana Mittal desembolsará até US$3,27 bi por ações Arcelor Brasil
A siderúrgica Arcelor Mittal anunciou nesta quarta-feira que fará pedido para registro de oferta pública de compra das ações dos acionistas minoritários da Arcelor Brasil.

A Arcelor Mittal detém cerca de 66 por cento das ações da Arcelor Brasil e informou que a oferta terá valor de 12,1184 euros por ação remanescente da companhia situada no país, o que ao câmbio desta quarta-feira, por volta das 11h, corresponderia a 32,719 reais a ação.

Os papéis da Arcelor Brasil fecharam na Bovespa cotados a 39,50 reais na terça-feira.

A máxima quantidade de dinheiro que será paga pela Arcelor Mittal será de aproximadamente 2,6 bilhões de euros (3,27 bilhões de dólares) se todos os acionistas escolherem a opção em dinheiro.

Acionistas poderão escolher entre uma oferta em dinheiro, que será paga em reais, usando a taxa de câmbio do último dia do período de oferta, ou uma combinação de dinheiro e ações da Arcelor Mittal.

Com o anúncio, o maior grupo siderúrgico do mundo acata entendimento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que havia dado prazo até esta quarta-feira para que a empresa fizesse um pedido de oferta.

A CVM entendeu que após a compra da Arcelor pela Mittal os minoritários ganharam direito de tag-along, ou seja, vender seus papéis pelo mesmo preço da operação entre as duas gigantes siderúrgicas. Estimativas de mercado, apontavam que o valor total da oferta poderia atingir 5 bilhões de dólares.
Enviada por Geraldo Werneck, às 10:10 26/10/2006, de Juiz de Fora, MG


Enquanto petistas intensificam campanha, tucanos fazem caça às bruxas
A quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais o ninho tucano está em polvorosa, enquanto petistas e simpatizantes intensificam campanha de rua, em portas de fábricas, o famoso corpo-a-corpo.

Na terça-feira o governador mineiro Aécio Neves (PSDB) falou em derrota e não se retratou perante seu candidato. Na quarta-feira foi a vez do tucano Álvaro Dias questionar a campanha tucana e buscar a culpa no marqueteiro.

Apesar de oficialmente não admitir a derrota de Alckmin, Dias sinalizou que está pessimista sobre a "virada" do candidato tucano até o próximo domingo. "Faltou estratégia e comunicação competente", disse.

Tentando livrar a cara do PSDB e de PinAlckmin, Álvaro disse que "os programas não estavam no nível de Alckmin. Se perdermos a eleição não foi por causa do candidato, pois ele tem todas as qualidades".

O problema, caro senador tucano, não está no programa televisivo, não. Está na matéria-prima do PSDB. Não se faz "ferraris" com peças de fusquinha. O problema do PSDB está em seu programa de partido, sua visão de país e de mundo, em tudo que o candidato tucano representa muito bem.

O delírio

A zorra é tão grande no ninho tucano que o ex-presidente FHC baixou ainda mais o nível no comício final que a tucanada realizou em Sampa e afirmou que Lula era um "parasita intestinal" e mais uma vez a imprensa se calou a mais esta ofensa cheio de ódio e preconceito.

Alguém que se diz intelectual, sociólogo, com título de Doutor por Universidades Francesa de Sorbone (que aliás se parece com suborno..) deveria saber o básico: este tipo de ofensa é deselegante, marginal e burra, pois transforma o adversário em mártir, perseguido pelos poderosos.

Já o próprio candidato deixa claro todo o delírio tucano. "A diferença não é grande. Nas nossas avaliações, é praticamente de um dígito. Temos tempo para tirar [essa diferença] na reta de chegada." - afirmou Alckmin.

A pesquisa Datafolha divulgada ontem aponta que o petista tem vantagem de 22 pontos percentuais em relação a Alckmin quando considerados os votos válidos. Talvez a alquimia do tucano seja a seguinte: o número 22 é composto por 2 e 2, portanto, igual a quatro. Logo 22 é quase um dígito, não é?

Dá para entender o nervosismo tucano. Eles achavam que se Lula ganhasse não governaria. Lula governou. Eles achavam que com as denúncias sangrariam o Presidente até a morte, mas o Presidente não sangrou. Eles queriam reunir 15 mil pessoas no comício final, na festa de despedida, para mostrar que a massa paulista estava com eles... e não compareceram nem 10 mil. No sábado, 21/10, Lula reuniu só em Curitiba 50 mil...

Como gente da estirpe dos tucanos pode querer voltar a governar o país??? Eles tiveram sua chance... E colocaram o país na lona por pelo menos duas vezes.

Dia 29, compareça e vote "Lula de novo com a Força do Povo".

Só nossos votos garantem a vitória!!!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 22:00 25/10/2006, de Curtitiba, PR


Ambulantes são presos por venderem camisetas em alusão à mão de Lula
Dois camelôs foram presos nesta terça-feira (24/10), na av. Paulista, em frente ao Parque Trianon, por venderem camisetas fazendo alusão à mão esquerda de Lula (sem o dedo mínimo). Eles foram presos pela PM após terem sido vistos nesta tarde por integrantes da juventude do PT, que acionaram os policiais.

As camisetas traziam estampadas a imagem de uma mão sem o dedo, com uma tarja vermelha e a inscrição "Mais 4, Não". Lula perdeu o dedo mínimo em um acidente de trabalho quando era metalúrgico.

O TSE proibiu a distribuição dos adesivos preconceituosos, conforme noticiamos aqui anteriormente.

Agora é preciso descobrir quem confecionou as camisetas, quem fez a "arte", o design do adesivo, quem forneceu estas camisetas para os ambulantes e prendê-los também. Não adianta nada atacar somente o elo mais fraco nesta corrente. Há toda uma organização criminosa que prega o preconceito por trás disso tudo.

Faça sua parte. Denuncie todos que você encontrar com os ridículos e preconceituosos adesivos. Fotografe os carros que tenham estes adesivos. Procure fotografar o adesivo e as devidas placas de identificação para que se possa identificar os proprietários dos veículos e iniciar processos legais contra estes preconceituosos.

O preconceito e a discriminação são proibidos pela Constituição Federal de 1988. Se a sociedade civil não reagir a este tipo de discriminação agora, amanhã estes senhores poderão estar empunhando a suástica e outros ornamentos tão característicos do nazi-fascismo.

Não espere que outro faça por você. Defenda-se antes que seja tarde!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 02:48 25/10/2006, de Curitiba, PR


Tucanos deliram!!!
Antes mesmo de divulgada a pesquisa do DataFolha o governador mineiro Aécio Neves dava sinais da provável derrota no próximo dia 29. Em campanha em Belo Horizonte, ao lado de PinAlckmin, Aécio disse que "derrota é coisa da vida pública. Quantos de nós já não sofreu uma derrota na vida?" questionou o tucano mineiro em evento com prefeitos e deputados de seu partido.

Já para o jornalista Fernando Rodrigues, uma virada de Alckmin não é impossível, mas se torna cada vez mais difícil. "Considerando o universo total de eleitores do Brasil, cada ponto percentual corresponde a cerca de 1,26 milhão de votos", explica. "Multiplica esse valor por 21 e terá a diferença que Alckmin teria que tirar de Lula."

Neste momento a tucanada toda, seja na política ou na mídia já começa a delirar e a tramar contra o povo brasileiro. Sim! tramar, porque eles sabem que pelas vias normais e democráticas a cada dia fica mais difícil ganhar. Além da vantagem na pesuisa eleitoral, de acordo com o Datafolha, Lula chega ao segundo turno das eleições com a maior taxa de aprovação a um presidente desde que o instituto começou a fazer pesquisas nacionais de avaliação do governo, em 1990.

A avaliação dos que consideram o desempenho do governo ótima ou boa passou de 51 para 53 por cento, a regular variou de 33 para 31 por cento e a ruim ou péssima manteve os 15 por cento do levantamento da semana passada. Estes últimos são aqueles que pensam e agem exatamente como PinAlckmin.

Na análise de Fernando Rodrigues, a melhora do desempenho de Alckmin nas pesquisas da última semana do primeiro turno não foi mérito dos tucanos e sim das trapalhadas do PT. "Os tucanos acreditaram numa miragem", explica. Segundo ele, levar as eleições para o segundo turno, não foi mérito de Alckmin. "O PT perdeu para si mesmo."
Enviada por Sergio Bertoni, às 02:32 25/10/2006, de Curitiba, PR


Vamos reeleger Olívio governador!
Por Frei Betto

Fosse eu eleitor no Rio Grande do Sul, onde morei em fins da década de 1960, meu voto seria para Olívio Dutra. Conheço-o há 26 anos. Convivemos no movimento social, no processo de criação da CUT e da Central de Movimentos Populares, e no governo Lula. Temos em comum o fato de a fé cristã nos induzir à militância política, com a diferença de que não sou filiado a partido.

Na Pastoral Operária - da qual participei 22 anos - Olívio Dutra iniciou sua militância em prol de um Brasil mais justo, em que todos tenham direito à vida, "e vida em abundância", diz Jesus (João 10, 10).

Os gaúchos conhecem bem Olívio Dutra. Sabem o quanto ele é ético e competente, e lembram-se de como o Rio Grande do Sul progrediu, em clima de paz e entendimento, durante sua gestão à frente do governo do estado.

É hora de Olívio voltar. O governo do Rio Grande do Sul não pode servir de laboratório de novatos que não trazem suficiente experiência em administração pública. Olívio foi deputado federal, prefeito e, além de excelente governador, desempenhou relevante papel como Ministro das Cidades no governo Lula. Graças a ele, a questão da moradia popular já não é um sonho. Os projetos saíram do papel para a prática, reduzindo significativamente o nosso déficit habitacional. Apelo aos eleitores gaúchos: tragam Olívio de volta ao governo do estado. Na gestão Olívio Dutra o patrimônio público gaúcho não foi alienado nem privatizado. É hora de retomar o desenvolvimento sustentável do estado, aumentando as oportunidades de investimento e a oferta de empregos. Olívio merece o nosso voto.

Assim como o Brasil é melhor com Lula do que sem ele, o Rio Grande do Sul também será melhor com Olívio do que sem ele. Vote em quem você já conhece. Sintonize o governo do Rio Grande do Sul com o governo federal!

Vote Olívio!

Enviada por Mauricio Minolfi, às 21:32 24/10/2006, de Curitiba


Vantagem de Lula aumenta ainda mais, diz Datafolha
A mais recente pesquisa do Datafolha, divulgada pelo Jornal Nacional nesta terça-feira (24), ouviu 7.218 eleitores entre segunda e terça-feira, 23 e 24/10, em 347 cidades de 25 unidades da federação. Capta, portanto, os efeitos de dois debates na TV, os promovidos pelo SBT, na quinta-feira, e pela Record, na noite de segunda.

Na consulta estimulada Lula (PT) tem 58% das intenções de voto e está 21 pontos à frente de seu adversário, PinAlckmin (PSDB), com 37%. Brancos e nulos somam 2%, e 3% não opinaram.

Considerando os votos válidos, o placar é de 61% a 39%, ou 22 pontos de diferença a favor de Lula, um pouco superior à registrada na semana passada (de 20 pontos).

Os números registrados pelo DataFolha nesta semana são exatamente iguais aos registrados pela pesquisa do VoxPopuli realizada nosdias 16 e 17 de outubro e publicada em CartaCapital, No. 416, de 25/10/2006.

A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Como afirmamos anteriormente aqui neste sítio: só o comparecimento às urnas em massa no dia 29 poderá confirmar esta vantagem de Lula sobre PinAlckmin.

É preciso continuar até o último instante com a campanha nas ruas, nas portas de fábrica, onde temos ótima recepção por parte dos Trabalhadores, e preparar os corações e os penicos para a baixaria, apelações e m.... que serão faladas nos próximos dias, principalmente no debate na Globo, na sexta-feira. Eles irão para o tudo ou nada!

É Lula de novo com a Força do Povo!!!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 20:41 24/10/2006, de Curitiba, PR


PinAlckmin Presidente!
Desde o começo da campanha eleitoral, toda vez que via a figura do candidato tucano, na TV ou nos jornais, ficava com a impressão de que conhecia aquele rostinho de algum lugar, mas nada a ver com a realidade brasileira.

Lerdo que sou, precisei de três debates para conseguir descobrir a quem pertencia aquela carinha "agradável" e "simpática", tal qual a de um gerente engomadinho de uma fabriqueta de fundo de quintal.

Depois de ouvir o blá-blá-blá do tucano em relação a uma "desindustrialização" do país, acusando até mesmo o candidato a vice-presidente na coligação de Lula de transferir a produção da Coteminas para a China, uma palavra me vinha a cabeça, mas não conseguia lembrar direito qual era.

Hoje pela manhã caiu a ficha! Ao abrir a página B7 do jornal Valor Econômico de 24.10.2006, a palavra veio automaticamente: Mentira!!!.

Segundo o Valor, até março de 2007 a Springs Global, empresa controlada pela Coteminas, transferirá para o Brasil 6 fábricas desmontadas nos EUA. Quatro unidades no Brasil, assim como a filial argentina da Coteminas, localizada em Santiago del Estero, serão beneficiadas pelas medidas adotadas. No total serão gerados 3 mil empregos diretos nos dois países sócios do Mercosul. US$ 60 milhões serão gastos na geração destes empregos, fazendo com que a Coteminas passe de 12.000 para 15.000 funcionários.

Com isso as exportações a partir deste dois países terão um incremento de US$ 150 milhões em 2006, podendo chegar a US$ 400 milhões em 2007.

É verdade que a Coteminas poderá abrir uma filial na China, mas não para substituir as fábricas brasileiras. O fato é que a Coteminas promove a desindustrialização dos EUA, pois são os equipamentos das fábricas fechadas nos EUA que serão transferidos tanto para o Brasil e Argetnina, como para a China.

Então, durante o debate realizado na TV Record, PinAlckmin distorceu os fatos e ficou parecendo aquele personagem das histórias infantis, que além de ser cara-de-pau era mentiroso. E toda vez que ele mentia seu nariz crescia. Lembram?

E se observarmos bem, não parece que o nariz do PinAlckmin tem crescido a cada debate???

Ou PinAlckmin mente ou não sabe o que fala ou está preocupado em manter empregos no país do seu coração, Estados Unidos, a metrópole do sistema imperialista ao qual os tucanos tanto reverenciam.

Se PinAlckmin mente agora, imaginem o que fará se chegar a Presidência da República...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 20:23 24/10/2006, de Curitiba, PR


Serra e Aécio já negociam com governo Lula
Por Malu Delgado

Os governadores tucanos José Serra e Aécio Neves já começaram a negociar nesta semana futuras parcerias com a União considerando a possibilidade de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os acertos prévios visam à cooperação econômica. No caso de São Paulo, Serra teve nesta semana reuniões para agilizar uma plano comum de segurança pública. Aécio negocia parcerias em obras rodoviárias.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou ontem o início das conversas com os governadores. Ele revelou que Serra reuniu-se nesta semana com comandantes da Marinha, Aeronáutica e Exército em São Paulo para tratar de um plano de segurança pública. "Já é um exemplo de uma área onde haverá cooperação", disse Mantega, acrescentando que Serra "poderá ter a cooperação para a realização" do Ferroanel.

Para o ministro, "a vida muda completamente depois da eleição". Em relação a Minas, a idéia da União é transferir a responsabilidade de gestão de algumas rodovias federais para o Estado. Em troca, poderia haver compensação por meio de repasses maiores de CPMF.

"Minas é o Estado que mais contém rodovias federais. Até já começamos a conversar com o governador sobre a possibilidade de administração das rodovias federais pelo governo estadual", revelou Mantega. As conversas, segundo ele, serão intensificadas após a eleição.

A afirmação de Mantega comprova o que os aliados de Lula sustentam com tanta veemência: que haverá possibilidade de diálogo institucional com os segmentos do PSDB fortalecidos eleitoralmente. "A preocupação de certos governadores com 2010 os levarão a fazer acordo com o governo federal. O governo federal precisa deles para fazer a reforma tributária e [para] a aprovação de projetos." Outra possibilidade de parceria com Aécio seria em obras ferroviárias, afirmou.

Mantega disse ainda que no Rio esse diálogo com vistas a 2007 está ocorrendo. Sérgio Cabral (PMDB), que disputa o governo, declarou apoio a Lula. O ministro citou, no Rio, o Arco Rodoviário Metropolitano ao falar de obras de infra-estrutura que podem ser feitas com a parceria entre União e Estado.

Mantega classificou de "fofoca" a notícia de que Lula já cogitaria mudança na Fazenda num segundo mandato, o substituindo pelo presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli.

Enviada por Mauricio Minolfi, às 14:05 24/10/2006, de Curitiba


Manifesto contra o golpe
Atenção cidadãos brasileiros e militantes pela democracia em todo o mundo. A lisura das eleições no Brasil está sendo ameaçada! O Primeiro golpe contra Lula já foi dado: uma fraude midiática levou a eleição ao 2.º turno.

A mídia prepara um novo golpe?

Uma mídia totalitária, digna representante das elites preconceituosas e excludentes de nosso país, conseguiu levar o seu candidato para o segundo turno e, agora, está se preparando para dar o golpe final!. A reportagem da revista Carta Capital nº 415 não deixa dúvida. A "Trama que levou ao segundo turno" tem nomes e sobrenomes.

Os jornalistas ali mencionados não obtiveram uma informação: foram convocados para receber uma informação. Eles não revelaram o que sabiam: foram chamados à Polícia Federal por equipes da campanha de Serra e Alckmin porque o delegado da Polícia Federal Edílson Pereira Bruno queria lhes entregar fotografias de uma montanha de dinheiro, dizendo tratar-se de dinheiro para comprar um dossiê anti-Serra (seria mesmo?), mas lhes pedindo que informassem ao distinto público terem sido as fotos "roubadas" da mesa de trabalho do delegado. E eles, aqueles jornalistas, assim o fizeram. Eles mentiram sabendo que mentiam. Eles mentiram (sequer investigaram se a dinheirama estaria mesmo relacionada ao caso do "dossiê") sabendo que o objetivo daquele falso "furo" era tão somente ampliar a histeria moralista anti-Lula que pudesse levar as eleições para o segundo turno. Eles coonestaram um ato de prevaricação de um funcionário público e enganaram conscientemente os seus leitores bem como a audiência dos jornais de TV. A campanha falsamente moral da mídia é totalitária e tem um objetivo nítido e antidemocrático: desmontar a vontade popular ou, em segunda instância, inviabilizar a posse do presidente Lula.

Mas seriam os que participaram desta trama os únicos mentirosos? Pelo que se lê diariamente nos jornais e revistas tem se a impressão que quase toda uma categoria profissional, por ação ou omissão, ressalvadas exceções como a Carta Capital, coonesta e participa desta dinâmica que golpeia a democracia sistematicamente. Fieis aos donos do poder de sempre, porta-vozes dos negócios de sempre, colocam-se, com seus patrões, contra o poder da verdade: a vasta mobilização popular para a reeleição de Lula e o aprofundamento das realizações de seu governo. Mas certamente não faltam jornalistas indignados com o que está acontecendo. Os democratas do Brasil esperam destes jornalistas que se posicionem contra o golpe midiático que se arma contra a vontade que haverá de sair das urnas no próximo dia 29.

É preciso barrar a lógica hipócrita da verdade dos donos do poder. Se para eles a quebra do sigilo do caseiro é um crime; a entrega ilegal das fotos do dinheiro por um policial constitui um ato cívico. A verdade dos donos do poder constitui a própria efetivação de seu poder econômico. Sua dimensão escandalosamente totalitária teria envergonhado até a propaganda stalinista. Uma verdade que, com sua violência, nada tem a ver com o poder da verdade: ou seja, com as dimensões éticas do único governo de nosso país que, ao mesmo tempo em que realizava consistentes políticas de distribuição de renda, atuou contra as velhas quadrilhas enquistadas no Estado brasileiro e contra a elite sonegadora. Hoje, nas vésperas do segundo turno e diante do desespero de um candidato oposicionista fabricado e sem proposta nenhuma, as corporações de comunicação não param de anunciar, como num filme de terror, uma nova tentativa de golpe: "só um novo escândalo derruba Lula, só um novo escândalo impede a vitória de Lula, quando será, onde?" Os cidadãos, eleitores e defensores do governo e da candidatura Lula vivem permanentemente sob uma ameaça ao mesmo tempo desconhecida e concreta. Sob este regime de terror, são criminalizados porque defendem as realizações do presidente e de seu governo, e as perspectivas de aprofundá-las nos próximos 4 anos.

A mídia da elite preconceituosa mente, sua verdade é aquela do poder de sempre: miséria, desigualdade, violência, trabalho escravo e subserviência aos interesses imperiais.

Um novo golpe se anuncia?!

Chamamos todos os cidadãos democratas do Brasil para saírem às ruas para defender a reeleição de Lula, garantir a sua posse e as condições para que ele governe e aprofunde o seu programa de governo.

Assinam:

Marilena Chauí (USP)
Ivana Bentes (UFRJ)
Giuseppe Cocco(UFRJ)
Vinicius A. de Lima (UNB)
Peter Paul Pelbart (PUC-SP)
Marcos Dantas(PUC-Rio)
Rodrigo Guéron (UERJ)
Tatiana Roque(UFRJ)
José Roberto Novaes (IE-UFRJ)
Adriano Pilatti ( PUC-Rio)
Francisco Guimarães(PUC-Rio)
Cecília Teixeira Soares
Alexandre do Nascimento (PVNC)
Fernando Santoro(UFRJ)
Marcelo Backes (escritor)
Barbara Szaniecki (designer-Rio)
Paulo da Vida Athos (Poeta e cronista)
Paulo R. de A. David (Cidadão)

Fonte:
http://www.paulodavida.blogger.com.br
Enviada por Mauricio Minolfi, às 13:51 24/10/2006, de Curitiba


A ficha deles caiu, mas ainda não fez plin!!
Os tucanos reuniram cerca de 1000 pessoas que teriam desembolsado somente R$ 100,00 para participar de evento organizado num clube da elite paulistana.

Além de fazer comício em recinto fechado, talvez por medo e/ou ódio do povo, os tucanos inventaram um nova modalidade: o comício pago!

Como diria um certo humorista, ferrenho constestador do tucanês: "os tucanos privatizaram o comício"...

Mas nem tudo foi festa

Primeiro, porque o "intelecutal"-mor dos tucanos, FHC, além de vomitar todo o seu ódio de classe, cometeu uma gafe sem igual. Ao chamar Lula de "Fanfarrão Minésio", FHC disse tratar-se de um personagem de Gregório de Barros, quando na verdade Fanfarrão é personagem de "Cartas Chilenas", obra de Tomás Antônio Gonzaga. Pois é! são "intelectuais" da estirpe de um FHC os que querem voltar a mandar no país...

Segundo porque a viúva de Mário Covas chamou a tucanada na xinxa: "A resposta deles [PT] vem com muita rapidez, eles estão montados em uma porção de pontos, devolvendo tudo o que o Geraldo fala. Nós estamos sendo engolidos, será que vocês não vêem? Acordem!" cobrou Lila Covas.

Porém, a maior demonstração da incompetência tucana veio daquele que mais se esmerou para provar que o governo do PT era mais corrupto que o do PSDB. "Estou convencido que três escândalos derrubam um governo, mas três mil, não. Vira paisagem, outdoor em posto de gasolina", disse o senador Arthur Vírgilio (PSDB-AM) demascarando e ao mesmo tempo condenando a estratégia denuncista por ele liderada no Senado Federal.

Os tucanos devem ter lido muito a literatura da época do nazismo na Alemanha e acharam que os feitos de Hitler poderiam ser repetidos aqui no Brasil. Colonizados intelectualmente, os tucanos se esqueceram do fundamental: estamos no Brasil do século 21 e não na Alemanha do início do século 20. Agora eles sentem o gosto do próprio veneno.

De todas as formas parece que a ficha dos tucanos caiu, mas ainda não fez o plin...

Sinhais de desalento

O comício pago mostrou bem as quantas andam as coisas na campanha de Alckmin. Além de um número de participantes menor que o esperado, a ausência de pessoas ilustres do ninho tucano-pfl-udenista falou muito mais alto que toda a descompustura de FHC, Alckmin e seus aliados. Nem o coordenador da Campanha de Alckmin, nem José Serra (PSDB), nem Jorge Bornhausen (PFL), nem Taso Jereissatti (PSDB), nem Roberto Freire (PPS) estiveram presentes ao evento...

Como diz o velho ditado: "Quando o barco afunda, os ratos pulam fora"...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:36 24/10/2006, de Curitiba, PR


TSE proíbe distribuição de adesivos com "mão do presidente"
da Folha Online

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) proibiu a distribuição de adesivos que façam referência à deficiência física do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. O ministro Marcelo Ribeiro, relator do processo, também proibiu qualquer outro tipo de propaganda eleitoral que cite a falta do dedo mínimo da mão esquerda de Lula, o qual foi perdido em um torno mecânico na época em trabalhava como metalúrgico.

O pedido para que fosse proibida a propaganda partiu da senadora Ideli Salvatti (PT-SC). No entanto, como ela não tem legitimidade para representar no TSE, o pedido foi analisado pelo Ministério Público Eleitoral, que passou a ser o autor da ação.

No pedido original feito pela líder do PT no Senado, também foi solicitado que o TSE determinasse a abertura de um inquérito pela Polícia Federal, a fim de que seja identificado o autor da propaganda, o qual foi atendido pelo ministro.

O adesivo distribuído, principalmente em cidades do sul do país, mostra uma mão com apenas quatro dedos inserida em um símbolo de trânsito que indica proibição --com uma faixa diagonal vermelha sobre a mão sem o dedo mínimo.

De acordo com a decisão do ministro, o material "atenta contra a dignidade da pessoa humana, promovendo discriminação em razão de deficiência física" e pode configurar em crime contra a honra.

Nota da Redação: Agora todos aqueles que colocaram os adesivos em seus carros deveriam ser indiciados e julgados conforme o rigor da Lei, pois eles não atacaram somente ao presidente Lula, mas a todas as pessoas portadoras de necessidades especiais, estimulando a discriminação e o preconceito.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:19 23/10/2006, de Curitiba, PR


Kamel não é Evandro
Por Paulo Henrique Amorin, do Conversa Afiada

O que o Jornal Nacional fez na edição na véspera do 1º. Turno ? quando ignorou a queda do avião da Gol e se concentrou em dar noticias contra o Presidente Lula ? foi mais do que o tradicional ?padrão Globo? de qualidade: um jornalismo parcial, militante, anti-trabalhista.

O que vem de longe.

A/O Globo ajudou a derrubar Vargas.

Tentou derrubar JK (mini-série, como se sabe, não é documento histórico).

Ajudou a derrubar Jango. Foi o porta-voz dos ?anos militares.

Lutou contra Brizola.

Sempre foi contra Lula.

Quando Roberto Marinho mandava, era proibido ter ?sobe som? do Lula, durante as campanhas presidenciais. Se Lula falasse swahili, o publico não saberia. Fora das campanhas, Lula só aparecia em situações que o prejudicasse.

A edição do Jornal Nacional da véspera da eleição foi uma intervenção no processo político muito mais profunda do que a edição do Jornal Nacional na véspera do segundo turno, que elegeu Collor.

A mídia ? com a Globo à frente ? levou a eleição para o segundo turno, é o que demonstra, com números, Marcos Coimbra, do Vox Populi, na edição da Carta Capital que está nas bancas.

E na entrevista que me concedeu, aqui, no IG.

O que o Jornal Nacional fez na véspera do primeiro turno é outra coisa: é da categoria do ?ódio?, da ?vingança?.

É mais do que jornalismo militante, parcial.

E isso é obra de Ali Kamel, Diretor-executivo de jornalismo da Central Globo de Jornalismo (sic).

O cargo de manda-chuva no jornalismo da Globo é provavelmente mais importante, no Brasil de nossos dias, do que o de Ministro da Justiça.

O Brasil já teve ministros da Justiça que eram coordenadores políticos de relevo. Tancredo Neves, de Vargas. Petrônio Portella, de Figueiredo. Fernando Lyra, de Tancredo.

O Ministro da Justiça de hoje faz política de forma ocasional. Por exemplo, quando foi jantar na casa do Senador Heráclito Fortes, em Brasilia, com o empresário Daniel Dantas, depois de a revista Veja publicar que o Presidente da Republica e o chefe da Policia Federal tinham contas secretas no exterior, de acordo com informação, segundo a Veja, de Daniel Dantas. O manda-chuva do jornalismo da Globo é tão poderoso que pode mandar uma eleição para o segundo turno.

Tanto que na Globo, segundo a revista Carta Capital, chamam Kamel de Ratzinger, o guardião da doutrina da fé.

Nem sempre foi assim.

Evandro Carlos de Andrade também foi o guardião da doutrina da fé do jornal Globo e da tevê Globo.

Mas tinha uma diferença.

Evandro não deixava impressões digitais.

Ele dirigiu o Globo durante um largo período dos ?anos militares?. E não deixou impressões digitais. (A não ser o próprio jornal que fez).

Na Globo, a mesma coisa. Evandro trabalhava como o Barão Scarpia. Um pelotão de fuzilamento acabava com Cavaradossi, mas Scarpia não precisava subir ao terraço do Castel Sant?Angelo. Até porque Floria Tosca já o tinha esfaqueado. Kamel deixa impressões digitais.

Numa polêmica publica a respeito da participação da Globo na fraude da Proconsult, que tentou impedir a eleição de Brizola no Rio, em 1982 ? polêmica que está na origem de meu livro ("Plim-plim, a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral", que escrevi na companhia da jornalista Maria Helena Passos) -, pude dizer a Kamel:

Não seja tão subserviente. O patrão não te pede tanto.

Nesse episodio do Jornal Nacional na véspera da eleição, Kamel foi, provavelmente, sobre-subserviente.

Foi para o campo do ?ódio? e da ?vingança?, quando um verdadeiro guardião da doutrina da fé, como Evandro, se teria comportado dentro dos limites tradicionais de Globo: parcialidade e anti-trabalhismo.

Kamel foi longe demais.

Vamos imaginar a hipótese de o presidente Lula se reeleger.

Assim como há a Lei da Gravidade, a Lei Geral de Telecomunicações vai ter que mudar. Isso afeta a Globo. Não faz sentido você chegar lá, pagar R$ 250 mil, comprar uma licença, e colocar no satélite a emissora de tevê que você bem entender. Isso é possível nos Estados Unidos, na Inglaterra, no Japão? Aqui, é assim que funciona. E isso vai ter que mudar. E isso afeta a Globo.

E a polêmica sobre se as operadores de telefonia podem ou não produzir conteúdo? Isso afeta a Globo.

Assim como muitas outras questões geradas pela convergência, e que terão quer institucionalizadas nos próximas quatro anos ? com Lula ou Alckmin.

Interessa à Globo construir a imagem de ?ódio? e ?vingança?, que transparece das capas da revista Veja?

Muitos já disseram que o ?ódio? da Veja é uma forma de ?vingança? contra uma decisão do Presidente Lula sobre livros didáticos, que, este ano, deu um prejuízo à Editora Abril de R$ 40 milhões (clique aqui).

Porque o Ministério da Educação resolveu mudar uma pratica que beneficiava a Abril. E decidiu beneficiar editoras menores (clique aqui).

Até a edição do Jornal Nacional da véspera da do primeiro turno sempre se imaginou que a Globo preferisse um guardião da fé como o Evandro.

Evandro, antes de ir para a Globo, foi um dos melhores jornalistas políticos do país.

Morto Evandro, a Globo substituiu-o por Kamel, cujo obra jornalística está por construir-se ? e não no passado. Ate aqui, a Globo preferia um guardião da doutrina que não quisesse ser mais do que isso: um guardião da doutrina da família Marinho.

Kamel quis ser papa.

Como Ratzinger.

Enviada por Mauricio Minolfi, às 16:59 23/10/2006, de Curitiba


Alckmin defende privatização e Lula continua subindo
O tucano Geraldo Alckmin vive negando que, se eleito, irá privatizar a Petrobrás, Eletrobrás, Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Porém, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, o tucano disse que "o Estado não deve ter 100% das ações das empresas estatais" e defendeu um compartilhamento de ações das estatais com a iniciativa privada, uma "divisão acionária" como definiu ele no melhor do tucanês castiço.

Então, tá! O que ele, Mário Covas e FHC fizeram quando estiveram nos governos paulista e Federal não foi privatização. Foi "divisão acionária". Tá compreendido?

Muda muita, né?

Será que Alckmin fará uma "divisão acionária" da Força Aérea Brasileira, quando fala em vender o avião da FAB a serviço da Presidência da República???

Lula vai ao povo e continua subindo nas pesquisas

Enquanto o tucano não promoveu um só comício de campanha sequer, pois deve ter medo de povo ou de passar vergonha, Lula vai para o corpo-a-corpo realizando vários comícios por dia em diferentes regiões do país.

A campanha de Lula parece conseguir se sair melhor em sua estratégia eleitoral para este segundo turno. Enquanto o adversário busca a proteção dos meios eletrônicos e as revistas semanais de fofocas para se comunicar com o país, Lula vai para as ruas, mostra a cara e olha no olho do eleitor, tete-a-tete.

Lula também tem conseguido colocar em debate temas importantes, tais como a privatização, a prioridade para a educação, reforça a idéia de que dinheiro aplicado no social é investimento e não gasto, como defendem os néo-liberais. Enfim, Lula parece conseguir politizar a disputa novamente, enquanto seu adversário continua no baixo nível e sem propostas inovadoras ou diferentes, nem à esquerda, nem à direita...

Assim como as pesquisas do DataFolha (60% a 40%) e do Vox Populi (61% a 39%), o Ibope mostra que Lula estaria 24% a frente de Alckmin. Se a eleição fosse hoje, Lula seria reeleito com 62% dos votos válidos contra 38% atribuídos a Geraldo Alckmin.

Entramos na última semana da campanha com um quadro bastante favorável. Para confirmá-lo é preciso que todos compareçam as urnas no dias 29 de outubro e torçam para que não apareça mais nenhum aloprado no PT querendo fazer o que não sabe...

E como diz a propaganda: Deixa o homem Trabalhar
Enviada por Sérgio Bertoni, às 02:03 23/10/2006, de Curitiba, PR


Trabalhadores na CSI-Cargo conquistam Comissão de Negociação
Os Trabalhadores na CSI-Cargo, em São José dos Pinhais ( Região metropolitnana de Curitiba), continuam sem representação sindical oficial, mas a primeira conquista da greve iniciada na última quarta-feira é a conquista da Comissão de Negociação.

Os Trabalhadores em greve elegeram uma Comissão composta por 11 membros e esta foi reconhecida pela empresa que grantiu a estabilidade no emprego de todos os membros da Comissão por um ano e com esta começou a negociar a resolução do conflito trabalhista.

O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba ainda não pode representar os Trabalhadores da CSI-Cargo, mas agora os Trabalhadores já tem um representação no Local de Trabalho para se defender e lutar por dias melhores.

Podemos dizer que a greve iniciada na quarta-feira já é vitoriosa pela conquista da Comissão de Negociação que esperamos se transforme em uma Organização Permanente no Local de Trabalho.

Quem Luta vence!

Parabéns companheir@s!!!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 16:04 21/10/2006, de Curitiba, PR


Somos irmãos
Por Evo Morales

Com toda a sinceridade, quando penso no Brasil, penso num irmão maior, num povo alegre que, como o boliviano, quer viver bem.

OUVI DIZER que os meios de comunicação brasileiros disseram que a Bolívia teria "humilhado" o Brasil. Pode o povo irmão boliviano humilhar o povo irmão brasileiro? É aceitável que, em pleno século 21, estejamos pensando em termos de "humilhação", de "submetimento" ou de "subordinação" quando os destinos de todos os povos sul-americanos estão indissoluvelmente ligados para derrotar a fome, o esquecimento e o colonialismo externo? Devo lhes dizer com toda a sinceridade que, quando penso no Brasil, penso em um irmão maior, em um povo alegre e dinâmico que, como o boliviano, quer "viver bem", quer acabar com a pobreza e quer ser dono de seu futuro.

Quando, no dia 1º de maio, decretamos a nacionalização de nossos hidrocarbonetos, o fizemos para recuperar um recurso natural que foi inconstitucionalmente privatizado pelos governos neoliberais. Para a Bolívia, não existe futuro sem a recuperação do controle sobre todos os nossos recursos naturais e as empresas estatais privatizadas. Não queremos fazê-lo de maneira negativa, atropelando ou ofendendo. Por isso, propusemos a renegociação de novos contratos com todas as empresas estrangeiras, para que os ganhos sejam distribuídos de maneira mais justa e eqüitativa.

Não queremos abusar de ninguém, não queremos nos aproveitar de ninguém... só o que nós queremos é um trato justo, para que não sobrem migalhas em nosso país e para que possamos começar a construir um amanhã diferente.

Se cheguei à Presidência de meu país, foi graças à luta de muitos anos de meu povo pela nacionalização de nossos recursos naturais. Por isso, a primeira coisa que fiz no governo foi satisfazer esse anseio, atender a esse clamor. Sei que alguns poderosos se sentiram surpreendidos, contrariados e incomodados. Sinto muito, mas já era de começar a chover para todos.

A nacionalização dos hidrocarbonetos na Bolívia não tem porque provocar incertezas no Brasil. Mesmo nos momentos mais difíceis de nossa história, nós mantivemos nossas exportações de gás ao Brasil, e vamos continuar fazendo o mesmo. As modificações que estamos negociando não têm porque afetar o consumidor brasileiro, já que são extremamente pequenas, levando em conta que a receita da Petrobras em 2005 foi 24 vezes maior que todas as exportações mundiais da Bolívia no mesmo ano.

Em meus oito meses de governo, aprendi que os grandes ricos e os novos conquistadores não dão a cara a tapas para enfrentar o povo. Não! O que fazem é provocar disputas entre pobres, para nos enfraquecer, para nos desunir, para nos distanciar uns dos outros. Por isso, me entristece muito quando procuram distanciar e provocar um confronto entre os povos irmãos da Bolívia e do Brasil.

Eles, os que sempre estiveram em cima, sabem que em nossa união está a força, que, juntos, somos invencíveis. Por isso a insídia, por isso a mentira, por isso a calúnia. Por isso essa retórica que procura nos converter em seres egoístas que pensamos apenas em nós mesmos, em nosso bem-estar individual, nos esquecendo de que compartilhamos um mesmo continente, um mesmo planeta.

A sorte do Brasil é a sorte da Bolívia, da Argentina, do Uruguai, do Paraguai e de todos os países da região. Em nossos tempos, já não podemos pensar unicamente em termos de país. Juntos, precisamos nos apoiar, precisamos colaborar, precisamos nos compreender uns aos outros.

Entre povos irmãos, precisamos compartilhar, e não competir, precisamos nos complementar e fortalecer nossa unidade sul-americana. Essa é nossa agenda para a próxima reunião da Comunidade Sul-Americana de Nações que terá lugar em Cochabamba, Bolívia.

EVO MORALES AYMA é o presidente da Bolívia.

Tradução de Clara Allain
Enviada por Carlos Andreu, às 10:03 20/10/2006, de São Bernardo do Campo, SP


Lula dobra diferença e debate mostra inconsistência tucana
O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, ampliou sua vantagem em relação ao adversário Geraldo Alckmin (PSDB), segundo pesquisa Vox Populi, divulgada pelo Jornal da Band nesta noite de quinta-feira (19/10).

Na pesquisa de 09 e 10 de outubro o placar era 51% para Lula contra 41% para Alckmin. Já na pesquisa realizada nos dias 16 e 17 de outubro, Lula dispara para 57% e Alckmin despenca para 37%, ou seja, Lula dobrou a diferença em relação a Alckmin e está 20 pontos percentuais à frente do tucano.

Considerando os votos válidos, Lula passou de 55% para 61%, enquanto Alckmin caiu de 45% para 39% -- uma diferença de 22 pontos.

Os números indicam que a estratégia de campanha do candidato Lula é mais eficiente ao debater programas concretos e comparar o que deixou de ser feito em 8 anos de governos do PSDB com aquilo que foi feito em 4 anos pelo governo Lula. Lula sempre coloca em debate que tipo de país queremos e que tipo de Estado o país precisa. Já a candidatura de Alckmin insiste sempre nos mesmos pontos retóricos, de caráter fortemente moralista, sem oferecer propostas convicentes que mostrem que o país irá evoluir sobr seu comando. Na verdade Alckmin caiu na armadilha preparada pelo PT e agora passa o tempo todo negando, na defensiva, mostrando-se incapaz de reverter o debate.

Inconsistência tucana

O debate realizado na noite de quinta-feira pelo SBT, mostrou toda a inconsitência tucana e a falta de preparo de Alckmin para governar um país complexo, dinâmico e cheio de diversidades como o Brasil.

No primeiro debate realizado na Band o tucano veio todo nervoso, metido a machão, tal qual um inquisidor na idade média, gritando, ofendendo e criticando o governo federal. Já no debate do SBT, o tucano mudou de estratégia, chegando a te; dizer que vai continuar e melhorar todos os programas do atual governo. Isso porque as pesquisas todas mostraram que a maioria da população não gostou de seu comportamento e de sua falta de propostas no primeiro debate.

Estas mudanças mostram que o candidato tucano não tem um programa real para o Brasil, mas somente um projeto de retomar o governo custe o que custar. E para isso ele é capaz de tudo, faz qualquer negócio para chegar lá, de dizer que é contra a privatização, mostrar-se cordial e educado em um momento e, em outro, dar uma de machão e defender a redução do tamanho do Estado, que acaba revelando que o discurso ético dele é só uma tática para conseguir a qualquer preço recuperar o governo federal para a tucanada-pfl-udenista.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:49 20/10/2006, de Curitiba, PR


Sistemistas na VW e na Renault em greve
Os Trabalhadores em autopeças localizadas nos complexos produtivos da Vw e da Renault em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, estão em greve.

Os Trabalhadores nas empresas chamadas de "sistemistas" reivindicam um abono de R$ 500,00. Eles já conquistaram 4,91% de aumento, sendo 1,99% de aumento real. Como os Trabalhadores nas montadoras conquistaram um abono de R$ 700,00, os Trabalhadores nas sistemistas também querem o seu.

Sistemista é aquela empresa terceirizada que realiza suas atividades produtivas diretamente na linha de montagem na montadora contratante ou possui suas instalações produtivas no mesmo território da montadora.

CSI Cargo sem representação sindical

Os Trabalhadores da CSI Cargo, empresa que presta serviço dentro da VW também estão em greve, mas estão sem representação sindical oficial. O Sindicato dos Metalúrgicos pede o enquadramento sindical desta empresa como metalúrgico para representá-los oficialmente, pois na prática já o faz no momento.

Em audiência na Vara do Trabalho de são José dos Pinhais, realizada na manhã de 18 de outubro, a empresa fez corpo mole para que não fosse enquadrada como metalúrgica e o juiz disse não estar convencido sobre o tema e pediu o contrato entre a CSI e a VE-Audi para tomar uma decisão.

Nesta quinta-feira, em Assembléia os Trabalhadores elegeram uma comissão interna composta por 3 companheiros para negociar o abono e o enquadramento sindical com a empresa.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:31 19/10/2006, de Curitiba, PR


É hora de ficarmos espertos e muito atentos!!!
A próxima pesquisa de intenções de votos a ser divulgada é a do Ibope, na sexta-feira. Os números ainda estão no forno, mas Carlos Augusto Montenegro, presidente do instituto, afirma que só mesmo um fato ?muito espetacular? poderá arrancar a faixa de presidencial do peito de Lula.

Para Montenegro, Lula seria reeleito hoje com pelo menos 12% de votos a mais que Geraldo Alckmin. Ele acha que, a menos de duas semanas da eleição, 92% dos eleitores já definiram em quem vão votar. E dificilmente mudarão de opinião.

Porém o que exatamente quer dizer Montenegro com "fato muito espetacular"???

Para quem é o recado?

Ou seria a fatídica senha, tipo "Moçada, dançamos! Agora é ir para o tudo ou nada".

Será que um recado para "normalizar" as relações entre os candidatos ou é um pedido para que os tucanos-pfl-udenistas coloquem em prática seus planos "B", "C" ou "D" de baixarias e vale-tudo para tomar de assalto o poder, já que pelas urnas parecem não conseguir fazê-lo de forma natural e democrática?

Só uma coisa é certa. Independentemente do resultado das pesquisas só mobilização, organização e comparecimento no dia 29 garantem a vitória de LULA de novo com a Força do Povo.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 20:50 18/10/2006, de Curitiba, PR


Denúncia: TSE faz propaganda para tucano
Bem, eu já tinha percebido a questão da propaganda subliminar no Debate da Band em referência ao tempo dado às perguntas: 45 segundos; e por algum motivo a assessoria não pegou.

Agora a questão da propaganda subliminar por parte do TSE é um absurdo, justo o órgão que tem que inibir tais fatos.

Vejam o arquivo clicando aqui

Abs,

João Cayres

Meu!!! sempre ouvi dizer "cochilou o cachimbo cai"

Não vamos dormir!!!!
Enviada por João Cayres, às 15:05 18/10/2006, de São Paulo, SP


A transcrição da conversa da trama que levou ao segundo turno
Por Mino Carta

Paulo Henrique Amorim divulga em seu blog, no iG, a transcrição da gravação da conversa do delegado Bruno com os repórteres da Globo, Folha, Estadão, O Globo e Jovem Pan.

Naquela fatídica véspera do primeiro turno, quando o Jornal Nacional divulgou a foto do dinheiro do dossiê, antecipando a imagem à noticia do acidente com o avião da Gol. Ali morreram 154 pessoas, mas a turma do plim-plim achou a foto da lavra do próprio Bruno mais importante.

Aqui vai outra informação das mais representativas dos comportamentos globais. No dia 28 de setembro, o infatigável delegado entregou as fotos ao repórter da Globo que atende pelo sobrenome de Tralli, o qual, solerte, as entregou aos superiores. Logo a emissora tomou a decisão de evitar ser acusada de repetir a ação golpista perpetrada contra Lula em 1989, na vergonhosa manipulação do debate com Collor. Donde, sugeriu ao Bruno que chamasse os repórteres de outros jornais e emissoras, e que repartisse o tesouro entre eles. Diligente, o delegado atendeu a sugestão no dia seguinte.

Clique aqui para ver a íntegra da transcrição da gravação da conversa entre o delegado Bruno e os jornalistas
Enviada por Sérgio Bertoni, às 20:53 17/10/2006, de Curitiba, PR


Datafolha mostra Lula 20 pontos na frente
Pesquisa do Datafolha realizada entre os dias 16 e 17 de outubro de 2006 mostram que Lula lidera com larga vantagem a disputa eleitoral no segundo turno.

Lula tem 60% ou cerca de 63 milhões de votos

Se forem considerados apenas os votos válidos, o placar é de 60% para Lula contra 40% para Alckmin, uma diferença de 20 pontos pró-Lula, quase o dobro da vantagem registrada anteriormente nos votos válidos (56% a 44%, ou 12 pontos).

Se os mesmos 105 milhões que compareceram no primeiro turno comparecerem no dia 29 de outubro de 2006, Lula teria cerca de 63 milhões de votos ou 10 milhões de votos a mais que no segundo turno de 2002, comprovando que o eleitorado de Lula vem crescendo de eleição para eleição desde 1989.

Os votos nulos e brancos somam 3%, e os indecisos são 3%, muito menores que nas amostragens anteriores. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais,

Foram entrevistados 7.133 eleitores nos dias 16 e 17, ontem e hoje, em 348 municípios de 25 unidades da federação. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 22.427/2006. Este é o terceiro levantamento do Datafolha realizado no segundo turno para a disputa presidencial, e o primeiro a captar os efeitos da retomada da propaganda eleitoral gratuita. Na pesquisa de 10 de outubro, dois dias após o debate na TV Bandeirantes, Lula obteve 51% das intenções de voto, ou 11 pontos percentuais à frente de Alckmin, com 40%.

Estes números já apontavam para uma ampliação da vantagem do candidato petista em relação à primeira pesquisa Datafolha, que ouviu os eleitores entre 5 e 6 de outubro, no final da semana do primeiro turno. Neste, Lula tinha 50% dos votos e Alckmin, 43% (diferença de sete pontos percentuais).

A aliança direitista PSDB-PFL-PPS certamente irá para a baixaria total e tentará melar a coisa no tapetão. É preciso estarmos atentos e organizados para evitar uma tentativa de fraude ou golpe por parte daqueles que não sabem jogar e muito menos perder o jogo democrático.

Certamente o candidato Alckmin irá duvidar da pesquisa do Instituto preferido dos tucanos...

Mas como já publicamos anteriormente só os votos na urna no dia 29 é que garantem a vitória de Lula.

Agora, é preciso que todos estejamos nas ruas, reforçando a campanha Lula de novo com a Força do Povo e incentivando todos a comparecerem nas urnas no dia 29 para confirmar a vantagem apontada nas pesquisas.

Enviada por Sérgio Bertoni, às 20:07 17/10/2006, de Curitiba, PR


O Primeiro Golpe de Estado já houve. E o segundo?
Por Paulo Henrique Amorim

Um golpe de Estado levou a eleição para o segundo turno.

É o que demonstra de forma irrefutável a reportagem de capa da revista Carta Capital que está nas bancas ("A trama que levou ao segundo turno"), de Raimundo Rodrigues Pereira. E merecia um sub-titulo: "A radiografia da imprensa brasileira".

Fica ali demonstrado:

1) As equipes de campanha de Alckmin e de Serra chegaram ao prédio da Polícia Federal, em São Paulo, antes dos presos Valdebran Padilha e Gedimar Passos;

2) O delegado Edmilson Bruno tirou fotos do dinheiro de forma ilegal e a distribuiu a jornalistas da Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, do jornal O Globo e da rádio Jovem Pan;

3) O delegado Bruno contou com a cumplicidade dos jornalistas para fazer de conta que as fotos tinham sido roubadas dele;

4) O delegado Bruno procurou um repórter do Jornal Nacional para entregar as fotos: "Tem de sair à noite na tevê., Tem de sair no Jornal Nacional";

5) Toda a conversa do delegado com os jornalistas foi gravada;

6) No dia 29, dois dias antes da eleição, dia em que caiu o avião da Gol e morreram 154 pessoas, o Jornal Nacional omitiu a informação e se dedicou à cobertura da foto do dinheiro;

7) Ali Kamel, "uma espécie de guardião da doutrina da fé" da Globo, segundo a reportagem, recebeu a fita de audio e disse: "Não nos interessa ter essa fita. Para todos os efeitos não a temos", diz Kamel, segundo a reportagem

8) A Globo omitiu a informação sobre a origem da questão: 70% das 891 ambulancias comercializadas pelos Vedoin foram compradas por José Serra e seu homem de confiança, e sucessor no Ministério da Saúde, Barjas Negri.

9) A Globo jamais exibiu a foto ou o vídeo em que aparece Jose Serra, em Cuiabá, numa cerimônia de entrega das ambulâncias com a fina flor dos sanguessugas;

10) A imprensa omitiu a informação de que o procurador da República Mario Lucio Avelar é o mesmo do "caso Lunus", que detonou a candidatura Roseana Sarney em 2002, para beneficiar José Serra. ( A Justiça, depois, absolveu Roseana de qualquer crime eleitoral. Mas a campanha já tinha morrido.)

11) Que o procurador é o mesmo que mandou prender um diretor do Ibama que depois foi solto e ele, o procurador, admitiu que não deveria ter mandado prender;

12) Que o procurador Avelar mandou prender os suspeitos do caso do dossiê em plena vigência da lei eleitoral, que só deixa prender em flagrante de delito.

13) Que o Procurador Avelar declarou: "Veja bem, estamos falando de um partido político (o PT) que tem o comando do país. Não tem mais nada. Só o País. Pode sair de onde o dinheiro ?"

14) A reportagem de Raimundo Rodrigues Pereira conclui: "Os petistas já foram presos, agora trata-se de achar os crimes que possam ter cometido."

Na mesma edição da revista Carta Capital, ao analisar uma pesquisa da Vox Populi, que Lula tem 55%, contra 45% de Alckmin, Mauricio Dias diz: " ... dois fatos tiraram Lula do curso da vitória (no primeiro turno). O escândalo provocado por petistas envolvidos na compra do dossiê da familia Vedoin ... e secundariamente o debate promovido pela TV Globo ao qual o presidente não compareceu."

Quer dizer: o golpe funcionou.

Mino Carta, o diretor de redação da Carta Capital, diz em seu blog, aqui no IG (http://blogdomino.blig.ig.com.br/), que houve uma reedição do golpe de 89, dado com a mão de gato da Globo, para beneficiar Collor contra Lula. "A trama atual tem sabor igual, é mais sutíl, porém. Mais velhaca," diz Mino.

Permito-me acrescentar outro exemplo.

Em 1982, no Rio, quase tomaram a eleição para Governador de Leonel Brizola. Os militares, o SNI, e a Policia Federal (como o delegado Bruno, agora, em 2006) escolheram uma empresa de computador para tirar votos de Brizola e dar ao candidato dos militares, Wellington Moreira Franco. O golpe era quase perfeito, porque contava também com a cumplicidade de parte de Justiça Eleitoral e, com quem mais? Quem mais?

O golpe contava com as Organizações Globo (tevê, rádio e jornal, como agora) que coonestaram o resultado fraudulento e preparam a opinião pública para a fraude gigantesca.

Que só não aconteceu, porque Brizola "ganhou a eleição duas vezes: na lei e na marra", como, modestamente, escrevi no livro "Plim-Plim - a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral", editora Conrad, em companhia da jornalista Maria Helena Passos.

Está tudo pronto para o segundo golpe.

O Procurador Avelar está lá.

Quantos outros delegados Bruno há na Policia Federal (de São Paulo, de São Paulo !).

A urna eletrônica no Brasil é um convite à fraude. Depende da vontade do programador. Não tem a contra-prova física do voto do eleitor. Brizola aprendeu a amarga lição de 82 e passou resto da vida a se perguntar: "Cadê o papelzinho ?", que permite a recontagem do voto ?

E se for tudo parar na Justiça Eleitoral? O presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello já deixou luminosamente claro, nas centenas de entrevistas semanais que concede a quem bater à sua porta, que é favor da candidatura Alckmin.

E o segundo golpe? Está a caminho. As peruas da GW já saíram da garagem.
Enviada por Almir Américo, às 11:27 16/10/2006, de São Paulo, SP


Revelan que el escandalo contra Lula fue montado
Por Eleonora Gosman, "El Clarín"

Una denuncia usada hasta el hartazgo contra Lula da Silva por su adversario socialdemócrata Geraldo Alckmin, que estalló justo en la semana de las elecciones del 1ø de octubre, podría tratarse de una "trampa" montada por la coalición opositora de centroderecha para conseguir que hubiera un ballottage, tal como ocurrió. Así lo revela un artículo del semanario paulista Carta Capital, publicado ayer.

El caso que produjo impacto electoral, y que colocó al médico y ex gobernador de San Pablo en la segunda vuelta (con casi 42% de los votos), fue la compra de un dossier por ex dirigentes de la campaña electoral de Lula que contenía documentos con presuntas irregularidades cometidas por Alckmin y por el gobernador electo socialdemócrata José Serra. Un comisario policial pescó in fraganti, con dinero en varios bolsos, a los ex militantes del Partido de los Trabajadores que pretendían pagar por la carpeta con denuncias aproximadamente unos 800.000 dólares. Esa plata, según los opositores, tendría un origen dudoso. Esto es, podría provenir de fondos públicos.

Lo cierto es que varias fotos con los fajos de billetes fueron transmitidas por medios televisivos y publicadas en las tapas de los diarios brasileños, el viernes anterior a las elecciones. Los analistas dicen que fue un golpe decisivo que impidió a Lula conquistar su reelección dos semanas atrás.

Según Carta Capital en un artículo titulado "La trama oculta" del episodio, algunos medios televisivos como la red carioca Globo amplificaron la repercusión de ese escándalo; pero pecaron por "omitir informaciones cruciales" del caso y "contribuyeron" así a que Alckmin lograra entrar con el caudal de votos necesarios para la segunda vuelta.

El artículo de la publicación paulista sostiene que el comisario Edmilson Bruno, quien detuvo a los dirigentes del PT que tenían consigo el dinero en un hotel de San Pablo, pudo tener una participación fundamental en la difusión a la prensa de las fotos con los billetes, dos días antes de las elecciones. Al detener a esos militantes del PT, el comisario exigió a sus tropas: "Tiene que salir en el Jornal Nacional", esto es, el noticiero más visto en Brasil que se emite por el canal de Globo. Pero lo más sorprendente fue que minutos antes del operativo para detener a los hombres del PT, estaban en la puerta del lugar donde se produjeron las detenciones los equipos de los opositores Geraldo Alckmin y José Serra. La pregunta de Carta Capital es quién les avisó para que llegaran antes que los militantes y miembros de la campaña de Lula fueran detenidos.

Mientras estas revelaciones salían a la luz, nuevas encuestas demostraron una consolidación de las ventajas de Lula da Silva sobre Alckmin. Así, la consulta de Ibope lo puso con 12 puntos delante del ex gobernador paulista (52% a 40%). Vox Populi, en cambio, colocó esa diferencia en 10 puntos (51% a 41%). Esto indica que si las elecciones fueran hoy, Lula sería reelecto con un gran margen. Claro que todavía faltan 15 días para la segunda vuelta. Es tiempo suficiente para que alguna eventual contingencia reduzca las distancias. Todavía faltan tres debates: el próximo debe ocurrir el 19 de este mes, en la SBT de San Pablo. Los errores que cometan los candidatos hasta entonces pueden volcar a favor de uno u otro la porción de votos volátiles (8%).
Enviada por Maurício Minolfi, às 06:56 16/10/2006, de Curitiba, PR


Peleguismo e a carga tributária
Car@s

Leiam a notinha do Gáspari abaixo!!!

Esse é um assunto que ninguém quer discutir, porque o SESC é "bonzinho" com a classe média.
Na República, quem administra dinheiro público é eleito para tal, tem mandato previsto em lei, presta contas, é fiscalizado e controlado, dá satisfações à sociedade e paga um alto preço político quando sua conduta se desvia da lei.

O Sistema S manipula bilhões, muito mais do que o orçamento da maioria dos Ministérios, e sua gestão tem débil controle público, seus administradores são desconhecidos e mal prestam conta. É uma festinha particular da classe empresarilal com dinheiro público.

O Gáspari vai ao ponto essencial: essa mesma turma de empresários corneteiros que vivem para reinvindicar redução de impostos nunca tocam no assunto Sistema S, pq essa cumbuca é para o próprio proveito. Já está na hora de se discutir esse assunto de forma aberta. Não existe nada (nada mesmo!) mais anti-republicano no Brasil do que o Sistema S.

Almir Américo

Peleguismo *

Os sindicalistas do patronato são uma graça. Quando os impostos saem de seus bolsos, denunciam a carga tributária. Quando se fala em reduzir uma taxa que vai para os seus bolsos, viram feras.

Querem derrubar a Lei da Microempresa, que livra o andar de baixo da produção da tunga de 2,5% sobre a folha de pagamento para sistentar o chamado Sistema S. Esse aparato arrecada R$ 9 bilhões por ano.

* Publicado na coluna do ELIO GASPARI, de O Globo, 15/10/2006
Enviada por Almir Américo, às 15:06 15/10/2006, de São Paulo, SP


Quem é mesmo o mais moderno?
Por Mino Carta

Parece que no debate da Bandeirantes Alckmin errou na dose. FHC diz que seu partido é incapaz de retórica. Sofro até hoje com a revelação do tucano de que abandonou a medicina para dedicar-se ao bem, via política.

Ao jornal suíço Le Temps, Fernando Henrique diz, em entrevista publicada quarta 11, que a divisão de votos no Brasil não é entre ricos e pobres. Em puríssimo francês, esclarece: ?A divisão é entre um Brasil atrasado e um mais moderno?.

Trata-se do príncipe dos sociólogos, tem de saber das coisas. Resta verificar que significam atrasado e moderno. Tudo depende do ponto de vista. Por exemplo. Entendo que, embora mais rico, o estado de São Paulo é politicamente mais atrasado. Explico: na minha opinião, é o mais reacionário.

A dita elite paulista, tomada em bloco (exceções haverá, está claro), é ignorante, exibicionista, deselegante, egoísta. Ostenta com gosto insano. Campeã em platitudes variadas, na repetição de lugares-comuns monumentais. Neste exato instante, mostra uma sujeição atroz às versões da mídia, e assume passivamente as frases feitas que aquela divulga com notável potência tecnológica.

Falta espírito crítico, falta ironia. O pessoal leva-se a sério. Frase ouvida dia 10 em restaurante mais ou menos da moda por este que escreve. Diz um: ?Lula merece perder, mas, que diabo, reeleger Maluf com uma enxurrada de votos é demais?. Responde o outro: ?Ora, Maluf roubou muito menos que Lula?.

Não padeci de maior espanto. Assim como não me surpreendeu constatar na noite do debate da Bandeirantes, que o ex-metalúrgico é mais moderno do que o ex-médico. O qual, a bem da exposição nítida do meu pensamento, mais me pareceu um populista de direita.

Na sua entrevista ao Le Temps, FHC disserta sobre os estilos diferentes de PSDB e PT. ?O PSDB faz menos retórica e tem uma visão mais republicana na relação entre partido e Estado.? Eu ainda não me restabeleci da comoção causada pela revelação cometida por Alckmin, ao longo do debate. Contou-nos como abandonou a medicina para dedicar-se ao bem dos semelhantes por intermédio da política. Vocação extraordinária, só falta comparecer de batina ao próximo round com Lula.

Tenho a sublinhar que minha relação com o ex-governador paulista sempre foi cordial, amistosa. De hábito, ele é afável e cordato. De todo modo, erra do ângulo de CartaCapital, ao supor que lhe convém a linha Mike Tyson, como ele mesmo afirma. Tons imperiosos, autoritários, não são do apreço da maioria dos brasileiros.

Tyson não prima pelo bom humor. É um brutamontes incapaz de uma única, escassa risada. Pergunto-me por que valeria a pena imitá-lo, mesmo aquele da fase arrasadora de sua carreira. Ao cabo, como sabemos, levou surras homéricas.

Pelo contrário, o ex-metalúrgico mantém a calma, indispensável, aliás, em qualquer briga, mesmo no ringue, para mirar com precisão na ponta do queixo do adversário. Não convém subestimar Lula, e pretender mostrá-lo como iletrado fadado a tropeçar na sintaxe. O debate provou que o presidente soube aproveitar os tempos de liderança, desde a quadra heróica das greves do ABCD, e aprendeu a lidar com microfones com picardia, senso de humor, sutileza, até.

Os resultados das pesquisas pós-debate por ora apontam nele o vencedor. Conclusões finais só no dia 29. Mas é preciso compreender que Lula sabe rir e sorrir.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:13 15/10/2006, de Curitiba, PR


Como construíram a fraude que levou ao segundo turno
A edição 415 de CartaCapital, datada de 18 de outubro de 2006, trás detalhadamente como se construiu a trama que levou a eleição presidencial ao segundo turno.

Mostra também a imparcialidade de determinados orgão de imprensa e as disputas internas na turma do jornalismo da Globo, bem como a desfaçatez da direção do mesmo.

É claro que as denúncias de CartaCapital não terão a mesma repercursão que tiveram as "notícias" escandalosas de outras revistas e jornais publicadas contra Lula e o PT.

Por isso, aqueles que defendem a Liberdade de Imprensa e o compromisso com a verdade devem acessar o sítio de CartaCapital e conferir o conteúdo da matéria e divulgá-lo pelo país todo. A verdade e a democracia agradecerão!!!

Depois de ler o material todo, verifique se você não ficou com a sensação de que a existência da tal montanha de dinheiro não seria também uma invenção daqueles que arquitetaram o plano para ferrar com o PT.

Não queremos aqui isentar ninguém de culpa, nem desviar a atenção do debate, mas quem foi capaz de arquitetar coisa assim não poderia ter também trazido a grana e jogado no colo do aloprados do PT?

Se estamos cansados de ouvir falar sobre casos, onde a própria polícia joga papeletes de cocaína ou maconha e "tres-oitões" ao lado de cadáveres depois de chacinas por ela cometida com o objetivo de justificar o ocorrido dizendo ter matado "perigosos traficantes" que reagiram a bala a ordem de prisão, por que não podemos imaginar ou supor o mesmo sobre a grana do dossiê neste momento onde o que está em jogo é que tipo de país nós queremos???

Não seria esse, o verdadeiro motivo para a demora em se descobrir a origem do dinheiro, ou seja, o envolvimento de alguns policiais federais que teriam: a) "fornecido" a grana e b) falseado os fatos em conluio com determinados meios de comunicação e a coordenação da campanha oponente?

Seguimos aqui defendendo a punição de todos os envolvidos no "caso do dossiê", assim como, defendemos que todos aqueles que divulgaram informações mentirosas sem as devidas provas sejam indiciados, processados e condenados por falsidade ideológica, crime contra a ordem econômica, atentado ao pudor e danos morais de acordo, e conforme o rigor, da lei em vigor.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:06 15/10/2006, de Curitiba, PR


Alegria de rico também dura pouco
Por Paulo Nogueira Batista Jr

Alegria de rico também dura pouco. Na segunda e na terça, as hostes oposicionistas vibravam. Nos meios de elite e de classe média, onde a preferência por Alckmin é muito nítida, havia até um princípio de euforia. Os principais jornais falavam em vitória do ex-governador no debate da TV Bandeirantes no último domingo.

"Nasce um presidente?", perguntava, afoito, um economista, em artigo publicado na Folha. "Alckmin prevaleceu", declaravam quase todos, em uníssono. A principal exceção foi Jânio de Freitas, que, em sua coluna na Folha, colocou o dedo na ferida. Com o novo figurino, agressivo e arrogante, o ex-governador se apresentara no debate como "um misto de Fernando Collor e Carlos Lacerda", escreveu ele. Nesse figurino, notavam-se as impressões digitais de Fernando Henrique Cardoso, que havia lamentado publicamente a ausência de alguém como Lacerda na atual conjuntura política...

A comemoração oposicionista foi prematura. Com o Datafolha veio a ducha de água fria: a vantagem de Lula cresceu depois do debate. Não foi surpresa para mim.

Agressividade e prepotência raramente rendem votos no Brasil. Agora, o ex-governador Alckmin talvez seja obrigado a se dedicar a um debate mais substantivo. Tomara. Tanto ele como o presidente Lula estão nos devendo uma discussão mais séria sobre os rumos que pretendem dar ao país.

Em matéria de política externa, por exemplo. No debate de domingo, o candidato tucano condenou com veemência a política do atual governo, que considera "um fracasso". A sua veemência preocupa.

Afinal, essa é uma das poucas áreas em que houve grande progresso no governo Lula. Mas, enfim, sempre é possível melhorar.

Vejamos o que propõe o candidato da oposição. No seu programa de governo de 148 páginas, a política externa mereceu um capítulo de apenas três páginas. Pouco, muito pouco para quem considera a atual política um fracasso.

O capítulo começa com a afirmação de que "a política externa brasileira historicamente teve um caráter consensual e suprapartidário". Afirmação curiosa. No Brasil, como em qualquer país relevante, a política internacional é freqüentemente tema de controvérsias, não raro acirradas.

O embaixador Rubens Barbosa, que assessora o ex-governador nessa área, tem escrito que, com Alckmin, a política externa voltará "a seu leito natural". O que isso quer dizer? Só Deus sabe. O programa de governo dá poucas pistas. Esperemos que esse "leito natural" não seja o velho alinhamento à política de Washington, que caracterizou grande parte da política internacional nos governos Collor e FHC, especialmente na gestão da vaporosa figura de Celso Lafer, um dos piores, talvez o pior chanceler que o Brasil já teve.

No programa de Alckmin, há uma referência vaga à necessidade de "intensificar as relações com os centros mais dinâmicos da economia global, sem descuidar de nossas ligações, interesses e obrigações históricas com os países menos desenvolvidos". O embaixador Barbosa esclareceu que isso significa "restabelecer a prioridade das relações com os países desenvolvidos" ("Alckmin e a política externa", O Globo, 10 de outubro de 2006).

Até onde iria essa prioridade? Chegaria à aceitação da Alca (Área de Livre Comércio das Américas) nos termos propostos por Washington? Isso seria um verdadeiro desastre para o Brasil, como expliquei de forma pormenorizada no meu livro mais recente e em diversos artigos que publiquei nesta coluna nos últimos anos. Um dos méritos da política externa do governo Lula foi ter impedido, em aliança com outros países, que a Alca se concretizasse. O programa do candidato tucano se limita a mencionar que irá "atuar pela retomada das negociações da Alca e explorar as possibilidades de acordos bilaterais de livre comércio como passos transitórios do processo de integração continental".

E o Mercosul? O que propõe o programa de Alckmin? Por incrível que pareça, "promover ampla reflexão sobre o Mercosul". Só isso? Só. Esplêndida concisão.

Paulo Nogueira Batista Jr. é economista e professor da FGV-EAESP
Enviada por Almir Américo, às 10:47 13/10/2006, de São Paulo, SP


Em defesa da nossa soberania
Por Oscar Niemeyer

Tinha de me manifestar, e apresentei um motivo, a meu ver, suficiente, para justificar a permanência de Lula no poder.

NA ÚLTIMA terça-feira, como fazemos há mais de quatro anos, assistimos às aulas do nosso amigo, o físico Luiz Alberto Oliveira, nas quais são debatidos os problemas da vida, da filosofia, deste estranho mundo em que vivemos.

Nessa noite, prevaleceu em nossa conversa a notícia, divulgada pela imprensa, de que o Prêmio Nobel de Física tinha sido concedido a John Mather e George Smoot. E, durante meia hora, Luiz Alberto discorreu sobre a matéria, entusiasmado com a descoberta daqueles cientistas que apuravam a teoria do Big Bang, há tantos anos adotada.

Interessados, acompanhamos as explicações do nosso amigo sobre o assunto. E foi já tarde, pelas 23h, que o problema do segundo turno das eleições presidenciais nos ocupou, cada um expondo o que pensava sobre o que poderá ocorrer, todos a apoiar Lula.

E no calor da discussão comentou-se a campanha odiosa levantada contra ele durante todo o período que precedeu as eleições.

Tinha de me manifestar também, e apresentei um motivo -a meu ver, suficiente- para justificar a defesa que fazemos da permanência de Lula no poder.

Insisti em que ele seria indispensável para o movimento de protesto contra o imperialismo norte-americano que se espalha pela América Latina. Movimento para o qual o Brasil se faz fundamental, por ser o país mais importante deste continente em que estamos.

Outro presidente menos interessado no problema, mais preocupado em atender às pressões dos Estados Unidos -esquecendo-se da nossa Amazônia, tão ameaçada-, romperia esse movimento em defesa da América Latina que o Brasil, a Venezuela, a Argentina e a Bolívia vêm sustentando corajosamente.

Precisamos não nos iludir com o argumento de que a política violenta do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, começa a declinar.

Quem sabe se, diante do que ocorre, ela não vai se tornar mais cruel ainda -e o inesperado surge de repente?

Vivemos em um momento no qual a defesa da pátria e da sua soberania entre nós não pode ser esquecida. E, para isso, a integração de todos os países que compõem a América Latina se faz essencial.

Nas discussões políticas, a crítica quase sempre é levada a voltar atrás para descobrir erros cometidos no passado.

Nós, que estamos a favor de Lula, gostaríamos que isso ocorresse para comprovar que ele sempre permaneceu solidário com aqueles que lutam pela defesa da América Latina -de mãos dadas com Hugo Chávez, Néstor Kirchner e Evo Morales.

Oscar Niemeyer, 98, arquiteto, é um dos criadores de Brasília (DF).
Suas obras estão edificadas em diversos países, entre os quais Alemanha, Argélia, EUA, França, Israel, Itália, Líbano e Portugal.
Enviada por Almir Américo, às 10:31 13/10/2006, de São Paulo, SP


Teologia do ódio: o cafajeste X o tolo
Por Mauro Carrara

Um exame histórico-religioso da farsa do século no Brasil

Uma armadilha... Nestes anos em que se chocou o ovo da serpente, os brasileiros foram convencidos a acreditar que Geraldo Alckmin fosse apenas um moço tímido do interior, meio tolo, mas de boa índole.

A história do "picolé de chuchu", comprada inocentemente pelas esquerdas, emprestou consistência à tese.

Do ponto da luta pelo poder, a estratégia dos setores reacionários sempre tem sido clara no sentido de arrebanhar adesões nos segmentos "médios" do eleitorado, mais especificamente no centro do espectro político. Para isso, fugiram da tentação ao explícito: evitaram a candidatura majoritária de um Bornhausen, de um ACM ou de um Coronel Ubiratan.

Interessava à direita que seu candidato não tivesse o semblante sotuno de outros cascas grossas descendentes da Casa Grande.

Então, encontrou-se um espécime ideal. A máscara de ingênuo abobado ocultava perfeitamente o político autoritário, tão perigoso quanto dissimulado, aquilo que a experiência nos permite chamar de cafajeste.

Sua formação na família apresenta indícios claros de sua natureza. Ali, recebeu as piores lições. O pai, além do carolismo tradicionalista, empenhou-se como entusiasta da União Democrática Nacional (UDN), o partido golpista que sempre combateu qualquer empreendimento público humanizador ou de divisão da riqueza.

A formação política de Geraldo, no entanto, muito se deve a José Geraldo Rodrigues de Alckmin, que serviu como ministro do Supremo Tribunal Federal, indicado pelo presidente Emílio Garratazu Médici. Nessa época, o Estado patrocinava torturas, estupros e assassinatos, com a justificativa de livrar o Brasil da ameaça do comunismo. Rodrigues de Alckmin emprestava total solidariedade aos organismos de repressão. Dizia publicamente que as ações "corretivas" eram necessárias para preservar o traço católico e "anti-esquerdista" da sociedade brasileira.

Tortura como diversão

Na época, a corja de defensores da tradição se divertia em sessões promovidas pela Oban (Operação Bandeirante), em São Paulo, nas quais não faltavam bordoadas, afogamentos e choques elétricos. Entre os amigos de Rodrigues de Alckmin, destacava o industrial Henning Albert Boilesen, presidente da Ultragás, e um dos financiadores da Oban. A pesquisa histórica revela que um dos equipamentos de tortura fora batizado de "Boilesen", em homenagem ao entusiasta dos rituais sádicos da repressão.

Boilesen, eliminado em 1971 por guerrilheiros da ALN, tinha em Rodrigues de Alckmin um amigo fiel, que o tratava como um menino sapeca. Outro parceiro era Theobaldo de Nigris, então presidente da Fiesp, que franqueava a entidade para os encontros de Boilesen com outros empresários.

O moço de Pinda e o terror justificado

Pode-se imaginar como o moço quieto do Vale do Paraíba se adaptou a essa práxis política. Certamente, entretanto, é necessário um olhar para a história, mais precisamente para a história da religião.

Todo o comportamento das seitas fundamentalistas latinas, do Opus Dei à TFP, tem raízes na Inquisição tardia praticada no mundo ibérico.

Há um nome que alinhava todas essas influências ancestrais. Trata-se do espanhol Tomás de Torquemada, o Inquisidor Geral do século 15. Conhecido pelo fanatismo e pela crueldade, o dominicano defendeu a ferro e fogo a "doutrina" da fé.

Em quinze anos à frente da Inquisição Espanhola, estabeleceu duas dúzias de Tribunais do Santo Ofício. Sua ação tocou a vida particular de cada indivíduo. Deter a posse de um livro escrito em árabe, desenhar um castiçal judeu ou tomar banho podiam render uma prisão, dias de tortura e uma execução. Os historiadores estimam que Torquemada comandou os assassinatos de 30 mil pessoas, especialmente na fogueira. Tudo em defesa da unidade da Igreja e pureza da fé.

Ética relativa e doutrina fascista

Acredita-se ingenuamente que as vilanias oficiais de Torquemada estejam restritas ao reinado de Isabel e Fernando. Nada mais equivocado. As tiranias do monge foram inspiração para a recomposição de vários movimentos católicos conseradores e fascistas que desencadearam a Guerra Civil Espanhola.

Assim, como pregava Torquemada, muitos sacerdotes espanhóis da década de 30 exigiam uma "limpeza" do país. Por isso, consentiam e estimulavam a prática da tortura e da eliminação física dos "hereges", fossem eles anarquistas, pacífistas, comunistas ou imigrantes de outras confissões religiosas. Os "subversivos" eram duramente perseguidos. O poeta Garcia Lorca foi executado com um tiro na cabeça. Pablo Picasso teve de exilar-se na Espanha, pois a ele reservava-se igual destino.

Opus Dei no poder: fanatismo e agressão

Ainda que considerasse importante o "expurgo" e a "filtragem", o monsenhor Escrivá, fundador do Opus Dei, desenhou uma imagem pública "civilizada" de sua seita, ainda que a violência física estivesse cotidianamente presente nos rituais de contrição e outros exercícios preparatórios.

Internamente, há inúmeros relatos de sessões de tortura psicológica e até física de membros do Opus Dei. Um caso célebre é de Gladys, uma funcionária da assessoria central do movimento, acusada de vazar segredos sobre as práticas do grupo.

Vale relembrar a ordem de Escrivá em relação à funcionária, reproduzida em vários livros:

- Cójanla después, levántenle las faldas, bájenle las bragas y denla en el culo, en el culo!!, hasta que hable. Háganla hablar!!!

A Espanha do atraso

Condenada ao breu da consciência, a Espanha do radicalismo católico permitiu frutificar também uma cultura fascista, falangista e de horror à diferença de pensamento. Entre 1939 e o final da década de 60, o país passou por período de total estagnação econômica e de obscurantismo no campo das ciências naturais e da cultura.

Interessante saber que a partir da década de 60, com o enfraquecimento do Estado, o Opus Dei se converte na tábua de salvação do ditador Francisco Franco. Mas como? Havia anos, a seita tratara de cooptar algumas das melhores cabeças do país, homens e mulheres que se destacassem em seus setores de atividade. Os primeiros da classe estavam sempre na mira dos head-hunters do movimento.

Nessa época, Franco nomeia vários membros do Opus Dei como ministros. Esses colaboradores foram apelidados de "tecnocratas", por aprofundar o traço capitalista da economia e exterminar os antigos processos cooperativos nas pequenas comunidades. Essa tecnocracia voraz diminuiu sensivelmente o poder das correntes falangistas e carlistas no governo. O Opus Dei focou suas atividades principalmente nos colégios e universidades.

Até recentemente, inúmeros membros do governo espanhol estavam ligados ao Opus Dei. É o caso do fiscal geral do Estado, Jesus Cardenal. Em 2002, durante a canonização de Escrivá, estavam presentes no Vaticano o ministro da Defesa, Federico Trillo, a ministra de Assuntos Exteriores, Ana Palácio e o ministro da Justiça, José Maria Michavila.

Sectarismo espanhol para o mundo

Há anos, o Opus Dei desenvolveu um lento e eficaz trabalho de cooptação em vários países, especialmente na América Latina. Dezenas de jornalistas brasileiros, por exemplo, foram levados à Universidade de Navarra pelas mãos de Carlos Alberto Di Franco, membro ativo da organização, atualmente no controle extra-oficial do jornal O Estado de S. Paulo.

Di Franco é também uma espécie de preceptor de Geraldo Alckmin, a quem ministra aulas de teologia, prática religiosa, ação política e estratégia de propaganda.

No continente, o Opus Dei controla inúmeros outros veículos de comunicação e dioceses. É o caso do Peru. O cardeal arcebispo de Lima, Juan Luis Cipriani Thorne é membro ativo do Opus Dei. Grande número de profissionais peruanos são formados de acordo com a doutrina do Opus Dei numa de suas mais conceituadas instituições escolares, a Universidade de Piura.

Sabe-se que o Opus Dei tem outros dois importantes políticos latinoamericanos em suas fileiras. Um deles é o presidente colombiano, Álvaro Uribe. O outro é Joaquím Lavin, líder da direita chilena. Mas não há limite para a influência do movimento. Recentemente, a ministra da educação do Reino Unido, Ruth Kelly, admitiu que pertence à Opus Dei.

As técnicas da Teologia do Ódio

Antigos numerários do Opus Dei sabem que a seita concorda em que "os fins justificam os meios". Dessa forma, mentir, por exemplo, é um pecado perdoado se a finalidade for considerada nobre. É o que justifica, por exemplo, em O Código Da Vinci, as vilanias do assassino Silas.

Entre as práticas de propaganda do Opus Dei, há quatro que se manifestam claramente na campanha presidencial brasileira.

1) Acusar repetidamente, sem descanso, o adversário, de modo a desqualificá-lo para o debate.

2) Apelar ao senso comum, de modo que a crítica pareça sempre palatável, ainda que seja necessário recorrer a figuras de linguagem e à hipérbole nos exemplos.

3) Expor repetidamente o "demônio" que se oculta no adversário, de modo a fazer brotar nas gentes comuns a ameaça a seus valores tradicionais e à estabilidade de suas vidas.

4) Criminalizar os ímpios publicamente, destacando no discurso somente aquilo que serve, de modo prático, à recuperação do poder, segundo os cânones da verdadeira doutrina da fé.

Não por acaso, a cartilha da "geração de conflitos" vem sendo seguida à risca pela oposição de direita espanhola, pelo colombiano Uribe e, de maneira escancarada, pelo candidato do PSDB à presidência do Brasil, Geraldo Alckmin.

Sabe-se do encontro de mais de três horas entre Carlos Alberto Di Franco e Geraldo Alckmin, dois dias antes do debate na Rede Bandeirantes. Pode-se acreditar que algo do comportamento do candidato se deve ao avivamento dessa missão estratégica.

1) Houve intenso trabalho de desqualificação do adversário. Mesmo quando Alckmin era desrespeitoso, fazia questão de distorcer a realidade, acusando o oponente da infração que cometia.

2) Ao dirigir-se diretamente ao eleitor, Alckmin reavivava preconceitos e a idéia da realidade degradada, como se houvesse iminente ameaça aos brasileiros, como se a realidade estivesse inapelavelmente contaminada pela sabotagem dos hereges. As mentiras sobre "geração de energia", "aerolula", "educação em São Paulo" e "questão do emprego" foram repetidas inúmeras vezes, de modo que se convertessem em verdades.

3) O discurso hipócrita e moralista da "corrupção" foi empregado para colar à imagem do oponente os piores atributos.

4) A questão programática foi escamoteada. O rito jurídico foi desprezado. Acendeu-se a fogueira. Pessoas foram condenadas sumariamente, recuperando-se na dissimulação elegante o mesmo discurso inquisitório de Torquemada.

Este do debate é o Alckmin religiosa e obedientemente cafajeste, o que revela finalmente a maldade tirânica dos que manipulam a realidade em nome de um projeto de poder. A missão dos Giordanos Brunos, dos Picassos e dos Lorcas de hoje é desmascarar esse falso anjo tolo. Que seja agora.

Mauro Carrara é jornalista, nascido em 1939, no Brás, em São Paulo.
É o segundo filho de Giuseppe Carrara, professor de Filosofia em Bologna, e de Grazia Benedetti, uma operária e militante comunista de Nápoli. O casal chegou ao Brasil em 1934, fugindo da perseguição fascista.
Mauro foi para a Itália em 1959, por sugestão do amigo dramaturgo G. Guarnieri. Em Firenze, estudou arte, ciências sociais e comunicação.
De volta ao Brasil, passou dois anos na Amazônia. Ao atuar na defesa dos povos indígenas, foi preso pelo regime militar. Libertado, voltou à Itália. Como free-lancer, produziu reportagens para jornais como L'Unita e Il Manifesto.
Com o primo Antonino, esteve no Vietnã, no início da década de 70. Em 1973, no Chile, juntou-se à resistência ao golpe contra Allende.
No Brasil, como clandestino, aproximou-se do cartunista Henfil, cujos trabalhos traduziu para uma revista alternativa italiana.
Na década de 80, prestou serviços para a ONU em países como China, Iraque e Marrocos.
Nos anos 90, assessorou ONGs brasileiras, especialmente na área de Direitos Humanos. Cidadão do mundo, atua na área de comunicação e relações internacionais.
Enviada por Almir Américo, às 10:21 13/10/2006, de São Paulo, SP


PDSB-PFL agradece seus eleitores com aumento de imposto em São Paulo
Gilberto Kassab (PFL), feito prefeito da cidade de São Paulo graças a José Serra (PSDB) que largou a prefeitura para a qual foi eleito em 2004 para se candidatar a governador do Estado de São Paulo em 2006, anunciou que o IPTU dos paulistanos subirá mais que a inflação em 2007 e em 2008 a coisa será ainda pior.

O legal desta história é que os atingidos pelo aumento deste imposto municipal são exatamente os bairros que se notabilizaram pelo voto conservador em Jânio nos anos 60, em Maluf nos anos 70 e 80 e agora no PSDB-PFL.

A esperteza do prefeito da aliança tucano-pefelista está na criação do centro expandido em 2007 e na mudança na tabela do chamado valor venal dos imóveis em 2008. Com isso em 2007 o imposto pode subir em até 6% e dobrar em 2008. Isso mesmo, o IPTU dos paulistanos poderá dobrar em 2008.

A coisa é assim. O valor venal, sobre o qual é cálculado o imposto é menor que o valor de mercado. Disso todo mundo sabe. Então, a proposta do prefeito da aliança tucano-pefelista é reajustar o valor venal para 70% do valor de mercado. Assim uma casa que hoje tem seu valor venal em torno de 107 mil reais e seu valor de mercado em torno de 250 mil, passaria a ter um valor venal de 175 mil (70% do valor de mercado). Então, o IPTU desta casa que hoje é de R$ 890,00 passaria para R$ 1840,00, mais que o dobro.

Assim sem mexer na alíquota do imposto a prefeitura arrecadará muito, mas muito mais sem oferecer nada em troca a população. É uma bela forma dessa gente da aliança tucano-pefelista agradecer a seus eleitores...

Isso mostra que as afirmações do candidato tucano-pefelista a presidência do país sobre a redução de impostos é pura balela. Aliás, foi durante os governos tucanos-pefelistas que a taxa tributária no país subiu de 18% a 35% do PIB, sempre baseada no reajuste de alíquotas e criação de novos impostos.

O povo de São Paulo ainda tem tempo para repensar seu voto e evitar que os impostos subam no país inteiro.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:57 13/10/2006, de Curitiba, PR


Lula amplia vantagem, mas só voto garante a vitória no dia 29
Ibope divulga a primeira pesquisa de intenções de votos para o segundo turno das eleições

Lula abriu uma vantagem de 12 pontos percentuais sobre o outro candidato. Lula tem 52% das intenções de voto e Alckmin, 40%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Considerando apenas os votos válidos (sem contar os brancos e nulos), a vantagem de Lula é de 14%. Lula tem 57% dos votos, enquanto Alckmin registra 43% . O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) faz a contabilização dos votos válidos para chegar ao resultado das eleições.

Como o Ibope históricamente comete erros crassos em suas pesquisas, lembrem-se das previsões para Bahia e Rio Grande do Sul em 01 de outubro de 2006, é bom ficar com um pé atrás e aumentar a militância de rua para que no dia 29 de outubro Lula tenha a maioria nas urnas, que é o que realmente importa.

De qualquer forma estas pesquisas mostram uma tendência que vem se registrando deste 1989, ou seja, a cada eleição Lula aumenta seu percentual de votos. Em 2002, por exemplo, Lula teve 46 milhões de votos no primeiro turno. Em 2006 teve 48 milhões. No segundo turno de 2002 Lula obteve mais de 53 milhões e agora as pesquisas apontam que Lula teria algo entre 55 e 60 milhões de votos.. .
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:39 13/10/2006, de Curitiba, PR


Frias: da tortura ao golpe midiático
Por Altamiro Borges, site "Brasil de Fato"

"Entre o Otávio [Frias Filho, diretor da Folha de S.Paulo] e o Roberto [Civita, diretor da revista Veja] é um páreo duro para ver quem é o mais imbecil". Mino Carta, editor da revista Carta Capital.

Otávio Frias Filho, também chamado nos banquetes dos ricaços de "Otavinho", está excitadíssimo com a eclosão da nova crise política no Brasil. Em recente artigo, o diretor de redação da Folha de S.Paulo e um dos herdeiros da Famiglia Frias, deixou de lado qualquer imparcialidade para xingar Lula e apostar todas as suas fichas na possibilidade do segundo turno das eleições. Metido a cientista político, ele teorizou que a recente "guerra de dossiês" comprovaria que "a cúpula petista instalou uma máfia sindical-partidária no aparelho do Estado. A função dessa máfia é garantir condições para que Lula e seu grupo se eternizem no poder... O que caracteriza os integrantes dessa máfia é a lealdade antiga e canina a Lula, o chefão".

Já sinalizando qual será postura das elites na hipótese da reeleição de Lula, o pseudo-jornalista afirma que o badalado "dossiêgate" demonstrou que, "sob o beneplácito de Lula, a máfia continua a agir de modo cada vez mais desabrido. A impunidade gerou a desfaçatez... O favoritismo eleitoral de Lula, turbinado pelas políticas de transferência de renda, aumentou ainda mais a sensação de impunidade. E espicaçou o atrevimento, a ponto da facção mafiosa correr o risco de prejudicar a reeleição do chefe na tentativa de reverter a vantagem dos tucanos na eleição paulista... Se houver segundo mandato, haverá muito trabalho para o Ministério Público, para o Judiciário e para o que restar de imprensa independente neste país".

É muita petulância deste executivo yuppie! Quem é ele para falar em "máfia no aparelho do Estado", para condenar a "sensação de impunidade" ou para se arrogar em patrono da "imprensa independente"? Todo e qualquer o jornalista com um mínimo de imparcialidade e dignidade, e não qualquer baba-ovo de plantão, sabe que a Famiglia Frias cresceu incrustada no poder, como uma máfia servil sob as benesses do regime militar. Sabe que esta empresa não foi condenada - ou mesmo se desculpou - por emprestar sua estrutura para a prisão e tortura de presos políticos. Sabe ainda que não existe vestígio de jornalismo independente neste grupo, manipulado e controlado sob a mão de ferro dos Frias - do velho patrono aos herdeiros.

Veículo da oligarquia rural

A Folha nasceu em 1921 sob o formato de um jornal vespertino, a Folha da Noite. Os seus fundadores, Pedro Cunha e Olival Costa, eram jornalistas do Estado de S.Paulo e, durante algum tempo, o jornal foi impresso e distribuído por esta empresa. O próprio Júlio de Mesquita Filho, dono do oligárquico Estadão, redigiu o primeiro editorial da Folha da Noite. , como registra Maurício Puls, numa cronologia bajuladora deste veículo no seu octogésimo aniversário, essa postura durou pouco tempo. No início, o jornal manifestou simpatia pelo movimento tenentista e encampou algumas bandeiras progressistas, como a do voto secreto e o direito de férias. Maso. Rapidamente, o jornal virou um instrumento da direita brasileira.

Em 1929, com a saída de Pedro Cunha, a linha editorial sofreu uma inflexão e o jornal passou a apoiar a ostensivamente a reacionária oligarquia do café de São Paulo. "Os líderes da Aliança Liberal foram alvos de seguidos ataques. O resultado dessa tomada de posição contra Getúlio Vargas foi a destruição do jornal. Na noite de 24 de outubro de 1930, a multidão que comemorava a deposição do presidente em São Paulo destruiu as instalações da Folha. As máquinas de escrever e os móveis foram jogados na rua e incendiados. Olival Costa assistiu ao empastelamento da esquina. Quando a multidão deixou o prédio, pediu licença aos soldados para entrar no prédio. Lá viu um homem vestindo seu sobretudo. Ao observar que aquela roupa era sua, recebeu a seguinte resposta: ?Foi sua, amigo. Hoje, tudo isto é nosso?".

A Folha deixou de circular até janeiro de 1931, quando foi comprada por outro barão do café, Octaviano Alves. Em 1932, apoiou abertamente a oligárquica Revolução Constitucionalista "para libertar o Brasil de um grupo que se instalou no poder empenhado em desfrutá-lo" - o mesmo discurso usado atualmente por Otavinho. Em 1945, contrário às mudanças progressistas efetuadas por Getúlio, Octaviano vende o jornal por considerar "inútil o trabalho e insana a espera". José Nabantino assume a empresa sob o compromisso de manter "a imparcialidade em relação aos partidos". Mas, ainda segundo Maurício Puls, "sua orientação fiscalista guardava certa afinidade com a UDN" - a principal organização golpista deste período histórico.

Carregando presos para a tortura

Durante este longo período, a Folha de S.Paulo foi um jornal provinciano, sem maior projeção no cenário nacional. Em 13 de agosto de 1962, endividado e desolado com uma greve dos jornalistas, José Nabantino vendeu o jornal para os empresários Octávio Frias de Oliveira e Carlos Caldeira Filho. De imediato, ele se tornou um dos principais instrumentos da conspiração golpista que resultou na deposição de João Goulart. Suas manchetes espalhafatosas contra o "perigo comunista" e seus editorais raivosos contra "a corrupção e a subversão" envenenaram a classe média. O veterano jornalista Mino Carta lembra que "a mídia vinha invocando o golpe há tempos... Neste período, a Folha de S.Paulo não tinha o peso que adquiriu depois. Mas os jornais soltavam editoriais candentes implorando a intervenção militar para impedir o caos".

Numa entrevista à jornalista Adriana Souza, o atual editor da revista Carta Capital, que já dirigiu os principais órgãos de imprensa do país e avalia que "o Brasil tem a pior mídia do mundo", dá outros elementos indispensáveis para se entender a história da Folha de S.Paulo. Ao contrário da propaganda deste jornal, que engana muita gente com o seu falso ecletismo e a sua aparente pluralidade, Mino Carta mostra que ele sempre serviu à ditadura e construiu sua pujança graças às benesses do poder autoritário:

"A Folha de S.Paulo nunca foi censurada. Ela até emprestou as suas C-14 [veículo tipo perua, usado na distribuição do jornal] para recolher os torturados ou pessoas que iriam ser torturadas na Oban (Operação Bandeirantes). Isso está mais do que provado. É uma das obras-primas da Folha... E hoje você vê esses anúncios da Folha - o jornal desse menino idiota chamada Otavinho - que parece que ela, nos anos de chumbo, sofreu muito, mas ela não sofreu nada. Quando houve uma mínima pressão, o Sr. Frias afastou o Cláudio Abramo da direção do jornal. Digo que foi ?mínima pressão? porque o Sr. Frias estava envolvido na pior das candidaturas possíveis na sucessão do general Geisel. A Folha apoiava o Frota [general Sílvio Frota, ministro do Exército, da chamada linha dura, fascista]. O Cláudio Abramo foi afastado por isso".

Prosperidade durante a ditadura

Até hoje a Folha de S.Paulo, que gosta de posar de democrata e transparente, tenta esconder essa período macabro que revela todo o seu caráter de classe e a sua postura direitista. Alguns jornalistas, talvez para conseguirem as benções dos Frias, fazem de tudo para relativizar o papel deste jornal durante a ditadura. Mario Sérgio Conti, no livro Notícias do Planalto, até registra o episódio, mas de maneira deturpada e num linguajar tipicamente reacionário. Afirma que "até o final de 1968, as organizações terroristas de esquerda destacaram alguns de seus militantes jornalistas para trabalhar na Folha... No início dos anos 70 foi a vez de policiais dos órgãos de informação da ditadura se assenhorearem do jornal".

Outro livro, o recém-lançado "A trajetória de Octavio Frias de Oliveira", do jornalista Engel Paschoal, é quase uma peça publicitária de adulação do dono da empresa. O próprio autor confessa que o biografado é "meu tipo inesquecível entre todos". Mas apesar destas tentativas de ocultar a história, a envolvimento da Famiglia Frias com os órgãos de repressão é inquestionável. Até já serviu para uma cômica disputa entre duas empresas reconhecidas pelo servilismo nos duros tempos da ditadura. Como resposta a uma coluna da jornalista Barbara Gancia, uma famosa lambe-botas da Folha que acusou a TV Globo de ter apoiado o regime militar, o diretor de jornalismo da poderosa emissora, Evandro Carlos de Andrade, deu o troco:

"Aproveito para recomendar que procure saber um pouco da história da Folha, empresa apenas comercial que prosperou extraordinariamente na ditadura, não graças à receptividade do público e à qualidade do que produziu, mas apenas em retribuição ao incondicional apoio dado por este jornal ao regime militar. A senhora por acaso já se interessou por saber a causa de, naquele tempo, serem queimadas as Kombis da Folha?", retrucou o diretor da TV Globo (20/01/2000). Na fase mais cruel da ditadura, a Folha divulgava a "morte" de "terroristas" em "emboscadas com a polícia", quando estes ainda estavam na prisão. A falsa notícia servia para acobertar as torturas, como no caso do assassinato de Joaquim Seixas. Como resposta, grupos armados incendiaram três peruas da empresa e o durão Frias passou a dormir no prédio da Folha.

Baluarte do receituário neoliberal

A briga entre a TV Globo e a Folha serve para elucidar que foi exatamente na fase mais dura da ditadura que a Famiglia Frias ergueu o seu império com base nos subsídios e nas benesses do poder. A cronologia apologética já citada registra que, em 1967, "a Folha dá inicio à revolução tecnológica e à modernização do seu parque gráfico. O jornal é pioneiro na impressão offset em cores, utilizada em larga tiragem pela primeira vez no Brasil... Em 1971, o jornal adota o sistema eletrônico de fotocomposição, pioneiro no Brasil". No mesmo ano, lembra o texto, "o ex-capitão Carlos Lamarca, líder do grupo guerrilheiro MR-8, é morto pelo Exército na Bahia. O deputado Rubens Paiva é seqüestrado por militares e desaparece".

Protegida pela ditadura, a Folha cresceu e passou a ter projeção nacional. Ainda em 1977, ela atendeu as ordens de Hugo de Abreu, outro general linha dura, que pediu a demissão do escritor Lourenço Diaféria, que escrevera uma crônica sobre um bombeiro que "urinara" na estátua de Duque de Caxias, no centro de São Paulo. No seu livro autobiográfico, "O outro lado do poder", Hugo Abreu descreve: "Telefonei para o doutor Otávio Frias e ele disse: ?Meu general, estou aqui de mão na pala, fazendo continência?". Somente quando percebe que o regime estava em seus estertores é que o jornal passou a pregar a redemocratização, ao mesmo tempo em que se colocava como "pioneira" do receituário neoliberal de desmonte do Estado.

Na sua badalada pluralidade, a Folha deu espaço para FHC e para o sociólogo tucano Bolívar Lamounier e abriu suas páginas para Plínio Correa de Oliveira, líder da seita católica Tradição, Família e Propriedade (TFP) e para o pefelista Marco Maciel. Num primeiro momento, apoiou o "caçador de marajás" Fernando Collor como única forma de derrotar Lula, mas logo depois engrossou o coro do impeachment. Durante os oito anos de FHC, nada falou contra as suspeitas privatizações e pregou a ortodoxia macroeconômica. Com a eleição de Lula, porém, tornou-se um dos principais instrumentos da oposição de direita. Mesmo colunistas com um passado mais crítico, como Clóvis Rossi, passaram a verter ódio contra o presidente.

A pregação do golpe midiático

Com a eclosão da crise política em maio do ano passado, a Folha de S.Paulo virou um palanque da mais contundente oposição. Ela chegou a fazer coro com os hidrófobos do PFL na proposta do impeachment de Lula, numa autêntica pregação do golpe midiático. Um atento comerciante paulista, Eduardo Guimarães, teve a paciência de acompanhar as manchetes deste jornal em setembro passado. Elas foram arroladas no seu blog na internet (www.cidadania.com) e impressionam pelo alto grau de manipulação. "As mensagens desfavoráveis para o candidato Lula são a maioria esmagadora... Já os adversários de Lula, sobretudo o principal, Geraldo Alckmin, foram totalmente poupados. Esse é um fato incontestável".

As conclusões do comerciante foram confirmadas por dois institutos que monitoram sistematicamente a imprensa: o Datamídia, da PUC-RS, e o Observatório Brasileiro da Mídia, filial do Media Watch Global. O primeiro identificou que, entre 13 e 19 de julho, a Folha dedicou 778 centímetros/coluna de texto com tom positivo para Alckmin, enquanto Lula teve, no mesmo período, 562 centímetros/coluna de mensagem positiva. Já o Observatório pesquisou os principais jornais e revistas de julho a agosto, incluindo a Folha, e constatou que o Lula foi retratado de forma negativa em 47,41% das matérias, contra 31,2% em que foi tratado positivamente. No caso de Alckmin, a situação se inverte: 44,56% favoráveis e 31,42% negativas.

Apesar desta descarada manipulação, todas as sondagens eleitorais ainda apontavam a vitória de Lula no primeiro turno para o desespero dos "deformadores de opinião" da mídia. A "operação burrice" de alguns petistas afoitos, que tentaram comprar o dossiê da "máfia das sanguessugas", apenas realimentou o sonho da direita de forçar o segundo turno. É neste contexto que se encaixa o odioso artigo do diretor de redação da Folha citado acima. O tiroteio deste jornal na última semana é devastador. Manchetes sensacionalistas e centenas de matérias, até na seção de esporte, visam satanizar o presidente e apelar para o imperativo do segundo turno, "pelo bem da democracia". A pesquisa do Datafolha inclusive foi antecipada, contrariando a Lei 9.504 que disciplina as eleições, para dar a impressão da inevitabilidade do segundo turno.

A distorção da Folha de S.Paulo é tão evidente que até seu próprio ombudsman, Marcelo Beraba, teve de registrá-la envergonhado. "O fato de considerar a conspiração para a obtenção do dossiê mais importante do que o dossiê não significa que eu esteja de acordo com o pouco empenho dos jornais na apuração das denúncias contra Serra e Barjas Negri [dois ex-ministro de FHC envolvidos na compra superfaturada de ambulâncias]. Uma cobertura não anula a outra" (FSP, 24/09/06). Na prática, a empresa de Otávio Frias Filho, o yuppie Otavinho, que no passado cedeu suas caminhonetes para o transporte de presos políticos, hoje prega abertamente um golpe midiático. Esta conduta golpista, seguida pelo grosso da mídia, deveria servir ao menos para acabar com as ilusões sobre o papel imparcial dos meios de comunicação no Brasil.

Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro "As encruzilhadas do sindicalismo" (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição).

Confira:
Brasil de Fato
Enviada por Maurício Minolfi, às 09:25 13/10/2006, de Curitiba, PR


A imparcialidade e a imoralidade da imprensa
Por Luciano Rezende *

Qual seria a repercussão dada pela Folha se o senhor Misilvan Chavier dos Santos, vulgo Parcerinho (PSDB), candidato a deputado estadual por esse partido em Tocantins, preso com meia tonelada de cocaína, fosse filiado ao PT? Não mereceria mais holofotes do que os dólares encontrados na cueca de um assessor petista no Ceará?

Qual seria a manchete da Folha se acaso Lu Alckmin fosse esposa de Lula quando foram descobertos seus presentinhos, os 400 vestidos e peças de alta costura doados pelo desinteressado estilista Rogério Figueiredo? Fossem vendidas todas as peças (cada uma avaliada entre 3 a 5 mil reais) daria para comprar quantas Land Rover daquelas do secretário do PT, Sílvio Pereira? Por acaso Silvinho Pereira é mais íntimo a Lula que Lu Alckmin de Geraldo?

Qual seria o nome dado pela Folha à comemoração de Osmar Serraglio, relator da CPI dos bingos, carregado nos braços da oposição ao governo Lula em pleno Congresso Nacional por ter conseguido envolver alguns petistas no seu relatório final? Seria essa comemoração de um relator (a quem se espera o mínimo de imparcialidade), menos grave que o festejo de uma deputada petista pela absolvição de seu colega, logo batizada e execrada como a "dança da pizza"?

Qual seria a análise dos editoriais da Folha na ocasião dos ataques do PCC se o governo do Estado de São Paulo fosse administrado pelo PT? A recusa em aceitar a ajuda do governo federal para combater os ataques teria a condescendência da Folha caso Lembo fosse do PT e o Presidente da República do PSDB?

Qual seria o espaço dado pela Folha para a veiculação em suas páginas das sérias denúncias de um membro do PSDB, o senhor Piunti, que acusou Alckmin por incompetência, malversação do dinheiro público e violência na Febem - seguindo o mesmo roteiro de um deputado estadual da base aliada em São Paulo, Afanásio Jazad, do PFL, que disse que sua mesada, paga pela Nossa Caixa, foi suspensa porque ele se desentendeu com o Governador Alckmin e que nada disso foi investigado - se essas denúncias fossem direcionadas contra o presidente Lula? Não seriam essas acusações ao menos dignas de citação como ocorreu com Roberto Jefferson (que não é do mesmo partido de Lula), réu confesso que publicamente afirmou não ter prova das denúncias que fez e ainda ter admitido a intenção de "ferrar" o PT?

Qual seria o veredicto dos iluminados colunistas da Folha caso o dossiê contra políticos do PSDB fosse forjado? Teriam assim reivindicado a importância de se saber o seu conteúdo? Ou então, se os documentos envolvessem políticos do PT, qual seria a sentença desses "jornalistas"? Dessa forma teriam mais interesse em divulgar o conteúdo do dossiê?

Qual seria o tratamento dado pela Folha a Eduardo Azeredo (ex-presidente nacional do PSDB), pai legítimo do valerioduto, se o nobre senador tucano fosse do PT ou aliado de Lula? Seria menos achincalhado que outros petistas que, como Zé Dirceu, foi satanizado e até cassado sem qualquer prova concreta apresentada?

Qual seria o peso dado pela Folha à palavra do caseiro Francenildo Costa contra o ex-Ministro de Estado Antônio Palocci (PT) se o acusado fosse dos quadros do PSDB? Por acaso os fatos de "Nildo" ter recebido quase 30 mil reais nas vésperas do seu depoimento contra Palocci e ainda ter se encontrado a portas fechadas com o senador tucano Antero Paes de Barros em seu gabinete continuariam sendo tratados como casos fortuitos ou irrelevantes se esse bom moço tivesse testemunhado contra alguém do bloco de oposição ao governo Lula? E se seu suposto pai biológico ao invés de filiado orgânico ao PSDB fosse militante do PT?

Por fim, qual seria a simpatia dispensada pela Folha a Lula se o Presidente da República fosse do Opus Dei, freqüentasse a Daslu, representasse a aristocracia paulista, defendesse os interesses dos EUA, destilasse preconceitos contra os nordestinos, combatesse a violência criando mais FEBEMs e encarcerando a juventude da periferia? Em uma única palavra: qual seria aceitação da Folha a Lula se ele fosse porta voz do neoliberalismo?

São algumas poucas perguntas de quem lê um jornal que se diz a serviço do Brasil. E se não fosse?

*Luciano Rezende Moreira é secretário executivo da OCLAE (Organização Continental Latinoamericana e Caribenha de Estudantes>
Enviada por Antonio Carlos, às 09:17 13/10/2006, de São Paulo, SP


Nova York vai adotar o Bolsa-Família!!!
Por Paulo Henrique Amorim, de Nova York para o Conversa Afiada

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, é um dos homens mais ricos do mundo. Ele fez a fortuna com um produto que ajuda as pessoas a ficarem ricas: é o serviço de informações econômicas que leva seu nome, ?Bloomberg?. Ele se elegeu prefeito da cidade duas vezes, sem usar dinheiro público ? torrou o próprio.

Não há nada mais capitalista que Bloomberg.

Bloomberg, porém, é daqueles capitalistas espertos. Muito espertos. Que sabem que se o sistema capitalista for bom só para os ricos vai pro brejo.

Ele está preocupado com o número muito grande de pobres em Nova York. Por isso, resolveu fazer o quê?

Aplicar o ?bolsa-família? em Nova York.

Segundo o colunista Bob Herbert, do New York Times, onde li a informação, a beleza do ?bolsa-família? é que ele tem condicionalidades: a mãe só recebe o dinheiro se a criança for à escola e se submeter a tratamento médico.

Fiquei abismado com a informação: mas, não tem gente no Brasil que diz que o ?bolsa-família? é o atraso, que não tem ?saída?: quem entra nele não sai mais; que é anti-capitalista, porque é ?assistencialista??

O Michael Bloomberg, positivamente, não tem nada a aprender com os ?capitalistas? brasileiros.

Ainda bem que Geraldo Alckmin disse e repetiu que não vai acabar com o ?bolsa-família?, se for eleito.

Não pretende fazer como um governador do Rio, Moreira Franco, que se elegeu porque disse, entre outras coisas, que ia continuar com o Brizolão. E fez tudo para acabar.

Hoje, Moreira Franco é um político que tem a mesma propriedade do Jorge Bornhausen: faltam-lhe votos.

E todos os candidatos a governador do Rio, em 2006, no debate promovido pela TV Record, elogiaram o Brizolão...

Quem sabe o Bloomberg faz um Brizolão no Harlem?
Enviada por Maurício Minolfi, às 11:09 12/10/2006, de Curitiba, PR


Operários cobram salário atrasado e são demitidos
Diretores do Siticom e Demitidos visitaram as obras do CEFET
Atraso no pagamento dos salários, trabalhadores sem registro em carteira, falta de equipamentos de segurança, descumprimento da cláusula salarial da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.

Estas e outras irregularidades foram confirmadas hoje pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção e do Mobiliário (Siticom), que visitou o canteiro de obras do Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica) junto com cerca de sete trabalhadores demitidos sem justa causa no início da semana, por terem cobrado do responsável o pagamento do salário deste mês. Os operários procuraram o Sindicato na esperança de terem seus direitos garantidos. A fiscal do Trabalho foi chamada pela diretoria do Sindicato. Os trabalhadores passaram dois dias na portaria da obra, esperando o proprietário da empresa Maia Construção Civil Ltda, de Palhoça e foram demitidos no dia 10, depois de terem ameaçado paralisação caso os salários não fossem pagos.

O pedreiro Sílvio José Ribeiro, 24 anos, só não foi demitido porque está de atestado. Cortou o tornozelo em uma viga de ferro mas, de acordo com ele, a empresa negou a emissão da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). Ribeiro relatou ao Sindicato que o canteiro de obras não oferece segurança ao trabalhador e que, muitas vezes, são obrigados a subir em alturas de quase 10 metros sem cinto de segurança.

Todos os trabalhadores demitidos estão dentro do prazo de contrato de experiência e todos foram registrados depois de vários dias já no exercício da função. Lourival Maciera, por exemplo, começou a trabalhar no dia 28 de junho, mas na carteira de trabalho a data de admissão é 1° de agosto. Gilson Gonçalves Aires nem chegou a ser registrado. Estava trabalhando desde o dia 22 de setembro. O diretor do Sindicato, Alcides Miotto, ligou do canteiro de obras para o escritório da empreiteira, mas não conseguiu falar com o proprietário. Foi deixado recado, mas não retornaram a ligação telefônica.

Assédio moral

Os operários permanecem no canteiro de obras do Cefet, em condições precárias, em pé, ao sol e à espera do dinheiro que era para ser pago na semana passada. Também reclamam da falta de respeito do chefe e do modo como são tratados. "Chamam a gente de burro. Vivem aos gritos com todo mundo. Somos trabalhadores, não bichos para sermos tratados desse jeito", desabafa Sílvio José Ribeiro.
Enviada por Nilson Antonio, às 11:02 12/10/2006, de Jaraguá do Sul, SC


Corlac demite dirigente sindical
A CORLAC em Erechim demitiu o dirigente Sindical Paulo Mohr em uma atitude desleal e que caracteriza perseguição sindical. Para quem não conhece a Corlac, é uma cooperativa de leite, que praticamente tem como associados, pequenos e médios produtores, agricultores familiares do Alto Uruguai.

A cooperativa foi criada em 1994 por iniciativa de entidades e movimentos populares do estado, com a participação inclusive do Sindicato dos Trabalhadores da Alimentação de Erechim e Gaurama, que sempre apoiou a iniciativa da nova cooperativa, ajudando nas mobilizações e nas lutas contra o governo do estado para que a estatal Corlac não fosse extinta e sim cooperativada pelos ex-funcionários e produtores de leite, para formarem cooperativas onde pudessem administrar postos e industria, garantindo o emprego dos trabalhadores e agricultores, continuando assim na atividade. Em Erechim no ano de 2000 a usina de beneficiamento ficou para a Corlac sendo administrada pelos agricultores.

O companheiro e dirigente Sindical Paulo Mohr, participou desde o inicio desta historia, juntamente com o Sindicato. O que nos estranha e revolta é a atitude da direção da Corlac (que eram ex-dirigentes sindicais) e tomaram esta decisão, sem negociar com o Sindicato e mantiveram à demissão ilegal e autoritária.

Na Corlac não existe mais companheiros, mas sim colaboradores, pois é desta forma que a empresa chama nossos funcionários.

O sindicato entende que somos todos companheiros, pois é assim que sempre se referimos aos trabalhadores tanto urbanos como rurais e sabemos que através da nossa luta, acampados na frente da industria e passando necessidades que conquistamos a Corlac, por isso é que entendemos que deve haver o reconhecimento pois foi através da luta desses companheiros e trabalhadores que a Corlac conseguiu garantir a sua permanência no mercado, apostando assim num novo modelo de cooperativa aonde os agricultores e trabalhadores deveriam ser parte deste processo de construção, dos rumos da cooperativa inclusive da nova industria da Corlac. Queremos ressaltar que os donos da Corlac são seus associados, que muitos nem tem conhecimento destes absurdos que estão sendo adotados pela diretoria da Corlac..

O sindicato da Alimentação e o movimento sindical, a Federação da Alimentação Rs a Contac (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Alimentação da CUT) repudiam, esta decisão da direção da Corlac em Erechim.

O sindicato da alimentação de Erechim ira tomar todas as medidas cabíveis para defender o dirigente sindical, bem todos os seus direitos, denunciara este fato para toda a sociedade para que este tipo de perseguição não ocorra mais por parte das cooperativas e empresas do nosso estado e pais.

Pedimos para o movimento sindical de todo o pais, as organizações populares e as ONGS que se manifestam repudiando esta atitude da Corlac mandando fax e e-mail para a empresa Corlac
corlac@corlac.com.br
Fone/Fax (54) 3321 1255

Enviada por Sindicato Alimentação de Erechim, às 16:56 11/10/2006, de Erechim, RS


A Veja Dançou! TSE manda tirar outdoor com propaganda para tucano
O TSE concedeu ontem liminar à coligação de Luiz Inácio Lula da Silva obrigando a revista "Veja" a retirar em um prazo máximo de 24 horas os outdoors da edição desta semana em que Geraldo Alckmin aparece na capa.

A coligação argumentou que a publicidade promove Alckmin e burla a proibição de uso de outdoors na propaganda eleitoral.

Procurada por colegas da grande imprensa, a revista "Veja" não quis se pronunciar sobre o assunto.
Enviada por Maurício Minolfi, às 16:22 11/10/2006, de Curitiba, PR


Pesquisa qualitativa rejeita ataques de Alckmin no debate
Por Bernardo Joffily, site "Vermelho"

Há bons motivos para duvidar da avaliação dos comentaristas da mídia grande, que falam em "empate" ou até "vitória de Geraldo Alckmin" no debate dos candidatos presidenciais neste domingo (8), na TV Bandeirantes. Pesquisas qualitativas que acompanharam o debate indicaram que os eleitores de Alckmin ficaram "desapontados", ao ver que seu candidato "não fazia proposta", que "só atacava" e "voltava aos mesmos pontos".

As pesquisas qualitativas cujo resultado chegou a este portal foram feitas em quatro capitais, com grupos mistos -- metade de eleitores de Lula e metade de Alckmin -- das classes "C" e "D", e um da "A" e "B" para efeito de monitoramento. Os grupos assistitam ao vivo o debate promovido pela Rede Bandeirantes, e depois comentaram o que viram.

"Passou do ponto"

As pesquisas registraram inclusive mudança de votos, sempre no sentido de Alckmin para Lula. Apareceram comentários como o de que o candidato do PSDB-PFL "destoou" e "passou do ponto" com o seu novo comportamento. No grupo de classe "A" e "B" a tendência foi a mesma, embora atenuada e sem mudanças nas intenções de voto.

Os eleitores pesquisados avaliaram Lula como "na defensiva" porém "firme". E o presidente ganhou pontos pelo simples fato de ter ido ao debate, já que sua ausência nos do primeiro turno provocou uma "carência" agora sanada.

Nova tática pode ser abandonada

A técnica das pesquisas qualitativas, que se generalizou nas últimas campanhas eleitorais, é empregada pelas equipes de ambos os candidatos e costumam chegar a resultados semelhantes. Um observador que comentou as qualitativas citadas acha "provável", inclusive, que nos próximos debates Alckmin mude novamente o comportamento, corrigindo o que "passou do ponto".

A conclusão da pesquisa qualitativa não dá razão ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que quatro semanas atrás pedia mais ?ferocidade? do seu presidenciável e reclamava que ?o PSDB não tem gosto de sangue na boca?. Pelo contrário, abona o juizo do vice-presidente Alencar Furtado, para quem Alckmin, com seu "desrespeito" durante o debate, ?marcou gol contra".
Enviada por Maurício Minolfi, às 12:21 11/10/2006, de Curitiba, PR


Deputado do PFL-SP denuncia Alckmin
O deputado José Caldini Crespo (PFL), presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Assembléia Legislativa de São Paulo, está propondo a criação de CPI para investigar 973 contratos da administração Alckmin considerados irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) em decisões já transitadas em julgado.

Embora tais processos ainda estivessem na Comissão de Finanças e Orçamento, o prazo regimental de 30 dias para exame estava vencido havia anos.

O deputado José Caldini Crespo, estima um prejuízo de R$ 2 bilhões com as irregularidades.

As principais condenações apontadas pelo TCE foram: favorecimento de empreiteiras e preços abusivos.

Crespo justificou o requerimento de formação da CPI dizendo que ?desde 1996 esta Casa Legislativa vem recebendo uma enorme quantidade de processos referentes a obras e serviços contratados por órgãos da administração direta e indireta do Estado, maculados por grandes irregularidades e condenados pelo TCE?.

Está tudo no site do deputado do PFL, inclusive a relação completa dos 973 contratos:
http://www.crespo.org.br/release_3.htm

Os tucanos exigem que Crespo retire as informações de seu site, mas a relação está também no site do Tribunal de Contas de São Paulo!!!

Veja abaixo, neste sítio, artigo intitulado "PFL denuncia: Houve corrupção no governo Alckmin" com a entrevista de Crespo à Agência Carta Maior

Enviada por Maurício Minolfi, às 10:12 11/10/2006, de Curitiba, PR


Ziraldo Lulou de novo!
O humorista Ziraldo andou meio brigado com o PT e com Lula. Chegou até a declarar voto em Alckmin. Talvez fosse mais uma de suas piadas...

Porém, contudo, todavia, humorista que é humorista é sempre pessoa séria e Ziraldo explica no delicioso artigo abaixo porque vota em Lula.

Verifique!

POR QUE EU VOTAR NO LULA

Por Ziraldo

Jornal O Tempo
Belo Horizonte, 11.10.2006

Segundo o Mauro Santayana, que não nasceu em Minas ? como o Itamar, que nasceu no mar ?, mas é uma instituição mineira, a gente tem que ter muito cuidado com paulista.

É claro que estou tratando a coisa como uma brincadeira, somos todos brasileiros (meus seis netos nasceram em São Paulo, a esposa do meu filho e os maridos de minhas filhas são paulistas e estou muito feliz com essa arrumação).

Como em nossa História, porém, nós, mineiros, andamos de pinimba revolucionária com a paulistada, as lendas correm soltas. Os cariocas diziam que mineiros compravam bondes.

Compravam, sim, confirmam alguns mineiros mais espertos; mas pra vender pra paulistas. Conta-se também que mineiros nunca se importavam de ver seus times sempre perdendo para os times paulistas.

E explicavam: ?Futebol nós perde; o que nós num perde é revolução.? Segundo o Mauro, que explica como a frase que vou citar surgiu ? história da qual me esqueci ?, a rapaziada de Minas mais próxima da fronteira com São Paulo avisa pro resto da mineirada: ?Paulista, nem à prazo nem à vista!?

Taí o Fernando Henrique Cardoso que não deixa a mineirada mentir, não é mesmo, Itamar? Bem, depois de ler esta introdução e ver lá em cima o título do artigo, os mineiros que me leêm neste instante e para quem um pingo é letra já perceberam onde quero chegar.

Pra simplificar, antes de entrar em considerações é só lembrar ao meu povo ? mineiro, como vocês sabem, chama o povo lá de casa de povo ? que nós, o Brasil inteiro, ficamos, a esta altura, entregues a duas possibilidades paulistas: ou entra o Álck?min (cujo sobrenome é um desrespeito a Minas, terra dos alquimíns de Bocaiuva) ou entra o Lula que, no fundo, é um metalúrgico paulista que venceu na vida.

Nunca podemos nos esquecer de que, quando FHC assumiu, o projeto deles era o de ficar 20 anos no poder. Dentro do plano, tiveram a cachimônia (adoro esta palavra!) de inventar o acontecimento mais antiético da história da República brasileira: a reeleição.

Ela foi um sujo golpe às instituições, uma medida que nem os militares da ditadura tiveram a coragem de perpetrar, realizada em causa própria ? com o principal beneficiário no poder ? e conseguida da maneira mais desonesta de que se tem notícia: comprando, por preço nunca sabido, o voto dos deputados que, sem que a imprensa brasileira se escandalizasse ao nível do que se escandaliza hoje, começavam a desmoralizar mais ainda o nosso tão desmoralizado Congresso. Tudo começou com essa gente. E eles querem voltar ao poder.

?Non pasarán!? ? os mineiros têm a obrigação de dizer. A trajetória política do Lula serviu para provar que a alma humana é que atrapalha todos os mais nobres planos de salvação de um povo. A verdade é que ninguém, mas ninguém mesmo, ama o povo. É tudo conversa.

As pessoas se movem em torno do poder e só depois é que descobrem uma causa para justificar sua luta por ele (o poder). Enquanto o ser humano, como indivíduo, mover-se em função do rancor, da carência afetiva e da inveja, não haverá possibilidade de êxito para qualquer causa coletiva.

Mas isso é outra história. O Luis Fernando Veríssimo descobriu a pólvora: Lula é o sertão ? vejam sua vitória no Norte e Nordeste; na alma do povo ele é mais de lá do que de São Bernardo ? e o Alckmin é da Daslu. Delenda Daslu! Não é possível que nós, mineiros ? depois de termos cometido o erro que o Itamar cometeu, este de inventar essa deletéria figura do Fernando Henrique ? vamos agora eleger o Alckmin.

?Um erro, nós admitimos, dois, não.? ? como diria o macaco que não devolveu o troco a mais na primeira compra e exigiu o troco a menos na segunda.

Tenho certeza de que o Aécio está no palanque apoiando o Alckmin por uma questão de lealdade ao seu partido ? onde ele me parece um estranho no ninho, mas já que está lá... ? e não por convicção.

Ele sabe que Lula tem que ganhar disparado em Minas neste segundo turno para evitar que Alckmin assuma a presidência e mele o projeto nacional de ter o Aécio como presidente do Brasil no próximo pleito.

Então, é isto: o Aécio está falando que é pra gente de Minas votar no Alckmin. Mas, todo mineiro sabe que isto é como aquela velha anedota da rodoviária: ?Ocê tá dizendo que vai pra Manhuaçu pra eu achar que ocê vai pra Manhumirim, mas, ocê vai é pra Manhuaçu, mesmo?.

Ou seja, ele tá dizendo pra nós votá no Geraldo, mas é pra nós votá no Lula, mesmo. Para aplacar a consciência dos possíveis eleitores do Lula que não votarão nele com muita alegria, prestem atenção: independente das razões que dei até agora pra nós, mineiros, votarmos no Lula, tenho outras razões mais consistentes.

Todo mundo fala do escândalo da corrupção no governo Lula. É realmente assustador, nunca vimos pessoal mais incompetente, mais desastrado, mais canhestro e ? vamos lá ? mais desonesto.

Quer dizer, mais desonestos já vimos, sim. É só lembrar que a maioria dos escândalos que são atribuídos a estes melancólicos sindicalistas da tropa do Lula, esses peleguinhos de quinta ordem, sempre foram frequentes em administrações anteriores, só não tiveram tanta visibilidade como têm agora.

Muitos dos escândalos que se creditam à administração Lula começaram no governo anterior, como o escândalo dos sanguessugas ? cujo teor de gravidade pode ser medido pelo valor atribuído ao dossiê que o denuncia ? e a fabulosa aventura do Marcos Valério.

Agora tudo se denuncia, tudo se apura, ainda que tudo vá ficar por isso mesmo, mas vejam um detalhe: a turminha do Lula, meus amigos, é descartável! Eles são ladrõezinhos de m. dos quais o país pode se livrar com um peteleco. Vai ser fácil ficar livre deles.

O que nós nunca conseguiremos é livrarmo-nos da oligarquia brasileira, dos bornhauses da vida, dos jereissatis, dos ACMs, dos ricos paulistas que já tiveram a coragem de confessar: ?Somos todos corruptos!?

É essa gente que herdou as capitanias hereditárias e que está montada no povo desde que os portugueses chegaram aqui. É essa gente que construiu a parte indecente da história do nosso país. É essa gente que fala em ética, mas acha que aceitar voto de qualquer um é correto.

É essa gente farisaica que pensa que é melhor do que o povo do Lula. Mas, não é. Temos que dar mais uma chance a este segmento da sociedade que chegou ao poder com o Lula.

Eles estão sendo minados o tempo todo, mas, pelo menos, são outra gente. Não quero de volta os hipócritas da paulicéia desvairada. Prefiro o messianismo sertanejo do Lula.
Enviada por Maurício Minolfi, às 10:07 11/10/2006, de Curitiba, PR


Lula aumenta vantagem depois do debate: 56% a 44%
Considerando os votos válidos, o presidente Lula oscilou de 54% para 56% e ex-governador paulista, de 46% para 44%.

Lula (PT) ampliou de 7 para 11 pontos a vantagem sobre Alckmin (PSDB), aponta pesquisa Datafolha realizada nesta terça-feira (10) em todo o país.

Esta é a primeira pesquisa depois do debate na TV Bandeirantes, no domingo, 08 de outubro.

O petista subiu de 50% para 51%, considerando o total de votos declarados pelos eleitores. O tucano despencou de 43% para 40%. Votos nulos somam 4% e não sabe 5%. Lula subiu dentro da margem de erro da pesquisa, mas a queda do tucano de 3% é maior que a margem de erro de 2%, denotando assim uma queda real nas intenções de voto no candidato do PSDB, o "Dr. Mentira"...

8 de outubro é um dia cheio de simbolismos para a esqerda latinoamericana. Foi, por exemplo, o dia em que Gue Guevara foi capturado pela CIA em terras bolivianas.
Que seja para nós, brasileiros, o dia da retomada para a vitória.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:49 11/10/2006, de Curitiba, PR


No Paraná, PT relança adesivo para rebater preconceito
Militantes petistas de Curitiba voltaram a distribuir um adesivo com o desenho de uma mão aberta em "L", criado por paranaenses e símbolo das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado dos dizeres "Sou contra o preconceito. Sou Lula".

Criado anos atrás, agora o adesivo serve como resposta a outro, que sugere um "fora Lula", espalhado por vidros de carros em várias regiões do Paraná.

Apócrifo e nas cores vermelha e preta, o adesivo anti-Lula traz o desenho de uma mão aberta, com apenas quatro dedos, dentro de um círculo atravessado pela tarja símbolo de "proibido". Variações acrescidas dos dizeres "No Lula" e "Fora Lula" também circulam.

"Essa imagem agride não apenas Lula, mas todos os trabalhadores que foram mutilados no ambiente de trabalho", afirma o deputado Dr. Rosinha. "Mostra o preconceito da elite brasileira contra vítimas de um processo de exploração no trabalho, muitas vezes de responsabilidade da própria elite", diz.

O presidente perdeu o dedo mínimo da mão esquerda num acidente de trabalho, quando era torneiro mecânico em fábrica do ABC paulista.

Segundo o deputado, na maioria das vezes, a peça anti-Lula acompanha a propaganda do tucano Geraldo Alckmin nos vidros dos carros em que aparecem.

Os donos dos carros que circulam com o adesivo anti-Lula deveriam ser indiciados judicialmente. Não for estar fazendo campanha contra Lula, mas por expressarem abertamente seu preconceito contra pessoas mutiladas no ambiente de trabalho ou com necessidades especiais, demonstrando toda sua intolerância para com aqueles que não são iguais aqueles que se pensam ricose poderosos...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:34 11/10/2006, de Curitriba, PR


Alckmin só fala mentira!
É companheiros, a que ponto chegamos... Ter que aturar Geraldo Alckmin repetindo diuturnamente que nós, eleitores de LULA, brasileiros honestas e trabalhadores que vivemos do fruto de nosso suor, falamos mentiras. Essa é a tática do tucanato-pefelista para tentar esconder da sociedade seu verdadeiro projeto entreguista e de destruição do patrimônio nacional.

É a velha tática: "a melhor defesa é o ataque", melhor ainda se este ataque for encoberto por uma neblina ou pela poluição da fumaça e das sujeiras de São Paulo.

Ninguém do lado de Lula precisa inventar nada. É só ver o que eles fizeram durante 8 anos no governo federal e 12 anos no governo de São Paulo.

Eles querem vender tudo. Até aquilo que ainda não existe. Quem não lembra da recente greve dos metroviários contra a privatização da futura linha 4 ainda em construção???

Mas não bastasse isso tudo, são os próprios acessores de Alckmin que vivem dando entrevista para jornais e revistas dizendo que defendem a privatização. Porq ue agora o tucaninho quer esconder isso? TEm medo de quê? A quem ele quer enganar?

Assim como faziam os nazistas na época de Hitler, Alckmin agora falsea a realidade, mas mostra todo seu autoritarismo de direita quando diz que o seu secretário de fazenda em SP mente ao afirmar que em um futuro governo do PSDB, Alckmin irá fazer um corte nos gastos publicos de 60 bilhões de reais. O tucano reagiu nervoso dizendo que "quem manda aqui sou eu", certamente pensando que o Brasil é uma empresinha de fundo de quintal que ainda tem trabalho escravo.

Alckmin só sabe falar mentira! Ê vocabulário pobre para quem se diz médico. Ê imaginação fraca.

Enviada por Sérgio Bertoni, às 09:25 11/10/2006, de Curitiba, PR


Passado, presente e futuro em debate
Por Mino Carta

No debate da Bandeirantes falou-se até demais do passado e muito pouco do futuro

Houve algum esforço de Lula para trazer à baila os planos de governo, mas em vão: Alckmin devastou a minha paciência com suas exaustivas referências ao seu respeito pelos eleitores por ter participado de debates anteriores, ao avião presidencial, ao famoso dinheiro destinado ao pagamento do famigerado dossiê, à pretensa ignorância do presidente em relação aos escândalos, e por aí afora. Ladainha insuportável.

O debate, no entanto, não foi inútil, mostrou com notável clareza a diferença entre os dois cidadãos.

O ex-médico Alckmin é velha guarda sem imaginação, o ex-metalúrgico Lula é um ser contemporâneo. Alckmin pretende demonstrar a incompetência do adversário, como presidente e indivíduo, e o acusa de ler as perguntas. Quem parece, porém, com boneco de ventríloquo é ele mesmo, na sua imitação implacável de Buster Keaton, nos seus desempenhos mais felizes. Falta-lhe um único, escasso resquício de senso de humor. Este não falta a Lula, que sabe usá-lo, conforme não pode ter escapado a quem não se deixa manipular pela mídia mais facciosa do mundo
Enviada por Sérgio Bertoni, às 14:09 09/10/2006, de Curitiba, PR


Lula venceu em 55,8% dos municípios brasileiros
No primeiro turno das eleições, o candidato à Presidência pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, venceu em cerca de 55,8% dos municípios brasileiros e Geraldo Alckmin, candidato pelo PSDB, em 44,2% deles. Dos 5.565 municípios brasileiros, Lula venceu em 3.103, e Alckmin, em 2.462. Os demais candidatos não obtiveram primeiro ou segundo lugar em nenhuma cidade, informou a Agência Brasil.

O petista teve mais de 90% dos votos em 19 cidades. Sua maior pontuação foi em Manaquiri (AM), onde obteve 93,37% dos votos válidos.

O pior desempenho dos candidatos foi também em extremos opostos. Lula teve a menor votação no município de Arroio do Padre (RS), com 11,41%. Já Alckmin obteve seu percentual mais baixo no município de Central do Maranhão (MA), 4,11%.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:56 09/10/2006, de Curitiba, PR


Alckmin tem razão: governo do PSDB é coisa do passado
Quem assistiu ao debate entre Lula e Alckmin, promovido pela Rede Bandeirantes na noite de domingo, 08 de outubro, viu o chamado "picolé de chuchu" desintegrar-se...

Antes de mais nada, combinemos aqui uma coisa: Não chamar mais Alckmin de "picolé de chuchu" para não ofender nem ao picolé nem ao chuchu... :-)

Pois bem, Alckmin veio "preparado" para o debate, ou seja, havia decorado um montão de agressões e seu papel era ficar o tempo todo acusando Lula e falando do passado.

Lula, ao contrário, munido de dados sólidos e discurso bem afiado, chamou o adversário para a discussão programática, mas o tucano não conseguia fazê-la, pois além de não conhecer o programa néo-liberal de seu próprio partido, parece viver do passado achando que é possível fazer no Brasil o que se faz em São Paulo.

Um raro momento em que um dos candidatos conseguiu fazer com que a platéia presente ao debate se manifestasse, foi exatamente quando Lula questionou porque o candidato do PSDB estava nervoso e porque não queria assumir que as privatizações foram feitas pelo governo do PSDB. Afinal, se privatização é boa, porque o candidato deles tem medo de falar nisso?

Durante o tempo todo o candidato tucano só fez agredir e mostrar todo seu ódio de classe contra Lula e os Trabalhadores. Não apresentou propostas, ficou na demagogia e na agressão, falando do passado.

Ao final do debate o tucano, ao tentar agredir Lula pela milésima vez e mais uma vez tentar inverter a verdade, disse que "Lula queria discutir o governo FHC (PSDB) e que isso era discutir o passado".

Aí está uma coisa com a qual concordamos plenamente: governos do PSDB são coisas do passado. Já sabemos o mal que eles fizeram ao país, vendendo nossas empresas públicas, aumentando as dívidas externa e interna, aumentando juros e impostos indiscriminadamente, demitindo funcionários públicos, reduzindo a máquina estatal, privatizando a educação e priorando o serviços de saúde porque inventaram a máfia dos vampiros e os sanguessugas.

Concordamos com Alckmin: governos do PSDB são coisas do passado!!!

E que lá fiquem. Não os queremos mais. Chega!!! Basta!!! Nós queremos o futuro. Queremos justiça, igualdade de oportunidades, melhores salários, melhores condições de vida, educação, transporte e saúde de qualidade.

Lula se saiu bem no debate e mostrou que, apesar de todo o preconceito da elite, dos meios de comunicação e da classe média, está muito mais preparado e capaz para dirigir esta imenso país que é muito mais que qualquer zona sul, como dizia a canção.

É Lula de novo com a força no Povo!!!

Todo mundo na rua em defesa do futuro do país!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:20 09/10/2006, de Curitiba, PR


Porque Lula é muito melhor
Lula é muito melhor porque governa para a maioria

Um governo é bom quando melhora a vida da maioria das pessoas. E isso está acontecendo no Governo Lula. Com mais quatro anos, os benefícios vão chegar a mais pessoas.

Só pode melhorar a vida da população quem está interessado e começou a realizar ações e programas que nunca foram feitos antes. Veja alguns exemplos:

Educação

No Governo Lula, mais de 170 mil jovens estão estudando de graça em universidades pagas. Todos são filhos de famílias que não têm renda suficiente para pagar as mensalidades. Outros 80 mil jovens, filhos de família com renda um pouco maior, só estão pagando uma parte das mensalidades. Isso está acontecendo pela primeira vez no Brasil, por causa do programa ProUni, criado pelo Governo Lula.

E as cidades que ficam no Estado de São Paulo são as maiores beneficiadas. 47.500 jovens que estudam de graça são paulistas. E 25 mil que só pagam uma parte da mensalidade também são paulistas. Como funciona o ProUni? Essas universidades sempre tiveram desconto nos impostos. Em troca, depois de Lula, não cobram essas vagas dos estudantes, nem do governo. No futuro, esses jovens terão mais chances de conseguir bons empregos, ganhar mais e educar seus próprios filhos.

Além disso, o Governo Lula iniciou a construção de três novas universidades públicas e instituiu o sistema de cotas no ensino superior público federal para alunos que se formaram na rede pública.

Lembre-se que as escolas públicas de ensino fundamental e médio são estaduais ou municipais, comandadas por governadores e prefeitos.

O PSDB, em vários anos de governo federal e estadual, com o Alckmin, diminuiu o número de professores, achatou salários, sucateou as escolas e não construiu nenhuma universidade pública. Se deixar, os tucanos vão acabar com o ProUni e paralisar a construção das universidades.

Empregos

Todos os meses, o Governo Lula criou em média 130.949 empregos com carteira assinada todo o mês. São 5 milhões e 762 mil novos empregos em 44 meses. Para se ter uma idéia do que isso representa, vale lembrar que em oito longos anos, o governo anterior, do PSDB, ficou bem abaixo e gerou apenas 3, 9 milhões de empregos, numa média de 46 mil e 700 empregos por mês, segundo dados do PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). A pesquisa do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) capta ainda outra faceta do horror tucano: no primeiro mandato de FHC foram fechadas 22 mil 687 vagas de trabalho formal todo o mês. O PSDB criava desemprego porque vendeu as empresas brasileiras a preço de banana (onde foi parar o dinheiro das privatizações?), se endividava com o FMI e não defendia os interesses de nossa nação.

Lula também investiu, através do BNDES, nas pequenas e médias empresas e ainda reduziu os impostos para essas empresas. No campo, criou as maiores linhas de financiamento para a agricultura familiar e o agronegócio.

Bolsa Família O Bolsa Família é mais que uma ajuda mensal de R$ 70 para as famílias muito pobres. Para receber essa ajuda, as famílias têm de provar que seus filhos estão na escola e que, portanto, estão cuidando para que as crianças tenham trabalho digno no futuro. Além disso, o governo está melhorando as condições das regiões mais pobres do Brasil, para criar novos centros produtivos que vão gerar postos de trabalho decente para essas pessoas, que em breve não precisarão mais dessa ajuda. Mais de 11 milhões de lares já recebem o Bolsa Família.

Comida na mesa

Com o firme controle da inflação no Governo Lula, com o crescimento econômico e com o aumento da renda dos trabalhadores, ficou bem mais fácil comprar comida de qualidade. No final de 2002, antes de Lula assumir o cargo, o preço de um quilo de arroz era, em média, R$ 1,60. Hoje, o preço médio em todo o Brasil é de R$ 1,37. Uma queda de 17%. O quilo do feijão, em 2002, era de R$ 2,82. Hoje, a média é R$ 2,17. Uma queda de 30%. Muitos outros preços de alimentos caíram ou permaneceram no mesmo nível de 2002, ou seja, abaixo da inflação do período.

Lembre-se que no Governo Lula o salário mínimo tem o maior poder de compra desde 1985, e que os reajustes salariais são os maiores dos últimos 10 anos. Esses fatores positivos melhoraram a alimentação de milhões de brasileiros.

Salários

Em 2006, o salário mínimo teve um reajuste de 16,67%. Mas não é só isso. Quando o Governo Lula começou, o mínimo era de R$ 200. Desde então, já acumulou um aumento real de 24,24%. Quando o salário mínimo aumenta, outros salários também sobem, as aposentadorias melhoram e vários bilhões de reais são injetados na economia, elevando a venda nos mercados, lojas e feiras.

Além disso, com o crescimento econômico e com o clima democrático no Governo Lula, os trabalhadores e seus sindicatos puderam negociar melhores reajustes. Em 2006, por exemplo, 96% dos trabalhadores contratados tiveram aumento igual ou maior que a inflação. É o melhor resultado desde 1996.

Nos governos do PSDB, os trabalhadores tinham muitas dificuldades para pedir aumento e não tinham condições de negociar. A polícia reprimia as manifestações. A pancadaria em cima de professores, médicos e enfermeiros na Avenida Paulista, em 2000, foi só um dos muitos exemplos. Fora PSDB!

Saúde pública

Algo muito importante é que o Governo Lula, em respeito ao que manda a Constituição, não aplicou dinheiro da saúde pública em outras finalidades, como fez o governo FHC e governos estaduais do PSDB.

Além disso, investiu na compra de milhares de ambulâncias (as SAMU que você conhece) para todo o Brasil, criou a Farmácia Popular e o programa Brasil Sorridente, que faz tratamento dos dentes da população gratuitamente. Em São Paulo, o governo do Alckmin não emprestou espaços em hospitais para a instalação do Brasil Sorridente.

Lula também aumentou a produção de remédios fabricados pelo próprio governo, para facilitar o acesso gratuito a medicamentos. Se muitas vezes você não nota a diferença, é porque alguns governadores e prefeitos, que recebem dinheiro do governo federal para cuidar da saúde pública, não fazem a parte deles.

Outra ação extremamente importante é que o Governo Lula investigou, descobriu e desbaratou as chamadas máfias dos vampiros e das sanguessugas. É isso mesmo. Ao contrário do que estão dizendo a oposição e alguns jornais, foram os ministros do Lula que combateram essas máfias, criadas na época de FHC e sua turma. Basta consultar os arquivos de jornal, pela internet, e ver as matéria de 2004 e 2005. Está tudo lá.

Segurança

Em quatro anos de Lula, a PF efetuou mais de 130 operações complexas que resultaram na prisão 2.300 pessoas, incluindo juízes, policiais, políticos e até mesmo de 507 funcionários do governo.

Na época de FHC, em oito anos a PF só efetuou não chegou nem perto dessa atuação. Se pensarmos no caos que é a segurança pública no Estado de São Paulo, com ataques do crime organizado e tudo, imagine só o que faria o candidato do PSDB se você votasse nele.

Democracia

No Governo Lula, trabalhadores de todas as categorias foram recebidos com respeito no Palácio do Planalto para poder expor suas reivindicações e sugestões, negociar propostas e conquistar melhorias. Foi o primeiro governo a receber e atender reivindicações de trabalhadoras domésticas, por exemplo.

Neste Governo, trabalhadores podem participar de comissões, conselhos e outros órgãos que decidem formas de conduzir o Brasil. Todos os ministérios do Governo Lula também tratam com respeito e atenção empresários, governadores e prefeitos de todos os partidos, incluindo adversários.

Os governos do PSDB sempre foram insensíveis às idéias e necessidades de quem não fosse da ?turma?.

Direitos trabalhistas

Nos últimos quatro anos, os direitos trabalhistas foram preservados. O Governo Lula se esforçou para criar empregos com carteira assinada, inclusive para as domésticas.

Você deve se lembrar que o governo FHC queria acabar com férias, 13º, licença-maternidade, FGTS e outros direitos. Só não fez isso porque os trabalhadores, convocados pela CUT, foram às ruas para protestar e impedir esse atentado. Se o PSDB tiver outra chance, vai querer acabar de novo com esses direitos. O candidato do PSDB, muito mais conservador e reacionário que o próprio FHC, já disse isso para os jornais, ao falar em ?reforma trabalhista?. O PSDB representa um risco enorme de retrocesso, de levar o Brasil para um passado muito obscuro.

Combate às desigualdades

Todas as ações do Governo Lula aqui descritas representam formas de combate à pobreza e às desigualdades. Mas há muito mais. A energia elétrica chegou a várias regiões do campo que nunca tinham visto uma lâmpada acesa. Milhares de cisternas foram abertas na região da seca (aliás, por que ninguém fez coisas assim antes?). O Governo Lula retirou os impostos sobre produtos de construção, que caíram de preço, para ajudar as pessoas a construir ou reformar suas casas. Está levando água encanada a regiões antes esquecidas. Com essas e tantas outras ações, mais e mais pessoas podem viver com dignidade sem precisar deixar seus lares e famílias em busca de oportunidade em outras regiões.
Defesa do patrimônio público

Sob o comando de Lula, a Petrobrás levou o Brasil à auto-suficiência em petróleo. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal registram lucro e emprestam dinheiro, com juros mais baixos que os outros bancos, para trabalhadores e pequenos e médios empresários. Os navios petroleiros estão sendo construídos no Brasil, e não mais no exterior, o que gera empregos para brasileiros. O BNDES investe pesado em empresas brasileiras e ainda passou a exigir que elas se comprometam a gerar empregos se quiserem tomar empréstimos com juros mais baixos.

Por outro lado, o conservador e direitista PSDB, aqui no Estado de São Paulo e também quando estava no governo federal, vendeu a preço de banana empresas estatais que estavam entre as maiores do mundo, e ainda emprestou dinheiro público para as empresas estrangeiras que tomaram nossas riquezas. Isso gerou desemprego em massa. O dinheiro sumiu. Eram bilhões de dólares. E a promessa de que o serviço público ia melhorar nunca foi cumprida. Enquanto isso, os preços das tarifas de água, luz e telefone foram parar na estratosfera. Aconteceu o apagão. Dá pra querer isso de novo no Brasil?

Reforma agrária

Depois de Lula, a sociedade brasileira descobriu que a reforma agrária pode acontecer de maneira democrática e ordeira, e que os assentamentos podem ser produtivos e organizados.

Alckmin, se pudesse, seguiria a mesma linha adotada pelo seu partido. Pisaria no freio da reforma e daria início a novos ciclos de violência e conflito no campo.

Mais uma coisa

Como se vê, o Governo Lula está melhorando o Brasil, pois trabalha para a maioria das pessoas. Isso inclui a classe média nas grandes e médias cidades, que se beneficia da melhora dos índices de qualidade de vida. Não há outra maneira de construir um futuro melhor sem atacar as necessidades históricas de todas as camadas sociais.

O PSDB nunca fez coisas semelhantes porque não acredita que a solução para o Brasil passe pelo combate às desigualdades. Na filosofia deles, o melhor caminho é o ?cada um por si?. Quem tiver mais oportunidades, por ter nascido em melhores condições, que pague plano de saúde, que contrate segurança particular, que tome empréstimos a juros altíssimos nos bancos e que se virem com o cartão de crédito. Para os pobres, a esmola: hospitais caindo aos pedaços, policiais mal remunerados, favelas sem assistência, impossibilidade de fazer curso superior (?quem não pode pagar, que se vire?).

É por isso eles vivem dizendo que o governo precisa gastar menos. Para eles, até mesmo hospitais podem ser entregues à empresários, como vêm acontecendo no Estado de São Paulo, especialmente na capital.

Há duas frases que explicam muito bem a cabeça do PSDB: ?Esses aposentados vagabundos? e ?Pobre, quando chega lá, é outra coisa?, ditas pelo FHC.

Lula tirou o Brasil desse caminho que só multiplica a miséria e as dificuldades para a classe média. Estamos em outro rumo e o Brasil deve continuar nele para manter as possibilidades de um futuro melhor.

Lula vai manter e ampliar os programas já existentes e vai promover novos, que vão gerar oportunidades de trabalho e renda em todo o Brasil.

Nota: as informações aqui apresentadas são baseadas em dados de entidades sérias e independentes, como o Dieese (nos itens sobre salário e alimentos) e IBGE (emprego), além do próprio governo.

Enviada por Valter Sanches, às 10:32 09/10/2006, de São Paulo, SP


Vimos e vivemos
Acreditamos que somente uma pessoa que nada aprendeu, não muda suas opiniões.

Passamos a vida toda lutando contra a Ditadura Militar e políticos da Arena; PDS; PFL; PSDB.

Vivemos a era FHC e vimos o país ser posto à venda.

Vimos mais de 100 empresas públicas serem privatizadas", sem que o produto da venda tenha sido utilizado em favor do País.

Ficamos 08 anos sem nenhum centavo de reajuste salarial, enquanto funcionário público.

Vimos colegas de trabalho, concursados, serem demitidos, através do malsinado RH 008.

Vimos todo o processo de desmonte da Caixa para a privatização.

Vimos dezenas e dezenas de CPIs serem abortadas a custa de muita grana.

Vimos o Procurador Geral da União ser chamado de Engavetador Geral da União.

Vimos a Polícia Federal de mãos amarradas.

Vimos o FMI mandando e desmandando e os Governos dizendo amém.

Vimos um país que gerou apenas 8 mil empregos mensais durante 08 longos anos.

Vimos trabalhadores escravos.

Vimos e vivimos.

Participamos de dezenas de passeatas.

Vimos o "pensamento único" do PSDB calando jornais, rádios e TVs.

Vimos o Banco Central "doando" milhões de dólares para os banqueiros falidos salvarem suas peles.

Vimos milhares de micros e pequenas empresas fechando suas portas para dar lugar aos importados pela paridade do dólar.

Vimos o escândalo do SIVAM.

Agora que o Brasil gera mais de 100 mil empregos mensais;

Que as indústrias batem recordes de produção;

Que o comércio bate recordes de venda;

Que o país bate recordes de exportações;

Que dispensamos a tutela do FMI;

Que o BB contrata milhares de novos empregados concursados;

Que estamos entrando em período de deflação;

Que 09 milhões de famílias são atendidas pelos programas sociais do Governo;

Que a agricultura familiar está tendo acesso ao crédito e de fato sendo valorizada;

Que as pequenas e micros empresas voltam a abrir portas; Que a Polícia federal atua sem amarras e desbarata uma quadrilha atrás da outra, como nunca em toda a sua história; Que a fiscalização da Receita Federal está fazendo as grandes empresas e bancos recolherem impostos (tanto que a Receita federal também bate recordes de arrecadação);

Que o Ministério do trabalho fiscaliza as empresas (o FGTS também bate recordes históricos de arrecadação) e está erradicando o trabalho escravo no campo.

Agora vem alguém nos pedir para ir às ruas contra LULA e o governo popular???!!!

Meu amigo: TÔ FORA!!!!!

Estamos pronto para ir às ruas pedir investigação de quaisquer atos de corrupção praticados por quem quer que seja.

Que a Polícia Federal, O Ministério Público Federal e outras instituições sérias investiguem com total isenção, e que a Justiça puna exemplarmente todo aquele que tenha praticado irregularidade.

Fazer o jogo e servir de instrumento da direita

JAMAIS!

Publicado no Orkut por um professor da Universidade Nacional de Brasília
Enviada por Mauricio Minolfi, às 07:26 06/10/2006, de Curitiba, PR


A que ponto chegamos
"Vejam só a que ponto chegamos.

Agora ele está querendo ser presidente...

Não se enxerga? A começar pelos ancestrais, que não são coisa que se recomende.

Há fortes boatos de descender de uma mulher de costumes frouxos e suscetível a amores proibidos.

O pai, ao que parece, não conseguia se fixar em emprego algum, e alguns chegam mesmo a descrevê-lo como tendo alma de vagabundo.

É certo que não seria nunca escolhido como "operário padrão".

E que dizer do lugar onde nasceu?

Estado dos mais atrasados, sotaque típico, crescido em meio a rudeza dos que não se refinaram para as lides públicas.

Podem imaginar o seu comportamento num banquete?

Seria vergonhoso...

Cotovelos sobre a mesa, empurrando a comida com o dedão, falando de boca cheia...

Seria um vexame nacional.

Acresce o fato de não haver nem mesmo terminado o curso primário, sua educação se restringindo a ler, escrever e fazer as quatro operações.

Como trabalhador braçal, excelente.

Na verdade, ali é seu lugar.

Como acontece com as pessoas que trabalham muito com o corpo e pouco com a cabeça, seu corpo se desenolveu de forma invejável.

Testemunhas oculares relatam mesmo que, em certa ocasião, não vacilou em se valer dos músculos para dobrar um grupo de adversários.

Mas o que assusta mesmo é o seu radicalismo em relação às questões do trabalho, especialmente do campo.

Pois não é da iniciativa e do capital dos patrões que vem a riqueza do país?

E agora, este MATUTO quer colocar o carro na frente dos bois... Se a sua política agrária for colocada em prática é certo que vamos ter uma convulsão social no país.

O nosso sistema de produção vai ser desmantelado, com imprevisíveis conseqüências para a economia.

Mas pior do que isso serão as conseqüências sociais.

No final, parece que os empregados tomarão conta de tudo e aos patrões não restará outra alternativa que deixar o país... 'Love it or leave it...' "

Pode guardar seu sorriso e sua raiva porque isto que não é sobre quem você está pensando.

É sobre Abraham Lincoln.

E o que foi dito sobre sua vida pode ser encontrado na Enciclopédia Britânica, para quem quiser conferir.

ABRAHAM LINCOLN FOI ELEITO PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA E, AINDA HOJE, É CONSIDERADO UM DOS MAIORES, SE NÃO O MAIOR, PRESIDENTE DA HISTÓRIA DOS ESTADOS UNIDOS...
Enviada por Maurício Minolfi, às 07:21 06/10/2006, de Curitiba, PR


PFL denuncia: ?Houve corrupção no governo Alckmin?
ATÉ QUE A MORTE OS SEPARE?

Que o casamento PSDB/PFL está em crise não é segredo. Em são Paulo, porém, o aliado de longa data do PSDB, o deputado estadual pelo PFL-SP, José Caldini Crespo, traz a lavanderia para as ruas, expõe a roupa suja e diz que o mal dos tucanos é ?a prepotência?. Em sua avaliação, ?O PSDB está indo para Nova York discutir o Brasil. Curioso, né??.

Por Maurício Reimberg, Carta Maior

SÃO PAULO - ?Partido prepotente?, que ?não gosta de dividir o poder?. A crítica, vinda do Partido da Frente Liberal (PFL), contém um elemento inusitado. O alvo dos ataques é o PSDB, tradicional aliado político desde 1994.

O deputado estadual José Caldini Crespo (PFL), presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Assembléia Legislativa de São Paulo, afirma que ?tucanos xiitas? relutam em aceitar o PFL como ?efetivo parceiro?. Crespo é autor do requerimento para a formação de CPI com a finalidade de auxiliar o Ministério Público na investigação de 973 contratos irregulares firmados pela administração estadual entre 1997 e 2005, durante a gestão Covas e Alckmin. Todos os contratos foram considerados irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Metrô (Companhia do Metropolitano), Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), Desenvolvimento Rodoviário (Dersa), Companhia de Saneamento Básico (Sabesp) e Banco Nossa Caixa (NCNB) foram os setores da administração estadual que mais irregularidades cometeram. Crespo estima que o prejuízo ao tesouro paulista pode chegar a R$ 2 bilhões.

O atrito atingiu o seu ápice após os recentes ataques do PCC, em São Paulo. O atual governador Cláudio Lembo (PFL) reclamou da falta de solidariedade dos tucanos diante dos incidentes. Em entrevista à Carta Maior, Crespo explica a maior crise da história da aliança PSDB-PFL.

CM - O PFL há mais de dez anos tem uma aliança nacional com o PSDB. Só que, na última eleição para a Mesa diretora da Assembléia paulista, o partido se rebelou e elegeu Rodrigo Garcia presidente. Queria que o senhor contasse um pouco dessa mudança. Para onde ela caminha?

CC - Na campanha eleitoral de 1994, quando se elegeu pela primeira vez o governador Mario Covas, o PFL se alinhou ao PSDB. Foi uma aliança absoluta, mas não significa que o PFL tenha a obrigação de estar sempre coadjuvando o PSDB. Na eleição para a mesa diretora da Assembléia, o deputado Rodrigo Garcia lançou-se com nosso apoio. Sofremos todo tipo de retaliações do governo, principalmente do secretário Arnaldo Madeira. Ele cometeu desatinos, um atrás do outro, durante o processo eleitoral. O Palácio nos tratou como subordinados. O deputado Edson Aparecido [o candidato oficial] perdeu por um voto. O PFL, nestes últimos dez anos, ajudou o governo até em momentos de desgaste, mas não fomos reconhecidos. Também percebemos que o PSDB não nos trata como parceiros. Eles não aceitaram a derrota. Que raio de derrota foi essa? Ganhou um deputado da situação, do governo, que era parceiro! E tem feito serviços melhores do que qualquer deputado tucano fez nos biênios anteriores. Nós nos sentimos magoados pela forma prepotente do PSDB, a partir do senhor Madeira, mas também por outro grupo de tucanos. Há tucanos razoáveis e tem tucanos muito xiitas, que não aceitam o PFL como efetivo parceiro.

CM - É o caso de ruptura?

CC - Pelo menos neste ano, não. Nossa insatisfação não é no campo ideológico e programático. O PSDB tornou-se, cada vez mais, um partido que não quer dividir o poder. Quando surgiu um primeiro momento delicado, cadê os tucanos? Sumiram. Covas e Alckmin vinham dizendo que não havia PCC, que era um problema lá do Rio de Janeiro. Se fosse há dez anos atrás, você poderia resolver o problema com menos dificuldades. Esse foi o desabafo do professor Lembo. Quando estávamos ao lado deles, nos desgastando, eles mal agradeceram. Agora, em que poderiam estar do nosso lado, eles desapareceram. Nem telefonema deram. Se os tucanos não tomarem um banho de humildade, a ferida vai aumentar e um dia poderá haver uma ruptura.

CM - O senhor disse que essa ferida foi aberta pela prepotência e pela subordinação.

CC - Mas não a nossa subordinação. Eles nos enxergam como coadjuvantes. Hoje isso ficou mais claro. Somos parceiros do mesmo nível, ou seja, quando as circunstâncias ensejam o PFL ser presidente da Assembléia, eles deveriam ter aceitado isso. Pelo menos uma vez em cinco, desde o início do governo Covas. Eu votei cinco vezes em candidatos tucanos para presidente da Assembléia. Por que um parceiro não poderia ser o presidente? É uma parceria que vai mal.

CM - Há aliança entre o PFL e o PT dentro da Assembléia?

CC - Nunca houve. O PFL de São Paulo segue a orientação nacional. É adversário figadal do PT. O PT votou no Rodrigo Garcia. Não sei se eles tiveram que pedir ordem para a direção nacional. Houve um acordo para a composição da mesa. Não foi uma aliança. O PT, em biênios do PSDB, já fazia parte da mesa, porque é uma grande bancada. O princípio da proporcionalidade é algo a ser observado. O PT participa no segundo cargo, que é o de primeiro secretário. A pergunta poderia ser dirigida ao PT: por que o partido votou no Rodrigo? Nós continuamos adversários, mas soubemos nos unir para evitar o mal maior na ocasião, que seria a eleição do Edson Aparecido.

CM - Em plano nacional, essas mudanças sinalizam que o PFL está buscando um melhor lugar na chapa do PSDB, com o Alckmin, ou existe a possibilidade de se tentar um vôo solo?

CC - A amarração nacional é muito complexa. Pela verticalização, todos os partidos dependem de superar problemas nos Estados também. Em termos da campanha nacional, já está praticamente sacramentado. O José Jorge deverá ser o nosso candidato à vice. Para ganhar ou para perder. Alckmin não vai indo bem nas pesquisas. Ao que tudo indica, vamos perder a eleição presidencial, mas vamos ficar como parceiros. Se o barco afundar, nós vamos afundar junto com Alckmin. Só que a recíproca, infelizmente, não tem sido verdadeira.

CM - O senhor preferiria que o PFL tivesse candidato próprio a presidente?

CC - Sempre acho que é bom, mas estarei na campanha do Alckmin. Ainda não engoli, até hoje, aquela má-fé do Serra contra a Roseana Sarney. Ela seria hoje a presidente do Brasil, não fossem aquelas atitudes. Ela foi inocentada depois de alguns meses. Agora o Serra será o nosso candidato a governador. Tudo bem, política é como as nuvens do céu, a gente tem que se adaptar a isso. Já engoli esse sapo.

CM - Como o PSDB conseguiu barrar todos os pedidos de CPIs em São Paulo?

CC - O problema deles é a prepotência de boa-fé. Estão no governo há tanto tempo, que se consideram acima de qualquer suspeita. Isso não é verdade. Eles não são melhores que nenhum partido. Sou autor de uma dessas solicitações de CPI. Ela deve ser instalada, doa a quem doer, porque se ela for leviana, a sociedade e a mídia vão perceber, então a própria CPI será condenada. O regimento prevê que só possam existir cinco CPIs simultaneamente. Nós não temos nenhuma! A prepotência do PSDB nestes últimos anos coincide com a eleição do Rodrigo. No governo Covas os tucanos ainda não eram tão prepotentes. Tínhamos algumas CPIs que levantaram suspeitas sobre atitudes deles. Mas essa prepotência aumentou de tal forma, que eles realmente estão acreditando que são melhores do que os outros. Alguém tem de mostrar para eles. Nós estamos tentando, mas eles estão no poder. O Lembo está terminando um governo eleito há três anos atrás. Não seria ético ele fazer uma mudança radical. Equipes de tucanos estão lá, algumas vezes, trabalhando em favor de Alckmin, e não de Lembo.

CM - Quais as denúncias que justificam a instalação da sua CPI?

CC - Acabei me tornando, em razão da eleição do Rodrigo, o presidente da comissão mais importante da Casa, a Comissão de Finanças e Orçamento. Chegando lá, descobri estantes lotadas de processos do Tribunal de Contas, cuja função é analisar contratos de repartições estaduais. Eram quase mil documentos sobre irregularidades que estavam escondidos. Então, dei parecer em todos eles e os despachei para o Ministério Público, pedindo providências cíveis e criminais cabíveis. Na CDHU, principalmente, estavam as estripulias do senhor Goro Hama. Elas foram tão grandes, que o governador Covas, que o queria tão bem, deu sumiço nele. O Goro Hama não foi punido. Nem sei se ele mora no Brasil ainda. São 973 contratos irregulares levantados pelo TCE. Por que isso nunca veio a público? Porque o caminho eram os contratos irregulares levantados pelo TCE, mas os tucanos sempre mandaram na Assembléia. Não dá pra dizer que foi uma falha. É crime. Há todas as provas, são calhamaços de meio metro de altura, em cada um desses processos.

CM - Há desvio de verbas?

CC - Há superfaturamento e irregularidades na licitação. Algumas vezes, não se fez a licitação como deveria, outras vezes a licitação favorece uma empresa em relação à outra, o que também é crime. Em outros casos você superfatura, há aditivos maiores que 25%. Não sei qual vai ser a atitude do Geraldo Alckmin se a CPI for instalada e chegar nos seus resultados. De duas uma: ou ele assume pra si, ou vai dizer que não sabia de nada, vai colocar a culpa em alguém, o que também é possível. Que o governo dele cometeu crimes, cometeu, tenho certeza disso.

CM - O ex-governo Alckmin foi mal assessorado ou praticou atos de corrupção?

CC - Houve corrupção dentro do governo Alckmin. Pelo menos 973 casos garanto que teve, porque foram os que eu analisei. Agora, se o governador estava envolvido ou não, por enquanto não posso dizer. Por isso estou pedindo uma CPI.

CM - O governador Lembo, em suas últimas declarações, responsabilizou a burguesia paulista, dizendo que ela tem uma parcela de culpa pela recente crise na segurança. O que o senhor acha disso?

CC - Algumas pessoas vêem o governo como uma coisa apartada da sua realidade pessoal. Só que, no caso da criminalidade, ela afeta todos, aqueles que estão colaborando com o governo, e os demais que não estão colaborando. Não se trata de cobrar mais impostos. Todas as classes sociais, inclusive as mais abastadas, devem colaborar um pouco mais com o governo. Por exemplo, se envolvendo no terceiro setor. Não há mais dinheiro público. O terceiro setor é a solução. É aí onde entram as pessoas que o governador chamou de ?elite branca?. Que a pessoa da classe A dê uma parte do seu tempo durante a semana colaborando com uma entidade assistencial, seja o Rotary Club, associação de moradores, clube de senhoras...

CM - E o que falta para a elite entrar em novos projetos políticos?

CC - Talvez faltasse um governador com o peso que esse cargo tem, com coragem de falar, até pra tomar porrada. O governador Lembo tomou porrada de algumas pessoas que não entenderam, e de outras que não deram o braço a torcer. Para elas, desde que estejam freqüentando o restaurante Massimo, comendo do bom e do melhor, carro blindado, o resto do mundo que se dane.

CM - O senhor acha que o governador Lembo vai contar com solidariedade do PSDB, daqui em diante, para colocar em prática os seus projetos?

CC - Sim. Sem o PFL, o PSDB não teria ganhado nenhuma eleição nos últimos dez anos, e não vai ganhar as próximas. Sem o PFL de vice do Alckmin ou do Serra, nenhum dos dois ganha. O Alckmin menos ainda, porque não está decolando nas pesquisas. Estaremos com ele para ganhar ou perder. Acho mais provável perder. Vamos afundar junto com Alckmin. Agora, alguns tucanos, que já não ajudavam antes, deram mais uma demonstração da prepotência nos últimos episódios. Estão indo para Nova York discutir problemas do Brasil. Curioso, né? Esse é o PSDB.
Enviada por Maurício Minolfi, às 07:10 06/10/2006, de Curitiba, PR


Choque de gestão de Alckmin é uma ameaça ao povo
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Choque de gestão tucano é choque no povo

O choque de gestão anunciado por Alckmin é uma ameaça e não uma promessa, considerando sua administração à frente do governo paulista.

Choque de gestão é choque no povo

Os 12 anos de governo tucano no Estado de São Paulo deixaram uma história de educação e saúde sucateadas, aumento do crime organizado e suspeitas de corrupção que somam bilhões de reais, além das privatizações a preço de banana. Agora, o candidato Alckmin defende um choque de gestão no Brasil. Veja o que o tal choque significou para São Paulo.

Falência da Educação

Nos 12 anos do PSDB em São Paulo o ensino público foi sucateado. No último exame do ENEM, 70% dos alunos das escolas estaduais tiveram baixo desempenho, ganhando a última colocação no País. Um dos motivos é que a progressão continuada não educa, apenas facilita a conclusão dos cursos a alunos que mal sabem ler e escrever.

Em 1995, existiam 51 mil professores concursados e hoje são 31 mil. Nesse período foram fechadas mais de 300 escolas e milhares de salas de aula.

Terceirização da saúde

Hoje, 45% dos serviços de saúde do Estado são administrados pelo setor privado e 23% foram entregues às Organizações Sociais (OSs), entidades que fecham as portas do atendimento para os doentes que exigem tempo de internação como baleados, atropelados e vítimas de infarto. As OSs gerem 20 hospitais e a maior parte não tem aparelhos de hemodiálise ou leito para portadores de aids. Grande parte da mão de obra das OSs vem de cooperativas fraudulentas.

Insegurança total

Política errada provocou a falência da política carcerária e o sistema prisional foi dominado por facções criminosas.

No Estado ocorrem 107 assassinatos por dia e cerca de 1.300 sequestros por ano.

Segundo dados da Secretária de Segurança, o número de furtos subiu de 365 mil em 1995 para 783 mil no ano passado. No mesmo período, dois milhões de veículos foram roubados, o que equivale a produção de automóveis projetada para este ano.

Na Febem, acumulam denúncias de desvio de recursos e violação dos direitos humanos, tanto que na semana passada 14 agentes da entidade foram condenados por tortura.

Dívidas

Alckmin deixou dívidas de R$ 1,2 bilhão, como confirmou o governador Cláudio Lembo, que colocou a venda 20% da NossaCaixa para fazer dinheiro e não ser pego pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O rombo é confirmado na pressa que o governo estadual tem para cobrar as dívidas com o IPVA. Com dívida, as obras estão diminuindo.

Corrupção

A bancada aliada a Alckmin barrou 74 pedidos de CPIs. Entre elas está a construção do primeiro trecho do Rodoanel, de 35 quilômetros, orçado em R$ 338 milhões e que acabou custando R$ 1,3 bilhão, com suspeita de superfaturamento. Na CDHU existem suspeitas de fraude de laudos, superfaturamentos e desvios de recursos, que fizeram o Tribunal de Contas rejeitar mais de 350 contratos.

O rebaixamento da calha do Tietê, que foi feito para conter as enchentes nos próximos cem anos, não resistiu a primeira chuva acima da média. A obra já consumiu R$ 1 bilhão, com suspeitas de favorecimento nos contratos.

O Tribunal de Contas já denunciou 974 contratos irregulares, que provocaram rombo de R$ 2 bilhões.

A NossaCaixa gastou R$ 43 milhões com agências de publicidade sem contrato, que favoreciam jornais e revistas ligados a deputados aliados a Alckmin.

O Ministério Público investiga superfaturamento em 14 contratos na área de informática, que somam R$ 1,2 bilhão.

Estagnação econômica

A economia paulista cresceu abaixo da média nacional, segundo o IBGE. A indústria paulista, por exemplo, teve uma elevação de 18%, enquanto que nos demais Estados a indústria cresceu 67%. Em 1995, a participação paulista na indústria nacional era de 51% e hoje está em 45%.

Os tucanos se omitiram no processo de desenvolvimento regional, mantendo a concentração econômica na região metropolitana e nos entornos de Campinas, São José dos Campos, Sorocaba e Santos.

Privatizações suspeitas

A privatização das rodovias estaduais e das telefônicas significaram para a população piores serviços e mais gastos com os pedágios e as tarifas.

O Banespa e a CTEEP, a maior transmissora de energia elétrica do País, também foram privatizadas. E a preços escandalosos.

A CTEEP foi vendida por cerca de R$ 1 bilhão. Ela tem cerca de R$ 13 bilhões de ativos em linhas de transmissão e subestações e no ano passado teve lucro líquido de R$ 468 milhões. A linha quatro do Metrô também será entregue aos tubarões depois do estado investir R$ 930 milhões na construção do trecho.

Fonte: Tribuna Metalúrgica - 05/10/2006
Enviada por Valter Sanches, às 18:09 05/10/2006, de São Paulo, SP


Denúncia: propaganda eleitoral ilegal mostra Lula com número do PSDB
Clique para ampliar o "santinho" ilegal
Santinhos com a foto do candidato à releeição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) colocada sobre o número da legenda de Geraldo Alckmin (PSDB) foram distribuídos no último domingo, dia de eleição. Os panfletos foram entregues na zona rural de Pernambuco, na região de Santa Maria da Boa Vista.

» Veja os panfletos que foram distribuídos

Segundo Vandinho Dias, do site Supramax, os papéis - que também traziam fotos, nomes e números de candidatos PFL e PMDB - estavam sendo entregues por cabos eleitorais a pessoas de aparência humilde e roupas simples. "A intenção era levar os eleitores menos instruídos a votarem no Alckmin pensando ser o Lula", avalia Vandinho.

A Polícia Federal recolheu parte do material que estava exposto perto de um local de votação e já realiza investigação em busca da gráfica e dos distribuidores dos santinhos. Há indícios de que esta prática também tenha ocorrido em outras regiões.
Enviada por Nilson Antonio, às 17:55 05/10/2006, de Jaraguá do Sul, SC


Porque voto em Lula
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Democracia é maior que qualquer um de nós

Por Renato Janine Ribeiro

Eleição não é luta do bem com o mal. É comparação. Voto em Lula porque, a meu ver, seu governo melhorou o Brasil. Ele recebeu o país com uma agenda ditada pela direita, que reduzia quase tudo à política econômica, ou pior, à monetária e à fiscal; um país que, no fim de 2001, não cumpria mais o Orçamento, sem dinheiro nem para pagar passagens de ministros, com o dólar a R$ 4 e um risco-Brasil enorme. Ora, o governo de centro-esquerda foi capaz de acalmar a economia, de baixar o risco, de aumentar as exportações, enfim, de cumprir uma agenda econômica que não era sua prioridade, nem a dos movimentos populares, e isso sem privatizar nada, sem desfazer o patrimônio público.

Mais, ainda: Lula colocou na política brasileira, de modo definitivo, uma agenda social importante. E com êxito. Segundo Maria Inês Nassif ("Valor Econômico", 24/8), o maior rigor em programas como o Bolsa-Família e os do Ministério das Cidades "desintermediou o voto da população pobre, que antes passava pelo chefe local". Se isso é certo, não há paternalismo na atual política de promoção social. Não adianta ficar inventando que Lula se proclamou "pai dos pobres". Alguns jornalistas dizem isso, mas nunca informam quando o presidente teria usado uma linguagem tão contrária a suas crenças para se referir a si próprio. Tudo indica que há menos paternalismo agora do que antes.

É engraçado: quando se banhava de dinheiro o grande capital (empréstimos do BNDES a juros baixos para privatizar estatais), a opinião dominante chamava isso de progresso, mas, quando se dá dinheiro aos mais pobres, para comerem e se vestirem melhor, a mesma opinião dominante entende que dinheiro nas mãos de pobres não presta.

Discordo disso.

Quero uma sociedade democrática. Isso significa, em primeiro lugar, o fim da miséria, a redução da desigualdade social. No horizonte político brasileiro, não vejo força melhor que a coligação de esquerda para promover esse salto qualitativo. Ela tem sido capaz de melhorar as condições sociais com uma temperatura baixa de conflitos, ao contrário do que diziam seus detratores.

O país não pegou fogo. O saldo do governo é positivo: a questão social está sendo bem orientada.

Agora vamos à questão ética.

No governo atual o procurador-geral não engaveta processos, a Polícia Federal age, CPIs funcionam. Já seu principal adversário impediu 60 CPIs de funcionar na Assembléia paulista, deixou uma política de segurança prepotente e ineficaz (porque acabamos sob o domínio do PCC) e uma política de educação que não é das melhores. Eleição é comparação. Não vejo no governo Alckmin superioridade ética sobre o governo Lula.

Contudo, há satisfações que o PT deve à sociedade. Os escândalos mostram que ele é um partido mais "normal" do que imaginava ser. Humildade não faz mal. O PT tem seus defeitos. Deve contas ao Brasil. Tem de fazer uma faxina interna e punir quem errou. Mas, ainda assim, consegue governar melhor que os outros. Aliás, seria bom o país todo fazer um exame de consciência.

Com o financiamento privado de eleições, a porta se escancara para a negociata. Deveríamos priorizar em 2007 a reforma política, com fidelidade partidária, condições mais equilibradas de financiamento às candidaturas e talvez até o voto distrital.

Uma eleição não é uma guerra. Amanhã e sempre, teremos de conviver, quem votou em Lula ou nos outros candidatos. Precisa cessar o terror discursivo, a ameaça ao voto universal.

Este é o segundo ponto em que desejo uma sociedade democrática. Democracia significa respeitar o discurso do outro. Nas eleições, as pessoas se exaltam, mas é desonesto deformar o que o outro disse. Muito do que hoje se conta sobre o PT ou sobre quem o apóia, como eu, é uma enorme caricatura. Isso amesquinha a política, que deve ser arena de adversários, não de inimigos. Esse clima envenenado não ajuda o de que mais precisamos, não nós da esquerda, mas nós brasileiros: construir alianças, trabalho em conjunto, convergências. A sociedade é maior que a política.

O Brasil é maior que os partidos. A pequena ambição não pode erodir nossas oportunidades. Podemos enfrentar a miséria, melhorar a educação e a saúde, integrar os excluídos. Penso que Lula é o mais adequado, hoje, para dirigir o governo neste rumo mas penso também que este tem de ser um projeto de sociedade, e não apenas de governo. Não estamos, hoje, terceirizando a solução de nossos problemas. Estamos elegendo o mais apto a dirigir um esforço que deve ser maior do que ele e do que qualquer um de nós.

Renato Janine Ribeiro, professor de ética e filosofia política na USP, é diretor de avaliação da Capes e autor de, entre outras obras, "A Sociedade Contra o Social - O Alto Custo da Vida Pública no Brasil" (Companhia das Letras)
Enviada por Maurício Minolfi, às 13:43 05/10/2006, de Curitiba, PR


México: Trabalhadores mobilizados contra os desmandos do governo
Destituir e prender o governador Ulises Ruiz é o clamor de milhares de manifestantes

Destituição de todos poderes em Oaxaca é o que exige a APPO - Assembléia Popular do Povo de Oaxaca- ao Congresso Nacional.

Sindicalistas e organizações civis pedem a Vicente Fox que olhe para o sul.

Por Hermann Bellinghausen

Professsores e docentes bloqueiam estradas em apoio à greve cívica convocada pela frente de sindicatos.

"Fazemos um chamado a Vicente Fox, que se volte para o sul. Não somos dois México, como ele acredita. Por tanto, exigimos que o Congresso Nacional decida pela desvinculação dos poderes. Em Oaxaca não há governabilidade", resumiu o orador do sindicato de trabalhadores da Universidade Autônoma Benito Juárez de Oaxaca em frente ao ex-palácio do governo da capital, onde culminava nesta tarde, a marcha da Federação de Sindicatos e Organizações de Oaxaca (Fesodo). Oitenta mil trabalhadores realizaram hoje uma paralisação em dezenas de centros de trabalho do setor público no estado. Ao mesmo tempo houve bloqueios nas estradas e seguiram para em piquete aos bancos. O comércio do Centro Histórico baixou as portas.

Milhares de sindicalistas das secretarias de Saúde e Reforma Agrária, o Instituto Mexicano de Seguro Social, do município de Oaxaca, centenas de trabalhadores agrícolas, artesãs e outros somaram-se a seção 22 do magistério e a Assembléia Popular do Povo de Oaxaca (APPO) em um protesto direto exigindo a destituição do governador Ulises Ruiz, e impondo-lhe a pena devida.

A situação segue tensa e para evitar incidentes a marcha percorreu uma pequena distância - do parque El Llano até Zócalo-. Com os acontecimentos, há sempre alguém ferido, morto ou detido a cada dia. Quando menos se espera, há ações de grupos paramilitares armados se multiplicando nas ruas, bloqueios, marchas e até nas casas e escritórios. A APPO e os professores decidiram ter precauções para evitar o pior. A negação oficial do que está se passando parece garantir terreno para a deposição de um governo estatal repudiado pela esmagadora maioria da população. No final do ato, um professor foi agredido por um grupo de choque de ?caciques? do mercado, infiltrados na multidão. Durante a marcha pelas ruas, podia-se ver "orelhas" e infiltrados em número maior do que o habitual.

Os representantes sindicais em uso da palavra reiteraram que a paralisação de hoje pode ser só a ante-sala de uma greve geral estatal que permita ao movimento popular, em todas as regiões, "expulsar de uma vez por toda a este assassino". A marcha foi precedida por dezenas de retratos de Erangelio Mendoza, ex-secretário geral do magistério e conhecido preso político.

Em uma mensagem conjunta, a seção 22 e a APPO expressaram que a marcha efetuava-se "ante a onda de violência institucional orquestrada por Ulises Ruiz Ortiz, depois da detenção de nossos companheiros Erangelio Mendoza Gonzáles, Germán Mendoza Nube, Ramiro Aragón Pérez; e a tentativa de homicídio do companheiro Flavio Sosa Villavicencio; até chegar aos assassinos de José Jímenez Colmenares (10 de agosto) e do companheiro aposentado, professor Gonzalo Cisneros Gautier (16 de agosto, em Zaachila)". Hoje agregou-se a esta "lista de repressão", o professor Benito Castro, "covardemente baleado durante um bloqueio em Etla por três policiais que fugiram em seguida". As notícias são de que Castro encontra-se em estado grave. Responsabilizamos por todos os atos, a Ulises Ruiz, Lizbeth Caña Cadesa (procuradora estatal), Lino Celaya Luría (chefe de policia), Heliodoro Díaz Escárraga (secretário de Governo) assim como a Jorge Franco Vargas (ex secretário), e exigimos sua "renuncia imediata dos funcionários vigentes".

A seção 35 do sindicato de trabalhadores da Secretaria de Saúde dizia em um cartaz: " Ulises, nem Fox nem o PAN te salvarão. Entenda, sua derrota é iminente".

A Organização dos Povos Zapotecos de Oaxaca demandou que se faça justiça aos presos da região de Loxichas, os quais "suportam injustamente 10 anos de prisão e nos povoados a mais insuportável guerra de baixa intensidade desde 1996". Como parte da tortura social, os presos estão separados e divididos entre as prisões de Etla, Pochutla, Ixcotel e Miahuatlán. Tampouco lá, na serra Sul, querem a Ulises Ruiz.

A APPO e o magistério oaxaquenho receberam hoje o apoio das direções nacionais da Central Campesina Cardenista e Central Independente de Trabalhadores Agrícolas e Camponesas.

Mais municípios em protesto

Não só o governador anda sempre longe. A ineficiente Câmara de Deputados de Oaxaca trabalha as escondidas até concluir seu segundo mandato; a comissão permanente faz o mesmo quase clandestinamente. No restaurante do exclusivissimo hotel Los Laureles, longe e em reunião fechada, e no geral, do povo que os legisladores "representam".

Neste Oaxaca de "não acontece nada" acabam de ser tomados outros dois municípios pela população. Em Santa María Atzompa, onde a dias atrás pessoas armadas (com pistola e metralhadoras) e coletes a prova de balas detiveram o vereador Sergio Atalo Enríquez Aguilar, e o entregaram a PGR. A assembléia popular municipal designou a Joel Ruiz López para substitui-lo, e avalizou a nomeação.

Acusa-se ao ex-prefeito por nunca haver prestado contas de sua gestão, e se demanda ao Congresso estatal que, quando ele reapareça, realize uma auditoria ao priísta Enríquez Aguilar, conhecido aliado de Ulises Ruiz.

Em Teotitlán de Flores Magón, os professores tomaram o palácio municipal, a agência do Ministério Público, de arrecadação de rendas, de Trânsito e Governo. Os mentores anunciaram que a ocupação dos edifícios "será permanente e por tempo indefinido, até conseguir a renuncia de Ulises Ruiz".

A associação civil Cidadã pela Luta de Teotitlán, representada por Jorge Simón Montalvo, anunciou que demandará a destituição do prefeito Genaro Sosa Gómez, "o qual igual ao governador se caracterizou por uma gestão autoritária, centralista e corrupta". Acusam Sosa Gómez de desvio de recursos "para fins pessoais", e de "querer enfrentar ao povo com o magistério".

Em Huautla de Jiménez a luta municipal segue, pois embora as organizações populares já haviam desalojado ao vereador priísta Apolonio Vasconcelos Terán, um grupo armado atacou e recuperou as instalações. Não obstante, a Assembléia Popular do Povo Mazateco (APPM), pertencente a APPO, e a Frente Única Mazateco mantêm seu protesto. Além disso, convocaram há uma semana um "mercado popular alternativo", com tal êxito que se transformou notavelmente na atividade econômica dessa população na serra mazateca.

Os inconformados anunciaram que seguiram com sua luta pela conformação de uma junta popular "que não fortaleça mais seus bolsos, mas a economia da classe mais desprotegida". O "tianguis popular" instaurado em Huautla como parte da resistência, "abre um precedente e será uma mostra para outros municípios", segundo o delegado magisterial da localidade da APPO, Gilberto Peralta Pineda.

O descontentamento popular é muito grande também na serra Juárez, na costa. Destacam o impulso popular em Tanetze, Pinotepa Nacional e Tehuantepec, respectivamente.
Enviada por Norma Malagon, às 12:34 05/10/2006, de Cidade do México, México


Como a privatização mete a mão no bolso do Trabalhador
No segundo turno das eleições presidenciais de 2006 muita coisa está em jogo. Há uma clara diferença entre o projeto Petista do governo Lula e o projeto néo-liberal do PSDB.

No início do ano publicamos neste sítio que a "Tropa de choque tucana montada para assessorar Geraldo Alckim a chegar ao Planalto mostra os dentes e desmente a todos aqueles que tentam vender a idéia de que PT e PSDB são farinha do mesmo saco.

Eis o que defendem alguns dos notáveis contratados para ensinar (sic) ao governador dos paulistas o que é a realidade brasileira.

"Notáveis"O que defendem
Luiz Carlos Mendonça de BarrosÉ contra aumento de gastos solicitado por Dilma
Roussef. É a favor das privatizações
Raul VellosoPropõe reduzir despesas com Saúde e Educação
garantidas pela constituição atual
Xico GrazianoFundir Ministério da Agricultura
com Desenvolvimento Agrário
José PastoreEliminar direitos trabalhistas e encargos sociais
Critica abono de férias e FGTS
José CechinElevar para 67 anos (homens) e
65 (mulheres) idade mínima para aposentadoria
Roberto Gianetti da FonsecaÉ contra o Mercosul
É a favor da ALCA JÁ e negociações com UE
Paulo RenatoDefende a privatização da Educação.

Embora não divulguem abertamente, pois preferem a política suja de acusações moralistas e sem provas, estas propostas todas estão no programa de governo do PSDB de Geraldo Alckmin, em 2006, ou de qualquer outro tucano que venha a ser candidato no futuro.

Também no começo do ano publicamos que até Delfim Netto reconhecia que o governo Lula era melhor que o de FHC. Delfim apresentava a seguinte tabela para justificar sua argumentação
Economia em US$ bilhões
2002
2005
Governo
FHC
LULA
Crescimento do PIB
1,95%
2,5%
Inflação
12,5%
5,7%
Exportações
60,4
118,3
Saldo Transações Correntes/PIB
-1,7%
+1,9%
Saldo Comercial
13,2
44,5
Dívida Externa
194,4
126,5
Reservas Líquidas
16,3
54,9
Dívida Pública Externa/PIB
20,4%
7,0%
Dívida Externa Privada
100,3
71,2
Dívida Externa/Exportações
3,5
1,5
Amortizações+Juros/Exportações
83%
53%
Dívida Líquida/PIB
55,5%
51,4%
Superávit Primário/PIB
3,9%
5,0%
Carga Tributária/PIB
34,9%
37,3%
Dívida com FMI
20,8
ZERO

É evidente que o retorno do PSDB ao governo com seu programa só pode levar o país ao um retrocesso. Os números estão aí para todos verem.

Mas por que levaria a um retrocesso?

Se observarmos com atenção veremos que as principais propostas dos tucanos para o Brasil são:

- redução de gastos do estado;
- privatização das estatais;
- eliminar direitos trablhistas.

Tá, mas como isso mete a mão no bolso do Trabalhador???

Primeiro, porque toda e qualquer redução de direito trabalhista leva a uma redução dos ganhos diretos ou indiretos dos Trabalhadores.

Mas vejamos o caso da Petrobrás e sua propalada privatização num futuro governo tucano, como tem defendido Mendonça de Barros em entrevistas a jornais e revistas, tais como Valor Econômico e Exame.

A Petrobrás é um empresa pública onde o Estado Brasileiro é dono de mais de 50% das ações. Com isso o governo brasileiro pode definir qual será a política de preços da empresa no mercado doméstico e também receber dividendos pelos lucros obtidos pela empresa, já que é seu maior acionista.

Pois bem, se a Petrobrás for privatizada, como defende o tucano Mendonça de Barros, o governo, por um lado, não terá como influenciar na política de preços da empresa monopolista e, por outro, deixa de receber dividendos pelos lucros gerados pela empresa, já que o estado deixaria de ser seu maior acionista.

Dividendos das Estatais: Eles servem para complementar a arrecadação do Estado Nacional e diminuir a necessidade de arecadação de impostos.

Se o governo perde esta receita vinda das estatais por meio de distribuição de dividendos, ele ou aumenta os impostos para manter os compromissos já assumidos ou diminiu os gastos socias; piora a educação, saúde, atendimento dos orgãos estatais em geral; diminui investimentos em infra-estrutura, etc.

Isso acaba metendo a mão no bolso do Trabalhador, pois a diminuição de investimentos em áreas como saúde e educação levam a piora da qualidade destes serviços essenciais, fazendo com que os Trabalhadores tenham que recorrer a atendimentos médicos ou escolas particulares. E como sabemos estes serviços são extremamente caros.

Quando foi Ministro da Educação, o tucano Paulo Renato autorizou a criação de centenas de faculdades e universidades privadas, que hoje sabemos oferecem ensino de péssima qualidade, e reduziu investimentos nas universidades públicas. Este mesmo senhor quando foi reitor da Unicamp fez uma privatização na surdina ao fazer acordos de "cooperação" com determinadas empresas e colocar todo o corpo docente de algumas faculdades a serviço dessas empresas.

Política de preços A gasolina durante o governo Lula foi reajustada pela Petrobrás apenas duas vezes. Se o preço na bomba de gasolina parece ter subido mais vezes, isso se deve mais às jogadas dos cartéis que controlam os postos que por culpa da Petrobrás.

Já no governo FHC cada vez que o petróleo aumentava lá fora, a Petrobrás repassava o aumento para o preço dos combustíveis no mercado interno. Privatizada, a Petrobrás só fará aumentar os preços dos combustíveis outra vez, pois o objetivo de empresas privadas é sempre obter o maior lucro possível.

Quando Lula assumiu o governo em 2003, o preço do barril de petróleo estava entre 20 e 25 dólares o barril. Hoje este mesmo barril custa cerca de 70 dólares, ou seja, um aumento de 300%. Se Lula mantivesse o mesmo esquema de aumentos praticados pelo governo tucano, o preço da gasolina hoje seria em torno de 5 ou 6 reais por litro.

E como neste país tudo é transportado por caminhões ou veículos que consomem derivados de petróleo, não é difícil concluir que o aumento no preço de combustíveis leva ao aumento de tudo neste país, ou seja, retorno da inflação. E como sabemos a inflação só corrói os salários dos Trabalhadores, já que empresários, banqueiros e proprietários em geral ou conseguem repassar o aumento de custos para o preço final de seus produtos ou acabam jogando suas reservas na especulação financeira.

Logo, a privatização da Petrobrás mete a mão no bolso dos Trabalhadores, pois levará ao aumento de preço dos combustíveis, que gerará um aumento em cadeia de todos os preços praticados no mercado brasileiro, gerando inflação.

Todos devem se lembrar que um saco de 5 quilos de arroz de boa qualidade custava entre 10 e 12 reais em janeiro de 2003 quando Lula assumiu. Hoje graças ao controle da inflação e à redução de impostos sobre produtos na cesta básica, promovidos pelo governo Lula esta mesmo saco de arroz pode ser encontrado a 5 reais, ou seja, metade ou menos do que custava em 2003.

Se você ainda não está convencido pense no seguinte: Será que a política de redução de impostos teria funcionado neste caso se o preço dos combustíveis tivesse triplicado no período?

Podemos citar também o exemplo paranaense. A Copel, companhia de energia elétrica, e a Sanepar, saneamento básico, não foram privatizadas. Continuam estatais. Ambas têm as tarifas de energia e de água mais baratas do país, mantendo um abastecimento até melhor que as empresas privatizadas em outros estados.

O governo FHC (PSDB), que permaneceu aí por oito anos, vendeu quase todas as empresas nacionais para empresas estrangeiras, que hoje nos oferecem serviços péssimos por preços altíssimos. Os serviços de telefonia celular no Brasil, por exemplo, estão entre os mais caros do mundo e não contamos nem com a metade dos serviços prestados lá fora pelas mesma empresas que atuam aqui no Brasil.

Enfim, nem a tão propalada redução de preços, nem a melhoria da qualidade dos serviços, provenientes da concorrência capitalista aconteceu. Ao contrário as empresas conseguem reajustar preços legalmente acima da inflação e além disso prestam péssimos serviços à população.

Tudo isso foi montado pelos tucanos para meter a mão no bolso dos Trabalhadores e transferir riqueza para os mais ricos, sejam eles brasileiros ou estrangeiros. Aliás é aqui que reside toda a competência tucana: montar e legalizar esquemas de transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos.

E esta é a lógica presente no programa do atual candidato tucano. Está bem clara e amarradinha: Privatização, Redução de despesas em Saúde e Educação, Eliminação de direitos trabalhistas como FGTS e abono de férias, entre outros, elevação da idade para aposentadoria. Está tudo amarradinho, pois eles sabem que ao vender as empresas estatais não terão mais verbas para investir em outras áreas.

É por isso que eles dissimulam e ficam tentando cozinhar o galo com denúncias e escândalos, pois é impossível manter os programas sociais, manter o bolsa-família, melhorar a educação e a saúde e reduzir impostos ao mesmo tempo se você não tem empresas estatais que te geram lucro.

Não tem como manter a inflação nos baixos níveis atuais se o Estado Nacional não tiver uma forte política de regulação de preços seja ela direta ou indireta, através de decretos ou por meio das empresas controladas pelo Estado.

As diferenças são grandes e a chamada discussão "ética" está colocada somente para criar uma cortina de fumaça para que o povo não entenda qual é a verdadeira proposta deles: transferir riquezas para os mais ricos.

O modelo petista do governo Lula vai continuar a transferir renda para os mais pobres. Diríamos que nas condições do Brasil atual a transferência de renda para os mais pobres é essencialmente revolucionária. E isso é fundamentalmente diferente do que propõem os néo-liberais do PSDB.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:15 05/10/2006, de Curitiba, PR


Prisão para quem divulgou mentiras e calúnias
Defendemos aqui neste sítio a Liberdade de Expressão e de Imprensa. Defendemos a também o direito e o acesso de todos à verdade.

Exatamente por isso defendemos o indiciamento, julgamento e prisão de todos os jornalistas e seus chefes, donos de empresas de comunicaçãso que nos últimos dias divulgaram mentiras e calúnias na insanidade autoritária e anit-democrática de tentar manipular a opinião pública brasileira.

Pelas informações de que dispõe até agora, a Polícia Federal não reúne indícios do envolvimento do ex-assessor da Presidência Freud Godoy na compra, por petistas, de um dossiê contra tucanos. Caso o inquérito fosse encerrado hoje, a PF não indiciaria Freud.

Até mesmo o procurador da República Mário Lúcio Avelar, que pediu duas vezes a prisão temporária de Freud, compartilha agora da tese dos policiais. Após o segundo depoimento de Freud à PF, na última sexta-feira, Avelar revelou que não encontrou até agora elementos para acreditar na participação do ex-assessor de Lula.

Outros envolvidos nestes processos todos, sejam eles, advogados, delegados, promotores, procuradores da República, ex-presidentes, presidentes de partidos políticos, que fizeram acusações sem provas devem ser indiciados como criminosos que são por falsidade ideológica e desrespeito a democracia e a constituição do país.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:59 04/10/2006, de Curitiba, PR


Depois de se juntar com a direita,
PPS se separa de parte dela
O segundo turno destas eleições serão mais emocionantes do que esperávamos. Em primeiro lugar porque não esperávamos que houvesse segundo turno. Em segundo lugar porque as alianças fisiológicas feitas no primeiro turno entre parte da esquerda com a direita começa a fazer água.

A candidata do PPS, Denise Frossard, que até ontem morria de amores pelo tucano descobriu que "Ele (Alckmin) mostrou que não gosta do Rio de Janeiro. Definitivamente não gosta do Rio. Retiro o meu apoio e vou seguir o meu caminho", disse a candidata a jornalistas antes de seguir para a região serrana do Rio.

A candidata, em sua miopia eleitoral e regional, confirmou que não vai apoiar nenhum dos candidatos à Presidência no segundo turno. "Vou anular o meu voto. Agora vou me dedicar e me preocupar somente com a minha candidatura aqui no Rio", acrescentou.

Denise Frossard enfrentará Sérgio Cabral (PMDB) no segundo turno da eleição para o governo do Rio.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:49 04/10/2006, de Curitiba, PR


César Maia do PFL-RJ abandona Alckmin
O anúncio do apoio de Garotinho a Alckmin fez com que o prefeito César Maia, do PFL, afirmasse em 04 de outubrode 2006 que, a partir de agora, a campanha do tucano no Estado passa a ser gerida exclusivamente pelo PSDB.

"O Alckmin passeia com o Garotinho e nós andamos com a Denise Frossard. Nós queremos essas águas bem separadas", declarou Maia.

O direitista Maia, desde sua lógica regional, mesmo aliado ao antigo partido comunista, demonstra ser mais coerente que os tucanos...

É, administrar as diversidades regionais brasileiras é bem mais complicado que se juntar a um bando de empresários paulistas. Felizmente o Brasil não é São Paulo...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:45 04/10/2006, de Curitiba, PR


Perguntas presentes
Por Janio de Freitas

A hipótese de que a história do dossiê tenha propósitos diferentes dos supostos até aqui não deixa de fazer sentido

A resposta dos votos não eliminou a segunda interrogação presente na conduta do eleitorado: o terremoto que, no último momento, atingiu o intervalo entre as preferências por Lula e por Alckmin foi provocado pela ausência do candidato-presidente ao debate, na TV Globo, ou pelo sentido ambíguo da exibição do dinheiro destinado, até onde se sabe, a prejudicar José Serra?

A questão é mais relevante do que parece. No caso de influência predominante da falta ao debate, seria a segunda participação determinante desses programas de TV em eleições presidenciais com a participação de Lula. E ambas de conseqüências desfavoráveis a Lula. A primeira delas, o seu debate com Collor, no qual o pobre desempenho que teve foi agravado, em exibições no dia seguinte, por remontagem adulteradora e demolidora feita por um então diretor da TV Globo.

A ausência, agora, foi da sua estrita decisão de "não se submeter aos insultos combinados dos adversários", embora as condições do debate estivessem aprovadas por assessores seus. E previam a repressão a insulto. Mas, vá lá, o insulto feito não seria tirado.

Sobreveio então, nos dois dias seguintes, a superexposição na TV e em jornais, em intensidade e em dimensões, de reportagens locais e alegadas repercussões da ausência, como jamais foi feito em relação às ausências de Fernando Henrique nas eleições passadas. Nem agora, por exemplo, em ausência idêntica de Aécio Neves.

Se a falta de Lula ao debate teve influência no movimento do seu eleitorado, isso foi produzido por um programa no portal da madrugada ou pelo volume e modalidade da repercussão que lhe foi dada em quase todos os principais meios de comunicação? O provável é jamais termos a resposta. Nem por isso a indagação deixa de ser útil para considerações futuras sobre o processo eleitoral brasileiro, a relação entre ele, os meios de comunicação e outros aspectos da atividade política, e mais ainda.

Na hipótese de maior influência do dinheiro fotografado, uma constatação é imediata: o contrabando das fotos para jornais e TV, menos de 48 horas antes da votação, teve o intuito de influir na disposição de possíveis eleitores de Lula, ou de Mercadante, ou de ambos. A longa vantagem de Serra torna apenas figurativa a inclusão do Mercadante batido por antecipação.

Lula foi o alvo certo. E sua recente hipótese de que toda a história do dossiê tenha origem e propósitos diferentes dos supostos até aqui, na mídia e mesmo na investigação oficial, não deixa de fazer sentido. Claro que esse sentido será logo carimbado de vício da teoria conspiratória -carimbo que é um vício.

Mas o comportamento noticiado, e já bem comentado por Elio Gaspari, do procurador da República em Mato Grosso, Mário Lúcio Avelar, tem conexões esquisitas com declarações e comportamentos do delegado Edmilson Pereira Bruno, que fez, entre outras coisas, a distribuição sub-reptícia das fotos, mentiu negando-a, e terminou por confirmá-la. Foi também em plantão seu, talvez não só por acaso, que se deu a prisão dos que aguardavam, no hotel, a entrega do dossiê (até então, um DVD vazio). Isso, como parte da inexplicada precipitação de prisões em Mato Grosso e em São Paulo, evitando o flagrante, sempre desejado pela polícia e pelo Judiciário, da tal compra e venda do dossiê. A história desta eleição não parece encerrar-se nas votações.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 17:36 04/10/2006, de Curitiba, PR


Maldades da Seara/Cargill: Juliane dos Santos Silveira, 22 anos
Por Leonardo Wexell Severo

Juliane dos Santos Silveira, 22 anos, trabalhava na desossa de frango da Seara-Cargill em Sidrolândia, no interior do Mato Grosso do Sul. Desde os 18 anos na unidade, vestia a camisa da empresa, "do jeito que eles queriam". Com o filho pequeno para sustentar, trabalhava doente mesmo. "Porque os chefes não gostam que haja afastamento, não aceitam mesmo. A gente não quer perder o emprego, né?".

E assim foi, até que vieram os piques de produção para exportação e a dor foi ficando mais forte, insuportável. Ficou impossível de mexer o braço e, com a evolução da lesão por esforço repetitivo, o pequeno João Vitor, com seus três anos, passou de peso pena para peso pesado. Aí, enfrentando o medo natural de uma mãe que conhece suas necessidades e o histórico de perseguições desta multinacional norte-americana, Juliane procurou o médico da empresa, já que os funcionários contam com plano médico da Unimed. "Fiz um ultrassom, mas a Cargill não aceitou, dizendo que eu precisava fazer um exame mais completo. Solicitei a ressonância magnética e quando cheguei na empresa com o resultado, não quiseram nem ver, fui demitida no ato. Eles já sabiam o que tinham feito comigo..."

RITMO INTENSO

Conforme denuncia Juliane, além do ritmo imposto pelas nóreas - as correias que transportam o frango na linha de produção - ser muito intenso, ele é agravado ainda mais porque os 20 trabalhadores do setor acabam tendo de responder pela baixa produtividade de novatos, dos que faltam, e pior, da conjunção dos dois fatores.

Ao relato feito sexta-feira por telefone, somaram-se envios de fax com os laudos, e-mails com fotos e o som de João Vitor ao fundo, brincando no Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Sidrolândia, o Sindaves.

"Não posso mais abraçar o João Vitor, não posso mais pegar o meu filho no colo porque de repente ele ficou grande e pesado. Você sabe o que é isso? Um braço que não serve para nada aos 22 anos porque te usaram e deram um chute no traseiro... As dores continuam e os remédios são bem caros. O tandrilax, para a dor, cada caixinha com 20 unidades é R$ 40,00. E eu fui mandada embora sem ter passado por nenhum ortopedista. Demitida, fecharam-se as portas para tudo. Não tenho mais a Unimed e o INSS demora. O problema é que há indicação para operar e eu estou na fila, desempregada", relata a jovem.

AFASTAMENTO

No laudo da Prefeitura Municipal de Sidrolândia, que solicita o afastamento da produção por tempo indeterminado, o ortopedista Luís Otávio Rocha avalia que a paciente apresenta trauma no ombro esquerdo com limitação funcional, apresentando tendinoplatia do supraespinhoso associado à lesão que indica necessidade de intervenção cirúrgica.

O exame realizado pela Unidade de Diagnósticos Avançados de Campo Grande mostra "hiperintensidade envolvendo o tendão supraespinhoso, hiperintensidade linear oblíqua no lábio posterior da glenóide, diminuto cisto subcondral, na porção distal do acrômio com redução da articulação acrômio-clavicular...". A conclusão: "tendinopatia do supraespinhoso, sinais de lesão labral posterior e artrose incipiente acrômio clavicular".

LESÕES

Conforme Juliane, a lesão atua na junta, em cima do ombro e vem direto da coluna. Também está comprometido o músculo que sai direto da coluna por cima da clavícula. "Na prática isso quer dizer que não posso pegar nada com o braço esquerdo no alto, nem posso levantar nada pesado, senão o braço incha e a dor..." A frase fica inconclusa, quando a voz volta à carga como um chicote: "O problema é que meu braço está encaminhado para operar e eu fui demitida. Se há rompimento dos tendões e lesões que não me deixam trabalhar, eu adquiri essa doença na empresa, que deve ser responsabilizada. Até para que parem de lesionar".

DESPERTAR

Passados três meses da arbitrária e ilegal demissão, caiu a ficha e Juliane procurou o Sindaves para garantir seus direitos.

"Infelizmente este é mais um caso entre muitos na Cargill. O mais triste é saber que temos dentro da empresa uma infinidade de trabalhadores doentes, um número absurdo mesmo, que vão segurando até quando não podem aguentar mais. Eles sabem que, para a empresa, são um objeto descartável", denunciou a secretária geral do Sindicato, Luciene Leni Lopes Ferreira. Segundo a sindicalista, agora é correr atrás da ação indenizatória, porque há ruptura no tendão e mesmo o braço parado machuca. "É como se ela estivesse com um osso roendo o outro, gasto, sentindo dor. Vamos batalhar para garantir o afastamento pelo INSS e daremos a entrada para que Juliane conte com os benefícios. Mas o mais importante é que vamos acionar a empresa, que deve ser penalizada pelas lesões e mutilações que se multiplicam em suas unidades pelo Brasil afora", concluiu Luciene.
Enviada por Nilson Antonio, às 17:01 04/10/2006, de Jaraguá do Sul, SC


O que está em jogo no segundo turno???
Por Emir Sader

O que está em jogo no segundo turno não é apenas se a Petrobrás vai ser privatizada ? como afirma o assessor de Alckmin, Mendonça de Barros à revista Exame ? e, com ela, o Banco do Brasil, a Caixa Economia Federal, a Eletrobrás.

O que está em jogo no segundo turno não é apenas se os movimentos sociais voltarão a ser criminalizados e reprimidos pelo governo federal.

O que está em jogo no segundo turno não é apenas se o Brasil seguirá privilegiando sua política externa de alianças com a Argentina, a Bolívia, a Venezuela, o Uruguai, Cuba, assim como os países do Sul do mundo, ao invés da subordinação à política dos EUA.

O que está em jogo no segundo turno não é apenas se retornará a política de privataria na educação.

O que está em jogo no segundo turno não é apenas se a política cultural será centrada no financiamento privado.

O que está em jogo no segundo turno não é apenas se teremos menos ou mais empregos precários, menos ou mais empregos com carteira de trabalho.

O que está em jogo no segundo turno não é apenas se haverá mais ou menos investimentos públicos em áreas como energia, comunicações, rodovias, saneamento básico, educação, saúde, cultura.

O que está em jogo no segundo turno não é apenas se seguiremos diminuindo as desigualdades no Brasil mediante políticas sociais redistributivas ? micro-crédito, aumento do poder aquisitivo real do salário mínimo, diminuição do preço dos produtos da cesta básica, bolsa-família, eletrificação rural, entre outros ? ou se voltaremos às políticas tucano-pefelistas do governo FHC.

O que está em jogo no segundo turno é tudo isso ? o que, por si só, é de uma enorme proporção e já faz diferença entre os dois candidatos. O que está sobre tudo em jogo nos segundo turno é a inserção internacional do Brasil, com conseqüências diretas para o destino futuro do país.

Com Lula se manterá a política que privilegia a integração regional e as alianças Sul/Sul, que se opõem à Alca em favor do Mercosul. Com Alckmin se privilegiariam as políticas de livre comércio: Alca, assinatura de Tratado de Livre Comércio com os EUA, isolamento da Alba, debilitamento do Mercosul, da Comunidade Sul-Americana, das alianças com a África do Sul e a Índia, o Grupo dos 20.

O que está em jogo no segundo turno é a definição sobre se o Brasil vai subordinar seu futuro com políticas de livre comércio ou se o fará em processos de integração regional. Isso faz uma diferença fundamental para o futuro do Brasil e da América Latina. Adotar o livre comércio é abrir definitivamente a economia do país para os grandes monopólios internacionais ? norte-americanos em particular -, é renunciar a definir qualquer forma de regulamentação interna ? de meio ambiente, de moeda, de política de cotas, etc. É condenar o Brasil definitivamente à centralidade das políticas de mercado, com a perpetuação das desigualdades que fazem do nosso o país mais injusto do mundo.

O que está em jogo no segundo turno então é se teremos um país menos injusto ou mais injusto, se teremos um país mais soberano ou mais subordinado, se teremos um país mais democrático ou menos democrático, se teremos um país ou se nos tornaremos definitivamente em um mercado especulativo e nos consolidaremos como um país conservador dirigido pelas elites oligárquicas (como um mistura de Daslu mais Opus Dei). Se seremos um país, uma sociedade, uma nação ? democrático e soberanos - ou se seremos reduzidos a uma bolsa de valores, a um shopping center cercado de miséria por todos os lados.

Tudo isto está em jogo no segundo turno. Diante disso ninguém pode ser neutro, ninguém pode ser eqüidistante, ninguém pode ser indiferente.

Enviada por Hugo Chimenes, às 16:56 04/10/2006, de São Borja, RS


Chico buarque se posiciona sobre o momento político brasileiro
A cada uma de suas entrevistas, o compositor e cantor Chico Buarque de Holanda sempre surpreende por sua lucidez e enorme coerência.

Agora, no lançamento do seu novo CD, Carioca, ele novamente brilhou ao falar sobre a situação política brasileira.

A direita deve ter ficado furiosa, com saudades dos tempos da ditadura militar que o perseguiu e censurou; a esquerda "rancorosa" deve ter ficado ressentida com seus irônicos comentários; já os setores da sociedade que, mesmo críticos das limitações do governo Lula, não perderam a perspectiva, ganharam novo impulso criativo para a sua atuação. Mas é melhor deixar o poeta faiar, pinçando trechos das suas entrevistas na revista Carta Capital e no jornal Folha de S.Paulo.

Sobre a crise politica

É claro que esse escândalo abalou o governo, abalou quem votou no Lula, abalou sobretudo o PT. Para o partido, esse escândalo é desastroso. O outro lado da moeda é que disso tudo pode surgir um partido mais correto, menos arrogante. No fundo, sempre existiu no PT a idéia de que você ou é petista ou é um calhorda. Um pouco como o PSDB acha que você ou é tucano ou é burro (risos).

Agora, a crítica que se faz ao PT erra a mão. Não só ao PT, mas principalmente ao Lula. Quando a oposição vem dizer que se trata do governo mais corrupto da história do Brasil é preciso dizer 'espera aí'. Quando aquele senador tucano canastrão diz que vai bater no Lula, dar porrada, quando chamam o Lula de vagabundo, de ignorante - aí estão errando muito a mão. Governo mais corrupto da história? Onde está o corruptômetro?

É preciso investigar as coisas, sim. Tem que punir, sim. Mas vamos entender melhor as coisas. A gente sabe que a corrupção no Brasil está em toda parte. E vem agora esse pessoal do PFL, justamente ele, fazer cara de ofendido, de indignado. Não vão me comover...

Preconceito de classe

O preconceito de classe contra o Lula continua existindo - e em graus até mais elevados. A maneira como ele é insultado eu nunca vi igual. Acaba inclusive sendo contraproducente para quem agride, porque o sujeito mais humilde ouve e pensa: 'Que história é essa de burro!?

De ignorante!? De imbecil!?'. Não me lembro de ninguém falar coisas assim antes, nem com o Collor. Vagabundo! Ladrão! Assassino! - até assassino eu já ouvi. Fizeram o diabo para impedir que o Lula fosse presidente. Inventaram plebiscito, mudaram a duração do mandato, criaram a reeleição. Finalmente, como se fosse uma concessão, deixaram Lula assumir. 'Agora sai já daí, vagabundo!'.

É como se estivessem despachando um empregado a quem se permitiu o luxo de ocupar a Casa Grande. 'Agora volta pra senzala!'. Eu não gostaria que fosse assim.

A economia não vai mudar se o presidente for um tucano. A coisa está tão atada que honestamente não vejo muita diferença entre um próximo governo Lula e um governo da oposição. Mas o país deu um passo importante elegendo Lula. Considero deseducativo o discurso em voga: 'Tão cedo esses caras não voltam, eles não sabem fazer, não são preparados, não são poliglotas'. Acho tudo isso muito grave.

Hoje eu voto no Lula. Vou votar no Alckmin? Não vou. Acredito que, apesar de a economia estar atada como está, ainda há uma margem para investir no social que o Lula tem mais condições de atender. Vai ficar devendo, claro. Já está devendo. Precisa ser cobrado. Ele dizia isso: 'Quero ser cobrado, vocês precisam me cobrar, não quero ficar lá cercado de puxa¬sacos'. Ouvi isso dele na última vez que o vi, antes dele tomar posse, num encontro aqui no Rio.

Sobre o PSOL

Percebo nesses grupos um rancor que é próprio dos ex: ex-petista, ex-comunista, ex-tudo. Não gosto disso, dessa gente que está muito próxima do fanatismo, que parece pertencer a uma tribo e que quando rompe sai cuspindo fogo. Eleitoralmente, se eles crescerem, vão crescer para cima do PT e eventualmente ajudar o adversário do Lula.

Papel da mídia

Não acho que a mídia tenha inventado a crise. Mas a mídia ecoa muito mais o mensalão do que fazia com aquelas histórias do Fernando Henrique, a compra de votos, as privatizações. O Fernando Henrique sempre teve uma defesa sólida na mídia, colunistas chapa-branca dispostos a defendê-Io a todo custo. O Lula não tem. Pelo contrário, é concurso de porrada para ver quem bate mais.

Eu voto no Lula!
Enviada por Maurício Minolfi, às 16:52 04/10/2006, de Curitiba, PR


O que Alckmin fez por São Paulo fará pelo Brasil: irregularidades tucanas
Enquanto alguns jornalistas se divertem publicando denúncias e calúnias contra Lula e PT, por vezes contando com uma forcinha degente do próprio PT e da esquerda que só consegue enxergar o próprio umbigo, Alckmin, FHC e os tucanos continuam aprontando contra o Estado Brasileiro e contra o patrimônio público.

A vendida grande imprensa até chega publicar alguma coisa, mas não dá a devida repercursão aos fatos da privataria tucana, mas veja nos links abaixo o que o tucano Alckmin já fez por São Paulo:

ROMBO DE 1,2 BILHÃO NAS CONTAS DO ESTADO
http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1160666-EI306,00.html

AJUDANDO OS ALIADOS
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u76962.shtml

INGERÊNCIA NAS LICITAÇÕES DA NOSSA CAIXA
http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=258037

MAIS FAVORECIMENTOS POLÍTICOS
http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=257278

USANDO A GRANA PRA BANCAR SUA REVISTINHA
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u77210.shtml

AJUDANDO O FILHÃO:
http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI957775-EI306,00.html

AJUDANDO A ESPOSA LÚ:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u77217.shtml

MAIS DA PATROA LÚ
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u117502.shtml

UM GRANDE HOMEM, UMA GRANDE HISTÓRIA
http://www.consciencia.net/brasil/03/cardoso.html

BARRANDO UMA DAS 69 CPI's
http://www.estadao.com.br/ultimas/nacional/noticias/2006/mar/28/345.htm

Nova comunidade: Alckmin - O especialista em caixa 2
http://www.estadao.com.br/ultimas/nacional/noticias/2006/mar/28/345.htm

Nota da redação: Se no Palácio dos Bandeirantes ele promoveu essa suruba toda, imaginem o que será capaz de fazer quando estiver no Palácio do Planalto.

Certamente superará as sacanagens promovidas por Bill Clinton, na Casa Branca, assim como as do padres pedófilos no porões e sacristias pelo mundo afora.

E ainda tem gente que ahca que o cara é ético e honesto...
Enviada por Valter Sanches, às 16:38 04/10/2006, de Curitiba, PR


Dossiê sanguessugas
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Por Norian Segatto

Há algumas eleições passadas, perguntado por repórteres sobre seu prognóstico, o ex-vice-presidente Marco Maciel saiu com a máxima ?só faço previsão sobre o passado?. O conservador político queria dizer que a política envolve tantos e tão complexos elementos, que tudo pode mudar da noite para o dia.

E foi quase isso que se viu nas eleições de domingo. Uma semana antes ninguém apostava em um segundo turno nas eleições presidenciais, mas uma série de eventos acabou mudando o curso das coisas. A história tem pernas próprias, mas, nesse caso, ela pegou uma generosa carona da mídia, do delegado que protagonizou o escândalo do dossiê dos sanguessugas, da ala jogo sujo do PSDB.

O tal delegado prendeu os envolvidos, divulgou as fotos do dinheiro para a imprensa, que alegremente publicou sem se dar conta de que o processo corria em sigilo. Em outras ocasiões, como a do dossiê Cayman (que envolvia a cúpula do PSDB com remessa ilegal de dólares ao exterior), a imprensa se recusou a publicar os fatos conhecidos, alegando que o processo corria em segredo. Desta vez, porém, mesmo sabendo da origem promíscua das fotos, a ânsia em fazer campanha para o tucanato falou mais alto. Do conteúdo do dossiê, praticamente nenhuma linha.

Na revista Carta Maior, o jornalista Flávio Aguiar traça um provável roteiro das armações ocorridas desde que a ?operação tabajara? para a compra do dossiê foi desmantelada. Siga o roteiro e tire suas conclusões:

1. 1) Na sexta-feira, 15 de setembro, data marcada pelos Vedoins para entrega do dossiê Serra/Sanguessua a um grupo de petistas, num hotel em SP, o delegado de plantão na PF na capital paulista era Edmilson Pereira Bruno;

2) O delegado prendeu os petistas em flagrante no hotel Ibis. Antes mesmo que os presos fossem conduzidos à sede da PF, em SP, uma equipe de TV da produção do programa do candidato Geraldo Alckmin já estava a postos no local, para filmar a chegada dos detidos e usar as imagens no horário eleitoral do tucano. A equipe de Alckmin demonstrou agilidade superior a de qualquer órgão da grande imprensa, no principal centro jornalístico do país;

3) No dia 18, três dias depois desses acontecimentos, o delegado Bruno foi afastado do caso após declarar que o suposto dossiê Serra/Sanguessuga continha mais de duas mil folhas e implicava todos os partidos. Na verdade, o que tinha mais de duas mil folhas era o inquérito que investigava a ação dos sanguessugas em Cuiabá;

4) Dez dias depois, na quinta-feira, dia 28, o mesmo delegado Bruno invade uma sessão de perícia na qual dois técnicos da PF fotografavam o dinheiro supostamente utilizado para comprar o dossiê Serra/Sanguessuga;

5) O delegado Bruno alega aos peritos que havia sido reconduzido ao caso. Enquanto eles realizavam seu trabalho, o delegado sacou uma máquina digital e fez 23 fotos do dinheiro;

6) Nos dias anteriores, à medida que se aproximava a data do pleito e a vitória de Lula no primeiro turno mostrava-se cada vez mais provável, Alckmin e todo o PSDB, bem como seus ventríloquos na mídia, elevaram o tom das cobranças. A artilharia tucano-pefelê-midiática centrava fogo em duas cobranças: a liberação das fotos do dinheiro pela PF e a presença de Lula no debate da Globo, marcado para o dia 28, quinta-feira, à noite;

7) Lula, na última hora, decidiu não ir ao debate prevendo um "massacre orquestrado" da oposição contra o seu governo;

8) O presidente escapou do massacre, que de fato ocorreu, e teve ampla repercussão no JN e nos diários. Mas não escapou das fotos;

9) Na sexta-feira, dia 29, pela manhã, o delegado Bruno pessoalmente entregou cópias em CDs das fotos que havia feito a três jornalistas em frente do prédio da PF, em SP. Sequer marcou um encontro em local mais Discreto. Segundo o jornalista Bob Fernandes do site Terra Magazine, teria explicado assim seu gesto aos repórteres: "Quero f... Com o Lula e o PT";

10) No mesmo dia, quando as fotos já circulavam na Internet ? divulgadas pela Agência Estado ?, o delegado procurou superiores e informou: "Estou desesperado, pegaram uma cópia das fotos que eu havia feito";

11) Pouco depois, em entrevista à mesma Agência Estado que havia distribuído as fotos e sabia sua origem, o delegado Bruno afirmou: "Estão veiculando que eu cedi o CD. Eu não cedi este CD. Eu não sei se é para me prejudicar ou não. Não sei quem foi o autor do crime, mas não fui eu que distribuí o CD". O delegado afirmou ainda nessa entrevista, divulgada amplamente por um veículo que sabia de antemão a versão verdadeira, que as fotos haviam sumido do seu arquivo pessoal;

12) No sábado, dia 30, as fotos dominaram o noticiário das TVs e as primeiras páginas de todos os jornais. No Globo, a foto ocupou mais de metade da página frontal. A Folha foi além e optou por uma composição grotesca. Sob a pilha de dinheiro colocou uma foto de Lula encapuzado, enquanto vestia um casaco. Uma mão apertada sobre o seu ombro sugeria um caso de detenção. Um truque de composição fotográfica reduziu o Presidente e induzia os leitores a enxergarem-no como um marginal preso em flagrante, a 48 horas do pleito presidencial;

13) Todos os jornais publicaram as imagens do dinheiro sem identificar a origem das fotos. Nenhum informou as palavras ditas pelo ofertante ? ainda que sua identidade fosse mantida em sigilo: "quero fu.. com Lula e com o PT";

14) No domingo, finalmente, os jornais traziam uma entrevista do delegado Bruno. Nela, o policial admite que fez e distribuiu as fotos ? o que antes havia negado peremptoriamente e os jornais ? embora sabendo que era mentira ? publicaram e atestaram a verdade. O delegado, porém, insiste, desta vez, que eu gesto não teve motivação política e nega qualquer ligação com a campanha tucana. Os jornais de novo publicam suas declarações sem contextualizá-las;

15). No mesmo domingo, dia do pleito, os jornais afirmam que o desgaste desse episódio reduziu dramaticamente a vantagem anterior de Lula nas pesquisas de intenção de voto, referentes ao primeiro turno. Segundo as novas enquetes, mesmo no segundo turno, a reeleição do presidente agora se tornara incerta;

16) Tudo fica como dantes no quartel do Abrantes. A imprensa continua a acobertar e a ser cúmplice do crime de violação do segredo de justiça. Por quê? Porque ao invés dos eventuais crimes cometidos por petistas, desta vez os crimes a interessam, e favorecem seu candidato, Geraldo Alckmin?.
Enviada por Nilson Antonio, às 16:18 04/10/2006, de Jaraguá do Sul, SC


O que está em causa
Os adversários de Lula e do povo neste 2º turno serão os senhores do poder econômico, que controlam a maioria dos meios de comunicação. Esses tradicionais donos do Brasil farão de tudo para impedir a continuidade do processo de construção de uma nova cidadania no país.

Por Mauro Santayana

Como é bom manter a prudência, devemos esperar o encerramento das apurações, a fim de saber se o presidente Lula será ou não eleito no primeiro turno, neste domingo. Discutia-se, sexta-feira, se ele fez bem, ou não, em comparecer ao debate realizado nos estúdios da maior emissora de televisão do país. Todas as decisões desta natureza são arriscadas. Se Lula comparecesse, perderia; se não comparecesse, perderia também.

Se comparecesse, estaria confrontando-se a uma coligação ocasional de todos os outros candidatos com o propósito de o acossar. Foi uma decisão pessoal, como pessoal foi a decisão de Aécio Neves em não comparecer ao debate com seu adversário Nilmário Miranda. Tanto assim que o governador de Minas, ao ser interpelado pelos jornalistas, disse que Lula agira de acordo com sua consciência, e deve ser respeitado em sua decisão.

Os candidatos que se encontram bem colocados nas pesquisas costumam esquivar-se desses confrontos, que nada podem acrescentar ao seu desempenho. Relembre-se que Fernando Henrique também não compareceu a debates para os quais foi convidado. Mas não foi em razão disso que Lula deixou de comparecer. Com certeza ele ganharia o debate, já que dispõe de números contra o desempenho de seus opositores - por oito anos no governo federal, e por doze anos no Estado de São Paulo - que os esmagaria.

Mas Lula parece preocupado com a governabilidade do País, e não desejar que o clima de confronto chegue a um ponto sem volta, como querem, entre outros, Fernando Henrique. Para o ex-presidente, hoje gozando do ócio, o dilúvio seria a glória.

Mais do que o debate em si, o que alguns de seus conselheiros temiam era a edição da matéria pelos noticiários da televisão. Lembro-me, e muito bem, do que foi o debate de 1989, entre o atual presidente e Fernando Collor, pela Rede Globo. Assisti ao debate em companhia de Pimenta da Veiga ? que então apoiava Lula ? e ambos, veteranos no acompanhamento dos fatos políticos , concluímos que Lula havia vencido a disputa, não obstante as terríveis pressões emocionais daquelas horas.

Mas, no dia seguinte, a versão do debate, com sua edição, depois confessadamente manipulada por conhecidos jornalistas da emissora, fez do claro, escuro, ao suprimir frases, desviá-las de seu contexto, explorar as imagens, cortá-las, mesclá-las. Lula foi visto como um pobre coitado, acabrunhado, diante de um Collor flamejante, inteligente e ? quem diria? - irretocável moralista. Essa manipulação foi decisiva para que Lula perdesse aquela eleição.

Ficou muito claro, nesta etapa final da campanha, que os inimigos não descansam, nem mandam flores. Os tucanos, que não explicaram, nem nunca explicarão o que fizeram do patrimônio nacional, nem os casos conhecidos e evidentes de corrupção e de desvio de dinheiro do Estado, durante os oito anos de Fernando Henrique, valem-se de episódios, ainda não muito esclarecidos, que estão sendo investigados pela Polícia Federal, por iniciativa do próprio governo, para tentar desmoralizar o atual Presidente da República.

Já é notório que todos os casos clamorosos ocorridos no âmbito do Ministério da Saúde começaram no governo anterior, tanto assim que a imensa maioria das ambulâncias superfaturadas foram fornecidas pela Planam antes do atual mandato, e que o maior número de prefeituras envolvidas (128) eram, ou são, do PSDB.

O mais grave foi a violação do segredo de justiça e a divulgação das fotos do dinheiro apreendido (cuja origem ainda não foi identificada). Confirmou-se, no episódio, o facciosismo do TSE, ao permitir essa divulgação, com notórios fins de confusão da opinião pública, além de haver notificado apenas uma parte dos envolvidos, preservando os ligados ao PSDB, como o Sr. Abel Pereira.

Lula cometeu erros políticos lamentáveis ao imaginar que a vitória de há quatro anos era sobretudo a de seu grupo do ABC, aos quais se juntaram, em sua ascensão política, recém-chegados de todas as procedências. É provável que se tenha dado conta de que seus eleitores não são os sindicalistas do ABC, mas, sim, os injustiçados e oprimidos do Brasil inteiro.

Além disso foi compelido, pela necessidade de obter maioria parlamentar, a aliar-se a determinados partidos, alguns deles chefiados por personalidades controvertidas. O PT, sempre conturbado por divisões internas, não planejou, estratégica e taticamente, sua ação político-eleitoral nestes quatro anos de poder. E planejamento foi o que não faltou aos seus adversários.

Por isso eles puderam organizar-se, mantendo a iniciativa para solapar o governo e corroer, em tudo o que puderam, o prestígio do Presidente junto à classe média ? já que atingir a população mais pobre, e diretamente beneficiada pelo Presidente, era mais difícil.

Assim, tendo em vista os seus objetivos essenciais, o que os tradicionais donos do Brasil, não queriam admitir, e tudo farão para impedir, é o processo, que se intensifica, de construção de uma nova cidadania. Os cidadãos se fazem na mesma medida em que se libertam das peias da fome, do medo da morte, do desconforto da falta de assistência médica digna, do terror de sair de casa de madrugada, em busca do ônibus que o levará ao trabalho, ser assaltado e, muitas vezes, morto, pelo próprio vizinho da favela em que reside.

Lula pensou nessa gente. Para dizer a verdade, poucos têm sido os que nela pensam. Na Presidência da República, só dois dos antecessores de Lula pensaram prioritariamente nos pobres, Vargas e Juscelino ? e Vargas, façamos justiça histórica, mais do que Juscelino. Vargas, pensando nos pobres, também não descuidou da boa administração pública, instituindo o sistema de concursos que dava oportunidade a todos.

Um dos mais lamentáveis delitos sociais do passado recente foi a terceirização de serviços públicos, incluídos os da segurança, agravado durante o governo neoliberal do Sr. Fernando Henrique Cardoso. Os trabalhadores são tratados como se fossem "escravos de ganho", do Império, que eram alugados pelos seus senhores. Tal como os escravocratas do segundo reinado, esses nouveaux riches, muitos deles com mandatos parlamentares, reúnem seus esforços contra a decisão de Lula de acabar com esse sistema odioso de exploração do trabalho.

É isso que faz a aliança de setores das elites com uma parcela alienada da classe média, que se informa pela televisão, entrega sua emoção às telenovelas e sua formação a porta-vozes do pensamento conservador, aos quais se abrem muitos dos principais meios de comunicação, no seu desesperado empenho contra Lula. Não lhes importa que a política econômica venha tendo êxito que os beneficia.

Eles não têm um projeto positivo para a nação, mas um projeto negativo, um projeto de classe. Eles esperavam, de alguma forma, que, no poder, Lula se comportasse como um cooptado, como se têm comportado muitos dos que se proclamaram esquerdistas no passado, entre eles Fernando Henrique Cardoso.

Lula, com habilidade e a intuição dos que não renegam sua classe, manteve-se no compromisso com a maioria do povo brasileiro. Sim, houve corrupção e é lamentável que tenha havido, embora comprometendo uma ínfima parcela de petistas e cifras modestas (quando comparadas com as envolvidas nos escândalos anteriores, como os das privatizações). Mas ninguém fala mais na compra dos votos para a aprovação da emenda da reeleição de Fernando Henrique.

Tampouco se fala mais na Daslu, com suas empresas fantasmas, intransigentemente defendida pelo Sr. Geraldo Alckmin, quando a Polícia Federal e os fiscais da Receita invadiram aquele templo de ostentação e humilhação aos pobres brasileiros, para ali colher provas de contrabando e sonegação tributária. Ninguém fala tampouco no rombo monumental que o ex-governador Geraldo Alckmin deixou nas contas públicas, o que transgride a famosa Lei de Responsabilidade Fiscal criada pelos próprios tucanos, e está levando o honrado governador Cláudio Lembo a esforços consideráveis para não se tornar réu de uma transgressão de seu antecessor. Mas os adversários de Lula e do povo são os senhores do poder econômico e controlam a maioria dos meios de comunicação.

Os eleitores tiveram a sua consciência esmagada pelos interessados em que o povo permaneça ignorante, oferecendo a sua mão de obra barata aos donos do poder, como os antigos servos da gleba se apresentavam aos barões da terra com a corda no pescoço. Mas, se todas essas coisas fossem conhecidas, e levassem o povo a pensar com calma, a vitória de Lula já estaria assegurada domingo.

Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de que foi colunista político e correspondente na Península Ibérica e na África do Norte.
Enviada por Almir Américo, às 16:12 04/10/2006, de São Paulo, SP


Danuza Leão desabafa: enfim livre para expressar o ódio de classe
A seguir uma análise publicada no site do jornalista Luiz Carlos Azenha, "Vi o Mundo", uma fonte de água fresca e limpa em meio ao deserto que é a imprensa brasileira

Antes que Geraldo Alckmin conseguisse avançar para o segundo turno das eleições, os analistas tucanos chegaram perto de dizer a frase clássica: o povo brasileiro não sabe votar.

Agora vão dizer que sabe, ainda mais quando vota com a gente para aposentar o Lula.

Gilberto Freyre, descanse em paz, que ainda tem gente que pretende dividir este país em casa grande e senzala.

Nhonhô e sinhá acham que devem escolher os candidatos certos.

Pois eu acho que Fernando Collor e Paulo Maluf conquistaram mandatos legítimos.

Se vão ou não ficar longe da cadeia é outra história.

Depende da futura atuação da Polícia Federal , que andou mexendo em vespeiro, apurando negócios de gente acostumada ao contrabando e à sonegação de impostos.

Nada que não possa ser desfeito, em futuro próximo.

Em outro comentário afirmei que nossos comentaristas estavam defasados em relação às mudanças que aconteceram no Brasil.

Para desqüalificar uma eventual eleição de Lula em primeiro turno, eles já ensaiavam um coro: a velha história de que o Brasil atrasado, dos grotões, daria outro mandato ao presidente.

Quando eles falam em Brasil atrasado querem dizer, sem dizer, que os paraíbas nunca aprendem.

Em meu comentário, eu dizia que graças à ascensão social da classe C, resultado de doze anos de políticas públicas de transferência de renda e de avanços significativos obtidos durante o governo Lula, os coronéis locais estavam tendo seu poder qüestionado nas franjas.

É importante notar que este poder foi mantido, essencialmente, através de concessões de rádio e tevê obtidas em troca de favores durante os mandatos de José Sarney e Fernando Henrique Cardoso.

O resultado mais interessante da eleição, até agora, foi sem dúvida a vitória do petista Jacques Wagner para governador da Bahia.

A oligarquia perdeu seu coronel mais simbólico, Antônio Carlos Magalhães.

Roseana Sarney, senhora de engenho do Maranhão, vai ter de enfrentar um inesperado segundo turno.

José Sarney, concorrendo ao Senado pela capitania do Amapá, suou sangue para derrotar uma ex-policial.

São, pois, ótimas notícias, muito mais relevantes do que a eleição de Maluf - aliás, eleito no colégio eleitoral supostamente mais bem informado e sofisticado do Brasil: São Paulo.

Dá para sentir a vibração das asas dos comentaristas tucanos que dominam as redações de emissoras de tevê, jornais e revistas no eixo Rio-São Paulo.

Alguns deles estão felizes porque se sentem à vontade para expressar, em público, o desprezo social pelos do andar de baixo.

Escreveu Danuza Leão na Folha de S. Paulo, no domingo de eleição:

Uma vitória [de Lula] no domingo será um perigo; com as tendências totalitárias do presidente, corremos riscos: do fechamento do Congresso (já se disse tentado) à censura à imprensa.

Depois: E vamos parar com essa história de preconceito. Uma coisa é gente simples, outra coisa é essa gentalha que ocupou - e ainda ocupa - cargos importantes no governo.

E mais adiante: Lula é fraco e se sente inferior diante de pessoas sérias, inteligentes e articuladas, sobretudo quando elas falam português.

Censura à imprensa?

Onde é que ela estava quando a grande mídia brasileira disparou duas semanas de petardos contra Lula, enquanto poupava os candidatos tucanos do mesmo ímpeto investigativo?

Gente simples

O que é gente simples?

É aquela que abaixa a cabeça e vota de acordo com o que quer o andar de cima?

Alguém aí se lembra do terror feito por um presidente da Fiesp que, diante da possibilidade de vitória de Lula, fez a previsão de que 800 mil empresários se mudariam para Miami?

É onde pertencem. Danuza, mulher de bom gosto, prefere óbviamente Paris.

O terror está de volta, agora em novo sabor: censura e fechamento do Congresso.

Não vivi aquela época, como Danuza viveu, mas acredito que foi este mesmo clima de terror inventado que justificou a intervenção dos militares em 64, em defesa da famíla, da moral e dos bons costumes.

Qual é o português que ela quer ouvir o presidente Lula falar: o de Sarney? o de Collor? o de Antônio Carlos Magalhães?

Ela está pagando escola para a criadagem?

Danuza Leão, mulher inteligente, fez do jeitinho que muita gente gostaria de fazer.

Botou para fora o que estava reprimido, escrachou: pobre no governo dá merda, ainda mais quando cisma em jogar nosso dinheiro de impostos para comprar o voto de outros pobres nordestinos - como Danuza é carioca, deve se referir a eles como paraíbas.

Foram justamente os paraíbas que puseram para correr o coronel ACM, que sobrevivia até hoje graças aos conchavos com o andar de cima ao qual Danuza Leão pertence.

Guilherme Afif Domingos esteve perto de ganhar a vaga de Eduardo Suplicy no Senado.

Muita gente se cansou do estilo sonso do petista.

E Afif está tentando popularizar uma causa impopular: a do corte dos impostos.

Pobre não tem imposto de renda descontado na fonte, nem empresa que paga imposto.

A carga tributária é altíssima no país que tem a maior desigüaldade de renda do planeta.

Como fazer para que a classe média e até mesmo os pobres se convençam de que é preciso cortar impostos?

Com campanhas educativas, bem didáticas.

Dizendo, por exemplo, que 30 por cento do que é pago por um litro de leite é por conta dos impostos.

Se os impostos forem retirados, pagarei trinta por cento a menos no litro de leite?

É a pergunta que não se faz.

Por absoluta coincidência, a capa da revista Veja no fim de semana da eleição botou um elefante em cima do contribuinte.

É o peso dos impostos que, segundo a revista, esmaga a classe média e torna as empresas brasileiros menos competitivas.

Estado mínimo, é o que a turma da Danuza está pedindo.

Ela está à procura de um liberal puro sangue para fazer o trabalho sujo que nenhum político quer fazer no Brasil: o segundo tempo da privataria, corte de impostos e redução dos programas sociais no limite da irresponsabilidade.

Implosão social? Basta construir mais presídios do que escolas.

Um novo choque de capitalismo, à la Ronald Reagan.

Esse filme eu vi, porque morava nos Estados Unidos.

Reaganomics , era como se chamava.

A primeira coisa que Reagan fez, ao assumir, foi enfrentar uma greve de controladores de vôo.

Venceu e dizimou o que restava de sindicalismo organizado.

Cortou impostos alegando que, assim, as empresas poderiam investir mais e gerar mais empregos.

As empresas americanas se reorganizaram no período: demissões em massa, mão de obra disponível, salários mais baixos e corte de benefícios e programas sociais.

Os ricos ficaram mais ricos, os pobres mais pobres.

Na época, entrevistei o economista John Kenneth Galbraith, em Boston .

E ele notou, com absoluta originalidade, a instalação de um ciclo de pobreza em torno das grandes cidades americanas.

Aquele, que o mundo só descobriu quando o Katrina devastou Nova Orleans.

Drogas, violência, mães solteiras, famílias desestruturadas, jovens sem perspectiva, mão de obra para a criminalidade.

A entrevista, feita nos anos 80, descreve o Brasil de hoje, onde querem ressuscitar a Reagonomics.

A opção do eleitor é entre um estado mínimo ou um estado engajado em redistribuir renda e, portanto, combater a violência, a mortalidade infantil, o analfabetismo, a miséria, a falta de saneamento básico.

Um estado que invista em gente.

Que crie um mercado interno, como o que está sendo criado, finalmente, no Nordeste - graças aos programas de transferência de renda dos governos FHC e Lula.

A eleição não será entre políticos limpos ou sujos.

Tem limpos e sujos dos dois lados.

Será sobre duas concepções de Estado.

Quanto a Danuza Leão, é uma pena que ela ainda não tinha se convertido em analista da política brasileira durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

Ela poderia, então, ter aplicado a sua argúcia aos irmãos Mendonça de Barros, um dos quais, se eu me lembro bem, agiu nas privatizações no limite da irresponsabilidade.

Então, não estávamos falando de 1,7 milhão de reais em dinheiro vivo usado para tentar comprar um dossiê; falávamos em bilhões de dólares de patrimônio público transferido para o andar de cima.

Aquele foi apenas o começo do estado mínimo.

Nota da Redação: Danuza Leão faz em 2006 o mesmo papel ridículo do sujo terrorismo encenado por Regina Duarte em 2002 quando foi aos programas de TV do PSDB dizer que tinha medo. A diferença é que o ódio de Danuza e dos seus é mais explicito agora que em 2002.
Enviada por Almir Américo, às 13:29 04/10/2006, de São Paulo, SP


Cobertura Tendenciosa
Por Leão Lobo, apresentador de TV

Os meus colegas jornalistas da área política que me perdoem mas "tucanaram" feio. Tomaram partido nestas eleições, torceram, fizeram campanha explícita no ar e pegou mal. E ao darem o resultado das urnas ou ficavam felizes com os resultados ou perplexos como no caso da Bahia e do Rio Grande do Sul porque os resultados não saíam como eles esperavam.

Meus colegas jornalistas esquecem que assim como a classe política é julgada pela população, nós jornalistas também estamos sob a mira dos nossos leitores, internautas, ouvintes e telespectadores. Sempre há uma certa tendência em todas as coberturas jornalísticas e esportivas. É até normal, visto que o jornalista é humano. Sempre percebemos o seu time, o seu candidato do coração, às vezes é até melhor que ele assuma isso publicamente, com toda a transparência possível, mas com toda a isenção do mundo consiga mostrar também o lado bom dos projetos dos candidatos concorrentes, o que é bem difícil.

Só que desta vez meus colegas extrapolaram. Foram com tudo para cima do PT, como se no PSDB só existissem anjos e como se o jogo político fosse feito de ingênuos, como se o governo FHC, que permaneceu aí por oito anos, não tivesse vendido quase todas as empresas nacionais para empresas estrangeiras, que hoje nos oferecem serviços péssimos por preços altíssimos, ou será que não percebemos isto?

Será que os colegas esqueceram de perguntar isto aos políticos do PSDB de FHC que agora vão nos governar?
Enviada por Almir Américo, às 12:53 04/10/2006, de São Paulo, SP


Lula x Alckmin: prognóstico
Por Flávio Aguiar, Agência Carta Maior

No dia 30 de setembro, o Datafolha realizou pesquisa de intenção de voto para um segundo turno entre Lula e Alckmin, consultando eleitores dos demais candidatos. Na totalização arredondada, Lula ficaria com 49,3 milhões de votos e Alckmin teria 44,8 milhões. Lula ainda teria uma vantagem em torno de 5 milhões de votos.

SÃO PAULO - O lugar comum diz que um segundo turno é nova eleição. Não é bem assim: cada candidato parte do que sua trajetória acumulou. Lula recebeu 46,6 milhões de votos e Alckmin 39,9. Os outros candidatos eceberam 9,3 milhões e houve quase 9 milhões de votos brancos e nulos.

Em percentuais, a distribuição foi a seguinte, em termos dos votos válidos (descontando brancos e nulos):

Lula, 48,6%; Alckmin, 41,6%; Heloísa Helena, 6,85%; Cristóvam Buarque 2,64%; Outros, 0,26%.

No dia 30 de setembro, o Datafolha realizou pesquisa de intenção de voto no segundo turno entre os eleitores dos demais candidatos, além de Lula e Alckmin. Os percentuais obtidos ficaram assim distribuídos:

Dos eleitores de Heloisa Helena, 29% votariam em Lula, 53% em Alckmin; de Cristóvam Buarque, 26% em Lula e 52% em Alckmin; dos outros (Ana Rangel, Eymael e Bivar), 34% em Lula e 52% em Alckmin.

Nas contas do Datafolha, se esse prognóstico se confirmasse, Lula tenderia a receber mais 2,7 milhões de votos e Alckmin, 4,9 milhões. Ou seja, na totalização arredondada, Lula ficaria com 49,3 milhões de votos e Alckmin com 44,8 milhões. Lula ainda teria uma vantagem em torno de 5 milhões de votos.

O Datafolha ouviu também a intenção de voto no segundo turno dos eleitores que preferiram anular ou votar em branco: 17% para Lula e 25% para Alckmin. Como esses votos somaram quase 9 milhões, potencialmente isso traria mais 1,53 milhões para Lula e 2,25 para Alckmin, com uma diferença pró-tucano de 720 mil votos, ainda insuficiente para sequer ameaçar a vantagem de Lula.

Toda essa numerologia futurológica ajuda apenas a identificar tendências e possibilidades.

É certo que a tradição eleitoral e das pesquisas mostra que o voto em Lula é muito consolidado, isto é, a tendência de seus eleitores de mudar de voto depois é muito pequena. Assim mesmo, Lula vai ter de agir para manter essa preferência de seus eleitores. Isso significa que, como o ponto vulnerável de sua campanha é a sucessão de tiros no pé que petistas deram, eles (candidato e partido) terão de demonstrar que isso acabou e que não haverá conivência nem compaixão com os envolvidos. Para recolher votos de outros candidatos, Lula também terá de expor melhor como seu segundo mandato pode se diferenciar dos velhos (FHC) e de um novo mandato tucano.

Por outro lado, o tucano terá de roubar votos de Lula, ou fazer uma recolha avassaladora entre os dos outros candidatos, brancos, nulos e ainda as abstenções, o que é improvável. Para se afirmar na primeira hipótese, a campanha de Alckmin depende dos seguintes fatores:

1) Continuar martelando a idéia de que o desempenho ético dos tucanos é melhor.

2) Idem, a idéia de que o desempenho administrativo dos tucanos é melhor.

3) Abrir a retranca e partir para o ataque no campo das propostas e projetos, até aqui o ponto mais fraco de sua campanha, cujo programa ainda é praticamente invisível.

Ambos os candidatos enfrentam dificuldades. Do lado de Lula, foi tanto tiro no pé que periga não haver mais perna, e tanto enredamento com políticos e partidos (às vezes, como no caso do PMDB, meio partido) que um avanço programático pode se tornar inviável ou ficar confuso. Do lado de Alckmin, sua vida fica difícil com o número de CPIs que engavetou na Assembléia de S. Paulo, com o fato de que todas as corrupções (mesmo a tentativa de compra do dossiê Vedoin/Serra/Barjas Negri) de que o PT é acusado apontam também para sujeira no campo tucano. Além disso, o "choque de gestão" propalado fica comprometido pelo desastre que são a política de segurança e a educação em S. Paulo, além do rombo de 1,2 bilhão que deixou de herança para seu sucessor, Cláudio Lembo.

Finalmente, é bom lembrar, há a questão do desempenho dos outros candidatos e seus correligionários. Duas considerações maiores se impõem:

1) O que acontecerá com o PSOL, que não atingiu a cláusula de barreira? Como partido de esquerda, pesa contra ele o encargo de sua candidata a presidente ter feito uma campanha que seguidamente resvalou para a direita. Mas Plínio de Arruda Sampaio, Ivan Valente, Chico Alencar, por exemplo, saíram inteiros das eleições em São Paulo e Rio. Qual será o seu legado?

2) Cristóvam Buarque conseguiu firmar uma imagem de "candidato da educação". Esta imagem vai se perder se ele se comprometer com um ex-governador cujo desempenho na educação foi tão pífio, teve como secretário da área um Gabriel Chalita e provavelmente devolverá o ministério para Paulo Renato ou o PFL.

Sinceramente, sou todo ouvidos para o futuro
Enviada por Almir Américo, às 12:48 04/10/2006, de São Paulo, SP


O "novo" jornalismo da Globo
03/10/2006 Por Marco Weissheimer

Jornalista da Globo, que pede para não ser identificado por razões óbvias, faz o seguinte relato sobre como anda o clima na redação: "Incomodado com a presença de jornalistas na porta de sua casa, José "Vampiro" Serra mandou, através de sua assessoria, que, na terça-feira, dois dias depois de sua eleição, ninguém aparecesse em sua residência.

E não é que a direção de jornalismo da Globo, totalmente subserviente aos tucanos, derrubou o link marcado para o Bom Dia São Paulo na porta da casa do "Vampiro" e, não satisfeita, não escalou ninguém para cobrir o governador eleito em seu segundo dia nessa condição. A Globo nunca fez isso com nenhum político".

Nota da redação: E ainda esta tucanagem e seus subservientes jornalistas e colunistas têm a cara-de-pau de acusar Lula e o PT de autoritarismo e cerceamento à Liberdade de Imprensa...
Enviada por Cido Araújo, às 12:44 04/10/2006, de São Paulo, SP


Um debate sério
Por Mino Carta, jornalista

Seria de se esperar que nestas semanas que nos separam do segundo turno da eleição presidencial sirvam para um debate sério de propostas concretas. Ou seja, para que se dê o que não aconteceu até agora.

Meu pai dizia que a situação no Brasil é sempre grave, nunca séria. Bem antes da célebre frase do General De Gaulle : "o Brasil não eh um pais sério".

Penso em meu pai, e me permito não exagerar em esperanças. Ainda assim insisto: neste País em dificuldade extrema, que há mais de vinte anos cresce muito abaixo do mínimo indispensável, onde a violência urbana aumenta e o PCC funciona com rara eficácia, Lula é a melhor opção, diria mesmo a única, como mediador entre a minoria abastada, ou quase, e a maioria pobre, ou francamente miserável.
Enviada por Cido Araújo, às 12:40 04/10/2006, de São Paulo, SP


O que está em jogo na reeleição presidencial
Por Leonardo Boff, Teólogo

Quem derrotou Lula não foi Geraldo Alckmin mas o próprio partido do Presidente, o PT. O destemor insano de altos dirigentes petistas pôs a perder uma vitória garantida de Lula já no primeiro turno. O que pesou mesmo não foi tanto o escândalo do dossiê contra o candidato Serra, pois dossiês sempre existiram, fabricados por políticos afeitos à intimidação e ao manejo da mentira como arma política.

A ausência de Lula no debate final contou negativamente mas não foi o decisivo.

O que destroçou o PT e atravancou o caminho da vitória foi a mostragem por todos os meios de comunicação da montanha de dinheiro para a compra do dossiê. Mais de 30% da população trabalhadora não ganha mais que um salário mínimo. Quando vê toda essa dinheirama se enche de auto-vergonha e pensa: meu trabalho não vale nada mesmo; nem que vivesse duas vidas acumularia tanto dinheiro quanto aquele mostrado ai. E esses corruptos tiraram de onde esse dinheiro? A indignação não tem tamanho. Políticos que usam esses expedientes mereceriam a excomunhão política e religiosa, tão grande é seu pecado contra o povo, sua dignidade e a economia popular.

Pode ocorrer um impasse jurídico, policial e institucional nas investigações do dossiê, especialmente se seu conteúdo for revelado, coisa que ainda não se fez e que pode eventualmente incrimiar a gestão do PSDB quando começou a corrupção das ambulâncias. Mesmo assim o segundo turno traz também lá a suas vantagens: finalmente se criará a oportunidade de confrontar dois projetos de Brasil.

Geraldo Alckmin representa o velho projeto das classes dominantes. Não sem razão os banqueiros e os grandes industriais o apoiaram, pois sentem afinidade de classe e comunhão de propósitos: garantir políticas ricas para os ricos e pobres para os pobres. Notoriamente não possui carisma e não apresenta nada de realmente inovador, capaz de suscitar uma nova esperança. A retórica que usa é despistadora. Mas cabe à análise pôr à luz os interesses de classe ocultos. A macroeconomia que enfeudou a política, seguirá seu curso neo-liberal deixando fatalmente anêmica a política social. Sua vitória representará o retorno daqueles que sempre construiram um Brasil para si, sem o povo ou contra o povo.

Lula dá corpo a um projeto de mudança. Apesar dos constrangimentos encontrados num ambiente hegemonicamente neo-liberal, tentou, com relativo sucesso, fazer a transição de um estado elitista e privatista para um estado republicano e social. Agora ele se vê obrigado a definir claramente seu projeto: dar a centralidade ao povo destituido, garantir seus meios de vida e sua inclusão cidadã. Para isso ele precisa se reaproximar de sua base real de sustentação: os movimentos sociais organizados e a imensidão dos excluidos. Esses poderão inviabilizar qualquer ameaça de impeachment. Tirar Lula é tirar nosso poder, dirão, é anular nossa vitória, é abortar nossa esperança.

Para se diferenciar claramente de Alckmin, Lula deverá mexer em pontos importantes da macroeconomia para que ela seja de fato o sustentáculo de uma política social maciça. Deverá ter a coragem de colocar um gesto fundador de um novo Brasil: retomar o projeto de Plínio Arruda Sampaio, um dos que melhor entende de reforma agrária, e realizá-lo integralmente a fim de fixar o camponês no campo e desinchar as cidades favelizadas. Ai sim se consolidará seu governo, inaugurando a transformação social possível para o Brasil.
Enviada por Cláudia Schilling, às 12:37 04/10/2006, de São Paulo, SP


O erro crasso que roubou a vitória de Lula
Recomendamos a leitura deste excelente texto do jornalista Mauro Carrara, fundamental à reflexão neste momento de reorganização de forças e reavaliação das estratégias. Sugerimos repasse a todos os vossos contatos no meio sindical, partidário e nos movimentos populares.

Por Mauro Carrara, Jornalista

Antes que o leitor se canse da teoria, adianto o erro crasso: a ausência do candidato popular ao debate da Rede Globo, no dia 28 . Prometo explicar detalhadamente, com máxima objetividade, esse fenômeno. Antes, no entanto, peço atenção a um questionamento educativo sobre as estratégias históricas da esquerda na busca e manutenção do poder. Creio que essa reflexão poderá ser extremamente útil à reorganização das forças do "bem" para a duríssima batalha do segundo turno da eleição presidencial.

Recordo vivamente a década de 70, momento em que a "sinistra" (esquerda, no idioma de Dante) italiana remexia-se inquieta no divã de Freud (o da psicanálise, e não o assessor de Lula). Pela exposição de seus sonhos, tentava tornar conscientes seus conteúdos reprimidos. A tarefa era espinhosa. Os companheiros sentiam-se impotentes no ambiente da legalidade institucional. Ao mesmo tempo, lamentavam o excesso guerrilheiro. Pesava na alma, por exemplo, a execução de Aldo Moro por brigadianos radicais.

Nessa época, o companheiro Giulio, um operário da gráfica do jornal L'Unita, se meteu a reler o livro " O Esquerdismo, Doença Infantil do Comunismo", de Vladimir Lênin. Certa noite fria de dezembro, entre goles de vinho florentino sem rótulo e queijo de Parma, os anarcomunas se puseram a esculachar a obra do líder bolchevique. Confesso que tomei parte naquela folia de detratação debochada. Quando já estávamos meio altos e alquebrados, Giulio começou a ler pausadamente alguns trechos da obra. Depois de uns dez minutos, acabei dormindo no velho sofá de couro.

No dia seguinte, entretanto, com a dorzinha de cabeça, latejavam algumas idéias da reflexão leninista. Repeti, mentalmente, algo da crítica aos comunistas de "esquerda" da Alemanha, que questionavam até a necessidade do partido. A estes, Lênin dissera o seguinte: "negar a necessidade da agremiação e da disciplina partidária é o mesmo que desarmar completamente o proletariado, em benefício da burguesia".

Lênin sugeria que os partidos comunistas atuassem até nos sindicatos reacionários e nos parlamentos burgueses. Sustentava ainda que era necessário estabelecer entendimentos e compromissos para o bem da luta revolucionária. Segundo ele, essas instâncias haviam caducado do ponto de vista histórico-universal, mas não do ponto de vista político-prático na maior parte dos países.

Naquela manhã, ecoava em minha cabeça a crítica aos "infantis" que "não sabem distinguir entre seus desejos e a realidade objetiva". Caramba! Estávamos vivendo exatamente aquela situação. De acordo com Lênin, esse era o erro "mais perigoso" que os revolucionários poderiam cometer.

Reproduzo aqui, resumidamente, o trecho fundamental para a elucidação do tema.

"Em política é ainda menos fácil saber de antemão que método de luta será aplicável e vantajoso. Sem dominar todos os meios de luta poderemos correr o risco de sofrer uma derrota fragorosa ".

Nas semanas seguintes, procurei conferir as conexões entre teoria e práxis. E, a contragosto, admiti que Lênin tinha uma boa dose de razão, ainda que seus ensinamentos precisassem de um aggiornamento.

As infantilidades petistas

Sem dúvida, é riquíssimo o histórico do processo democrático e popular de construção do Partido dos Trabalhadores. Entre inúmeras conquistas, entretanto, contam-se aqui e ali uns tantos equívocos, a princípio atribuídos ao ímpeto juvenil da militância. Hoje, passado mais de um quarto de século da fundação, alguns daqueles companheiros estão pançudos, de cabelos grisalhos e rodeados de netos. No entanto, nesse coletivo da maturidade, há sempre aquele que nos surpreende com uma traquinagem.

Desta vez, intervieram para que Lula pregasse um narigão de palhaço na Rede Globo. O episódio da ausência no debate promovido pela letal superpotência da mídia monopolista continua envolto na névoa densa do mistério, mas a atitude política já pode ser alvo de um debate mais aprofundado. Ouso, antes, elencar as razões do revés. A rápida erosão de votos na reta final da campanha se deve basicamente a quatro fatores:

1) O caso Dossiê. Ridícula operação de uma turba que alia a esperteza de Austin Powers, a sabedoria de Larry, Moe e Curly Joe, além da destreza operativa do Inspetor Closeau.

2) O massacre da mídia monopolista, coesa na faina permanente de deturpação do fatos, bem como na campanha de difamação do candidato operário. Aqui se inclui o episódio "fotos da dinheirama".

3) A incapacidade das letárgicas lideranças do partido em fornecer respostas rápidas e incisivas aos ataques da direita. Lideranças, senadores e deputados foram extraordinariamente tímidos na defesa do partido e do presidente da República.

4) A ausência de Luiz Inácio no debate da Rede Globo de Televisão.

Logicamente, todos esses fatores foram fundamentais para enfraquecer a candidatura popular e para proporcionar fôlego-extra aos partidos de direita e aos simulacros de partidos de esquerda que cerraram fileiras na oposição golpista. No entanto, é lícito afirmar que a presença de Lula no debate da Rede Globo seria suficiente para fechar as comportas e garantir, mesmo que por pequena margem de votos, a vitória na primeira rodada eleitoral.

Em artigo na véspera da eleição, apresentei dados sobre uma das pesquisas de intenção de voto. Segundo essa fonte, pelo menos 61% dos que deixaram de votar em Lula, entre os dias 28 e 30, apresentaram como razão a ausência no circo televisivo.

Os sábios rapazes da pizza

Como é de praxe, recorro ao exemplo da realidade. No final da noite da apuração, segui com a família para uma pizzaria. Já bem tarde, a televisão noticiou que Lula provavelmente não atingiria os 50% + 1. O pizzaiolo, cearense falador que votou no candidato do PT, apresentou de imediato sua teoria: "Foi o debate. Muitos aí falaram que ele não foi porque não ia ter como se explicar desses casos de corrupção". O rapaz do caixa, um Pernambucano, também eleitor do presidente, confirmou a suspeita, ao relatar a decisão de um ex-funcionário da casa: "O Élcio é um que ia votar nele e depois virou, porque achou que ele fugiu da discussão".

Analistas como Carlos Augusto Montenegro (nada a favor do sujeito) confirmam as teorias da turma da pizzaria. O povo mais simples, especialmente, queria ver seu líder enfrentar corajosamente os pérfidos adversários. Foram frustrados. Não viram. Alguns engoliram em seco e cravaram 13, porque reconhecem as virtudes do governo. Entre os menos politizados, no entanto, não se sabe exatamente de que forma a ausência repercutiu.

Imagina-se... Para alguns, pareceu admissão de culpa. Para outros, uma demonstração de medo. Houve quem interpretasse a ausência como um ato de desrespeito. Bem que o sempre lúcido Eduardo Suplicy avisou...

Lula pagou literalmente pelo que não fez. O presidente, que conheci pessoalmente há muitos anos, é homem de bem, valente e amante da verdade. No entanto, foi mal orientado, mal informado e mal assessorado na questão. A "inteligência" da campanha subestimou o poder destrutivo da televisão.

Em alguma mensagem que recebi, apresenta-se a teoria de que Lula perdeu tecnicamente o debate por 3 a 0, enquanto poderia ter perdido por 3 a 1. Concordo plenamente, e arrisco dizer que esse golzinho desperdiçado nos colocou na trilha perigosa do segundo jogo, ameaçando todo o projeto de gestão solidária e popular do Partido dos Trabalhadores.

Afirma-se, também, erroneamente, que Lula seria humilhado pelos dedos em riste de HH ou acossado pelas acusações de Geraldo Alckmin. Balela. Lula é pra lá de tarimbado. Teria competência e jogo de cintura para responder fleumaticamente a HH e para rebater, com sólidos argumentos, todas as insinuações do candidato do PSDB. Perdeu a chance.

Nesses momentos, os eleitores viram a cadeira vazia de Lula. Depois, ouviram toda sorte de agressões e impropérios, deixados sem resposta. Ao contrário do que se diz e se escreve por aí, a ausência de Lula não espantou a audiência. Brasileio adora uma luta livre. E, ali, havia quatro lutadores, ainda que um estivesse invisível. O programa começou com 38 pontos no Ibope. Depois, sustentou 28 pontos por um bom tempo. Sem contar que o evento foi tema de discussão geral no dia seguinte, de salas de diretoria a botecos.

Naquela noite e no dia seguinte, a provocada Rede Globo abusou da repetição das agressões do fantoche da direita e dos oportunistas da falsa esquerda.

Como é costume do próprio Lula, recorro a mais uma alegoria futebolística. O time da estrela vencia por 2 a 0 aos 35 minutos do segundo tempo. Preferiu jogar na retranca e segurar o resultado. No sufoco, o adversário fez 2 a 1, aos quarenta minutos. Aí, bateu o desespero e foi só bicão da defesa. Numa dessas, poucos antes do árbitro trilhar o apito, um passe errado à frente da área permitiu o empate. Agora, se a meta é o caneco, são mais 90 minutos de bola rolando.

Pirraças e patetadas de Crassus

De certa forma, maior desgosto foi ler inúmeras mensagens de petistas comemorando efusivamente a ausência de Lula no debate. Segundo muitos, o presidente "colocou a Globo em seu lugar", "mostrou quem manda", "deu uma banana para o oligopólio da informação", "colocou os adversários no córner". Que bonito!!

A "birra" infantil realmente forneceu farta munição para a Rede Globo e o resto da imprensa. Nesses momentos, imagino se não seria fundamental uma releitura adaptada da obra de Vladimir Lênin. Ora, que direito temos nós de olvidar uma lição tão antiga e necessária? Esse "esquerdismo" de pirraça freqüentemente têm produzido enormes desastres, especialmente quando associado à cegueira estratégica.

Certamente, os tenentes de Lula cometeram equívoco similaríssimo ao de Marcus Licinius Crassus, na Batalha de Carres, em 53 a.C. Excessivo no orgulho, confiante na superioridade numérica de seu exército, o comandante decidiu cortar caminho para interceptar a força que lhe opunha resistência. Assim, enfiou suas pesadas legiões num vale estreito. O inimigo agradeceu, admirado. Fechou os dois acessos ao vale e dizimou um exército de 30 mil homens. Crassus morreu ali, os olhos arregalados de espanto, numa das mais equivocadas manobras da história bélica mundial.

Para felicidade geral da nação, saíram todos sãos (ainda que arranhados) e salvos da crassa aventura da legião lulista. O sinal vermelho, entretanto, pisca celeremente. Não haverá uma terceira chance.
Enviada por Almir Américo, às 12:34 04/10/2006, de São Paulo, SP


Vencemos e venceremos de novo!!!
Por Roberto Abreu

Companheiros,

minha primeira mensagem após a divulgação dos resultados eleitorais, apresenta uma breve e preliminar análise com os seguintes pontos:

Há uma questão (que não aparece na mídia e não é tratada pelos analistas políticos) que precisa ser esclarecida pelo TSE: por que a apuração no Estado de São Paulo foi tão lenta? Todos os Estados do Norte, do Nordeste e do Centro-oeste concluíram suas apurações antes de São Paulo! A falta de uma explicação razoável permite lembrar a Copa do mundo de futebol da Argentina na qual o país sede fez o seu jogo das semifinais depois do jogo do Brasil e, assim, ficou sabendo que precisava ganhar o Perú de 6 X 0. E não deu outra coisa!

Por que os analistas políticas não comentam a lentidão da apuração em São Paulo, último Estado a concluir sua apuração?

O PT é o Partido vitorioso nessas eleições:
a) Toda a mídia trabalhou de modo orquestrado na maior operação eleitoral já vista no mundo. O objetivo era aniquilar o PT, única força política organizada a nível nacional capaz de fazer frente ao esquema entreguista da direita;
b) Chegou-se a anunciar que o PT elegeria uma bancada federal minúscula com os "entendidos" prevendo de 30 a 40 deputados federais;
c) esperava-se que o PT perdesse, pelo menos, 2 dos 3 Estados onde havia eleito o governador em 2002, ficando com apenas 1, que seria o Acre;
d) esperava-se que o PT perdesse suas cadeiras no Senado;
e) o monumental esquema montado e executado sob orientação de organismos de inteligência, não podendo ser descartada a atuação da CIA, tinha dois objetivos centrais: primeiro, forçar o segundo turno e segundo, fazer com que Alckmim tivesse um percentual de votos superior ao de Lula.

Vejamos os resultados

O PT sai da eleição com uma expressão significativa, atrás, no conjunto, somente do PMDB e bem maior do que a do PSDB e a do PFL e dos demais Partidos;

O PT deve elegeu a segunda maior bancada na Câmara Federal, superior à sua atual, enquanto o PSDB e o PFL terão bancadas minúsculas;

O PT sai das eleições com uma expressão nacional com sua significação distribuída em todo o país, enquanto PSDB e PFL ficam concentrados em alguns poucos Estados;

O PT elegeu, já no primeiro turno, 4 governadores: perdemos o Mato Grosso do Sul, mas mantivemos o Acre e o Piauí e ganhamos Sergipe e Bahia;

Aliados nossos elegeram, já no 1º turno, governadores em 3 Estados: Amazonas PMDB), Ceará (PSB, coligado- o vice é do PT) e Espírito Santo (PMDB);

O PT vai disputar as eleições para governador em segundo turno em 2 estados: Pará e Rio Grande do Sul e aliados vão disputar em 4 Estados: Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Paraná;

Portanto, temos governadores eleitos no 1º turno em 7 Estados e vamos disputar no segundo turno em outros 6 Estados. Além disso, somos força política consolidade e expressiva em todos os Estados da Federação, o que não acontece com o PSDB e o PFL;

Lula teve 48,61% dos votos válidos, tendo faltado, portanto, 1,39% dos votos válidos para que tivesse ganho no 1º turno.

Resultados em cada Região do País

Região
LULA
Alckmin
Norte
56.06%
36,38%
Centro-Oeste
38,49%
51,59%
Nordeste
66,78%
26,15%
Sudeste
43,28%
45,22%
Sul
34,88%
54,93%

Resultados nos 4 maiores colégios eleitorais do País

Estado
LULA
Alckmin
HH
São Paulo
36,77%
54,20%
7,08%
Rio de Janeiro
49,18%
28,86%
17,13%
Minas Gerais
50,08%
40,62%
5,67%
Bahia
66,65%
26,03%
4,29%

LULA VENCEU em 3 dos 4 MAIORES COLÉGIOS ELEITORAIS DO PAÍS

Grandes expressões da vitória do PT e aliados

O PT assumiu sua qualidade de Partido que defende e representa os mais pobres, os excluídos e os oprimidos. Sua votação é muito mais expressiva nas regiões que concentram maiores desigualdades sociais. Isso é novidade, pois até 2002, o PT era o Partido da burguesia que trata a esquerda e a defesa da eliminação das desigualdades sociais numa dimensão poética, sem efeitos práticos e era o Partido da burguesia corporativistas, principalmente no serviço público as quais esperavam obter vantagens particulares com a eleição de Lula em 2002;

Impusemos uma fragorosa derrota em duas das maiores expressões da direita brasileira e símbolos do autoritarismo, da intolerância e da opressão:
Tasso Jereissati - nada mais, nada menos do que o Presidente Nacional do PSDB - e
- mais conhecido como o "rei" e o "dono" da Bahia, pilar de sustentação do PFL e da oligarquia mais abrasada e reacionária do País.

No Ceará, elegemos o governador e o Senador (coligação PT/PSB/PCdoB/PMDB) dando uma "surra" eleitoral na coligação de direita (PSDB/PFL). Com isso, acabamos com 20 anos de dominação do PSDB personalizado em Tasso Jereissat que é mega-empresário. Com isso, praticamente, acabam - eleitoralmente - o PSDB e o PFL no Ceará.

Na Bahia, logramos uma vitória jamais imaginada por quem quer que seja. impusemos uma derrota humilhante ao grande "cacique" do PFL - o "coronel" ACM - elegendo Jaques Wagner do PT governador, no primeiro turno.

Só a imposição de derrotas fragorosas a duas das maiores expressões das oligarquias opressoras do País já seria uma contribuição inestimável do PT à política brasileira e faria nosso Partido merecedor da gratidão da classe política séria do País.

Nosso adversário não foi, não é e não será o Alckmin. Ele não tem expressão política nacional nem qualidades pessoais que lhe permitam enfrentar Lula.

Alckmin é, tão somente e nada mais, um instrumento eleitoral das oligarquias ultra-reacionárias à qual se juntam tanto as elites de direita que historicamente governam o Brasil como setores ditos de esquerda ultra-radical.

O que têm em comum as oligarquias ultra-reacionárias, as elites de direita que historicamente governam o Brasil e os setores ditos de esquerda ultra-radical?

A resposta é simples. O sucesso do governo Lula e a prorrogação por 4 anos mais do processo de redução das desigualdades sociais com a distribuição da riqueza nacional, prejudica aos três segmentos citados. O primeiro, porque põe em risco seu poder econômico, suas parcerias com o capital especulativo internacional e seus enormes privilégios. O segundo, porque lhe retira o poder político que lhes tem permitido ocupar e distribuir os cargos de alta remuneração no setor público e concentrar a riqueza nacional nos bolsos de 10% da população. O terceiro segmento não poderia sobreviver num processo de redução das desigualdades sociais, de distribuição da riqueza nacional e de consolidação de nossa independência política, cultural e econômica.

O inimigo real

Nosso real adversário (diria, mesmo, "inimigo") de enfrentamento é a grande mídia que controla as informações e tem por trás as oligarquias tradicionais, que detém o poder real). O poder da mídia se expressa no fato de que a grande maioria das pessoas - inclusive aquelas que se jiulgam bem informadas e que acham que pensam de modo independente - somente conhecem os fatos que são divulgados na mídia e, assim mesmo, não conhecem os fatos reais mas suas versões editadas pela mídia. O pior é que na maioria dos casos, as pessoas não têm consciência disso e assumem que os fatos são, de verdade, aquilo que aparece na TV e nos jornais. "O que não aparece no JN, não existe, não aconteceu"

Nessas eleições presidenciais fomos "bombardeados" durante quase 2 anos ininterruptamente e de modo estrondoso com "factóides" forjados pela mídia, seja a partir de fatos verdadeiros "editados", seja a partir de falsidades ou, o que foi mais comum, através da transformação em fato definitivo de coisas que não passavam de meras suposições e elocubrações.

A mídia usou e abusou da distorção da verdade e da utilização de uma linguagem que faz as pessoas entenderem algo diferente daquilo que, realmente, se estava dizendo. Ademais, a mídia enfatiza o que quer e esconde o que não quer que as pessoas fiquem sabendo.

A percepção das manipulações da mídia só é possível com um alto desenvolvimento do raciocínio lógico e de uma análise mais profunda dos textos e das imagens. Convenhamos que esses itens estão fora do alcance da maioria das pessoas.

Em Minas Gerais, os eleitores deram um recado muito claro: reelegeram o Aécio com vistas à sua eleição para presidente em 2010, mas apóiam a reeleição de Lula. Esperto como é, Aécio não vai arriscar seu futuro político entrando numa aventura com o Alckmim. Ainda mais que a disputa interna no PSDB pela candidatura à presidente em 2010 já começou e são adversários o Aécio e o Serra.

Companheiros, vamos firmes para a vitória eleitoral no 2º turno. Podemos vencer, pois, pela promeira vez as elites oligárquicas estão sendo enfrentadas de verdade.

Companheiros, estamos na reta final!

Permaneçamos atentos e preparados para responder "na bucha" todos os ataques dos adversários. Não podemos descartar a possibilidade de alguma "bomba" às vésperas da eleição pois isso já ocorreu antes. Mantenhamo-nos firmes na campanha e em contato permanente. Todo cuidado é pouco, pois a mídia é contra nós.

É LULA DE NOVO, COM A FORÇA DO POVO

Enviada por Almir Américo, às 11:38 04/10/2006, de Curitiba, PR


Jânio de Freitas: conexões esquisitas
Jânio de Freitas diz na Folha de SP (02/10) que "a hipótese de que a história do dossiê tenha origem e propósitos diferentes dos supostos até aqui, na mídia e mesmo na investigação oficial, não deixa de fazer sentido".

Ele apontou: "o comportamento noticiado, e já bem comentado por Elio Gaspari, do procurador da República em Mato Grosso, Mário Lúcio Avelar, tem conexões esquisitas com declarações e comportamentos do delegado Edmilson Pereira Bruno, que fez, entre outras coisas, a distribuição sub-reptícia das fotos, mentiu negando-a, e terminou por confirmá-la. Foi também em plantão seu, talvez não só por acaso, que se deu a prisão dos que aguardavam, no hotel, a entrega do dossiê (até então, um DVD vazio)". "Isso", acrescentou, "como parte da inexplicada precipitação de prisões em MT e em SP, evitando o flagrante, sempre desejado pela polícia e pelo Judiciário, da tal compra e venda do dossiê. A história desta eleição não parece encerrar-se nas votações".

Os fatos que marcaram os últimos dias da campanha presidencial permanecem envoltos por uma bruma. A cada dia que passa surgem novos indícios de que a história do dossiê envolveu mais do que uma ação desastrada das Organizações Tabajara. As conexões mencionadas por Jânio de Freitas vêm sendo apresentadas de modo fragmentado na mídia. Quando se começa a juntar as peças, cresce a suspeita de que houve uma interferência política da oposição na preparação do episódio. O estrago na campanha do presidente Lula já foi feito, mas é importante elucidar essa história, pois ela deve ter desdobramentos também no segundo turno. Até o dia 29 de outubro, muita água vai rolar por debaixo da ponte eleitoral e os mecanismos que parecem ter entrado em funcionamento no episódio podem voltar à ação. Caso essa suspeita se confirme, ficará configurado um atentado político com o envolvimento de importantes lideranças da oposição.

Escrito por Marco Weissheimer
Enviada por Almir Américo, às 11:08 04/10/2006, de São Paulo, SP


A esquerda precisa se reinventar para avançar
Quando em 1978 eclodiram as primeiras greves no ABC e em São Paulo, os movimentos de esquerda sobreviventes à repressão promovida pelo regime militar tinham claro que precisavam ser criativos e se reinventar para avançar.

Também era claro que não se construiria nada forte no campo da esquerda somente com estudantes, professores e intelectuais. Era preciso ter Trabalhadores, gente de base, de fábricas, bancos, comércios, serviços, neste processo.

E assim, a esquerda derrotada pelo regime militar se juntou aos metalúrgicos em greve e transformou seu líder, Luiz Inácio da Silva, em ícone do partido que viria a ser símbolo da capacidade de reinvenção e criatividade da esquerda naquele momento histórico.

Resumidamente, mas muito resumidamente, é assim, da junção de vários grupos de esquerda, tanto da chamada esquerda revolucionária quanto da reformista, prestista, etc, da Igreja Progressista, suas CEBs - Comunidades Eclesiais de Base - e Pastorais, com sindicalistas e operários de base, sem militância partidária até então, que nasce o PT e a liderança política nacional de Lula.

O PT viria a ser o partido de esquerda que mais cresceu em toda a história do Brasil, tanto do ponto de vista de filiados como eleitoralmente falando, transformando-se no único partido esquerdista brasileiro realmente com condições de disputar a hegemonia política com os tradicionais partidos de direita.

Em 2002 o PT e Lula chegam ao governo e isso desencadeia uma série de perguntas que acabaram não respondidas ou mal respondidas diante da necessidade de se governar um país do tamanho do Brasil.

Muitos entendiam que não podíamos dar chances ao azar e era preciso evitar uma reação maior tal qual a ocorrida no Chile em 1973. Aqueles que assim entendiam partiam do princípio, conhecido de todos, que as elites latino-americanas não aceitam nem mesmo governos social-democratas dirigidos por profissionais liberais. Por que aceitariam um governo popular comandado por um torneiro mecânico?

Neste contexto muita coisa de bom e de ruim aconteceu, mas a principal delas é que pela primeira vez neste país houve um governo realmente voltado aos mais pobres, o que gerou a ira dos dominantes e da classe média que ainda acredita que um dia será rica. O resultado do primeiro turno em 2006 mostrou isso claramente, fazendo com que tivéssemos uma nova eleição em 29 de outubro com apenas dois candidatos: Lula e o anti-Lula Alckmin.

A tese do anti-Lula é tão real que em muitas cidades do país o PSDB está distribuindo adesivos (que os abastados os colam em seus veículos) com uma placa de proibido com a mão esquerda sem o dedo mindinho.

Achamos que este é um momento para que toda a esquerda e o movimento sindical brasileiro reflitam sobre a situação em que o país se encontra e consigam fazer uma análise sobre o que é melhor para os Trabalhadores acima de tudo e não se preocupem com o que é melhor para esta ou aquela determinada corrente política.

Acreditamos que este é um momento para reaprendermos a separar e distinguir o que é tático e estratégico; para entender que precisaremos de tempo para nos reorganizarmos enquanto força política que luta por uma sociedade justa e igualitária; para reaprender a falar com o povo e por ele ser entendido; para redescobrir quem são nossos verdadeiros inimigos de classe; para redefinir nossos alvos e objetivos, assim como para evitar novas guerras fratricidas.

Queremos contribuir para este debate e, de acordo com princípios históricos de TIE, gravados tanto em seu nome - Troca de Informações - como divulgados e defendidos ao longo de décadas - Liberdade de Acesso e Intercâmbio de Informações, Pluralismo, Internacionalismo, Autonomia e Respeito Mútuo, como base, da defesa conseqüênte dos direitos e interesses dos Trabalhadores, pubicaremos aqui textos que busquem discutir tanto o momento eleitoral como o futuro da esquerda no Brasil.

Consideramos que democracia, transparência e protagonismo do ativismo de base e da organização no Local de Trabalho, são elementos fundamentais para esta nova etapa de reivenção da esquerda. Nestes campos poderemos desenvolver toda a nossa criatividade política, cultural e social.

TIE se propõe a participar na tarefa coletiva de construção de um conhecimento que parta dos próprios Trabalhadores.

Esperamos, assim estar criando um espaço de debate plural e democrático que permitam a todas a pessoas bem intencionadas, discutir o futuro do movimento dos Trabalhadores e a necessidade de reorganização para avançar na luta e principalmente nas conquistas.

Que fique bem claro duas coisas:
as opiniões e conclusões contidas nos artigos NÃO representam neessariamente a opinião de TIE-Brasil ou a de seus colaboradores
as publicamos em nosso sítio para que sirvam de apoio ao debate ao qual propomos abrir espaço

Axé e Amém!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 10:55 04/10/2006, de Curitiba, PR


Vencedores, Wagner, Déda e Ciro estão com Lula
A campanha de Lula ganhou o reforço de três vencedores na eleição que trabalharão diretamente na campanha de Lula: Ciro Gomes (PSB-CE), candidato a deputado federal proporcionalmente mais votado no país, e os governadores eleitos Jaques Wagner (BA) e Marcelo Déda (SE).

O coordenador-geral da campanha, Marco Aurélio Garcia, falou em trabalhar para "levar adiante o programa de transformação social" de Lula e "impedir um retrocesso muito grande". "Sobretudo não vamos permitir a volta do governo da privataria".

Ciro disse que o país não pode esquecer a responsabilidade da coalizão PSDB-PFL no que ele classificou de "graves escândalos". Citou CPIs abafadas, além de casos como Marka e Fonte/Cindam e a "privataria do sistema telefônico".

PSOL deve ficar em cima do muro

Já o partido de Heloísa Helena deve optar pela neutralidade devido as divergências internas que vão desde apoiar Lula até defender o voto nulo.

Mas como sabemos que os partidos no Brasil não são donos dos votos de seus eleitorados, é bem possível que os eleitores que deram um puxão de orelha em Lula ao votar em Heloísa Helena, tenderão a votar em Lula no segundo turno.

Pelo menos é isso que dão a entender as declarações de Ivan Valente e Chico Alencar quando dizem que uma opção está excluída do repertório dos militantes do PSOL. "Não existe probabilidade de se apoiar Alckmin", afirma Valente.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 12:17 03/10/2006, de Curitiba, PR


Lula e Requião a União do Povão!
As equipes de campanha de Lula e de Requião deveriam se reunir rápidamente, aparar arestas criadas nos úlitmos 4 anos e definir uma estratégia única para a reeleição de ambos.

Para o primeiro turno o PT tinha candidato próprio e Requião chegou a fazer uma coligação com o PSDB, frustrada por intervenção do diretório nacional dos tucanos. Requião não apoiou abertamente a Lula pensando em conquistas votos de peessedebistas simpatizantes de Alckmin.

O que se viu, porém foi que a maioria das pessoas que votaram em Alckmin (PSDB) votaram em Osmar Dias (PDT). Certamente, Álvaro Dias (PSDB) que é irmão de Osmar, de tudo fará para que haja uma chapa Alckmin-Osmar no Paraná. Afinal todos eles já estiveram juntos no PSDB no passado recente.

Restaria, portanto, a Lula e Requião fazer uma união do Povão!!!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 02:06 02/10/2006, de Curitiba, PR


PT derrota coligação PPS-PFL e quase elege senadora no Paraná
De azarão, correndo por fora, assim como em 2002 em sua eleição para o senado, o petista Flávio Arns conseguiu superar Rubens Bueno da esdrúxula coligação entre o PPS (sucessor do Partido Comunista Brasileiro) com o PFL.

Pesquisas de intenção de voto mostravam um lento crescimento de Arns e no dia 30 de setembro apontavam que ele ficaria em quarto lugar. Arns terminou a disputa eleitoral em terceiro lugar com 9,35% dos votos e quase 70.000 a mais que Rubens Bueno. Para o senado a candidata Gleisi do PT fez bonito. Mesmo pouco conhecida do grande público e tendo iniciado a corrida eleitoral com 50% atrás de Álvaro Dias, Gleisi conseguiu quase 2.300.000 votos ou 180.000 votos a menos que Alvaro Dias. Em pouco mais de um mês de campanha Gleise subiu de 2% nas pesquisas de intenção de voto para 45,14% de votos efetivamente conqusitados no pleito.

Se fosse candidata ao governo do estado, com essa quantidade de votos Gleisi estaria disputando o segundo turno com Roberto Requião.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 01:58 02/10/2006, de Curitiba, PR


A lucidez que sopra dos pampas
Em entrevista à Carta Maior, o deputado Raul Pont (PT-RS), defende punição para envolvidos em irregularidades e necessidade de reconstrução programática do partido.

?O PT e sua militância acabam sendo os principais atingidos e não alguns dirigentes, que devem ser avaliados e penalizados por sua conduta?, defende. E acrescenta:
"A identidade política não é algo que você compre no armazém da esquina. Ela é resultado da consciência popular, do imaginário popular que vai se consolidando e se identificando com um projeto, com um partido, ao longo de décadas".
Enviada por Geraldo Werneck, às 01:40 02/10/2006, de Juiz de Fora, MG


Collor é eleito para vaga de Heloísa Helena
O ex-presidente Fernando Collor voltou à política e elegeu-se senador pelo PRTB em Alagoas. Ele derrotou o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) e assumirá, a partir de 2007, a cadeira que até agora pertence à senadora Heloísa Helena (PSOL), que concorreu à Presidência.

Além de não conseguir ganhar a eleição no primeiro turno, devido aos seus próprios erros e divisionismo, a esquerda brasileira ainda será obrigada a ver um de seus mais odiáveis inimigos ocupando uma das cadeiras no senado que a ela pertence atualmente.

É preciso repensar a esquerda para ganhar e avançar na democratização deste país.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 01:34 02/10/2006, de Curitiba, PR


Jaques Wagner e PT derrotam ACM na Bahia
A boa notícia destas eleições é que Jaques Wagner, ex-ministro do Trabalho de Lula, conseguiu derrotar Paulo Souto, candidato do PFL e afilhado político de Antonio Carlos Magalhães, mais conhecido como Toninho Malvadeza.

Vagner e o PT derrotaram ACM já no primeiro turno com praticamente 53% dos votos contra 43% do candidato da situação.

Esta é uma das maiores vitórias da esquerda brasileira em toda a sua história. Pena que ela não possa ser comemorada junto com a vitória nacional de Lula. Aliás, os baianos fizeram sua parte: 66,7% deles votaram em Lula para presidente.

Parabéns Bahia pela demonstração de civilidade e consciência!

O Brasil começou na Bahia. Parece que sua reconstrução também passa por lá.

Axé!!!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 23:38 01/10/2006, de Curitiba, PR


São Paulo leva Lula ao segundo turno
Faltando menos de 5% dos votos a serem apurados podemos afirmar que São Paulo levou Lula para o segundo turno.

Com aproximadamente 49% dos votos válidos Lula dificilmente conseguirá aumentar a vantagem sobre Alckmin, que agora tem 41%. Praticamente só faltam apurar as urnas de São Paulo, que é reduto eleitoral dos tucanos...

Mas não é apenas o povo de São Paulo, ao votar em seu ex-governador para presidente, o responsável pelo adiamento do sonho de reeleger Lula já no primeiro turno.

Os inteligentes dirigentes do PT paulista que se meteram na operação dossiê tem sua parcela de responsabilidade nisso.

Lula tinha esta eleição garantida. Até os eleitores dos opositores achavam que Lula levaria essa tranquilamente. Mas a operação dossiê deu tanta munição para a direita e para a imprensa nacional torpedear o PT e Lula na últimas duas semanas que acabou por afastar aquela parcela de eleitores indecisos que poderiam votar em Lula.

As pesquisas mostravam que Lula tinha um eleitorado fiel (medido pela pesquisa de votação espontânea) na faixa de 46%, que praticamente se traduziram nos 49% dos votos válidos obtidos agora.

O problema é que a história do dossiê deixou os indecisos com a impressão de que esta é a prática normal dos petistas, já que em sua forma o último escândalo se parece muito com os demais denunciados. Não importa aqui discutir se as denúncias tinham fundamento ou não, pois a dúvida já havia sido colocada nacabeça do eleitorado indeciso.

E não adianta agora ficar botando a culpa no debate ou na edição de imagens do mesmo feita pela Globo. Não adianta reclamar da imparcialidade de algumas revistas e jornalões de São Paulo, pois a história do dossiê jogo na mão da direita uma munição muito mais forte que toda aquela usada em quase 2 anos de bombardeios precocneituosos vociferados das tribunas e na imprensa.

Será que os responsáveis pelos acontecimentos das últimas semanas serão realmente punidos ou haverá mais uma onda a derrubá-los para cima?

Será que o PT e a esquerda terão força, maturidade e capacidade suficientes para analisar tudo o que se passou nestes quatro anos, assim como, analisar o que ocorreu nas últimas semanas???

Seja como for, uma coisa é certa, quando a esquerda se divide ou coloca interesses pessoais acima de interesses coletivos quem ganha com isso é a direita.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 23:31 01/10/2006, de Curitiba, PR


Faltam apenas 8%...
Fantando apenas 8% dos votos para apurar a boa notícia vem do Rio Grande do Sul e da Bahia.

No extremo sul do país o atual governador Germano Rigotto (PMDB) foi derrotado e Olívio Dutra (PT) disputa com Yeda Crusius (PSDB) o segundo turno.

Na ex-terra de ACM, Jaques Vagner tem 53,16% dos votos com 95,37% dos votos apurados indicando desta forma vitória do PT sobre o carlismo já no primeiro turno.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 22:36 01/10/2006, de Curitiba, PR


90% dos votos apurados e vantagem de Lula cai...
Faltando menos de 10% do total de votos a serem apurados a vantagem de Lula cai e a probabilidade de segundo turno aumenta.

As emoções são forte e a decisão vai ficando para o final. Como dizem os futebolistas o jogo só acaba depois do apito final...

Porém, uma coisa vai ficando claro: só a direita ganha com a divsão da esquerda. A experiência alemã já havia mostrado isso e parece que a esquerda brasileira nada aprendeu...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 22:20 01/10/2006, de Curitiba, PR


TSE não consegue divulgar definição às 22:00h como esperava
O TSE esperava que até as 22:00 h de 01/10/2006 já seria possível ter uma definição sobre as eleições presidenciais. Mas com 87% dos votos apurados Lula e Alckmin ainda disputam décimos de porcento, deixando a coisa completamente embolada.

Lula agora precisa de 0,65% para levar no primeiro turno...

Haja coração!!!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 22:05 01/10/2006, de Curitiba, PR


Lula precisa de 0,8%...
O presidente Lula e candidato a reeleição tem agora 49,3% dos votos, precisando assim de 0,8% para ganhar no primeiro turno.

Faltando apenas 13% dos votos a serem apurados as chances de Lula ganhar no primeiro turno vão diminuindo...
Enviada por Sergio Bertoni, às 21:53 01/10/2006, de Curitiba, PR


Faltam apenas 15% dos votos a apurar
Faltando apenas 15% dos votos para serem apurados Lula caiu alguns décimos e Alckmin subiu outros. Como maior parte dos votos a serem apurados encontram-se em São Paulo, diminuem as chances de Lula levar no primeiro turno já que o eleitorado paulista é predominante conservador e tucano.

Lula, contudo, segue precisando de 0,5% para ganhar no primeiro turno...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 21:35 01/10/2006, de Curitiba, PR


Lula abre 9% de vantagem
Com 82% dos votos apurados Lula tem 9% de vantagem sobre o segundo colocado. Com 49,6% dos votos, Lula só precisa de meio ponto percentual para ganhar esta eleição já no primeiro turno.

Enviada por Sérgio Bertoni, às 21:18 01/10/2006, de Curitiba, PR


A emoção aumenta a cada nova parcial
Nova parcial com praticamente 74% dos votos apurados mostra crescimenmto de Lula e nova queda de Alckmin.

Lula agora tem 49,31% contra 40,91% de Alckmin.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 20:39 01/10/2006, de Curitiba, PR


Com 70% dos votos Lula precisa de somente 1% para confirmar vitória
Com 70% dos votos apurados Lula está com 49% dos votos válidos contra 41,2% de Alckmin, que continua caindo...
Enviada por Sérgio Bertoni, às 20:27 01/10/2006, de Curitiba, PR


60% dos votos apurados: Lula avança
Com 74.126.522 votos apurados equivalente a 60,38% urnas apuradas (218.241 urnas) Lula sobe para 48,2% e Alckmin cai para 41,97%.

As apurações na maioria dos estados onde Alckmin leva vantagem estão praticamente encerradas.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 20:06 01/10/2006, de Curitiba, PR


Com 52 % dos votos apurados Lula está na frente
Com mais da metade dos votos apurados Lula está na frente com 47,6% seguido por Alckmin com 42,5%.

O quadro neste momento mostra um país geograficamente dividido. Norte e Nordeste votando em massa em Lula e Centro-Oeste, Sul e o Estado de São Paulo votando em Alckmin.Na região Sudeste Lua ganha em 3 dos quatro estados (MG, ES, RJ).

As diferenças até o momento são bastante polarizadas. Onde Lula ganha, ganha de lavada. O mesmo acontece com Alckmin...

As duas grandes novidades até o momento são: a vantagem de Jaques Wagner na Bahia, derrotando ACM e suas malvadezas e um possível segundo turno entre PSDB e PT no Rio Grande do Sul, tirando fora o PMDB que governa o estado.

Mudanças e surpresas ainda terão lugar.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 20:00 01/10/2006, de Curitiba, PR


DOMINGO VERMELHO para entrar para a história
Companheiros e Companheiras,

Façamos deste domingo um dia inesquecível. Façamos do 01 de outrubro de 2006 o DOMINGO VERMELHO.

Não tenha vergonha, vista sua camiseta vermelha, boné, estrelinha, broche, cole seu adesivo, pegue sua bandeira e mostre que você vota pelo futuro do Brasil.

Decisão do TSE permite que os eleitores usem camisetas, bonés, broches e adesivos com propaganda eleitoral no dia da votação. De acordo com o tribunal, desde que seja uma manifestação silenciosa por parte do eleitor, as propagandas no vestuário e em adesivos em carros será permitida no domingo.

Então! Vamos lá de vermelho e numa onda silenciosa afirmar que o Brasil aposta no futuro e na democracia.

DOMINGO VERMELHO neles!
Enviada por Sérgio Bertoni, às 01:04 01/10/2006, de Curitiba, PR


Previsão de Mino Carta
Dizem as pesquisas que Lula está em queda, embora de leve. Abalo-me a uma previsão, coisa de jornalista metido (petista não sou, atentem): o presidente ganha no primeiro turno, por margem maior do que se supunha até ontem.

Publicado no blog de Mino Carta
Enviada por Sérgio Bertoni, às 00:42 01/10/2006, de Curitiba, PR


Ministro do TSE faz denúncias, mas afirma não ter provas
A poucas horas do início do pleito eleitoral, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Marco Aurélio Mello, a pessoa que deveria zelar pelo bom andamento do processo eleitoral e pelo respeito da legislação em vigor, disse neste sábado que recebeu ameaça de morte em mensagem enviada por e-mail.

Sem especificar a data da mensagem, que teria sido encaminhada neste mês e afirmando tê-la destruído, o ministro joga no ar um suspeita sem ter como provar se ela realmente existiu.

"Na ocasião, eu deletei o e-mail para evitar o contato de meus familiares. A mensagem dizia que eu morreria", afirmou Mello.

O Presidente do TSE também não esclareceu em que caixa postal recebeu a tal mensagem. Se foi em um endereço privado ou se foi no endereço eletrônico do TSE.

Queremos acreditar que foi no endereço privado, pois como explicar a justificativa dele para destruir a mensagem: "para evitar o contato... de familiares"? Ou será que os familiares do Juiz têm acesso ao endereço eletrônico funcional do presidente do TSE???

Como é que um juiz de direito e pessoa responsável pelo mais importante momento na vida política do país neste ano, destrói as provas de que teria sido ameaçado de morte?

Qualquer cidadão comum na mesma situação, guardaria as devidas provas e faria uma denúncia formal a polícia!

E, por que, mesmo sem ter provas, ele deixou para divulgar o "fato" horas antes da eleição?

Em meados de setembro, o mesmo Mello afirmou que havia grampos nas linhas telefônicas de três ministros do TSE. Quem teria descoberto o grampo, segundo Mello, seria a Fence Consultoria, uma empresa privada, de propriedade de Ênio Gomes Fonteneli, coronel da reserva.

Investigações da Polícia Federal concluíram que nunca houve grampo nas linhas telefônicas citadas e o empresário Ênio Gomes Fonteneli foi indiciado por "falsidade ideológica e falsa comunicação de crime" por ter afirmado a representantes do TSE que havia constatado a existência de escutas telefônicas em linhas do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF).

"Ele não poderia ter feito tal afirmação diante da avaliação incompleta que fez dos cabos telefônicos que ligam o Tribunal à companhia telefônica", explicou a jornalistas o perito federal Gil Reis, um dos responsáveis pelo laudo da PF.

O presidente do TSE, que não é perito nem técnico em comunicações e, espera-se, não fez cursos de espionagem, contestou o resultado das investigações da PF dizendo confiar na idoneidade da Fence Consultoria.

O dono da empresa, porém, acabou jogando areia no ventilador de Mello ao depor à Polícia Federal. Fonteneli negou ter afirmado peremptoriamente que teria grampos no TSE. Em suas declarações ele afirmou apenas que sua análise sugeriu que poderiam existir monitoramentos clandestinos contra ministros do TSE.

São muitas as coincidências que indicam que tem gente importante no poder judiciário fazendo pré-julgamento a partir de sugestões que lhes são aparesentadas.

Parece que o Presidente do TSE deixa de lado seu papel constitucional de árbitro e lança suspeitas no ar que buscam incriminar o atual governo e beneficiar o candidato do PSDB.

Se assim não é, por que então o TSE precisou contratar um empresa privada para verificar se havia grampos ou não em sua linhas telefônicas?

Por que não recorreu aos especialistas que o estado mantém em sua estrutura de segurança nacional?

As dúvidas, perguntas e as impressões de que há algo estranho no ar, aumentam a medida que o presidente do TSE vai divulgado coisas sem ter, assumidadmente, as devidas provas.

Esperamos que passado o calor da disputa eleitoral o país faça as devidas reformas política e do judiciário de modo a por fim ao clientelismo e a indicação de amigos que no futuro irão "julgar" os inimigos.

É preciso acabar com esta tradição brasileira que reza "Aos amigos tudo, aos inimigos a lei".

E seria bom se o exemplo viesse dos altões escalões, dos tribunais e de nossos juízes. O País e a Democracia agradeceriam.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 00:23 01/10/2006, de Curitiba, PR


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